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Review | Nijigahara Holograph

Imagem das borboletas na contra-capa brasileira de Nijigahara Holograph

Segredos inconfessáveis, pessoas esquisitas, um surto inexplicável de borboletas dentre outras coisas mais… tudo isso faz parte da história de Nijigahara, um parque próximo à uma escola que foi testemunha de uma série de acontecimentos ao longo de dez anos. Essa é a trama de Nijigahara Holograph, mangá volume único de autoria de Inio Asano (Solanin) e um dos destaques da CCXP 2016. Vamos conferir?

Tentando juntar os pedaços da história

Nijigahara Holograph é uma espécie de quebra-cabeças. Somos apresentados a alguns personagens e, logo depois, lançados 11 anos no passado para conhecer suas versões criança.

Komatsuzaki é o líder dos valentões da escola, sempre pegando um desavisado para fazer bullying. Ele é apaixonado por Kimura, uma garota bonita e esquisita, que é filha de pais separados e precisa conviver com o fato de que o corpo de sua mãe foi encontrado no parque de Nijigahara, alguns anos depois de sua partida. Além de lidar com a dor da ausência e da perda, é obrigada a aguentar os comentários maldosos da vizinhança, ao mesmo tempo em que também parece sofrer maus tratos na escola. Alguns dias depois, sofre um acidente e fica em coma.

Suzuki é um aluno transferido, que se esforça para não chamar a atenção de ninguém (o que acaba sendo um esforço inútil, afinal). Não parece se dar bem com os pais, especialmente com a mãe. Com uma personalidade um pouco distorcida, começa a se relacionar com uma de suas colegas de classe de um jeito um pouco estranho.

Arakawa é uma garota alegre, mas com um lado um pouco sombrio. Ela gosta de Komatsuzaki mas não é correspondida, e parece ter algo a ver com o acidente de Kimura. Já a professora responsável pela classe, Sakaki, vive com parte do rosto enfaixado por conta de um acidente. As crianças dizem ser obra do monstro que vive em Nijigahara, mas a verdade pode ser bem pior do que se supõe.

Imagem das borboletas na contra-capa brasileira de Nijigahara Holograph

Todos esses personagens são peças que serão encaixadas de acordo com a evolução da história. Seus atos no passado contribuem amplamente para o desfecho do futuro, nem sempre brilhante. A trama vai se esclarecendo enquanto caminha entre o passado e o futuro, dando uma visão geral do resultado.

Frustrados com seus problemas pessoais, tanto Komatsuzaki quanto Suzuki meteram os pés pelas mãos na escola; enquanto o primeiro acaba sofrendo um acidente parecido com o de Kimura que o deixa um pouco perturbado psicologicamente, o outro passa a ser ignorado pelos colegas igual à outra escola onde esteve, depois de mostrar sua revolta com a questão do bullying de maneira um tanto equivocada. Adultos, ambos continuam com dificuldades para se entrosar e Komatsuzaki ainda se mete em mais problemas, inclusive um assassinato.

A versão adulta de Arakawa trabalha em um café e continua apaixonada por Komatsuzaki, ainda mais após reencontrá-lo depois de tantos anos. Quando revela ao seu chefe que teve participação no acidente que deixou Kimura em coma até hoje, sente-se um pouco em paz com seu passado, sem saber que isso poderá ser a causa de uma nova tragédia.

A professora Sakaki casou com um dos professores e deixou de lecionar, mas nunca se perdoou por não ter empatia. A única vez em que demonstrou algo do tipo foi quando tentou impedir um rapaz de abusar de uma aluna em Nijigahara, o que lhe deu a cicatriz no rosto, agora impercetível, mas que ainda lhe fere a alma.

Todos esses acontecimentos e personagens se unem, de modo a mostrar o que desencadeou o acidente de Kimura, que parece ter sido o estopim que marcou para sempre a vida de toda a sua classe. Algumas revelações são surpreendentes e, ao mesmo tempo, tão tristes quanto as borboletas desorientadas que voam sem destino, enfeitando a história com uma união de beleza e aflição.

A edição brasileira

A versão nacional de Nijigahara Holograph ficou bonita, publicada em papel off-set, que deu uma realçada no traço de Asano. As contra-capas trazem imagens das borboletas em amarelo, que dão um contraste bacana no fundo preto. A tradução ficou por conta de Jae H. W.

Capa brasileira de Nijigahara Holograph

Opinião

Bem diferente de Solanin, Nijigahara Holograph é um mangá complicado se você não ler com um mínimo de atenção. As histórias se misturam o tempo todo entre passado e futuro, e existem momentos em que não dá para saber se o que eles estão vivendo é real ou não.

Todos os personagens são fascinantes ao mesmo tempo em que são perturbados em algum grau. Pelo menos um caminho tomado por um dos personagens me deixou de cabelo em pé, apesar de esperar algo do tipo pela premissa da história.
No mais, é um mangá muito intrigante, diferente do que estou acostumada a ler. Seria interessante outros no mesmo molde, para dar uma renovada nas opções que temos hoje.

Agradecemos à editora JBC que nos encaminhou o exemplar para análise.

Texto: Luana Tucci
Edição e Diagramação: Giuliano Peccilli

JBook Review #13: Otaku – Os animais que devoram bancos de dados do Japão

Sabe aquele seu amigo que é fã de Star Wars, Hunger Games ou Code Geass e apoia intervenção militar? Ou aquele fã de X-men e Harry Potter, mas que não perde a chance de fazer uma piada discriminatória? Ou ainda aquela pessoa que escolheu seu lado em “Guerra Civil” porque gosta ou desgosta do Homem de Ferro ou do Capitão América, ou dos respectivos atores, e não porque simpatiza com a causa defendida por cada um dos lados? Venha comigo neste texto entender o que esses comportamentos todos tem a ver com a descrição que Azuma Hiroki fez do fenômeno otaku, e como eles refletem uma nova forma de se relacionar com as histórias.

O polêmico título deste artigo é uma adaptação do título inglês do livro de Azuma Hiroki (1971~ ), filósofo e crítico cultural, renomado pensador da cultura Otaku, e editor de revistas como a Genron etc., que publica artigos sobre o universo dos animes, mangás e games. O mais impressionante enquanto se lê Dobutsuka-suru postomodan: otaku kara mita nihon shakai (Posmodernismo animalizante: a sociedade japonesa aos olhos dos otaku – ou como publicado em inglês Otaku: Japan’s Database Animals, 2009) é sua data de publicação, lançado originalmente em 2001, quando a internet e a tecnologia dava seus primeiros grandes passos no setor de informação, socialização e entretenimento, o livro contém uma visão bastante perspicaz sobre o modo como os chamados Otaku ‘consomem’ objetos culturais, e apesar de declarar não poder no livro falar sobre nada além deste universo que ele se propôs a explicar, Azuma aponta que este modelo de ‘consumo’ não se restringe aos otaku. Lendo nos dias de hoje, fica bastante claro porque Azuki, assim como inúmeros outros estudiosos afirmam que Otaku é um fenômeno comportamental (ou como o tradutor da versão americana coloca em sua introdução: “um sintoma da pós modernidade”) típico do Japão, mas que não se restringe ao país, e quando se afirma isso não se está reconhecendo apenas a popularidade da cultura japonesa no cenário mundial, o que se está reconhecendo é uma forma semelhante de consumir bens culturais (sejam eles um mangá, um animê ou um filme da Marvel ou vídeo do Youtube).

No primeiro capítulo do livro, Hiroki apresenta o histórico da tribo otaku desde seu surgimento nos anos 70, até a mais recente onda então, impulsionada pela sucesso de Neon Genesis Evangelion nos anos 90. Ele afirma que os animadores a partir dos anos 70 dividiram-se entre Narrativistas (como Miyazaki e Takahata do Studio Ghibli) e Expressionistas (como Rintaro de Galaxy Express 99, Yoshiyuki Tomino de Mobile Suit Gundam), e que é neste segundo grupo que reside o coração da cultura otaku. Mais que isso, Hiroki deixa claro que as características fundamentais da animação japonesa surgiram nesse período como forma de adaptar os aspectos da animação americana para os recursos disponíveis nos estúdios japoneses.

Azuma constrói seu argumento sobre a noção de pós modernidade baseando-se  nas ideias do francês Alexandre Kojève sobre animalização da sociedade, que Azuma apresenta como a mudança do “consumo por saciação do desejo” para o “consumo por saciação da necessidade”. Ele ainda desenvolve sobre a teoria do “Consumo de narrativas” de Otsuka, que basicamente aponta para o novo modo de interação com a ficção, em que não há mais uma busca de apropriar a “pequena narrativa” (contida na obra de ficção) para uma “grande narrativa” (da humanidade). Azuma vai além e apresenta o que ele chama de “consumo de banco de dados”. Seu principal argumento caracteriza uma estrutura binária  na forma como otaku consomem narrativas: de uma lado kyara (ou simulacro) e do outro moe (banco de dados); sendo kyara (forma reduzida de character) uma eterna reapropriação e reprodução dos elementos que fazem parte deste grande banco de dados chamado moe. Em outras palavras, para Azuma, as narrativas otaku tem em seu núcleo uma concentração de dados apropriados desse estoque de elementos moe, ao redor dos quais as narrativas são construídas. E segundo seu modelo de consumo, o que o otaku busca, é na verdade, esses elementos moe.

Aí você pode pensar “Magina! O que nós buscamos na ficção são as narrativas.” OK, eu te faço uma pergunta, você não tem nenhum chaveiro ou botton ou figure ou wallpaper de um personagem que você gosta? Você nunca assistiu um animê por que ficou atraído, encantado ou curioso pelo design de um ou mais personagens? No meu caso, eu que sou uma pessoa que sempre tento extrair um significado mais profundo, interpretar as obras que leio, tentar colocar em um contexto social, olho ao meu redor e vejo uma prateleira de figures, uma quantidade absurda de chaveiros de animê, tento fugir, pego minha agenda e meu caderno de anotações, a primeira com capa do Pikachu, o segundo de Harry Potter. Mas como eu disse antes, Azuma em 2001 já parecia ciente que esse modelo de consumo não se resume ao fenômeno otaku, e é na verdade uma característica do pós modernismo. Mesmo pessoas que nunca assistiram um animê na vida, mas são cinéfilos ou viciados em séries ou ainda espectadores assíduos do youtube ou mesmo leitores estão também sujeitos a consumir suas ficções da mesma forma, como quem se alimenta para satisfazer sua fome e necessidade de nutrição, sem que busque na ficção por respostas para a grande narrativa do mundo, isso porque o mundo está armazenado nesse imenso banco de dados chamado internet e nós não conseguimos mais enxergar seu processo narrativo.

Não importa qual seja o seu hobby, dificilmente você consegue escapar desse modo de consumo, seja Haruhi ou Jojo, Homem de Ferro ou Batman, Felipe Neto ou Jout Jout, a mídia de entretenimento como conhecemos hoje existe dentro do modelo do banco de dados, e não leve a mal, Azuma não está condenando este modelo, como ele diz, seu objetivo é apenas “injetar um ar fresco” no assunto, de forma a gerar uma conscientização.

E agora, o que fazemos com essa informação?  

Review | Love Stage! #1

Lembra do Princess Princess, publicado no Brasil pela Panini há alguns anos?

Dez anos atrás, Izumi Sena participou de um comercial substituindo uma garota; agora, todos os participantes do comercial foram convocados para fazer uma versão “dez anos depois” e Izumi deverá participar novamente no seu papel, porém… ele é um garoto!!

Confiram conosco uma das melhores comédias românticas BL dos últimos tempos, Love Stage!

A história

A família Sena é composta por artistas. Seiya Sena, o pai, é um cantor famoso que também tem sua própria produtora, a Sena Pro. Nagisa Sena, a mãe, é uma atriz hiper famosa. Shogo Sena, o filho mais velho, é vocalista da banda Crusherz. Já o caçula, Izumi Sena… é um otaku.

Ele entrou na faculdade recentemente e já ingressou no clube de estudos de mangá, pois seu sonho é tornar-se um mangaká (apesar de desenhar MUITO mal). Seu quarto é repleto de action figures e pôsteres de sua personagem favorita, a fofinha (e irritante) Magical Angel Lala-Lulu e ele não tem intenção de seguir os passos da família, não fosse por um pequeno incidente.

Dez anos atrás, aos oito anos, Izumi fez o papel de uma garotinha que pegava o buquê da noiva junto com um amiguinho em um comercial da revista Happy Ending. A revista completou 10 anos de existência e convidou todos os atores para fazer um novo comercial, onde as crianças, agora adultas, se casariam. Para piorar, o garoto que fazia par com Izumi na ocasião é o famoso astro de novelas Ryouma Ichijou, que deixou claro que só participaria se o elenco fosse exatamente o mesmo.

Depois de fazer o maior escândalo, Izumi aceita participar do comercial mediante chantagem de seu irmão, que oferece um item da Lala-Lulu em troca de sua atuação. Lá chegando, Izumi reencontra Ryouma, que nem sonha que a menina que não saiu de sua cabeça por 10 anos é, na verdade, um rapaz.

Kyahhh olha o Izumi e o Ryouma juntinhos!

Percalços à parte, o comercial é gravado e, ao se ver sozinho com Izumi, Ryouma se declara. O que ele não esperava era Shogo esfregar em sua cara a masculinidade do irmão caçula, fazendo com que Ryouma tivesse a pior reação possível.

O problema é que, mesmo sabendo que Izumi é um garoto, Ryouma passou nada menos do que 10 anos nutrindo sentimentos por ele. Agora, enquanto Ryouma parte para cima, Izumi terá que entender o que se passa dentro de si para aceitar ou não o amor de seu admirador.

Tem mais?

Além do mangá concluído no volume 7, Love Stage conta com um anime (com trilha sonora apaixonante) de 10 episódios e um OVA.

A obra também conta com três novels, Back Stage, ainda em publicação.

As autoras

O roteiro de Love Stage é assinado por Eiki Eiki
(Eiki Usagi) e Taishi Zaou (pseudônimo de Mikiyo Tsuda, autora de Princess Princess, publicado no Brasil completo pela Panini, lembram?). As autoras são bem queridas no Japão e estão sempre publicando obras juntas. Inclusive, no anime, o dublador de Shogo é o irmão de Eiki, o cantor Daigo Stardust.

Lembra do Princess Princess, publicado no Brasil pela Panini há alguns anos?

Opinião

Não tem como não amar Love Stage. Os personagens são muito carismáticos e as situações em que Izumi se envolve com Ryouma são muito engraçadas.

Por enquanto, li apenas o primeiro volume e estou ansiosa para ver como será o restante, já que ele corresponde mais ou menos até o terceiro capítulo do anime. Dei uma pesquisada bem de leve para não estragar minha surpresa e percebi que a relação dos dois como um casal é bem mais explorada no mangá.

Capa de Love Stage, infelizmente ainda inédito no Brasi

Fiquei apaixonada não só pelo jeito inocente de Ryouma como pela personalidade naturalmente folgada e coruja de Shogo, que dá um show a parte quando aparece com Rei Sagara, assistente da Sena Pro que mora com a família Sena (que está mais para secretário e babá de Izumi). Suas atitudes intempestivas se contrapõem ao seu jeito protetor e resultam nas melhores partes da série.

Recomendo tanto o mangá quanto o anime para todos os fãs de boas histórias BL e deixo uma dica para as editoras brasileiras: na minha opinião, o gênero anda mal representado por aqui, sendo assim, seria ótimo ver nas bancas um mangá diferenciado, divertido e, o que mais “pega” para os colecionadores, curto. Não seria nada mal dar mais uma chance para Tsuda-sensei, já que na época de Princess Princess ficamos na saudade (queria muito ter lido Kakumei no Hi e Family Complex em português). Custa nada totalmente torcer.

Texto: Luana Tucci
Edição e Diagramação: Giuliano Peccilli

Review | Fullmetal Alchemist #5

Ed está de volta à ação após Winry dar um jeito em seu automail, mas ele e seu irmão ainda não sabem do triste destino de Hughes. Como estão aborrecidos por quase terem perdido a vida por falta de treinamento, os irmãos resolvem pedir orientação à sua mestra indo para Dublith e Winry pega carona, pois quer conhecer uma certa cidade. E assim chegamos ao volume 5 de Fullmetal Alchemist!

Nesta edição

Os irmãos Elric e Winry fazem uma parada em Rush Valley, considerada a Meca dos automails. Lá, Ed tem seu relógio furtado por uma ladra peculiar chamada Paninya, cujas duas pernas são automails diferentes de tudo o que Winry já viu.

Após capturar Paninya, Winry pede para conhecer o mecânico que fez suas próteses e a garota concorda, desde que não seja denunciada pelo roubo. Assim, os irmãos conhecem o senhor Dominique e sua família, mas este recusa Winry como discípula, mesmo após a garota ter ajudado no parto de sua nora e de descobrir de quem ela é neta.

Winry também descobre o que Ed esconde no relógio de prata e fica mais determinada a se tornar uma mecânica melhor, aceitando trabalhar com um conhecido do senhor Dominique. Despedindo-se de Winry, os irmãos Elric vão para Dublith, reencontrar sua mestra e revelar como ficaram daquele jeito. Começa o flashback da infância e do treinamento dos dois, que parece não ter sido nada fácil…

Opinião

A história fica cada vez melhor. Arakawa tem uma capacidade de contar uma história como poucos, sempre acrescentando elementos importantes, como por exemplo o pai dos irmãos Elric e a evolução de Winry como pessoa, ao se deparar com algo muito maior do que ela.

Izumi, mestra dos meninos, é alguém que também esconde um segredo e que parece estar na mesma situação dos dois. A saga do flashback trará muitas respostas e é cada vez mais certo que há muito mais na alquimia do que o que está nos livros. Apesar de já ter lido a história muitas vezes, fico ansiosa pelos próximos volumes e por sentir de novo todas as emoções pelas quais passei há alguns anos.

Agradecemos à editora JBC pelo envio do exemplar para análise.

Texto: Luana Tucci
Edição e Diagramação: Giuliano Peccilli

Digimon World: Next World ganha novas imagens e trailer


Digimon World: Next Order está chegando e  apresentando novas imagens do Jijimon, Kuzuhamon, e MetalEtemon de Digimon World.

Novo jogo da franquia, teremos mais de 200 Digimon da série animada e você poderá explorar o ‘mundo digital’ com dois parceiros Digimon. O Digimon World: Next Order encontra-se em pré-venda e será lançado no Brasil exclusivamente para PlayStation 4 em 03 de Fevereiro de 2017.

Trailer

Galeria
[galeria]

Agradecimentos a Bandai Namco pelas informações

Train to Busan estreia nos cinemas e ganha vídeos de bastidores!


Semana passada tivemos a estreia de Train to Busan aqui no Brasil com o título “Invasão Zumbi”. O filme foi um grande sucesso internacional teve estreia confirmada em 371 salas de cinema do país. Train to Busan é protagonizado por Yoo Gong (de “O Suspeito”), o filme reúne a jovem atriz Soo-an Kim, além de Jung Yu-mi, Ma Dong-seok, Sang-Hwa, Woo-sik Choi, Young Gook, Sohee Sohee e Jin-hee. A produção já teve seus direitos vendidos e terá um remake em Hollywood.

Do que se trata “Invasão Zumbi” – Train to Busan
Um surto viral misterioso que deixa a Coréia em estado de emergência e o governo coreano declara lei marcial. Com isso, todos que estão a bordo do trem expresso para Busan, uma cidade que defendeu com sucesso o surto viral, devem lutar por sua própria sobrevivência. O percurso de Seul a Busan é de 453 km e durante o trajeto uma luta pela sobrevivência é travada por aqueles que têm outros a proteger.

Making Of

Agradecimentos da Paris Filmes

Campus Party 2017: Evento traz cofundador da Netflix ao Brasil!


São 10 anos de Campus Party Brasil e numa comemoração tão especial, temos a palestra de Mitch Lowe, cofundador da Netflix. Lowe é atualmente CEO da MoviePass, empresa pioneira em assinatura de ingresso para cinemas.

Mitch Lowe
Desde o final de 2011, atua como um consultor independente para empreendedores e startups. Tem mais de 25 anos na indústria de locadoras e venda de fitas VHS, incluindo cargos executivos em duas grandes empresas do mercado de entretenimento doméstico da década de 1980. Em 1998, foi um dos responsáveis pela criação da Netflix onde atuou também como Entertainment Domain Expert e Vice President of Business Development & Strategic Alliances.

Mitch estará na Campus Party, na sexta-feira, 3 de fevereiro, às 13h.

Lembrando que a Campus Party 10 será entre 31 de janeiro e 5 de fevereiro, no Centro de Exposições do Anhembi.

Amazon Prime Video é lançado no Brasil e testamos o serviço!


Faz um mês mais ou menos que a Amazon Prime Video teve um plano ambicioso de lançar o serviço em 200 países. O Brasil fez parte desse plano e agora podemos analisar melhor o serviço por aqui.

Lembrando que o serviço podem assistir a qualquer hora e em qualquer lugar a seus programas pelo aplicativo Amazon Prime Video disponível para telefones e tablets Android e iOS, tablets Fire, modelos mais conhecidos de TVs LG e Samsung, online pelo PrimeVideo.com – e também podem baixar todos os títulos em dispositivos móveis para assistir offline

Quanto custa?
Prime Video está disponível automaticamente, sem custo adicional, para membros Amazon Prime na Bélgica, Canadá, França, Índia, Itália e Espanha; e para clientes em países novos para o Prime Video por um preço promocional de lançamento de US$2,99 por mês, nos primeiros seis meses. Depois de seis meses, o serviço voltará a custar US$ 5,99 por mês.

Produções originais da Amazon Prime Video
Diversas produções originai estão disponíveis para o mercado brasileiro, como The Man in the High Castle, Transparent, Mozart in the Jungle, Tumble Leaf, entre outras. Para aderir ao Prime Video, clientes devem inscrever-se no site PrimeVideo.com e assistir aos vídeos em smartphones e tablets Android e iOS, tablets Fire, além de modelos mais conhecidos de TVs LG e Samsung. Membros do Amazon Prime na Bélgica, Canadá, França, Índia, Itália e Espanha podem começar a assistir hoje, sem nenhum custo adicional à sua associação ao Prime. Clientes nos outros novos países do Prime Video podem inscrever-se por um valor promocional de lançamento de US$2,99 (ou €2,99) por mês pelos primeiros seis meses, começando com sete dias grátis, em PrimeVideo.com.

Muito além das séries originais
O catálogo da Amazon Prime Vídeo é vasto e logicamente que começando no Brasil, ainda tem pouca coisa legendada e dublada em português. mas não poderia deixar de citar Seinfeld. Uma das séries mais famosas de todos os tempos, está no catálogo e já com legendas em português.

Como assistir
Membros podem assistir ao Amazon Prime Video em inglês, com versões legendadas e dubladas em português, francês, italiano e espanhol disponíveis para muitos títulos. É possível assistir a qualquer hora e em qualquer lugar pelo app Amazon Prime Video em celulares e tablets Android e iOS, tablets Fire, além de TVs LG e Samsung mais conhecidas, ou online em PrimeVideo.com. Membros também podem baixar todos os filmes e séries selecionados para assistir offline – o que lhes permite assistir em um avião, metrô ou em qualquer lugar, sem qualquer custo adicional.

Membros do Prime Video também podem controlar a quantidade de dados que querem usar quando estão assistindo ou baixando conteúdo ao selecionar entre as qualidades de visualização Good (Boa), Better (Melhorada) e Best (Melhor). Todas utilizam a tecnologia de compressão de vídeo do Amazon Prime Video para ter menor uso de dados, sem reduzir a qualidade visual. Os sistemas automatizados e de machine learning do Amazon Prime Video também selecionarão as melhores configurações de streaming para um determinado cliente com base em seu dispositivo, local e provedor de serviços de internet, proporcionando melhor qualidade visual e menos interrupções, mesmo quando a velocidades da conexão à internet for lenta ou instável.

Animês e ausência de títulos originais japonês
Diversos animês chegaram ao Brasil pela Amazon Prime Vídeo, porém ainda não tem legendas em português brasileiro. Entre os animês do catálogo, temos Magical Girl Lyrical NANOHA, BATTERY the animation e Shin chan Spin-off vol.1 Aliens vs. Shinnosuke.

Catálogo de animês da Amazon Prime Vídeo.

Enquanto isso, a série produzida pela Toei, Kamen Rider Amazons em parceria com a Amazon Prime Vídeo continua inédita por essas bandas (mesmo sendo revelado intenção de lançar fora do Japão). Lembrando que recentemente a Tsubaraya anunciou parceria semelhante ao anunciar prequel da série Ultraman Orb com a Amazon Prime Vídeo.

Testando o serviço
Testamos o serviço o dezembro e gostamos muito da função download, similar a última atualização da Netflix. Como pudermos viver sem essa função? Sobre a qualidade de vídeo, tanto no telefone, como no computador funcionou perfeitamente, mas ainda não testamos na televisão para saber a qualidade do mesmo.

Pelo catálogo ser de fácil acesso, recomendamos utilizar o serviço, mas em contrapartida, existem muitas produções sem legendas em português brasileiro. E pra você? Gostou do serviço? Comente aqui embaixo.

Agradecimentos a própria Amazon Prime Video pelas informações

Curso de japonês: Capacitação para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020


Esse é um convite para galera do Rio de Janeiro. O Instituto Cultural Brasil-Japão (ICBJ) está com inscrições abertas para novas turmas de língua japonesa para iniciantes.

As aulas serão às segunda-feiras (de 14h30 às 17h30 ou de 18h30 às 20h10) e sábados (de 11h10 às 14h), no ICBJ (Av. Franklin Roosevelt – 39, 15º andar).

O curso de japonês conta com material didático desenvolvido pelo próprio instituto para iniciantes em geral. O método compreende os níveis básico, intermediário e intermediário avançado.

“Para aqueles que adoram a cultura japonesa ou pretendem se qualificar para trabalhar, esta é uma ótima oportunidade. Após o anúncio de Tóquio como sede das próximas Olimpíadas e Paralimpíadas, a procura pelos nossos cursos vem aumentando. Por isso, abrimos novas turmas e estamos empenhados em atender a esse público”, comenta o diretor de cursos da instituição, Masahiro Sekiyama.

História e Cultura

O Instituto também abre vagas para um curso que será às segundas-feias, a partir de 11 e 13 de janeiro, abordando desde o surgimento dos arquipélagos japoneses, passando pela história dos guerreiros samurais até a chegada do Ocidente e a presença nipônica nas Guerras Mundiais. Serão abertas duas turmas: uma às quarta-feiras, de 16h às 18h, e outra às sextas-feiras, também de 16h às 18h.

O curso é dividido em 3 módulos básicos semestrais. Este primeiro compreenderá estudos sobre a pré-história, antiguidade e período clássico nipônico, indo desde a Era Jo Mon (c. 15000 – 300 a.C.) até os adventos das Guerras Genpei (1180-1185) analisando criticamente algumas fontes documentais dos períodos e debatendo o possível estudo desses períodos no Brasil.

Sobre o ICBJ
O Instituto Cultural Brasil-Japão é uma instituição civil, privada, sem fins lucrativos. Foi criado em 1957, por iniciativa de um grupo de brasileiros, japoneses e descendentes de japoneses, apoiados pelos então embaixadores Francisco Cavalcanti Pontes de Miranda (Brasil) e Yoshiro Ando (Japão), com o propósito de implementar relações culturais entre os dois países.

Além das aulas de língua japonesa, o ICBJ oferece cursos de artes orientais, como ikebana (arranjos florais), oshi-ê (bonecas em alto relevo), origami (dobradura de papel), chanoyu (cerimônia do chá), shodo (caligrafia artística), nihon ga (pintura clássica) e nihon ryori (culinária japonesa).

Serviço
-Curso: Japonês para iniciantes – Inscrições até janeiro.
Horários: Segundas-feiras, de 14h30 às 17h30 ou de 18h30 às 20h10, com início previsto para 9/01/17. Ou aos sábados, de 11h10 às 14h, com início previsto para 14/01/17.
* A turmas de 2a. feira 14:30 às 17:30 e aos sábados de 11:10 às 14:30 são turmas quadrimestrais e a turma 2as feiras 18:30-20:10 é semestral.
– Curso: História e Cultura do Japão – Inscrições até janeiro.
Horários: quartas-feiras (turma 1) e sextas-feiras (turma 2), de 16h às 18h; início previsto para 11/01/17 e 13/01/17, respectivamente.
Onde: ICBJ (Av. Franklin Roosevelt – 39, 15º andar)
Mais informações pelos telefones: (21) 2240-2024 / (21) 2220-7877
Site: www.icbj.com.br

Com informações da ICBJ.

Review | Slam Dunk #1

Página de abertura do capítulo da reedição

Depois de lançar Vagabond em formato acessível para os órfãos das edições da Conrad e da Nova Sampa, a Panini entra em campo mais uma vez e relança um dos mangás mais legais que já passaram por aqui. Slam Dunk retorna em uma edição parecida com a de Vagabond e One Punch Man para nos ajudar a matar a saudade das confusões de Hanamichi Sakuragi. Vamos conferir?

A história

Depois de levar o quinquagésimo fora consecutivo no ginasial, Hanamichi Sakuragi já não quer mais saber de se apaixonar. Para piorar, o objeto de sua afeição preferiu um membro do time de basquete, fazendo com que nosso pobre protagonista passasse a alimentar ódio pelo esporte.

Ao passar para o colegial e com a fama de encrenqueiro que trouxe do ginásio, Hanamichi passa a arranjar confusão com qualquer um que mencione a palavra (ou algo parecido) e está disposto a permanecer assim, até que encontra a meiga Haruko Akagi, que quer saber se ele gosta de basquete.

Instantaneamente curado de sua aversão ao jogo e apaixonado mais uma vez, Hanamichi resolve tentar impressionar a menina e fazer de tudo para entrar no time do colégio, cujo capitão é ninguém menos do que o irmão mais velho dela. Agora, nosso herói (?!) irá se esforçar para aprender a jogar e lidar com o fato de que Haruko gosta dele apenas como amigo. Prepare-se para tiradas geniais e jogos emocionantes, neste que é um dos melhores relançamentos do ano.

 

Página de abertura do capítulo da reedição

O relançamento

A primeira passagem de Slam Dunk no Brasil foi pela editora Conrad, já no formato tankohon, mas com papel jornal. As capas eram molinhas e a primeira edição veio com um chaveirinho bem legal.

Na versão da Panini, optou-se por uma versão baseada no kazenban, mas não necessariamente neste formato: a edição foi publicada em off-set, com páginas coloridas e orelhas, com imagens na capa exclusivas para esta reedição. Houve uma revisão na tradução (que novamente ficou a cargo da Drik Sada) e a edição foi compartilhada entre Beth Kodama e Victor Barbosa.

Versão pré recall

Um parêntese sobre o recall

Como é do conhecimento de todos, o lote enviado para a Comix estava com um probleminha de descolamento, entretanto a editora prontamente identificou a ocorrência e disponibilizou um endereço de e-mail para solicitar um recall, o qual pedi. Recebi meu exemplar alguns dias depois, mas fui obrigada a pedir um novo porque o cantinho do exemplar veio amassado, com aquela temida marca de pressão (mas um tantinho exagerada).

Agora espero a chegada de outro exemplar e desejando fortemente que seja o definitivo. Deixo claro que isso ocorreu comigo e que não tenho conhecimento de outros casos semelhantes. Convido vocês a compartilharem conosco suas experiências com a primeira edição do relançamento de Slam Dunk.

páginas coloridas da reedição brasileira

Opinião

Slam Dunk é um mangá excelente. A saga de Sakuragi para se tornar um jogador é deliciosa de acompanhar e sempre te deixa ansioso pelo próximo capítulo.

Não tem um personagem que não seja bacana (ansiosa pelo retorno de um certo personagem que está internado) e, a cada passo que Sakuragi dá em direção ao seu sonho (?!), a gente vibra como se fosse um jogo ganho. Qs disputas entre os colégios também são sensacionais e os times, espetaculares.

Não acho que se deva comparar Kuroko no Basket com Slam Dunk, pois são apelos diferentes; de qualquer forma, fico feliz pela republicação e torço para que ela abra caminho para a vinda de outro mangá de basquete de Inoue que eu amo: Real.

Espero que as próximas edições venham ainda melhores e que todos aqueles que não tiveram a chance de acompanhar pela Conrad, consigam se deliciar com esta nova oportunidade.

Texto: Luana Tucci
Edição e Diagramação: Giuliano Peccilli

Review | Blame! #1

Adesivo brinde da sessão de autógrafos

Chegando em grande estilo, Blame! foi um dos destaques da editora JBC na CCXP 2016. A editora inclusive aproveitou o ensejo e trouxe o autor, Tsutomu Nihei (Sidonia, Abara), que autografou alguns exemplares no evento e participou de um painel sobre sua obra. Claro que a gente não podia ficar de fora e também fomos garantir tanto o autógrafo quanto nosso exemplar de Blame!, confira um pouquinho sobre a obra no JMangá de hoje!

A história

Em um futuro desolador, a humanidade praticamente já não existe. Dizimada por uma doença, os poucos humanos restantes meio que se adaptaram ao novo ambiente, numa verdadeira demonstração de evolução da espécie.

Os sobreviventes vivem em grupos, ocupando construções que parecem cortiços, sem saber muito sobre a existência de semelhantes, seja níveis acima ou abaixo de onde se encontram. Um desses sobreviventes é Killy, um aventureiro que está à procura de humanos com gene intacto, ou seja, que não sofreram a “mutação”, para tentar encontrar uma cura.

Depois de uma missão um tanto quanto mal-sucedida, Killy é informado por um dos membros de seu grupo que existe uma área residencial a pelo menos 3000 níveis acima de onde se encontram e com o sistema ainda vivo, mas sem certeza se está povoada.

Mesmo em dúvida, Killy recebe a missão de ir até lá para investigar e, enquanto se esforça para chegar ao seu destino, depara-se com as Vidas de Silício (criaturas que parecem desprezar os humanos apenas por não compreenderem seu modo de agir) e com construtores, robôs enviados pela Agência Reguladora, que agem sem controle mudando toda a estrutura das construções matando quem estiver no caminho.

Nesse cenário desanimador, Killy irá enfrentar todos esses obstáculos para, quem sabe, encontrar o que procura, ao mesmo tempo em que tenta não morrer.

Outras mídias

Blame! é considerado por muitos a obra máxima de Nihei e ganhou uma série de sete episódios em animações curtas (ONA’s) e um novo longa produzido pela Netflix. Além disso, tem alguns spin-offs, sem previsão de publicação por aqui.

Sobrecapa da edição brasileira.

A edição brasileira

Surpreendendo muita gente, a JBC lançou Blame! em um formato semelhante ao tankohon japonês, com sobrecapa (no estilo de Gunmm) e papel Lux Cream (o mesmo de O Cão que Guarda as Estrelas).

Mesmo com tudo isso, o preço final saiu menor do que muitos esperavam (R$ 23,90) e já está disponível para compra em algumas lojas especializadas.

Adesivo brinde da sessão de autógrafos

Opinião

Acostumada com mangás onde os protagonistas falam até o que ninguém perguntou, tive um pouco de dificuldade para entrar no clima de Blame!. A narrativa praticamente visual é um pouco confusa, sendo necessário um pouco mais de atenção.

O traço único de Nihei é um espetáculo, embora os personagens sejam um pouco parecidos demais (mas até aí, CLAMP e Kurumada-sensei mandam muitos beijos). As criaturas que ele desenha dão uma aflição profunda, fazendo com que desejemos nunca estar na pele de Killy. No geral, a obra prende e te deixa curioso para ver onde vai chegar.

A vinda de Blame! neste formato é uma grande oportunidade para que a JBC avalie se é viável trazer outras obras da mesma forma, independente de já estarem concluídas. De qualquer forma, parabenizo a iniciativa e torço para que dê muitos frutos.

Autografo do autor

Agradecemos à editora JBC que, gentilmente, nos enviou o exemplar para análise.

Texto: Luana Tucci
Edição e Diagramação: Giuliano Peccilli

Review | Naruto Gaiden – O Sétimo Hokage e a Lua que Floresce Vermelha

Já faz um tempinho que não falamos de Naruto por aqui, mas não podíamos deixar de comentar sobre um dos lançamentos da Panini, o gaiden de Naruto “O Sétimo Hokage e a Lua que Floresce Vermelha”. Vamos matar as saudades?

A história

Tudo está em paz na Vila da Folha. Naruto exerce suas funções como Sétimo Hokage muito bem, embora acabe deixando um pouco de lado o relacionamento com seu filho rebelde e mala, Boruto. Paralelo a isso, Sarada Uchiha começa a infernizar sua mãe, Sakura, com milhões de perguntas sobre Sasuke (pai ausente por excelência) e Chouchou Akimichi (filha de Chouji) enfia na cabeça que é adotada e que precisa sair em uma jornada para encontrar seus verdadeiros pais.

Num ataque de fúria ao ser pressionada por Sarada, Sakura causa um pequeno estrago em sua casa e, em meio aos destroços, a herdeira dos Uchiha encontra um porta-retratos quebrado e percebe tratar-se de uma montagem. Na mesma foto que aparece Sasuke, aparecem pessoas que ela desconhece, inclusive uma moça de cabelos escuros e com os óculos iguais aos dela.

Sarada questiona Shizune sobre a mulher da foto, mas não obtém sucesso. Sua única saída é seguir Naruto, que está de partida para encontrar-se com Sasuke para uma missão importante, que envolve usuários misteriosos do Sharingan. Com Chouchou a tiracolo, Sarada vai atrás do Sétimo e acaba envolvida em uma missão secreta e perigosa, ao mesmo tempo em que irá fazer de tudo para descobrir a verdade sobre seu nascimento, mesmo não sendo a hora mais adequada para isso.

A edição brasileira

Esta história fechada foi publicada nos mesmos moldes de Naruto Gold: papel off-set, sem orelhas e letrinhas douradas na capa, lombada e sobrecapa. Ela traz um pôster com a imagem da capa inteira (não destacável), tradução da veterana Drik Dada e edição/adaptação da diva Beth Kodama.

Opinião

A história desse gaiden me deixou bem saudosa do clima dos volumes iniciais de Naruto: crianças ansiosas para se provar capazes de seguir adiante, querendo respostas que nem sempre podem obter prontamente.

Sarada é uma Uchiha por excelência, mas a porção Sakura que nela reside a faz agir mais com o coração do que com a cabeça. Chouchou não aceita sua semelhança indiscutível com sua família e, ao invés de ter uma conversa saudável, prefere se enfiar em uma confusão por causa de besteira adolescente. Boruto continua insuportável, mas não nega ser filho de quem é, então ainda há esperança.

Também como no começo da saga, os segredos continuam em alta, causando os mais diversos mal-entendidos, como a missão secreta de Sasuke (que é de conhecimento apenas da alta cúpula da Vila) e a ausência de registro de nascimento de Sarada, que acaba sendo mais um motivo para gerar mal-entendido. Muitos personagens aparecem para matarmos a saudade e Naruto mostra que, apesar de permanecer o mesmo na essência, tem o que é necessário para ser um bom Hokage.

A trama passa uma impressão de que, assim como no último capítulo da série, todos os personagens estão focados em abrir caminho para um futuro glorioso, onde toda a comunidade ninja continuará trilhando o caminho da cooperação e orientando seus jovens da melhor maneira possível. É uma leitura obrigatória para fãs da série.

Agradecemos à editora Panini que, gentilmente, nos mandou o exemplar para análise.