InícioGamesHands-on | Shadow Labyrinth é uma 'bizarra' reinvenção do clássico Pac-Man

Hands-on | Shadow Labyrinth é uma ‘bizarra’ reinvenção do clássico Pac-Man

Olha, por essa a gente não esperava: Shadow Labyrinth é a prequela do capítulo dedicado ao Pac-Man da série Secret Level, da Amazon Prime, em que o clássico personagem da Bandai Namco, que faz 45 anos de idade em 2025, deixou de lado os fliperamas para habitar um mundo escuro e violento, cheio de monstros e referências a outros jogos da produtora.

Tivemos a oportunidade de conferir o jogo em um evento de prévia, a convite da Bandai Namco, podendo jogar alguns momentos específicos da nova aventura do “come come” mais famoso dos videogames. Confira abaixo o que achamos!

É tudo tão bizarro que quem sabe dê certo?

A primeira coisa que você nota quando começa a jogar Shadow Labyrinth é como o jogo é estranho visualmente. Uma mistura de animação 2D por marionete com elementos poligonais mais simples e com texturas de qualidade um tanto precária, a apresentação, à primeira vista, chega a incomodar um pouco. No entanto, essa primeira impressão acaba passando, conforme mais do jogo é revelado, como pudemos ver neste evento de preview.

Tivemos acesso a três arquivos salvos distintos, cada um nos colocando em pontos específicos do jogo e com poderes diferentes. No primeiro, encontramos o protagonista, um ser silencioso (por não ter uma boca, segundo o material complementar!) conhecido somente pelo apelido “Sétimo Espadachim” e PUK, o Pac-Man desse mundo estranho em que o jogo se passa, juntos explorando um vilarejo no que parece ser o subterrâneo. Aliados ao povo local, a missão da dupla é se infiltrar em uma base vizinha e derrotar o chefão.

Mas isso se mostrou ser bem difícil, já que Shadow Labyrinth se trata de um jogo nos moldes de Metroid e Castlevania: Symphony of the Night, um “metroidvania”, por assim dizer. Apesar da própria Bandai Namco não estar usando esse termo, é o que o jogo é, e foi só jogar um pouco para perceber isso, ainda mais depois de testar os outros dois arquivos salvos. Há um pulo duplo, você pode virar bolinha, que no caso do jogo é se transformar no Pac-Man clássico para comer as esferas que servem como moeda de câmbio, e ainda por cima, como Alucard, se transformar ainda em um monstrão super poderoso.

O mapa, ainda em desenvolvimento, imaginamos, dá a dica de onde ir, mas mesmo sem ele foi fácil achar a tal base, que é dividida em várias áreas complementares, cada uma com um objetivo distinto. Uma trouxe um desafio voltado ao combate, mostrando do que o jogo é capaz nesse quesito. Há habilidades de refletir, desvio e carregamento de ataques, que dão ao seu personagem razoável versatilidade, e são, de fato, uma das partes que mais gostamos da demo. Inclusive, um dos arquivos salvos nos colocou em uma sequência de lutas contra chefes onde o combate foi colocado à prova e até que agradou e imaginamos que fará o mesmo com aqueles que gostam de jogos do gênero.

Ou não?

Voltando pra base em questão: depois dessas batalhas, os próximos desafios se mostraram menos animadores. Principalmente, esse foi o caso da parte de plataforma. O grande problema aqui foi a falta de pontos de controle e do design duvidoso dela, em que a gente teve que passar por diversas sequências de rolamento automático, onde a tela se move por si só, com uma espécie de laser nos empurrando. Ao tocar nele, o personagem é colocado no início novamente, levando dano ainda por cima. Por ter controles um tanto soltos, o pulo no jogo é bem impreciso, o que, com plataformas pequenas e armadilhas logo abaixo delas, esperando você cair nelas, tornam toda a experiência um tanto frustrante…

Os momentos em que jogamos como PUK, correndo em barras eletrificadas e comendo, mas comendo muito, foram um pouco mais divertidas, mas ainda repletas de incômodos, já que a velocidade e movimentação frenética do personagem tornam a jogabilidade ainda mais complicada de se controlar. Com botões que abrem portas por tempo limitado no fim de verdadeiros labirintos a serem percorridos o mais rápido possível, onde um toque nos obstáculos nos colocava de volta ao começo, já dá para imaginar o tanto que demoramos para terminar essa seção da base, né? E sim, há algo parecido em outros metroidvanias da vida, mas nesse, em específico, isso se mostrou ainda mais frustrante, já que tudo acontece muito rapidamente e em repetição.

A última parte da base foi o que a Bandai Namco revelou serem “desafios de ambiente”, tranquilamente o segmento mais fácil de todos, em que, além de enfrentar alguns inimigos, tivemos que navegar o mapa e encontrar a saída, o que fizemos sem muita dificuldade. Com a terceira parte da chave em mãos, ou melhor, na bocarra de PUK, avançamos adiante, para enfrentar o chefe, uma versão repaginada da fantasminha Pinky, do jogo original de fliperama. Flutuando no ar, a luta mostrou-se bem mais tranquila do que a que chegamos a testar no terceiro arquivo salvo, que é baseada em outro clássico, Splatterhouse. Utilizando as mecânicas de batalha que falamos anteriormente, derrotamos a chefona e demos um fim à experiência de demonstração.   

Enfim… o fim

Apesar da estranheza de se jogar uma versão tão fora do comum de um personagem icônico como Pac-Man, há esperança de que o jogo final nos cause uma impressão melhor do que a demo que jogamos. O combate foi, de longe, a melhor parte da nossa experiência durante esse evento, com uma movimentação suave, rápida e bastante flexível, ao contrário de todo o resto do que jogamos.

Ficamos na torcida para que, ao jogar desde o início e aprender tudo no ritmo que os desenvolvedores planejaram, que a experiência final seja ainda mais agradável, inclusive com relação aos aspectos dessa demo que não nos agradaram tanto. Pac-Man é um personagem muito querido por todos nós, por isso ele merece o melhor que há, não é mesmo? A Bandai Namco está prometendo um verdadeiro MCU de suas principais marcas dos fliperamas com a chegada desse jogo, resta saber como isso se dará.  

Felizmente, não vai demorar muito para Shadow Labyrinth estar entre nós, para que a gente possa descobrir. O game chegará às lojas físicas e digitais em 18 de julho, em praticamente todas as plataformas atuais. 

Agradecemos a assessoria da Bandai Namco do Brasil por nos ter convidado para o evento de preview e pelo envio de uma cópia do jogo para a produção desta matéria.

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