Último dia de Anime Friends e para os fãs de Scandal, o momento parecida uma eternidade. Pela primeira vez ao Brasil, o grupo que explodiu há uma década, estourando no Brasil na época de Bleach, finalmente desembarcou no Brasil. Num show de uma hora, Scandal trouxe o seu melhor no palco, abrilhantando o evento, além de lotar o palco principal.
Antes do show
Esgotando os Meet & Greet de sábado e domingo, era indicativo que existiam muitos fãs que estavam exclusivamente no Anime Friends para assistir o show delas. Conseguindo o inusitado de esgotar o Meet & Greet antes de abertura do público no domingo, apenas entre aqueles que entravam antes como VIP e caravanas, acabou se confirmando mais um indicativo do tamanho da fanbase do grupo no Brasil.
Tendo feito um show no México, Scandal desembarcou no Brasil numa demonstração que o JPop está vivendo o seu melhor momento no evento.
O show
Quando elas subiram ao palco, o grito do público acalorado, dava as boas vindas ao Scandal no palco. Lotado, o palco principal ficou pequeno para o show do Scandal.
Elas começaram o show com a música ‘Line of Sight’, embalando o público em canções que fazia o público cantar junto. O grupo também cantou a música ‘Love Survive’, dando sequência a uma interação com o público, conversando em português com a plateia. Surpreendendo a todos com as frases em português, Scandal perguntou como estava o público, além de perguntar como eles estavam e comemorar que finalmente estavam no Brasil.
A cada nova música, a empolgação do público era evidente, sendo até difícil acompanhar o show. Entre pulos e abraços acalorados, Scandal cantou ‘Shoujo S’, décima abertura de Bleach.
Outra música que mexeu com os fãs foi a música ‘Shunkan Sentimental’, encerramento da série Fullmetal Alchemist: Brotherhood.
Visivelmente emocionadas, o grupo veio ao palco com uma enorme bandeira escrita em português que dava boas vindas a elas.
Com o sucesso do show de Scandal no Brasil, demonstra que elas têm potencial de um show solo, igual Flow teve alguns anos atrás. E torcemos que as garotas retornem mais vezes ao Brasil.
Coletiva de imprensa
No sábado, jornalistas tiveram a oportunidade de entrevistar Scandal, numa entrevista de 20 minutos. O grupo explicou como se reinventou até os dias atuais, além de suas principais influências na hora de compor músicas.
Algo que surpreendeu bastante, foi quando elas comentaram que ficavam surpresa de ver uma abertura de uma música que não foi produzida exclusivamente para aquilo.
O grupo também explicou que mesmo surgindo e ficando famoso com roupas escolares, hoje em dia desenvolve roupas, música e apresentações, quando lançam um trabalho novo.
Fazendo história no Brasil, Scandal surpreendeu o público brasileiro, por a sua simpatia e gentileza, nestes dois dias que estiveram presentes no Anime Friends 2023.
Comemorando 20 anos em 2023, o Anime Friends voltou em mais uma edição no Distrito Anhembi, mas numa edição muito maior e diferente das edições anteriores. Trazendo nostalgia de outrora, Anime Friends se destacou por seus grandes palcos este ano, sendo num total de 5 palcos que trouxe atrações em diversos pontos do evento durante 4 dias.
Se no ano passado, o evento se destacou em sua renovação com o público, podemos dizer que o Anime Friends em 2023, lembrou dos veteranos, trazendo uma edição bem mais equilibrada. Dosando conteúdo que ia a um público de 20 anos, até diria uns 50 anos, ao evocar obras que estão presentes na última pop pelos últimos 40 anos.
20 anos de Anime Friends
Criado em 2003, o Anime Friends surgiu de uma proposta de reunir amigos no mesmo local. Desenvolvido numa época que o maior evento do segmento era o Animecon, tivemos pela primeira vez um evento que trouxe três artistas do Japão, dando origem a uma escalada de sucessos que se tornou o Anime Friends.
Trazendo todos os nichos de fãs, Anime Friends era um evento que se consolidou com salas temáticas, agregando públicos de animês, tokusatsu, RPG, jpop entre outros. Num momento que a internet estava engatinhando, o evento era uma forma de assistir material clássico e de bônus assistir shows internacionais.
No seu primeiro ano, o evento trouxe, Hironobu Kageyama, Akira Kushida e Hiroshi Watari. Escolhendo artistas únicos, o evento foi um enorme sucesso, tornando um exemplo a ser seguido desde então.
Passados 20 anos, hoje encontramos artistas do Japão em diversos eventos de todo país. As exibições em salas temáticas ficaram no passado, mas ao mesmo tempo as salas se tornaram espaços temáticos que trazem itens nostálgicos, como o Tokusatsu que esteve presente em todas as edições do evento.
Diante de tantas mudanças do mercado, o maior desafio do Anime Friends foi em se manter relevante, atual e corresponder a uma nova geração bem diferente do público que começou a frequentar em 2003. E é neste ponto que iremos abordar o Anime Friends que completou 2 décadas este ano.
Maior e atualizado, mas sem esquecer o seu passado
Para comemorar, o Anime Friends se focou em trazer um elenco de peso no Japão. Trazendo 17 atrações, tivemos artistas para todos os nichos, destacando 6 atores de Tokusatsu, um grupo recém criado no Japão, além de Flow e Scandal que foram os grandes destaques.
Com tanto conteúdo internacional, aliado a palestras e toda uma programação diversificada, Anime Friends apresentou nada menos que 5 palcos para a edição deste ano. Distribuído entre os palcos: Principal, Cosplay Zone, Auditório Ultra, Arena K-Pop e Arena AF. Diferente da última edição do Ressaca Friends, todos os palcos estavam bem distantes um dos outros, não trazendo nenhum conflito de som entre si. Além disso, os palcos Ultra e Principal eram totalmente fechados, se destacando entre os demais.
Também tivemos a presença das 4 maiores editoras de mangás no Brasil com estandes no evento. Com Panini Comics, JBC (em parceria com Mundo Infinito), NewPOP e Pipoca e Nanquim, o evento voltou a se destacar com público que consome mangá. Infelizmente uma das maiores marcas do evento que era o bate papo entre editoras, continua de fora do Anime Friends, mesmo com a presença das empresas por lá.
Porém, não nego aqui que com a exceção do palco principal, foi sentida a ausência do Crunchyroll com estande do Anime Friends, além da Piticas ter utilizado um espaço dentro do estande do Team Liquid. Uma sendo o único streaming de animês no Brasil, acabou se destacando no palco principal, divulgando a novidade que é a chegada de jmusic na plataforma, porém não tivemos as tradicionais ativações do estande em que assinantes ganham brindes exclusivos do serviço.
Este ano o evento manteve o mesmo espaço e assumo que por mais que seja extremamente relevante trazer artistas brasileiros, o espaço não estava fácil de encontrar o artista que desejava e vi sinalizações feitas à mão, sinalizando alguns espaços. Extremamente apertado para andar ali (principalmente sábado e domingo), acabei não encontrando alguns artistas que sempre prestigio no Anime Friends.
Considero um espaço muito importante para o talento nacional, mas a área não estava muito diferente do que vi no Ressaca Friends em dezembro, por isso assumo que fiquei um pouco decepcionado com a disposição desta área no evento.
Cosplay Zone e a cultura tradicional japonesa
Um fato que despertou atenção este ano é o quanto o Anime Friends está trazendo a cultura tradicional japonesa ao evento. Trazendo um grupo de taiko para abrir o evento todos os dias no Cosplay Zone, tivemos a chance de assistir até temas de animê sendo tocados pelo grupo de Taiko presente no evento.
O mesmo palco recebeu palestra de tokusatsu, teve apresentações da violinista Yurika, além trazer diversas discussões de editoras brasileiras.
Tendo um dos maiores palcos do evento, Cosplay Zone ainda teve Desfile Cosplay entre outros destaques que fizeram se tornar um espaço bem interessante desta edição.
Por ser um palco frente a fila de Meet e Greet, o Cosplay Zone também foi um palco que tinha público indireto que parava ali no espaço.
Auditório Ultra
REAL AKIBA BOYZ encerrava as noites do Anime Friends com balada no Auditório Ultra
Recuado com um enorme corredor até o seu palco, o auditório Ultra desta edição trouxe paíneis de dublagem e com atores de tokusatsu. Além disso, todas as noites, o auditório Ultra era transformado numa enorme balada com a participação do grupo REAL AKIBA BOYZ que levavam o público brasileiro a delírio.
Semelhante ao palco principal, o auditório optou por um pano preto no espaço e acreditamos que seja principalmente pelas luzes quando o lugar era transformado em balada ao final do dia.
Foi uma das boas novidades da edição, que já teve baladas de kpop no espaço de Kpop, mas este ano inovou ao levar para o auditório ultra.
Arena K-pop e Noraepop
Arena K-pop no evento em plena gincana
Este ano o espaço dedicado aos fãs de música coreana também recebeu um belo upgrade com um palco enorme logo na entrada do Anime Friends. Trazendo uma programação com desafios, danças, Noraepop (o bom conhecido karaokê) e apresentações de diversos grupos cover, o Arena K-pop se mantém como uma chama dos fãs da onda coreana que frequentam o Anime Friends.
Algo que chamou a atenção foi a participação da atração Anisong Idol Project que é um recém grupo criado no Japão e fez sua estreia no Anime Friends. O grupo esteve presente quase todos os dias na Arena K-pop, trazendo um pouco das anisongs para o espaço
Palco AF20anos
Arena AF20anos que era fechada com uma entrada central
Esse ano tivemos a novidade do Palco AF20anos que teve a participação de vários artistas internacionais, mas aqui era uma oportunidade mais de interagir com o público do que o palco principal.
Assim, tivemos a oportunidade de conversar com alguns artistas como Nano, Yurika, Banana Cospboys, Burnout Syndromes, Akino with Bless4, Anisong Idol Project, Yumi Matsuzawa entre outros.
A diferença deste palco é que ele tinha uma entrada central, o que fazia ele ser bem convidativo quando se passava no evento.
Novidade deste ano, o palco era o segundo mais disputado do evento, depois do palco principal. E uma coisa que a organização pensou bastante é que muitos artistas saiam do palco principal e iam para o Palco AF20anos, o que fazia sempre uma transição de público entre os dois lugares do evento.
Palco Principal
Palco Principal na sexta-feira
A grande novidade deste ano estava no palco principal que foi coberto por uma estrutura com pano preto, isolando ele do restante do evento. Cercado pela praça de alimentação, o palco principal tinha uma única entrada que levava a um corredor que se dividia entre público normal, Hot Zone (Uma pista premium podemos dizer assim) e a área de imprensa.
Foi muito bem pensado o corredor e funcionou muito bem nos primeiros dias do evento, mas no final de semana com a lotação máxima, a estrutura talvez precise ser repensado no próximo ano, principalmente nos seus últimos shows de domingo que testaram a lotação máxima do espaço.
Trazendo artistas, como Nano, Flow, Burnout Syndromes, Akino with Bless4, Anisong Idol Project, Scandal entre outros, o palco lembrou os antigos palcos do Anime Friends até 2017, mostrando uma qualidade técnica e sonora que muito tempo não se via no evento.
Scandal
No domingo, quando tivemos Super Friends Spirits, Scandal e Flow, mostrou o quão estruturado estava o evento. Sendo os três melhores shows em sequência de todo o evento. E olha que o páreo foi duro, porque nos dias anteriores tivemos shows bem impressionantes como Burnout Syndromes, mas nada se comparava a presença de palco de Scandal e Flow, além da participação do público do Anime Friends.
Podemos dizer que aqui foi o grande destaque do evento e que trouxe os momentos mais épicos de todo Anime Friends. Levando o público a delírio que aproximando Anime Friends dos grandes festivais musicais.
Com certeza, aqui é onde o evento mais apostou este ano e foi uma grata surpresa ver a organização dar o devido destaque ao palco. Considerando que o Anime Friends foi criado e se tornando um sucesso com a vinda de 3 atrações do Japão em 2003, aqui em 2023, vemos o conceito multiplicado inúmeras vezes, representando o melhor momento de frequentar os eventos de cultura pop japonesa.
Durante o show do FLOWem dois momentos do palco princial
Sala de Imprensa
Scandal na sala de imprensa na coletiva de imprensa
Normalmente eu não falo da sala de imprensa de evento, mas devo destacar aqui que o Anime Friends optou pela melhor escolha este ano. Colocando a sala de imprensa do lado de fora do evento, fez com que mesmo longe, tornasse bastante agradável cobrir as entrevistas no ambiente.
Tendo uma equipe que conseguiu conduzir as entrevistas e resolver imprevistos, acredito que como jornalistas, devemos citar que foi também uma das melhores edições que a empresa nos forneceu suporte, apontando até um amadurecimento dos eventos do segmento em dar atenção aos jornalistas.
Anime Friends comemorou 20 anos em grande estilo, mostrando um amadurecimento técnico, uma evolução em termos de estrutura e uma estratégia de fazer o público circular por todo o evento.
Tendo a participação de 120 mil pessoas em 4 dias, Anime Friends também segue sendo uma excelente, quando se pensa no dia gratuito. Abrindo as portas para o público na quinta-feira, o Anime Friends não deixou a peteca cair, oferecendo shows internacionais, como Flow e Nano no seu dia grátis, não desmerecendo nem um pouco o público não-pagante.
Tendo tamanha consideração, Anime Friends que foi um evento “camaleão” por mudar tantas vezes de um ano para o outro, acaba que se encontra na sua melhor forma. E da nossa parte, torcemos que este modelo que vimos na edição de 2023, se repita nos próximos anos.
Praça de alimentação do Anime Friends 2023
Devemos realçar aqui que ano passado a Bruna Tavares roubou a cena, mas este ano o mérito é total do Daniel Kuroda que abrilhantou e defendeu o evento no palco todos os 4 dias. Presente desde 2006, Kuroda ganhou o real destaque no palco principal em todos os dias. Por o conhecer alguns bons anos, fiquei feliz pelo destaque mais que merecido dele na edição deste ano.
Antes de começar o show do Flow, devo comentar que Kuroda junto com CEO da Maru Division, Juliano Aniteli, perguntaram qual artista que o público gostaria no evento em 2024. Num único som, público gritou LiSA o que resta uma esperança para o evento ano que vem ter a cantora por aqui.
O Anime Friends retorna nos dias 18, 19, 20 e 21 de 2024 no Distrito Anhembi para o seu vigésimo primeiro aniversário.
Kuroda junto com CEO da Maru Division, Juliano Aniteli anunciando o Anime Friends de 2024
Inspirado nos grandes shows do Japão de nome “Super Hero Spirits”, o Anime Friends criou uma versão nacional com a vinda dos primeiros artistas do Japão em seu evento. Passado muitos anos, o show retornou agora com uma roupagem de grandes talentos do mercado nacional que contribuíram com a popularização dos animês e tokusatsu no Brasil. Num show de tirar o fôlego, utilizando da nostalgia, o Anime Friends Spirits retornou, trazendo lágrimas aos cantores e ao público ali presente.
Com Larissa Tassi, Ricardo Cruz, Rodrigo Rossi, Luigi Carneiro, Janaína Bianchi e Yumi Matsuzawa, o Anime Friends Spirits evocou toda a infância de quem cresceu nos anos de 1990 assistindo animês na Rede Manchete, SBT, Band e na Record TV.
Abrindo com a abertura brasileira de “Cavaleiros do Zodíaco”, Larissa Tassi se emocionou ao lembrar que ela foi “redescoberta” pelo Anime Friends em 2006. Desde então, ela cantou pelo Brasil inteiro as músicas de animês, fez novas músicas para “Cavaleiros do Zodíaco” e comemorava sua história junto da do evento.
Surpreendendo muitos, ela continuou o show cantando a abertura de “Guerreiras Mágicas de Rayearth” exibido no SBT. Sucesso que veio ao Brasil para rivalizar com “Sailor Moon”, a obra criada pelo Clamp ganhou versão brasileira na voz da Larissa. Na sequência tivemos a chegada do Ricardo Cruz que cantou Pegasus Forever de “Cavaleiros do Zodíaco Hades: A Saga do Inferno”, seguido de “Hora da Comida” de Dragon Ball Super.
Com a chegada de Rodrigo Rossi no palco, ele cantou Limit Break de “Dragon Ball Kai” e emocionou o público ao falar que ele também admirava os cantores que estavam ali no palco, quando foi convidado a fazer parte daquele grupo. Na sequência, ele trouxe Reino de Athena de “Cavaleiros do Zodíaco: Lost Canvas”.
Nesse momento, tivemos a presença de Luigi Carneiro no palco com duas músicas da série “Yu Yu Hakusho”, que foram Sorriso Contagiante e Eu vou dizer Adeus. Visivelmente emocionado por estar cantando para um público tão grande, Luigi comentou que aquele show parecia digno de gravação de um DVD.
Foi quando o show trouxe a convidada internacional, Yumi Matsuzawa para cantar You Get Burning da série “Nadesico”, seguida de My Dear. Nesse momento, Ricardo Cruz compartilhou as boas experiências que o Anime Friends teve com a sua carreira e como isso fez com que ele fizesse parte do grupo Jam Project. Homenageando o grupo, ele trouxe a música Seijaku no Apostle num desafio a si mesmo.
Representando todo um público já de 2000, Janaína Bianchi subiu no palco para cantar o tema de Pokémon. Ali, ela compartilhou que tantas alegrias essa música lhe trouxe em sua vida e que ela nunca imaginou que cantaria esta canção por tantos e tantos anos.
Nesse momento, tivemos um dueto entre Yumi Matsuzawa e Ricardo Cruz na música Daremo Shiranai Chize de, da série Bucky, exibida na Band Kid. Lançada para aproveitar a febre de Pokémon, Bucky veio na mesma leva que Dragon Ball Z na emissora em meados de 2000. Não deixando os fãs de Tokusatsu de lado, Ricardo Cruz chamou Luigi Carneiro compartilhando para o público que Luigi fez a abertura em português da série Super Equipe Solbrain. Num dueto emocionante, Ricardo Cruz cantou em japonês, enquanto Luigi Carneiro cantou a versão em português.
Tendo as melhores versões em português, Yu Yu Hakusho retornou ao show com a música A Carta, interpretada pelo Luigi Carneiro. Rodrigo Rossi retornou ao palco para cantar a música Dragon Soul de Dragon Ball Super, seguido do Ricardo Cruz que relembrou a fase que passou animês na Rede TV! com Hunter X Hunter, em que ele cantou a abertura Ohayo.
Mesmo não cantando a versão original, Janaína Bianchi subiu no palco representando a cantora original Graça Cunha na abertura de Shurato, conseguindo trazer a mesma emoção da canção original.
Num dueto que nasceu na pandemia, as cantoras Larissa Tassi e Yumi Matsuzawa apresentaram no palco pela primeira vez com a música Pelo Mundo. Mostrando que idioma não é uma barreira, as duas emocionaram o público com essa apresentação que ficou para a história. Encerrando o show, todos os cantores foram ao palco, agradecer todo o carinho que recebem todos estes anos. Num carinho com o público, eles se juntaram pela primeira vez para cantar “Pegasus Fantasy” que tem toda uma simbologia para a geração que cresceu nos anos de 1990.
Num show que durou em torno de uma hora, Super Friends Spirits fez história, mostrando o poder das músicas em idioma português tem no país e a sua influência no lançamento de séries por aqui.
Set-list do Super Friends Spirits 2023
Cavaleiros do Zodíaco (Larissa Tassi)
Guerreiras Mágicas de Rayearth (Larissa Tassi)
Pegasus Forever (Ricardo Cruz)
Hora da Comida (Ricardo Cruz)
Limit Break (Rodrigo Rossi)
Reino de Athena (Rodrigo Rossi)
Sorriso Contagiante (Luigi Carneiro)
Eu vou Dizer Adeus (Luigi Carneiro)
You Get Burning (Yumi)
My Dear (Yumi)
Seijaku no Apostle (Ricardo Cruz)
Pokémon (Janaína Bianchi)
Daremo Shiranai Chize de (Yumi Matsuzawa e Ricardo Cruz)
Super Equipe Solbrain (Luigi Carneiro e Ricardo Cruz)
O mangá ‘Slam Dunk’ é um dos grandes títulos da antologia Shonen Jump, criado em 1990. Um dos títulos mais famosos da publicação, ao lado de ‘Dragon Ball’, ‘Slam Dunk’ conquistou o mundo, em especial países asiáticos, como a Coreia do Sul. Passado mais de 30 anos, a obra é revisitada pelo próprio criador que assume a direção e torna um dos maiores sucessos do cinema japonês em 2022, agora desembarcando nos cinemas brasileiros no dia 03 de agosto.
A comoção em torno da obra sempre esteve presente por parte da sociedade japonesa, sempre citando o mangá como uma das obras que gostaria que fosse adaptado em dorama ou num novo animê, por ser sido a história favorita de muitos que foram crianças nos anos de 1990. Seu sucesso foi tão descomunal, que a série coreana ‘Reply 1997’ tem um dos personagens principais viciado pelo mangá japonês.
Trazendo os valores essenciais de personagens da revista Shonen Jump, ‘Slam Dunk’ traz a Amizade, o esforço e a vitória para o âmbito do esporte. Usando uma “fórmula” tão presente até hoje em dia em obras como ‘Demon Slayer’, os valores que transitam entre uma fantasia no Japão feudal, num universo com esferas do dragão e numa quadra de basquete se conversam entre si.
Outro fato que desperta a atenção e nesta vez é o quão semelhante é a história de ‘Slam Dunk’ chegar aos cinemas pelas mãos do próprio Takehiko Inoue. Num processo bem similar ao clássico Akira, o próprio autor do mangá original assumiu as rédeas da produção do filme que trouxe computação gráfica que emula a estética de animação 2D. Isso sem contar que o filme foi planejado para ser o primeiro de uma trilogia, o que torna o projeto entre Takehiko Inoue, Toei Animation e a Shueisha (editora da revista Shonen Jump) ainda mais ambiciosos sobre a história de sucesso do time Shohoku nos cinemas de todo mundo.
Um filme que demorou 20 anos para ser produzido
A história de “The First Slam Dunk” retorna meados de 2003, quando o produtor da Toei Animation, Toshiyuki Matsui procurou Takehiko Inoue para dar continuidade a animação da série de televisão. Com sucesso das vendas de DVDs, a Toei Animation queria continuar a adaptação da animação dos anos 1990 em formato de filmes, fechando assim a história do mangá original. Só que isso não atraiu o interesse do Inoue que optou simplesmente por rejeitar a produção de qualquer filme da sua obra.
Em 2009, o próprio Inoue foi atrás do Matsui, assim esboçando a intenção de fazer um filme, mas desejando naquele momento que a obra fosse feita em computação gráfica com a intenção de ser mais realista do que a animação original feita à mão.
O projeto para tornar possível uma animação em computação gráfica fez com que fossem feito diversos testes, sendo muitos rejeitados na intenção de respeitar o traço original e parecer que eles estavam vivos em tela.
Ganhando aprovação do Inoue em 2014, acabou sendo uma sugestão do próprio Matsui que ele assumisse o roteiro e a direção do filme. Isso só se desenrolou em 2015, quando ele aceitou o convite, sendo que só em 2018 o filme começaria a capturar movimentos para os personagens do filme.
Para o público, o anúncio só veio em janeiro de 2021, quando o próprio Inoue anunciou via Twitter que estava produzindo e dirigindo um filme sobre Slam Dunk. Todo processo de produção se encerraria quando o filme chegou aos cinemas do Japão em dezembro de 2022.
Mas do que se trata ‘Slam Dunk’
O mangá traz a história de Hanamichi, um delinquente que se apaixona por uma garota que adora basquete. Para impressioná-la, ele se junta ao time da escola, desafiando rivais e descobrindo sua paixão pelo esporte. Criado em 1990, ‘Slam Dunk’ mostra desafios de Hanamichi em se tornar jogador de basquete, encontrando rivais, além de superar seus limites para se tornar um dos maiores jogadores de seu time, o Shohoku.
O filme não é uma adaptação literal da obra original
Diferente do que imaginávamos, o ‘The First Slam Dunk’ optou por uma narrativa diferente da sua obra original. Adaptando o arco do confronto entre a escola Shohoku e a Sannoh que é perto do final do mangá original. Ao fazer isso, Inoue insere as jornadas dos personagens por via de lembranças, conseguindo contar a sua história, sem impedir que o foco principal esteja no confronto entre os dois times.
Optando uma escolha bastante arriscada, o filme funciona para todos os públicos que ele se propõe a atingir. Contando o final de um arco que havia ficado incompleto na animação anterior, apresentando um pontapé inicial que funciona como origem e agradando todos aqueles que leram a obra original.
Envolvendo tantas variáveis de uma história, o filme poderia fracassar nos cinemas, mas ele não só se tornou uma das maiores bilheteria de 2022 da Toei Animation (ao lado de ‘One Piece Filme Red’) como também bateu recordes em todo mundo, superando ‘Your Name’ na Coreia do Sul, por exemplo, com 3.818.000 de ingressos vendidos.
Além disso, tanto ‘The First Slam Dunk’ como ‘One Piece Film Red’ foram responsáveis por divulgar o Japão internacionalmente, incentivando e aumentando a quantidade de turistas no país, pelos meses seguintes.
Nos cinemas brasileiros
No dia 03 de agosto, o filme ‘The First Slam Dunk’ estreia no Brasil, numa distribuição Cinecolor Films Brasil em parceria com Festival Konnichiwa!. Tendo apenas uma sessão diariamente, o filme estará nas principais redes de cinema do Brasil, como Cinépolis, e Cinemark.
A distribuição do filme com número de horários reduzido já foi realizado com ‘Demon Slayer: To The Swordsmith Village’ em que os cinemas brasileiros exibiram dois episódios da temporada anterior com o primeiro episódio da terceira temporada. Mesmo assim, a obra teve uma bilheteria expressiva nos cinemas brasileiros.
Para o lançamento do filme no Brasil, a obra ganhou versão dublada, dirigida por Glauco Marques na UNIDUB. Sendo a primeira vez que os personagens ganham uma adaptação em português também em animação por aqui.
Limitado e seleto, o filme ‘The First Slam Dunk’ tem um grande desafio de atrair um grande público. Sendo um filme acima da média, acabará sendo uma produção que irá de boca a boca até conquistar o telespectador.
Slam Dunk no Brasil
Tendo início da publicação em 2005 pela editora Conrad, ‘Slam Dunk’ foi publicado no decorrer de 4 anos, sendo concluído em 2008 num total de 31 volumes. O sucesso da obra, trouxe outros títulos do autor, como ‘Vagabond’ que adapta a história do Musashi para as páginas do mangá.
Em 2016, a obra voltou a ser lançada no Brasil, desta vez numa edição mais recente, baseada no formato Kanzenban que reduzia a série para 24 edições. O sucesso da obra no país, também abriu espaço para uma republicação da série ‘Vagabond’, além da vinda até então inédita ‘Real’ que aborda basquete com cadeira de rodas.
Sendo um dos autores mais influentes de todos os tempos, Takehiko Inoue tem tudo para repetir a história de Akira, desta vez, levando os jogos de basquete para as telas do cinema.
O filme ‘The First Slam Dunk’ estreia nos cinemas brasileiros no dia 03 de agosto.
Exibido pela primeira vez no Fantasia International Film Festival do Canadá, o maior festival de filmes de gênero da América do Norte, o filme feito por fãs chamado “WIND PRINCESS” baseado em Nausicaä despertou atenção internacional.
Produzido ao longo de 7 anos, autofinanciado pelo próprio cineasta Chris Tex, o projeto foi feito entre amigos e colaboradores que acamparam a ideia de produzir um filme que homenageasse o diretor Hayao Miyazaki e o Studio Ghibli.
Despertando atenção pela alta qualidade dos efeitos, a produção ganhou pôsteres oficiais publicadas pelo próprio Chris Tex, além da apresentação do filme estar com a Jessica Freytag, a atriz principal caracterizada da protagonista do filme.
Além de Nausicaä
A atriz Samira Hayashi no curta Saiyonara que foi disponibilizado gratuitamente no Youtube. A produção é dirigida pelo próprio Chris Tex, enaltecendo a origem asiática da personagem interpretada pela Samira Hayashi.
A obra é assinada por Reinaldo Guedes e conta que após sofrer um trauma, uma garota passa seus dias silenciosamente planejando sua vingança.
Anime Friends e Jiraiya
Durante o Anime Friends 2023, a Editora JBC trouxe o diretor Chris Tex para falar do roteiro da história brasileira do herói japonês Jiraiya. Tokusatsu exibido nos anos de 1990 na antiga Rede Manchete, Jiraiya está sendo adaptado num Brasil em um quadrinho nacional, aos moldes do trabalho realizado em torno do Jaspion em 2020.
A dupla já havia trabalhado com a Editora JBC anteriormente em Blackout e o trabalho já havia alguns referências a Jiraiya o que pode ter sido responsável pela escolha da dupla na adaptação do personagem.
Para a produção deste título, os autores Chris Tex e Santtos desenvolveram a história que será publicada pelo selo JBStudios. A iniciativa que tem parceria com a distribuidora Sato Company, tem o papel de continuar as histórias originais de tokusatsu desenvolvida na década de 1980, além de reinventar os personagens clássicos para público brasileiro, mostrando o talento do mercado nacional.
Depois do sucesso de Jaspion, a editora anunciou a produção de Jiraya que será lançada ainda este ano.
Mestre dos mangás de terror, Junji Ito é conhecido mundialmente pelo seu estilo único de criar histórias. Ao mesmo tempo, temos uma invasão de rosa com o sucesso comercial do filme da Barbie. Quem diria que os dois juntos funcionariam? E assim o Junji Ito tirou a famosa foto no painel da Barbie, quebrando a internet ao estar em um ambiente todo “bonitinho” e diferente do que se espera dele.
Tendo a maior abertura do ano, Barbie teve uma bilheteria no seu primeiro final de semana de US$ 337 milhões de dólares ( 1,596 bilhão em reais) que superou lançamentos como Super Mario Bros e consagrou a diretora Greta Gerwig, a tornando a primeira mulher da história do cinema que conseguiu esse feito, como diretora. Seu sucesso não passou despercebido pelo mestre do terror, Junji Ito.
O Godswill Ugwa Jr. que é Community Management da editora americana de mangás, VIZ Media, acabou registrando este momento e compartilhou este momento em suas redes sociais, viralizando na internet.
Sobre Junji Ito
Renomado autor japonês de horror, Junji Ito é conhecido por suas obras perturbadoras por misturar terror e grotesco, criando histórias únicas e assustadoras. Ito é famoso por títulos como “Uzumaki” e “Tomie”, que cativam leitores com seu estilo artístico único e narrativas que exploram o medo do desconhecido e o horror do cotidiano.
No Brasil, as obras do autor estão sendo publicadas pela Devir, Pipoca e Nanquim, Dark Books e Editora JBC. Ganhando diferentes formatos em especial de luxo, Junji Ito é atualmente um dos autores mais pedidos pelo público brasileiro.
Criado em 1971 pelo Shotaro Ishinomori, Kamen Rider está de volta em uma releitura que respeita o original em uma produção lançada no mundo todo pela Prime Video. Dirigido e escrito pela mente brilhante de Hideaki Anno (criador de Neon Genesis Evangelion), Shin Kamen Rider adapta o original, homenageando e trazendo uma nova visão da obra.
Enquanto isso, temos um novo Ultraman sendo lançado globalmente no Youtube com a chegada de Ultraman Blazar. Trazendo episódios semanais na plataforma, a série tem legendas oficiais em Português brasileiro, podendo ser assistida gratuitamente e simultânea com Japão pelo streaming.
Para os fãs do mangá do Yasuhisa Hara, a Netflix está trazendo a adaptação Kingudaimu (Kingdom) e Kingdom2: Far and Away para a plataforma. Com Kento Yamazaki, um dos novos rostos do cinema japonês, Kingdom e sua história sobre a unificação da China tem tudo para conquistar fãs de live action.
Entre as grandes estreias da Netflix, temos a chegada do filme Mugen Train da série Demon Slayer. Um dos maiores sucessos dos últimos tempos, Mugen Train aqui é lançado em sua versão adaptada em formato de episódios para televisão. A obra também está disponível na Crunchyroll.
Agora se você prefere comédias de escritório, o animê ‘A Veterana Pitica da Firma’ com lançamento semanal está disponível dublado e legendado na Crunchyroll.
Shin Kamen Rider
Streaming: Prime Video
Legendado
Experimento de aumento da SHOCKER, Takeshi Hongo ganhou grande poder, mas perdeu sua humanidade. Ruriko Midorikawa é uma rebelde descrente na felicidade. Eles fogem da organização e seus assassinos, e questionam: O que é justiça? O que é o mal? A violência um dia acabará? Mesmo poderoso, Takeshi tenta manter-se humano. Ruriko reencontra a liberdade e os sentimentos. Que caminho eles escolherão?
ULTRAMAN BLAZAR
Streaming: Youtube
Legendado
Houve um surto mundial de desastres feitos por kaiju, e agora um novo monstro de 50 metros surge. Gento Hiruma lidera uma unidade especial tentando impedir o avanço do monstro, mas acaba ficando presos em uma situação desesperadora.
Kingudaimu (Kingdom)
Streaming: Netflix
Legendado
Após a morte de um amigo a serviço do rei, um órfão de guerra empunha sua espada e jura fazer justiça devolvendo o poder ao monarca deposto.
Kingdom 2: Far and Away
Streaming: Netflix
Legendado
Um ambicioso e jovem órfão de guerra sem experiência no campo de batalha se une a uma infantaria excêntrica para enfrentar o exército invasor claramente superior.
Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – Mugen Train Arc
Streaming: Netflix
Legendado e Dublado
Tanjiro e seus amigos caçadores de demônios se juntam ao Pilar das Chamas Kyojuro Rengoku no Trem Mugen, onde mais de 40 passageiros desapareceram sem deixar rastro.
A Veterana Pitica da Firma
Streaming: Crunchyroll
Legendado e Dublado
Shinozaki ainda está em seu primeiro ano em uma empresa, mas tem a ajuda e apoio de uma senpai que adora dar atenção aos novos funcionários.
Não lançando novos filmes em 10 anos, o Studio Ghibli está de volta com o novo filme de Hayao Miyazaki. Chamado de “Kimitachi wa Dou Ikiru ka?”, o filme não teve marketing e nenhum trailer, em que o estúdio tentou de todas as maneiras esconder surpresas em torno da obra que possa ser considerado último do diretor.
Tendo uma bilheteria de 2,14 bilhões de ienes (em torno de 73,277 milhões de reais), o filme estreou no último dia, 14 de julho, depois de ter sido prometido originalmente em ser lançado junto com as Olimpíadas de 2020.
A nova animação é baseada no livro de mesmo nome, escrito por Genzaburo Yoshino em 1937. Sua adaptação em inglês teve adaptação do escritor britânico Neil Gaiman, o que eleva as expectativas do público fora do Japão. Mesmo os fãs do livro original, a obra promete surpreender o público, por ter uma certa liberdade em sua adaptação.
Se passando na Segunda Guerra Mundial, o filme apresenta Mahito, um jovem corajoso que enfrenta desafios após perder a mãe em um trágico incêndio. A obra explora a jornada emocionante em busca de uma nova vida no interior com o pai e a madrasta
Mesmo não desejando que novidades sobre o filme fossem divulgadas sem o público assistisse a obra, acabou-se descobrindo que os atores Takuya Kimura, Kou Shibasaki, Masaki Suda e Aimyon estão no elenco.
Kenshi Yonezu que atualmente esteve em Chainsaw Man com a música KICK BACK, também está no filme, sendo responsável pela trilha sonora.
Ganhando o título internacional de ‘How Do You Live?’, a obra também ganhou um outro título para o público de língua inglesa com o título ‘The Boy and the Heron’, porém ainda não tem previsão de ser lançada no Brasil.
Conhecido popularmente como “banho japonês”, o Furo (風呂), ou a forma polida Ofuro (お風呂) são sinônimos do tipo de banho que se originou de uma banheira de madeira curta e íngreme. Comum nas residências japonesas e também em pousadas tradicionais japonesas (ryokan), o Ofurô tem uma série de benefícios para a saúde, apresentando uma origem que se mistura com uma inspiração chinesa que ganhou um novo significado no Japão.
Não é apenas se lavar, mas um ritual de relaxamento
Ofurô tradicionalOfurô mais refinado
Tendo uma origem que mistura com influências na Ásia em especial com a China, o banho japonês chegou na forma de uma ritual para purificação. Esse tipo de banho era utilizado para práticas rituais religiosos e em especial para uma purificação espiritual. As pessoas entravam em banheiras de água quente para limpar seus corpos e purificar suas almas antes de visitar santuários ou templos.
Numa influência de rituais xintoístas da época que incentivavam a purificar o corpo, para alcançar essa purificação era incentivado tomar banhos em cachoeira e rios. Com a chegada do budismo no Japão, acabando-se incentivando a prática de banhos quentes para afastar doenças e dar boa sorte.
Se de um lado tínhamos origens religiosas bastante fortes, a prática foi se desvencilhando, ganhando um papel de não só aquecer o corpo, mas também acelerar o metabolismo, além de retirar os resíduos corporais.
O Japão geograficamente falando, acaba sendo um país bastante favorável na criação de banhos públicos com água quente natural. Uma das regras que vigoram até hoje que a água termal de um onsen deve ter 24°C e sua origem pelo menos 1,5 km debaixo da terra, além de conter minerais, como enxofre, sódio, ferro e magnésio.
Sendo uma prática bastante comum de banhos públicos que eram mistos até a era Meiji, quando por influência estrangeira se criou mecanismos para separação de gêneros em diversas províncias do Japão. Hoje, diversas regiões, como Tóquio, são proibidas tomar banho misto em pousadas e hotéis, derivado das restrições desta época.
No mesmo período, se tornou comum a implantação de banhos nas residências japonesas, o que tornou algo mais ligado entre os membros da própria família. Essa evolução com os tempos, também fez com que era inicialmente construído em madeira, também fosse construído em plástico, ou em cerâmica.
Não é só lavar
Antes de entrar no ofurô, você deve ensaboar e se lavar em pequenos chuveiros – Divulgação
Entrar num banho japonês, pode exigir um manual de instruções para marinheiros de primeira viagem. Para entrar num ofurô, primeiramente se exige que a pessoa se enxágue com sabão e entre no banho totalmente limpa. Não respeitando, a pessoa é interpretada com falta de educação, ao entrar no banho com sabão ou suja.
Diferente do ocidente, normalmente os banheiros japoneses em residências são pequenos para os padrões ocidentais, então o banheiro tem uma área com o chuveiro, contendo ofurô.
Um costume que soa incomum para quem não está acostumado com banho japonês é que se deixa a banheira do ofurô cheia para todos os membros da família utilizar. Em países como o Brasil com água em abundância, não se tem a mesma cultura de não desperdiçar água, gerando estranheza. Outro fato que se deve chamar atenção é o fato que para tomar banho existe uma certa hierarquia, dando prioridade a visitas, depois donos da casa e por fim os filhos, por exemplo.
Benefícios para saúde
10 minutos são o ‘suficiente’ para ter benefícios com banho de ofurô ou de onsen- Divulgação
Sendo uma água com diversos minerais, o banho de ofurô tem diversos benefícios para a saúde. Com apenas 10 minutos, alguns benefícios, como metabolismo, fadiga, dores musculares, circulação do sangue, além de diminuir a ansiedade e o estresse.
Outros benefícios do banho de ofurô vão de reduzir a retenção de líquidos do corpo, além de aliviar cólicas em adultos e crianças.
Mesmo que outrora não se soubesse de tantos benefícios, desde sua utilização no Japão se destacava o quão o corpo se relaxava com este tipo de tratamento.
Diferente de banhos públicos, o ofurô ainda permite a inclusão de óleos e sais de banho, trazendo ainda mais benefícios ao corpo. Não sendo à toa, que quando se viaja no Japão, regiões como Beppu, se destacam por seus sais de banho regionais, trazendo todos os benefícios da região, diretamente ao banho da sua casa.
Com tamanha qualidade de vida na hora do banho, a próxima vez que viajar ao Japão, você se lembrará das vantagens na hora de utilizar um ofurô ou ir a um onsen.
Na noite de 26 de julho de 2024, o cantor Shinjiro Atae, integrante do renomado grupo J-Pop AAA, fez um anúncio ao vivo e impactante no LINE CUBE SHIBUYA, em Tóquio. Com a presença de seus familiares e colegas de grupo, ele se assumiu gay, marcando um momento de grande importância na sua vida e na história da música japonesa.
Um momento de coragem e emoção
Ao iniciar o evento, Shinjiro leu uma carta que havia preparado, na qual confessava ao público: “Durante anos, lutei para aceitar uma parte de mim. Mas agora, depois de tudo que passei, finalmente tenho coragem de me abrir com você sobre algo. Eu sou um homem gay”. Sua fala foi recebida inicialmente com silêncio, mas logo foi quebrada por aplausos, gritos de apoio e até lágrimas de muitos presentes. Este momento de revelação foi um dos mais significativos de sua carreira e também para a comunidade LGBTQ+ no Japão.
O processo de autoaceitação e a vida em Los Angeles
A decisão de Shinjiro de se assumir publicamente foi impulsionada por sua experiência em Los Angeles, onde se mudou em 2016. Lá, ele teve a oportunidade de conviver com uma comunidade mais aberta e inclusiva. Em uma entrevista ao The New York Times, o cantor afirmou que no Japão as pessoas tendem a evitar discutir questões de identidade sexual, algo que foi diferente em Los Angeles, onde os casais gays podiam demonstrar afeto livremente. Foi esse ambiente acolhedor que ajudou Shinjiro a criar uma rede de apoio e, finalmente, a ter coragem para compartilhar sua verdade com o mundo.
O anúncio de sua saída do AAA e a nova fase na carreira
O grupo AAA, conhecido por suas performances de alto nível, entrou em hiato no final de 2020. Shinjiro, que já vinha planejando um tempo para si, fez o mesmo no ano seguinte, e desde então se dedicou à sua marca de moda, a 446 DOUBLE FOUR SIX. Em junho de 2024, ele renovou sua trajetória ao tornar-se um artista independente, rompendo seu contrato com a Avex Management.
Ele aproveitou essa nova fase para lançar sua carreira solo, com a música “Into The Light”, que simboliza sua jornada de autodescoberta. A canção aborda sua aceitação pessoal e a busca por sua verdade, e parte dos lucros serão destinados a instituições de apoio à comunidade LGBTQ+. Além disso, Shinjiro anunciou que está filmando um documentário sobre sua vida em Los Angeles, produzido por Peter Farrelly (de Green Book) e Fisher Stevens (Short Circuit).
O legado do AAA e a continuidade do apoio à comunidade LGBTQ+
AAA, grupo que fez sua estreia em 2005 e rapidamente se tornou um ícone do J-Pop, sempre foi conhecido pela sua energia e diversidade musical. Originalmente formado por cinco homens e três mulheres, o grupo conquistou o público com suas canções de sucesso e performances espetaculares, destacando-se como um dos principais nomes da música japonesa na década de 2000 e 2010. Ao longo de sua carreira, o grupo colecionou prêmios e se tornou referência no cenário musical.
A decisão de Shinjiro de compartilhar sua sexualidade e, ao mesmo tempo, buscar uma nova direção artística é um marco não apenas para sua carreira, mas também para a comunidade LGBTQ+ no Japão, onde questões de diversidade ainda enfrentam resistência. Shinjiro tem se dedicado a usar sua plataforma para ajudar outros que enfrentam desafios semelhantes, oferecendo um espaço de acolhimento no site oficial para aqueles que lutam com sua identidade sexual.
O futuro de Shinjiro e suas mensagens de apoio
Com sua saída do grupo e o lançamento de seu novo clipe e um livro de memórias, Shinjiro demonstrou que está mais comprometido do que nunca em usar sua voz para apoiar a causa LGBTQ+. “Faça o que fizer, haverá inimigos. Só posso me concentrar nas pessoas que posso estar ajudando”, disse ele, refletindo sobre a importância de sua visibilidade para aqueles que ainda estão lutando por aceitação.
Seja no palco ou fora dele, Shinjiro Atae está, definitivamente, inaugurando um novo capítulo em sua vida e carreira, agora com mais liberdade e autenticidade do que nunca.
Quando se vê roupas tradicionais japonesas, normalmente as pessoas chamam tudo de quimono, mas o universo do vestuário japonês é muito vasto, trazendo diferenças e qual o momento ideal de se utilizar cada uma delas, dentro da sociedade japonesa.
Ganhando releituras e com destaque internacional, as roupas tradicionais japonesas são facetas de uma história que aprofunda não só a roupa em si, mas trazendo à tona hierarquias, além de uma gama de estilos diferentes que enriquecem a cultura japonesa.
Quimono – Vestir uma coisa
Antes de entrarmos em terminologias, precisamos explicar a etimologia da palavra Quimono (着物, きもの). Combinando os kanjis 着/き(vestir) e 物/もの (coisa), o significado de Quimono é literalmente ‘vestir uma coisa’, o que torna na prática, toda roupa um quimono etimologicamente falando.
Só que nosso texto aqui está pra desvendar e adentrar entre vários tipos de vestimentas, indo além da palavra Quimono que é utilizada para nomear as roupas tradicionais japonesas.
A sua origem
As primeiras roupas tradicionais japonesas vieram no período Kofun (250 a 538 d.C.) e sua história vem da China. Num período de imigração cultural entre os dois países, a dinastia Tang trouxe vestimentas influenciadas pelo estilo chinês para a sociedade japonesa da época. A corte não só adotou, como utilizou as vestimentas produzidas na China, principalmente por ser um país que não conseguia repetir o método de tingimento, chamado Shibori. Essa técnica consistia em manusear o tecido de diferentes maneiras para obter desenhos que se repetem formando um padrão que deu origem as estampas das primeiras vestimentas.
Tendo vestimentas entre os dois países muito semelhantes, até o século IV d.C. ainda se via sacerdotes e chefes de estado utilizando trajes que eram similares ao da Dinastia Han da China.
Conforme o tempo foi passando, não só técnicas foram aprendidas, como também se desenvolveu diferentes estilos, afastando-se das vestimentas de suas origens. Isso trouxe a originalidade ao Japão, da mesma maneira que em outros âmbitos culturais, como por exemplo a sua escrita.
Quimono
Utilizada por homens, mulheres e crianças, a vestimenta traz diferentes estilos e podendo colocar em inúmeras ocasiões. Variando conforme a estação, idade da pessoa e até se a situação é formal ou informal.
Hoje em dia, os quimonos são geralmente produzidos com tecidos orientais e utilizados em festivais e dias comemorativos. Mas essa é uma regra que não tão rígida, por a moda permitir que a vestimenta também seja feita de tecidos ocidentais.
Entre os modelos informais, estão o Yukata, utilizado normalmente em festivais japoneses. Enquanto os mais formais são utilizados em cerimônias, velórios e casamentos. Existem pessoas que utilizam principalmente ligado a sua profissão, como gueixas e maikos.
Furisode
Utilizado por mulheres na faixa dos 20 anos, o Furisode (振袖) é um tipo de quimono fácil de ser identificar por suas mangas compridas. Tendo comprimento de 85 cm, a vestimenta é mais formal e associada a jovens solteiras.
Feito de seda e com cores vivas para representar a juventude, o Furisode costuma ser utilizado por garotas no Dia da Maioridade quando completam os seus 20 anos. Geralmente, o Furisode é comprado ou alugado pelos pais para essa ocasião especial.
Originalmente utilizado por homens e mulheres, o Furisode no decorrer do tempo, acabou se tornando uma peça feminina. Ganhando mangas longas, a vestimenta se tornou exclusiva de mulheres a partir do século XIX.
Na Segunda Guerra Mundial, as mulheres solteiras usavam Furisode sinalizando o fim de sua juventude. Na época, se acreditava que com o casamento, elas entrariam na fase adulta, assim o Furisode sinalizava o fim dessa fase da vida delas. Isso fez com que fosse incomum e até inusitado ver mulheres mais velhas usando este tipo de vestimenta.
Yukata
Quimono de verão, utilizado em festivais de verão e casas de banho, o Yukata (浴衣) pode ser traduzido literalmente como ‘roupão’. Tendo em sua origem, as cores branco e índigo, o Yukata hoje em dia são coloridas e até podem ser lavados em máquina de lavar.
Utilizado por homens e mulheres, a vestimenta costuma ter costuras retas e mangas largas. O que difere entre homens e mulheres está no tamanho de suas mangas, sendo que homens têm aproximadamente 10 centímetros, em comparação aos femininos com a extensão da manga mais longa de 20 centímetros.
Embora parte de sua origem, define Yukata como traje de banho, apenas cidades turísticas com onsen (banhos públicos), ainda se mantém o costume da vestimenta. O Yukata faz parte da experiência do hotel ou hospedaria, sendo importante ao turista se inserir e experimentar a cultura japonesa por meio da vestimenta.
Curiosamente, os trajes parecidos entre si, não podem ser confundidos, assim o Yukata está mais conectado a banho, enquanto o Nemaki consiste em ser vestimentas unissex e oferecidas aos hóspedes sem conexão alguma com o banho.
Muito além do quimono
As roupas tradicionais japonesas, ainda vão além do Quimono, Yukata e Furisode. Tendo roupas de artes marciais chamadas de Keikogi, além das já mencionadas Nemaki, trazendo uma enorme gama com variedades tão ricas a vestimenta japonesa.
Num Japão atual, as vestimentas não são tão comuns, como no passado, mas ainda conectam as pessoas a cultura japonesa. Essa conexão faz com que a vestimenta tradicional japonesa ainda seja utilizada em datas especiais e que seja procurada por turistas, quando se visita o país.
Festivais de cultura japonesa também atraem o interesse, sendo uma oportunidade de conhecer e até vestir as roupas tradicionais japonesas, como o tradicional Festival do Japão em São Paulo.
Presente até hoje, as roupas tradicionais japonesas despertam ainda mais o fascínio daqueles que gostam da cultura japonesa.
O Festival do Japão é conhecido como a maior representação cultural japonesa no Brasil, transcende suas raízes culturais e desempenha um papel fundamental na manutenção e sustentação das 47 associações das províncias do Japão no país.
Sendo uma porta de entrada para experimentar algo diferente dos tradicionais eventos realizados em São Paulo, o Festival do Japão é lembrado como tal.
Por trás dos seus estandes coloridos, das apresentações artísticas e dos pratos deliciosos, há uma estrutura sólida que sustenta a cultura japonesa no Brasil. Para aqueles que tiveram a oportunidade de se envolver mais profundamente com o evento, seja por meio de participação ativa em associações do Japão ou integração em grupos de dança tradicional japonesa, eles descobrem as várias camadas que compõem o Festival do Japão.
Numa promoção da cultura japonesa entre brasileiros de diferentes origens, o Festival do Japão é um dos pilares para manter viva a cultura japonesa no Brasil. Estabelecendo pontes entre as duas nações, promovendo o intercâmbio cultural e fortalecendo os laços entre as comunidades.
Produzido pelo KENREN – Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil, o festival também inspira a outros eventos do Brasil e da América Latina.
Sucesso de público ano passado, o Festival do Japão anunciou esse ano que aumentaria seu espaço para 35 mil metros quadrados. Sendo 5 mil metros quadrados maiores que do ano anterior.
Deixando a pandemia no passado, o evento teve mudanças em 2023 sendo a mais polêmica, o transporte público alterado pela CET para a estação Santos-Imigrantes. Conhecida tradicionalmente pela estação Jabaquara, a alteração deu dor de cabeça para conscientizar o público, além disso o trajeto se tornou um pouco mais longo, totalizando 20 minutos da estação até o São Paulo Expo.
A história do Festival do Japão
Começou em 1998 na Marquise do Ibirapuera, depois mudou para a Assembleia Legislativa e, em 2005, pro Centro de Exposições Imigrantes.
Importante pra comunidade brasileira de descendência japonesa por manter viva a cultura no país e também apresentar a não-descendentes um pouco de suas tradições. O festival é o ponto de encontro onde tudo acontece, com empresas japonesas, editoras de mangá e muitas lojas.
Sendo um evento da comunidade nikkei, muitos grupos que se apresentam no Festival do Japão são de diversas regiões do Brasil e que mantém a chama acesa, trazendo artes marciais, dança e suas tradições vivas.
Comidas regionais e alimentação em si
Trazendo comidas locais que não existem em restaurantes por aí, o festival é a única oportunidade de degustação da gastronomia japonesa.
O evento tem algumas comidas bem populares como Okonomiyaki de Wakayama, o Karashi Renkon de Kumamoto e também o Katsuo no Takaki tão característico de Kochi. Até mesmo o tradicional Kare Pan de Saitama faz parte do roteiro gastronômico do festival, sendo uma excelente opção para comer enquanto anda pelo evento.
FJtaON é renovado
Diferente do ano anterior que tinha palco de karaokê e vários games, o espaço este ano se dedicou a trazer talentos nacionais. Vendendo quadrinhos, mangá nacional e lembranças, o espaço deu espaço ao talento nacional mais que merecido ter o seu espaço.
Akiba Space
Numa parceria com a Zion, o espaço este ano apresentou diversos computadores, além de uma parceria com a loja Akiba Station que trouxe estátuas do Naruto, Zoro e do Ace para o evento este ano. Além disso, o evento ganhou dois pontos de gashapon popularizando ainda mais a moda do gasha da Liberdade para o evento.
Outro ponto positivo era o espaço ter um palco que trouxe diversos artistas do pop japonês, como Kai Urusai para cantar temas de animês.
Palco principal
Este ano tivemos um palco um pouco diferente e recuado ao final do evento. Num espaço normalmente utilizado pelo palco Cinemark do CCXP, o palco principal do Festival do Japão trouxe um formato diferente, deixando para o fundo da área uma exposição de itens das 47 províncias do Japão.
Entre acertos e erros
O evento acertou em tornar os corredores mais espaçados, considerando o quão complicado foi a lotação do público em 2022.
Influencers famosos estiveram no evento, como Guti, Yuma e o Gohango, mas descobrimos alguns por amigos, porque não sabíamos aonde cada um deles estariam. Mesmo fazendo ação com grandes empresas, assumimos que foi meio difícil descobrir a participação de todos.
Lamentavelmente, o evento precisa pensar urgentemente o que fazer com a praça de alimentação. Gerando filas enormes que davam voltas e mais voltas, não foi fácil querer comer no evento deste ano. Torço para uma adoção a algum sistema de pedido online para retirada no estande, por não ser nada legal sair com amigos e demorar quase uma hora para conseguir pedir algo que deseja. Outra solução seria descentralizar, dividindo a praça de alimentação em duas ou três áreas do evento.
Esse ano também foi sentido a falta de alguns estandes característicos como o do Hirota com o seu formato Konbini no evento. Mesmo com o mercado Towa da Liberdade ocupando este lugar, o Hirota tinha opções de bandejas de sushi e outras comidas prontas, quando você optou em não pegar filas da área da gastronomia.
Mesmo apresentando palestras muito interessantes, o evento não as divulgou ou não deu o devido destaque merecido. Descobri posteriormente algumas palestras por fotos de amigos, enquanto não encontrei um espaço fácil de ler sobre elas no site do evento.
Atração internacional sem divulgação? Descobri no dia do evento que a cantora Aika Honma se apresentaria no evento cantando algumas covers famosas de músicas japonesas. Só descobri porque no meu emprego foi dito, então mais uma vez faltou uma divulgação em torno de uma atração internacional.
Este ano, até o tradicional jardim japonês do Bradesco estava muito menor que o de costume, não reconhecendo num primeiro olhar de tão pequeno que ficou este ano.
O evento sempre teve lugares para se sentar em todo espaço, principalmente pela ida de muitos idosos, porém este ano também não vimos espaço de cadeiras nos estandes. Podendo ser uma alteração de foco, infelizmente lamentamos a ausência destes espaços em todo o evento.
Caso você realmente vá ao evento pela sua culinária, opte por ir na sexta-feira, mesmo que cheio, ainda é mais rápido do que no sábado e no domingo.
Por mais que eu goste muito do Festival do Japão, devo assumir que o evento já teve edições bem melhores no passado. Torço pelo sucesso do evento e principalmente na manutenção das associações japonesas, mas torço por mudanças que ajudem a tornar o evento mais ágil para o consumidor.