Início Site Página 1641

Mauricio de Souza revela foto com Osamu Tezuka no Twitter

Hoje, o Mauricio de Souza postou uma curiosa foto de 1986, quando ele estava em Tóquio e tirou foto com o deus do mangá, Osamu Tezuka.

Os dois foram bastante amigos, antes do falecimento do Tezuka em 1989, sendo que os dois estudios tem até hoje essa amizade. Mauricio numa vez disse que tinha a intenção de trazer a obra Hi No Tori (Fenix) para o Brasil, mas não na forma de tradução, mas recriando a obra do Tezuka.

Mauricio de Souza com certeza é o mestre dos quadrinhos no Brasil, com Turma da mônica entre tantas outras séries. O Osamu Tezuka é o deus do mangá, com obras como Kimba, Princesa e o Cavaleiro, Blackjack, Buda, Adolf, Astroboy entre tantos outros.

Até hoje espero um crossover entre esses dois mestres dos quadrinhos.

Crítica | Turtles Forever

Exibindo sábado numa premiere mundial pela CW, o filme Turtles Forever foi feito diretamente para DVD e ser exibido na televisão, em homenagem a 25 anos da série Tartarugas Adolescentes Mutantes Ninjas, ou como é conhecido por aqui Tartarugas Ninjas.

Produzido pela 4Kids, a mesma responsável pela série de 2003, o filme consegue funcionar e reunir as duas versões de tartaruga ninja mais conhecidas pelo público. A de 1987 e a de 2003, sendo que numa opinião pessoal, espero profundamente que o filme seja distribuído no Brasil e dublado pelos respectivos dubladores originais.
A história

Tudo começa quando as Tartarugas vêem na televisão que alguém está tentando passar por elas. Indo no covil do Dragão púrpura, eles percebem que são Tartarugas Ninjas de outra dimensão (mais precisamente a versão de 1987).

As Tartarugas de 1987 percebem que essa não é a cidade que eles moram, percebendo principalmente que os habitantes têm medo deles. A cena deles indo à pizzaria é impagável, deles descobrindo que não estão mais em casa.

Enquanto isso Splitter e as Tartarugas Ninja de 2003 capturam as de 1987 as levando para os esgotos. Lá, as de 1987 contam que estavam dentro do Technodromo lutando contra o Krang e o Destruidor, quando teve uma grande explosão. A explosão os transportou para a dimensão paralela de 2003.
Destruidor dentro do Technodromo decide procurar sua versão nessa dimensão, descobrindo que ele estava congelado. Destruidor ao libertar Ch’rell, acaba libertando seu pior pesadelo, já que ele é bem mais malévolo do que a versão de 1987. Por fim, Destruidor consegue levar a melhor e prende o Destruidor 2003, o mantendo desacordado.

Observação: Lembrando que a versão de 2003, o Destruidor é o alienígena Ch’rell, do planeta Ultrom e assumiu a identidade de Oroko Saki. Enquanto a versão de 1987, Saki é o Destruidor, um ex-amigo do Yoshi (Splitter da versão de 1987) que assumiu o clã substituindo Ninjas por robôs ao fechar parceria com o Krang.

Vestindo a armadura de Destruidor, Ch´rell, acaba assumindo o Technodromo. Lembrando que foi graças a Karai, a filha do Destruidor 2003, que Ch´rell é libertado e mesmo Krang tentando reconquistar sua nave, apanha toscamente dele.
Enquanto isso, na base dos Tartarugas ninja, os dois Donatello´s estão desenvolvendo uma nova máquina para levar de volta as Tartarugas ninja clássica a dimensão delas. O Donatello de 1987 ensina que com jeitinho brasileiro sempre dá certo (literalmente, ele dá uma porrada na máquina), o que faz o Donatello de 2003 ficar perplexo.

Porém, quem mais está adorando essa situação é o Michelangelo de 2003 que acha as quatro Tartarugas de 1987 bem engraçadas.

As Tartarugas Ninja 2003 e 1987 são atacadas por Bebop, Rocksteady e Hun (um lacaio do Destruidor 2003 que teve contato por engano com Ooze se tornando um Lagarto mutante). Não tendo opção Donatello 2003 liga a máquina os levando ao mundo das Tartarugas Ninjas 1987.
Ch’rell como Destruidor, começa a reformular o Technodromo, ou melhor, “atualizar” o mesmo. Os Ninjas do Clã do pé arrancam as máquinas dos anos 80/90 e dá lugar a máquinas modernas, enquanto esse Destruidor bem mais malévolo desenvolve robôs bem mais desenvolvidos e ágeis. O Destruidor de 1987 e Krang só restam sentar no sofá e comer pipoca, enquanto assiste esse Destruidor querer destruir todas as versões das Tartarugas Ninjas. Resumindo, o Destruidor 2003 conseguiu fundir as tecnologias da Dimensão X com a dos Ultrons.
No outro planeta, as Tartarugas ninja de 2003 estranham os monstros que atacam April O´Neil, como também estranham ela ser uma jornalista nessa realidade. Eles assistem as Tartarugas ninja de 1987 derrotarem um monstro banana e outros em forma de bomba. De lá, eles vão para os esgotos conhecer o Splinter dessa realidade.

Observação: Para quem não se lembra, o Splinter do desenho de 1987 é o Hamato Yoshi que foi transformado em rato em contato com Ooze. Isso é diferente do original dos quadrinhos e da versão de 2003, em que Splinter era o rato de estimação do Hamato Yoshi que foi morto pelo Destruidor.
Voltando ao mundo de 2003, as Tartarugas Ninja descobrem que o Splinter de 2003 foi seqüestrado pelo Destruidor 2003 e que ele está atrás delas agora. Presas, elas descobrem o plano do Destruidor que é utilizar elas pra abrir varias Terras de Tartaruga Ninja.
Assim chegamos ao auge do filme, que é Destruidor revelando que não existem só duas Terras, mas diversas com as Tartarugas Ninja. Abrem-se diversas Terras, que identificamos como versões de quadrinhos, inclusive a versão pesada da Image, além da curiosa Terra que as Tartarugas usam armaduras feita em OVA pelos japoneses entre outras terras, como as dos filmes em Live Action.
As 8 Tartarugas somem depois do processo de varredura pela Terra original, acreditando que estão mortas, porém Karai as soltas, pronta para derrotar seu pai. Ela percebe que seu pai está com uma ambição além do inimaginável e com a ajuda do Destruidor 1987, Krang, Splinter 2003, as Tartarugas 2003 e as Tartarugas 1987, partem para luta final com Destruidor 2003.
Nessa nova Terra, as Tartarugas conhecem as Tartarugas Ninjas dos quadrinhos, que são sempre narradas pelo Leonardo. Bem violentas e agressivas, elas não acham nada legal essa parceria para acabar com Destruidor 2003, porém não tem jeito quando ele vira um robô gigante. Assim temos 12 Tartarugas Ninjas contra o pior Destruidor que já existiu.

A luta acaba com uma cagada do Bebop e Rocksteady de terem arrancado por engano à tomada do Technodromo e assim Destruidor 2003 acha que venceu a guerra. Ele pega as Tartarugas Ninjas dos quadrinhos e ao tentar matá-las, todos os personagens desmaiam. Ao colocar a tomada de volta, Bebop ativa um raio que Destruidor é atingido em cheio.

Livre do mal, as Tartarugas Ninja de 1987, junto do Destruidor e do Krang partem no Technodromo para sua terra, enquanto as Tartarugas Ninja de 2003, o Splinter e a Karai usam a máquina do Donatello para voltarem a sua terra. Enquanto isso as Tartarugas Ninja originais saltam pelos prédios com narração do Leonardo.

No fim, vemos algumas ilustrações da primeira história de Tartaruga Ninja e dois jovens conversando sobre a criação da História e indo comer pizza. São Kevin Eastman e Peter Laird nos anos 80 criando a primeira história das Tartarugas Ninja.

Sinceramente, o lance das Terras eu achei meio DC Comics, mas o roteirista faz um trabalho tão acima da média, principalmente as referências das Tartarugas de 1987 que é de tirar o chapéu. Temos o Rafael sempre falando com a televisão, ou as tartarugas jogando objetos e não lutando com suas armas, os monstros imbecis dos anos 80, tudo sendo colocado em outra ótica quando colocada no mesmo universo de 2003, que é mais sombrio e fiel aos quadrinhos.
O filme tem um roteiro bastante interessante assinado por Rob David, Matthew Drdek eLloyd Goldfine, porém o que mais fez falta aqui foi as trilhas originais de ambas as produções. Em nenhum momento, temos a música clássica dos anos 80, ou as músicas da série de 2003. Sendo que em especial a de 1987 se tornou a marca registrada da franquia, sendo uma pena não ter sido utilizada.

Ponto negativo para os americanos, porque não reuniram todos os dubladores originais da série dos anos 80, alias todos os dubladores são diferentes da versão original. Fica a curiosidade que foi por problemas sindicais que nenhum dublador original retornou para esse filme.

O filme tem 77 minutos, porém a versão exibida na televisão americana e também ia internet pela emissora, foi cortada para exibição toda a família indo para 66 minutos.
Sendo realizado pela 4KIDS eu achei que seria um dos piores filmes da série, porém estava bem enganado. O filme é com certeza uma homenagem justa aos 25 anos de Tartarugas Ninjas, já que em 1984 foi publicado o gibi independente que fazia referências a Demolidor e a Ronin, obras favoritas do Kevin Eastman e Peter Laird. O gibi foi publicado colorido pela Acme nos anos 90, sendo que ganhou uma versão em preto e branco (igual a original) pela Devir, lançada recentemente.

Atualmente a versão 1987 voltou a ser exibida na TV aberta pela Rede Record, porém não sabemos se é porque a dublagem faz varias citações da Rede Globo, ou se ela ficou datada, a série foi redublada com as vozes da versão 2003.

O filme ainda não tem uma previsão de vir para o país, porém torço que exista um bom senso e que as duas dublagens originais sejam levadas em conta para dublagem desse filme.

Toei Company

Conheça um pouco dos gêneros que a Toei criou para o Tokusatsu se tornando tradição hoje em dia.

A maioria das séries de tokusatsu que foram exibidas aqui no Brasil, foram produzidas pela Toei Company, bastante conhecida no meio de animações, com sucessos como Cavaleiros do Zodíaco, Sailor Moon, Dragon Ball Z, One Piece, Digimon e outros animes de sucesso. A Toei se consolidou no mercado das produções de tokusatsu criando diversas produções, até chegar nas séries que se tornariam gêneros.

Em 1959, a Toei entraria para o seguimento, ao criar o seriado 7-color mask, uma série de 59 episódios, que durou um ano de produção. No ano seguinte, seria produzida uma série que se tornou cult aqui no Brasil, mas uma série mediana no Japão, National Kid.

Apenas em 1967 seria produzido a primeira série de Super Heróis em cores, pela Toei, assim nasceu a série “Masked Ninja Red Shadow”. No mesmo ano também foi produzido um clássico que fez sucesso aqui no Brasil, a série “Robô Gigante”.

A Toei começaria a denominar gêneros, depois do sucesso em 1971, criado por um dos pupilos de Osamu Tezuka, o Shotaro Ishinomori. A série em questão abriria o gênero que existe até hoje no Japão e o Brasil teve a chance de ver duas séries desse gênero, o Kamen Rider. Vale lembrar que Shotaro Ishinomori pode ser considerado o principal criador dos tokusatsu modernos, já que ele colaborou e consolidou dois gêneros de três que a Toei trabalhou até o final dos anos 90.
Quem foi Shotaro Ishinomori ?

Uma figura importante para o tokusatsu, mas como também para os mangás e os animes, ele foi um criador que criou séries para todos os públicos, desde Patrine, Cyborg 009, Kamen rider Black, Machineman entre outras produções que vieram a ser exibidas aqui no Brasil.

Seu nome verdadeiro é Shotaro Onodera e ele nasceu em 25 de janeiro de 1938 e faleceu no dia 28 de janeiro de 1998. Possivelmente sem ele, hoje não teríamos os grandes gêneros do Live Action, já que ele criou o gênero Super Sentai com a série Himitsu Sentai Goranger e também criou o gênero Kamen rider, com a série de mesmo nome.

Lembrando que Kamen Rider surgiu para competir com o gênero Ultraman, da concorrente Tsuburaya Productions que explodiu de sucesso em 1966. A série Kamen Rider conseguiu chegar no mesmo patamar, fazendo os dois gêneros marcarem diversas gerações. Hoje, ainda são produzidas ainda as séries Kamen rider como as de Ultraman, mas a competição não é tão forte como foi na década de 70.

Atualmente podemos ver o ultimo trabalho de Shotaro Ishinomori, que foi a série Kamen rider Hibiki. A série em questão utilizou rascunhos de desenhos que ele havia começado a desenvolver na época de sua morte, em 1998.

A ultima série de tokusatsu que ele trabalhou foi na série Voicelugger, que foi exibida após a morte dele.

Lembrando que a série de tokusatsu Kikaider, ganhou um remake em anime e o Cyborg 009 também ganhou um remake, ambos após a morte do criador. Esses remakes foram exibidos com um sucesso relativo nos EUA e na Europa. Aqui no Brasil foi exibido pela Cartoon e lançado em dvd pela Sony, o Cyborg 009.

Além disso, o manga Kamen rider Spirits foi lançado recontando a história de todos os kamen riders que Shotaro Ishinomori criou.

Os gêneros
Super Sentai

Shotaro Ishinomori criaria apenas a primeira série do gênero em 1975 que foi a de mais sucesso e a mais longa do gênero Super Sentai. Himitsu Sentai Goranger, teve 84 episódios e definiu o gênero de cinco guerreiros coloridos guiados pelo vermelho. Vale de curiosidade que Shotaro Ishinomori escreveu a abertura da série (cantada pelo Isao Sasaki) e o segundo encerramento do seriado (cantada Michiaki Watanabe).

A série seria substituída pela série Jacker, mas infelizmente a série não teve a mesma aceitação, mesmo tendo um crossover com a série Goranger. O sucesso só voltaria com a série Battle Fever J, aonde a Marvel Comics se uniu a Toei e produziu essa série e a série Spider Man. Graças a associação, tivemos uma equipe com seu primeiro robô gigante, fazendo o gênero que era chamado de Sentai, ser chamado de Super Sentai, por causa dos robôs gigantes.

Aqui no Brasil, foram exibidas desse gênero as séries: Goggle V, Changeman, Flashman e Maskman. Todas tiveram um sucesso muito forte, destacando principalmente Changeman e Flashman.
Kamen Rider

As séries Kamen Rider carregavam um certo estigma de que todas as suas produções eram sempre um herói que se transformava em um inseto cyborg e enfrentaria a organização que desejava destruir a Terra. Essa era a idéia básica de todas as séries, inclusive as Kamen Rider Black e Kamen rider Black Rx, que vieram a ser exibidas pela Tv Manchete.

O gênero mudou justamente, após a morte do criador, quando o enfoque do gênero mudou completamente, dando uma maior complexidade ao gênero. O relançamento do gênero veio com Kamen Rider Kuuga em 2000 que era sobre uma missão arqueológica que despertou o império Grongi, agora a maldição de se tornar um herói está nas mãos de Yusuke Godai, que precisa entender seus poderes para enfrentar o império. A série teve seus direitos comprados para ser exibida aqui no Brasil, mas não houve nenhuma emissora interessada, por isso atualmente os direitos foram expirados sem o lançamento da série.
Metal Hero

O gênero foi criado com a série Policial do Espaço Gaban, em 1982. A série curiosamente veio ao Brasil, após o sucesso da série Jaspion, que foi produzida 3 anos depois de Gaban, em 1985. Gaban foi interpretado por Kenji Oba que fez uma participação especial no filme Kill Bill em 2003. Outra curiosidade é que aqui no Brasil a série foi exibida na Rede Globo e na rede Gazeta.

Sharivan e Shaider vieram em seguida de Gaban, continuando a saga com seus respectivos heróis tomando conta do planeta Terra. Essa três séries acabaram se tornando conhecidas como Xerifes espaciais ( Uchuu Keiji no original) e todas foram exibidas aqui no Brasil.

A série Jaspion, criada em 1985, é a mais popular aqui no Brasil, do gênero, mas no Japão, a série não fez grande sucesso. Cheia de referências a religião católica, Star Wars e Star Trek, a série não obteve o sucesso que aqui no Brasil teve.

Outras séries do gênero que são bem conhecidas pelo público foram: Metalder, Jiban, Jiraya, Wispector e Solbrain.

Infelizmente o gênero acabou em 1997 com a série B-Fighter Kabuto (transformada na segunda temporada de Bettleborgs e essa exibida aqui no Brasil) que continua inédita por aqui.

Capitão N: O mestre do jogo

No final dos anos 80, a Nintendo querendo promover suas franquias nos EUA, encomendou uma série de desenhos de suas franquias para a empresa DIC, que criou as séries Super Mario Bros Super Show!, The legend of Zelda e o inusitado Capitão N.

Exibido nas manhãs da rede globo, nos anos 90, no Xou da Xuxa, Capitão N é a série que deixa saudades por misturar universos de jogos, como Megaman, Castlevania, Donkey Kong e Kid Icarus, que defendem o mundo de Videolândia contra a maléfica Mãe Cérebro.
Quem é o Capitão N?

Kevin Keen é um adolescente típico da cidade de Northridge, na Califórnia, que prefere fugir do dever de casa, em troca de descobrir como zerar alguns jogos do Nes. Um dia, enquanto ele estava jogando o jogo Punch Out, ele é sugado para Videolândia. Usando o controle do Nes como fivela do seu cinto, e a Zapper, controle em forma de arma do Nes, estava criado o Capitão N.

Em Videolândia, Kevin conhece a princesa Lana e os personagens dos jogos que ele jogava, como Megaman, Simon Belmont (Castlevania), Pit (Kid Icarus), além do inusitado Gameboy. Ele descobre que não está mais em casa e que está diante dos seus heróis, além da linda princesa Lana que conta que seu pai foi seqüestrado pela Mãe Cérebro e que ela precisa de sua ajuda. Preferindo defender o mundo dos games invés de fazer o dever de casa, Kevin aceita a missão dada pela princesa, tornando-se o Mestre do Jogo.
Kevin tinha entre seus poderes, pausar temporariamente seus inimigos, pular mais alto, correr mais rápido, sendo a maioria era limitado e gastava as “pilhas” do controle, assim ele sempre tinha que evitar em gastar em demasia. Quando Kevin parava o jogo, após apertar start em seu controle, ele se utilizava a Zapper nessas horas para acertar os inimigos com maior precisão.

Voltada para o humor, à série é cheia de piadas, mesmo entre seus personagens. O personagem Megaman, por exemplo, sempre usava a palavra Mega, para alguma coisa, por exemplo: A Mãe Cérebro é uma mega bruxa. Outro personagem que era risadas na certa era o Simon Belmont, que além de galanteador de meia tigela, se admirava, a sua principal qualidade era em sua mochila sempre ter algum item em especial que talvez pudesse tirar eles daqueles apuros.
A Origem

Tudo começou com a revista Nintendo Power, sendo uma criação por parte da equipe da Nintendo, junto com o editor da revista na época, chamado Randy Studdard. A série que no original seria chamada de Capitão Nintendo fez muito sucesso, fazendo a Nintendo encomendar a série para o estúdio de animação da DIC. A série foi ao ar nos EUA entre 1989 a 1993, sendo que as temporadas vieram ao Brasil e foram exibidas no programa Xou da Xuxa.
A série

Lançada recentemente em dvd nos EUA, a série foi um grande sucesso nos EUA, durante 3 temporadas, sendo que na terceira temporada, a série dividia com a adaptação do jogo Super Mario World.

Capitão N também foi exibido no Canadá, Austrália, Reino Unido, França, Itália, Alemanha, Áustria, México, Espanha, entre outros países. Hoje, a grande maioria já lançou a coleção da série em dvd em seus países, matando a curiosidade de fãs nostálgicos.

Nos Eua, a série também invadiu os quadrinhos, sendo publicada pela editora Variant, e permanece inédito no Brasil, onde o teor da série era um pouco mais madura, permitindo uma maior liberdade criativa, como o triângulo amoroso, formado por Kevin, princesa Lana e Samus Aran (do jogo Metroid).

Hoje visto como uma série trash, principalmente por descaracterizar alguns personagens, como Megaman que aqui é verde e Simon Belmont (do jogo Castlevania), o transformando num paquerador barato e atrapalhado, que lembra o personagem Johnny Bravo.
Mãe Cérebro e sua trupe

Não dá para levar a sério à equipe de vilões formada pela Mãe Cérebro (vilã de Metroid), formada por: Doutor Willy (do jogo Megaman), Bruxo Berinjela (do jogo Kid Icarus) e Rei Hipo (do jogo Mike Tyson Punch Out).

Mãe Cérebro ainda na versão brasileira ganhou voz da dubladora Maria Penha,
que anos mais tarde usaria os mesmos berros numa personagem que ficou bem famosa no Brasil, a Rita Repulsa, vilã de Power Rangers.
Mãe Cérebro X Capitão N

A série tanto na sua versão televisiva como na sua versão em quadrinhos é repleta de participações especiais. Vale lembrar que sempre Capitão N e sua equipe caiam por engano constantemente na Kongolândia, sempre atrapalhando o sossego do Donkey Kong.

Mãe Cérebro semelhante ao Capitão N, também busca criar um grupo ideal de vilões para destruir Videolândia. Só que às vezes pode dar errado, como quando ela tentou convocar Ganon, do jogo The Legend of Zelda, descobrindo que ele é mais forte que ela. Alias, o sucesso desse episódio, foi responsável pela criação da série The Legend of Zelda na mesma época, chegando a ter 3 séries com franquias da Nintendo na televisão.
O sucesso da série

Um dos motivos principais da série foi colocar um jogador como protagonista de uma série animada. Kevin reconhecia os mundos da Videolândia fazendo comentários, sobre dicas, passagens secretas daquele jogo. O capitão N criou uma enorme identificação entre o público daquela época com a série, mesmo a série tendo algumas descaracterizações.

Ver a série hoje, tem um choque maior, pois o universo dos games, também ganhou releituras com os anos, assim Donkey Kong que era visto como um macaco de 8 metros foi reformulado pela Nintendo, anos depois, ao ser relançado para Super Nes, em Donkey Kong Country.
A série, mesmo tendo passado meio que despercebida no Brasil, chegou às locadoras, pelo selo Globo Vídeo. Na mesma época, Super Mario Bros Super Show! também foi lançado por aqui pelo selo Globo Vídeo.

O sucesso da série nos EUA, gerou series genéricas como uma outra equipe de jogos, entre 1990 a 1992, chamada The Power Team. Tendo no elenco de personagens da produtora Acclaim, a série reunia: Max Force (NARC), Kuros (Wizards and Warrior), Kwirk (do jogo de mesmo nome), Tyrone (Arch Rivals) e Bigfoot (do jogo de mesmo nome). A série também foi exibida no Brasil, mas não teve grande repercussão.

Uma curiosidade superbacana é que como estamos vivendo numa época de nostálgicas nos games, grande parte desse acervo foi disponibilizado no console Wii, na parte de Virtual Console, assim matando a nostalgia das pessoas que viveram essa época ouro dos videogames.

Crítica | Dragon Zakura

Até um burro consegue entrar em Toudai

Entrar no universo do Dragon Zakura chega a ser um desafio sem precedentes. Dragon Zakura colhe prêmios desde seu surgimento, por sua criatividade e ousadia, em reinventar o sistema de ensino japonês, com bastante bom humor, tornando o conteúdo mais acessível a qualquer aluno, independente do nível de intelecto.

Criado em 2003 por Norifusa Mita, Dragon Zakura venceu o Kodansha Prize Awards em 2005, como também venceu na categoria Excellent Prize, o Japan Media Arts Festival no mesmo ano.
Dragon Zakura foi publicado na Weekly Morning, o mesmo lar do dinossauro Gon de Masashi Tanaka, e Vagabond de Takehiko Inoue, ambos lançados no Brasil pela Conrad. Gerando 18 volumes encadernados desde o inicio de sua publicação na Weekly Morning, Dragon Zakura não demorou para invadir outras formas de mídia, como dorama e jogos para o console Nintendo DS, com perguntas e respostas, servindo de estudo para crianças, adolescentes e até mesmo adultos.
O sucesso de Dragon Zakura chamou atenção da mídia, sendo publicado matérias em revistas, e portais de internet como Yahoo Japan, entre tantos outros.

O que tem de tão especial o universo criado pelo Norifusa Mita? Falaremos em especial do dorama baseado nesse incrível universo que com certeza fará você ver sua vida de uma forma totalmente diferente.
A série de tevê

Produzida entre julho e setembro de 2005, a série composto de 11 episódios, sucedeu o dorama de época Tiger & Dragon, na faixa das 22 horas, às sextas feiras pela TBS. Produzida no formato Renzoku (por temporada), Dragon Zakura, pertence ao gênero de Drama, Comedia e escolariedade, sendo que sua exibição teve uma audiência em torno de 16,41%.
Lição Um: Qualquer idiota pode passar na Toudai

O Colégio Ryuuzan é considerado o pior colégio do Japão, nunca tendo colocado um aluno na faculdade mais renomada do Japão, a Toudai, e a nota geral mais baixa do país, para ajudar a Ryuuzan está com uma crise financeira, graças a uma administração duvidosa, da diretora Yuriko Tatsuno.

Para resolver esse caso, o advogado Kenji Sakuragi fica encarregado de fechar a escola, assumindo a administração do colégio e realizar todo processo jurídico e burocrático de fechamento da mesma.

Indo para a escola, Kenji encontra um estranho garoto sendo esmurrado por uma gangue. Indo tirar uma duvida de onde é o colégio, a gangue foge ao ver um “pin” no seu terno, que indicava que era um advogado. O estranho garoto renega a ajuda do advogado, dizendo que poderia ter resolvido isso sozinho, mas é ironizado por Kenji que parte para a escola.

Lá, Sakuragi descobre porque Ryuuzan é o pior colégio do Japão. Repleto de vândalos e mal encarados, os professores não conseguem dar aula, sendo que até alguns já desistiram de realizar o seu oficio profissional. Também não demora muito para Sakuragi sacar que a falência do colégio Ryuuzan, seria justamente por causa da diretora Yuriko Tasuno, que assumiu o lugar após a morte de seu marido e transformou toda renda da escola, em seu luxo pessoal, comprando brincos, bolsas, chapéus e roupas de marca, entre outros produtos de luxo.

Considerando a escola como condenada, a melhor solução é o fechamento da mesma, conclui Sakuragi, causando uma revolta do grupo docente da escola. A professora de Inglês Ino Mamako questiona a decisão do advogado, como também sua profissão ao lembrar que viu uma matéria sobre ele, de quando ele era um motoqueiro em uma gangue quando jovem. O questionamento faz Sakuragi ver a escola em outro prisma, tomando assim uma decisão que muitos o julgariam como louco.

Lição Dois: Cinco alunos na Toudai em um ano.

Reunindo todos os credores do colégio Ryuuzan, o advogado Sakuragi decide revelar o que decidiu sobre aquela instituição. Trazendo a aluna Naomi Mizuno para a reunião, Sakuragi revela a criação de uma sala especial voltada para estudos para Toudai.

Todos os credores caem na gargalhada, sobre a decisão do Sakuragi que os questiona se eles preferem fechar a escola. Todos entram num concenso que entre fechar a escola e seguir esse plano, seria melhor seguir esse plano. Assim em um ano, caso o colégio não conseguisse colocar 5 alunos na Toudai, ele seria fechado.

Todos os professores estão contra o Sakuragi, com a exceção da professora Ino que vira ajudante dele, para a sala especial. Decidindo ver, até aonde essa maluquice do Sakuragi iria.
Lição Três: A árvore de cerejeira e os 5 alunos aparecem.

Para simbolizar a mudança da escola, Sakuragi planta uma enorme cerejeira na entrada da escola. A batizando de “Dragon Zakura”, a árvore é o símbolo de confiança dos alunos para entrar em Toudai. Utilizando-se do nome Ryuuzan que significa Dragão e a cerejeira que em japonês se chama Sakura, Sakuragi acha o nome ideal para promessa que será realizada todos os anos na frente daquela árvore.

Checando o perfil de todos os alunos, Sakuragi irá apelar de todas as formas para ter esses 5 alunos em sua sala.
Perfil dos alunos

Naomi Mizuno

Problema: Naomi não acredita que pode mudar o seu futuro, vendo que sua mãe é dona de um bar e se rebaixa sendo acompanhante, Naomi queria fugir desse destino.
Ser aluna da Ryuuzan significa um futuro sem fazer uma faculdade e sem um bom emprego, se sujeitando a qualquer coisa no futuro.

Solução: Entrar em Toudai e ter a chance de ter um emprego melhor que o da sua mãe.

Yuusuke Yajima

Problema: Yuusuke Yajima é o mais problema e rebelde dos alunos da sala, tendo que ser o homem da casa, após seu pai ter fugido, deixando uma dívida para trás. Sua mãe e ele têm que agüentar a pressão das dividas, tendo seus bens leiloados e sendo surrado por gangues que quer o dinheiro emprestado para seu pai. Yuusuke, não vê futuro sem que haja esforço, desistindo da idéia de ir para uma faculdade.

Solução: Sakuragi dá uma nova chance ao Yuusuke, mostrando que burros não tem vez na sociedade, sempre sendo passado pra trás. Entrando em Toudai, Yuusuke, provará a sociedade que é inteligente e resolverá os problemas causados por seu pai.

Ogata Hideki

Problema: Visto em casa como um adolescente sem rumo, Ogata é de uma família classe média alta, que foi paparicado pela Mãe a vida inteira, enquanto seu pai o despreza por não ter um rumo.

Solução: Entrar em Toudai significa provar pra sua família, que ele tomou um rumo e que ele não é um adolescente sem rumo.

Ichiro Okuno

Problema: Sendo o irmão mais velho, Ichiro abriu mão de um futuro brilhante para o seu irmão gêmeo mais novo. Decidindo lutar por uma vaga em Toudai, gera uma briga em casa, aonde todos duvidam de sua inteligência.

Solução: Entrar na Toudai, ele terá brilho próprio e deixara de ser o filho renegado em casa.

Kobayashi Maki

Problema: Inveja da ex-amiga da escola que virou apresentadora e viaja pelo mundo. Deseja ser popular igual a sua ex-amiga que sempre a provoca mandando torpedos com fotos de suas viagens pelo mundo.

Solução: Ela quer entrar em Toudai e ser a garota mais desejada e famosa de toda Toudai.
Kosaka Yoshino

Problema: Namorada do Yuusuke e tem ciúmes da amiga de infância, Naomi.

Solução: A primeira vista é a única que não tem grandes ambições em entrar na Toudai.
Lição Quatro: Alunos problema conseguem entrar em Toudai?

Tendo apenas alunos problema em sua sala, Sakuragi é questionado pelos professores da escola, se será realmente capaz de tornar o possível o que é impossível. Alunos da pior escola do Japão entrar na melhor faculdade do Japão.

Eles conseguem? Bom, ai você precisa acompanhar a série, e irá acompanhar toda a garra deles e de Sakuragi em tornar o seu sonho possível.
Toudai – A Universidade de Tokyo

Não é de hoje que ouvimos falar no nome Toudai, o manga mais famoso em mostrar o sonho de entrar em Toudai, continua sendo Love Hina do Ken Akamatsu. Mas o que é Toudai? Por que a sociedade japonesa respeita tanto os alunos da Toudai? Essas são algumas respostas que iremos responder.

Toudai é a abreviação das palavras Tokyo Daigaku, Tokyo que usa os kanjis To (Leste) + Kyo (Capital) = Capital do Leste que combinados com Daigaku que utiliza os kanjis Dai (alto) + Gaku (escola) formam universidade. Assim Toudai significa a Universidade de Tokyo, ou numa tradução literal, A Universidade da Capital do Leste.

A Toudai é a maior universidade localizada em Tokyo, sendo que nos últimos dados publicados em 2007, a universidade contava com o número de 30.000 alunos, sendo destes 2.100 estrangeiros. A universidade é formada por 10 faculdades localizada em 5 campos: Hongō , Komaba, Kashiwa e Nagano.
Dados Históricos

A universidade foi formada na Era Meiji, mais precisamente em 1877. No começo, a universidade era formada por cursos que eram uma amalgama de conhecimentos na área de Direito, Ciências, Literatura e Medicina.

Nessa época, Toudai se chamava Universidade do Império, ou mais precisamente Teigoku Daigaku. Em 1886, a universidade mudou de nome para Tokyo Teikoku Daigaku, A universidade imperial de Tokyo, sendo que no ano seguinte, foi inserido o método de ensino do império.

A Toudai como nós conhecemos, só ficou conhecida assim em 1949, com o fim da Segunda Guerra Mundial, quando a universidade teve um recomeço, com a reconstrução do Japão pós-guerra.
Nos anos 50 até os 90, do século passado, a Toudai era conhecida por formar e desenvolver muito dos políticos dominantes do país, assim ajudando na elaboração de leis usadas no Japão até hoje.

Toudai e seus cursos

• Agricultura
• Artes e Ciências
• Ciências
• Ciências Farmacêuticas
• Direito
• Economia
• Educação
• Engenharia
• Letras
• Medicina

Pós-graduação

A Toudai conta hoje com mais de 15 escolas de pós-graduação, dos mais diferentes cursos.
Institutos de Pesquisa

• Biociências Moleculares e Celulares
• Ciência Médica
• Ciências Industriais
• Ciências Sociais
• Cultura Oriental
• Física de Estado Sólido
• Pesquisa de Raios Cósmicos
• Pesquisa de Terremotos
• Pesquisa Oceanográfica
• Centro Avançado de Pesquisa em Ciência e Tecnologia.
• Instituto Historiográfico
Toudai e a sociedade japonesa

O advogado Kenji Sakuragi deixa uma coisa bem clara no começo de Dragon Zakura, em que qualquer idiota pode passar na Toudai. E passar ou não passar na Toudai, significa apenas que você é inteligente o suficiente para entender as leis que guiam à sociedade, caso contrário, você será apenas um escravo dessa sociedade.

Agora porque essa admiração sobre Toudai? Por que foram criadas lendas como um casal seria feliz para sempre se entrassem juntos em Toudai? Trazendo para o nosso repertório brasileiro, podemos ver algo em proporção bem menor, em universidades públicas brasileiras, como a USP em São Paulo. Entrar na USP significa que você é inteligente, independente se você escolheu um curso fácil ou não para passar no vestibular.

O nível de admiração aos formandos da Toudai é muito maior que isso, gerando lendas como todo garoto que entra em Toudai é desejado pelas garotas. Toda garota que entra em Toudai, pode escolher com quem deseja namorar.

Todos esses fatos isolados entre si, geraram um contexto criativo, utilizado como base de realidades ainda mais deturpadas em mangas como Love Hina e Dragon Zakura.
Métodos de estudos do Kenji Sakuragi

Dragon Zakura veio com uma forma de ensino diferenciada, que mesmo parecendo ficção, por se tratar de um manga adaptado como dorama, elas funcionam. Digo isso com 100% de certeza, justamente porque testei quase todas elas, e como experiência pessoal, foi muito mais fácil estudar assim do que pelo método tradicional.

Para adaptar os alunos da colégio Ryuuzan da vida de preguiçosos que tinha, a vida de grandes estudantes aptos a entrar na maior e melhor faculdade do país, o advogado Kenji Sakuragi sabe de uma coisa. Terá que começar com uma boa base, desde o ensino fundamental, até o material do Ensino Médio.

Outro dado importante ressaltar, que ele adapta a alimentação dos alunos, e pede para eles dormirem na escola por 10 dias, para potencializar as 16 horas de estudo diariamente, como também administrar quantas horas o aluno deve dormir e que horas este deve acordar. Kenji faz uma total reeducação em seus alunos, para assim ensinar como realmente chegar perto do sonho de Toudai.
A corrida das fórmulas

Quem imaginaria que correr com amigos, conseguiria obter estudo de alguma maneira? Para Kenji Sakuragi, começar o dia com uma corrida, aonde seu amigo da frente coloque uma lista de formulas nas costas, assim formando uma fileira e gritando em voz alta as formulas de matemática e física, gera um melhor desempenho na memorização dos alunos.
Ping Pong da matemática

Alguém já brincou de simular um ping pong virtual, totalmente criado na sua imaginação, contra um amigo? Ping Pong da matemática pode ser jogado com quantas pessoas for desejável, sendo de preferência com duas. O objetivo é criar números para serem calculados e jogar a bolinha virtual ao rival que deve fazer a conta e responder, rebatendo com outra conta para ser feita.
Praticando regularmente, seu pensamento fica cada vez mais rápido, assim transformando a pessoa numa calculadora humana.
A árvore da mente

A árvore da mente é um dos conceitos mais interessantes de como decorar grandes conteúdos e usar palavras chaves para memorizar esse texto. Vou utilizar o mesmo exemplo que o Kenji-sensei usou para ensinar os alunos.

Você desenha uma árvore e no centro dela coloca o assunto que irá explorar com as palavras-chaves. Nesse caso, França, cada galho, raminificação, você deve escrever palavras-chaves de textos que você leu e está estudando sobre aquele assunto como: Revolução Francesa, Napoleão, Revolução Industrial e etc. O método gera uma memorização e uma assimilação muito maior, segundo Kenji, o cérebro é dividido em esquerdo e direito, sendo que o esquerdo irá memorizar os desenhos dessa árvore e o lado direito, irá memorizar essas palavras-chaves.
A família

Um dos alicerces para seu estudo é a família, se ela não te apóia que não te atrapalhe. Kenji chama os pais dos alunos da sala especial e pede para os incentivar ou ao menos, de ver seus filhos como perdedores, assim contribuindo para os sonhos de seus filhos.
Associação de palavras

Para decorar uma porção de palavras, a melhor forma é associar elas entre si formando uma frase.

Decorando dessa maneira, as chances de você decorar mais que s palavras ou desenhos de forma isolada, são maiores.
A literatura e os mangás

Nesse caso não funciona no Brasil, mas o professor de literatura, ensina a sala que a literatura é prazerosa, porque os japoneses não tinham televisão naquela época. É isso mesmo o que você pensou, o professor diz na cara dura, que os japoneses faziam muito sexo antigamente, por isso os livros são importantes de se ler.

A questão é que o professor recomenda ler adaptações de livros em mangas, infelizmente no Brasil, não temos adaptações em quadrinhos de obras da literatura. Se servir de consolação, existem adaptações na forma de seriados e filmes, mas infelizmente eles não são tão fieis assim a obra original. Por isso, se possível, leia o livro.

Crítica | Atashinchi no Danshi

Estreando na faixa das 21 horas das terças-feiras da Fuji TV, Atashinchi no Danshi, veio para ocupar o lugar de Mei-chan no Shitsuji que havia aberto a temporada 2009 dos doramas. Será que iria ser um novo sucesso?

Atashinchi no Danshi é baseado no mangá de mesmo nome publicado pela Shueisha na antologia Bessatsu Margaret (também chamada de Betsuma), a mesma de títulos como Lovely Complex, Itazura na Kiss, e da adaptação em anime dessa temporada Kimi no Todoke.

Tendo Muto Shogo nos roteiros, Atashinchi no Danshi é um dos grandes destaques de 2009. Quer saber quem é ele? A pessoa que está por trás de doramas como Hanazakari no Kimitachi (conhecido também por Hanakimi), Densha Otoko, Shibatora e Celeb to Binbo Taro. Nos cinemas, em seu currículo tem uma das melhores adaptações em mangá nas telonas com Crows ZERO em 2007 e Crows ZERO II em 2009.
Como diretor, temos Matsuda Hidetomo que volta a produção como Muto Shogo que já havia trabalhado em parceria com Hanazakari no Kimitachi e e Celeb to Binbo Taro.

No elenco, temos também o retorno de Horikita Maki que participou em Densha Otoko, como irmã do protagonista, veio ganhando status e se destacando como protagonista em Kurosagi, Teppan Shoujo Akane!!, Hanazakari no Kimitachi, e esse ano de 2009, veio de forma triunfal em Atashinchi no Danshi. Lembrando que ela já está escalada para o dorama Wagaya no Rekishi em 2010 para Fuji TV.

Isso que nem falamos de todo o elenco, mas com tantos nomes assim na produção, Atashinchi no Danshi era sinônimo de um sucesso.
A história

Mineta Chisato (Horikita Maki) é uma garota nada normal. Disfarçar de mendiga, Chisato é uma garota perseguida por agiotas por ter que pagar as dívidas que seu pai deixou.

Um dia, sendo descoberta dentro de um Cyber Café, Chisato foge e é salva pelo milionário Okura Shinzo (Kusakari Masao). Ele aceita pagar a dívida de um milhão de ienes, caso ela aceitar casar com ele. Além disso, Shinzo está apenas com um mês de vida e Chisato teria que cuidar dele apenas por esse período.
Ela descobre que Shinzo era um cientista que fez fortuna criando sua empresa de brinquedos, a Miracle. Mesmo não sendo um pai exemplar, ele inventava sempre objetos que ele acreditava que poderia reunir seus filhos.
Chisato com contrato acertado, passa tempo com Shinzo aprendendo um pouco sobre a Miracle. O tempo passa, e encontramos Chisato num dirigível, jogando as cinzas pela cidade. Num dirigível com diversos números, acaba chamando atenção dos seis filhos de Shinzo que partem de diferentes lugares da cidade, para a sua antiga mansão e lar de Chisato.
Um novo contrato

Chegando na mansão, Chisato é informada pela funcionária Koganei Kyoko que o acordo assinado com Shinzo não era bem o que ele disse. Chisato assinou sem ler que ela teria que cuidar dos seis filhos dele por três meses naquela mansão. Kyoko trabalha na Miracle e cuida dos processos legais do Shinzo e irá monitorar Chisato e informar todas as etapas do contrato que ela assinou com seu “marido”.
Assim, Chisato terá que fazer o impossível e conseguir juntar os seis filhos de Shinzo por 3 meses debaixo do mesmo teto. Assim ela conhece o Okura Takeru (Okada Yoshinori) que usa roubas de gangues de motoqueiros, Okura Sho (Mikai Osamu) que está interessado na suposta grana que Chisato vai ganhar ao reunir os 6 irmãos, Okura Masaru (Yamamoto Yusuke) que é um modelo bem sucedido, mas tem medo de mulher, Okura Satoru (Seto Koji) que não sai de jeito nenhum de seu quarto e por fim o pequeno Okura Akira (Okayama Tomoki) que é um garoto nerd, mal humorado e que não gosta nada da Chisato. O único filho que Chisato não conhece é o Okura Fuu (Kaname Jun) que continua morando fora da mansão, aonde tem diversas namoradas e não aceita o pai.
Chisato descobre que todos foram adotados pelo Shinzo para serem substitutos na Miracle, mas a cada falha, Shinzo adotava outra criança. Assim os seis filhos de Shinzo, que são bem diferentes entre si, não aceitam bem ele como seu pai.

Será que a Chisato vai conseguir reunir os irmãos na mansão? E ai que começa a graça da série, já que não vai ser fácil reunir todos. Chisato é uma líder nata, sempre reunindo mendigos, ou funcionários do Cyber Café, mas será que ela teria o mesmo êxito com seis garotos mimados.
Reunir todos na mesa do jantar

Tentando obter êxito no contrato do Shinzo, para não receber a divida de 1 milhão de volta, Chisato toma uma atitude drástica contra Satoru, congelando o quarto dele e o expulsando de seu quarto.

E é assim que ela conquista com sua atitude, a atenção de Takeru e de Akira. Porém, nada se compara com Masaru que tem medo de mulheres, mas decide encarar esse medo e se apaixona por sua “madrasta”.
Porém, Masaru não é só o único que se apaixona pela Chisato, sendo seguido de Takeru e o Sho. Detalhe especial que Takeru e Sho por chegarem na casa na mesma época se tornaram grandes amigos e quando Sho abandonou a casa virou pivô de uma briga com Takeru.

O último a voltar para casa é Fuu que aceita voltar para casa, se Chisato aceitar passar por sua namorada. Assim no dia seguinte, ela precisa encarar mais de 100 mulheres que eram “namoradas” do Fuu. Nesse episódio em especial temos a participação do personagem Hard Gay, que se passa por uma das “namoradas” do Fuu e que entra na série zoando os irmãos e até fazendo referências a Kamen Rider Decade.
Logicamente que cada missão cumprida pela Chisato dará uma pista aonde está a herança de Shinzo, além de revelar coisas bombásticas como Fuu ser filho verdadeiro dele numa relação extra conjugal. Agora, será que os funcionários da Miracle querem que Chisato e os seis filhos assumam a empresa? E será que eles também não estão atrás da herança de Shinzo?

O carisma de todos os atores e principalmente da Horikita Maki é o que torna essa série tão divertida de assistir. Porém é fácil de perceber, caso tenha assistido Hanazakari no Kimitachi, bastantes influências na adaptação de uma série na outra. Isso sendo bem justificado pela produção e a escolha da atriz como protagonista.

Crítica | Nobuta Wo Produce

Quem já não quis ser popular?

Shuji Kiritani é o aluno mais popular da sala de sua escola, sempre trabalhando para não perder esse posto, ele almoça todos os dias com a linda Mariko Uehara, também bastante popular na escolar. Juntos, eles formam o casal perfeito da escola, assim contribuindo com a idéia do Shuji em ser popular.

Akira Kusano é um cara estranho, um excêntrico, mas só com ele que Shuji pode mostrar o seu lado verdadeiro. Akira também foge de sua verdadeira vida, mas sua forma de esconder isso é com bastante humor e a pose que ele faz com os dedos, falando “kon” depois.

Um dia, surge a misteriosa Nobuko Kotani, que se torna uma atração da sala, por ser extremamente tímida e não ter confiança nas pessoas. Kozue Bando e seu grupo de garotas quer ao todo custo destruir o estilo de Nobuko. As maldades são diversas, desde escrever “maldição” no uniforme, a molhar ela no banheiro, ou até escrever que ela irá morrer na carteira dela na sala de aula.

Shuji e Akira decidem que isso não ira acontecer mais com Nobuko, assim criando um projeto de transformar ela na aluna mais popular da escola. Akira procura um apelido pra Nobuko, assim nas suas brincadeiras, batizando ela de Nobuta (porco em japonês). Nobuko gosta do nome, assim começando o Projeto Nobuta.
Uma das mudanças mais drásticas e com muita relutância da Nobuta é sobre o corte de cabelo. Nobuta não tem amigos, por isso usa o mesmo corte de cabelo de sua boneca. Shuji e Akira cortam o cabelo da boneca, assim conseguindo convencer a troca de visual da Nobuta.

Depois do corte de cabelo, os dois compram as roupas mais chiques pra ela, com o cartão de credito do Akira. Tudo isso, porque o uniforme de Nobuta estava pichado com a palavra “maldição” e eles conseguem aprovar da escola que ela fosse com suas roupas normais. Nobuta vai linda para a escola se tornando bastante popular na escola, fazendo outras garotas aparecem com a roupa manchada, assim causando bastante confusão na escola.

Outra atitude de tornar Nobuta popular é tornar ela usuária da livraria do Koyoku. Uma livraria diferente, apenas as pessoas lindas de coração podem entrar nessa livraria. Uma das que conseguiram é a Mariko, ajudando na sua popularidade na escola. Nobuta tem livre acesso na livraria, a utilizando até como forma de fuga, quando arranja briga com as garotas da sala.

Uma pessoa que sempre apóia Nobuta, Shuji e Akira é a vice diretora, Catherine. Ela sempre aparece misteriosamente e numa das vezes entrega pro Shuji e pra Nobuta, duas mãos de macaco que podem realizar três desejos.

Mariko começa a desconfiar que Shuji gosta de Nobuta, por isso muito do que eles conversam, acabam resultando no visual ou na maneira de agir da Nobuta.
Nobuta Power!

Akira cria a frase de transformação “Nobuta Power!”, alegando que fazendo a pose de transformação, a pessoa ficara mais confiante para tudo. Nobuta logo adere a frase, revelando o quanto é inocente em relação às pessoas.

Uma das coisas que Shuji percebe com o tempo, que não podemos mudar só visualmente a pessoa, mas a forma de pensar também. Ele descobre que um dos seus amigos da sala gosta da Nobuta, assim arranjando um encontro em duas duplas.

Shuji convida Mariko pra sair em dupla com Nobuta e Makoto. No passeio, Mariko descobre sem falar nada que a comida que Nobuta levava foi feita pelo Shuji, assim cada vez levantando mais suspeitas com a relação que os dois tinha, até citando pro Shuji que ele parecia pai da Nobuta.
Makoto e Nobuta se separam da outra dupla indo para um aquário, Akira que descobre estar apaixonado por Nobuta, segue os dois. Um senhor bêbado cai e Nobuta vai o ajudar, Makoto acha nojento, enquanto Akira surge e chama a ambulância, indo junto com Nobuta.
A primeira amiga de Nobuta

Surge Kazumi Aoi que faz amizade com Nobuta revelando ser neta do senhor bêbado que Nobuta ajudou outro dia. A amizade das duas atrapalha Shuji e Akira que decidem temporariamente interromper o projeto de tornar Nobuta popular.
Nobuta decide participar no clube de vídeo, assim se tornando apresentadora do programa do intervalo, aonde os alunos e professores almoçam e ela prova a comida de todo mundo dizendo se está bom ou não.
Não é difícil dizer que a partir desse instante Nobuta vira popular, mesmo Shuji e Akira não percebendo isso. Toda a escola vibra com o estilo de apresentar da Nobuta, assim ela sendo reconhecida em qualquer lugar.
A máscara de Shuji cai

Um dos momentos finais da série é quando Makoto é espancado por alunos da escola rival, Shuji não o reconhece e passa reto. No dia seguinte, todos da escola estão contra Shuji, assim ele ficando totalmente sem amigos e perdendo a imagem de popular. Quieto no canto, apenas podendo conversar com Akira e Nobuta, o papel se inverteu.

Todos descobrem que Shuji apenas ajudava alguns pra ter sua imagem de popular na escola. Além disso, ele dispensa Mariko, ao dizer que nunca amou ninguém e que realmente a usou para manter-se popular.

Em seguida, ainda temos alguém invejoso com Nobuta, assim escrevendo em cantos sobre o suposto namoro dela com Shuji. Isso sem mencionar, as fotos de um abraço que Nobuta deu em Shuji, que foi parar no armário de Akira, que não aceita perder Nobuta para seu amigo.

O que vemos daqui pra frente é totalmente a desconstrução do que foi o Projeto Nobuta que dá ainda a cartada final quando Shuji descobre quem está atrás de tudo isso e quais são as razões dessa pessoa por querer destruir Nobuta.

Enquanto isso, o pai de Akira volta para o Japão e os dois voltam a brigar por causa da sucessão da firma. Akira não aceita que seu destino tem estar traçado e não criar o seu próprio destino.
O final da série? Bom, vou deixar esse gosto pra quando assistem a série. Nobuta wo produce tem um final bem amarrado e até inesperado. Muitas das questões serão respondidas.
Seishun Amigo – tema de Nobuta. Wo produce

Kazuya Kamenashi, o Shuji e o Tomohisa Yamashita, o Akira, são cantores bastante populares no Japão. Kazuya faz parte na banda Kat-Tun, já comentado na Neo tokyo nº 9, enquanto Tomohisa Yamashita faz parte da banda NewS. Os dois formaram a dupla Shuji to Akira, lançaram o single Seishun amigo, musica tema da série.

O sucesso foi totalmente inesperado, chegando a ser o single mais vendido da Oricon por trinta e quatro semanas seguidas, tornando-se o single mais vendido do ano de 2005. A música ultrapassou barreiras e chegou a entrar no TOP 100 de músicas mais ouvidas na Dinamarca.

Elenco estelar

Nobuta/Kotani Nobuko foi interpretada pela Horikita Maki. Para quem assistiu a série Densha Otoko é uma velha conhecida, já que lá ela era irmã do próprio Densha. Entre os vários sucessos, ela também fez Kurosagi no qual reencontrou o ator Tomohisa Yamashita, um ano depois da série Nobuta Wo produce.

Kazuya Kamenashi que é uma verdadeira estrela nipônica, fazendo diversos comerciais, videoclipes e não parando de fazer novelas, tem até revista própria no Japão, a Kazuya Club. Fez diversos sucessos no Japão, podendo destacar Gokusen 2, Sapuri e Yuuki. Ele é o K da boy band Kat-Tun.

Tomohisa Yamashita dos três, ele quem fez mais séries de sucesso, podendo destacar Stand up!, Dragon Zakura e mais recentemente Byakkotai.

Entre o elenco secundário, podemos destacar a Mariko Ueraha, que foi interpretada pela Erika Toda, que fez recentemente o filme Death Note.

Prêmios

Nobuta. Wo Produce foi uma adaptação livre do manga Wallflower que também virou um anime recentemente. O sucesso dessa adaptação em forma de dorama fez ela ser indicada pra diversas categorias no Japão no 47th Television Acadamy Awards. Destaque para melhor drama, melhor script, melhor ator (Kazuya Kamenashi), melhor atriz (Horikita Maki), melhor música e melhor diretor.

Crítica | Majo no jouken


Até onde deve ir uma relação entre aluno e professor?

Falar de Majo no Jouken é também falar de todo um período que muitas mulheres viveram no século passado. No Japão e como muitas partes do mundo, muitas vezes as mulheres não têm o livre arbítrio sobre sua própria vida, tendo que abrir mão de sua carreira em troca de um casamento “feliz”.

Será que nós devemos guiar pela razão ou pela emoção? Viver um grande sonho de liberdade ou continua a vida sem sal que você conquistou? É assim que conhecemos a jovem professora Michi Hirose, que se encontra numa difícil decisão de sua vida, o casamento. Masaru Kitai propôs a Michi, pois namoravam o tempo suficiente para se casar, no entanto fica óbvio a primeiro momento que esse relacionamento para Michi foi construído apenas como uma forma de proteção para não ficar sozinha, sendo totalmente desvirtuado por Masaru que anseia ver amor nos olhos dela.

Interpretada pela Nanako Matsushima (de GTO e Hana Yori Dango), Michi é uma professora de álgebra totalmente sofrida na situação que se encontra. Ela abraçou sua profissão por pressão de seu pai, como também conseguiu esse emprego por indicação dele, mas ela não é nem um pouco respeitada por sua sala de aula ou pelos outros professores da escola em que trabalha. Será que o casamento com Masaru seria uma válvula de escape dessa realidade que ela tanto renega? Michi sabe que não, por viver esse exemplo em casa, aonde sua mãe, Motoko Hirose, é totalmente submissa ao seu próprio pai, Kenichi Hirose.

O estranho grito de liberdade de Michi acontece de forma totalmente inesperada. Atropelada por um estranho adolescente e sua moto, ela derruba o anel de noivado o perdendo. O garoto o encontra e Michi ao olhar pra ele, ela sente uma estranha atração pela liberdade daquele jovem e o inveja, ignorando um sentimento muito mais importante que ela despertou ali.

Sendo destino ou não, no dia seguinte, a professora Michi descobre que tem um novo aluno na sala. Ela acaba se surpreendendo ao ver que era o mesmo garoto do dia anterior, descobrindo que seu nome é Hikaru Kurosawa. Seu pré julgamento sobre ser um garoto problema se confirma, ao perceber que ele muda de escolas por arranjar confusão, além disso não precisa passar na escola, por sua mãe fazer altas doações na instituição que o aceitar.
Guiada pelo coração, Michi reflete sobre a condição do jovem Hikaru, não aceitando ser apenas mais uma professora passiva que deixa sua formação de lado, por causa do dinheiro falar mais alto. A pergunta que fica é até onde um professor pode entrar na vida de um aluno? Aqui como no caso de GTO e Gokusen, vemos que no Japão, os professores são muito mais responsáveis pelos seus alunos do que em outros países, mesmo fora do ambiente de escola, os professores ainda continuam sendo professores, tendo que ajudar e repreender se necessário os seus alunos.
Por um lado, Michi está em dúvida sobre seus reais sentimentos deste jovem aluno, por outro lado Hikaru nunca esteve em dúvida do que sente por sua professora. Alias, chega a ser uma ironia ele a chamar de “sensei”, sendo que desde sempre Hikaru a veja como uma mulher. Não perdendo a oportunidade, ele a convida a ir numa praia próxima, num dia que tudo deu errado para Michi, assim conquistando aos poucos sua amizade, ao mostrar como é boa a sensação de liberdade.
Um diferencial bastante importante para quem nota nos pequenos detalhes entre os personagens, é a maneira que é demonstrada a confusão de sentimentos simbologicamente com o anel de noivado dado por Masaru. Toda vez que Michi se sente insegura e sem futuro pré determinado, ela coloca o anel dado por Masaru, criando essa falsa sensação.

Agora, uma pergunta é que fica logo quando se começa a assistir a série é se eles vão revelar seus reais sentimentos um para outro? A resposta é obvia que será um sim, além de que não irá ficar apenas em leves beijos. Michi encontra em Hikaru, toda a coragem que gostaria de ter, mas também descobre que o garoto foge de sua vida, por ser controlada por sua mãe. Ambos sofrem por não poder viver o que realmente desejam e encontram na praia que Hikaru a leva sempre, uma forma de viver por pouco tempo o sentido da liberdade.
Um crime ou uma história de amor?

É uma questão bem delicada por parte do telespectador, já que é obvio que no momento que se desenvolve um seriado com esse teor polêmico, a série teria que que dar uma romanceada para cair nas graças do público. O roteiro de Majo no Jouken ficou a cargo de Kazuhiro Yukawa, o mesmo da série Great Teacher Onizuka, que conseguiu criar uma atmosfera bastante dramática.
Um dos momentos auge da história, simplesmente é quando Michi e Hikaru tomam chuva e decidem se secar na escola de madrugada. No silêncio da escola, no meio de prateleiras cheio de livros, ambos tem sua noite de amor.

O caso dos dois acaba sendo descoberto por sua sala, graças a sinais de gentileza um com o outro e principalmente por Michi ter ido trabalhar com a mesma roupa do dia anterior. O escândalo para não se tornar maior, faz com que ela seja convidada a se retirar da escola, por motivos de “casamento”.

O escândalo também acaba atingindo em cheio a sua própria casa, aonde sua mãe entende porque ela busca isso e vê em sua filha, algo que ela não conseguiu lutar no passado. Já o pai de Michi, quer explicações por sua infantilidade e escreve uma carta de demissão da filha como também a entrega para a escola.

Michi depois desse dia, tem uma posição séria sobre seu relacionamento com Masaru, assim devolvendo o anel de noivado. Além disso, Hikaru compra dois anéis de namorado, para os dois serem “invisíveis” para o resto da sociedade.

A escola decide fazer um pronunciamento sem que Michi saiba sobre o desligamento dela da escola. Ao saber como todos, Michi precisa subir ao palco para se dispensar do cargo de professora, no entanto ela toma uma decisão para lá de ousada em revelar a todos ali presentes a verdade. Em alto e bom som, ela fala que nunca quis deixar o cargo de professora, mas que não entende como as pessoas almejam que ela tome essa posição, por amar Hikaru Kurosawa, um aluno da escola. Tirada a força do palanque, Michi ainda grita que ama o Hikaru, tornando público o boato que já rondava a escola.

A baixa de Michi na escola também tem influência da mãe de Hikaru, Kyoko Kurasawa. Mãe super protetora e não desejando que seu filho desvie do caminho de se formar um médico, para assim assumir o hospital da família.

Porém, contudo, entretanto, não se enganem que a história seja apenas o relacionamento polêmico entre uma professora e um aluno. O desenvolvimento da série abre diversos plots de personagens secundários que também tem problemas na sociedade atual. Temos um pai bêbado que desconta na filha o seu fracasso como empregado e até segredos entre os pais de Michi que em suas brigas constantes, acabamos descobrindo e formando uma história à parte. Até, Kyoko tem uma história de amor sofrido, assim justificando a sua personagem numa vilã da série.
Sem dar mais delongas, Michi sempre confiou em sua melhor amiga, a Kiriko Uda. Ela quem apresentou Masaru a Michi, como também preferiu guardar pra si a atração que sentia por Masaru, seu companheiro de empresa. Kiriko também se torna uma pedra no sapato de Michi, por fazer de bobo aquele que ela amou. Muitas vezes, Kiriko ira deixar na mão a amiga, como também revelara suas verdadeiras intenções a Masaru.
A fuga

Michi e Hikaru se esbarram na escola, quando ela visita para ver papeladas sobre seu desligamente da instituição. Ambos decidem tomar uma situação drástica em fugir da sociedade que os condena. Os dois de mãos dadas correm pelos corredores da escola e caem pelo mundo, sendo vistos pela Kyoko que também estava na escola.

A fuga dos dois por uma liberdade é difícil não comparar a mesma sensação de assistir filme Thelma e Louise. Será que eles conseguirão ser felizes juntos fora dali? É uma coisa que sé vendo o dorama mesmo.
Um elenco estelar

A professora Michi Hirose, foi interpretada pela divina Nanako Matsushima. Considerada como uma das atrizes mais bem pagas do mercado publicitário japonês, tendo um cachê por volta de 80 milhões de ienes, a atriz nunca entrou num fracasso desde a série GTO, em 1998. O papel dessa série foi recusado por diversas atrizes e ela aceitou de forma arriscada interpretar a polêmica professora Michi. Ela é casada com o Takashi Sorimachi, o Onizuka de GTO, com quem têm uma filha. Nanako é assessorada pela agência Seventh Avenue. No Brasil a conhecemos pelo filme RINGU – O chamado (a versão original de O Chamado).

O papel do aluno ficou nas mãos de Hideaki Takizawa, que alguns anos depois entraria no mercado de jpop com o nome Tackey, da dupla “Tackey & Tsubasa”. Entre as curiosidades que tem sobre o Tackey, é que ele começou sendo dançarino de palco do grupo Kinki Kids. Ele é assessorado pela agência Johnny & Associates, que tem bastante reputação com boy bands, tendo entre destaques: Arashi, V6, Kat-tun, NewS e Smap.

Entre os papeis secundários, devemos citar a Shirakawa Yumi, que fez a Motoko Hirose, mãe da Michi. Ela também fez GTO, sendo a diretora Sakurai Akira, além de outros doramas bastante populares.

First Love – a música tema

Utada Hikaru teve um verdadeiro boom no final dos anos 90, sendo chamada de “britney spears japonesa”. Muitas pessoas no mundo inteiro tiveram contato com a cantora por causa dessa música que chegou a tocar nas rádios brasileiras.

First Love é uma canção perfeita para a série Majo no Jouken, não apenas por se tratar de um primeiro amor adolescente, mas ir muito mais além, revelando sentimentos que se tornam únicos no seu primeiro amor. O álbum tornou-se o mais vendido, ganhando diversos prêmios no Japão, além disso, entrando para música tema do polêmico seriado. Quando se fala de Utada Hikaru, fala-se do inicio de carreira dela com a “era First Love”.

Como foi comentado, First Love chegou nas rádios brasileiras, pela rádio “Antena 1”. Tendo um perfil de músicas dos anos 70 e 80, para agradar um público na faixa de 30 a 50 anos, a rádio surpreendeu todo mundo quando tocou uma música japonesa em sua programação.

Crítica | GTO


Possivelmente vocês já ouviram falar do manga do manga de GTO e do anime, mas a menos famosa das três é uma das melhores adaptações no segmento de novelas no Japão. Exibido entre os meses de julho a setembro de 1998 no Japão foi uma das séries mais vistas por lá, chegando a ter 35,7% de audiência. (sendo que um seriado para ser considerado sucesso precisa apenas passar dos 20%, uma marca bastante difícil de ser ultrapassada).

Constituída de 12 episódios, mais um especial e um filme, a série GTO foi exibida na TV FUJI. Mangá criado por Tohru Fujisawa foi adaptado para o dorama por Yukawa Kazuhiko, que também escreveria posteriormente o dorama Majo no Jouken, que tem alguns atores da mesma equipe de GTO. A direção do programa ficou por conta do Masayuki Suzuki que ficou bastante famoso com o dorama Long Vacation. No elenco, temos a estrela Takashi Sorimachi, que além de interpretar o protagonista Eikichi Onizuka, ele canta o tema de abertura “Poison”. Para a doce professora Fuyutsuki Azusa, temos a incrível Matsushima Nanako, que segundo a mídia especializada japonesa, aonde ela aparece é sinal que o seriado será um sucesso. Já comentamos dela aqui, por ela ser a jornalista do filme Ring, que posteriormente no remake seu papel seria imortalizado pela atriz Naomi Watts, na versão americana, como também na atuação dela nos doramas Gokusen, Hana Yori Dango e Majo no Jouken, feitos posteriormente a GTO.
Na série, sabemos que Onizuka pertence a uma gangue de motoqueiros e que fez uma faculdade de terceira, por isso só conseguiu empregos baixos como limpador de janelas, nunca se tornando um professor, como era o seu real sonho. Quando surge a chance de virar um verdadeiro professor, ele agarra com unhas e dentes.
O vice-diretor Uchiyamada Hiroshi considera Onizuka, um perdedor completo, após fazer entrevista de emprego. Numa demonstração de bravura ao salvar dois alunos de uma expulsão, a diretora Sakurai Akira faz uma aposta com o vice-diretor, em que qualquer passo errado do Onizuka, este mesmo irá se demitir.

A professora de inglês Azusa, ao ver as dificuldades do Onizuka, decide ajudar, mas ao ver que ele tem umas recaídas pervertidas, sempre briga com ele. Além disso, Onizuka enfrenta um dilema maior, a sala não o aceita como professor, sendo a sala mais perigosa da escola.

Para difamar o professor, uma das coisas que os alunos aprontam é uma montagem em que o professor aparece nu com duas moças, sendo chicoteado, assim espalhando essa foto em forma de um pôster por toda a escola. O vice-diretor se enfurece com Onizuka, sendo um de tantos motivos para demitir, mas por fim tudo é desmascarado. Onizuka chega até a pedir ao autor da montagem, que fizesse uma montagem nua da professora Azusa, para fins particulares.
Onizuka enfrentaria uma crise ainda maior, quando a sala se junta e decide não freqüentar as aulas dele, até ele ser demitido. Assim, todos os dias, eles trocam a sala de aula para ir num karaokê próximo. Neste caso, o diretor da um prazo até as férias, para Onizuka conseguir trazer as coisas ao normal de novo.

Ele não ira desistir do sonho de ser um professor, ou melhor um Great Teacher, assim tentando conquistar aluno por aluno. Mesmo com chantagens por parte dos alunos, como uma das alunas ficar de calcinha e sutiã na casa do professor e tirarem fotos pra o difamar, ele sempre resolve sozinho ou acionando a gangue dele.

Independente disso, ele também encoraja diversos alunos a seguirem seu próprio caminho, assim fazendo a jovem Nomura Tomoko a sair da sombra de sua melhor amiga. Ela ganha estilo próprio e até se tornando uma grande atriz, assim deixando a escola para ir numa especializada no segmento.
A série torna mais densa, quando Onizuka para proteger dois alunos seus, bate nos alunos de uma escola rival, não tendo outra alternativa, o caso torna principal notícia da mídia japonesa. Por causa do aluno ter o pai na área da educação, a escola é vendida para a escola rival, para esta ser demolida, enquanto os alunos serão absorvidos pela outra escola. Como a outra escola realmente é melhor, a associação de pais e mestres não questiona, assim desejando apenas o afastamento de Onizuka do cargo de professor.

A serem informados que serão demitidos, todos os professores seguem seu caminho, sem estimulo de lutarem por seus empregos. Azusa que depois de ver uma amiga que virou aeromoça e enquanto ela seguiu o sonho de seu pai, decide largar a profissão de professora.

Numa tentativa vista como desesperada, Onizuka entra na escola com seus alunos, assim sendo divulgado para todos os cantos do Japão que ele seqüestrou os próprios. Um jornalista entra na escola para mostrar ao vivo o seqüestro e se depara com Onizuka vendo um vídeo que a ex-aluna Nomura Tomoko havia enviado para a classe, assim percebendo que nunca houve seqüestro nenhum. Todos os professores depois de uma reunião com a professora Azusa, decidem lutar e se transformar em Great Teacher.

#SPOILER#

O seriado encerra, sendo revelado que tudo não passava de um processo de corrupção dentro do sistema educacional, assim voltando ao normal. A diretora Sakurai Akira decide abrir mão do seu cargo, assim fazendo Uchiyamada Hiroshi assumir o cargo que tanto almejava.

Onizuka que até então flertava com Azusa, faz ela abandonar a profissão de aeromoça e ambos terminam numa noite amor. Diga-se de passagem, a primeira noite de amor dele, assim encerrando a série.


O especial começa com Onizuka se tornando extremamente famoso, assim indo trabalhar numa escola só de garotas, aonde conhecemos a irmã gêmea e também diretor de Sakurai Akira, a Sakura Akira. Essa escola torna-se um sonho de consumo para Onizuka, mas graças a uma péssima recepção das alunas por o outro professor estar se casando, assim abrindo mão do cargo, ele precisa enfrentar tudo de novo. Nesse especial, também conhecemos o pai da professora Azusa, e tendo Onizuka pedir a todo custo, a aprovação dele para se casar com sua filha.

O filme viria em 1999, no qual Onizuka vai para uma cidade de interior. Uma cidade falida por um parque de diversões que não deu certo, todos ali não sentem mais prazer pela vida. Onizuka enfrenta uma difícil missão, além disso, uma jornalista o confunde com um membro da gangue dele que foi preso há alguns anos atrás, assim o caçando a todo custo. Onizuka chega a mostrar uma camisinha com o número 2, fazendo alusão o quanto foi especial à noite de amor com Azusa, no seriado.
Após o seriado

Takashi Eikichi e Matsushima Nanako, respectivamente os professores Onizuka e Azusa começaram a namorar depois do seriado. Eles se casarão em 2001, fazendo um anúncio para jornalistas. Atualmente ambos tem uma linda filha.

Takashi ainda seguiu carreira de cantor e ator, vendendo relativamente bem o single Poison da série Great Teacher Onizuka. Um fato curioso é que o anime do GTO, muitas das expressões faciais do personagem Onizuka foram baseadas nas expressões que o ator fez no dorama.

Matsushima Nanako no ano seguinte a GTO, fez a professora Michi da série Majo no Jouken, no qual ela se apaixona pelo aluno Hikaru Kurosawa. Aqui ela faz uma professora de matemática e a temática do seriado é drama. Além do roteirista ser o mesmo, aqui a atriz Shirakawa Yumi que fez a diretora Sakurai Akira, interpreta a mãe da Michi.

Takashi também foi garoto propaganda da Toyota após o seriado. Assim podendo ser visto diversas campanhas que ele estrelou no Japão ao lado dos carros da Toyota daquela época.

Um dos atores que deu mais certo no mercado de doramas foi Oguri Shin que interpretou Yoshikawa Noboru em GTO. Entre as series que ele atuou, podemos destacar Summer Snow, Densha Otoko, Gokusen, Hana Yori Dango 1 e 2, Detective Conan e atualmente está gravando Tokyo DOGS.

Crítica | Sora Kara Furu Ichioku no Hoshi

Conhecida também como One Million Stars Falling from the Sky, essa produção lançada em 2002 é uma verdadeira caixa de surpresas. Tendo no elenco, o ator e cantor Takuya Kimura, a série dá a falsa sensação que conheceremos mais um dorama água com açúcar, porém não é bem isso que acontece aqui.

Produzida pela TV FUJI, a série Sora Kara Furu Ichioku no Hoshi é uma série que deve ser curtida aos poucos. Com um gostinho de livros da rainha do crime, Agatha Christie, essa série lembra muito o livro Cai o pano, o último caso do detetive Hercule Poirot. Você gosta de suspense? Assista Sora Kara Furu Ichioku no Hoshi, dificilmente você achará um dorama com desafio igual a esse.

Para fãs de doramas, essa série é assinada pela Eriko Kitagawa, que escreveu as excelentes Beautiful Life e Long Vacation. Foi justamente ela, que lançou Takuya Kimura, com o dorama Asunaro Hakusho, no papel do universitário Osamu. Esse papel se tornou ícone justamente pela fala “Eu não sou bom o suficiente para você?“, que tornou do dia pra noite, Takuya Kimura o cara mais desejado do Japão.
Composta por 11 episódios, essa série mistura na medida certa, romance, mistério e drama.

Pra completar, a música tema é de ninguém menos que Elvis Costello, com a música Smile, dando um ar clássico a série.
A história

Tudo começa com um assassinato de uma jovem universitária, que a primeiro momento, parece ser um suicídio. Conhecemos o policial Kanzo Dojima, que está investigando o caso.

Kanzo não é nenhum policial exemplar, tendo uma vida até bastante comum. Tendo uma irmã mais nova, a Yuko Dojima, que ele sonha casar ela um dia com um bom partido.

Enquanto isso, acontece uma festa de aniversario, dentro de um luxuoso navio. Conhecemos a “princesa” Miwa Nishihara, que é herdeira de uma grande indústria japonesa.

Conhecemos o cozinheiro de comida francesa, Ryo Katase que desperta admiração desde o primeiro momento a Miwa. Quebrando a pulseira, Ryo conserta na mesma ordem antes de estar quebrado, o que causa espanto de Miwa ao recebê-la.
Um amor secreto

Inicialmente, achamos que será um romance comum, entre Miwa e Ryo, mas a cada momento que vemos esse relacionamento crescer, descobrimos que Ryo não é um homem comum.

Porém, logo conhecemos o outro amor de Ryu, a bela Yuki Mizashita (interpretada por Shibasaki Kou), que tem ligação com a garota morta do começo do trama.
Conexões

Kanzo desconfia que existe algo errado na cena do crime, principalmente pela ordem das fitas de vídeo na prateleira. O apartamento está intocável, parecendo mesmo um suicídio, apenas alguém com uma memória fotográfica conseguiria fazer isso, o que é literalmente impossível.

Enquanto isso, Miwa gera um mal estar em casa, ao revelar que está namorando o cozinheiro da festa de aniversário dela. Os pais não aceitam que ela namore alguém que não seja da mesma classe social, já que herdeira de uma grande companhia significa também posse pra o sucessor da mesma.
A crise em casa chega de uma maneira tão critica que Miwa fica proibida de sair de casa. Assim ela começa a usar a sua amiga, Yuko, como pombo correio pra continuar conversando com Ryo.

O que Miwa não sabia que agora Ryo estava gostando da Yuko, e faria de tudo pra conquistar ela. Enquanto isso, Miwa ficava cada vez mais em cheque com um amigo da família que desejava casar ela.
*SPOILER* O poder de auto sugestão

Assim, Ryo sugere que Miwa mate o pretendente que a família insiste em casar com ela. Numa noite, Miwa usa a espingarda de caça do pai, e mata no calor da discussão. Sem saber o que fazer, Miwa chama Ryo que cria uma falsa situação de defesa.

A policia chega, ele fala ser o culpado, porém a dor de Miwa pela prisão do Ryo, acaba gerando um desfecho irreparável. Ela deixa uma carta assumindo o crime, e se mata no alto de um prédio.

Kanzo liga os fatos, e percebe que a história está se repetindo, sendo a primeira vez, Ryo com a Yuki.

Enquanto isso, Ryo se declara a Yuko, revelando ser tão solitário como ela. Ambos revelam ter queimaduras semelhantes, e que o preconceito das pessoas, é o que os torna tão parecidos.
*SPOILER* Como culpar alguém que induz um crime?

É aqui que começa as semelhanças com o livro Cai o pano, da autora Agatha Christie, já que como podemos colocar alguém atrás das grades, quando não existem provas sobre induzir alguém.

Kanzo decidi salvar Yuki, mesmo assim, ela tem muito inveja do relacionamento que Yuko e Ryo estão tendo. Por isso, Kanzo vai ter que ser forte, se quiser que ela se salva.

*SPOILER* Um erro de mais de 20 anos

Uma coisa que Kanzo está desconfiado, é que Ryo seja um garoto de 20 anos atrás. Inicialmente, nós não entendemos aonde a historia de Sora Kara Furu Ichioku no Hoshi irá parar, porém, quanto mais Ryo percebe que Kanzo se aproxima, mais curioso ele fica sobre seu passado.

Assim, Ryo pede que Yuko tome conta de seu pássaro, enquanto vai ao orfanato de quando era pequeno. Depois disso, algumas lembranças são evocadas, sempre ao lado de Yuko, assim ele investiga um antigo desenho feito quando era criança, indo parar numa antiga casa. Ryo descobre que quem matou seu pai, foi Kanzo em inicio de carreira, e o pior, Yuko, que ele achou ser seu grande amor, é na verdade sua irmã mais nova.

Yuko ao perceber interesse de Ryo pelas fotos de quando ela era pequena, acaba também descobrindo a verdade. Principalmente porque suas queimaduras se conectam, já que foi de um bule de água quente que caiu sobre os dois quando eram pequenos. Numa conversa dentro de sua antiga casa, Yuko mata Ryo, depois arrasta o corpo dele até um barco.
Kanzo chega à antiga casa, e vê um barco onde Yuko e Ryo estão. Ele consegue ver o momento que Yuko se suicida, ficando junto com Ryo.

A história é forte, que vai se revelando capítulo por capítulo, principalmente por se encerrar com um amor proibido entre irmãos. Infelizmente, o único que sobra dessa história é o próprio Kanzo que perde seu chão, ao perder sua irmã de criação. Aqui fica uma sugestão pra quem gosta de um dorama de mistério e romance, assista Sora Kara Furu Ichioku no Hoshi.

Crítica | Yasuko to Kenji

Sabe aquelas comedias pastelões que te fascinam imediatamente? É assim que podemos descrever a série Yasuko to Kenji. Substituindo a série Gokusen 3, Yasuko to Kenji é baseado no mangá de mesmo nome, da autora Aruko, lançado em 4 volumes e publicado também na revista Bessatsu Margaret.

Sua comédia bastante caricata é para quem gosta de séries, como My Boss My Hero, Goong, Full House e Densha Otoko. Tendo num total de 10 episódios, a série tem como principal destaque Masahiro Matsuoka do grupo Tokio e Hirosue Ryoko (do dorama Summer Snow). Para quem gosta de boy band, vale destaque que Okura Tadayoshi do grupo Kanjini8 está no elenco.
É o grande retorno de Hirosue Ryoko, que depois de brilhantes atuações como Summer Snow e o filme francês Wasabi, no qual fez à filha de Jean Reno, ela sumiu de cena. Hirosue Ryoko ainda não havia retornado a um papel de tão grande impacto como esse em Yasuko to Kenji dando um show de atuação que ela tem de sobra.

Vale destacar aqui que quem rouba realmente a cena é Masahiro Matsuoka, como Kenji. Ele está fantástico fazendo caras e bocas, quando briga com as pessoas na série, isso sem mencionar ele virando a mesa na hora das refeições, quando conversa acaba em discussão.

A dura vida de Yasuko

Kenji era o líder de um grupo de motoqueiros e não estava em casa, quando seus pais faleceram. Sentindo-se culpado por ter deixado sua irmã mais nova sozinha em casa, Kenji decidiu cuidar da Yasuko, largando a vida de gangue. Agora quem diria que um brutamonte daquele tamanho viraria um mangaka de mangá shoujo? Assumindo o pseudônimo de Sakuraba Reika, Kenji vira um dos mangakás mais populares do Japão.

Anos se passaram, Yasuko está no ensino médio e Kenji transformou a vida dela num inferno. Trabalhando em casa, ainda com dois “lacaios” da época das gangues, Kenji toma conta de Yasuko 24 horas por dia. Resumindo a história, a garota não pode pensar nem em namorar e tem até toque de recolher, sendo exatamente saindo da escola pra casa.
Nada se compara a como Kenji personaliza os itens de Yasuko. Escrevendo em letras enormes em caneta não removível, atrás do celular dela, como também até mesmo lenço que ela carrega no bolso, está escrito na mesma maneira. Esse tipo de coisa, ainda mais na adolescência, deixa Yasuko constrangida.

Quando Kenji vai para a escola de Yasuko, sempre de terno branco, parece o chefe de um grupo de Yakuza, sempre deixando os alunos nervosos e curiosos em quem é ele. Yasuko sempre faz de conta que não é com ela, porque em santa consciência, quem quer um irmão desses?
O mundo dá voltas

Yasuko se apaixona pelo novo aluno do colégio, o Jun Tsubasaki, como também conhece a nova loja de flores da região, descobrindo que a dona e ninguém menos que Irmã do Jun, a Erika Tsubaki.

Tentando um pouco mais de liberdade em casa, Yasuko abusa da sorte, fazendo amizade com Erika e Jun. Na verdade, Erika já se tocou que ela está apaixonada por Jun e dá total força pra que isso aconteça.
Abusando da sorte, Yasuko e Jun são pegos por uma gangue, sendo que ai entra em cena Kenji e Erika. Ressuscitando seus trajes de épocas de gangues rivais, Kenji e Erika expulsam a gangue, ficando de frente um pro outro. Sendo de gangues rivais, Kenji e Erika não se dão bem e estranham que depois de quase 10 anos, eles estejam frente a frente.
Kenji arrasta Yasuko pra casa, mandando que ela nunca mais veja nem Jun e nem a Erika. Em contrapartida, Erika fazendo cena pro Kenji, promete a mesma coisa em relação ao Jun.
Por quem você está apaixonado?
Yasuko acaba descobrindo que o grande amor de Erika é ninguém menos que seu próprio irmão, Kenji. Erika no passado era bem acima do peso e quando ela perguntou a ele, se gostaria de namorar com ela, e ele respondeu: “Não namoro pessoas maiores que eu”. Malhando, ela ficou belíssima, mas no dia de tentar de novo com Kenji, seus lacaios tramaram com ela, não acontecendo o encontro. Desde então, Kenji e Erika nunca mais se falaram, sempre conversando com stress e caretas.

Erika e Yasuko decidem se ajudar pra serem felizes, assim Erika ajudaria Yasuko ficar com Jun, sempre dando dicas do que fazer pra agradar ele, enquanto Yasuko ajuda a Erika fica mais próxima de Kenji. Agora, enquanto as coisas com Yasuko e Jun vão dando certo, evoluindo de uma amizade pra algo mais sério, Erika e Kenji, chega a dar pena das tentativas dela com ele.
Vale frisar aqui que graças à atuação de Masahiro Matsuoka como Kenji e Hirosue Ryoko como Erika, acaba que os dois roubam a cena, chamando toda atenção para seus personagens. A briga dos dois, diversas vezes é diversas vezes hilária, percebendo claramente que Erika não leva desaforo pra casa, mesmo que esteja apaixonada por Kenji.
A vida de Sakuraba Reika está por um fio

Kenji e Erika têm muitos inimigos em comum, deixando se descobrir que Kenji desenvolve mangás shoujos, cria-se pretexto para noticia em diversos tablóides. Assim, a editora chefe de Kenji, decide pedir ajuda a Erika, assim ela finge ser Sakuraba Reika, para que Kenji continue a trabalhar como mangaká.

Infelizmente, Aota que é da época de brigas de gangues, não está disposto a facilitar as coisas, assim trás diversos jornalistas pra que Kenji assuma publicamente que é a Sakuraba Reika. Aota na verdade ama Erika e sabe que um dia ela conseguira ficar com Kenji, assim precisa destruir Kenji. Kenji assume publicamente que é Sakuraba Reika, sendo demitido da editora e tendo seu mangá cancelado.
Você faz o que realmente gosta?

Yasuko percebe que seu irmão não consegue ficar em nenhum emprego, e mesmo ele aposentando de desenhar mangás, não é o que ele realmente sente.

Enquanto isso, todos descobrem que Erika e Jun são herdeiros de uma grande companhia japonesa. O funcionário dessa companhia decide se casar com Erika e o pai dela dá o consentimento. Será que Kenji irá impedir o casamento dela?
Ao mesmo tempo, o pai de Jun pede para Yasuko ficar longe de Jun porque ele tem um futuro brilhante e ela é diferente dele. Jun anuncia que vai estudar no exterior e Yasuko decide não atrapalhar mais ele. Será que tudo vai acabar mal assim?

Yasuko to Kenji te surpreenderá nos capítulos finais, mesmo sendo uma comédia pastelão, ela entra em total adrenalina e todos problemas se concentram a Kenji a resolver. Vale à pena acompanhar a série e ver como vão acabar as aventuras de Yasuko e Kenji.

JWave #2 | Power Rangers – Parte 1

jwave2powerrangers
GO GO POWER RANGERS!

Hoje, estamos lançando osegundo episódio do podcast do J-Wave. Eu, Calliban, Marvin e Leo-Kusanagi (do blog Mithril) estamos reunidos para falar de Power Rangers.

Foram 17 temporadas de Power Rangers que se completam esse ano com a exibição de Power Rangers RPM. Ano que vem, está confirmado o lançamento da remasterização de Mighty Morphin Power Rangers em alta definição. Sim, as três primeiras temporadas de Power Rangers irão voltar a televisão americana pela ABC Family, assumindo o horário de Power Rangers RPM nas manhãs de sábado.

Decidimos falar de Power Rangers da era Saban, portanto até Power Rangers Força do Tempo. Numa retrospectiva contando curiosidades, tosqueiras, entre outras coisas que tornaram Power Rangers uma febre dos anos 90.

Você lembra a frase que Zordon falava para o Alpha 5 em todo começo de episódio? Lembra da Rita Repulsa? Está na hora de comemorar com a gente, o retorno de Mighty Morphin Power Rangers.

O formato do podcast é quinzenal.

Obs: Algumas pessoas reclamaram que o áudio das músicas estavam altas e conflitando com as nossas vozes no podcast. Corrigimos e colocamos algumas novidades nessa versão final.

LEITURA DE E-MAILS

Curiosidades sobre Gantz que está sendo feito em Live Action e dúvidas de ouvintes, como não termos abordado Battle Royale.

TEMAS ABORDADOS
Mighty Morphin Power Rangers
Power Rangers de Aquitar
Power Rangers Zeo
Power Rangers Turbo
Power Rangers no Espaço
Power Rangers na Galáxia Perdida
Power Rangers Força do Tempo

Redes Sociais
Fanpage do JWave
Grupo do JWavecast
Twitter
Instagram

VÍDEOS SOBRE O PODCAST
Pessoas falando dos novos brinquedos de Mighty Morphin Power Rangers
Parte 1 e 2

ABERTURAS
Mighty Moprhin Power Rangers 1º Temporada
Mighty Moprhin Power Rangers 2º Temporada
Alien Rangers
Power Rangers Zeo
Power Rangers Turbo Primeira Abertura
Power Rangers Turbo Segunda Abertura
Power Rangers no Espaço
Power Rangers na Galáxia Perdida
Power Rangers Força do Tempo

POWER RANGERS EPISODIO PILOTO (Especial da época da Galaxia Perdida)
Parte 1
Parte 2
Parte 3

Tempo de duração: 58 min

E-MAILS
Gostou? Não gostou? Mande suas críticas, elogios, sugestões e críticas para jwavecast@gmail.com