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Review | GTO #1

Anúncio ovacionado no New Pop Day, GTO finalmente chegou ao Brasil. Você já conferiu aqui no JWave como foi o evento no qual o mangá foi lançado (que teve direito a brindes marotos e esteve bem movimentado) e ficou com uma palhinha do que esperar desta edição. Agora, fique com o review no JMangá!

A história

Eikichi Onizuka é um ex-delinquente de 22 anos em busca de um emprego. Ele veio para Tóquio há seis anos com um amigo em busca de um sonho: tornar-se um cara foda (?!). O problema é que sua faculdade de quinta, seu currículo sofrível e seu visual yankee não ajudam em nada e o brindam com mais de 30 recusas.

Enquanto pensa na vida (e espia calcinhas), Onizuka conhece Erika, uma colegial que faz com que ele pague um almoço para ela em troca da calcinha espiada. Durante o almoço, Erika quer satisfazer sua curiosidade sobre nosso herói, que começa a disparar várias mentiras sobre ser alguém bem-sucedido, deixando a garota impressionada e fazendo-o prometer que iria levá-la para passear em seu Porsche (que Porsche, Onizuka???).

Eles se reencontram novamente e Erika está chorando porque brigou com o namorado. Onizuka faz de tudo para continuar com a mentira e pede a garota em namoro em um karaokê-hotel. O que ele não esperava era que o namorado de Erika era… um professor. Isso dá um clique em Onizuka, que enfia na cabeça que será um professor de qualquer jeito, mudando até seu estilo.

Cartão postal e marca páginas de GTO

Tudo vai bem em seu “estágio” até que ele é apresentado para a turma Zero, que consiste em um bando de delinquentes que não respeitam ninguém. Após cair em uma armadilha elaborada por eles, Onizuka toma uma atitude inesperada, que pode ser um trampolim para que ele realize seu sonho, um pouco modificado: ser um grande professor, que se tornará uma lenda. O professor mais foda do Japão!

A edição brasileira

Como vocês já viram por aqui, a edição brasileira de GTO está bem parecida com as edições japonesas como um todo; sobrecapa, papel Lux Cream com gramatura maior e páginas coloridas são alguns dos destaques do ponto de vista gráfico. A capa é praticamente igual à japonesa.

Olha o Onizuka todo estiloso nas páginas coloridas!

A revisão deixa a desejar em alguns pontos, mas acredito que a editora esteja trabalhando nisso, afinal, é importante melhorar em todos os aspectos.

Ali seria um “fui eu”, não?

Também não sou grande fã da fonte utilizada e que meio que se tornou, para mim, uma marca registrada dos mangás da New Pop. Espero que, um dia, ela seja substituída.

No mais, a edição ficou linda e todos torcemos para que o padrão permaneça e a periodicidade seja regular.

Opinião

Fico satisfeita de ver que a New Pop está se esforçando para se tornar uma editora melhor a cada lançamento e que diversifica bastante os títulos, tentando agradar a todos os gostos. Só acho que a revisão realmente precisa de uma atençãozinha maior.

GTO é um mangá que eu queria ver por aqui há muito tempo, desde que assisti ao primeiro dorama, anos atrás. Acho a história de Onizuka hilária e adoro tramas que envolvem colégio e delinquentes (como Gokusen, por exemplo, fica a dica).

Torço pelo sucesso da publicação e que ela abra portas para outras semelhantes, pois as histórias antigas também têm seu encanto.

Agradecemos ao pessoal da loja Anime Hunter que, em parceria com a editora New Pop, nos cedeu o exemplar para análise.

Review | Tekken 7

AVISO: Esse review é feito por um mega fã da franquia em questão, mas vou tentar ser o mais imparcial possível. Enfim acho que nem preciso apresentar Tekken pra ninguém. Vamos direto ao que eu achei dessa nova versão!  

História

 Tekken 7 chega prometendo acabar com o rolo da família Mishima, e faz um bom resumo ao colocar um repórter narrando todo a saga da família até o momento atual. Só que infelizmente não entrega e nem desenvolve tão bem essa historia, ficando com um gosto de que isso foi apenas a metade do caminho.

Não posso deixar de lembrar os momento épicos no modo story. não só pelos belíssimas CG, gameplay especial ( ao estilo Boss Battle de Naruto Storm), a entrada do Akuma como um char importante, e não apenas convidado, além de um ótimo resumo (quase perfeito, falto uma pequena coisa, viu Mr. Jinpachi). E de bônus, um pequeno modo historia pessoal e todas as CGs no modo galeria.

Gameplay

 Melhor Tekken até hoje! Jogabilidade fluida e intuitiva de sempre com novidades como o sistema de Rage e a volta de char mais equilibrado ainda. Tekken já costuma ser bem equilibrado, e ainda com a adição de Akuma com um jogabilidade que lembra muito Street. É estranho, mas muito legal.

Gráficos/Som

Aqui fico um pouco estranho, ouvi dizer q pela diferença da resolução entre o fliperama e os consoles atuais, mas ainda é bonito sem sobra de dúvida.

O som teve um bônus, pois agora quase todo os char falam a sua lingua nativa, Eddy e Katarina, por exemplo, falam português do Brasil.

Considerações finais

Basicamente é o Tekken 7 de fliperama, que foi lançado há 3 anos atrás com as últimas atualizações. Novo char e de bônus um modo story bonito, mas com uma cara de incompleto.

O jogo acabou no meio, e as minhas maiores decepções ficaram com a falta de item pra customização e um loading muito grande, principalmente no online (poderia ter sido feitas um pouco diferente como houve no Street V para não voltar tanto ao lobby e assim haver menos loading).

Mesmo assim é Tekken e estava fazendo muita falta nessa geração. Recomendo as todos os fãs de jogo de luta, principalmente os que querem um jogo competitivo e para jogar versus.

Nota

4/5

Kimi No Na Wa é anunciado pela Editora JBC


Quando parecia que a Editora JBC não ia surpreender mais, depois de Ghost in the Shell e Akira, ela nos surpreende com a bomba que “Kimi No Na Wa” será lançado no Brasil! A quarta maior bilheteria de todos os tempos do Japão, não só ganhou mangá, como está chegando no Brasil em três volumes pela Editora JBC. Para os fãs de plantão, o mangá terá o título internacional de “Your Name” aqui no Brasil.

O roteiro é do próprio Makoto Shinkai enquanto a arte é de Ranmaru Kotone. Your Name não teve data divulgada, nem o preço divulgado.

Autor
Já falamos diversas vezes de Makoto Shinkai por aqui, principalmente por causa de suas outras obras também lançadas no Brasil. Entre os títulos mais conhecidos, são: O Lugar Prometido em Nossa Juventude, Cinco Centímetros por Segundo, O Jardim das Palavras e o Kimi No Na Wa.

História
Mitsuha é uma menina que vive no interior com a família. Ela se sente entediada com tudo e começa a desejar que numa próxima existência seja um menino da cidade grande.
Taki é um garoto de Tóquio que divide os dias entre escola e um trabalho de meio período. Ele se sente sozinho mesmo em meio à multidão, mas se mantém calado sobre o assunto.
Um dia, Taki e Mitsuha acordam com a sensação de estarem no corpo de outra pessoa.

Ambos acham que estão vivendo um sonho apenas, até que no dia seguinte começam a ser questionados por atitudes estranhas quando retornam para seus respectivos corpos.
As trocas se tornam recorrentes e eles começam a registrar as alterações que fazem na vida um do outro. Uma misteriosa amizade surge entre eles e abre caminho para
sentimentos novos e até então desconhecidos.

JWave #341 | Alien: Covenant


[powerpress]
O JWave volta para uma edição especial sobre Alien: Covenant.

Vocês pediram e a equipe do JWave foi ao cinema e conta tudo sobre o novo filme.

Juba, Sérgio Sampa (88 milhas) e Dash falam tudo sobre o filme e sua conexão com Prometheus.

Edição do podcast realizada em dupla com Dash (edição) e o Juba (montagem).

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OUÇA TAMBÉM

JWave #96: Prometheus
https://www.jwave.com.br/2012/06/jwave-96-prometheus.html

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Review | Fort of Apocalypse #1


Um dos títulos anunciados pela JBC em 2016, Fort of Apocalypse já está em seu terceiro volume nas bancas brasileiras. Conferimos o primeiro volume e contamos nossas impressões para vocês nesse JMangá.

A história
Yoshiaki Maeda é um jovem de 16 anos que foi condenado à prisão perpétua por assassinato e enviado ao Instituto Shouran, uma prisão para menores infratores. Apesar de jurar ser inocente, é colocado junto com outros jovens detentos na sala quatro e vê logo de cara que sua vida ali não será fácil.

Masafumi Yoshioka, o representante da sala quatro, o recebe com uma cordialidade maquiada por uma personalidade agressiva e cínica. Além dele, os outros colegas de quarto são o taciturno Go Iwakura e o pedante Mitsuru Yamanoi, conhecido também como Neumann.

Já é certo que, no meio de tantos delinquentes provocando uns aos outros o tempo todo à procura de briga, e policiais que não parecem ter real interesse em administrar os problemas, a vida do novato será um inferno… Mas o que Maeda não esperava é que ficaria ainda pior.

No meio de um treino-castigo por terem participado de uma briga no refeitório, Maeda e seus colegas se deparam com algo inusitado: um veículo de escolta bate em um poste dentro do campo e dele saem pessoas cobertas de sangue, que atacam quem está perto com mordidas brutais. Quem é atacado torna-se uma espécie de zumbi e assim o caos se instaura dentro do instituto.

A situação não está fácil para os internos do instituto…

Maeda e seus colegas tentam prevenir os outros internos, mas essa atitude mostra-se contra-producente. Os quatro jovens acabam fugindo de lá, apenas para perceber que a cidade toda está passando pelo mesmo problema.

Melhor aceitar essa ajuda, não?

Agora, os rapazes deverão agir para garantir sua sobrevivência em um inferno pior do que a instituição. Quanto tempo será que eles aguentarão neste mar de sangue e cadáveres?

A edição brasileira
Fort of Apocalypse foi publicado no já conhecido pisa brite, utilizado na maioria das publicações de banca da JBC. A tradução ficou por conta de Jae HW.

Capa brasileira de Fort of Apocalypse

Opinião
Não sou muito fã de história de zumbi, mas essa está um pouco diferente do que estou acostumada a ver por aqui.

Maeda é um protagonista que fica à sombra dos outros colegas de sala, que parecem muito mais interessantes (especialmente Iwakura, que só arrancou um para-raios com as mãos neste volume, coisinha básica). Ele não é inteligente, nem forte, nem atraente, nem rápido, nem nada. É o personagem clássico que serve de comida para zumbi.

Os galãs de Fort of Apocalypse

Exceto pelo fato de que é o protagonista e de que talvez esconda algum segredo (não consigo acreditar 100% na história dele), não imagino que Maeda evolua muito mais na obra, mas sempre tem um plot twist, então estou ansiosa por isso.

Um ponto forte é que não vi (até agora, pelo menos), outro clássico dos mangás de zumbi: meninas com peitos exageradamente grandes (parecendo balões, às vezes), pouca roupa e muita sorte. Espero que continue assim.

Mesmo não sendo fã do gênero, devo dizer que este título é bem interessante e que estou aguada de curiosidade para saber se existe um paciente zero, o que realmente levou os garotos ao instituto e se Maeda é mesmo inocente. Dez volumes é uma quantidade razoável para se desenvolver uma boa história, espero que o final seja de arrepiar os cabelos.

Agradecemos à editora JBC por ter cedido o exemplar para análise.

Review | Fullmetal Alchemist #8

Na edição passada, descobrimos que o Führer King Bradley também é um homúnculo! Será que Ganância escapa dos olhos supremos? Vamos conferir neste JMangá!

Nesta edição

Sem dó de seus aniversários, King Bradley prende Ganância e liquida quase todos os subordinados do homúnculo. A brutalidade com a qual executa Martel, ainda abrigada na armadura de Al, faz com que o garoto relembre quando esteve diante da porta da Verdade.

Em seu dia de folga, a tenente Hawkeye se depara com um elemento que todos julgavam estar morto, fazendo com que as investigações de Mustang tomem uma direção mais assertiva.

Ganância é levado por Bradley à presença daquele que os homúnculos chamam de Pai e é revelado que o líder de Amestris é Ira, o primeiro homúnculo que envelhece, criado há 60 anos. Enquanto Ganância paga caro pela sua traição, novos personagens aparecem, vindos de Xing, um país do Oriente.

May Chang e seu mini panda de estimação, Xiaomei, aparecem nas minas de Younswell. Ed e Al voltam para Rush Valley e acabam encontrando Lin Yao, um viajante misterioso, faminto e boa-praça. Tanto ele quanto May estão buscando o método da imortalidade, mas… por qual motivo?

Curiosidade
Nesta republicação, optou-se por traduzir um país quase ao pé da letra: o que era Xerxes na primeira edição virou Cselkcess (em japonês, a leitura propriamente dita seria Kuserukusesu). Confesso não ter entendido o porquê dessa mudança, já que a fonética japonesa nesse caso é semelhante à do nome do professor Xavier dos X-Men no original (Professor Ecszeivier, numa tentativa de reproduzir a fonética). Sendo assim, Xerxes era uma boa adaptação, na minha humilde opinião.

Versão original da primeira aparição do termo “Xerxes” em FMA

Nova adaptação do termo “Xerxes”

Outra mudança interessante foi alterar a fonte dos balões dos personagens de Xing para sugerir um sotaque, ao invés de manter a decisão da primeira versão, onde se usava uma adaptação com um sotaque mais esteriotipado, utilizado comumente com personagens orientais. Confesso que gostei bastante desta solução atual.

Nova adaptação do sotaque de Xing

Opinião
A história segue avançando de forma ágil e interessante: o líder do país é um homúnculo; personagens misteriosos buscam algo que pode levá-los à situações bem perigosas, ao mesmo tempo em que os irmãos Elric parecem ter cada vez mais perguntas e menos respostas disponíveis… Fullmetal Alchemist só melhora a cada edição!

Agradecemos à editora JBC, que nos cedeu o exemplar para análise.

GTO é lançado no Brasil!

Esse final de semana aconteceu o lançamento do mangá Great Teacher Onizuka no Brasil. A editora NewPop numa ação com a loja Anime Hunter, acabou lançando o mangá GTO com uma edição diferenciada que tornou praticamente o primeiro mangá brasileiro a ficar idêntico ao mangá publicado no Japão, ao trazer sobrecapa, um papel de gramatura mais alta, além do preço convidativo de R$23,90.

Ação com a loja Anime Hunter
O mangá GTO é o primeiro título longo da editora NewPop e semelhante a algumas ações de filmes que algumas lojas como a Saraiva acabam lançando edições especiais, aqui o GTO terá cartões postais exclusivos com a Anime Hunter. Existe outra opção que é assinatura e nela também terá cartões postais.

A história
O jovem Eikichi Onizuka de 22 anos decide se tornar um professor, embora inicialmente pelos motivos errados, ele logo descobre sua vocação: transformar a escola num lugar divertido. O problema é que Onizuka está sempre se metendo em confusões e sendo responsável pelos alunos mais problemáticos. Sendo ele mesmo muito problemático e polêmico, o resultado são as palhaçadas mais absurdas, para cada boa ação de Onizuka, ele consegue cometer o dobro de erros e se enfiar nas situações mais ridículas por pura falta de noção.

Sobre o mangá
Tooru Fujisawa criou a obra em 1997 e terminou em 2002. O sucesso da obra foi tanto que gerou série em live action em 1998 e animê em 1999, além de um remake em live action recentemente em 2012. A série originalmente saiu na revista Shonen Magazine, lar de algumas publicações famosas aqui no Brasil, como Fairy Tail, Noragami e Inuyasha.

Sobre o lançamento
A festa realizada no sábado pela loja Anime Hunter, os jornalistas convidados acabaram recebendo um kit com pôster, chaveiro, bottom, além de marcador de página do Crunchyroll e o cartão postal.

O mangá está muito bonito e lembra bastante os mangás japoneses com sua sobrecapa.

Páginas coloridas

Sobrecapa

Kit de Imprensa para jornalistas

JWave #340 | Logan e os X-Men nos cinemas


[powerpress]
JWave está de volta e dessa vez sobre Logan e a saga dos X-Men nos cinemas

Calliban, Dash e Marcio Fiorito falando tudo de X-men e do recente filme, Logan.

Edição do podcast realizada pelo Dash (edição e montagem).

PARTICIPANTES


Ouça também
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JWave #302: X-Men: Apocalipse
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Akira já é um sucesso em Pré-venda!

Akira está chegando e a Editora JBC anunciou a pré-venda essa semana, já tornando o título o mais vendido em algumas lojas virtuais. O título chega em junho e é a primeira vez que o título chega em formato original.

Akira em Quadrinhos?
Nos anos de 1990, a Editora Globo lançou Akira em formato americano, que a Editora Marvel colorizava digitalmente e arte finalizava o mangá, aproximando do formato quadrinhos. O título foi um grande sucesso no Brasil e se tornou lenda, porque a Editora Globo demorou anos para lançar o final do título.

Formato Original
Na nova versão brasileira, o título seguirá o formato japonês, trazendo o tamanho de ​17,8 cm x 25,6 cm. O título terá seis volumes e 350 páginas em média por edição. Seguindo o formato original, o título é em preto e branco e com o texto traduzido diretamente do japonês. Todas as edições terão sobrecapa. Tudo isso foi feito para aproximar ao máximo a experiência de leitura japonesa.

A história
Em 2019, 38 anos depois da eclosão da 3ª Guerra Mundial iniciada com uma misteriosa explosão atômica, o mundo estava devastado. Nas ruas de uma Neo Tokyo pós-apocalíptica, jovens delinquentes dedicam suas vidas a espalhar o terror e o caos. Gangues se enfrentam pela cidade e, após sofrer um acidente inexplicável, Tetsuo Shima, começa a sentir reações esquisitas que parecem ter despertado poderes jamais imaginados. Isso acaba atraindo a atenção de agentes secretos do Governo envolvidos em um projeto com experiências sobre poderes sobrenaturais. Enquanto Kaneda tenta resgatar seu melhor amigo das garras do Governo, uma terrível e poderosa entidade pode estar prestes a despertar.

Sobre Katsuhiro Otomo
Katsuhiro Otomo nasceu na província de Miyagi, Japão no ano de 1954. Depois do sucesso de Akira, ele lançou ​Domu, obra essa que lhe rendeu o ​Grande Prêmio de Ficção Científica Japonês em 1983.

Trazendo mais de 10 mangás em sua carreira, Katsuhiro Otomo também tem uma vasta filmografia com ​Metropolis (2001),​Memories (1995) e​Steamboy ​ (2004) no qual ele transporta para as telas uma das mais famosas obras de Osamu Tezuka.

Akira chega em junho nas lojas e custará 69,90 reais.

Review | Astronauta – Assimetria

Veterano das Graphic MSP, Danilo Beyruth volta com sua terceira participação na coleção. Assimetria é a nova aventura do Astronauta e pode-se dizer que o autor continua nos surpreendendo de várias formas. Confira nossas impressões neste JQuadrinhos.

A história

Depois de uma missão complicada (que você pode acompanhar em detalhes em Astronauta – Singularidade), Astro volta para a Terra, com a intenção de descansar e espairecer. Sentado num banco de praça, ele observa o vai e vem das crianças no portão da escola e vê um garoto correr para o abraço de alguém que ele jamais esqueceu: Ritinha.

Perturbado com esse “encontro”, Astro volta para a base e sai novamente em missão, apesar dos protestos da Doutora. Dessa vez, nosso herói irá averiguar um suspeito pico de energia em Saturno.

Astronauta tem um “encontro” não muito feliz em sua nova aventura

Após admirar a beleza do planeta Saturno em toda sua magnitude, o Computador avisa Astro sobre anomalias na leitura das energias e, em seguida, a nave é envolvida por um vórtice energético e atraída na direção de outra nave.

Com muito sacrifício e com a providencial ajuda da nave desconhecida, Astro consegue pousar em Titã, uma das luas de Saturno. Ao correr para ajudar o outro piloto tem uma surpresa: é como se olhasse para um espelho e se visse alguns anos mais velho.

Qual o mistério desta outra versão do nosso herói?

Fazendo um esforço para não surtar, Astro ouve as explicações do estranho e resolve colaborar para que ambos consigam voltar em segurança. O que o Astronauta jovem não espera é que, mais uma vez, terá que confrontar seu passado de uma forma diferente, ao mesmo tempo em que luta para sair de mais uma enrascada espacial.

Opinião

As graphics do Astronauta melhoram a cada volume e Assimetria é a melhor até agora. O modo como o protagonista oscila entre a frieza necessária para lidar com problemas decorrentes da missão e os sentimentos que ainda nutre por Ritinha é algo semelhante ao Astronauta original, mas ainda assim mais puro.

O Astronauta de Beyruth, parece ser um pouco mais intenso. Sua expressão de dor ao ver o amor de sua vida feliz, abraçando o filho que teve com outra pessoa é uma das coisas mais tristes que já vi em uma HQ nacional. Ao mesmo tempo em que continua se recusando a aceitar que suas vidas tomaram rumos diferentes, ele parece querer dar uma oportunidade à Doutora; apenas não percebeu ainda.

O final inesperado não deixa dúvidas que, logo menos, virá mais uma Graphic MSP do nosso herói solitário. Espero que, um dia, ele se permita ser feliz por inteiro e que a pessoa que for o alvo de sua afeição compreenda que, mesmo que ele parta milhões de vezes, sempre lutará até o fim para estar novamente ao seu lado.

Review | Bidu – Juntos

Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho unem-se mais uma vez para contar uma história do Bidu e… com certeza irão te emocionar. O JQuadrinhos traz para vocês a segunda graphic MSP do Bidu: Juntos.

A história

Franjinha e Bidu se encontraram e passaram a dividir tudo aquilo que dois companheiros dividem: amor, carinho, brincadeiras e risadas, mas nem tudo são flores, afinal, Franjinha ainda não consegue transmitir muitas coisas ao seu amigo da maneira correta.

As coisas começam a entornar um pouco quando Bidu começa a fazer coisas que todo cachorro faz: mastigar roupas, roubar comida da mesa, fazer as necessidades nos locais errados e, ao ficar sozinho dentro de casa, detoná-la no melhor estilo Marley e Eu.

Bidu tentando se adequar ao seu novo lar

Irritada com as artes do cachorro, a mãe de Franjinha pede para que ele o deixe preso no quintal. Embora a guia seja longa o suficiente para permitir que o bichinho ande pelo quintal (sem alcançar o varal, um objeto de tentação), Bidu passa a ficar triste e sem apetite. Ele não entende o porquê de seu dono e amigo não brincar mais com ele e pior; deixá-lo preso.

Bidu passando pela prova de fogo de ficar sozinho dentro de casa pela primeira vez

Em sua cabecinha canina, Bidu vê sua estadia naquela casa como um erro. Como ele pode compreender que seu dono não passa de uma criança que está apenas começando a aprender a responsabilidade de ter um bichinho de estimação e que precisa conciliar isso com os estudos, tarefas domésticas, entre outras coisas necessárias em sua educação?

Será que ter ficado com o Franjinha foi um erro?

Nesse momento, um novo personagem aparece. De um jeito um tanto quanto inesperado, ele irá ajudar os dois amigos a se compreenderem melhor e perceberem que não é que tudo esteja perdido ou que um dos dois esteja errado: mesmo a melhor das convivências, às vezes, pode precisar de alguns ajustes.

Opinião

Obras sobre cachorros sempre me emocionam e não foi diferente com Bidu – Juntos. Damasceno e Garrocho conseguem traduzir com leveza tudo aquilo que sentimos quando trazemos um novo bichinho pra casa.

Queremos que ele se adapte à nossa rotina, mas não compreendemos que, se não tivermos doçura e paciência na hora de ensinar, eles não terão como nos entender. Tudo isso é um mero detalhe diante da alegria que um companheiro desses traz para nossas vidas.

Quem resiste a uma carinha dessas??

Em minha casa, tivemos vários cães, gatos, pássaros e até um hamster, todos muito amados durante suas vidinhas e pranteados quando partiram deste mundo. Quando Kisa, minha atual cachorrinha, me foi presenteada por um colega de trabalho, eu passava por uma fase difícil em minha vida, prestes a entrar em uma depressão.

Kisa com cinco meses

Quando chegou, pesava só um quilo e fez questão de mudar toda a nossa rotina. Enquanto ensinávamos tudo o que achávamos que ela deveria aprender, ela nos ensinou mais ainda.

Kisa me ajudou a superar decepções enquanto regava o tapete de casa com seu xixi (o que levou minha mãe a desistir do tapete bem rápido); ela nos olhava com seu olhar meigo enquanto roía todos os móveis por onde passava. Nossos calçados e livros passaram incólumes por esta danada, mas não nossos corações, que sempre se aquecem ao vê-la rebolando pela casa com seus quase 25 quilos (e devo dizer que ela se tornou expert em fazer suas necessidades no jornal).

Assim como a Kisa me ensina uma lição todos os dias, Bidu ensinou a Franjinha nesta história que não há preço que pague o amor condicional que essas criaturas sentem por nós. Nossa função é, uma vez que os trouxemos para nossas famílias, protegê-los, ensiná-los, aprender junto com eles e amá-los para todo o sempre.

Kisa hoje, com toda a preguiça que puxou da mãe <3

Mais um tostão da minha “catiorinha” para vocês, leitores queridos! 😉

Dedico esta resenha a todos aqueles que têm um bichinho (ou mais de um) em casa e os protegem de toda a maldade que há no mundo. Não há amigo mais fiel.

Review | Precisamos falar sobre Honey and Clover

Há alguns anos, quando as comunidades do Orkut estavam bombando e os lançamentos de mangá eram altamente debatidos nelas, lembro que li sobre o lançamento de Honey and Clover e, em um dos comentários, alguém disse que era mais uma história de um monte de meninos apaixonados por uma menina só. A pessoa ainda ia além, dizendo que era outro Ouran (que eu adoro, diga-se de passagem, mas fica para outro dia).

Quando o mangá foi lançado, lembro que comprei em conjunto com uma pessoa, li até o fim e, por motivos que não vêm ao caso, não fiquei com a coleção, mesmo tendo gostado bastante da história como um todo.

Anos depois, graças à generosidade de uma pessoa amiga, reavi a coleção e aproveitei para reler a história antes de guardar. Qual não foi minha surpresa ao perceber que eu não lembrava de absolutamente nada e que, caro colega da comunidade do Orkut, não tem nada a ver com Ouran. Convido vocês a explorarem comigo novamente esta bela história e tirarem suas próprias conclusões.

Relembrando

A trama se passa em uma faculdade e conta a história de alguns alunos do curso de artes. O protagonista, Yuuta Takemoto, é um garoto sincero que divide a moradia com dois veteranos, o responsável e certinho Takumi Mayama e o talentoso e inexplicável Shinobu Morita.

Um dia eles são apresentados à sobrinha de seu professor Shuuji Hanamoto, a tímida Hagumi “Hagu” Hanamoto, um verdadeiro gênio. Neste momento, Takamoto e Morita se apaixonam pela garota mas, mais do que uma paixão boba de adolescência, esse triângulo amoroso dará o tom da história e ensinará várias lições aos personagens e aos leitores.

Morita é um gênio, mas nunca consegue se formar. Está há seis anos no mesmo curso e é o terror dos professores, que tentam insistir para que ele leve mais a sério. O problema é que ele sempre arranja algum serviço (muito bem remunerado, por sinal) e some às vezes por meses, ou simplesmente não vai às aulas porque está com preguiça. A princípio, seu interesse por Hagu é igual ao de uma criança por um brinquedo novo, mas depois isso evolui de forma que até a mesma passa a nutrir o mesmo sentimento.

Hagu, por sua vez, desabrocha para o mundo ao longo dos capítulos. Arredia no início, desenvolve uma relação de extrema confiança com Takemoto e com Ayumi “Ayu” Yamada, aluna do curso de cerâmica que nutre uma paixão há muitos anos por Mayama. Este, por sua vez, está ciente dos sentimentos de Ayu, mas seu coração pertence à Rika Harada, amiga do professor Hanamoto e viúva do seu melhor amigo. Ela tem um escritório de projetos e Mayama a ajuda no que pode, mas ela mantém seu coração fechado.

No decorrer da história, questões que nos atormentam nesta fase da vida são abordadas o tempo todo: nossas expectativas com relação ao primeiro emprego, o medo de não conseguir trabalhar com o que estudamos para fazer e de não conseguirmos nos sustentar sem a ajuda dos pais, como lidar com as expectativas que as pessoas geram em cima de nossos feitos, e até mesmo aprender a aceitar que nem sempre o alvo de nossas afeições sente o mesmo por nós.

Após Mayama e Ayu se formarem, aparecem alguns personagens novos que os ajudam a amadurecer ainda mais. Eles são funcionários do escritório de projetos Fujiwara, no qual Mayama entra após se formar, sob o pretexto de tentar se afastar de Rika. Eles são Takumi Nomiya, o bonitão despreocupado que acaba se apaixonando por Ayu e ganha o desafeto de Mayama por isso; Miwako-san, uma mulher bonita e decidida que está sempre à frente dos rapazes do escritório; Yamazaki-san, que é muito puro de coração e fica bem em qualquer roupa e o cãozinho Líder, o mascote do escritório.

Esses personagens mais adultos dão um tom de maturidade à trama (embora Miwako e Nomiya tenham atitudes bem infantis às vezes) e mostram aos personagens e aos leitores os diferentes caminhos que podemos seguir após a formatura.

Paralelo a isso, Takemoto, inseguro com o futuro e apreensivo com seus sentimentos por Hagu, faz uma viagem de auto conhecimento montado apenas em uma bicicleta. Nessa viagem ele amadurece bastante, conhece novas pessoas e, finalmente, parece ter encontrado um rumo para sua vida. Hagu, por sua vez, não sabe ainda se continuará tentando participar de todos os prêmios de arte possíveis ou se voltará para o interior, onde talvez não tenha mais um lugar para chamar de seu. Mayama e Yamada penam para aceitar o que a vida lhes reserva com relação ao amor enquanto Morita sai de cena por um tempinho para resolver de uma vez por todas um assunto de família.

Quando tudo parece finalmente definido, Hagu sofre um acidente que pode deixá-la incapacitada de continuar pintando. Nessa hora, tanto ela como seus amigos precisam tomar uma decisão e é com ela que precisarão conviver pelo resto de suas vidas.

Opinião

Honey and Clover é muito mais do que um simples mangá shoujo. Ele mescla perfeitamente momentos de humor nonsense (quase todos protagonizados pela capacidade infinita de Morita em ganhar dinheiro) com um drama profundo, o qual todos nós já tivemos oportunidade de sentir pelo menos uma vez.

Ver Ayu se esforçando para abandonar os sentimentos por Mayama que nunca serão correspondidos da forma que ela merece corta nossos corações e nos coloca no lugar dela, afinal, quem nunca passou por isso? Takemoto, com sua pureza de coração, coloca as necessidades de todos à frente das suas até sair em sua viagem de auto-conhecimento e amadurecer esplendorosamente. Mayama também amadurece como homem ao finalmente ganhar a plena confiança de Rika e deixar Ayu seguir seu caminho, enquanto Morita aprende a ser sincero consigo mesmo ao conseguir resolver seu problema de família. Já Hagu precisou passar por uma experiência de quase morte para escolher o caminho que julgava correto, apesar de não ser o que diz seu coração.

<3

Resumindo, Honey and Clover é um mangá feito de escolhas: carreira, caminho, companheiros… todas as escolhas que fazemos ao longo da vida e que têm um peso considerável. Muitas vezes nos arrependemos, mas se não tivéssemos tentado, ficaríamos na dúvida para sempre.

Acompanhamos a trajetória desses personagens durante cinco anos de suas vidas e aprendemos com eles que nem sempre existe uma resposta certa para determinada questão. O que precisamos fazer é escolher aquilo que te parece certo no momento e olhar sempre em frente, pois nunca estaremos realmente sozinhos. Crescer pode ser dolorido, mas é extremamente necessário e foi essa a linda lição que Honey and Clover me deixou.

Espero que todos tenham a oportunidade de ler esta obra e que um dia ela seja relançada, já que alguns volumes tornaram-se meio complicados de achar em preços praticáveis. E viva o shoujo.