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Kings World Cup Nations traz novidades no palco Omelete na CCXP 25

A CCXP 25 virou ponto de encontro entre cultura pop e futebol raiz em modo competitivo, quando o palco Omelete recebeu o anúncio oficial da Seleção Brasileira que disputará a Kings World Cup Nations em janeiro. Depois de uma pré lista que já tinha mexido com as expectativas da galera, a comissão técnica finalmente confirmou os nomes que vão carregar a missão de buscar o bicampeonato dentro do ecossistema da Kings League.

O técnico Dudu, o auxiliar Preto e o coordenador Velho Vamp comandaram o painel, dando aquele toque de vestiário misturado com energia de evento geek. Junto deles, os presidentes da Kings League Brazil Nyvi, Cris Guedes, Luqueta, Cerol, Michel Elias, MC Hariel, Lucas Freestyle e Renato Vicente reforçaram o clima de torcida. A reação da CCXP não deixou dúvidas de que o público comprou a ideia de ver o Brasil brigando pela taça.

Convocação completa: quem veste a amarelinha na Kings World Cup Nations

O anúncio trouxe um elenco equilibrado entre experiência, habilidade e a clássica criatividade brasileira que costuma aparecer nos lances mais inesperados.

Goleiros
Victão
Esaú

Defensores
Dedo
Well
Wembley
Jeffinho

Meias
Luan Mestre
Andreas
Lipão
Canhoto

Atacantes
Ton
Kelvin Oliveira
Leleti

Primeiros confrontos definidos

A seleção já entra em 2025 com dois duelos importantes na fase inicial do torneio. O calendário foi confirmado e deixa claro que o Brasil não terá vida fácil logo de cara.
Brasil vs Espanha às 18h em 03 de janeiro
Brasil vs Qatar às 19h em 08 de janeiro

Dois jogos que prometem testar o entrosamento dessa formação recém anunciada.

Uniforme novo e clima de competição no ar

Quem passou pelo palco Omelete também conferiu pela primeira vez o novo uniforme da equipe, que chega com visual renovado e pensado para marcar presença tanto dentro de campo quanto no feed da galera. Além disso, os ingressos para acompanhar a fase regular da Kings World Cup Nations já estão à venda, agitando ainda mais quem quer sentir o clima da competição direto das arquibancadas.

Com a seleção apresentada, calendário divulgado e hype elevado, a corrida rumo ao bicampeonato começa antes mesmo da bola rolar. E o público da CCXP 25 sai na frente, já sabendo quem vai defender as cores do Brasil na disputa que coloca o país no centro do cenário mundial da Kings League.

Miary Zo chega a TEKKEN 8 e fecha a temporada com um elenco de 40 lutadores

EKKEN 8 encerra sua segunda temporada com a chegada de Miary Zo, personagem inédita que amplia o elenco total para 40 lutadores jogáveis. A Bandai Namco confirmou que a nova combatente já está liberada em acesso antecipado para quem possui o Passe de Personagem da Temporada 2 ou o Passe de Personagem e Palco da Temporada 2. O lançamento geral acontece em 5 de dezembro de 2025.

A deusa renascida de Madagascar

Miary Zo é apresentada como o receptáculo do Deus Prateado da Luta, figura mítica do folclore de Madagascar. Nascida sob profecia, marcada pelos olhos escarlates e pela ligação com a natureza, ela cresceu observando animais e absorvendo gestos e ritmos que moldaram seu estilo de batalha. No gameplay, isso se traduz em uma mistura do Morengy, arte marcial tradicional malgaxe, com influências africanas e movimentos inspirados em criaturas da fauna local.
A lutadora também luta acompanhada de Vanilla e Cacao, dois lêmures que funcionam como mensageiros do Deus Prateado da Luta. A presença dos animais reforça o tom leve e espirituoso da personagem, que encara cada luta como um encontro com um novo amigo de batalha.

Baobab Horizon coloca Madagascar no centro do ringue

A atualização inclui ainda o novo cenário Baobab Horizon, inspirado na paisagem marcada por baobás gigantes, vilarejos e a fauna vibrante de Madagascar. A arena foi criada para refletir as raízes da personagem e destacar a diversidade cultural da ilha. O palco faz parte do Passe de Personagem e Palco do Ano 2, mas também pode ser adquirido separadamente.

Mesmo com novos rostos ganhando destaque, TEKKEN 8 segue expandindo sua trama clássica sobre o caos da família Mishima. A disputa entre pais e filhos continua sendo o motor dramático da campanha, enquanto personagens antes restritos ao enredo passam a ser jogáveis. A busca por deter Kazuya se intensifica e o elenco renovado ajuda a renovar o interesse nos próximos capítulos da série.

Desenvolvido pela Bandai Namco Studios, o jogo está disponível para PlayStation 5, Xbox Series X e S e PC via Steam. Com a chegada de Miary Zo e o fechamento do ciclo de DLC da segunda temporada, o game se consolida aos olhos da comunidade como uma das fases mais criativas e variadas da franquia.

Timothée Chalamet leva o Thunder à loucura e revela os bastidores de “Marty Supreme” na CCXP25

CCXP25 PALCO-THUNDER -@amnndamelo

O segundo dia da CCXP25 terminou em alta rotação no Palco Thunder by Claro tv+. Marcelo Forlani e Maisa receberam Timothée Chalamet e o cineasta Josh Safdie para apresentar “Marty Supreme”, novo longa da Diamond Films que já chega cercado de expectativa. Em meio a gritos, celulares erguidos e uma plateia lotada, Chalamet surgiu envolto na bandeira do Brasil, gesto simples que foi o suficiente para incendiar o público.

O universo de Safdie e a construção do protagonista

CCXP25 PALCO-THUNDER -@amnndamelo

O painel abriu espaço para um primeiro contato com o tom do filme. Safdie comentou o processo criativo e a energia do set, enquanto Chalamet falou sobre a construção de Marty, um personagem movido por ambição, paixão e conflitos internos. O ator destacou a mistura de perfis no elenco e como isso impactou a intensidade das cenas.

“Esse filme é sobre sonhar grande. É sobre paixão. O elenco foi extraordinário. Tinha de tudo: atores, não atores, pessoas de mundos diferentes trabalhando juntas. Foi uma energia incrível”, disse Chalamet, em um dos momentos mais aplaudidos do encontro.

Cenas inéditas e reação imediata do público

CCXP25 PALCO-THUNDER -@amnndamelo

O ápice do painel veio com a exibição de duas cenas exclusivas de “Marty Supreme”. Curtas, diretas e potentes, as prévias deram uma amostra do ritmo e da personalidade do longa, arrancando reações imediatas da plateia e fechando o Thunder by Claro tv+ no clima de grande evento.

Sobre “Marty Supreme”

Ambientado em Nova York na década de 1950, período marcado por grandes conquistas do atleta que inspira a narrativa, o filme aposta em um elenco de peso. Além de Chalamet, a produção conta com Gwyneth Paltrow, Odessa A’zion, Fran Drescher e Tyler, The Creator, que faz aqui sua estreia como ator.

Distribuído pela Diamond Films, “Marty Supreme” estreia nos cinemas brasileiros em 22 de janeiro, com sessões antecipadas a partir de 8 de janeiro. Depois da passagem pela CCXP25, o longa sai do evento com status de um dos títulos mais aguardados do calendário.

Zenitsu do Castelo Infinito estreia no Demon Slayer Kimetsu no Yaiba The Hinokami Chronicles 2

A versão Castelo Infinito de Zenitsu Agatsuma acaba de aterrissar em Demon Slayer Kimetsu no Yaiba The Hinokami Chronicles 2, trazendo uma leitura mais intensa do personagem para o Modo Versus. O novo pacote já está disponível tanto de forma avulsa quanto dentro do Passe de Personagens, ampliando o elenco jogável com uma variação que deve agradar quem domina os golpes rápidos e explosivos de Zenitsu.

Quanto custa entrar na fúria elétrica de Zenitsu

O personagem pode ser adquirido separadamente por R$ 25,90 ou como parte do Passe de Personagens Castelo Infinito, que sai por R$ 153,90. Para quem já acompanha o game desde o primeiro título, o investimento segue a lógica dos conteúdos adicionais de Demon Slayer, apostando em versões icônicas que surgem nos arcos finais do anime.

O que muda com a chegada de Zenitsu Castelo Infinito

No Modo Versus, jogadores ganham acesso a um Zenitsu mais centrado, visualmente ligado ao arco do Castelo Infinito e com animações retrabalhadas para refletir o tom dramático do personagem nesse momento da história. O pacote também inclui uma nova foto de perfil, citações temáticas e decorações, material extra pensado para quem gosta de personalizar a experiência.

Com a chegada dessa nova versão, fica claro que o Passe de Personagens ainda tem cartas importantes para revelar. A expectativa agora gira em torno de quais guerreiros do arco final aparecerão em seguida e como isso vai mexer com o meta competitivo.

CCXP25 | Fandom Box leva 16 novos colecionáveis

A CCXP25 está chegando e, junto com ela, mais uma leva de novidades para quem vive rodando estante e reorganizando coleção. Entre 3 e 7 de dezembro, a Fandom Box retorna ao evento trazendo 16 novos itens que atravessam gerações, de Meninas Superpoderosas a Senhor dos Anéis. A marca nacional, já conhecida por transformar referências clássicas em dioramas coloridos, aposta em uma mistura certeira de TV brasileira, anime, fantasia e séries queridinhas do streaming.

Meninas Superpoderosas em clima de Townsville

A animação que marcou a infância de muita gente volta à cena com Florzinha, Lindinha e Docinho, cada uma acompanhada por um diorama inspirado na cidade de Townsville. O trio chega em versão vibrante, pronto para encarar Ele e relembrar as aventuras que moldaram a estética do Cartoon Network dos anos 2000.

One Piece reforça a tripulação

A Grand Line dá as caras no estande com Zoro, Nami e Chopper, que se juntam ao já lançado Luffy. A seleção aposta nos pilares que fizeram One Piece atravessar gerações, trazendo desde o espadachim de três lâminas até a navegadora estratégica e o mascote mais carismático da franquia.

Senhor dos Anéis: da Terra Média direto para a estante

A Sociedade do Anel ganha um trio poderoso: Gimli com seu machado, Legolas com seu arco e Gandalf em sua clássica combinação cajado e cachimbo. A coleção também revisita a jornada do Um Anel com Frodo, Gollum e o imponente Sauron em armadura. A proposta abraça tanto quem cresceu com a trilogia de Peter Jackson quanto quem entrou na saga mais recentemente.

Chapolin Colorado entra em cena

O herói mais atrapalhado da TV latina chega com anteninhas e a famosa marreta biônica, expandindo o universo de Roberto Bolaños dentro da linha da Fandom Box. O personagem se junta aos colecionáveis já lançados de Chaves, fortalecendo um dos blocos de nostalgia mais fortes da cultura pop brasileira.

Castelo Rá Tim Bum segue encantando gerações

A coleção inspirada no programa da TV Cultura recebe Etevaldo e Celeste, que se juntam a Nino, Porteiro, Ratinho e Mau. A curadoria revisita um dos universos mais imaginativos da televisão brasileira, mantendo viva a memória de um programa que atravessa infâncias desde os anos 90.

Stranger Things chega ao ato final

Com a temporada final batendo à porta, Eleven, Dustin e Vecna desembarcam na CCXP em versões que refletem o clima sombrio da série. A aposta conversa diretamente com o hype da reta final da produção dos irmãos Duffer.

O recado da Fandom Box

Segundo Amanda Zinato, diretora da marca, o objetivo é dialogar tanto com os veteranos quanto com quem está conhecendo a Fandom Box agora. Ela destaca o sucesso contínuo de linhas como Castelo Rá Tim Bum, Stranger Things e One Piece, além do entusiasmo com as estreias de As Meninas Superpoderosas, Chapolin e O Senhor dos Anéis.

Onde encontrar os colecionáveis na CCXP25

A Fandom Box estará na Rua 5A.2, com todos os lançamentos exibidos pela primeira vez. Além das novidades, o estande contará com brindes do Sonic e itens recentes como Bozo, Mauricio de Sousa, Snoopy e Harry Potter, ampliando o catálogo para quem estiver construindo ou reforçando coleção.

CCXP25 | Palco Magic vira arena medieval e reviravolta histórica garante vitória da Casa Studart

CCXP25 MAGICMARKET @GABRIELNAFOTO

No segundo dia da CCXP, o Palco Magic trocou a fantasia pela armadura e se transformou em uma arena de combates medievais com a apresentação do grupo O Castelo. Entre humor, encenação e disputa simbólica entre as Casas Braguinha e Studart, o público acompanhou uma verdadeira narrativa de RPG ao vivo, com direito a torcida organizada e mudança dramática de rumo no final.

A abertura ficou por conta de um duelo cômico com dois participantes escolhidos na plateia, que se enfrentaram usando armas e golpes imaginários. A batalha foi narrada pelos representantes das casas, o Bobo pela Studart e o Cavaleiro Medieval pela Braguinha, reforçando o clima teatral que já virou tradição no palco.

Público entra em cena e decide o primeiro vencedor

CCXP25 MAGICMARKET @GABRIELNAFOTO

A vitória inicial foi definida por votação do público e consagrou o administrador Felipe Monteiro como campeão. Em sua primeira participação na CCXP, ele comentou o entusiasmo com a experiência e com o universo medieval, destacando o quanto sempre se interessou por histórias do gênero, seja no cinema ou na literatura.

Do outro lado, Vinicius Rezende, também administrador e estreante no evento, levou a derrota com bom humor. Fã declarado das casas, ele explicou que a escolha da arma acabou sendo decisiva e resumiu o espírito do duelo ao afirmar que tentou até o fim, o que já fazia parte da diversão.

Duelos armados elevam a tensão no Palco Magic

Na sequência, os combates ganharam outro peso com a entrada de lutadores equipados com armaduras completas. Mediadas pela equipe do espetáculo, as disputas seguiram regras ditadas pela Rainha, figura central da encenação. Os confrontos apresentados foram:

• Fábio Toniolo Silvério, o Encantado, contra Allan Flores de Jesus, o Flores, em duelo de espada e broquel
• Rodrigo Sinckevicius Martins, o Lituano, contra Daniel Strazzabosco Rosa, o Muito Bonito, usando armas de haste
• Rodrigo Alvarez Esteves, o Espanhol, contra Nathan de Cerqueira Leite Scherer, o Nathan, em combate de espada longa
• Déborah Sandy Mançano Wakasugi, a Déborah, contra Ingrid Schneider Bruno, a Ingrid, em duelo de espada e escudo no formato buhurt

Cada embate foi acompanhado por frases de efeito clássicas do imaginário medieval e arrancou reações intensas da plateia, que vibrou a cada golpe encenado.

Virada histórica muda o destino da disputa

CCXP25 MAGICMARKET @GABRIELNAFOTO

Até a penúltima rodada, a Casa Braguinha dominava completamente a disputa, abrindo uma vantagem de 40 a 0 no placar. Quando tudo parecia definido, a Rainha anunciou uma mudança inesperada nas regras: as equipes seriam trocadas e a rodada final valeria 1.000 pontos.

A decisão virou o jogo de forma imediata e garantiu a vitória da Casa Studart, encerrando a segunda rodada de games do Palco Magic com uma reviravolta digna das melhores histórias épicas. Entre teatro, combate e participação ativa do público, o duelo medieval se firmou como um dos momentos mais imprevisíveis e comentados do dia na CCXP.

De SPD a Alma do Dragão, Power Rangers vivem momento especial no Palco Universe by Seara na CCXP25

CCXP25 - @arts_of_tapioca

O segundo dia da CCXP25 reservou um daqueles momentos que explicam por que Power Rangers segue relevante mesmo depois de décadas. O painel “20 Anos de Power Rangers SPD”, realizado no Palco Universe by Seara, começou celebrando a temporada lançada em 2005, mas ganhou outra dimensão com a participação surpresa de Kyle Higgins, roteirista de “Power Rangers: Alma do Dragão”, HQ que expandiu o legado da franquia nos quadrinhos.

Em sua primeira passagem pela CCXP, Higgins comentou sobre como o evento é visto fora do Brasil e destacou a força do fandom brasileiro. Para o autor, a resposta do público deixou claro que Power Rangers ocupa um espaço muito além da nostalgia, funcionando como uma ponte entre gerações de fãs.

Alma do Dragão e o peso do legado de Tommy Oliver

CCXP25 – Mega Power

Reconhecido por aprofundar a mitologia dos Rangers nos quadrinhos, Higgins falou sobre “Alma do Dragão”, obra que acompanha uma fase mais madura de Tommy Oliver e reflete sobre o impacto de suas diferentes identidades ao longo dos anos. A HQ se tornou um ponto de encontro entre quem cresceu assistindo à série na TV e quem passou a acompanhar a franquia por meio das publicações da Boom! Studios.

A conversa reforçou como os quadrinhos ajudaram a manter o universo de Power Rangers em constante expansão, dialogando com o passado sem ignorar novos leitores.

O Morfador Mestre como símbolo da relação com os fãs

Um dos momentos mais marcantes do painel veio da plateia. Kyle Higgins recebeu um Morfador Mestre das mãos do cosplayer Diego Gabriel, que veio de Brasília e integra um grupo completo de Power Rangers ativo na cidade. O objeto tem papel central em “Alma do Dragão”, permitindo que Tommy Oliver acesse múltiplas formas de Ranger ao longo de sua trajetória.

Para Diego, ver o Morfador Mestre chegar às mãos dos criadores da HQ foi a materialização do que a CCXP representa. A troca simbolizou a relação direta entre fãs e autores, algo que raramente acontece fora de eventos desse porte.

Quando palco e plateia falam a mesma língua

O painel no Palco Universe by Seara mostrou que Power Rangers continua vivo justamente por conseguir se reinventar sem perder sua essência. Entre a celebração dos 20 anos de SPD, a expansão do universo nos quadrinhos e a interação espontânea com o público, o encontro deixou claro que a CCXP é também um espaço de construção coletiva de memória.

Para quem acompanhou de perto, ficou a sensação de ter participado de um momento que vai além de um simples painel. Foi um encontro entre passado, presente e futuro de uma franquia que segue se transformando junto com seus fãs.

Marcatti transforma o Palco Omni da CCXP25 em aula viva sobre quadrinhos

CCXP25 OMNI_MARCOTTI - @thegilbz

O painel Spotlight: Marcatti levou ao Palco Omni da CCXP25 um bate-papo direto, sem pose e cheio de histórias sobre a trajetória de Francisco de Assis Marcatti Júnior. Com quase cinco décadas de estrada, o quadrinista revisitou sua formação, os caminhos tortos da autopublicação no Brasil e o momento em que percebeu que a cultura nerd, como a gente conhece hoje, ainda estava nascendo por aqui.

Marcatti lembrou que sua atuação inicial não estava exatamente nos quadrinhos, mas no humor político, em um período em que publicar era mais resistência do que mercado. Foi nesse contexto que ele passou a experimentar formatos, linguagens e maneiras de circular seu trabalho, se tornando um dos nomes centrais da autopublicação nacional muito antes disso virar pauta recorrente em eventos e painéis.

Do underground ao reconhecimento recente

CCXP25 OMNI_MARCOTTI – @thegilbz

Entre memórias e provocações, o artista comentou o bom momento vivido por suas obras nos últimos anos. Segundo ele, alguns títulos chegaram à marca de três mil exemplares vendidos em apenas dois meses, um número expressivo para o mercado independente brasileiro. O dado surgiu de forma quase casual, mas ajuda a dimensionar como sua produção segue dialogando com leitores de diferentes gerações.

Durante a conversa, Marcatti relembrou obras que marcaram sua carreira e ajudaram a construir sua identidade autoral, sempre transitando entre o incômodo, o humor ácido e o experimentalismo.

Entre os títulos citados no painel estiveram: Mariposa e A Relíquia

Ele também comentou a satisfação de ver seus trabalhos circulando em diferentes formatos, dos clássicos gibis em papel jornal, com aquele cheiro inconfundível de banca, até edições mais robustas em capa dura. Para o artista, não se trata de hierarquia entre formatos, mas de possibilidades de acesso.

Gibi é para ler, não para decorar estante

Um dos momentos mais comentados do painel veio quando Marcatti falou sobre sua visão a respeito do papel dos quadrinhos na formação de leitores. Sem rodeios, ele resumiu sua filosofia de forma direta: gibi não é objeto de coleção intocável, é ferramenta de leitura.

Para ele, os quadrinhos seguem sendo uma porta de entrada fundamental para novas gerações, especialmente em um cenário em que a leitura longa enfrenta cada vez mais resistência. A linguagem visual, o ritmo e a síntese do gibi ajudam a criar vínculo com o texto, algo que o artista considera urgente no contexto atual.

Entre risadas da plateia e comentários afiados, o Spotlight deixou claro por que Marcatti continua sendo uma figura essencial para entender não só a história dos quadrinhos brasileiros, mas também seus caminhos futuros. Na CCXP25, o Palco Omni virou menos um espaço de homenagem e mais um território de troca, exatamente como o próprio artista parece gostar.

Fallout retorna mais sombria e eletriza o Palco Thunder com cenas inéditas da 2ª temporada

CCXP_25 THUNDER bleia

O Palco Thunder by Claro tv+ foi completamente tomado pelo clima de devastação de Fallout. Assim como no universo da série, o ermo se impôs quando Marcelo Forlani e Mari Palma receberam o elenco da produção que retorna para uma segunda temporada ainda mais intensa. Ella Purnell, Walton Goggins, Aaron Moten e Justin Theroux subiram ao palco sob aplausos ensurdecedores de um público que lotou o espaço para revisitar o caos pós-apocalíptico que virou fenômeno mundial.

Uma segunda temporada mais sombria e imprevisível

Durante o painel, o público teve acesso a cenas inéditas que deram o tom da nova fase da série. A segunda temporada aposta em uma narrativa mais ousada, com atmosfera mais pesada, conflitos ampliados e reviravoltas que aprofundam os mistérios deixados no primeiro ano. As ameaças agora não vêm apenas do ambiente hostil, mas também das escolhas dos próprios sobreviventes, reforçando a ideia de que, em Fallout, nada é realmente seguro.

Novos rostos e relações em tensão

Justin Theroux comentou sobre sua chegada ao elenco e o desafio de entrar em um universo já bem estabelecido. Segundo o ator, a base construída na primeira temporada permitiu que a série avançasse com mais confiança na construção de personagens e relações. A promessa é de encontros explosivos, alianças frágeis e confrontos que devem redefinir o equilíbrio de poder nesse mundo em ruínas.

Imersão total para os fãs

A exibição de trechos exclusivos foi o ponto alto do painel, criando um clima de imersão total no deserto radioativo que define Fallout. Entre reações empolgadas, teorias surgindo na plateia e muitas provocações do elenco, ficou claro que a série pretende ir além do que já foi apresentado, elevando o nível narrativo e visual.

Com uma recepção calorosa no Palco Thunder by Claro tv+, a segunda temporada de Fallout mostrou que continua sendo uma das adaptações mais comentadas do momento, mantendo a essência dos jogos enquanto expande seu próprio caminho na cultura pop.

Cultura coreana e quadrinhos brasileiros se cruzam na arte de Monge Han na CCXP25

Monge Han - Créditos Sarangbang

A presença da cultura asiática ganhou ainda mais força na CCXP em um momento simbólico para o evento, que anunciou a expansão da marca para a Coreia do Sul. No meio desse movimento global, o Artists’ Valley virou palco para um encontro bem mais íntimo entre referências culturais. Monge Han, quadrinista de origem coreana e trajetória construída no Brasil, marcou sua quinta participação na CCXP apresentando um trabalho que dialoga diretamente com essa mistura de mundos.

Aos 34 anos, vindo de Curitiba, o artista celebrou a chance de mostrar novidades ao público, com destaque para o volume 2 de Daruma, obra que transita entre realidade e fantasia e reforça seu estilo autoral. O quadrinho amplia o universo criado por Monge, combinando simbolismos orientais com uma narrativa acessível ao leitor brasileiro, algo que se tornou marca registrada do artista ao longo dos anos.

Amarelo, memória e processo criativo

Durante o evento, Monge Han também revisitou suas primeiras criações e falou sobre elementos recorrentes de sua arte, como o uso simbólico da cor amarela. Mais do que estética, a escolha funciona como um elo emocional entre fases distintas de sua carreira e experiências pessoais. Para ele, a CCXP segue sendo um espaço essencial justamente por permitir esse contato direto com quem acompanha seu trabalho.

Segundo o quadrinista, é no olho no olho que ele percebe o impacto real das histórias que cria. Ver como seus personagens e narrativas atravessam a vida das pessoas é parte fundamental do processo. Monge também comentou sobre os desafios para novos artistas em um cenário cada vez mais digital, defendendo a adaptação às plataformas online sem transformar o medo de errar em um freio criativo.

Fãs, redes sociais e encontros ao vivo

O estande de Monge Han recebeu fãs que acompanham sua trajetória há anos, muitos deles vindos das redes sociais. Entre eles estava Raphaela Mendes, 28, revisora de documentos, que participou da CCXP pela primeira vez e fez questão de garantir uma arte exclusiva. Admiradora antiga do artista, ela destacou a força dos traços e a identidade visual como fatores que a conectaram ao trabalho de Monge muito antes do encontro presencial.

Esse tipo de troca resume bem o clima do Artists’ Valley, onde a relação entre criador e público acontece de forma direta, sem filtros. Para Monge, esse espaço continua sendo um dos grandes diferenciais da CCXP, especialmente em um momento em que a produção artística circula cada vez mais no ambiente digital.

CCXP Korea e a expansão da cultura pop

A conexão com a cultura coreana ganha um novo peso com o anúncio da CCXP Korea, que inaugura uma nova fase para a marca. A expansão reforça o posicionamento da CCXP como um evento que pensa cultura pop de forma global, sem perder de vista as cenas locais e seus artistas.

A edição coreana será realizada no próximo ano em parceria com a EXPORUM Inc., empresa responsável pela PopCon e reconhecida pela atuação em grandes eventos no país. A chegada ao mercado sul-coreano amplia o alcance da CCXP e cria novas pontes culturais, algo que já se reflete, na prática, em trajetórias como a de Monge Han, onde Brasil e Ásia se encontram na mesma página dos quadrinhos.

Nicolas Prattes emociona ao falar de “Minha Vida com Shurastey” no Palco Omelete by BB

Cccxp palco Clicktrotta

O Palco Omelete by BB recebeu, nesta sexta-feira, 5, um dos momentos mais sensíveis da CCXP25. Nicolas Prattes e o diretor Diego Freitas subiram ao palco para conversar com o público sobre o longa Minha Vida com Shurastey, adaptação cinematográfica da história real de Jesse Koz e seu cachorro, que conquistou o Brasil ao registrar uma viagem de fusca por 17 países. A jornada, marcada por encontros, afeto e espírito livre, foi interrompida de forma trágica em 2022, nos Estados Unidos, e desde então segue viva na memória de milhões de pessoas.

Nicolas Prattes e a conexão com o protagonista

Cccxp palco Clicktrotta

Vivendo Jesse Koz no cinema, Nicolas Prattes falou com franqueza sobre o peso emocional do projeto e a responsabilidade de transformar em filme uma história tão recente e querida. Declaradamente apaixonado por animais, o ator destacou que a experiência vai além da dor associada ao desfecho conhecido. Segundo ele, o público deve sair da sessão tocado por uma sensação positiva, ligada à liberdade, ao afeto e às escolhas que moldam uma vida. Para Prattes, contar essa história é uma forma de manter viva a mensagem deixada por Jesse e Shurastey.

Diego Freitas e o desafio de dirigir um filme sobre afeto

Cccxp palco Clicktrotta

Diego Freitas, que também dirigiu o sucesso Caramelo, comentou sobre o processo de levar para a tela uma relação tão autêntica entre humano e animal. Com bom humor, o diretor voltou a falar sobre trabalhar com cães em cena e arrancou risadas da plateia ao afirmar que eles são os melhores atores com quem já trabalhou. A fala reforçou o tom do painel, que alternou emoção e leveza, sem perder o respeito pela história original.

Shurastey no palco e a resposta do público

Cccxp palco Clicktrotta

Um dos momentos mais marcantes do encontro foi a entrada do golden retriever que interpreta Shurastey no filme. A presença do cachorro no Palco Omelete by BB arrancou aplausos imediatos e ajudou a traduzir, sem palavras, o motivo pelo qual essa história segue mobilizando tanta gente. Ali, entre fãs de cinema e cultura pop, ficou claro que Minha Vida com Shurastey dialoga com algo maior do que o gênero ou o formato: fala sobre vínculos reais.

Um filme que conversa com quem acompanhou a história

Cccxp palco Clicktrotta

A passagem de Nicolas Prattes e Diego Freitas pela CCXP25 reforçou que o longa não pretende apenas recontar fatos conhecidos, mas oferecer uma nova perspectiva para quem acompanhou a trajetória de Jesse Koz pelas redes e para quem vai conhecê-la agora no cinema. No clima intimista do Palco Omelete by BB, o painel mostrou que essa é uma produção pensada para emocionar, gerar conversa e manter viva uma história que já faz parte da cultura digital brasileira.

Unlock CCXP discute como liderança em tempo real muda a presença de CEOs nas redes (CCXP25)

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A programação do Unlock CCXP abriu espaço para um debate cada vez mais presente no mercado criativo e corporativo: a forma como CEOs e lideranças vêm ocupando as redes sociais para além da comunicação oficial das empresas. O painel realizado nesta sexta-feira, 5, mostrou que a criação de conteúdo por executivos deixou de ser tendência para se tornar uma estratégia consolidada, baseada na ideia de que pessoas se conectam com pessoas, não apenas com marcas.

Ao longo da conversa, os especialistas destacaram como essa mudança impacta diretamente a cultura das empresas, a atração de talentos e a forma como o público enxerga grandes corporações. Casos como o da Cimed foram citados como exemplos de como a presença ativa de executivos nas redes fortalece a imagem institucional, humaniza a marca e gera identificação com diferentes públicos, especialmente profissionais que buscam mais transparência e propósito no ambiente de trabalho.

LinkedIn como palco principal da nova liderança digital

O painel reuniu Erih Carneiro, CEO da Gombo, Du Migliano, CEO da 99 Jobs, Luiz Gustavo Ribeiro, Head de Conteúdo no LinkedIn, Caetano Tona, do TED Talks, e Juliana Marques, responsável por Novos Negócios e Planejamento Estratégico no Grupo Cimed. Entre os pontos centrais da discussão esteve o papel do LinkedIn como principal espaço dessa nova dinâmica profissional.

Segundo os participantes, a plataforma se transformou em um ambiente onde executivos compartilham bastidores, aprendizados, erros e decisões estratégicas, criando pontes mais diretas com funcionários, candidatos e parceiros. Esse movimento alimenta a curiosidade sobre o cotidiano das lideranças e amplia o diálogo sobre carreira, gestão e desafios do mercado atual.

Além do crachá e o impacto nos algoritmos

Durante o painel, o conceito “Além do seu crachá” surgiu como símbolo dessa mudança de postura. A ideia reforça que o público não quer apenas o cargo ou o discurso corporativo, mas histórias reais, visões pessoais e reflexões que extrapolam o organograma da empresa. Ao assumir esse papel mais próximo, líderes também influenciam a forma como o conteúdo circula nos algoritmos, já que posts com experiências reais tendem a gerar mais engajamento e alcance.

Os especialistas ressaltaram que essa exposição exige consistência, clareza e responsabilidade. A liderança em tempo real passa por comunicar com transparência, assumir posicionamentos e entender que a presença digital também é parte do exercício de liderar.

Compartilhar para construir conexões

A mensagem final do painel foi direta: começar é mais importante do que esperar o momento ideal. Incentivando o público a compartilhar vivências desde já, os convidados reforçaram que a criação de conteúdo pode gerar conexões genuínas, aprendizados coletivos e impactos reais no posicionamento de empresas e profissionais.

No contexto do Unlock CCXP, o debate reforçou que liderança, hoje, também se constrói no feed, nos comentários e nas trocas diárias que aproximam executivos de pessoas reais, fora do discurso engessado e mais perto da conversa.