Início Site Página 1290

Prêmio eSports Brasil 2024 | Anuncia atrações musicais que vão embalar a cerimônia deste ano

Foto- Jorge Alexandre:Prêmio eSports Brasil 2022

A oitava edição do Prêmio eSports Brasil (PeB) chega com uma promessa de intensidade que vai além das competições. No dia 12 de dezembro, o Memorial da América Latina, em São Paulo, se transformará no epicentro de uma celebração que une os mundos do eSports e da música. A cerimônia de gala, transmitida ao vivo pelo SporTV e pelas plataformas digitais do PeB, contará com apresentações de artistas renomados de diferentes gêneros musicais, criando uma atmosfera que transita entre a adrenalina das competições e o poder da música ao vivo.

Atrações Musicais

A noite não será apenas sobre troféus e vitórias, mas também sobre a energia que a música pode trazer para o universo dos eSports. Com artistas que são referência no rap, trap, funk e música eletrônica, o PeB 2024 vai transformar o Memorial da América Latina em um palco vibrante. Entre as atrações confirmadas, estão nomes como WIU, Azzy, Rincon Sapiência, Zeeba e Pocah, cada um trazendo sua sonoridade única e influente.

WIU, conhecido por hits como “Felina” e “Coração de Gelo”, promete agitar o público com seu estilo melódico e introspectivo. Azzy, a rapper que se destacou no Projeto Poesia Acústica, levará ao palco sua habilidade lírica, conquistando os fãs de rap com sua intensidade. Já Rincon Sapiência, ícone do rap nacional, trará sua vasta experiência e hits como “Ginga”, que marcaram sua trajetória. Zeeba, com uma das vozes mais ouvidas do Brasil, vai embalar o público com suas produções eletrônicas, enquanto Pocah fecha a noite com sua energia e o funk de sucesso, incluindo “Bandida” e “Chama Minha Gang”.

Performances Especiais

Além das apresentações musicais, o PeB 2024 vai surpreender com momentos épicos. A violinista Cammyli Aguiar, conhecida por seu talento pop e geek, será responsável por uma performance inédita, com a “Espada de Prata” — uma disputa medieval ao vivo que promete imergir o público em uma batalha de cavaleiros e lutadores. A noite também contará com a participação da Batalha da Aldeia (BDA), o maior coletivo de batalhas de rimas do Brasil. MCs se enfrentarão ao vivo em uma verdadeira disputa de talento, que será transmitida para o público, trazendo ainda mais emoção à cerimônia.

O Impacto do PeB

O Prêmio eSports Brasil 2024 não é apenas uma premiação, mas uma verdadeira celebração do cenário competitivo de eSports, que, a cada ano, conquista mais adeptos. Ao longo de sete edições, o PeB já entregou mais de 120 troféus e contou com mais de 16 milhões de votos registrados, consolidando-se como o maior evento de eSports da América Latina. Em 2024, a premiação vai além das vitórias, tornando-se uma homenagem à diversidade e à pluralidade das comunidades que formam o ecossistema dos games. A curadoria musical reflete esse espírito, com atrações que englobam diferentes estilos e públicos.

O evento também oferecerá uma experiência imersiva para o público, que poderá acompanhar os bastidores ao vivo por meio de uma segunda tela a partir das 19h, com entrevistas exclusivas e uma cobertura detalhada. Esse aspecto interativo conecta os fãs de maneira única à celebração, permitindo que vivenciem a premiação de forma mais próxima.

A Gala dos eSports

A cerimônia de gala acontecerá no Memorial da América Latina, em São Paulo, e será exclusiva para convidados. No entanto, para os fãs que não puderem comparecer pessoalmente, o evento será transmitido ao vivo nas principais plataformas, como SporTV, YouTube, Twitch, Instagram e TikTok. Com uma cobertura multiplataforma, todos terão a chance de acompanhar a celebração do maior evento de eSports da América Latina.

A edição deste ano conta com o patrocínio de Betano e Snickers, e o apoio da WD Black, possibilitando a realização de mais uma edição épica desta premiação que é aguardada por milhares de fãs de eSports.

Essa será, sem dúvida, uma noite de celebração, emoção e música, onde a cultura gamer será homenageada e vivida em sua plenitude.

NewGame+ | Primeira mostra LGBTQ+ chega ao Sesc Paulista

O universo dos jogos digitais ganha uma nova dimensão com a chegada do NewGame+, primeira mostra dedicada a produções LGBTQ+ no Brasil. Realizada pela White Wolfy, a exposição acontecerá no Sesc Avenida Paulista, em São Paulo, de 26 de novembro a 1º de dezembro de 2024. O evento oferece ao público uma seleção cuidadosa de jogos independentes nacionais e internacionais, além de palestras sobre representatividade e o futuro da indústria.

Uma Curadoria Diversa de Experiências

A mostra reúne 10 títulos que representam um mosaico de narrativas, estilos e mecânicas. A proposta não é apenas celebrar a diversidade nos jogos, mas também destacar o papel dos games como forma de expressão artística e cultural. Entre as escolhas estão cinco jogos brasileiros e cinco internacionais, cada um explorando temas únicos e tocantes.

Os destaques nacionais incluem: ABYSS X ZERO, um Metroidvania 3D que combina combates frenéticos e ambientes detalhados, da Studio Pixel Punk; lunr.rdio.taxi, uma fusão vibrante de jogo de ritmo e corrida futurista, do Soín Coletivo; e Um Domingo à Tarde, da própria White Wolfy, que mistura lógica e emoção ao narrar a tentativa de um jovem de expressar seus sentimentos por meio de um álbum de figurinhas.

No cenário internacional, brilham títulos como Spirit Swap: Lofi Beats to Match-3 To, que combina puzzles e uma trilha sonora cativante, da Soft Not Weak; e Dustborn, da Red Thread Games, uma narrativa de estrada ambientada em um mundo distópico onde palavras têm poderes transformadores.

Palestras: Reflexões Sobre Representatividade

O NewGame+ não se limita à exibição de jogos. O evento também propõe discussões com profissionais experientes que compartilham suas vivências e perspectivas sobre o mercado de games. Entre os temas abordados estão representatividade LGBTQIA+, estratégias de financiamento e transição de outras áreas criativas para o universo dos jogos. As palestras acontecem diariamente, com nomes como Julio Santi, Julia Stateri e as criadoras do premiado Unsighted, Tiani Pixel e Fernanda Dias.

Jogos Como Arte e Expressão

Ao combinar diversão, reflexão e arte, o NewGame+ se posiciona como um espaço para explorar a potência dos jogos digitais enquanto forma de expressão cultural. Cada título apresentado reflete as histórias, vozes e olhares de seus criadores, mostrando que os games têm muito a dizer sobre identidade, amor e humanidade.

A entrada é gratuita, e as atividades estão sujeitas à lotação do espaço. É uma oportunidade rara de vivenciar uma curadoria que une inovação técnica e profundidade emocional.

NewGame+

  • Data: 26 de novembro a 1º de dezembro de 2024
  • Horário: 11h às 18h
  • Local: Sesc Avenida Paulista (Térreo)
  • Endereço: Av. Paulista, 119, São Paulo
  • Entrada: Gratuita

No coração da Avenida Paulista, o NewGame+ promete uma semana dedicada à diversidade e à arte nos games.

Cem Anos de Solidão | Netflix revela trailer e pôster

A Netflix divulgou o trailer e o pôster oficiais de Cem Anos de Solidão, a primeira adaptação audiovisual da obra-prima de Gabriel García Márquez. A série estreia globalmente em 11 de dezembro, trazendo à tela o universo mágico de Macondo e a saga de gerações da família Buendía, marcando um dos maiores projetos do audiovisual latino-americano.

O que esperar da adaptação

O trailer apresenta momentos icônicos do romance, como a fundação de Macondo, a chegada de Melquíades e os dramas da família Buendía, entrelaçados com o simbolismo das flores amarelas. A série é dividida em duas partes, começando com oito episódios iniciais, e promete explorar os temas profundos que fizeram da obra um clássico: amor, guerra, solidão e o peso do destino.

Com filmagens realizadas integralmente na Colômbia, o projeto conta com o aval da família de García Márquez e um elenco majoritariamente colombiano, incluindo Marco Antonio González, Diego Vásquez e Susana Morales, que dão vida aos complexos personagens do romance.

A magia de Macondo

A direção de arte e fotografia busca recriar a essência mágica de Cem Anos de Solidão, refletindo o realismo fantástico que consagrou García Márquez. Regiões como La Guajira, Magdalena, Cesar, Cundinamarca e Tolima foram escolhidas como cenários, garantindo uma ambientação autêntica e imersiva.

A série é dirigida por Laura Mora e Alex García López, com roteiro de José Rivera, Natalia Santa e Camila Brugés. A direção de arte é assinada por Bárbara Enríquez e Eugenio Caballero, e a produção executiva inclui Diego Ramírez Schrempp e Juliana Flórez Luna.

Com uma equipe renomada e um compromisso em honrar o legado literário de García Márquez, Cem Anos de Solidão é uma das estreias mais esperadas do ano. A série promete transportar o público para o universo fantástico de Macondo, oferecendo uma nova perspectiva sobre uma das maiores obras da literatura mundial.

Estreia em 11 de dezembro, exclusivamente na Netflix.

Beach Boys | Dorama clássico dos anos 90 estreia na Netflix

APMS

Lançado originalmente em 1997 pela Fuji TV, o dorama Beach Boys (Os Garotos da Praia) traz de volta o clima nostálgico dos verões japoneses. A série estreou na Netflix em 22 de novembro, e você pode conhecer essa história sobre amizades improváveis, descobertas e recomeços, estrelada por Takashi Sorimachi (GTO), Yutaka Takenouchi (Shin Godzilla) e Ryoko Hirosue (Azumi). Com 12 episódios e um especial, Beach Boys mergulha em temas de amizade e liberdade, com um toque característico dos doramas clássicos japoneses dos anos 90.

Uma Jornada Inesperada à Beira-Mar

A trama começa com Hiromi Sakurai (Takashi Sorimachi), que, após ser expulso de casa pela namorada por sua falta de responsabilidade, decide seguir rumo ao litoral. No caminho, ele conhece Kaito Suzuki (Yutaka Takenouchi), um ex-executivo desiludido com sua carreira e exausto da vida corporativa. Após perder um contrato importante, Kaito abandona o emprego e se junta a Hiromi em uma viagem cheia de incertezas, mas também de oportunidades para repensar a própria vida.

Eles acabam em uma pousada tranquila, gerida por Masaru, uma surfista veterana, e sua sobrinha Makoto (Ryoko Hirosue). Embora com personalidades opostas — Hiromi é expansivo e otimista, enquanto Kaito é introvertido e contido —, os dois decidem passar o verão juntos, pegando trabalhos sazonais e dividindo um quarto na pousada.

Um Verão de Autodescoberta

Conforme os dias passam, Hiromi e Kaito se ajustam à rotina do local e começam a refletir sobre o que realmente importa na vida. Hiromi mostra a Kaito que é possível viver de forma mais leve, enquanto Kaito questiona o sentido de passar os melhores anos da vida em busca de dinheiro e status. A amizade entre os dois se fortalece, mas a paz é interrompida quando o chefe de Kaito e sua ex-namorada, Sakura, resolvem procurá-lo, ameaçando a nova fase que ele tenta construir.

Especial: O Que Veio Depois do Verão

O especial de Beach Boys se passa três meses após o fim do verão. Kaito, agora assistente de um biólogo marinho, e Hiromi, envolvido com uma herdeira ligada a uma rede de hotéis, veem suas rotinas mudarem novamente ao se reencontrarem. Esse episódio final dá um fechamento à jornada dos personagens e revisita temas sobre a busca por propósito e felicidade, deixando uma mensagem de amizade e autodescoberta.

Takashi Sorimachi faria GTO no ano seguinte

Após seu papel em Beach Boys (1997), o ator Takashi Sorimachi ganhou destaque ao interpretar Eikichi Onizuka em GTO: Great Teacher Onizuka (1998), baseado em mangá, a série de comédia dramática foi um enorme sucesso em sua exibição.

Na trama, Onizuka, um ex-delinquente que se torna professor de uma escola de ensino médio, ganha os corações dos alunos com seu estilo único e irreverente de ensinar, causando mudanças nas vidas deles de uma maneira nada convencional. A performance de Sorimachi como o carismático e ousado professor o consolidou como um dos principais astros da TV japonesa na época.

Um Clássico de Volta às Telas

APMS

Beach Boys não apenas marcou os verões japoneses nos anos 90, mas também influenciou uma geração de doramas. Sob a direção de Reiko Ishizaka e Kensaku Sawada, com roteiro de Yoshikazu Okada, a série se tornou um dos pilares do gênero, retratando de maneira sincera o cotidiano e os dilemas pessoais dos personagens.

Essa é a chance de redescobrir Beach Boys e ver como uma amizade improvável e um verão podem mudar vidas para sempre.

Com informações do Portal Netflix BR

CCXP24 | Honor of Kings ganha destaque em painel da gamescom latam

A gamescom latam marca presença na CCXP24 com um painel dedicado ao universo de Honor of Kings. O evento, em parceria com a Level Infinite e o Prime Video, apresentará detalhes exclusivos da nova série antológica de animação para adultos do Prime Video, Secret Level.

Painel Explora a Transição de Honor of Kings para as Telas

No dia 8 de dezembro, às 14h45, o Palco Omelete by BB será o cenário do painel “Honor of Kings: trazendo o jogo à vida na série Secret Level, do Prime Video”. A série antológica, que adapta universos de games populares para animação, dedica um episódio ao MOBA de maior sucesso da Level Infinite.

Fernando Mazza (diretor sênior da Level Infinite no Brasil) e os diretores Tim Miller e Dave Wilson (criadores de Secret Level) estarão presentes para compartilhar os bastidores da produção, desde a escolha do jogo até o processo criativo por trás da adaptação. A discussão promete revelar como o universo de Honor of Kings foi reinterpretado para as telas, mantendo sua essência e trazendo novas perspectivas.

Estande Interativo da gamescom latam na CCXP24

Além do painel, a gamescom latam terá um estande na CCXP24, repleto de experiências interativas para o público. Os visitantes poderão participar de ativações dinâmicas, ganhar brindes exclusivos e adquirir ingressos para a edição de 2025 do evento. Quem optar por comprar os ingressos no local será recompensado com uma surpresa especial.

gamescom latam 2025: Uma Nova Dimensão de Entretenimento

A próxima edição da gamescom latam já está confirmada para os dias 30 de abril a 4 de maio de 2025, no Centro de Convenções do Distrito Anhembi, em São Paulo. O evento promete ser maior e mais completo, com novas atrações, competições de eSports, encontros com criadores de conteúdo, palestras e diversas experiências interativas.

Datas e horários da edição 2025:

  • 30 de abril (Dia VIP): 15h às 21h (acesso exclusivo para convidados e ingressos Business).
  • 1º e 2 de maio (quinta e sexta): 9h30 às 21h.
  • 3 de maio (sábado): 11h às 21h.
  • 4 de maio (domingo): 11h às 20h.

Parcerias Reforçam a Conexão com o Público

A gamescom latam, em parceria com a Abragames, Banco do Brasil, Omelete&Co, Koelnmesse e Secretaria de Cultura e Economia Criativa de São Paulo, segue expandindo sua presença no cenário de entretenimento e tecnologia. Detalhes sobre novos apoiadores serão divulgados em breve.

O painel na CCXP24 e as atividades planejadas para 2025 reforçam o papel da gamescom latam como um ponto de encontro entre criadores, jogadores e o público apaixonado por cultura pop e inovação.

Crítica | O estranho mundo de ‘O Clube das Mulheres de Negócios’

O Clube Das Mulheres De Negocios 2022 / Anna Muylaert FOTO Aline Arruda

Provocativo, ousado e subversivo, O Clube das Mulheres de Negócios é o novo filme da diretora Anna Muylaert, que retorna após Alvorada e Que Horas Ela Volta?. Com humor ácido, o longa coloca mulheres no centro do poder, mas apresenta os defeitos do “machismo” devidamente adaptados ao universo feminino. A produção reúne diferentes gerações de atrizes, encabeçadas por Cristina Pereira, Louise Cardoso, Irene Ravache, Ítala Nandi, Grace Gianoukas e Katiuscia Canoro, entre outros grandes nomes.

Sem pudores, O Clube das Mulheres de Negócios disseca a sociedade brasileira e sua política, trazendo personagens que enfrentam o desafio de traduzir as diversas hierarquias que moldam a democracia no país. Com estreia nos cinemas, o longa é uma produção da Glaz com a África Filmes, Globo Filmes e Riofilme, sendo distribuído pela Vitrine Filmes.

A história

O filme começa com uma reunião extraordinária em um clube de elite formado por mulheres de diferentes frentes, de herdeiras a cantoras de funk. Elas foram convocadas pela presidente Cesárea (Cristina Pereira), que busca um investimento de 5 milhões para construir uma pista de dança.

O seleto clube é organizado por Brasília (Louise Cardoso), que cuida para que a reunião ocorra de forma discreta e funcional. Entre os membros mais influentes está Norma (Irene Ravache), que vive uma crise em seu casamento com o marido (André Abujamra).

Entre as novas participantes, destaca-se a funkeira Kika (Polly Marinho), que tem capacidade de contribuir financeiramente, mas que entra em conflito com as herdeiras mais tradicionais, como Yolanda (Grace Gianoukas), que está casada com o jovem Jadeson (Tales Ordakji).

A diversidade do grupo é ampliada por Zarife (Katiuscia Canoro), uma mulher escandalosa e irreverente, que está sempre acompanhada de suas sobrinhas (Maria Bopp e Verônica Debom). Zarife não mede palavras e faz poses provocativas, desafiando constantemente os padrões esperados.

É nesse contexto de poderosas mulheres que os jornalistas Candinho (Rafael Vitti) e Jongo (Luis Miranda) são inseridos. Eles chegam para entrevistar as integrantes do clube, mas a presença de Candinho logo é questionada por Jongo, que duvida de sua experiência. Candinho se defende mencionando sua formação e reuniões com a editora-chefe, mas a situação muda quando as mulheres descobrem que ele é neto de Cesárea, passando a tratá-lo como uma figura familiar e inofensiva.

Após a reunião, em que discutem o financiamento do novo empreendimento de Cesárea – que Norma comenta poderia ter sido resolvida por WhatsApp –, todas seguem para um almoço luxuoso no clube fechado.

Paralelamente, surge a revelação de que o clube mantém um onçário com 11 felinos. Quando se descobre que três onças fugiram, Cesárea minimiza o problema, assegurando que drones estão monitorando o local para garantir a segurança.

O filme ganha tons mais polêmicos quando Candinho entrevista Yolanda. Durante a conversa, ele tenta abordar temas delicados, mas a situação desanda quando Yolanda o constrange com um comportamento sexualmente abusivo, deixando-o abalado. Candinho corre para o banheiro em desespero e, ao relatar o ocorrido à avó Cesárea, recebe pouca empatia. Jongo menciona brevemente um movimento de homens que enfrentam situações similares, insinuando uma inversão do Me Too.

Mudança de tom para o thriller

A partir daí, O Clube das Mulheres de Negócios muda de tom, passando da crítica social para um thriller de terror. Jongo descobre que um funcionário foi morto por uma das onças e inicia uma investigação. Apesar das tentativas de Cesárea de distraí-lo, oferecendo um cargo como fotógrafo na revista do clube, ele persiste em desvendar o caso.

Enquanto isso, novos conflitos emergem. O cachorro de Kika é atacado, levando-a a abandonar o clube em um helicóptero, mas não sem antes alertar as mulheres sobre o perigo crescente. A trama se transforma em uma busca desesperada para evitar que as onças ataquem os membros do clube, resultando em um caos absoluto.

Opinião

Ao trazer uma crítica social com a inversão de papéis de gênero, O Clube das Mulheres de Negócios chama atenção por sua ousadia. Sob a direção de Anna Muylaert, conhecida por obras como Que Horas Ela Volta?, o filme eleva o interesse ao reunir um elenco estrelado. Ver tantas atrizes icônicas juntas é um espetáculo por si só.

Os momentos mais impactantes destacam a vulnerabilidade de Candinho ao sofrer assédio e a negligência da situação por parte das figuras de poder. Essas cenas servem como espelho de situações vividas por inúmeras mulheres no mundo real, trazendo um toque de ironia.

O filme, contudo, perde força ao migrar para o gênero do terror, deixando de lado sua estrutura crítica. Plots secundários, como a possível venda do clube para uma igreja representada pela Bispa Patrícia (Shirley Cruz), se diluem em meio à confusão da fuga das onças. Apesar de bem executada, a computação gráfica para os felinos não compensa a perda do foco narrativo.

A crítica de O Clube das Mulheres de Negócios ganha mais profundidade quando Cesárea explica a Candinho como o Brasil foi moldado por uma democracia que mascara abusos de poder. Esta cena é um dos pontos altos do filme, pela sua clareza e significado.

Por outro lado, a metáfora com a nota de 50 reais e as onças soa excessivamente didática. A personagem Brasília, por exemplo, foge com uma mala contendo 5 milhões em cédulas de 50, tornando a mensagem explícita demais.

O filme acerta em subverter padrões ao apresentar garçons vestindo shorts curtos, algo frequentemente associado às mulheres. Além disso, as tramas que envolvem Yolanda e Donatela (Ítala Nandi), casadas com homens mais jovens, levantam questões sobre poder e sexualidade, mas algumas situações beiram o exagero e talvez percam significado, por já ter sido explorado antes em outras mídias.

Por fim, embora o filme surpreenda ao mostrar os personagens masculinos fugindo no clímax, reforçando a inversão de valores, ele falha ao explicar demais sua crítica, privando o público de uma reflexão mais subjetiva.

Com roteiro assinado por Muylaert, Gabriel Domingues e Suzana Pires, o longa é rico em subtramas e personagens, mas sua duração e talvez até o seu formato, alterado para minissérie, poderia explorar melhor tudo que foi construído aqui.

O Clube das Mulheres de Negócios é uma obra provocativa e criativa que mistura humor ácido com uma crítica contundente ao machismo, patriarcado e desigualdades de poder. Apesar de tropeçar ao mudar de tom, é um filme que vale a pena ser assistido por sua coragem em abordar temas sensíveis de maneira ousada e reflexiva. No entanto, é preciso aceitar que nem todas as questões serão resolvidas.

O Clube das Mulheres de Negócios

DireçãoAnna Muylaert

RoteiroAnna Muylaert, Gabriel Domingues, Suzana Pires

Elenco Principal

GêneroComédia, Crítica Social, Thriller

DistribuiçãoVitrine Filmes

ProduçãoGlaz, África Filmes, Globo Filmes, Riofilme

Mais informações

Direção de ArteJuliana Ribeiro

O Clube das Mulheres de Negócios

Fotografia: Bárbara Alvarez

Cristina Pereira, Louise Cardoso, Irene Ravache, Ítala Nandi, Grace Gianoukas, Katiuscia Canoro, Polly Marinho, Rafael Vitti, Luis Miranda, Shirley Cruz, André Abujamra, Tales Ordakji, Maria Bopp, Verônica Debom.

Avaliação
3,5/5
JWave

Agradecimentos a Vitrine Filmes pelo convite a cabine de imprensa para produção de conteúdo

Crítica | Desafiando a gravidade, ‘Wicked’ entrega um espetáculo da Broadway com maestria nos cinemas

Estreando esta semana nos cinemas, Wicked já revolucionou os palcos da Broadway e conquistou o Brasil, explorando um passado de O Mágico de Oz que vai muito além da obra original e do icônico filme de 1939. Baseado no livro homônimo de Gregory Maguire (1995) e consagrado como musical em 2003, Wicked finalmente ganha vida nos cinemas, trazendo as origens de Glinda e Elphaba, respectivamente a Bruxa Boa do Norte e a Bruxa Malvada do Oeste.

Ao falar de musicais da Broadway, encontramos exemplos bem-sucedidos como Mamma Mia!, O Rei Leão, A Família Addams, O Fantasma da Ópera e Chicago, muitos deles também adaptados para o cinema. Em casos como Mamma Mia! e Chicago, o caminho inverso foi seguido, levando o encanto dos palcos para as telonas. Mas será que Wicked, com seus elaborados efeitos especiais e um universo tão peculiar como o de O Mágico de Oz, funciona no cinema? A resposta é clara: sim, funciona — e muito bem.

A trama

Dividido em duas partes, Wicked começa no exato momento em que Dorothy derrota a Bruxa Malvada do Oeste. Uma celebração toma conta de Oz, mas surge a pergunta: Elphaba (Cynthia Erivo), a temida Bruxa Malvada, realmente merecia tal reputação? E Glinda (Ariana Grande), a Bruxa Boa do Norte, era tão perfeita quanto parecia? A narrativa nos leva a um passado repleto de reviravoltas, explorando como a amizade entre as duas bruxas começou.

Voltando no tempo, somos apresentados a Melena Thropp (Courtney Mae-Briggs) e o governador Thropp (Andy Nyman), cujo casamento aparentemente feliz é abalado por uma relação extra-conjugal de Melena. Dessa relação nasce Elphaba, uma criança de pele verde, rejeitada pelo pai e vista como um fardo. Mais tarde, Melena dá à luz Nessarose (Marissa Bode), filha legítima do governador, que nasce cadeirante após uma gravidez complicada, deixando Elphaba ainda mais isolada.

O tempo passa e ambas adolescentes, Nessarose irá estudar na Universidade de Shiz, acompanhada por Elphaba, que assume a responsabilidade de cuidar da irmã. Durante um confronto com a diretora da universidade, os poderes mágicos de Elphaba são revelados, atraindo a atenção da Madame Morrible (Michelle Yeoh). Isso a leva a ser aceita como aluna em Shiz, onde conhece sua colega de quarto, a mimada e extrovertida Galinda (Ariana Grande).

É nesse ponto que a trama realmente começa com um relacionamento inicialmente conflituoso entre Elphaba e Galinda que evolui para uma amizade improvável e sincera. Enquanto isso, a chegada do príncipe Fiyero (Jonathan Bailey) cria tensões que transformam a dinâmica entre as duas.

Enquanto isso, os animais são proibidos de dar aulas e desempenhar qualquer atividade, o que desperta em Elphaba uma revolta e a necessidade de entender o motivo por trás das mudanças nas leis. Seu professor favorito, o Dr. Dillamond (Peter Dinklage), um bode, é uma peça central dessa trama. Elphaba descobre uma organização secreta de animais que luta para sobreviver em um mundo repleto de perseguições. Criada desde criança por Dulcibear (Sharon D. Clarke), ela nutre um profundo carinho e respeito pelos animais. Além disso, por ser verde, Elphaba entende bem o preconceito que enfrentam, já que vive algo semelhante na própria pele.

Voltando ao enredo principal do filme, Galinda convida Elphaba para um baile. O que poderia ser uma situação de humilhação pode acabar se transformando no início de algo maior. Mas será que Galinda e Elphaba vão se tornar amigas? E quanto ao príncipe Fiyero? Ele gosta de quem: Elphaba ou Galinda?

Opinião

Entrar no universo de Wicked é como mergulhar em uma versão mais adulta e complexa de um conto de fadas. A trama desconstrói os personagens clássicos de O Mágico de Oz, revelando nuances e motivações que dão nova vida à história.

A narrativa cresce em intensidade até chegar ao clímax, com a introdução do Mágico de Oz (Jeff Goldblum). A decisão de encerrar a primeira parte neste ponto estratégico deixa o público ansioso pela continuação, prevista para novembro de 2025.

No elenco, Cynthia Erivo e Ariana Grande entregam performances poderosas, tanto em atuação quanto nas músicas. Canções como What Is This Feeling?, Popular e Defying Gravity são executadas de forma impecável, tanto no original quanto na versão brasileira, que conta com Fabi Bang e Myra Ruiz reprisando suas vozes de Glinda e Elphaba, respectivamente. Isso mantém a essência do musical vivo na adaptação cinematográfica.

Jonathan Bailey, conhecido por seu papel em Bridgerton, surpreende como Fiyero, trazendo energia e carisma, especialmente na música Dancing Through Life, um dos destaques da trilha sonora.

Com quase três horas de duração, o diretor Jon M. Chu (Podres de Ricos) consegue capturar a grandiosidade do musical da Broadway. O filme é recheado de referências do clássico O Mágico de Oz (1939), seja pelo letreiro de início, aparição de personagens de costas, musicalmente e até em trilha instrumentais. O filme de 1939 ecoa aqui em Wicked, em todos os lugares. Por mais que não faça parte aqui do cânone, talvez alguns itens, possam te fazer lembrar de Oz: Mágico e Poderoso (2013), por explorar também o passado do mágico e ter pontos em comum aqui com a obra.

Embora a Universidade de Shiz tenha um leve ar de Hogwarts, Wicked se destaca como uma narrativa independente, com efeitos especiais impressionantes, enredo cativante e performances inesquecíveis. É, sem dúvida, um dos grandes lançamentos da temporada.

Seja dublado ou legendado, Wicked é um programa obrigatório para qualquer fã de musicais. E não se esqueça: vá ao cinema vestido de rosa e verde.

Wicked

DireçãoJon M. Chu

RoteiroWinnie Holzman (baseado na peça), Dana Fox

Elenco principalCynthia Erivo, Ariana Grande, Jonathan Bailey, Ethan Slater, Bowen Yang, Marissa Bode, Peter Dinklage, Michelle Yeoh, Jeff Goldblum

Duração160 minutos

DistribuiçãoUniversal Pictures

ProduçãoMarc Platt, David Stone

Mais informações

PaísEstados Unidos

Wicked

Baseado em: Musical Wicked de Stephen Schwartz e Winnie Holzman; Livro Wicked de Gregory Maguire

Datas de lançamento: 21 de novembro de 2024

Idioma: Inglês

Avaliação
4,5/5
JWave

Pôsteres

Crítica | A Contadora de Filmes

Se você é fã do cinema clássico, especialmente daquele moldado pelo cinema hollywoodiano, o novíssimo A Contadora de Filmes reconta esse tempo áureo no Chile, indo além e avançando até a chegada da televisão. Dirigido por Lone Scherfig e roteirizado em parceria com Walter Salles, Isabel Coixet e Rafa Russo, o filme chega aos cinemas esta semana, sendo uma adaptação do livro de Hernán Rivera Letelier.

Além de explorar a transformação cultural e tecnológica, o filme também retrata as mudanças que o Chile enfrentou em sua história recente, conectando o impacto da tecnologia às questões políticas e sociais.

A história

Situado principalmente nas décadas de 1960 e 1970, A Contadora de Filmes traz uma narrativa que pode parecer familiar para muitos brasileiros, seja por vivências pessoais ou por histórias passadas por pais e avós. No deserto do Atacama, conhecemos a família de María Margarita (Alondra Valenzuela), uma jovem apaixonada por cinema que frequenta sessões aos finais de semana com seu pai, Medardo (Antonio de la Torre), trabalhador das minas de sal, sua mãe, María Magnolia (Bérénice Bejo), e seus irmãos Mariano (Elian Ponce), Marcelino (Santiago Urbina) e Mirto (Beltrán Izquierdo).

Com todos os nomes da família começando com “M” por superstição de Medardo, o pai enfrenta as dificuldades do envelhecimento, evidentes na diferença de idade entre ele e María Magnolia, que chama atenção pela beleza. A mãe, por sua vez, desperta o interesse de Hauser (Daniel Brühl), gestor da empresa onde Medardo trabalha, sempre próximo da família com uma “gentileza” que esconde intenções.

Um dia, uma explosão nas minas deixa Medardo com sequelas permanentes, incapaz de andar. Sem amparo da empresa, ele perde o emprego, e a família é obrigada a abrir mão das idas ao cinema. Para manter o amor pelo cinema vivo, Medardo propõe que um dos filhos vá assistir ao filme e depois conte a história para os outros. Após testar todos os filhos, ele descobre que apenas María Margarita tem o talento de transmitir a magia do cinema com paixão e detalhes. Assim, ela se torna “A Contadora de Filmes”, cobrando pequenas quantias para narrar as histórias que assiste, atraindo cada vez mais pessoas.

Contudo, a harmonia familiar é abalada quando María Magnolia decide fugir, usando o dinheiro extra que Hauser lhe dava, deixando os filhos e o marido. Ela sonha em ser artista e realizar seus desejos, frustrados pela invalidez de Medardo e pela crise no casamento.

Anos depois, vemos uma María Margarita adolescente (Sara Becker), que continua a contar histórias enquanto enfrenta os últimos dias de seu pai. Após a morte de Medardo, Hauser oferece ajuda, conseguindo um emprego para Mariano (Francisco Díaz) nas minas. Ao mesmo tempo, revela que ainda mantém contato com María Magnolia, o que leva Margarita a descobrir o paradeiro da mãe.

Em um momento de grande tensão, María Margarita é convidada por Don Nolasco, o credor da cidade, para uma sessão privada. No entanto, o encontro toma um rumo sombrio quando suas intenções ultrapassam ouvir histórias. O evento desencadeia uma revolta em María Margarita, culminando em uma cena impactante e pesada. Posteriormente, Mariano mata Don Nolasco, mas o crime é ignorado pela comunidade, aliviada por se livrar de um opressor.

Com a chegada da década de 1970, as primeiras televisões começam a chegar ao Atacama, marcando o declínio do interesse pelo único cinema local e pelo trabalho de María Margarita como contadora de filmes. A modernidade traz despedidas inevitáveis para a jovem, incluindo a perda de seu grande amor na adolescência.

Opinião

Com sucesso nos palcos no Chile e na Itália, A Contadora de Filmes já despertou comparações com o clássico Cinema Paradiso, de Giuseppe Tornatore. Embora trilhe seu próprio caminho, a comparação é inevitável, dado o tributo ao cinema presente em ambas as obras. No entanto, o filme chileno vai além ao explorar as mudanças políticas no Chile, como a crise nas minas de sal e o golpe de estado que marcou o país.

O elenco é um dos pontos altos. Sara Becker brilha como María Margarita adolescente, enquanto Joaquín Guzmán (Marcelino) e Francisco Díaz (Mariano) mantêm o alto nível de atuação na transição entre os elencos jovem e adulto. O destaque também vai para o trabalho de Walter Salles no roteiro, que traduz o livro com sensibilidade, oferecendo um olhar cuidadoso sobre a América Latina.

Com referências a filmes americanos clássicos e um roteiro que reflete as transformações culturais e políticas da época, A Contadora de Filmes é uma obra profunda e cheia de camadas. A narrativa aborda não apenas o impacto do cinema, mas também os desafios enfrentados por uma comunidade em tempos de mudança.

Mais do que um tributo ao cinema, A Contadora de Filmes celebra o poder das histórias na união, na cura e na transformação. É uma obra que emociona, surpreende e oferece uma reflexão rica sobre o impacto da arte e da narrativa na vida das pessoas. É um filme que merece (e deve) ser visto.

A Contadora de filmes

DireçãoLone Scherfig

RoteiroWalter Salles, Isabel Coixet, Rafa Russo

Elenco PrincipalAlondra Valenzuela, Sara Becker, Antonio de la Torre, Bérénice Bejo, Daniel Brühl, Francisco Díaz, Joaquín Guzmán, Elian Ponce, Santiago Urbina, Beltrán Izquierdo

Duração115 minutos

País de OrigemChile / Dinamarca / Brasil

Ano de Lançamento2024

Mais informações

DistribuiçãoDiamond Filmes

A Contadora de Filmes

Título Original: La Contadora de Películas

Baseado no Livro de: Hernán Rivera Letelier

Idioma Original: Espanhol

Avaliação
4,5/5
JWave

Agradecimentos a Diamond Filmes pelo convite de assistir o filme antecipadamente para produção de conteúdo.

Te Espero no Fim da Jornada | Com um encontro de almas, confira o novo filme taiwanês na Netflix

O cinema taiwanês ganha um novo destaque com Te Espero no Fim da Jornada, um drama sensível que estreia no Brasil pela Netflix. Sob a direção de Angel Teng, o filme explora a amizade, o propósito e as conexões transformadoras, embalado por uma narrativa poética e paisagens deslumbrantes. Também conhecido como A Balloon’s Journey ou A Balloon’s Landing, o longa reúne atuações marcantes de Terrance Lau e Fandy Fan nos papéis principais.

Uma jornada além do destino

Na trama, Terrance Lau interpreta Gu Tian Yu, um escritor de Hong Kong que, em busca de paz e inspiração, viaja sozinho para Taipei à procura do misterioso “Golfo das Baleias Desaparecidas”. Durante sua jornada, ele conhece Jin Run Fa, também chamado Zhong Yi Xiang, vivido por Fandy Fan. Yi Xiang é um gângster local carismático, cuja atitude leve e generosa começa a dissolver as barreiras emocionais de Tian Yu.

Entre diálogos sinceros e momentos de cumplicidade, os dois desenvolvem uma amizade improvável. O Golfo das Baleias Desaparecidas deixa de ser apenas um destino e se torna um símbolo das descobertas e reconexões que Tian Yu vive ao lado de Yi Xiang.

Dilemas no Festival de Fogos de Kenting

O Festival de Fogos de Kenting, um evento aguardado na narrativa, torna-se palco de uma reviravolta. Quando Yi Xiang não aparece, Tian Yu precisa lidar com sua ausência e com as verdades que ela revela. O desaparecimento inesperado leva Tian Yu a entender que o encontro entre eles é mais profundo do que parecia. Determinado, ele se lança na busca por Yi Xiang, agora com uma compreensão renovada do significado de sua jornada.

Um convite à emoção e reflexão

Com 1h41 de duração, Te Espero no Fim da Jornada combina emoção e delicadeza em cada cena. A direção de Angel Teng captura os silêncios e as paisagens de Taipei com uma sensibilidade que reforça os temas de perda, reencontro e esperança.

Terrance Lau e Fandy Fan entregam performances cativantes que dão vida à relação entre Tian Yu e Yi Xiang, tornando a trama ainda mais impactante. O filme é uma experiência cinematográfica que nos lembra que as viagens mais importantes são aquelas que nos conectam às pessoas e ao significado mais profundo de nossa existência.

DireçãoAngel Teng

Elenco principalTerrance Lau (Gu Tian Yu), Fandy Fan (Jin Run Fa/Zhong Yi Xiang)

Duração1h41

Mais informações

Te Espero no Fim da Jornada

Título original: 我在這裡等你

Antarctica | Com Takuya Kimura e Haruka Ayase, dorama estreia na Netflix no Brasil

A série japonesa “Antarctica” (Nankyoku Tairiku), protagonizada por Takuya Kimura e Haruka Ayase, já está disponível na Netflix Brasil. Originalmente exibida pela TBS em 2011, a produção é baseada na emocionante história real da primeira expedição japonesa à Antártida nos anos 1950. Uma narrativa que destaca a força humana e animal em um dos ambientes mais hostis do planeta.

O dorama mesmo que antigo, apareceu no catálogo brasileiro, depois de um acordo entre a TBS e a Netflix que tem trazido gradualmente séries atuais e até mais clássicas, como Orange Days de 2004. Infelizmente todas as produções que estão vindo neste acordo entre as duas empresas, está sendo lançado apenas com legendas em português e sabemos que grande parte da população prefere produções que também tragam dublagem em português, como o boom dos kdramas na plataforma.

A trama: sobrevivência e reencontro

Antarctica

A história acompanha uma equipe japonesa estacionada na Base Showa, na Antártida, junto a 19 cães de trenó. Forçados a evacuar devido a condições climáticas extremas, os pesquisadores deixam os cães para trás. Um ano depois, ao retornar à base, vivenciam um reencontro milagroso com dois cães sobreviventes, Taro e Shiro, que esperaram por eles no gelo implacável.

Produção e talentos por trás da série

Dirigida por Katsuo Fukuzawa, conhecido por trabalhos como “Dragon Sakura S2” e “Vivant”, ambas também disponíveis na Netflix, a série destaca uma narrativa de peso. O roteiro é assinado por Yoshihiro Izumi, responsável por sucessos como “Nihonjin no Shiranai Nihongo”, “Rookies” (também na Netflix) e o icônico “Death Note (Jdrama)”, disponível na Crunchyroll.

Elenco e atuações memoráveis

  • Takuya Kimura brilha como Takeshi Kuramochi, o líder determinado da expedição.
  • Haruka Ayase interpreta Miyuki Takaoka, trazendo emoção e humanidade ao enredo.
  • Outros grandes nomes como Masato Sakai, Yusuke Yamamoto e Teruyuki Kagawa enriquecem a história com interpretações marcantes.

Contexto histórico e impacto

Exibida entre 16 de outubro e 18 de dezembro de 2011, a série foi criada para celebrar o 60º aniversário da TBS. “Antarctica” não só resgata um marco na história científica do Japão como também reflete sobre a relação profunda entre humanos e animais. Com 10 episódios e uma média de audiência de 18% no Japão, a produção continua relevante e tocante.

Mais Takuya Kimura na Netflix

Além de “Antarctica”, os fãs podem conferir outra obra de destaque de Takuya Kimura na Netflix: “La Grande Maison Tokyo”. Na série, Kimura interpreta Natsuki Obana, um chef em busca de recuperar sua carreira e alcançar três estrelas Michelin. Lançada em 2019, a trama explora o mundo da alta gastronomia e a luta pela superação.

Lembrando que recentemente o universo de La Grande Maison recentemente voltou no Japão com o lançamento do filme Grande Maison Paris (2024). Na nova produção, Natsuki Obana e Rinko Hayami reabrem um restaurante em Paris, enfrentando a dura realidade de administrar um negócio em um país estrangeiro. Entre os desafios, está a dificuldade em encontrar ingredientes de alta qualidade e adaptar-se às expectativas dos críticos franceses.

Mas quem é Takuya Kimura?

Takuya Kimura

Takuya Kimura é um ator, cantor e personalidade japonesa, amplamente reconhecido por seu trabalho como membro do grupo pop SMAP, uma das boy bands mais populares do Japão. Após a dissolução do grupo em 2016, ele continuou a brilhar em sua carreira solo, destacando-se em dramas televisivos e filmes. Kimura é frequentemente chamado de “Kimutaku” pelos fãs e é admirado por sua versatilidade, carisma e habilidade em se conectar com o público.

Além da atuação, Kimura também tem influência no mundo dos videogames, sendo o rosto e a voz do personagem principal na série Judgment, um spin-off da popular franquia Yakuza. Seu trabalho reflete uma dedicação única que transcende gerações, consolidando-o como um dos maiores ícones da cultura pop japonesa.

Jovens Sagrados – Volume 05 chega em dezembro pela NewPOP

O quinto volume de Jovens Sagrados (Saint Onii-san), mangá de Hikaru Nakamura, chega ao Brasil pela editora NewPOP em dezembro, por R$ 32,90. A obra continua explorando as aventuras cotidianas de Jesus Cristo e Sidarta Gautama, que dividem um apartamento em Tóquio enquanto vivem como colegas de quarto. Desta vez, a trama se concentra nas “primeiras vezes” da dupla: a primeira bicicleta própria, o primeiro “panelão” de gororoba e até o primeiro treinamento como bombeiros!

Com 136 páginas no formato 15 x 21 cm, o volume traz papel off-set, capa cartonada e páginas coloridas. A edição segue o padrão de qualidade da NewPOP, que tem sido responsável por tornar o mangá acessível aos fãs brasileiros.

Uma história consagrada no Japão

Jovens Sagrados, conhecido no original como Saint Onii-san (聖セイント☆おにいさん Seinto Oniisan), é um mangá seinen serializado desde 2006 na revista Morning 2 pela editora Kodansha. Com mais de 10 milhões de cópias vendidas, a série já conquistou diversas premiações, como o prestigiado Prêmio Cultural Osamu Tezuka, além de figurar frequentemente entre os mangás mais vendidos no Japão. O sucesso da obra também alcançou o cinema, com dois OVAs e um filme produzido pelo estúdio A-1 Pictures, lançado em maio de 2013.

A vida divina no cotidiano mortal

A narrativa combina humor e reflexões sutis sobre o mundo moderno, colocando Jesus e Sidarta em situações comuns que se tornam extraordinárias devido às suas naturezas divinas. Entre piadas sobre milagres e filosofias de vida, Saint Onii-san encanta por humanizar figuras religiosas de maneira leve e respeitosa, tornando-se um fenômeno cultural.

AutorHikaru Nakamura

Formato136 páginas (15 x 21 cm)

PreçoR$ 32,90

ISBN978-8583625209

Mais informações

Jovens Sagrados – Volume 05

Papel: Off-set (inclui páginas coloridas)

Capa: Cartonada

Os fãs do mangá e novos leitores podem se preparar para mais momentos inusitados da dupla em Tachikawa. Não importa se é a primeira bicicleta ou um treinamento de bombeiro – os desafios cotidianos continuam a provar que até seres sagrados podem aprender algo novo!

Ashita no Joe – Volume 04 chega em dezembro pela NewPOP

A editora NewPOP anunciou lançamento do Ashita no Joe – Volume 04 em dezembro, continuando a saga do Joe Yabuki. O título vem em encontro do evento CCXP e está sendo lançado em uma edição dois em um.

A história

Joe Yabuki é um jovem sem rumo, envolvido em brigas de rua e mergulhado em uma vida de erros. Porém, sua habilidade e força em combates atraem a atenção de Danpei Tange, um ex-boxeador que, após perder a visão e ser traído por seu discípulo, vive em decadência. Tange vê em Joe o potencial para algo grande: um futuro no boxe. Relutante, Joe acaba entrando nesse universo, onde descobre o que realmente significa lutar, tanto contra seus próprios demônios quanto contra adversários como o impiedoso Toru Rikiishi. A rivalidade com Rikiishi se torna o ponto alto da história, dando o impulso necessário para que Joe busque não apenas vencer no ringue, mas encontrar uma razão maior para sua existência.

Ashita no Joe, mais do que um mangá sobre boxe, é uma jornada de autossuperação e redenção. Criado por Ikki Kajiwara (roteiro) e Tetsuya Chiba (ilustrações), o mangá foi publicado originalmente entre 1968 e 1973 e segue sendo uma obra referência para mangakás contemporâneos. Seu impacto não é apenas narrativo, mas também cultural, representando a luta do jovem contra uma sociedade que lhe impõe obstáculos quase intransponíveis.

O Mangá que mudou o Japão

Quando Ashita no Joe chegou ao fim, em 1973, a obra gerou uma comoção no Japão. Fãs realizaram uma passeata em homenagem à série, e Joe Yabuki se tornou um símbolo da resistência e da força para muitos. A trama abordava, de forma única, os dilemas sociais e a luta de um jovem marginal contra a opressão de um sistema que parecia não lhe oferecer oportunidades. O personagem de Joe inspirou jovens, políticos e artistas, e sua história se infiltrou no inconsciente coletivo do Japão, não apenas como uma narrativa de esporte, mas como um manifesto sobre o espírito humano e a busca por redenção.

Com o lançamento do Volume 04 da edição de luxo de Ashita no Joe – Em Busca do Amanhã, os leitores terão a chance de vivenciar novamente essa obra atemporal, com seus traços e sua narrativa poderosos. O mangá não só define o gênero de battle shounen como também inspira os sucessores espirituais como Hajime no Ippo e Ring ni Kakero, que seguem seus passos, mas com uma linguagem e uma intensidade próprias.

Personagens que definem a trama

Joe Yabuki é o centro de toda a trama. De temperamento explosivo e uma vida marcada por perdas, Joe começa sua jornada com uma atitude rebelde, mas ao longo da história, ele vai amadurecendo, reconhecendo o valor de seus amigos e rivais. Sua relação com Toru Rikiishi, o grande adversário, vai muito além do simples conflito entre inimigos. Rikiishi é o oposto de Joe em muitos aspectos, mas a profundidade da relação entre os dois vai se tornando cada vez mais intensa, especialmente após a morte de Rikiishi, que marca a virada na vida de Joe.

A figura de Rikiishi, em particular, é um dos pilares emocionais da série. Sua luta pela vitória e a morte precoce no ringue são momentos cruciais que moldam o desenvolvimento de Joe, que se vê impulsionado a continuar a luta, agora em homenagem ao seu rival. A perda de Rikiishi é dolorosa, mas também serve como um motivador para que Joe encontre forças em meio ao caos de sua vida.

Adaptações e influências culturais

Ashita no Joe não se limitou apenas ao mangá. Sua adaptação para anime foi um grande sucesso nos anos 70, com uma série de 79 episódios que cativou o público e se tornou um marco na história do anime. Em 1980, uma segunda temporada continuou a expandir a influência da obra. Mais recentemente, em 2018, Megalo Box foi lançado como uma reinterpretação moderna e cyberpunk da história original, celebrando os 50 anos do mangá. Essa adaptação mostra como a essência da obra ainda ressoa fortemente com novas gerações.

Além disso, Ashita no Joe influenciou profundamente o gênero de battle shounen e se tornou um precursor para diversas obras que seguiram seus passos, como Dragon Ball, Naruto, Hokuto no Ken e Bleach. No campo do esporte, outros mangás como Hajime no Ippo e Ring ni Kakero também são considerados sucessores espirituais de Joe Yabuki.

O Legado de Joe Yabuki

Joe Yabuki permanece como um dos personagens mais queridos da cultura pop japonesa. Mesmo décadas após o fim do mangá, sua figura continua a ser uma referência de perseverança e luta. Em 2006, Joe foi eleito o “japonês favorito” em uma pesquisa de popularidade de animes, refletindo a duradoura conexão que ele tem com os fãs. Em 13 de outubro daquele ano, ele ficou em 4º lugar entre as celebridades mais queridas do Japão.

Com o lançamento do Volume 04 de Ashita no Joe – Em Busca do Amanhã, os fãs têm mais uma oportunidade de vivenciar a jornada de Joe Yabuki em uma edição que traz as emoções, os desafios e a intensidade da sua trajetória no boxe. A série continua a ser uma das maiores influências do mundo dos mangás, mantendo-se relevante e poderosa até hoje, tanto em suas raízes culturais quanto em seu impacto nas gerações seguintes.

AutorAsao Takamori e Tetsuya Chiba

Formato15 x 21 cm – 384 páginas – Papel Pólen Natural – Capa Cartonada com orelhas

ISBN978-8583625353

PreçoR$ 79,90

Mais informações

Ashita no Joe – Em Busca do Amanhã: Volume 04

Edição 2 em 1!