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Festival da Fronteira consagra “Duas Vezes João Liberada” como melhor filme e direção

Produção portuguesa lidera premiação marcada por protagonismo feminino no cinema ibero-americano

O Festival Internacional de Cinema da Fronteira anunciou os vencedores de sua 17ª edição, realizada entre 28 de abril e 2 de maio de 2026 nas cidades de Bagé e Sant’Ana do Livramento. O grande destaque foi o longa português “Duas Vezes João Liberada”, dirigido por Paula Tomás Marques, que levou os prêmios de melhor filme e direção.

A cerimônia aconteceu no Instituto Municipal de Belas Artes (IMBA), com uma edição especial do Sarau do Solar e homenagem à cantora Maria Luiza Benitez. A edição deste ano teve forte presença de produções dirigidas por mulheres, especialmente do circuito ibero-americano.

Longas: principais vencedores

Além do grande vencedor da noite, outros títulos se destacaram na competição de longas:

  • Melhor filme (crítica): “Nuestra Tierra”, de Lucrecia Martel
  • Júri popular: “Ángeles”, de Paula Markovitch
  • Melhor atuação: Ángeles Pradal, por “Ángeles”
  • Melhor fotografia e direção de arte: “Futuro Futuro”, de Davi Pretto
  • Melhor montagem: “Nuestra Tierra”
  • Melhor roteiro: “Quemadura China”, de Verónica Perrotta
  • Menção honrosa: “Aqui Não Entra Luz”, de Karol Maia

Curtas e animação

Entre os curtas-metragens, o destaque foi o brasileiro “Pedra-mar”, de Janaína Lacerda, que também garantiu o prêmio de atuação para Ana Marinho.

Outros premiados incluem:

  • Júri popular: “Cabeça, Ombro, Joelho e Pé”, de Van Van
  • Direção: “Nuestra Sombra”, de Agustina Sánchez Gavier

Na animação, o prêmio principal ficou com “A Menina e o Pote”, de Valentina Homem e Tati Bond, enquanto “Um corpo sem cavalo?”, de Lara Fuke, venceu no voto popular.

Laboratório e novos projetos

O festival também destacou projetos em desenvolvimento no Sur Frontera WIP LAB:

  • “Doce Lar”, de Ricardo Santos, levou o destaque de desenvolvimento
  • “Todo Empieza Aqui”, de Magdalena Schinca Damián, venceu como melhor projeto em WIP

Edição reforça impacto cultural

Com programação gratuita, o evento reuniu exibições, debates e atividades formativas ao longo de cinco dias. A edição também marcou a parceria inédita com a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, que viabilizou premiação em dinheiro nas categorias principais.

O festival segue se consolidando como um dos principais espaços de circulação do cinema independente na região sul, conectando produções latino-americanas e ampliando o alcance cultural de Bagé no cenário audiovisual.

Giuliano Peccilli
Giuliano Peccillihttp://www.jwave.com.br
Editor do JWave, Podcaster e Gamer nas horas vagas. Também trabalhou na Anime Do, Anime Pró, Neo Tokyo, Nintendo World e Jornal Nippon Já.

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