O espetáculo Rasga Coração – Teatro Oficina devora Villa-Lobos estreia no Teatro Oficina Uzyna Uzona a partir de 6 de maio, em uma temporada especial que marca o centenário de Choros nº 10: Rasga o Coração, obra icônica de Heitor Villa-Lobos.

Choros 10
Uma releitura antropofágica de Villa-Lobos
A montagem parte de um conceito central do próprio Oficina: “devorar” artisticamente a obra original para recriar algo novo. O resultado é um espetáculo que mistura teatro, música ao vivo e coral, reinterpretando os Choros, série composta nos anos 1920 e definida por Villa-Lobos como uma espécie de “brasilofonia”.
O Choros nº 10, que dá nome à peça, funciona como eixo narrativo dessa experiência.
Trilha mistura diferentes fases do compositor
Além dos Choros, o espetáculo incorpora trechos de outras obras importantes, como Floresta do Amazonas (1958), ampliando o alcance sonoro da montagem.
A execução fica por conta de uma banda e de um coro de cantores-atuadores, mantendo a tradição do Oficina de integrar música e cena de forma orgânica.
Ligação direta com a Tropicália e o Oficina
A influência de Villa-Lobos atravessa movimentos importantes da cultura brasileira, incluindo a Tropicália, e já faz parte do repertório do Oficina há anos.
Desde Macumba Antropófaga (2011), o grupo vem explorando essa sonoridade em cena, com obras como:
- Choros 1
- Choros 3 – Pica-Pau
- Cantilena da Bachianas nº 5
Essa nova montagem consolida essa pesquisa estética.
Serviço
Espetáculo: Rasga Coração – Teatro Oficina devora Villa-Lobos
Local: Teatro Oficina Uzyna Uzona
Endereço: Rua Jaceguai, 520 – Bela Vista
Datas:
- Maio: 6, 7, 13, 14, 20, 29, 30 e 31
- Junho: 5, 6, 7 e 8
Horários: conforme programação do teatro
Ingressos:
- Inteira: R$ 80
- Meia: R$ 40
- Moradores do Bixiga: R$ 30
Capacidade: 250 lugares
Duração: 80 minutos
Classificação: Livre
Importante:
- Bilheteria abre 1h antes
- Lugares por ordem de chegada
- Sujeito à lotação
- Sem estacionamento próprio
Um projeto que dialoga com música erudita, teatro experimental e história cultural brasileira, mantendo o DNA provocador do Oficina.


