O cinema brasileiro ganha um novo thriller político com A Conspiração Condor, longa dirigido por André Sturm que acaba de revelar seu cartaz oficial e confirmar a estreia nos cinemas. A produção mergulha em um dos períodos mais sensíveis da história recente do país, colocando em xeque as versões oficiais sobre as mortes de Juscelino Kubitschek e João Goulart, ambas ocorridas em 1976.
Jornalismo como ponto de partida
A trama acompanha Silvana, interpretada por Mel Lisboa, uma jornalista que começa a desconfiar das explicações oficiais em torno das duas mortes. Ao lado do argentino Juan, vivido por Dan Stulbach, ela se aprofunda em uma investigação que atravessa fronteiras e revela uma rede de interesses políticos, silêncios forçados e pressões típicas dos anos de ditadura.
No percurso, Silvana se aproxima de Carlos Lacerda, personagem interpretado por Pedro Bial, e passa a ter acesso aos bastidores da Frente Ampla, movimento que tentou articular uma oposição civil ao regime militar. Cada nova descoberta amplia os riscos e transforma a apuração em uma questão de sobrevivência.
Thriller histórico com olhar contemporâneo
Com roteiro assinado por Sturm e Victor Bonini, o filme equilibra fatos históricos e tensão narrativa, usando a investigação jornalística como motor dramático. O elenco reúne ainda Maria Manoella, Nilton Bicudo e Marat Descartes. A produção é da LEP Filmes, com distribuição da Pandora Filmes.
Mais do que reconstruir um período histórico, A Conspiração Condor provoca o espectador a refletir sobre memória, poder e as verdades que permanecem enterradas quando o Estado decide calar.
Quando estreia

A Conspiração Condor chega aos cinemas brasileiros no dia 9 de abril, prometendo colocar a história recente do país sob nova luz, agora no formato de um suspense político direto, tenso e atual.

