A crise climática virou tema central em muitas histórias, mas Cyber PANC e Só Zé: O resgate de um poder pifado e outras caraminholas tenta outro caminho. Em vez de distopia pesada, o livro constrói um futuro difícil, mas habitável, visto pelos olhos de crianças.
Ambientado em uma São Paulo transformada, o infantojuvenil mistura aventura, relações e práticas do mundo real, como agroecologia e vida comunitária.
Uma São Paulo de 2070, mas sem perder o afeto

A trama acompanha Cyber PANC e Só Zé, duas crianças que se encontram em meio a uma cidade reorganizada pela crise ambiental.
Ela tem um poder ligado às plantas que parou de funcionar. Ele vive com ansiedade constante. A jornada dos dois passa por diferentes territórios, cada um com formas próprias de viver e lidar com o ambiente.
A estrutura em “comunidades” ajuda a mostrar que não existe uma solução única.
Mais prática do que discurso
O livro não fica só na história. No final, traz materiais extras como receitas, jogos e guias simples que conectam a ficção com o mundo real.
A ideia é clara: sair da ansiedade e ir para ação, mesmo que em pequena escala.
Ecologia vista por quem vai viver o futuro
A narrativa trabalha conceitos como ecoansiedade e solastalgia de forma acessível. Em vez de teoria, tudo aparece nas experiências dos personagens.
Tem luto, medo e insegurança, mas também construção coletiva e tentativa de adaptação.
Autora mantém linha de trabalho sobre clima
Mariana Brecht já vinha explorando o tema em outras obras e aqui adapta o discurso para o público jovem.
Com ilustrações de Lumina Pirilampus, o livro reforça o lado visual e lúdico da proposta.
No fim, a mensagem não é sobre salvar o mundo sozinho. É sobre criar formas de viver nele.
“Cyber PANC e Só Zé” foi lançado em 24 de março de 2026, pela Companhia das Letras.


