O Sesc Digital amplia seu catálogo no dia 2 de setembro com cinco longas de destaque, entre ficções e documentários que transitam entre o terror, o drama e o registro histórico. O acesso é gratuito e não exige cadastro, tanto pelo site quanto pelo aplicativo da plataforma.
A programação traz produções internacionais de grande repercussão, como o terror sul-coreano O Lamento (2016) e o documentário japonês Quatro Paredes (2024), além de três títulos brasileiros que exploram investigações históricas, espiritualidade e reencontros pessoais.
O Lamento
Considerado um dos melhores filmes do gênero na Coreia do Sul, O Lamento (Na Hong-jin) apresenta um policial diante de uma série de mortes violentas em um vilarejo isolado. A suspeita recai sobre um forasteiro misterioso, mas a situação se torna ainda mais pessoal quando a filha do protagonista parece estar em risco.
Com sua atmosfera sufocante e uma trama que mistura lendas asiáticas e horror psicológico, o longa conquistou a crítica internacional. O impacto foi tão grande que Ridley Scott demonstrou interesse em realizar uma versão hollywoodiana da história.
Quatro Paredes
Indicado ao Oscar de Melhor Documentário, Quatro Paredes acompanha a jornalista japonesa Shiori Itô em sua busca por justiça contra o homem que a violentou. A obra expõe não apenas a trajetória pessoal da repórter, mas também as falhas estruturais do sistema judicial japonês, que silencia vítimas e protege figuras poderosas.
O filme se destaca por sua abordagem intimista e corajosa, revelando as cicatrizes deixadas pela violência e o impacto de enfrentar um sistema resistente à mudança.
Segredos do Putumayo
Entre os brasileiros, Segredos do Putumayo (2020), de Aurélio Michiles, resgata o diário de Roger Casement, cônsul britânico no Rio de Janeiro que, em 1910, investigou crimes cometidos contra povos indígenas na Amazônia.
O documentário expõe a engrenagem violenta do ciclo da borracha, marcada por escravidão e extermínio, revelando um capítulo sombrio da história latino-americana.
Madeleine à Paris
Coprodução Brasil-França, Madeleine à Paris (2024), de Liliane Mutti, acompanha Robertinho, brasileiro queer e filho de santo do Candomblé, que há mais de 20 anos lidera a tradicional lavagem das escadarias da igreja da Madeleine, em Paris.
Entre o ritual religioso e as performances noturnas no cabaré, o filme revela uma vida que transita entre o sagrado e o profano, entre masculinidades e feminilidades, e que celebra a potência da identidade híbrida.
Kevin
Fechando a seleção, Kevin (2021), de Joana Oliveira, apresenta o reencontro da diretora com sua amiga ugandense duas décadas após se conhecerem na Alemanha. A viagem à África transforma o encontro em uma reflexão sobre memórias, afetos e caminhos que se cruzam ao longo da vida.
Serviço
Todos os filmes estarão disponíveis no Sesc Digital a partir de 2 de setembro, gratuitamente, até 2 de novembro de 2025. O acesso pode ser feito pelo site sesc.digital ou pelo aplicativo nas lojas Google Play e App Store.


