O longa O Riso e a Faca, dirigido por Pedro Pinho, estreia nos cinemas brasileiros em 30 de abril após trajetória de destaque no circuito internacional. A produção foi exibida na mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes e garantiu o prêmio de Melhor Atriz para Cleo Diára, além de figurar entre os destaques do ano pela revista Cahiers du Cinéma.
Coprodução entre Portugal, Brasil, França e Romênia, o filme propõe um olhar contemporâneo sobre as relações entre Europa e África, explorando dinâmicas de poder, exploração e presença estrangeira sob a ótica do neocolonialismo.
Relações de poder e deslocamento
A trama acompanha Sérgio, um engenheiro português enviado por uma ONG para uma cidade da África Ocidental, onde trabalha na avaliação ambiental de uma estrada. No local, ele se envolve com Diára e Gui, formando um triângulo marcado por tensões afetivas e desigualdades estruturais.
Interpretado por Sérgio Coragem, o protagonista transita entre ambientes que revelam contrastes sociais e culturais, enquanto o filme observa a presença de expatriados e os impactos do capitalismo global em territórios africanos.
Pôster

Um cinema político e sensorial
Inspirado na canção homônima de Tom Zé, o longa constrói uma narrativa que mistura crítica política, atmosfera sensorial e investigação de corpos e desejos em contextos de dominação.
Com mais de três horas de duração, a obra aposta em um ritmo imersivo e em imagens que destacam o calor, a paisagem urbana e os espaços ocupados por organizações internacionais, compondo um retrato complexo e contemporâneo.
Distribuído no Brasil pela Vitrine Filmes, O Riso e a Faca estreia nos cinemas em 30 de abril.


