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JWave #314 | O que esperar do Nintendo NX?

JWave Capa 314 Post
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O JWave dessa semana será sobre as primeiras informações do Nintendo NX.

Físico ou Portátil? Os dois? Divulgado durante a semana que é um console que pode ser levado por aí ou ser jogado numa televisão, o JWave decidiu investigar e comentar o que achamos dele.

Juba e Sasuke RK comentam tudo do Nintendo NX.

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Vivendo no Japão #20: Temos que pegar (todos)!

E aí, pessoal! Quem leu minha última postagem deve lembrar o quanto eu estava desesperado para jogar Pokémon Go. Pois bem, uma semana depois que aquele texto foi ao ar o jogo finalmente estreou no Japão, e eu to aqui pra contar como está sendo a experiência de jogar por aqui.

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No dia 22 de julho, as exatas 10 horas da manhã Pokémon Go teve finalmente seus servidores japoneses liberados e o jogo foi lançado oficialmente no Google Play e na Apple Store, e rapidamente viralizou, conforme o esperado. Eu que havia passado quase duas semanas abrindo o meu app baixado da loja americana a cada cinco minutos já havia perdido as esperanças devido a tantos boatos falsos e adiamentos que a empresa realizou, e ainda tinha uma reunião com uma professora marcada para às 10 horas. Resultado, eu só fiquei sabendo que o jogo tinha sido lançado, 20 minutos depois, sentado na sala onde minha aula estava pra começar. Acreditem foi a aula mais longa da minha vida.

Assim que a aula terminou eu larguei minha mochila na escrivaninha, peguei apenas meu celular e sai explorando o campus no começo da minha jornada Pokémon. Mesmo já tenho visto o impacto gigantesco que o jogo estava tendo nos demais países em que já havia sido lançado, eu estava cético de que ele teria tanta repercussão no Japão, pois a imagem que eu tinha dos jovens adultos (na casa dos 20) japoneses, é de que no geral, tirando aqueles que são realmente interessados em games, os demais tem uma resistência muito grande a entretenimento do tipo. Eu não podia estar mais enganado. Ao sair do prédio em que estava tendo aula durante o horário de almoço eu vi a grande massa de estudantes saindo de suas salas, todos com os celulares em mãos caçando pokémons. Eu fiquei andando por cerca de duas horas pelo campus, procurando os melhores pontos com PokéStops (os pontos do mapa em que você pode ganhar pokéballs e outros itens a cada 5 minutos) e bastante incidência de pokémons. Infelizmente o servidor estava ainda bastante instável e somado ao meu celular de baixa capacidade e ao sol que fazia com que eu tivesse que usar a luz da tela no máximo e aquecia demais o aparelho, foi uma tarde bastante frustrante. Especialmente com meu GPS ficando completamente perdido e enviando meu personagem para bem longe do pokéstop onde eu realmente estava. Mas frustrações a parte, eu fiquei extremamente contente com a movimentação de pessoas por causa do game.

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Na mesma noite me reuni com meus amigos brasileiros e saímos pra caçar uns pokémons. Daí por diante foram 4 dias de caçada. Sábado fomos para o centro da cidade, onde passamos o dia inteiro caçando, no domingo caçamos ao redor na nossa casa, e segunda-feira me desloquei até outro campus da nossa universidade, que fica perto do centro da cidade, para procurar por mais pokémons e encher minha mochila de pokéballs, que se esgotam muito rápido por não haver uma quantidade suficiente de pokéstops perto de casa. Das 10 da manhã até altas horas da noite (na primeira noite até 4 da manhã, e nas demais até por volta de meia noite ou 1 da manhã). O jogo realmente me fez sair de casa, andar, explorar o mundo. Quem diria, um cara sedentário e preguiçoso como eu, fico empolgado cada vez que tenho que sair de casa e até tenho usado mais a minha bike para ir pra faculdade, mesmo sob um sol tenebroso, apenas porque a bicicleta é mais eficaz para chocar os ovos de pokémon. Além disso, mesmo na vida cotidiana nós modificamos nossa rota, para uma que passa por mais PokéStops. Lembro que toda vez que eu tinha que sacar dinheiro no campus eu sofria, porque o caixa eletrônico do meu banco se localiza no prédio do extremo da ala oeste, enquanto o local que eu costumo ter aulas é na entrada do campus na ala central. Agora no entanto, eu frequento essa ala oeste por volta de duas ou três vezes por dia, apenas por ter muitos PokéStops.

E não são apenas os meus hábitos que mudaram. O jogo possui um item chamado Lure Module, é basicamente algo que você coloca nesses PokéStops para atrair pokémons para aquele ponto, e todas as pessoas podem se beneficiar. Pois bem, a estação perto de casa tem dois desses pontos, já não é surpresa quando passamos pela estação de noite e vemos uma grande quantidade de pessoas ali reunidas com seus celulares em mãos. Mas o que me surpreendeu inicialmente foi ao verificar meu jogo altas horas da noite (meia noite ou 1 da manhã) e ver que os PokéStops da estação estavam com Lure, ou seja, que haviam pessoas jogando nesse horário. Ainda, nas minhas caças noturnas, não é raro encontrar grupos de amigos ou famílias reunidos nos inúmeros parques da região, que normalmente não eram muito frequentados, exceto pelas crianças de dia.

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Com isso, fiquei bastante pensativo sobre o impacto econômico e social do jogo. Claro que os portais de notícia gostam de reportar os acidentes e outras situações desagradáveis envolvendo jogadores. Mas são inúmeros os relatos de pessoas que sofriam de problemas como depressão ou outras complicações psicológicas, ou até mesmo apenas preguiçosos ou sedentários como eu, que graças ao jogo conseguiram superar suas dificuldades e sair mais de casa. Quanto ao impacto econômico, também não são poucos os estabelecimentos que estão se beneficiando de sua localização vantajosa com PokéStops ou Hotspots (basicamente um ponto no mapa onde frequentemente aparecem muitos pokémons ou pokémons raros), alguns usando dos Lure Modules para atrair pessoas para o estabelecimento. A franquia McDonalds aqui do Japão, por exemplo, fechou um acordo com a empresa desenvolvedora. Toda loja da franquia é um PokéStop, e sendo um dos poucos restaurantes em que você pode encontrar tomadas para carregar seu celular, se tornou praticamente o point dos treinadores pokémon. Eu mesmo nos dias de exploração no centro da cidade tenho vivido à base de McDonalds, que felizmente aqui não é caro.

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Mas pela minha experiência, não apenas esses locais vantajosos foram beneficiados. Com o aumento de pessoas nas ruas pela noite, eu cogito a possibilidade de as lojas de conveniência terem tido seu número de clientes aumentado nesta última semana. Eu mesmo, que evito lojas de conveniência por terem um preço ligeiramente mais caro do que os supermercados, tenho gastado muito mais dinheiro nelas, simplesmente pela praticidade.

Outra deliciosa surpresa foi ver o jogo se tornar objeto de debate dentro da sala de aula. No dia anterior ao lançamento do jogo eu estava prestes a fazer uma apresentação sobre minha pesquisa (sobre Light Novels e tal), quando meu professor me indagou sobre o motivo do sucesso Pokémon Go (provavelmente por ter notado minha empolgação no facebook). Após a minha apresentação, na sessão de questões e discussão sobre o que eu havia apresentado, outro professor, que não estava no momento da conversa anterior, este mais “conservador”, novamente trouxe Pokémon Go como assunto para o debate. Tentando encontrar relação entre essas mídias de entretenimento e qual seria seu grande atrativo. Foi uma verdadeira sensação de vitória pra mim ver esse jogo que eu estava tão empolgado, parte de uma franquia que acompanhou toda a minha vida desde seu lançamento na minha infância, ser trazido para o centro de um debate acadêmico justamente durante meu seminário.

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Eu me pergunto por quanto o fenômeno vai durar, e fico bem curioso para ver os próximos desdobramentos deste jogo não só para a empresa de jogos, mas para a vida das pessoas como um todo. O jogo ainda não foi lançado em diversos países, inclusive o Brasil, mas não percam as esperanças, há boatos de que o lançamento será em muito breve (provavelmente já vai ter sido lançado quando você estiver lendo este texto). Até lá, recomendo que vejam os vlogs, como do Leon (Coisa de Nerd) ou outros youtubers gringos para aprender os truques todos e quando o jogo ser lançado você ser expert. Peguem suas pokéballs, botem o boné, mochila nas costas e “Temos que pegar!”

PS. Seria redundante dizer que minha obsessão essa semana é Pokémon Go, certo? Então vou dizer que minha obsessão é esse Snorlax que apareceu no meu quarto algumas noites atrás, quando eu abri o jogo só pra uma última olhada antes de dormir. Ele veio com Combat Points extremamente altos, e usando um site para calcular os IVs, soube que ele tem IVs perfeitos. Já se tornou meu defensor de ginásios predileto.

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Review | Street Fighter V

JGames POST 2016 16

Até que enfim viemos aqui falar de Street Fighter V, aka SFV. Mas sabe qual o principal motivo dessa demora? É devido ao modo cinematográfico não ter saído antes e tal, mas também por motivos pessoais. Mas  vamos logo para o que interessa!

História:

O grande problema aqui foi o Hype, porque o modo não foi tão ruim e é até que um filminho legal, mas não ao nível de Mortal Kombat X ou até mesmo ao clássico Street Fighter Victory Road (aquele desenho que você pensou mesmo). O modo tem uma pitada de enredo do Street IV e do III para que as coisa façam mais sentido, mas o grande problema é a jogabilidade no meio do modo.

As lutas entre as cenas são 1 round simples e em 2 dificuldades, ridiculamente fácil ou muito difícil. Por ser algo que você joga com diversos personagens, pode ser algo bem frustrante. (Para mim jogar com Nash contra o Bison foi sofrido)

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Gameplay:

Esse é o melhor Street até o momento. Isso quer dizer que o jogo é perfeito ? Não, nem pro pro-player como era o Street III e nem pro casuais, ainda mais devido a falta de modo single player. Porém ambas as categorias ganharam muito com SFV, tanto por todo apoio ao competitivo (on e off) como pela facilitação de combos e para os novatos (claro que podia ser mais fácil ainda e ter um tutorial melhor).

O jogo trás o sistema de V-skill, V-trigger, V-reversal. O sistema mais simples e funcional que o street ja teve e que varia conforme o personagem, dando uma personalidade e um jogabilidade variada ao cast.  

Gráficos:

 O jogo de luta mais bonito atualmente, feito totalmente pensando no PS4 (e portado para o PC).  Os gráficos ainda continuam com um tom de cartoon mas agora um pouco mais “realista”, sendo os únicos pontos negativos: os cabelos (vide Ken e Alex).

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Som:

O que mais chama atenção aqui são as musicas clássicas dos guerreiros, principalmente do Ken e do Guile, remixadas e algumas novas muito boas, como do Kanzuki Beach. De resto o jogo conto com a dublagem japonesa e inglesa no mesmo estilo do jogo anterior

Considerações finais:

Esse jogo chegou prometendo muito por trazer um modo diferente de comercializar o jogo. Só que não foi bem entendido pelo publico que estava chamando o jogo de Street Beta V e tal. Claro que o modelo tem altas falhas (que ao meu ver chega a ser bem besta para um jogo de 2015), mas que a Capcom esta tenta arrumar (não tão rápido, até porque para lançar atualizações na PSN tem várias regras e dificulta interações mais rápidas), mas que no fim trouxe a luz do dia ao melhor Street já feito. (Mesmo com a falta do modo arcade e os polêmicos 8 frames de delay)

É um ótimo jogo de luta para os veteranos e um bom início para os casuais que querem entrar nessa nova febre dos jogo de luta. (Ainda mais com ESPN do USA transmitindo a EVO desse ano e um recorde de inscritos no campeonato)

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Review | Louco – Fuga

JQuadrinhos POST 2016 24

A gente tarda um pouco, mas não falha. Assim também é o tom de Louco – Fuga, a décima Graphic MSP, lançada na CCXP 2015 e de autoria do ilustrador paulistano Rogério Coelho. Esse é um dos álbuns que mais me impressionaram e me emocionaram, não à toa. Venham comigo nessa viagem maravilhosa!

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A história

Alguém está fugindo, embora tivesse um objetivo antes de qualquer coisa; salvar seu amigo, preso na gaiola daqueles que não toleram a voz da criatividade, os Guardiões do Silêncio. Aquele que foge é um velho conhecido nosso, Licurgo Orival Capiaspirino de Oliveira, Louco para os íntimos. O prisioneiro é um lindo pássaro dourado, amigo do rapaz desde que este ouviu seu canto pela primeira vez, quando poucos ainda ouviam.

Fugir não significa necessariamente desistir e, por isso, Licurgo decide recuar por um tempo, até que possa retornar ao mundo dos Guardiões do Silêncio para resgatar o Pássaro. Assim decidido, ele encontra uma nova história para ficar enquanto o dia certo não chega.

Neste mundo, o rapaz encontra quatro crianças que sorriem ao assistir seu espetáculo e, sem saber o poder que há em um sorriso, lhe dão força para almejar a tão sonhada liberdade de seu velho companheiro, bem como ampliar ainda mais sua imaginação, que inventa formas cada vez mais criativas de fugir dos captores do Pássaro. Licurgo sabe que não poderá fugir para sempre e que é de suma importância que se apresse para cumprir seu objetivo e, por isso, irá tomar coragem para abandonar a gaiola em que ele mesmo se trancou e, finalmente, abrir novamente uma portinha há muito fechada. Como ele fará isso, deixo para vocês descobrirem por si mesmos, afinal, que graça tem receber tudo de mão beijada, seja a liberdade ou o final de uma boa história?

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O autor

Rogério Coelho, além de ser um doce de pessoa, é um premiado ilustrador. Já havia participado de outros projetos com os estúdios Mauricio de Sousa, o MSP 50 e no lindíssimo livro Mônica(s).
Ele também colaborou com revistas infantis como a Recreio e é autor dos livros O Gato e a Árvore e O Barco dos Sonhos, ambos publicados pela editora Positivo. Em 2012, recebeu o Prêmio Jabuti pelo trabalho como um dos autores da coleção Mundo Leitor-Linhas da Vida.

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Opinião

Louco – Fuga é uma obra de arte. O modo como Rogério Coelho trata um personagem tão clássico como o Louco foi poético. O envolvimento dele com o Pássaro, com as crianças e as homenagens não só ao universo clássico da Turma da Mônica como às Graphics antecessoras foi de uma delicadeza ímpar.

O Louco de Coelho não é propriamente alguém desprovido de sanidade mental, mas sim, uma pessoa crescida com alma de menino que deseja salvar alguém querido, mas para isso precisa juntar alguns pedaços que estão espalhados em outros lugares: um sorriso, um apelido carinhoso, um cãozinho agradecido e as lembranças de um canto que dá força aos sonhos, algo que nunca podemos abandonar. Tudo isso, junto com a vontade de ser e estar livre, contribui para que essa Graphic seja não só uma obra-prima do design e dos quadrinhos, mas também uma história para refletir bastante.

Quanto do seu eu interior está tão pressionado pelas responsabilidades do dia a dia que não te permite prestar atenção aos sons à sua volta, às gargalhadas dos seus pares e à beleza que há nas pequenas coisas? Deixe sair um pouco do Louco que há dentro de você. Garanto que fará muito bem.

Review | Fallen Moon

JMangá POST 2016 88

A editora New Pop aproveitou o Anime Friends 2016 e trouxe vários lançamentos para todos os gostos. Um deles é Fallen Moon, uma coletânea de contos em volume único, que vocês conhecerão um pouquinho agora.

Fallen Moon

Lucas é um rapaz atormentado. Andando pelo deserto sem rumo certo, acaba desmaiando e é socorrido por um belo rapaz, Seraphis. Este, por sua vez, tem beleza similar à de um anjo, mas parece ser frio como um demônio. Agora, Lucas precisará organizar seus pensamentos e enfrentar o motivo pelo qual deixou o Éden, além de tentar resistir ao sentimento que o perturba a cada vez que chega perto de Seraphis.

Pintura de reminiscências

Bechtel é um pintor que vem angariando certa fama ao produzir retratos de belas mulheres a rapazes que querem levar consigo a imagem da amada.

Um dia, ele recebe a visita de um homem distinto, que lhe pede um retrato mas não traz a modelo junto: Bechtel deverá pintá-la baseando-se somente na descrição de seu misterioso cliente. Esse encontro fará com que o pintor, pouco a pouco, relembre aquilo que foi dolorosamente esquecido, para deleite de seu empregador.

Melancolia da Princesa de Barvero

Historinha curta, apenas para mostrar um pouco do lado narcisista de Belial.

Jardim de Espinhos

Návia é um mago amaldiçoado há muito por demônios. Desde que caiu em desgraça, foi confinado em uma torre e lá permaneceu por 18 anos. Um dia, ele recebe a visita do novo rei, o jovem Urikus, que o resgata da torre e o leva para conviver novamente no palácio.

Sua intenção é fazer com que Návia volte a fazer as previsões para o reino, embora este último acredite não ter mais este poder. Agora, o mago deverá lidar com a arrogância deste jovem que sente já ter encontrado em algum momento de sua vida e que pode estar ligado à possibilidade de quebrar sua maldição.

Mosaico

Selay é um caçador de recompensas que possui o Holy Eye, que o permite enxergar demônios. Ao encontrar o ferreiro Levy, algumas lembranças parecem emergir do fundo de sua alma, e faz com que ele queira se aproximar mais e descobrir o porquê dessas reminiscências.

O Gato Mágico de Hell’s Hills

Yuzu é uma criada espevitada que serve a um mestre excêntrico, o visconde Kuroe. Um dia, um garoto com aparência de gato invade a mansão procurando sua dona e mestre e criada irão ajudá-lo a encontrar aquilo que procura antes que seja tarde demais.

Réquiem

Um soldado à beira da morte encontra-se com um belo anjo, que irá acompanhá-lo até seu último suspiro.

A edição brasileira

Fallen Moon não traz nenhuma página colorida. Foi impresso no habitual off set que já é sinônimo de New Pop, e teve edição do próprio Junior Fonseca, com tradução de Sayuri Tanamate.

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A revisão está razoável, embora ainda traga algumas frases nas quais o entendimento parece um pouco prejudicado. Talvez seja o estilo de escrita da mangaká, que é bem rebuscado.

Opinião

Os contos trazem personagens bonitos, mas vazios. Não consegui sentir empatia por nenhum deles. A autora quis aproveitar a vasta mitologia de anjos e demônios, mas seus personagens não representaram bem seus papéis. Na verdade, tive a impressão de ter em mãos um fanzine daqueles que poderiam melhorar se a autora tivesse dedicado mais tempo.

Em algumas histórias, não consegui entender direito qual a finalidade deles terem sido escalados (a história curta da Princesa poderia ter sido encaixada como uma daquelas de final de volume) e, apesar de ser classificado como Boys Love, confesso ter achado que Conde Cain tinha muito mais elementos yaoi do que Fallen Moon.

Por outro lado, para ser justa, é bacana ver que a New Pop continua abrindo espaço para este gênero. Faz com que a gente tenha esperança de ler em português obras como Sakuragari e Zetsuai 1989. Por que não?

Agradecemos ao pessoal da New Pop, que nos cedeu o exemplar para análise.

Review | Helter Skelter

JMangá POST 2016 87

Que todos somos, em maior ou menor grau, escravos da ditadura da beleza, não existe dúvida. Que existem pessoas que se mutilam ou chegam a perder a vida por um conceito que é diferente para cada um de nós, também não é segredo. Um dos muitos lançamentos da New Pop, Helter Skelter, conta de forma nua e crua a história de uma modelo que, para se tornar linda, submeteu-se a situações que qualquer pessoa em sã consciência nem deveria cogitar. Confiram com o JWave.

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A história

Lilico é uma super modelo. Magra, loira e linda, é objeto de desejo dos homens e de obsessão das mulheres. Todas elas querem ter uma silhueta tão esguia como a dela. Todos eles querem dormir com ela. E ela acha isso incrível, ao mesmo tempo em que sabe que tudo não passa de ilusão.

Após dormir com o diretor de um filme com a intenção de ter um destaque maior no papel, Lilico se olha no espelho, nua e branca como a neve. Enquanto se admira, percebe um pequeno machucado um pouco acima de sua sobrancelha e surta.

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No dia seguinte, enquanto a prepara para a próxima sessão de fotos, o maquiador repara no machucado e questiona se Lilico foi picada. A modelo fica perturbada e surta novamente, quando a presidente da agência interfere e leva ela e maquiador para um lugar mais reservado. Lá, ela revela um segredo: o machucado de Lilico nada mais é do que um efeito colateral da cirurgia plástica. Cerca de 95% do corpo da super modelo é artificial e, pelo visto, não irá durar muito se não for tratado adequadamente. E o que vamos acompanhar a partir daí é o inferno psicológico de Lilico rumo à destruição.

Perturbador como um thriller psicológico

O mangá tem um traço que, até agora, não sei se amo ou odeio. Parece uma espécie de Paradise Kiss das trevas, mas me atrai da mesma forma que um inseto caindo na teia da aranha.

As atitudes e expressões de Lilico vão do inocente ao grotesco em apenas uma página, o que representa com perfeição o drama psicológico pelo qual a protagonista passa. Seus momentos de felicidade e depressão são regados com muitos remédios e bebidas; sua vida é vazia, pois ela não passa da representação doentia do sonho da presidente, que não aceitou ser esquecida quando perdeu a beleza ao envelhecer.

Lilico é cruel e dissimulada, ao mesmo tempo em que é uma criatura solitária e digna de pena, pois o que a mídia ama não é sua “pessoa”, mas sim, a casca defeituosa e artificial que exibe por aí com orgulho. Suas atitudes vão do estrelismo exacerbado (do qual temos exemplos todos os dias nas colunas de fofoca de todo o mundo) à total vontade de chamar a atenção porque se sente sozinha: ela perturba sua assistente dos jeitos mais horríveis possíveis (e a pobre coitada nem assim consegue contrariá-la), dá declarações vazias à imprensa e parece importar-se apenas com a irmã caçula e com os pais, que já não vê há muito tempo.

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Ao perceber que outra modelo jovem e natural pode tomar o seu lugar, ela fica ainda mais insana e instável, tornando-se uma espécie de bomba relógio que pode ser detonada a qualquer momento. Além disso, ainda tem que lidar com o fato de que não poderá ficar com o homem que ama e que está com prazo de validade prestes a vencer. Como lidar com isso sem perder a majestade que lhe foi concedida por toda a mídia? Não há uma resposta, pois a contagem para o final já foi iniciada e acabará mais cedo do que ela poderia prever.

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Outras mídias

Helter Skelter colecionou uma série de prêmios, dentre eles, o Tezuka e o Japan Media Arts Festival, que seleciona as obras essenciais do Festival de Angoulême, o maior revelador de quadrinhos na França.

O mangá ganhou uma adaptação para os cinemas em 2012, aclamada pela crítica.

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A edição brasileira

A versão da New Pop para o clássico de contou com a tradução de Denis Kei Kimura e edição de Caio Cezar. Como não podia deixar de ser, a obra foi impressa em papel off set e traz páginas coloridas que realçam ainda mais o clima perturbador da história e são minha parte favorita da edição.

Infelizmente, a revisão deu uma escorregada, com vários errinhos bobos de digitação e ortografia. Além disso, algumas frases estão meio esquisitas, especialmente os diálogos decorrentes dos flashbacks/pesadelos de Lilico e do investigador.

Tirando esse detalhe, a edição está muito linda, daquelas que fazem uma bela figura na estante. A história é atual e nos faz pensar, como a própria autora já declarou uma vez: a culpa por existirem Lilicos por aí afora é toda nossa. Isso não acontecerá mais no momento em que deixarmos a maldade e o veneno de lado e aceitarmos as pessoas e a nós mesmo do jeito que somos… se é que isso será possível algum dia.

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Minha imagem favorita

Agradecemos ao pessoal da New Pop por ter cedido o exemplar para análise.

Review | The Testament of Sister New Devil #1

JMangá POST 2016 86

A Panini está decidida a deixar todo mundo pobre em 2016. Um dos destaques do Anime Friends deste ano foi o lançamento de “The Testament of Sister New Devil”, baseado numa novel de ação de autoria de Tetsuto Uesu e com versão em quadrinhos a cargo de Miyakokasiwa. O JWave traz agora para vocês um pouquinho sobre essa historinha para maiores de 18.

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A história

Basara Tojo é um garoto aparentemente comum. Até pouco tempo atrás, vivia apenas com seu pai, até ele resolver se casar de novo e adotar as filhas de sua atual esposa, Mio e Maria. Como se não bastasse, enquanto a tal esposa está viajando, seu pai resolve se mudar para uma casa maior e convida as meninas para ficarem todos juntos, com a intenção de se acostumarem uns com os outros.

Tudo ia muito bem, com despertares meio safadinhos e a promessa de se tornarem uma família de verdade, até que tudo se provou uma grande mentira. Mio é, na verdade, a herdeira do trono dos demônios e Maria uma súcubo poderosa, que cuida da segurança da garota.

Maria revela a Basara que a história de nova família foi tudo uma armação para proteger Mio. O que as garotas não imaginavam é que Basara é da linhagem dos heróis e que ficaria mais bravo por ter sido enganado do que pelo fato delas serem demônios.

Após uma leve briguinha que não dá nem pra suar, as meninas vão embora para tentar encontrar outro lugar para viver, mas são emboscadas por inimigos. Basara, devidamente orientado e avisado por seu pai que também já sabia de tudo, salva as meninas e promete protegê-las.

Assim, todos voltam para casa e começam a tentar viver como uma família; o único problema é que os asseclas da facção demônio rival e os membros da vila de heróis que Basara e seu pai deixaram para trás há cerca de cinco anos depois de um certo incidente não deixarão essa situação passar despercebida. Sendo assim, o garoto deverá permanecer firme em seu propósito, nem que para isso deva romper laços com sua origem.

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A edição brasileira

A versão da Panini vem com o papel jornal básico que todos conhecemos e amamos odiar nas horas vagas. Não temos páginas coloridas, mas as contra-capas trazem desenhos legais e a palavra da ilustradora.

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A tradução foi feita pelo Jae HW e o editor é o Vitor Barbosa.

Opinião

Bom, já fazia tempo que eu não me deparava com um mangá desse naipe, mas… devo dizer que fazia tempo que não ficava vermelha com algumas situações a ponto de agradecer à Kami-Sama por não ter aberto meu exemplar no metrô.

A arte é linda e a trama bem bacana. Confesso que adorei a Maria (ela é muito sacana com a patroa dela e isso faz dela a melhor personagem) e acredito que a Mio ainda não mostrou a que veio. Basara é um protagonista ok e acho que o incidente que o fez deixar a vila com o pai renderá uma boa história, fora o plot secundário da menina amiga de infância que gosta do protagonista, mas treta com ele por causa da mocinha… nunca decepciona!

Os fãs dessas tramas de fantasia com pitadas generosas de ecchi (acho que não seria pitada: seria é um pacote de um quilo mesmo) podem ficar tranquilos, a história é bem bacana, com personagens bem construídos. Vale muito a pena dar uma olhada.

Agradecemos ao pessoal da Panini que nos cedeu o exemplar para análise.

Review | O Jardim das Palavras (Kotonoha no Niwa)

JMangá POST 2016 85

Um casal que não se conhece, mas sente afinidade desde o primeiro encontro por acaso e a chuva constante. Esses são os protagonistas de “O Jardim das Palavras” (Kotonoha no Niwa, no original), mangá de volume único ilustrado por Midori Motobashi e trazido ao Brasil pela New Pop e um dos lançamentos do Anime Friends 2016. Curiosos? Então vamos lá!

A história
Takao Akizuki está no primeiro ano do colegial, mas não está muito empenhado em estudar para se formar. Em todos os dias chuvosos, ele cabula aula e pensa no seu verdadeiro objetivo, que é tornar-se um sapateiro. Um dia, ele acaba encontrando por acaso Yukari Yukino, que está se abrigando da chuva no mesmo lugar para onde ele costuma ir quando cabula as aulas. De forma natural, sem nem mesmo se apresentar, os dois iniciam uma amizade descompromissada, apoiando-se um no outro mesmo sem saber o que tanto os aflige.

Devido à época de chuvas, os encontros passam a ser mais frequentes. Takao busca em Yukari uma espécie de permissão para seguir em frente com seu sonho; Yukari, por sua vez, parece estar no limite dos seus sentimentos. Prestes a se mudar de cidade, tem medo de que essa aproximação não permita que ela dê um passo à frente, enquanto Takao nem imagina que o mesmo sentimento caloroso que toma seu peito quando pensa na moça misteriosa é o mesmo que a faz chorar ao se imaginar longe dele.

Apesar de não dizerem nada um para o outro, é certo que eles se amam: como levar adiante tal sentimento com todos os impedimentos que existem em suas vidas? Será que este amor salvará seus corações? Os desdobramentos deste relacionamento ao mesmo tempo terno e triste estão neste lindo one shot, que já está disponível em algumas bancas e nas lojas especializadas.

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Outras mídias
O mangá é baseado no filme de Makoto Shinkai, que foi premiado como a melhor animação do ano no ITunes Best de 2013, bem como no Festival Internacional de Cinema de Fantasia, no Festival de Stuttgart de Filme de Animação e, também em 2013, recebeu o Prêmio Kobe de teatro (já ouviu nosso podcast sobre o filme? Corre lá no https://www.jwave.com.br/2015/11/jwave-269-o-jardim-das-palavras-kotonoha-no-niwa.html e deixe sua opinião!). Além do mangá e do filme, a trama também tem sua versão novel, escrita por Makoto Shinkai e publicada originalmente de setembro de 2013 a abril de 2014 na revista Da Vinci.

Edição Brasileira
A edição da New Pop está muito linda. Ela vem com o habitual off set sem transparência e páginas coloridas. A revisão, nesta edição assinada pela Débora Tasso, deu uma boa melhorada em comparação com outras obras lançadas pela editora. A tradução ficou a cargo de Sayuri Tanamate e a edição é de Caio Cezar.

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Opinião
É uma obra triste, mas ao mesmo tempo acolhedora. O traço leve de Midori Motobashi nos transporta para dentro da história, de um jeito que dá até para sentir os pingos de chuva que castigam e acariciam os personagens ao mesmo tempo.

Takao é um protagonista carismático; parece aquele tipo de pessoa que, mesmo se esforçando para não se envolver com ninguém, dá vontade de chegar perto e insistir na amizade. Yukari parece ter uma personalidade frágil, mas só ela sabe o quanto sofreu até encontrar Takao e reaprender a ansiar por algo que não seja o fim de tudo. Em suma, a história é muito boa e, mesmo dando vontade de ver o que aconteceu depois do desfecho, acredito que a trama se resolveu bem em um volume. Espero que venham outras obras deste tipo para o Brasil, aproveitando a grande variedade de publicações que temos nas bancas hoje em dia.

Agradecemos ao pessoal da New Pop que nos cedeu o volume para análise.

JBook Review #12: O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares

JBook Post 2016 12

Depois de termos sido bombardeados com inúmeras histórias onde jovens lutam pelas próprias vidas nos mais variados tipos de arena, as editoras brasileiras resolveram investir em uma história que, se não nos ganha por originalidade de trama, pelo menos nos prende a atenção aliando-a à ilustrações perturbadoras.

Estou falando do livro “O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares”, cujo primeiro de uma possível trilogia chegou ao Brasil pela editora Leya e me deixou desesperada para ler os próximos. Curiosos? Então vamos lá!

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A história

Jacob Portman é um adolescente rico, herdeiro por parte de mãe de uma rede de farmácias, na qual precisa trabalhar pelo menos por algum período devido a uma tradição de família. Mesmo fazendo os mais variados desaforos para sua gerente e agindo com a típica arrogância da adolescência, não consegue ser demitido devido à sua condição deveras injusta aos olhos dos outros funcionários, que precisam estar ali para pagar suas contas.

Seu avô, o simpático senhor Abraham Portman, é sobrevivente da Segunda Guerra Mundial, na qual lutou para se vingar daqueles que oprimiram seu povo, os judeus, além de tirar suas famílias e dignidade. Vovô Portman, desde sempre, contava a Jacob não só histórias de guerra, mas também histórias sobre o orfanato que vivia junto com outras crianças, que descrevia como peculiares.

Como se a imaginação já não fosse combustível suficiente para uma mente infantil, vovô Portman tinha fotos para provar e que poderiam encantar e perturbar crianças no mesmo grau: um garoto levantando uma pedra enorme com apenas uma mão, uma menininha loira de cara emburrada usando uma coroa e levitando a poucos centímetros do chão, entre outras coisas bizarras em maior ou menor escala.

Conforme foi crescendo, Jacob passou a aceitar aquilo como contos de fada e interpretou que as fotos não passavam de montagens. O que o garoto nunca imaginou era que, muito em breve, conheceria não só os astros dos supostos embustes das fotos, mas se juntaria a eles como um peculiar.

 

A revelação

Durante mais um de seus dias entediantes, Jacob recebe uma ligação meio esquisita do seu avô, que ele julgou ser apenas um surto pós-guerra. Quando chegou com seu único amigo (e motorista nas horas vagas) até o condomínio onde vovô Portman morava, percebeu que algo não estava certo e tinha razão; encontrou a casa toda revirada e, o mais perturbador, o responsável não só pela bagunça, mas também pelo possível cadáver de vovô Portman caído no jardim. O problema era que seu amigo não viu absolutamente nada e que, para piorar, a criatura fugiu sem deixar vestígios, deixando pra trás um Jacob intrigado, perturbado e desesperado, uma vez que tudo o que seu avô ainda conseguiu articular foram instruções meio desconexas, talvez em código, antes de morrer em seus braços.

Agora, Jacob terá que lidar com o fato de que todos acham que enlouqueceu por conta do ocorrido e que talvez as histórias de seu avô não fossem apenas para impressionar o neto criança. Ele precisa encontrar o Orfanato da Srta. Peregrine e, com sorte, algum de seus moradores, para que ele consiga viver em paz com a morte de seu avô e tenha sua sanidade reconhecida uma vez mais.

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Filme

A versão cinematográfica da obra está prevista para estrear em setembro deste ano lá fora, mas a data aqui no Brasil ainda está um pouquinho longe. Algumas fontes dizem que virá em dezembro, mas outras afirmam que será em janeiro de 2017. O fato é que o trailer já está circulando há algum tempo e parece ter ficado bem fiel à obra, exceto por algumas liberdades de adaptação que tomaram com relação ao par romântico de Jake, Emma. Acredito que eles tenham usado a peculiaridade de duas personagens distintas para construir esta personagem, mas o fato é que só vou conseguir sacar mesmo o que fizeram quando assistir o filme, uma vez que o pôster traz alguém que TAMBÉM pode ser a Emma.

A direção do filme ficou por conta do queridinho de Hollywood Tim Burtom. Jacob (Jake) ganhou vida através do queridinho Asa Butterfield (A Invenção de Hugo Cabret) e a senhorita Peregrine ficou muito bem na pele de Eva Green (007 – Cassino Royale). Outros atores queridinhos de todo mundo estão presentes também na adaptação como a divérrima Judi Dench e o genial Samuel L. Jackson, este último no papel do vilão. A caracterização dos personagens e a ambientação dos cenários ficou muito boa, bem próximo do que imaginei lendo o livro.

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Opinião

Como falei no comecinho da resenha, “O Orfanato da Srta. Peregrine” não prima por uma história original, mas sim por unir a trama (que pode ser comparada aos X-Men a grosso modo) a uma série de fotografias que, pasmem, são todas reais e emprestadas por alguns colecionadores, devidamente creditados no final do livro.

O grau de bizarrice dessas fotos é épico e vai desde o extremamente tosco ao profundamente perturbador. O autor soube usar direitinho a aura dessas fotografias para criar o clima que uma história desse naipe merece.

Acredito que a vinda do filme fará com que a terceira edição chegue logo ao Brasil. Espero que eu esteja certa, e que a história mantenha o mesmo nível que no primeiro volume. Já encomendei o segundo e estou contando os dias para voltar às aventuras das crianças peculiares.

JWave #313 | Boku no Hero Academia

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O JWave dessa semana parte para o Japão para falar de Boku no Hero Academia! Já imaginou viver num planeta que ser super herói é normal? E se você não nascesse com habilidade alguma para ser um? Vamos falar tudo sobre a primeira fase do mangá.

Também conhecido como My Hero Academy, temos um dos mangás da Shonen Jump de maior sucesso do momento e que em breve sairá no Brasil.

Juba e Sasuke RK comentam da primeira temporada do animê e do mangá criado por Kōhei Horikoshi.

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Review | Quando Tudo Começou

JQuadrinhos POST 2016 23
Sabemos que crescer não é fácil, especialmente a transição entre a adolescência e a vida adulta. Muitas vezes fica a sensação de que você não é mais criança, mas não é levado a sério porque ainda não se tornou um adulto “de verdade”.

A blogueira Bruna Vieira passou por isso e, junto com a fofíssima Lu Cafaggi, nos presenteia com “Quando tudo começou”, um quadrinho meigo e nostálgico, trazido até nós pela editora Nemo. Vamos conferir?

Confissões de adolescente

Bruna está apreensiva: vai começar na escola nova e, pela primeira vez, sua melhor amiga não estará ao seu lado. Mudar de ares foi uma decisão totalmente sua, mas parece que não estava devidamente preparada.

Após gastar um tempinho realçando sua beleza natural com maquiagem (e com caraminholas na cabeça que nos acompanham mesmo na vida adulta) e de receber o incentivo que precisava através de uma simples mensagem da amiga ausente, Bruna sai para seu primeiro dia de aula meio confiante, meio incrédula, mas ainda assim com vontade de mudar.

Seu complexo de inferioridade não permite ver na classe novas possibilidades de fazer amigos e de expandir os horizontes, mas ela se esforça a ponto de nos deixar com a impressão de que, embora ela pareça não querer dar espaço para isso, irá conseguir superar essa dificuldade.

Bebel é uma melhor amiga consciente, daquelas que não te mimam, nem te poupam de uma bronca quando é necessário. Na visita que faz à Bruna depois da aula, deixa claro que foi ela mesma quem quis esta mudança, mas pra isso precisa deixar que ela aconteça; chega de ser gentil com a memória da escola antiga e de negar aos outros a oportunidade de mostrar a Bruna de verdade: uma garota bonita e inteligente, que quer ser feliz.

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Impressões
Pode-se dizer que “Quando tudo começou” é um prelúdio para o que Bruna Vieira se tornou hoje: uma blogueira jovem, que para superar coisas tristes que lhe aconteceram (como o final de um relacionamento), passou a escrever em um blog. Suas palavras alcançaram os corações de milhões de seguidores em suas redes sociais e arrisco dizer que a insegurança demonstrada nas páginas deste livro deveria ficar totalmente para trás.

Opinião
Bruna se revela uma excelente contadora de histórias, daquelas que passam tudo o que estavam sentindo enquanto escreviam. Lendo a história, me senti de novo com 15 anos e minhas incertezas acerca do meu futuro: ligeiramente diferente das dela, mas ainda assim fortes o suficiente para incomodar bastante.

O traço fofo de Lu Cafaggi dá um tom nostálgico à trama, trazendo à tona lembranças de uma época em que nossas preocupações apenas estavam começando.

Uma boa história com um excelente traço fazem de “Quando tudo começou” uma boa pedida para quem quer deixar um pouco de lado o caos do dia a dia para se encantar com algo simples como o coração de uma jovem.

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Agradecemos à editora Nemo e ao pessoal da Autêntica pelo exemplar enviado para análise.

Review | Placas Tectônicas

JQuadrinhos POST 2016 22
Peço perdão desde já por começar com um clichê mas… a vida não é fácil. Relacionar-se com as pessoas, seja por amizade, seja por amor, seja pelo trabalho geralmente não é simples como gostaríamos. Sabendo bem o que isso significa, a autora francesa Margaux Motin nos traz o delicioso Placas Tectônicas, seu primeiro livro publicado no Brasil e que me deixou apaixonada logo de cara. Curiosos? Bora saber mais um pouquinho.

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A história
O ano é 2010 e Margaux acabou de se divorciar. Após relembrar brevemente tudo o que se passou nesse relacionamento, ela decide guardar todas as lembranças e “sair” pra um novo começo, junto com sua filha de seis anos, suas fiéis amigas e sua família.

Agora, o que nos espera são relatos divertidíssimos de como ela faz pra cuidar da filha e da casa ao mesmo tempo em que trabalha como ilustradora, sai com as amigas e ainda consegue abrir seu coração para um novo amor.

Sincerômetro ligado no level max

Uma das coisas que mais atrai em Placas Tectônicas é o nível máximo de sinceridade da autora. Ela não nega as maravilhas de ser mãe, mas é bem sincera com o “lado B” desta nobre tarefa. Pode horrorizar leitores mais puritanos com as verdades que ela fala quanto aos super-poderes que as mães têm, com os porres que ela toma com a criança em casa e com o fato dela agir de forma mais infantil do que a menina em muitas situações, mas nada que não nos arranque risadas, afinal, quem nunca teve vontade de mandar tudo às favas pelo menos uma vez, que atire a primeira pedra.

Ela também é bem verdadeira quanto às fases pelas quais passamos após terminar um relacionamento, nas atitudes que tomamos muitas vezes com relação ao trabalho e às amizades, bem como com nossa neurose ao tentar adivinhar os sentimentos do parceiro, a visível falta de paciência com as crianças, as eternas minhocas na cabeça por causa da aparência e, especialmente, a falta de vontade de estar sempre perfeita para toda e qualquer ocasião.

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Opinião
Placas Tectônicas é uma grata surpresa. Me identifiquei bastante com a protagonista/autora (será que é porque somos da mesma faixa etária?), pois também não consigo manter minha boca fechada em determinadas situações, nem ter paciência com os filhos mal educados das outras pessoas; em contra-partida, é bem difícil manter-se com a sanidade em dia passando por tanto perrengue, seja um final de relacionamento conturbado, mudanças inesperadas, crise no serviço e, o mais assustador, a insegurança diante do futuro.

Margaux nos mostra que, por pior que seja a situação, é possível resolver tudo com bom humor, sem deixar morrer a nossa criança interior. No final é tudo uma questão de harmonizar nossas placas tectônicas interiores e… se ocupar vivendo.

Agradecimentos mega especiais à editora Nemo, que nos mandou o exemplar para análise. Espero sinceramente que tragam mais obras da autora!