Um mundo que só existia na tela do computador agora é a realidade de 30 mil jogadores. Ao instalar a décima segunda expansão do jogo Elder Tale, essas pessoas não foram capazes de se deslogar, ficando presas em um mundo virtual onde não se pode morrer de fato e nem comer com prazer, já que a comida tem uma aparência apetitosa, porém não possui gosto. Será que ainda é possível voltar ao mundo real?
Esse é o plot de Log Horizon, um dos inúmeros lançamentos da New Pop no Anime Friends 2016 e que vou falar um pouco nessa edição do JMangá. Que a aventura comece!
A história
Shiroe é um jogador bem conhecido em Elder Tale; um Enchanter com um apelido bem intrigante, “O Conspirador de Óculos”. Junto com seus amigos, construíram um nome de respeito no jogo e tudo ia bem até o dia em que ficaram presos no mundo virtual.
Após 10 dias sem sucesso nas tentativas de reverter essa nova realidade e preocupados com o clima que começa a pairar em cada canto, ele resolve sair em jornada com seus companheiros Naotsugu (Guardian, amigo de Shiroe desde sempre) e Akatsuki (Assassin devotada a Shiroe desde que este a ajudou em algum momento).

A missão parece simples: resgatar um dos membros de uma guilda amiga, a meiga e pequenininha Druid Serara. No caminho eles enfrentam muitos perigos (nada é mais assustador do que pessoas que não têm mais nada a perder) e encontram aliados poderosos, mas de nada adianta continuar lutando e saindo em expedições se o maior desafio está longe de ser concluído: voltar para o mundo real sãos e salvos. E esta missão de resgate parece ser apenas o começo, já que os perseguidores de Serara não vão deixá-la em paz tão facilmente.
Outras mídias
A versão mangá de Log Horizon que temos em mãos é baseada na série de novels de mesmo nome, que já conta com 10 volumes no total. Assim como o mangá, os autores são Mamare Touno (roteiro) e Kazuhiro Hara (arte).
Existem muitas franquias de mangás de Log Horizon em andamento no Japão e não sei se todas virão para o Brasil. São elas:
– Log Horizon Gaiden, com 4 volumes até agora;
– Log Horizon: Nishikaze no Ryôdan, também com 4 volumes até agora;
– Log Horizon Gaiden: Nyanta-honcho Shiawase no Recipe, com 2 volumes até o momento.
Além dos mangás, a trama já ganhou duas temporadas de anime com 25 episódios cada, sendo a primeira realizada pelo estúdio Satelight e a segunda pelo Estúdio Deen. É adaptação pra ninguém botar defeito.
A edição brasileira
Como já é praxe da New Pop, a versão brasileira de Log Horizon foi editada em papel off-set. Não traz páginas coloridas, nem ilustrações extras.

A revisão está um pouco melhor mas ainda tem trabalho pela frente. A edição ficou por conta de Caio Cezar e a tradução a cargo de Karen Kazumi Hayashida.
Opinião
Apesar de ter personagens até que bacaninhas, Log Horizon não prima pela originalidade. O plot de “viver dentro de um jogo” já foi usado várias vezes com inúmeras variações, como nos violentos e cheios de fan service “Btoom” e “Savanna Game”, no fofinho e curto “.//hack” e até mesmo em parte dos indecifráveis “Enigma” ou “Jogo do Rei”.
Talvez seja cedo para falar algo, já que o primeiro volume não explora muito o momento em que esses jogadores ficam presos no jogo; só sabemos que foi no dia em que lançaram a décima segunda extensão de Elder Tale e que eles não são capazes de sair nem mesmo em caso de game over.
Também não ficou claro para mim o porquê do nome de algumas criaturas serem mantidos entre colchetes: seria por se tratar de um jogo ou era para ter alguma nota de rodapé ou glossário que depois foram abandonados? Ou isso já veio do original e não tem explicação plausível? Enfim, muita coisa ainda precisa ser explicada, mas talvez eu esteja mal acostumada com histórias que me ganham logo no primeiro volume.
Para quem for fã de histórias envolvendo aventuras intermináveis e personagens baseados em jogos, é uma ótima opção. Espero que os próximos volumes nos dêem pistas mais claras do que virá pela frente.
Agradecemos ao pessoal da New Pop que nos encaminhou o material para análise.














Pensei em ir quando viajei para Tokyo, mas faltou tempo e coragem. Posteriormente, no início deste ano, recebi de um amigo um panfleto de uma festa LGBT em uma balada aqui em Fukuoka. Porém era muito próximo à data de alguns trabalhos e não pude ir. Então, no início de Julho veio a segunda oportunidade, outra festa LGBT em outra balada de Fukuoka. Juntei meus amigos, botei a coleira no namorado e lá fomos nós. A primeira sensação, já à porta do local foi de acolhimento. A parede invisível que é colocada entre mim e meu namorado na vida diária desaparece e há uma sensação muito grande de liberdade, quase como àquela de sair do armário. As pessoas são simpáticas e tentam fazer amizade, de um jeito menos invasivo do que ocorre nos bares gays, por exemplo. Quando à música, ainda continuei frustrado, durante a maior parte do tempo os djs se resumiam aos mesmo raps e putz-putz desconhecidos (ou talvez conhecidos apenas nesse meio das baladas, vai saber). Porém, quando a DJ lésbica assumiu o comando, vez ou outra, uma boa música pop vinha para alegrar o coração e provar mais uma das minhas teorias, minha impossibilidade de dançar em balada não é timidez, é falta de músicas boas pra dançar, eu simplesmente não tenho vontade de dançar algo que eu não conheça ou não me sinta envolvido pelo ritmo. Para completar tivemos shows de drag queens japonesas e estrangeiras, que dublaram músicas pop e de musicais, e perto do final da noite tivemos um sorteio de um kit de brinquedos eróticos. Curiosamente o número sorteado foi 24, e pra minha surpresa era o meu número (vale dizer que esse número tem me dado sorte, tendo sido também o número da minha inscrição no mestrado). Se quiserem saber mais sobre diversão LGBT, ou sobre a vida LGBT em geral aqui no Japão, comente aqui embaixo com sugestões de tema e dúvidas. Até a próxima postagem! PS. Desta vez eu preciso falar de duas obsessões atuais Harry Potter and The Cursed Child, o livro script da peça que está sendo encenada em Londres e que dá continuidade à história de Harry Potter. Eu recebi dois dias depois do lançamento, e não dormi aquele dia enquanto não terminei a leitura. O livro não tem a complexidade e profundidade da obra original da JK Rowling, mas apela para os sentimentos nostálgicos dos leitores, e tem sim um enredo intrigante que te faz devorar a história para saber o seu desfecho. E acima de tudo, tenho que dizer que Scorpius Malfoy se tornou um dos meus personagens prediletos de toda a série Harry Potter. Além do bromance dele com Albus (que me faz pensar que faltou ousadia da equipe para realizar realmente um casal gay de protagonistas), a personalidade dele é simplesmente muito difícil de não se apegar, pois ele demonstra uma bondade e pureza genuínos, sem moralismos ou hipocrisia, especialmente se contrastado com a personalidade meio rebelde sem causa do Albus, que é uma cópia do pai em sua fase aborrecente.






































