22 de dezembro marca a chegada de uma adaptação aguardada pelos fãs de Tezuka e de romances trágicos japoneses. Apollo’s Song chega ao Rakuten Viki trazendo uma leitura moderna para uma das obras mais densas e filosóficas do Mestre do Mangá.
O retorno de um clássico sombrio de Tezuka

Apollo no Uta sempre foi um mangá que brinca com os limites entre dor, amor e destino. Agora, essa jornada ganha forma em live action com Apollo’s Song, dirigido e roteirizado por Ninomiya Ken. A produção abraça o tom existencialista da obra original e o traduz para um dorama de sete episódios, focado em reencarnações, tragédias e sentimentos difíceis de enfrentar.
A história acompanha Chikaishi Shogo, interpretado por Sato Shori, um jovem marcado por traumas de infância que simplesmente não consegue acreditar no amor. Ele vive sustentado por uma mulher indiferente para ele, enquanto sua única ligação honesta é com a amiga de infância, Watari Hiromi, vivida por Takaishi Akari. Quando Shogo descobre que Hiromi o ama, sua repulsa ao amor desencadeia uma tragédia irreversível.
Como castigo, uma deusa o amaldiçoa: em cada reencarnação, Shogo deve se apaixonar profundamente por uma única mulher e morrer antes de viver esse amor. Um looping emocional que força o protagonista a encarar justamente aquilo que ele tenta evitar. É Tezuka sendo Tezuka, e o dorama abraça essa essência.
Um elenco que chama a atenção dos fãs de j-dramas
O ponto que mais anima o público é a escolha do elenco principal. Sato Shori, membro do grupo timelesz (ex Sexy Zone), retorna aos doramas em um papel que exige carga emocional e presença dramática. Quem acompanha sua carreira lembra de performances marcantes em Akai Nurse Call, I Want To Hold Aono-kun So Badly I Could Die e Black School Rules, trabalhos que já mostravam que o ator sabe lidar com personagens intensos.
Ao lado dele, Takaishi Akari vem em ascensão constante. Após brilhar em títulos como Baby Walkure Everyday, Falling High School Girl and Irresponsible Teacher e The Ghost Writer’s Wife, ela assume aqui um papel que mistura doçura, tragédia e força interior, exatamente o que Hiromi exige.
O elenco de apoio inclui Nishigaki Sho, Morita Kokoro, Kawai Aoba e Fukawa Ryo, formando um conjunto sólido para uma história que passeia por diferentes épocas e versões dos mesmos personagens.
A adaptação e o desafio de traduzir Tezuka
Transformar Apollo no Uta em live action não é tarefa simples. A obra original mergulha em renascimentos, simbolismos e críticas psicológicas que marcaram a fase mais experimental de Osamu Tezuka. Ninomiya Ken opta por unir esse espírito à linguagem televisiva moderna, criando uma narrativa fragmentada, mas emocionalmente coerente para o público atual.
A série promete também explorar visualmente as mudanças de tempo e espaço de cada reencarnação, mantendo o fio condutor trágico que define a maldição de Shogo. Para quem gosta de histórias que conectam fantasia com drama humano, o dorama deve ser um prato cheio.
Por que Apollo’s Song deve conquistar os fãs de séries asiáticas
Além de ser uma adaptação de um nome gigante da cultura pop japonesa, a série oferece algo raro nos doramas atuais: uma mistura de romance trágico com ficção filosófica. É o tipo de drama que dialoga com quem curte narrativas mais densas, mas sem perder a emoção que os j-dramas sabem entregar tão bem.
O romance que nunca chega a se concretizar, as reencarnações que mudam o cenário mas não o destino, e o protagonista que luta com sua própria incapacidade de amar criam uma experiência que deve gerar muitas teorias e discussões entre os fãs, especialmente os que já conhecem o mangá.
Onde assistir
Apollo’s Song estreia no Brasil em 22 de dezembro, exclusivamente no Rakuten Viki.
Para quem quer revisitar o Tezuka clássico ou descobrir uma história forte, cheia de camadas e com um elenco querido do público japonês, esta é uma das estreias imperdíveis de dezembro.


