Foi mais do que uma série de shows. A volta do System Of A Down à América do Sul, após dez anos de ausência, transformou-se em um verdadeiro ritual coletivo — uma celebração barulhenta, visceral e inesquecível do rock alternativo com sotaque armênio-americano. Nove apresentações, sete cidades e um total de 500 mil pessoas formaram a massa sonora que consagrou a passagem da banda pelo continente.
De Bogotá a São Paulo, passando por Lima, Santiago, Buenos Aires, Curitiba e Rio de Janeiro, cada cidade viveu uma noite de intensidade máxima. Ingressos esgotados, público entregue e uma performance à altura do peso histórico do grupo. A turnê ainda estabeleceu marcos importantes para a 30e, produtora brasileira que orquestrou toda a jornada e que agora coleciona os dois maiores shows de sua trajetória: 70 mil pessoas em Santiago e outras 70 mil no Autódromo de Interlagos, na capital paulista.
“Essa turnê foi a perfeita tradução do compromisso que temos com os artistas e com o público”, afirmou Pepeu Correa, CEO da 30e. “A grandiosidade, a organização e a satisfação geral foram reflexo direto da nossa dedicação. É um passo importante na nossa expansão e no que ainda vamos entregar.”
Em 2025, a 30e projeta mais de 200 eventos com a ambição de impactar 4 milhões de pessoas, consolidando seu papel como a força motriz do entretenimento ao vivo no Brasil. A empresa já trouxe ao país nomes como Paul McCartney, Florence and the Machine, Kendrick Lamar, Lana Del Rey, Slipknot e Roger Waters, além de repaginar o mercado nacional com turnês como Titãs Encontro, SUPERTURNÊ do Jão, a despedida dos palcos do Natiruts e o ciclo final de Gilberto Gil com TEMPO REI.
O System Of A Down, por sua vez, segue como uma das bandas mais relevantes do século 21. Desde 1998, sua discografia incendiária vendeu mais de 40 milhões de cópias no mundo todo, rendeu um Grammy e ecoa em arenas e festivais com a mesma fúria e propósito de suas raízes. Com Serj Tankian nos vocais e teclados, Daron Malakian nas guitarras, Shavo Odadjian no baixo e John Dolmayan na bateria, o quarteto segue sendo a trilha sonora de rebeliões pessoais e coletivas — inclusive nas 23 milhões de audições mensais que registram no Spotify.
No final, não foi apenas uma turnê. Foi um reencontro de almas barulhentas, um grito conjunto que atravessou países e fronteiras. Uma prova viva de que, mesmo após uma década, a chama do System Of A Down segue acesa e com combustível de sobra.
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