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Unlock CCXP mostra a IA fora da teoria com painel prático de Tony Ventura (CCXP25)

A programação do Unlock CCXP abriu espaço para um dos temas mais quentes do mercado criativo atual: a inteligência artificial aplicada na prática. No primeiro dia do evento, o painel comandado por Tony Ventura, especialista em novas tecnologias e professor da Fundação Dom Cabral, fugiu do discurso abstrato e mostrou como a IA já está integrada ao cotidiano de profissionais do entretenimento, da comunicação e da produção de conteúdo.

Com uma abordagem direta e didática, Tony apresentou demonstrações ao vivo que ajudaram o público a entender onde a tecnologia já está sendo usada e como ela pode impactar processos criativos, decisões estratégicas e até a segurança digital dentro do setor.

Demonstrações ao vivo e exemplos do mundo real

Durante o painel, Tony Ventura exibiu aplicações práticas de IA que já estão disponíveis no mercado. Entre os destaques estiveram vídeos gerados com ferramentas como HeyGen e Google V3, mostrando como a criação audiovisual vem sendo acelerada por soluções automatizadas, algo que dialoga diretamente com o universo do entretenimento e das experiências imersivas.

Outro momento que chamou atenção foi a demonstração de um drone com reconhecimento facial, capaz de identificar e seguir automaticamente uma pessoa. A tecnologia levantou discussões sobre uso criativo, monitoramento e também sobre os limites éticos desse tipo de aplicação.

Tony também apresentou sistemas focados em produtividade, capazes de automatizar microtarefas do dia a dia profissional, como responder e-mails, organizar fluxos de trabalho e até executar operações financeiras simples, como Pix, reforçando como a IA já atua nos bastidores das empresas.

Segurança digital, deepfakes e novos desafios

Além das possibilidades, o painel também abordou riscos. Tony alertou para o crescimento de deepfakes e golpes digitais, especialmente em reuniões online e ambientes corporativos. Segundo ele, a mesma tecnologia que acelera processos criativos pode ser usada de forma maliciosa, o que exige atenção redobrada de empresas e criadores de conteúdo.

A discussão reforçou a importância de entender a IA não apenas como ferramenta criativa, mas também como um fator crítico na segurança digital e na confiança dentro do ecossistema de entretenimento.

IA como aliada estratégica, não substituta

Ao comentar a reação do público às demonstrações, Tony Ventura destacou como o acesso facilitado à tecnologia muda o jogo. Para ele, a IA abre oportunidades concretas para o entretenimento, desde a criação de conteúdo até a otimização de equipes e processos.

Tony reforçou que o uso estratégico é o ponto-chave. Em sua fala, deixou claro que o objetivo não é delegar decisões à inteligência artificial, mas aprender a trabalhar com ela para ganhar tempo, eficiência e segurança. Uma visão que dialoga diretamente com o momento atual da indústria criativa, cada vez mais pressionada por velocidade, inovação e responsabilidade.

O painel no Unlock CCXP deixou claro que a IA já não é mais promessa futurista. Ela está em uso, moldando rotinas e levantando debates essenciais para quem vive de cultura pop, tecnologia e entretenimento.

Giuliano Peccilli
Giuliano Peccillihttp://www.jwave.com.br
Editor do JWave, Podcaster e Gamer nas horas vagas. Também trabalhou na Anime Do, Anime Pró, Neo Tokyo, Nintendo World e Jornal Nippon Já.

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