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Com roda de samba e comida de boteco, Samba no Arouche estreia neste fim de semana no centro de São Paulo

Samba do Aguidá

O centro de São Paulo ganha um novo ponto de encontro cultural a partir deste fim de semana. Nos dias 28 de fevereiro e 1º de março, o Largo do Arouche recebe a primeira edição do Samba no Arouche, evento gratuito que combina roda de samba, comida de boteco e ocupação cultural em um dos espaços mais simbólicos da cidade.

A programação acontece das 12h às 20h e marca o início de uma iniciativa que pretende se tornar mensal, com o objetivo de valorizar a memória, a diversidade e a vocação boêmia do centro paulistano.

Samba como ponto de partida

Samba da Treze

Na sexta-feira, dia 28, o destaque é o Samba da Treze, que se apresenta às 16h. Fundado em 2009, o coletivo é reconhecido como Patrimônio Histórico e Cultural da Cidade de São Paulo e ficou conhecido por levar rodas de samba às ruas do Bixiga, ampliando o acesso à música e fortalecendo a cultura popular.

O repertório passeia por clássicos de nomes como Cartola, Noel Rosa, Paulinho da Viola, Clara Nunes, Martinho da Vila e Roberto Ribeiro, em uma seleção que dialoga com diferentes gerações do samba.

No sábado, 1º de março, também às 16h, quem assume a roda é o Samba do Aguidá. O grupo tem como base as raízes africanas da cultura brasileira e traz no nome a referência ao alguidar, símbolo de partilha e ancestralidade. Com forte presença dos tambores, o repertório inclui Jorge Aragão, Beth Carvalho, Fundo de Quintal e Nelson Cavaquinho, além de composições autorais.

Durante os dois dias, a discotecagem fica por conta do DJ Viny20, mantendo o clima entre uma roda e outra.

Comida de boteco e identidade do centro

Além da música, a gastronomia é parte central da proposta. Bares, restaurantes e food trucks da região participam do evento com cardápios pensados para acompanhar o samba. Entre as opções estão risoles, croquetes, coxinhas, torresmo, espetinhos de camarão, acarajé, sanduíches, hambúrgueres e petiscos portugueses como bolinho de bacalhau e bifanas.

O público também encontra chope artesanal, incluindo estilos como IPA, Pilsen e chope de vinho, além de drinques clássicos e autorais.

Ocupação cultural como proposta

Realizado pela Cia Cultural, com apoio da Associação Geral do Centro, da Subprefeitura da Sé e da Secretaria Municipal de Turismo, o Samba no Arouche nasce como mais do que um evento pontual. A ideia é transformar o Largo em espaço recorrente de convivência, fortalecendo o comércio local e reafirmando o centro como território vivo de cultura.

Ao unir samba, comida e espaço público, a iniciativa aposta na ocupação afetiva da cidade como ferramenta de valorização urbana.

Serviço
Samba no Arouche
Datas: 28 de fevereiro e 1º de março
Horário: das 12h às 20h
Local: Largo do Arouche, centro de São Paulo
Entrada gratuita

Instagram: @sambanoarouche

Novos segredos vêm à tona em Dona Beja nos próximos capítulos da HBO Max

HBO Max

A reta seguinte de Dona Beja promete mudar de vez o rumo da história. A partir da próxima segunda feira, a novela disponível na HBO Max entra em uma fase marcada por revelações guardadas por anos, conflitos familiares e reviravoltas que reposicionam seus personagens centrais.

Nos novos episódios, o passado passa a cobrar seu preço. Internações forçadas, cartas reveladoras e promessas feitas à beira da morte intensificam a trama, enquanto o tempo avança e abre espaço para novas tensões. Beja, vivida por Grazi Massafera, tenta reorganizar a própria vida em meio a pressões sociais, disputas de poder e relações que insistem em retornar.

Reconciliações, rupturas e escolhas sem volta

Um dos eixos centrais desta fase é a reaproximação entre Beja e Antônio, personagem de David Júnior. O reencontro reacende planos de futuro, mas também expõe acordos feitos às escondidas e decisões que colocam o casal em lados opostos. O que começa como reconciliação logo se transforma em dilema, forçando Beja a tomar atitudes que terão impacto duradouro.

Paralelamente, outros núcleos ganham força. Disputas envolvendo heranças, jogos de poder entre coronéis e tentativas de extorsão empurram personagens secundários para o centro da narrativa, ampliando o alcance dramático da história.

O tempo passa e as perguntas ficam

Um salto temporal altera a dinâmica da novela e introduz novos conflitos. Anos depois, as filhas de Beja retornam a Araxá, e uma pergunta passa a mover a trama: quem é o pai de Teresa? A insistência da jovem em descobrir sua origem faz com que memórias traumáticas e segredos familiares voltem à superfície.

Esse novo momento também reaproxima personagens que seguiram caminhos distintos, incluindo um retorno inesperado de Antônio, agora vindo do Rio de Janeiro. O encontro reabre feridas antigas e cria um cenário de tensão entre passado e presente.

O que vem por aí nos episódios

Os próximos capítulos apostam em decisões extremas, reencontros carregados de emoção e revelações que mudam alianças. Cartas escondidas, lembranças de violência e pactos silenciosos funcionam como gatilhos para uma virada estrutural na história, preparando o terreno para conflitos ainda maiores.

Produzida pela Floresta e licenciada pela Warner Bros. Discovery, Dona Beja mantém o foco em personagens femininas fortes e em como escolhas feitas sob pressão reverberam ao longo do tempo.

Movierooms: Cinema Management adia lançamento no Acesso Antecipado do Steam para 17 de março

O estúdio independente Mad Pumpkins anunciou o adiamento do lançamento em Acesso Antecipado de Movierooms: Cinema Management. Inicialmente previsto para fevereiro, o jogo agora chega ao Steam no dia 17 de março, em versão alfa, com preço de 14,79 euros e desconto de 15% nas duas primeiras semanas.

Segundo o estúdio, a decisão foi tomada para aproveitar melhor o modelo de acesso antecipado, incorporando feedback direto dos jogadores desde os primeiros passos do projeto. A ideia é usar essa fase inicial para ajustar sistemas, balancear mecânicas e ampliar conteúdos ao longo do desenvolvimento.

Gerenciar cinemas através do tempo

Movierooms coloca o jogador no papel de gerente de cinema, com a missão de construir e expandir seu negócio ao longo de diferentes períodos da história. A experiência começa nos nickelodeons do início do século XX e avança até os multiplexes modernos, sempre exigindo decisões estratégicas sobre programação, equipe, infraestrutura e identidade visual.

Mais do que um tycoon tradicional, o jogo aposta na relação entre gestão e cultura cinematográfica. Escolher quais filmes exibir, em quais horários e para qual público impacta diretamente a reputação e a saúde financeira do cinema.

Programação, equipe e reputação

Entre as mecânicas centrais estão a curadoria da programação diária, levando em conta gênero, classificação indicativa, críticas e tendências, além da gestão de funcionários adaptados a cada época histórica. Projecionistas, caixas e equipes de limpeza precisam ser contratados e organizados para garantir uma boa experiência ao público.

O jogador também pode investir em conforto, tecnologia e campanhas promocionais para atrair visitantes VIP e aumentar a reputação do cinema, transformando uma sala modesta em um verdadeiro império exibidor.

Sandbox ou narrativa histórica

Para quem prefere liberdade total, o modo Sandbox libera todos os recursos e ferramentas desde o início, permitindo criar o cinema ideal sem restrições. Já o Modo Histórico adiciona uma camada narrativa ao jogo.

Nesse modo, a história do cinema foi “quebrada”, e figuras icônicas se perderam no tempo. Guiados por Gaspard, uma estatueta animada inspirada no Oscar, os jogadores viajam por diferentes eras, cumprem missões específicas e ajudam a restaurar o lugar dessas personalidades na história do cinema.

Acesso Antecipado como parte do processo

De acordo com a diretora criativa Arianna Lona, Movierooms é pensado como um projeto em constante diálogo com a comunidade. Cada atualização deve trazer novos desafios, histórias e ajustes baseados no retorno dos jogadores.

Com lançamento marcado para março, o jogo mira fãs de simuladores de gestão e também quem gosta de cinema como tema central. A proposta é clara: administrar salas, contar histórias e, ao mesmo tempo, celebrar a evolução da sétima arte em forma de jogo.

Wildlife Studios abre 21 vagas em tecnologia e desenvolvimento de games

A Wildlife Studios anunciou a abertura de 21 novas vagas voltadas a profissionais de tecnologia e desenvolvimento de jogos. As oportunidades contemplam diferentes níveis de experiência, de estágios a posições sêniores e de liderança, com foco principal no modelo híbrido em São Paulo, além de algumas vagas remotas e presenciais.

A movimentação reforça o momento de expansão da empresa, que hoje figura entre as maiores desenvolvedoras de jogos mobile do mundo e mantém operação global a partir do Brasil.

Perfis técnicos e criativos no radar

As vagas abrangem áreas centrais do desenvolvimento de games e da operação tecnológica. Entre os cargos abertos estão posições para engenharia, incluindo backend, game e site reliability, além de ciência e engenharia de dados.

Há também oportunidades para designers de UI UX, game e motion, artistas 2D e 3D, profissionais de marketing criativo e vagas em áreas de suporte estratégico como people analytics, recursos humanos e finanças. O objetivo é fortalecer equipes multidisciplinares responsáveis por jogos com alcance global.

Modelo de trabalho e processo seletivo

A maior parte das posições adota o regime híbrido em São Paulo, mas a empresa também oferece opções remotas e presenciais, dependendo da função. Segundo a Wildlife, o processo seletivo busca ser transparente e focado na experiência do candidato, desde o primeiro contato.

Para a empresa, diversidade e colaboração são pontos centrais na formação das equipes, especialmente em um contexto de produtos voltados a públicos de diferentes países e culturas.

Uma empresa brasileira com alcance global

Fundada em 2011, a Wildlife Studios é hoje a maior desenvolvedora de jogos mobile do Brasil. Seu catálogo ultrapassa 60 títulos e soma mais de 4,7 bilhões de downloads em todo o mundo. A empresa conta com escritórios no Brasil, Estados Unidos e Finlândia, além de um time com mais de 400 colaboradores.

As vagas abertas fazem parte da estratégia de manter e ampliar a produção de jogos com impacto internacional, combinando excelência técnica e criatividade em larga escala.

Os interessados podem conferir todas as posições disponíveis e se candidatar diretamente pela página de carreiras da Wildlife Studios.

Cat Me If You Can é confirmado no Mundo Gamer Showcase 2026

O Cat Me If You Can está oficialmente no lineup do Mundo Gamer Showcase 2026 – March 20 Edition, que acontece no dia 20 de março, às 14h (horário de Brasília). O anúncio marca a participação do estúdio alemão Cosmic Stag Games no evento e reforça o caráter internacional da mostra.

Em meio a trailers barulhentos e promessas de ação intensa, Cat Me If You Can segue pelo caminho oposto. A proposta é deliberadamente simples e calma: explorar ambientes em 3D, encontrar gatos escondidos, fotografá-los e, aos poucos, devolver cor a um mundo inicialmente em preto e branco.

Um jogo para desacelerar

Inspirado no sucesso dos jogos de “hidden cat” em 2D, o título reimagina o gênero em três dimensões. Não há cronômetro, inimigos ou punições. A experiência gira em torno da observação, da curiosidade e da sensação de descoberta.

Os cenários são feitos à mão e remetem a quadrinhos e mangás, com traços que lembram o visual shonen em preto e branco. Cada gato encontrado e fotografado com a câmera Polaroid do jogo adiciona cor ao ambiente, criando uma progressão mais sensorial do que mecânica.

Exploração, puzzles e pequenos segredos

Além de procurar gatos, o jogador encontra enigmas leves e pistas espalhadas pelos mapas. Nada que quebre o clima relaxante, mas o suficiente para estimular a atenção aos detalhes e recompensar quem gosta de explorar cada canto.

A ideia é clara: transformar a busca em um momento de pausa. Um jogo pensado para quem quer “desligar” do excesso de estímulos sem abrir mão de interatividade.

Do showcase ao lançamento

O lançamento de Cat Me If You Can está previsto para o segundo semestre de 2026, exclusivamente para PC, via Steam. A passagem pelo Mundo Gamer Showcase deve apresentar novas imagens e detalhes do projeto ao público global.

O Mundo Gamer Showcase 2026 – March 20 Edition será transmitido ao vivo pelos canais da Mundo Gamer Network e reúne estúdios independentes e produções AA de diferentes países, com foco em trailers inéditos e atualizações de projetos em desenvolvimento.

Com Zendaya e Robert Pattinson, O Drama chega aos cinemas em abril

Produzido pela A24 e distribuído no Brasil pela Diamond Films, O Drama estreia nos cinemas brasileiros em 9 de abril com Zendaya e Robert Pattinson nos papéis principais.

A trama acompanha Charlie e Emma, um casal que se prepara para o casamento quando uma situação aparentemente banal acaba revelando um segredo do passado dela. A descoberta provoca uma ruptura imediata na relação e coloca em dúvida a ideia de quanto é possível conhecer a pessoa com quem se pretende dividir a vida.

Casamento como ponto de ruptura

Ao situar o conflito às vésperas da cerimônia, o filme desloca o foco do romance idealizado para a fragilidade dos vínculos afetivos. A narrativa alterna momentos de intimidade e tensão, explorando como a revelação afeta a confiança, a comunicação e a capacidade de seguir adiante.

O longa propõe uma reflexão direta sobre limites emocionais e sobre o que pode ou não ser superado dentro de uma relação, sem recorrer a soluções fáceis ou respostas definitivas.

Direção e abordagem

A direção e o roteiro são de Kristoffer Borgli, cineasta conhecido por trabalhos que exploram desconfortos sociais e psicológicos a partir de situações cotidianas. Em O Drama, Borgli mantém essa abordagem ao contrapor a expectativa de felicidade associada ao casamento com a realidade menos idealizada dos relacionamentos.

Elenco e estreia

Além de Zendaya e Pattinson, o elenco conta com Alana Haim, Mamoudou Athie e Hailey Gates.

Com lançamento nacional confirmado para abril, O Drama integra a recente leva de produções da A24 voltadas a narrativas intimistas, centradas em conflitos emocionais e escolhas difíceis, mantendo o foco mais na observação dos personagens do que em reviravoltas espetaculares.

Suspense #Salve Rosa chega ao topo da Netflix após trajetória premiada

O suspense psicológico #Salve Rosa alcançou o primeiro lugar entre os filmes mais assistidos da Netflix no Brasil em fevereiro de 2026. O desempenho consolida a trajetória da produção depois da estreia nos cinemas, em outubro do ano passado, e da circulação por festivais.

O longa é uma realização da Panorâmica, em parceria com a Elo Studios e a Paramount Pictures. A chegada ao streaming ampliou o alcance do filme, que já vinha se destacando desde a exibição no circuito nacional.

Reconhecimento desde o festival

Antes de entrar no catálogo da Netflix, #Salve Rosa teve passagem marcante pelo Festival do Rio. Na mostra Première Brasil, o filme foi eleito Melhor Filme pelo júri popular e também levou os prêmios de Melhor Atriz, com Klara Castanho, e Melhor Figurino, assinado por Renata Russo.

A direção é de Susanna Lira, a partir de uma criação de Mara Lobão e roteiro de Ângela Hirata Fabri. A recepção positiva no festival ajudou a impulsionar o interesse do público antes mesmo da estreia no streaming.

Uma história sobre fama e controle

Na trama, Klara Castanho interpreta Rosa, uma influenciadora mirim de 12 anos cuja vida é conduzida pela mãe, Dora, vivida por Karine Teles. Em busca de estabilidade financeira e ascensão social, as duas se mudam para um condomínio de luxo no Rio de Janeiro. O que se apresenta como oportunidade logo se transforma em um ambiente de tensão, marcado por vigilância constante e relações ambíguas de cuidado e controle.

O filme usa a estrutura do suspense para discutir temas atuais, como a exposição de crianças nas redes sociais, os limites da fama precoce e o impacto psicológico da visibilidade digital. Rodado no Rio de Janeiro, o longa evita o tom didático e aposta na construção gradual do desconforto.

Do circuito independente ao streaming

Para a criadora Mara Lobão, o desempenho na Netflix confirma a conexão do filme com o público. O trailer já havia alcançado milhões de visualizações antes do lançamento, indicando interesse além do circuito tradicional de festivais.

O sucesso no streaming reforça a força de produções brasileiras de gênero, ainda pouco exploradas no mercado nacional. Ao chegar ao topo da plataforma, #Salve Rosa amplia sua vida comercial e aponta para um cenário mais aberto a narrativas de suspense ancoradas em questões contemporâneas.

O Resgate – O Dia da Redenção traz ação militar e tensão global à NetMovies

A NetMovies disponibiliza a partir de 26 de fevereiro o longa de ação O Resgate – O Dia da Redenção, produção que aposta em ritmo acelerado, conflitos geopolíticos e resgate em território hostil.

Na trama, um herói de guerra vê sua vida pessoal colidir com o passado militar quando sua esposa é sequestrada por um grupo terrorista. Com o tempo se esgotando, ele se envolve em uma missão ousada e extremamente perigosa, enfrentando forças poderosas e interesses sombrios para tentar salvá-la.

Dirigido por Hicham Hajji, o filme conta com Gary Dourdan, Serinda Swan e Andy Garcia no elenco. O Resgate – O Dia da Redenção já está disponível gratuitamente na NetMovies.

Marco Ribeiro retorna como Woody em trailer de Toy Story 5

A Pixar divulgou nesta quinta feira (19) o primeiro trailer de Toy Story 5, novo filme da franquia que atravessa gerações desde os anos 1990. A animação chega aos cinemas brasileiros em 18 de junho de 2026 e já se posiciona como um dos lançamentos mais aguardados do próximo ano.

Entre os destaques do trailer está o retorno de Woody, novamente dublado por Marco Ribeiro na versão brasileira. O ator empresta a voz ao personagem desde Toy Story 2, quando assumiu o papel após a morte de Alexandre Lippiani, dublador original do xerife no primeiro longa.

Woody e Buzz diante de um mundo dominado por telas

O vídeo antecipa o reencontro de Woody com Buzz Lightyear, retomando a dinâmica que ajudou a definir a franquia. Desta vez, o conflito central passa longe de vilões clássicos ou aventuras externas: o desafio agora é a atenção das crianças em um mundo cada vez mais mediado por dispositivos digitais.

A trama apresenta o Lilypad, um tablet inteligente que se torna o novo centro da rotina de Bonnie. A presença constante da tecnologia coloca em xeque o papel dos brinquedos tradicionais e reabre a pergunta que sempre rondou a série: o que acontece quando eles deixam de ser necessários?

Direção veterana e elenco conhecido

O filme tem direção e roteiro de Andrew Stanton, veterano do estúdio responsável por Procurando Nemo e WALL E. A expectativa é manter o equilíbrio entre humor, emoção e comentários sutis sobre comportamento e afeto, marca registrada de seus trabalhos.

No elenco original em inglês, retornam Tom Hanks como Woody e Tim Allen como Buzz, além de Joan Cusack (Jessie) e Tony Hale (Garfinho). Entre as novidades estão Conan O’Brien, que dá voz ao brinquedo Smarty Pants, e Craig Robinson, como o hipopótamo com GPS Atlas.

Uma voz que atravessa gerações

Com mais de quatro décadas de carreira, Marco Ribeiro é uma das vozes mais reconhecíveis da dublagem brasileira. Além de Woody, ele ficou marcado por personagens como Tony Stark, vivido por Robert Downey Jr., e trabalhos associados a atores como Jim Carrey e Michael J. Fox.

Seu retorno em Toy Story 5 reforça um elemento central da relação do público brasileiro com a franquia: a continuidade vocal que ajuda a preservar a identidade emocional dos personagens ao longo do tempo.

Ainda sem revelar grandes reviravoltas, o trailer indica que Toy Story 5 deve seguir explorando temas contemporâneos sem perder o vínculo com a nostalgia que sustenta a série. Resta saber se, em um mundo dominado por telas, ainda há espaço para brinquedos que vivem de afeto e imaginação.

Após 23 anos na TV Globo, Celso Tádhei estreia na ficção com romance finalista do Jabuti

Depois de mais de duas décadas escrevendo para a televisão, Celso Tádhei faz sua estreia na ficção literária com A Casa da Ópera de Manoel Luiz, romance finalista do Prêmio Jabuti 2025, na categoria Romance de Entretenimento. Publicado pela Editora Mondru, o livro revisita o Rio de Janeiro do século XVIII para contar a história do segundo teatro em atividade no Brasil e de seu idealizador, o português Manoel Luiz Ferreira.

Conhecido por sua trajetória na TV Globo, onde atuou como roteirista-chefe de programas como Zorra e Isso é Muito a Minha Vida, Tádhei leva para a literatura uma escrita marcada pelo ritmo da cena, pelo humor e por um olhar atento aos bastidores do fazer artístico.

Um romance que conversa com a própria criação

Celso Tádhei – Crédito para Cláudia Garcia

A narrativa parte de uma premissa assumidamente metalinguística. O próprio autor surge como personagem, perturbado pelo “fantasma” de Manoel Luiz, que o pressiona a contar sua história. A partir desse jogo, o livro acompanha as tentativas do empresário teatral de manter sua casa de ópera ativa em meio às disputas do poder colonial, à precariedade financeira e às tensões sociais da época.

Grande parte da trupe reunida por Manoel Luiz era formada por artistas negros e mestiços, o que coloca o romance em diálogo direto com o apagamento histórico dessas figuras na cultura brasileira. Entre improvisos cômicos, intrigas palacianas e cenas de bastidores, o livro constrói um retrato vivo de um período pouco explorado pela ficção nacional.

Arte, sobrevivência e identidade cultural

Sem transformar o passado em peça de museu, A Casa da Ópera de Manoel Luiz discute temas que seguem atuais: a arte como forma de resistência, o conflito entre criação e sobrevivência material e o nascimento de uma cultura brasileira marcada pela mistura. Personagens históricos como a cantora Lapinha, o ator João dos Reis e o compositor Padre José Maurício aparecem como parte de uma cena artística vibrante, ainda que sistematicamente ignorada pelos registros oficiais.

A experiência de Tádhei com a comédia e a dramaturgia se reflete na estrutura do livro, organizado em capítulos curtos, digressivos e cheios de ironia. Influências que vão de Machado de Assis e Mário de Andrade a Kurt Vonnegut e Márcio Souza surgem menos como citação direta e mais como espírito narrativo.

Da TV à literatura

Formado em Artes Cênicas pela UNIRIO, Celso Tádhei passou 23 anos na TV Globo, escreveu peças premiadas e roteiros de cinema antes de chegar ao romance. O processo de escrita do livro levou cerca de dois anos e ganhou novo fôlego quando o autor decidiu se colocar dentro da própria narrativa, assumindo dúvidas, desvios e impasses da pesquisa histórica.

O resultado é um romance que aposta no entretenimento sem abrir mão da reflexão. Ao recuperar a história de um teatro esquecido, o livro também questiona quem fica de fora da memória cultural e por quê. Para um autor acostumado a escrever para milhões de espectadores, a estreia literária soa menos como ruptura e mais como continuidade por outros meios.

Ficha técnica

A Casa da Ópera de Manoel Luiz
Autor: Celso Tádhei
Editora: Mondru
203 páginas
Ano: 2025
Finalista do Prêmio Jabuti 2025 – Romance de Entretenimento

O Advogado de Deus ganha data de estreia nos cinemas

O Advogado de Deus já tem data para encontrar o público. O novo longa de Wagner de Assis estreia nos cinemas brasileiros em 16 de abril, com anúncio feito por meio de um vídeo divulgado nas redes sociais que provoca o espectador com uma pergunta direta: “você acredita em justiça divina?”.

Baseado no livro homônimo de Zibia Gasparetto, lançado em 1998, o filme aposta em uma narrativa que cruza investigação criminal, drama romântico e espiritualidade, marca recorrente na filmografia do diretor. A produção é da Cinética Filmes, com distribuição da Sony Pictures.

Entre a lei dos homens e outras realidades

A história acompanha Daniel, um jovem advogado vivido por Nicolas Prattes, idealista e em conflito com o pai, um deputado federal. Logo no início da carreira, ele aceita um caso que parece comum, mas rapidamente se revela muito mais complexo. O processo envolve não apenas crimes recentes, mas acontecimentos ligados a vidas passadas e a relações mal resolvidas de outras épocas.

Ao lado dele estão Lorena Comparato e Danilo Mesquita, em uma trama que mistura investigação jurídica, disputas familiares e experiências sobrenaturais. Sonhos recorrentes, intuições e reencontros passam a desafiar a visão racional do protagonista, colocando em xeque sua noção de justiça.

Um suspense com identidade própria

Sem apostar em explicações excessivas, o filme constrói seu suspense a partir de conexões entre passado e presente. Crimes cometidos há mais de um século reverberam no agora, envolvendo diferentes gerações e colocando Daniel diante de um dilema: seguir apenas as regras do Direito ou aceitar que há forças além do que pode ser provado em tribunal.

Segundo Wagner de Assis, o personagem central não parte de uma fé religiosa tradicional, mas de um ceticismo inquieto. A transformação acontece à medida que ele precisa lidar com experiências que escapam da lógica jurídica convencional, em uma jornada que é tanto profissional quanto pessoal.

Continuidade de um cinema espiritual

O Advogado de Deus é a segunda adaptação de uma obra de Zibia Gasparetto dirigida por Wagner de Assis, após Ninguém é de Ninguém, lançado em 2023. O longa dá sequência a um percurso autoral que inclui títulos como Kardec, Nosso Lar e A Menina Índigo, todos voltados a temas espirituais tratados dentro de estruturas narrativas populares.

Com estreia marcada para abril, o filme mira um público já familiarizado com esse tipo de abordagem no cinema nacional, mas tenta ampliar o alcance ao adotar uma trama de investigação mais ágil e próxima do suspense clássico.

Grindr estreia no Carnaval de Salvador e arrasta multidão ao bloco SeráQAbre?

O Carnaval de Salvador ganhou, em 2026, um novo protagonista fora do eixo tradicional dos grandes camarotes. O Grindr fez sua estreia oficial na folia baiana puxando o bloco SeráQAbre? pelo circuito Barra Ondina e levou uma multidão estimada em quase 1 milhão de pessoas às ruas na última terça feira de festa.

Sob o comando de Carla Cristina, o trio em formato pipoca reuniu um público majoritariamente LGBTQIA+ para assistir, gratuitamente, aos shows de Pabllo Vittar, Gloria Groove, Diego Martins e Adama. O desfile se destacou não apenas pelo alcance, mas pela ocupação simbólica de um dos trechos mais disputados do Carnaval soteropolitano.

Festa, visibilidade e segurança

Além da estrutura visual marcada pela cor amarela e pelo icônico mascote da marca, o Grindr levou para a avenida ativações ligadas à campanha “Seguro com Local”, iniciativa voltada à segurança e ao bem estar da comunidade durante grandes eventos. Copos e leques distribuídos ao público traziam QR codes com acesso a um guia de orientações práticas sobre cuidado, privacidade e autonomia pessoal.

Foram mais de 1.500 leques e cerca de 4.500 copos personalizados distribuídos ao longo do percurso, além de uma área dedicada ao acolhimento de pessoas LGBTQIA+. A proposta foi integrar informação e prevenção à dinâmica real do Carnaval, sem deslocar o tom festivo da celebração.

Parcerias e estratégia antes da avenida

A ação não começou apenas nos dias de folia. No período pré Carnaval, o Grindr ativou uma frente de marketing de influência com criadores de conteúdo focados em diversidade e cultura LGBTQIA+, abordando temas como segurança digital e escolhas conscientes em ambientes de grande circulação.

A campanha também contou com a parceria da Aliança Nacional LGBTI+, por meio do programa Grindr for Equality, braço de impacto social da plataforma voltado a direitos humanos, saúde e proteção da comunidade. A colaboração reforçou o caráter institucional da ação em meio à festa.

Salvador no centro da estratégia

A escolha de Salvador como palco da estreia não foi aleatória. Dados do levantamento “Unwrapped”, realizado pelo Grindr com sua base brasileira em 2025, colocaram a capital baiana entre os principais destinos gays do país e apontaram seu Carnaval como o mais relevante para a comunidade LGBTQIA+.

Essa é a segunda grande ativação do Grindr em eventos culturais de massa no Brasil. Em 2025, a marca participou da Parada do Orgulho LGBTQIA+ do Rio de Janeiro com um trio elétrico que teve Daniela Mercury como atração principal.

Ao ocupar o Carnaval de Salvador com uma combinação de entretenimento, representatividade e informação, o Grindr reforça uma estratégia de longo prazo: estar presente onde a comunidade já está, disputando espaço não só pela atenção, mas pelo direito de viver a festa com visibilidade, segurança e pertencimento.