Com 10 anos, Inara Solimar estreia na literatura com Clube das Aventuras e a Doença Desconhecida, publicado pela Editora Emó. A narrativa é surpreendentemente madura, construída com sensibilidade e voltada tanto para leitores jovens quanto para quem valoriza boas histórias com profundidade emocional.
Inara começou a escrever o livro aos 7 anos e o finalizou aos 9, criando uma trama que mescla ação, suspense e fantasia com temas como amizade, medo e a importância de ouvir e ser ouvido. Em vez de se apoiar apenas na fantasia, a obra investe na construção de vínculos afetivos entre os personagens.
Entre monstros e emoções: uma aventura interna e externa
A história acompanha um grupo de adolescentes enfrentando uma doença misteriosa em um mundo habitado por monstros. Mais do que lutar contra o desconhecido, os personagens precisam lidar com inseguranças, confiar uns nos outros e descobrir a força coletiva como forma de enfrentar o caos.
A autora apresenta figuras que erram, hesitam, sentem medo, mas seguem em frente juntos. Há ecos de clássicos da aventura e do mistério, mas com foco em experiências emocionais marcadas pela transição da infância para a adolescência.
Leituras, influências e paixões que moldam a escrita
Entre as influências de Inara estão Agatha Christie, especialmente E Não Sobrou Nenhum, a série A Saga de Darren Shan e o universo dos mangás e animes. Leituras como Puxa, Que Bruxa!, de Sibéal Pounder, e Diário de uma Garota Nada Popular, de Rachel Renée Russell, também deixaram marcas em seu modo de criar personagens e conflitos.
Durante a pandemia, Inara foi alfabetizada em casa pela avó materna, pedagoga aposentada. Essa experiência fortaleceu seu vínculo com os livros e incentivou sua imaginação desde cedo.
Arte, afeto e imaginação como parte da formação
Filha da artivista negra May Solimar, responsável pelas ilustrações e pela capa do livro, Inara cresceu cercada por estímulos culturais e liberdade criativa. Essa convivência influenciou diretamente sua maneira de contar histórias, abordando temas sociais, emocionais e simbólicos com naturalidade.
A escrita surge como forma de expressão, construção de mundos e elaboração de sentimentos. A obra mostra que a imaginação pode ser um instrumento para pensar o presente e inventar futuros.
Uma autora mirim para acompanhar de perto
Clube das Aventuras e a Doença Desconhecida é um exemplo de como a literatura infantojuvenil pode tratar temas profundos sem perder o senso de aventura. A escrita de Inara une emoção, mistério e afeto em uma narrativa envolvente, que respeita e dialoga com o olhar do jovem leitor.
Com domínio narrativo e sensibilidade rara, Inara Solimar estreia com uma proposta que valoriza tanto a construção de personagens quanto a força dos sentimentos. Uma autora que ainda está começando, mas que já demonstra ter muito a dizer.

Serviço: Lançamento oficial 02 de agosto (sábado) Das 15h às 17h La Librería – Café Colombiano

