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Dragon Ball Super será lançado em agosto na Cartoon Network!

Era esperado? Sim, mas tínhamos dúvidas se realmente a Cartoon Network de antigamente iria investir em Dragon Ball novamente. A confirmação veio e Dragon Ball Super estreia em agosto na Cartoon.

A série é uma continuação de Dragon Ball Z, ignorando Dragon Ball GT. Nela, Goku continua suas aventuras e depois de enfrentar deus da destruição e o Freeza dourado, continuou suas aventuras com terras alternativas.

Dragon Ball Super estreia no dia 5 de agosto com 4 episódios seguidos numa mini maratona de sábado às 17:00. A maratona será reprisada as 23 horas do mesmo dia.

Durante a semana, a série será exibida às 23 horas, sendo reprisada no dia seguinte às 15:30.

Torcemos que Dragon Ball Super faça sucesso na Cartoon Network e que empolgue o canal a trazer outras séries pra sua grade.

Fonte: Anmtv

One-Punch Man chega nesse sábado na Netflix!

Se existe uma obra da Jump que anda fazendo muito barulho, provavelmente é on-Punch Man. Mangá chegando ao Brasil no ano passado fez muito barulho por aqui, além do animê que foi exibido simultâneo com Japão pelo streaming Daisuki. Agora a série chega no maior serviço de streaming do planeta, a Netflix e com um diferencial… Dublagem.

Num total de 12 episódios, a primeira temporada estreia completa na Netflix brasileira com diversos nomes conhecidos entre fãs de animês.

Começando pelo protagonista, o Saitama terá a voz de Yuri Chesman. Yuri foi Gon Freecs (Hunter x Hunter), Goten adolescente (Dragon Ball GT), Arséne Lupin III (Lupin III: O Castelo de Cagliostro) e o Kaworu (Neon Genesis Evangelion). Já o Genos será dublado por Michel Di Fiori, conhecido por Neiji Hyuuga (Naruto), Watanabe (Ajin) e o Koichi Tsuruchi (Knights of Sidonia). No elenco brasileiro de One-Punch Man, completa nomes como Robson Kumode, Angelica Santos, Carlos Campanile, Flora Paulita e Diego Lima.

A segunda temporada de One-Punch Man já está confirmada no Japão, enquanto a primeira você poderá assistir no primeiro dia de julho na Netflix. O mangá é publicado bimestralmente pela Editora Panini Comics.

Do As Infinity no Brasil!

Inuyasha foi responsável pela popularização de diversos artistas japonesas pelo mundo. Entre os artistas que apareceu em Inuyasha, apareceu Do As Infinity com a linda música Fukai Mori.

Formada pela Tomiko Van (vocalista) e Ryo Oowatari (vocal e guitarrista), Do As Infinity entrou no mercado japonês em 1999. Começaram de forma indie, porém logo entraram na gravadora Avex Trax lançando o single “Tangerine Dream”.

Muito além do Inuyasha

Do As Infinity começou nas mãos de Dai Nagao. Compositor, ele trabalhava para Avex Trax, produzindo músicas para hitomi e a Ayumi Hamasaki. Tendo sonho de montar uma banda, ele fez uma série de seleções e acabou recrutando Tomiko Van, Ryo Owatari e Yukiaki Shoji.

No dorama Nisennen no Koi a banda Do As Infinity gravou Yesterday & Today e alcançou sua fama na Ásia. Posteriormente, a banda também marcou presença do live action de Uzumaki (o mangá foi publicado no Brasil pela Conrad).

Logicamente não poderia esquecer de Inuyasha que em 2000 estreou no Japão e o segundo encerramento foi a estreia da banda no universo de animê.

Do As Infinity “acabou” em 2005 e Tomiko Van teve uma carreira solo, mas para bem dos fãs, o “acabou” virou uma “pausa” e voltaram em 2008.

Depois que voltaram, Do As Infinity também voltou ao universo de animês e participaram na trilha de Fairy Tail com “Mysterious Magic”.

E no Brasil?

Do As Infinity estará no palco do Anime Friends, no dia 7 de julho às 19:30, cantando seus maiores sucessos.

Anime Friends acontecerá nos dias 7,8 e 9 de julho no Transamerica Expo Center, na Avenida Doutor Mário Vilas Boas Rodrigues no número 387, na região da Santa Amaro em São Paulo.

Anime Friends 2017
http://www.animefriends.com.br/
Ingressos: Ticket POP
Dias: 7,8 e 9 de julho
Local: Transamerica Expo Center
Avenida Doutor Mário Vilas Boas Rodrigues, 387
(Próximo das estações Santo Amaro , 9-Esmeralda da CPTM e Linha 5 Lilás do Metrô).

Jiraya no Brasil!

Existe uma galera que provavelmente vai lembrar de Naruto, mas não estamos falando desse ninja (não dessa vez!). Uma das séries mais populares da época da Rede Manchete, continua com a imagem viva no Brasil e no Japão. O ator Takumi Tsutsui virá ao Brasil em julho e se você é fã do sucessor de Togakure, provavelmente é um bom motivo de ir ao encontro dele.

Mas o que foi Jiraya?
O sucesso de Changeman e Jaspion lá no começo dos anos 1990, acabou que trouxe diversas séries do gênero no Brasil. Chamado no Japão de Tokusatsu, o gênero tem subgêneros e pode ser traduzido em português como séries que tem efeitos especiais. Similar ao termo mangá, Tokusatsu acabou sendo empregado para séries de ficção com efeitos especiais produzidas no Japão.
No caso de Jiraya, a série pertence ao gênero Metal Heroes e originalmente é chamada de Sekai Ninja Sen Jiraya (Guerra do Mundo dos Ninjas Jiraya) e foi produzida pela Toei Company em 1988 a 1989.
Touha vestia o traje do Jiraya e conhecíamos o cotidiano da família Yamaji, sucessores do Togakure. Durante a série, conhecemos diversos ninjas de diferentes clãs, numa batalha atrás de reunir pedaços de um mapa que levaria a Pako, uma capsula que caiu no planeta Terra há cerca de 300 anos antes de Cristo.

Takumi no Brasil
Takumi Tsutsui já veio ao Brasil algumas vezes, sendo a quinta vez dele em nosso país. O ator virá ao Anime Friends 2017, se apresentando no palco do BCC, durante os dias 7 e 8 de julho.

Anime Friends 2017
http://www.animefriends.com.br/
Ingressos: Ticket POP
Dias: 7,8 e 9 de julho
Local: Transamerica Expo Center
Avenida Doutor Mário Vilas Boas Rodrigues, 387
(Próximo das estações Santo Amaro , 9-Esmeralda da CPTM e Linha 5 Lilás do Metrô).

Sega Forever: Jogos da Sega gratuitamente para telefones e tablets?

Parece loucura, mas a Sega anunciou a coleção Sega Forever, aonde seus jogos serão lançados no aplicativo de forma gratuita. Trazendo lançamentos há cada duas semanas, Sega Forever está sendo pensado para iOS e Android. Os jogos serão lançados nessa quinta feira, dia 22 de junho.

Mas gratuito? Lógico que gratuito significa que tem algo aí, mas não se assuste, porque são os tradicionais comerciais em jogos grátis é o que irá aparecer enquanto você tiver jogando. Caso você não quiser comerciais, você poderá pagar 1,99 dólares, assim se librando dele.

E quais consoles estarão no Sega Forever? De Master System a Dreamcast,Sega Forever promete revisitar todos os consoles e fliperamas da Sega, inclusive o SG-1000.

Para o lançamento, a Sega está trazendo Comix Zone, Phantasy Star II, Altered Beast, Sonic the Hedgehog e Kid Chameleon. Todos os jogos foram lançados originalmente para Mega Drive.

O melhor é que os jogos rodam off-line (não precisando se preocupar com o sinal do seu telefone), além disso você poderá jogar na sua TV se você tiver um Chromecast ou Apple TV (ao transmitir a imagem do Sega Forever para sua televisão).

Esperamos que a iniciativa da Sega não se limite a telefones e tablets, pensando nos jogadores de PC e consoles.

via Overloadr

T.M. Revolution vem ao Brasil!

Falta menos de um mês para o show do T.M. Revolution no Brasil, porém não é todo mundo que associa a banda aos temas de animês que foram exibidos por aqui. Você conhece eles?

Mas quem é Takanori Nishikawa?

Num projeto totalmente autoral, Takanori Nishikawa nasceu em 19 de setembro de 1970, na província de Shiga, no Japão. Ele atua, canta e participa da Abingdon Boys School, além de criar a T.M. Revolution, que é a abreviação de Takanori Makes Revolution.

T.M. Revolution ainda tem dois nomes muito importantes em seus bastidores, Akio Inoue que escreve as canções e Daisuke Asakura que compõe as canções. Mesmo com esses dois nomes por trás da T.M. Revolution, esse continua sendo um projeto do Takanori Nishikawa.

De Samurai X, Gundam, Sengoku Basara e até mesmo animê dos Vingadores (Avengers: Disc Wars)!

T.M. Revolution começou estrada em 1996 com Dokusai-(Monopolize), mas foi no seu terceiro single que nós conhecemos o trabalho de Takanori, quando ele cantou um dos encerramentos mais emblemáticos do animê Samurai X (Rurouni Kenshin). Sim, estamos falando de Heart of Sword (Yoake Mae).

Algum tempo depois, fãs de Gundam irão lembrar que ele esteve presente nas trilhas de Gundam SEED e Gundam SEED Destiny.

Em 2009, ele voltou com resonance do animê Soul Eater, seguido de Save The One Save The All do quarto filme de Bleach, chamado “Bleach: Jigoku-hen” em 2010.

E não poderíamos deixar de contar que o cantor já foi casado com a Yumi Yoshimura, da dupla AmiYumi. Sim, estamos falando da dupla que cantou tema dos Jovens Titãs e ganhou um desenho americano que foi exibido pela Cartoon Network por aqui.

E no Brasil?

T.M. Revolution estará no palco do Anime Friends, no dia 9 de julho às 19:30, cantando seus maiores sucessos.

Anime Friends acontecerá nos dias 7,8 e 9 de julho no Transamerica Expo Center, na Avenida Doutor Mário Vilas Boas Rodrigues no número 387, na região da Santa Amaro em São Paulo.

Anime Friends 2017
http://www.animefriends.com.br/
Ingressos: Ticket POP
Dias: 7,8 e 9 de julho
Local: Transamerica Expo Center
Avenida Doutor Mário Vilas Boas Rodrigues, 387
(Próximo das estações Santo Amaro , 9-Esmeralda da CPTM e Linha 5 Lilás do Metrô).

Checklist da Editora JBC do mês de junho!

A Editora JBC mandou para o JWave os principais lançamentos desse mês de junho e estamos aqui pincelando e destacando alguns desses títulos.

Não poderia ser diferente, Akira é o grande destaque do mês, sendo relançamento mais esperado de todos os tempos. Primeira vez em formato japonês e sendo traduzido diretamente do material original.

Entre outros destaques, temos Zetman que chega na reta final no número 18, faltando mais dois números para concluir aqui no Brasil.

Cavaleiros do Zodíaco em sua versão luxuosa, também chega em sua quarta edição, sendo bastante elogiada até então. O mangá é o primeiro título em capa dura no nosso país.

Quais são os lançamentos que você irá comprar?


Akira #01

Data de lançamento 24/06/2017

Um dos marcos da ficção científica oriental que revolucionou a chegada dos mangás e da cultura pop japonesa no Ocidente retorna em uma nova edição especial. Após atropelar uma criança de aparência estranha, Tetsuo Shima (o melhor amigo de Kaneda), começa a sentir algumas reações anormais. Isso acaba chamando a atenção do governo que está projetando diversas experiências secretas e acabam sequestrando Tetsuo. Nesta aventura cheia de ficção, Kaneda entra em cena para salvar o amigo, enquanto uma terrível e monstruosa entidade ameaça despertar.

Obra de Katsuhiro Otomo
Formato: 17,8 x 25,6 cm
Número de páginas: 362p.
Preço: R$ 69, 90
Classificação etária: 18 anos

To Love-Ru #12

Depois da visita das irmãs de Lala, Rito sentirá na própria pele o porquê dos homens gostarem tanto do corpo feminino quando ele é transformado em uma garota e passa a despertar a paixão dos colegas da escola.

Obra de Kentaro Yabuki e Saki Hasemi
Formato: 13,5 x 20,5 cm
Número de páginas: 200 p.
Preço: R$ 13,90
Classificação etária: 16 anos

Saintia Shô #04

Obra de Chimaki Kuori
Formato: 13,5 x 20,5 cm
Número de páginas: 184 p.
Preço: R$ 15,90
Classificação etária: 14 anos

Magi: O Labirinto da Magia #28

A tropa Oeste liderada por Hong-Yan contra a tropa Leste liderada por Bai-Long. A guerra civil que dividiu o Império Huang em dois mostra-se favorável à tropa Oeste, que supera a adversária em poder de fogo e receptáculo de metal. Porém, o trunfo guardado por Bai-Long pode surpreender a todos…! Confira o 28º volume da grande aventura mágica e fantástica!!

Obra de Shinobu Ohtaka
Formato: 13,5 x 20,5cm
Número de páginas: 192 p.
Preço: R$ 14,90
Classificação etária: 16 anos

Fort of Apocalypse #04

O grupo de Maeda consegue capturar o zumbi que parece controlar a “montanha” de mortos-vivos e levá-lo até o Instituto Shouran. Com isso, Neumann espera desvendar de uma vez por todas o segredo por trás dos monstros! O único problema, claro, é que a presença do “chefão” dos zumbis na instituição é um risco muito grande, e poderá trazer consequências irreversíveis…!

Obra de Kazu Inabe e Yu Kuraishi
Formato: 13,5 x 20,5 cm
Número de páginas: 192 p.
Preço: R$ 14,90
Classificação etária: 16 anos

Fullmetal Alchemist ESP. #11

Em Resembool, diante do túmulo da mãe, Edward encontra o homem que menos queria ver naquele momento: seu pai, Van Hohenheim. Porém, através das palavras dele, o Alquimista de Aço passa a se questionar de algo que evitava pensar todo esse tempo, e toma a decisão para descobrir a verdade. O problema é que o preço a se pagar, desta vez, será o seu maior trauma! A verdade é cruel, mas justa. Qual será a resposta encontrada por Edward em Resembool sobre a sua mãe?!

Obra de Hiromu Arakawa
Formato: 13,5 x 20,5 cm
Número de páginas: 192 p.
Preço: R$ 16,90
Classificação etária: 14 anos

Blame! #04

A dupla Killy e Cibo finalmente encontram uma colônia de humanos localizada na frente da misteriosa Indústrias Toua, que era inacessível aos moradores dali. Porém, quando Cibo descobre como entrar na instalação, a colônia é atacada por um Varredor que estava disfarçado de humano! Curiosamente, durante o ataque violentíssimo por parte dos robôs, Cibo desmaia e sua consciência é mandada para um mundo cibernético anexo à NetSphere, que serve como seu backup. Lá, onde a noção de espaço-tempo é totalmente diferente da realidade, a ex-cientista encontra a Agência Moderadora e descobre um meio de deter os Varredores, além de informações sobre o Gene-Modem!

Obra de Tsutomu Nihei
Formato: 13,5 x 20,5cm
Número de páginas: 216p.
Preço: R$ 23,90
Classificação etária: 16 anos

CDZ – Saint Seiya [Kanzenban] #04

Seiya e seus amigos enfrentam Ikki e os terríveis Cavaleiros Negros. Em jogo está a Armadura Sagrada de Sagitário, roubada durante a Guerra Galáctica. No entanto, mal acaba a dura batalha, novos inimigos ainda mais poderosos surgem no encalço dos Cavaleiros de Bronze.

Obra de Masami Kurumada
Formato: 14 cm x 21 cm
Número de páginas: 224p.
Preço: R$64,90
Classificação etária: 14 anos

Zetman #18

Qual a real intenção de Haitani ao armar um encontro entre Hanako e Jin, que está totalmente descontrolado por se tornar o ZET por completo?! Por que o inimigo insiste tanto no “coração humano” de Jin?! E Kouga, que está fora de combate, recebe um novo traje do Alphas e tenta voltar ao campo de batalha…!

Obra de Masakazu Katsura
Formato: 12 x 18 cm
Número de páginas: 200p.
Preço: R$ 17,50
Classificação etária: 18 anos

Review | Seraph of the End #1

Como a Panini gosta muito de nos deixar pobres, mais um lançamento chega às bancas brasileiras. A novidade da vez é um dos títulos mais queridos do momento, Seraph of the End. Vamos contar tudo pra vocês neste JMangá.

A história

Yuichiro Hyakuya é um garoto de oito anos, que vivia no orfanato Hyakuya com outras crianças que, assim como ele, foram abandonadas pelos pais de diversas formas. Um dia, um vírus desconhecido dizimou parte da humanidade e Yuichiro e seus amigos foram levados para o subterrâneo pelos vampiros, que passaram a utilizá-los como fonte de alimento.

Quatro anos se passaram e Yuichiro passou a abrir seu coração aos poucos às crianças, especialmente para Mikaela, um garoto de sua idade que prefere usar a cabeça ao invés dos músculos. Após um planejamento cuidadoso, Mika rouba uma arma e um mapa para ajudá-los a fugir do local. Quando as crianças estão prestes a atingir o objetivo, percebem que tudo não passou de uma armadilha dos vampiros e perecem uma a uma com exceção de Yuichiro, que consegue fugir graças ao sacrifício de Mika.

Ao chegar à superfície, fica confuso com o que encontra, afinal, a civilização parece estar em seu devido lugar. Logo ele é abordado pelo tenente-coronel (e lindo *o*) Guren Ichinose, que explica o panorama atual da situação da humanidade e deixa claro desde o primeiro momento que irá utilizá-lo para exterminar os vampiros. Yuichiro não se importa, desde que consiga realizar sua vingança, em nome de sua “família”.

Mais quatro anos se passam. Yuichiro agora frequenta o colégio (?!), é parte do exército demoníaco Imperial japonês e vive apenas pela sua vingança… até que situações inesperadas o farão perceber que, enquanto não deixar a individualidade de lado, não conseguirá o que precisa para derrotar vampiros: uma arma amaldiçoada e o desapego pela vingança. O caminho será árduo, mas Yuichiro não estará sozinho; seus novos companheiros estão dispostos a ajudar e… talvez também o seu passado resolva lhe fazer uma visita.

A edição brasileira

Assim como a maioria dos títulos shonen ad æternum da editora, Seraph of the End foi publicado em papel pisa brite e sem páginas coloridas.

A tradução ficou sob responsabilidade de Karen Kazumi Hayashida, letras com Gabriela Kato e a edição com Beatriz Bevilacqua.

Opinião

Mais uma vez temos um título com uma fórmula parecida nas bancas: protagonista marrento (existem variações, com protagonistas sociáveis até demais) perde companheiros ou família ou namorada (o) e ingressa em uma organização da qual nunca ouviu falar em busca de vingança (ou porque não tem mais para onde ir).

Mesmo com o plot não me ganhando pelo quesito originalidade, achei o visual do mangá bem interessante e estou curiosa para ver a evolução de Yuichiro como protagonista e seus desdobramentos.

Além disso, estou muito curiosa para saber mais sobre os assuntos não muito abordados no primeiro volume, como o real intuito dos vampiros e da existência do orfanato Hyakuya… e no que vai dar a revelação do final do volume.

Agradecemos à editora Panini por ter enviado o exemplar para análise.

Review | Inuyashiki #1

Cerca de cinco anos após o final da publicação de Gantz no Brasil, Hiroya Oku volta às bancas brasileiras com Inuyashiki.

Anunciado na CCXP 2016, o mangá traz o inconfundível estilo do autor e uma trama interessante, que será o tema deste JMangá.

A história

Ichiro Inuyashiki é um pai de família de 58 anos, mas que aparenta já ter passado dos 70. Seus filhos não o respeitam e sua esposa parece indiferente, já que repreende o casal de adolescentes sem muita firmeza.

Sentindo-se solitário, adota uma cachorrinha shiba a quem dá o nome de Hanako, que é a única criatura na casa que lhe dá afeto e demonstra gratidão.

Para piorar, ao realizar exames de rotina, descobre que está com um câncer de estômago em estágio terminal e simplesmente não consegue dividir isso com sua família, já que parece claro que eles não se importarão ao saber que o patriarca da família irá morrer em aproximadamente três meses.

Um dia, sentado com Hanako em um gramado e em companhia de um adolescente aleatório, algo estranho acontece: uma explosão pulveriza Inuyashiki e o adolescente, transformando o gramado em uma clareira, mas deixando Hanako ilesa, embora assustada.

Neste momento onde parece que nada mais pode ser feito, vozes dizem que, apesar de ser imperativo que o planeta será destruído, não deveriam ter interferido naquele momento, afinal, dois seres racionais foram destruídos. Para “disfarçar”, os responsáveis pelo ato resolvem consertar do jeito que foi possível e assim Inuyashiki desperta sem desconfiar de sua nova condição.

Ao realizar nova bateria de exames, verifica que todas as máquinas dão erro no resultado. Para piorar, seu celular nada mais é do que uma imitação feita em cerâmica, ele não consegue manter a comida no estômago e não faz ideia do que está acontecendo até perceber que se tornou uma máquina.

Perturbado e ao mesmo tempo aliviado por acreditar ter ganho uma segunda chance, Inuyashiki tentará encontrar um novo sentido para sua vida, enquanto lida com seus assuntos domésticos de forma desajeitada. Enquanto isso, o rapaz que estava com ele no dia fatídico, parece bem consciente de sua atual situação. Resta saber se pretende utilizar seus novos poderes para uma causa nobre… ou se será uma pedra no sapato do protagonista.

A edição brasileira

Apesar das páginas coloridas e da capa brilhosinha terem sido mantidas, o papel escolhido para a versão brasileira de Inuyashiki foi o divisor de opiniões pisa brite, assim como seu veterano Gantz (mas sem crocância, para ser justa). Isso causou o descontentamento de alguns fãs, mas tenho certeza de que a maioria entende que nem sempre dá para publicar tudo em offset.

A tradução foi feita por Lídia Ivasa, letras por Danilo de Assis dos Santos e a edição dividida entre Beth Kodama e Beatriz Bevilacqua.

Opinião

Nunca terminei de ler Gantz por milhões de motivos, mas devo dizer que o que me empolgou por um breve momento foi o plot e as cenas de luta muito bem desenhadas. Kurono e sua namorada irritante sempre me tiraram do sério e confesso que isso a longo prazo me deixou com preguiça de chegar até o final (além do mais, tanto o outro amigo quanto o Izumi seriam protagonistas milhões de vezes melhores do que o Kurono). Só por esse fato, quando vi o anúncio de Inuyashiki, não me empolguei nem por um momento.

Ao ler o primeiro volume, me deparei com situações parecidas: adolescentes que não respeitam os mais velhos, extraterrestres achando que a Terra é um caquizal e um protagonista sem voz ativa… até o momento da descoberta.

Quando o protagonista toma consciência de sua situação, a história dá uma melhorada bem expressiva: ele sai do seu “banco do coitado”, utiliza o poder meio por osmose mas de forma eficiente e indica que terá uma evolução no mínimo interessante.

Além disso, o garoto que sofreu a mesma mudança tem tudo para se tornar um antagonista que pode ajudar na evolução do protagonista.

No mais, é uma obra divertida e instigante, que cumpre a função de entreter e me deixou empolgada pelo próximo volume.

Agradecemos ao pessoal da editora Panini por ter encaminhado o exemplar para análise.

Review | Hal

Baseado em um filme com character design de Io Sakisaka (autora de Aoharaido), a versão mangá de Hal, de autoria de Umi Hayase, chega às bancas brasileiras pela editora Panini. Já conferimos a edição e contamos nossas impressões neste JMangá.

A história

Q-01 é um robô humanóide muito gracioso e gentil, que vive na cidade de Kyoto ajudando humanos a realizarem diversas tarefas. Um dia, ao terminar uma delas, é convocado para ajudar em uma missão bem complicada: assumir o lugar de Hal, um garoto que faleceu recentemente e cuja morte afetou profundamente Kurumi, sua namorada.

Assim, Q-01 toma a imagem de Hal e passa a visitar Kurumi diariamente, tentando realizar suas vontades da melhor forma possível e fazer com que ela volte a ter vontade de viver.

Sua convivência com a garota, os conselhos preciosos do médico que o auxiliou na adaptação e a amabilidade dos moradores da cidade, fazem com que esse novo Hal entenda melhor sobre os sentimentos, em especial, o amor. Seu passado esquecido começa a vir à tona aos poucos e a verdade que lhe será revelada o faz entender finalmente não só o valor que cada vida possui, como também a importância dos sentimentos daqueles que amamos.

A edição brasileira

Volume único, Hal foi publicado em offset, mas não possui páginas coloridas nem orelhas. Em contrapartida, trouxe lindas imagens nas contra-capas e um marca páginas muito fofo, que dá muita dó de usar.

A tradução ficou por conta de Karen Kazumi Hayashida, a edição com Camila Cysneiros e as letras sob a responsabilidade de Diógenes “Dih” Diogo.

Opinião

Apesar de achar a história bonitinha, fiquei meio confusa do meio para o fim, onde acontece um plot twist que fundiu meu cérebro e que talvez funcionasse melhor para mim se eu tivesse assistido ao filme.

Mesmo com um final esquisito (na minha opinião), Hal tem personagens cativantes, um traço agradável e uma bonita mensagem de amor: amar uma pessoa não significa fazer todas as suas vontades, mas sim, entender seus sentimentos. Tenho certeza que Hal e Kurumi entendem isso agora.

Agradecemos à editora Panini, que nos encaminhou o exemplar para análise.

Review | Your Lie in April #1

 

Para quem estava com saudade de uma história leve com uma pitada de drama, chega às bancas Your Lie in April, o novo shoujo da Panini e a estrela desse JMangá.

A história

Kousei Arima é um jovem estudante e pianista prodígio. Ainda criança, sob a rigorosa tutela de sua mãe, ganhou vários prêmios importantes e era modelo para muitos musicistas de sua idade.

Com o falecimento de sua mãe, Kousei ficou tão traumatizado que tornou-se incapaz de tocar piano, mesmo com o incentivo constante de seus amigos de infância, a espevitada Tsubaki e o sedutor Watari.

Um dia, de maneira inesperada, Kousei conhece Kaori, uma bela garota de espírito livre e violinista incrível. Ela toca o instrumento de forma única, fazendo com que o garoto desperte sentimentos até então desconhecidos: um misto de admiração com amor.

O fato de Kaori ser uma das muitas namoradas de Watari não impede o ex-pianista de nutrir tais sentimentos e mais: talvez Kaori e seu amor pela música possam curá-lo de seu trauma e fazer com que o garoto aprenda novamente a ouvir as melodias que dedilha ao piano.

A edição brasileira

Assim como praticamente todos os shoujo da editora, Your Lie in April foi publicado em papel pisa brite. Ele não tem páginas coloridas, mas tem imagens bacanas nas contra-capas.

A tradução ficou por conta de Erika Abreu, a edição sob a batuta de Beatriz Bevilacqua e as letras com Joel Joaquim Dias.

Opinião

Your Lie in April tem potencial para emocionar. O trauma do protagonista é algo plausível e que pode acontecer a qualquer um.

Kousei vivia inseguro porque, apesar de parecer gostar de tocar piano, estava buscando realizar um sonho que não era dele; sua mãe, impossibilitada de alçar vôos mais altos, exigia do garoto a perfeição, até que foi vencida pela doença.

Com a ausência da mãe, o garoto exigiu ainda mais de si mesmo e acabou traumatizado, embora ainda dependa do piano para obter seu sustento. Seus amigos tentam incentivá-lo, porém ninguém além dele mesmo pode dar o primeiro passo.

Kaori, com seu jeito expansivo e, quem sabe, guardando para si seus próprios demônios, faz com que Kousei confronte a si mesmo e procure encontrar seu caminho de volta.

Existem pessoas que têm a capacidade de nos fazer enxergar o mundo à nossa volta com mais brilho, especialmente após passarmos por situações extremas, como a perda de alguém querido ou um trauma que nos faça perder a identidade. Esses dois jovens representam todos aqueles que estão perdidos, procurando um novo sentido na vida e que pode ser encontrado através do amor. Tenho certeza que esta história irá emocionar a todos.

Agradecemos ao pessoal da editora Panini, que nos encaminhou o exemplar para análise.

Review | Akira #1

Finalmente a espera acabou! Quase dois anos após o anúncio pela editora JBC, a republicação de Akira, obra-prima do mestre Katsuhiro Otomo, chega ao Brasil. O JWave foi privilegiado com o recebimento desta edição um pouco antes do evento de lançamento e divide com vocês essa emoção neste JMangá.

Press kit de Akira e a patinha da minha cachorrinha para dar um charme

A história

O ano é 2019. 38 anos após a Terceira Guerra Mundial ter sido deflagrada, um grupo de jovens delinquentes roda pelas ruas de Neo Tokyo apostando corrida com suas motos. De repente, uma aparição no meio da estrada faz com que Tetsuo, o líder da corrida naquele momento, sofra um acidente sério.

Quando seu companheiro Kaneda desce da moto para tentar ajudá-lo, encontra o motivo do acidente: um garoto com a aparência de um senhor de idade, que desaparece assim que Kaneda se dá conta de sua presença. Logo, pessoas estranhas aparecem e prometem enviar uma ambulância para Tetsuo, deixando-os sozinhos no meio da estrada.

No dia seguinte, após o sermão de praxe na escola e suas devidas consequências, Kaneda vai à um bar com os amigos e fica especulando o paradeiro de Tetsuo, desconhecido até pelos seus familiares. No mesmo local, um homem e uma moça estão no meio de uma conversa séria, mas são interrompidos pelas cantadas inconvenientes de Kaneda e resolvem sair do bar.

Já do lado de fora, a moça avista o garoto idoso e identifica-o como Número 26, ao mesmo tempo que Kaneda e seus amigos. Para se defender de uma possível surra, 26 provoca alguns desmoronamentos e some mais uma vez sem deixar rastros.

Intrigado com tudo o que aconteceu até aquele momento, Kaneda resolve procurar a garota, Kei, para obter mais informações. Enquanto isso, o homem que está com ela encontra 26 e tenta convencê-lo de que é um aliado, mas ele não é o único atrás do garoto; pessoas muito mais perigosas estão à sua procura e querem recuperá-lo a qualquer custo. Para isso, utilizam alguém semelhante à ele: Masaru, rotulado como Número 27.

O homem que tenta ajudar 26 a fugir questiona os “garotos” sobre Akira, mas não tem respostas concretas. Na tentativa de ajudar o amigo, que parece sofrer muito, Masaru tenta lhe dar uma cápsula mas quem pega a droga é Kaneda, que aproveita a confusão para fugir dali com Kei, deixando todos para trás.

No dia seguinte, enquanto pede para a enfermeira da escola analisar a cápsula roubada, Kaneda descobre que Tetsuo voltou. Eles combinam de sair com suas motos naquela noite e Kaneda percebe que o rapaz está muito diferente do que costumava ser.

No dia seguinte, o coronel em pessoa leva Tetsuo de volta ao hospital e o deixa servir de cobaia para experiências tão bizarras quanto o lugar para onde trouxe de volta Masaru e 26, cujo verdadeiro nome é Takashi. Eles ficam em um aposento que parece uma sala de jardim de infância que abriga crianças nas mesmas condições.

Uma delas, uma garotinha chamada Kiyoko, conta ao coronel que viu em seu sonho que Akira irá despertar logo e o faz dar andamento a alguns preparativos, ao mesmo tempo em que Kaneda fica na cola de Kei e é envolvido em algumas situações atípicas. Por outro lado, Tetsuo definitivamente torna-se outra pessoa, adquire poderes inexplicáveis e uma dor de cabeça que piora cada vez mais.

A cápsula roubada por Kaneda, o casal que tentou ajudar Takashi a escapar, o jardim de infância da terceira idade, os poderes de Tetsuo… Tudo parece estar ligado a um segredo que o governo esconde e teme ao mesmo tempo e atende pelo nome de Akira. O que o despertar dele trará para a humanidade? O que será de Tetsuo e Kaneda? Essas e outros milhões de perguntas ficarão para os próximos volumes, que tenho certeza que nenhum de nós perderá por nada.

A reedição

Como todos já sabem, a republicação de Akira segue os moldes da edição francesa, a pedido do autor.

A capa (que, na verdade, é uma sobrecapa) é igual à original japonesa. Foram mantidas as páginas coloridas e o papel escolhido foi o lux cream. A edição está bem maleável, o que facilita bastante a manipulação na hora da leitura (são mais de 300 páginas, afinal). Já tradução ficou sob responsabilidade da veterana Drik Sada.

Opinião

Quando Akira foi publicado pela primeira vez no Brasil pela editora Globo, em dezembro de 1990, eu estava mais preocupada em me acostumar com a nova escola e distraindo a cabeça com gibis da Turma da Mônica, Disney e com a saudosa Manchete.

Anos depois, já adulta, assisti ao filme por indicação de amigos e confesso que, apesar de ter achado a animação OK, não achei a história grande coisa (me julguem). Fiquei o tempo todo pensando: “Cadê o bendito do Akira? Será que eu não entendi direito?

Quando comecei a trabalhar em um sebo de gibis, sempre via as primeiras edições do Akira da Globo, mas não tinha vontade de ler. Muitos clientes tentavam me convencer do contrário, afinal, como eu poderia me recusar a ler um clássico? Motivada por eles, folheei as primeiras edições e tive outra visão… mas não pude me aprofundar, uma vez que não teria tempo para ler no trabalho e, mesmo que tivesse, as edições finais eram muito raras; só as vi uma vez e mal deu tempo de embalar, pois foram compradas assim que apareceram na nossa loja virtual.

Depois disso, a republicação de Akira, para mim, nada mais era do que uma piadinha recorrente de Primeiro de Abril (usada também pelo JWave, inclusive). Resolvi na minha mente que Katsuhiro Otomo não liberaria uma republicação no Brasil mas… o anúncio da JBC me pegou de surpresa.

A espera por este título foi bem dolorida. Fiquei apreensiva durante todo o tempo em que não tínhamos notícias concretas sobre quando seria publicado. Alimentei esperanças por duas CCXP’s seguidas e nada, até que resolvi deixar rolar, afinal, com certeza um dia viria a data tão esperada. E ela enfim chegou.

Essa edição, bem próxima da original e mais acessível do que as edições americanas (que custam quase o dobro nas livrarias daqui), me fez ver a obra com outros olhos. Posso afirmar que valeu a pena deixar minha empolgação crescer durante a espera, pois finalmente consegui reverenciar a grandiosidade dessa obra.

Espero que as outras edições venham na mesma qualidade e com uma periodicidade que permita que o leitor se organize, afinal, tenho certeza de que ninguém vai querer privar sua estante dessa obra prima. Pela segunda vez no Brasil, mas dessa vez em uma edição que pode ser considerada como definitiva.

Agradecemos muito ao pessoal da editora JBC que nos cedeu o exemplar para análise e torcemos para que a volta de Akira abra precedentes para o retorno de obras grandiosas como Nausicäa no Vale dos Ventos. Quem sabe?