O longa japonês Kokuho – O Preço da Perfeição, dirigido por Lee Sang-il, começa a ser exibido em sessões de pré-estreia a partir desta quinta-feira (26) em cidades como São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Caruaru, Limeira e Manaus. A estreia oficial nos cinemas brasileiros está marcada para 5 de março, com distribuição da Imovision em parceria com a SATO Company.
Selecionado como candidato oficial do Japão ao Oscar de Melhor Filme Internacional, o longa também concorre na categoria de Melhor Maquiagem. Ambientado nos bastidores do teatro kabuki, o filme se tornou o live-action japonês de maior bilheteria da história do país e recentemente entrou para o Top 10 das produções mais assistidas do cinema japonês, ao lado de animações de Hayao Miyazaki e fenômenos globais como Demon Slayer, Titanic e Frozen.
A trama acompanha a trajetória de Kikuo, que após a morte do pai, líder de uma gangue da yakuza, é acolhido por um consagrado ator de kabuki. Ao lado de Shunsuke, filho biológico do artista, ele se dedica à rigorosa formação dentro dessa tradição teatral secular. Ao longo das décadas, a relação entre os dois atravessa rivalidades, escândalos e conquistas, até que um deles se torna o maior mestre de sua geração.
Ao retratar o kabuki, arte que surgiu no início do século XVII como expressão de transgressão e ruptura, Kokuho – O Preço da Perfeição discute o custo humano da disciplina extrema exigida pela tradição. Essa abordagem rendeu ao filme amplo reconhecimento no Japão: são 17 indicações ao Prêmio da Academia de Cinema do Japão, incluindo Filme, Direção e Roteiro, além de oito atores finalistas nas categorias de atuação.
O elenco reúne nomes de destaque como Ken Watanabe, Ryô Yoshizawa, Ryusei Yokohama e Mitsuki Takahata. A produção aposta em recriar com rigor histórico elementos centrais do kabuki, como as poses mie e a maquiagem kumadori, reconhecida pela Academia como um dos pontos altos do filme.
Com duração de 174 minutos, Kokuho – O Preço da Perfeição chega ao circuito brasileiro como um dos lançamentos asiáticos mais relevantes do ano, combinando espetáculo visual, rigor histórico e uma reflexão sobre arte, legado e sacrifício.
A MUBI divulgou o primeiro teaser de Teenage Sex and Death at Camp Miasma, novo longa escrito e dirigido por Jane Schoenbrun, com estreia prevista nos cinemas brasileiros em agosto. O vídeo antecipa o clima de horror, desejo e desconforto que já virou marca registrada da cineasta.
O elenco é liderado por Hannah Einbinder, vencedora do Emmy por Hacks, e Gillian Anderson, conhecida por Arquivo X e Sex Education. O filme ainda reúne nomes como Amanda Fix, Eva Victor, Zach Cherry, Jasmin Savoy Brown e Jack Haven, entre outros.
Um slasher em crise, dentro e fora da tela
A trama parte de uma ideia curiosa: depois de anos de continuações apressadas e da perda de relevância junto ao público, a franquia slasher fictícia Camp Miasma é entregue a uma jovem diretora decidida a ressuscitar a série. O ponto de virada acontece quando ela vai atrás da atriz protagonista do filme original, hoje reclusa e cercada de mistério.
O encontro entre as duas funciona como porta de entrada para uma espiral de violência, desejo e paranoia, misturando bastidores de cinema com o imaginário do terror. É um jogo de espelhos entre passado e presente, fama e esquecimento, encenado dentro de um gênero que sempre viveu de excessos.
A continuidade de um cinema inquieto
Este é o terceiro longa de Schoenbrun, que vem construindo uma filmografia marcada por questões de identidade trans, pertencimento e horror psicológico. O filme anterior, Eu Vi o Brilho da TV, estreou em Sundance e passou por festivais como Berlim, San Sebastián e SXSW, além de garantir indicações importantes no Independent Spirit Awards.
Em Teenage Sex and Death at Camp Miasma, a diretora parece aprofundar esse diálogo entre terror e subjetividade, agora usando o slasher como ferramenta para falar de desejo, culto à imagem e desgaste de narrativas já conhecidas.
Estreia nos cinemas brasileiros
A MUBI financiou o projeto e será responsável pela distribuição em territórios selecionados, incluindo América Latina, Estados Unidos e Europa. No Brasil, o filme chega exclusivamente aos cinemas em agosto, antes de seguir para o streaming.
Ainda sem data exata confirmada, Teenage Sex and Death at Camp Miasma se soma à estratégia da MUBI de apostar em lançamentos autorais com circulação nas salas, mantendo o cinema como parte central da experiência — especialmente para filmes que pedem atenção, estranhamento e alguma disposição para sair do conforto.
Estreia amanhã, 26 de fevereiro, nos cinemas brasileiros o documentário “EPIC: Elvis Presley in Concert”, que propõe uma imersão inédita nas performances ao vivo de Elvis Presley. Mais do que um registro musical, o longa se constrói como uma experiência cinematográfica que reposiciona o artista a partir de imagens, sons e sensações que raramente chegaram ao grande público dessa forma.
Dirigido por Baz Luhrmann, o filme dialoga diretamente com a pesquisa estética e narrativa que o cineasta desenvolveu em Elvis (2022), mas agora desloca o foco para o palco. O resultado é um retrato que privilegia a presença física, a potência vocal e a relação quase hipnótica de Elvis com a plateia, em um momento de plena maturidade artística.
Vencedor de cinco prêmios Grammy e reconhecido pelo Guinness World Records como o artista solo que mais vendeu discos na história, Elvis Presley é revisitado aqui não como mito distante, mas como performer em estado bruto. O documentário aposta em material de arquivo e em uma construção audiovisual que busca atualizar essas imagens para o espectador contemporâneo, sem transformá-las em simples nostalgia.
Trailer
Pôster
Com distribuição da Universal Pictures, “EPIC: Elvis Presley in Concert” estreia oficialmente nos cinemas brasileiros em 26 de fevereiro, convidando o público a reencontrar Elvis no espaço onde sua força sempre foi absoluta: o palco.
O Project ELAS surge como uma das primeiras iniciativas estruturadas voltadas exclusivamente à participação feminina no ecossistema competitivo de 2XKO, novo jogo de luta em duplas da Riot Games. Idealizado pela criadora de conteúdo Millia, o torneio acontece de forma online nos dias 1, 8 e 22 de março, reunindo criadoras da comunidade de jogos de luta (FGC) e do universo Riot no Brasil e na América Latina.
Mais do que uma competição pontual, o Project ELAS se apresenta como um experimento de formação de cena. Inspirado no formato de creator cups, o evento combina treinamento, produção de conteúdo e disputa competitiva, aproveitando a proposta acessível e colaborativa do 2XKO para estimular novas entradas no gênero.
Treinamento como ponto de partida
Quatro jogadoras profissionais atuam como técnicas das equipes, acompanhando criadoras durante uma semana de treinos transmitidos ao vivo. A estrutura aposta no processo, não apenas no resultado, permitindo que o público acompanhe a evolução das participantes desde o aprendizado das mecânicas até as partidas oficiais.
As equipes são lideradas por Missy Le (Chile), Crocks, Samantha Miha e Setsuka (Brasil), cada uma orientando um time formado por criadoras do Brasil, México e Argentina. A cobertura também reflete essa proposta regional, com narração em português e espanhol.
2XKO e a lógica do jogo em duplas
O torneio reforça um dos diferenciais centrais do 2XKO: o combate em duplas. A dinâmica reduz a barreira de entrada comum aos jogos de luta tradicionais e favorece aprendizado coletivo, leitura estratégica compartilhada e adaptação rápida, elementos que o Project ELAS coloca no centro da experiência.
A iniciativa dialoga diretamente com a visão da Riot de construir comunidades competitivas desde os primeiros passos do jogo, assim como aconteceu anteriormente com League of Legends e VALORANT, mas agora com um recorte claro de diversidade e inclusão.
Datas, formato e premiação
As fases classificatórias acontecem em 1º e 8 de março, esta última coincidindo com o Dia Internacional da Mulher. A grande final está marcada para 22 de março, após mais duas semanas de preparação das equipes.
A premiação contempla todas as participantes, com valores que variam de R$ 4.200 para o quarto lugar até R$ 16.800 para o time campeão, reforçando o caráter profissional do projeto mesmo em sua primeira edição.
Serviço
Project ELAS – Torneio feminino de 2XKO Formato: Online Datas: 1, 8 e 22 de março de 2026 Participantes: Criadoras de conteúdo da FGC e do ecossistema Riot (Brasil e América Latina) Jogo: 2XKO (Riot Games) Transmissões: Nos canais das criadoras participantes
O MGM+ confirmou Matt Dillon como um dos principais nomes da série dramática The Magnificent Seven, releitura televisiva do clássico faroeste de 1960. A produção, que terá oito episódios, começa a ser filmada em junho de 2026, em Calgary, no Canadá.
Dillon assume o papel de Chris Adams, líder do grupo de pistoleiros e personagem originalmente interpretado por Yul Brynner no cinema. Além de estrelar a série, o ator também atua como produtor executivo, o que reforça seu envolvimento direto na construção do personagem e do tom da narrativa.
Um faroeste menos sobre tiros e mais sobre dilemas
Ambientada na fronteira americana dos anos 1880, a série parte de um cenário conhecido: sete mercenários são contratados para proteger uma comunidade Quaker após um massacre promovido por homens a serviço de um latifundiário interessado em tomar suas terras. A diferença está no foco. Em vez de apenas ação, The Magnificent Seven coloca no centro a contradição moral do conflito: é aceitável recorrer à violência para defender pessoas cuja fé se baseia na não-violência?
Chris Adams é descrito como um homem de poucas palavras, guiado por um código moral rígido e silencioso. Não tolera crueldade nem hipocrisia, e sua liderança nasce mais da postura do que do discurso. A série promete explorar o passado e as motivações de cada um dos sete, ampliando temas como honra, fé, sacrifício e redenção.
Um criador acostumado a narrativas ambiciosas
O roteiro e a produção executiva ficam a cargo de Tim Kring, conhecido por séries como Heroes e Touch. Ele divide a produção com Donald De Line, Lawrence Mirisch, Bruce Kaufman e o próprio Dillon. O projeto é desenvolvido pelo MGM+ Studios em parceria com a MGM Television Studios.
Segundo Michael Wright, head global do MGM+, Matt Dillon traz a densidade necessária para sustentar um personagem que carrega não apenas a liderança do grupo, mas também os dilemas centrais da história. A ideia é honrar o espírito do filme original sem repetir sua estrutura, apostando em uma abordagem mais reflexiva e serializada.
Um ator em constante reinvenção
Com mais de três décadas de carreira, Matt Dillon construiu uma filmografia marcada pela versatilidade, transitando entre o drama intenso e a comédia popular. Indicado ao Oscar e vencedor do Independent Spirit Award por Crash, o ator também deixou sua marca em filmes como Drugstore Cowboy, Rumble Fish, Quem Vai Ficar com Mary? e, mais recentemente, Asteroid City, de Wes Anderson.
Nos próximos meses, Dillon ainda será visto em The Fence, de Claire Denis, e em I Play Rocky, produção do Amazon MGM Studios. Sua entrada em The Magnificent Seven reforça a estratégia do MGM+ de investir em nomes consolidados para liderar séries de apelo clássico, mas com leitura contemporânea.
The Magnificent Seven tem filmagens previstas para junho de 2026 e será exibida pelo MGM+ em diversos territórios, incluindo Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Espanha, Itália e América Latina.
A Pearl Abyss publicou um novo vídeo de bastidores que coloca os holofotes sobre quem dá voz aos personagens de Crimson Desert. Mais do que curiosidade técnica, o material ajuda a entender como interpretação, corpo e intenção moldam a experiência narrativa do RPG.
No vídeo, Alec Newman, Stewart Scudamore e Rebecca Hanssen comentam seus personagens e detalham o processo criativo por trás das performances, mostrando como a dublagem vai além da leitura de texto e se aproxima da atuação física.
Voz como extensão do personagem
Rebecca Hanssen descreve Damiane como alguém prática, direta e obstinada, uma guerreira que não negocia suas convicções. A atriz comenta como buscou equilíbrio entre força e humanidade para evitar que a personagem se tornasse apenas um arquétipo de combate.
Stewart Scudamore fala sobre Oongka, que à primeira vista parece apenas um orc expansivo e brutal. Durante o processo, no entanto, o ator encontrou um personagem mais introspectivo, um nômade experiente cuja filosofia aparece até mesmo nos grunhidos e entonações. Segundo ele, nada ali é gratuito.
Já Alec Newman destaca a bússola moral de Kliff e sua lealdade quase silenciosa. O ator comenta que a voz do personagem surgiu de forma imediata na cabine, especialmente durante as sequências mais intensas de ação, onde a respiração e o ritmo da fala ajudam a transmitir tensão e exaustão real.
Bastidores que ajudam a entender o jogo
O vídeo deixa claro o cuidado da equipe em aproximar dublagem e gameplay. As performances não estão ali apenas para preencher diálogos, mas para sustentar o peso emocional da história e dar coerência ao mundo do jogo. É um tipo de material que costuma interessar mais a quem acompanha desenvolvimento e narrativa do que apenas trailers tradicionais.
A Pearl Abyss também reforça, com esse conteúdo, a ambição cinematográfica de Crimson Desert, apostando em personagens que se sustentam tanto em cenas de ação quanto em momentos mais silenciosos.
Nova produção da A24, Manual Prático da Vingança Lucrativa é o novo filme com Glen Powell, dirigido e roteirizado por John Patton Ford. Inspirado livremente em As Oito Vítimas, o longa atualiza a briga por herança com toques britânicos e com uma roupagem atualizada, mas sem deixar de lado o cinismo e, por que não, a elegância.
Com um plot clássico, a grande sacada aqui foi atualizar onde precisava ser atualizado, mantendo o tom pitoresco de obras do gênero, que não são comuns hoje em dia.
Trazendo Glen Powell no papel de Becket Redfellow, que decide ir atrás da fortuna que era de sua mãe, Manual Prático da Vingança Lucrativa é o famoso fazer “justiça com as próprias mãos”.
Mas será que tudo isso dará certo?
A história
Aqui, Manual Prático da Vingança Lucrativa já entrega nos primeiros minutos do filme que algo deu errado. Becket Redfellow está preso, condenado à pena de morte, e um padre vem para ter uma última conversa com ele.
Sem arrependimentos e com senso de justiça, Becket conta sua história para o padre e para o público. É aqui que entendemos que sua mãe, Mary Redfellow, ficou grávida após ser expulsa pelo próprio pai, tendo que se virar como mãe solo.
Becket cresceu sabendo que foi criado da maneira certa, mas vivendo da maneira errada. Ele ouviu por sua vida toda que era dono de uma fortuna de bilhões, com iates, ilhas, propriedades e diferentes empresas. Seu avô deixou um testamento que não pode ser alterado e, por isso, o último dos Redfellow terá acesso a toda a fortuna.
É aqui que vemos que Becket cresceu entre os melhores. Ele se apaixonou pela jovem Julia Steinway (Margaret Qualley) ainda quando crianças, mas as dificuldades o fizeram seguir outro caminho.
Com a mãe no hospital, ele faz um juramento de lutar pelo que é seu de direito. A morte de Mary Redfellow ainda tem um agravante: a família ignorou o pedido de enterrá-la no mausoléu da família. São marcas que Becket carrega consigo, mesmo ainda tentando seguir o caminho “correto da vida”.
O ponto de virada
Julia encontra Becket trabalhando em uma loja de ternos e questiona como está sua luta pela fortuna dos Redfellow. Casada, ela brinca que espera notícias quando a família começar a morrer por aí.
Podemos dizer que esse é o pontapé inicial para Becket entender que terá que ir atrás dos herdeiros. É aqui que ele traça, pela primeira vez, que além dele existem sete Redfellow, sendo fácil monitorar e entender como funciona cada um deles.
Ele parte atrás de Taylor Redfellow, primo que esbanja dinheiro e promove grandes festas. Becket reluta muito em saber se é capaz de eliminar seus familiares, mas com Taylor bêbado, ele o amarra a uma âncora, matando-o afogado.
Becket mostra que não só é fácil eliminar os Redfellow, como também marca o início de uma jornada em que ele sempre aparece nos enterros da família. Isso o ajuda a conhecer Warren Redfellow, tio de Taylor, que vê Becket como uma forma de compensar a perda de contato com sua irmã Mary.
Becket começa a trabalhar com Warren na bolsa de valores, entendendo que os ricos não têm salários, mas que são pessoas como ele que ganham dinheiro para os ricos investirem e terem rentabilidade.
O padre pergunta por que, mesmo tendo um bom trabalho e a compaixão do tio, ele continua com a vingança, mas Becket não demonstra arrependimento algum.
Enquanto isso, Julia passa a cercá-lo, percebendo que ele subiu profissionalmente. Mesmo casada, ela se aproxima, deixando claro que sua fome é por poder, e não por paixão.
Mas o que será que deu realmente errado para Becket acabar atrás das grades?
Opinião
Seguindo o tom de filmes clássicos de espionagem e de descobrir quem é o assassino, em Manual Prático da Vingança Lucrativa o mistério está em quem cerca Becket.
Com tons que lembram Ponto Final: Match Point, o protagonista tenta a todo custo fazer seu plano dar certo sem despertar suspeitas. Becket chega a ser interrogado pelo FBI, fingindo não saber da existência do testamento. Seu crescimento profissional, somado a uma morte atrás da outra, levanta suspeitas sobre o membro mais pobre da família, mas ele se safa de todas as perguntas.
Com duas horas de duração, Manual Prático da Vingança Lucrativa apresenta cada Redfellow, passando pelo rico mimado, o pastor de igreja, o artista não compreendido, o piloto de avião, entre tantos outros, que nos fazem questionar se Becket não está certo em lutar pelo que é seu.
Existe um questionamento que lembra o dilema de Thanos em Vingadores: Guerra Infinita, sobre matar metade da humanidade pelo bem do universo. Sabemos que muitas vezes as pessoas não têm vidas justas, mas, se no cinema podemos julgar, talvez não caiba a nós analisar ou decidir o destino dos Redfellow.
Como a história deixa claro, Julia permanece em cima de Becket, tentando descobrir se é ele quem está eliminando os herdeiros. Ela não quer sujar as mãos, mas fica evidente que quer se aproveitar de quem as sujou.
Com um elenco afiado e entregando boas atuações, Manual Prático da Vingança Lucrativa não só é divertido, como entrega uma ótima história sobre até onde tudo pode chegar. Com diversos momentos cínicos e humor na medida certa, fica a dúvida de como Becket conseguirá se safar da própria jornada.
Ficha técnica
Nota: 5 (de 5)
Manual Prático da Vingança Lucrativa
Direção e roteiro: John Patton Ford
Elenco: Glen Powell, Margaret Qualley, Jessica Henwick, Bill Camp, Zach Woods, Topher Grace, Ed Harris
Produção: Blueprint Pictures
Trilha sonora: Emile Mosseri
Duração: 105 minutos
Distribuição: Diamond Films
Estreia: 26 de fevereiro
Agradecimentos a Diamond Films e a Sinny pelo convite para produção deste conteúdo
Pensado a partir de uma ideia original de Charli XCX, The Moment acompanha a expansão do chamado Brat Summer para além da música e leva esse momento específico da cultura pop para o cinema. Dirigido por Aidan Zamiri, o longa aposta no formato de falso documentário para observar, com ironia e autoconsciência, os bastidores da fama em plena ebulição.
Longe de uma cinebiografia tradicional, o filme se ancora no impacto do álbum brat, sexto trabalho de estúdio da artista, para refletir sobre imagem, performance e o desgaste constante imposto pela indústria do entretenimento.
Fama, performance e o caos controlado da indústria
Ambientado no verão de 2024, The Moment acompanha uma versão ficcionalizada de Charli enquanto ela atravessa o período mais intenso de sua carreira. Entre ensaios, compromissos publicitários, gravações e aparições públicas, a narrativa revela o conflito permanente entre controle criativo e expectativa externa.
A sátira nasce justamente desse atrito. O filme não tenta explicar o sucesso, mas expõe o custo de sustentá-lo. A pop star precisa existir como produto o tempo todo, mesmo quando sua própria identidade parece escorregar por entre contratos, campanhas e discursos prontos.
Linguagem crua e ritmo de bastidor
Com fotografia assinada por Sean Price Williams, o longa adota câmera inquieta, cortes rápidos e uma estética que flerta com o improviso. Filmado majoritariamente em Londres e Dagenham, The Moment recria a rotina acelerada de uma artista cercada por demandas constantes, onde cada instante pode virar conteúdo.
O resultado é um filme que se movimenta no mesmo ritmo da indústria que retrata: urgente, saturado e consciente do espetáculo que encena. A crueza visual ajuda a sustentar o humor ácido e a sensação de exaustão que atravessa a narrativa.
Um elenco que reflete a cultura pop atual
Além de Charli interpretando uma versão de si mesma, o elenco mistura cinema, comédia e celebridades, refletindo o ecossistema pop contemporâneo. Alexander Skarsgård vive Johannes, um diretor criativo cujas ideias entram em choque direto com a visão artística da protagonista.
Completam o elenco Rosanna Arquette, Rachel Sennott, Jamie Demetriou, Kylie Jenner, Julia Fox, Kate Berlant e Isaac Powell, formando um mosaico que reforça a mistura entre arte, mercado e espetáculo.
O filme estreia em novos cinemas do Brasil no dia 26 de fevereiro, marcando a passagem do Brat Summer das playlists para a tela grande.
O Hollow Mire: Shadow of Breken House está confirmado no Mundo Gamer Showcase 2026 e chega como um dos títulos mais densos emocionalmente da programação. Desenvolvido pelo estúdio inglês Mowlo Games, o jogo propõe uma experiência de horror psicológico que foge de sustos fáceis e aposta em narrativa, atmosfera e desconforto gradual.
Ambientado na Inglaterra de 1945, logo após a Segunda Guerra Mundial, Hollow Mire se passa em um país devastado, coberto de neve e marcado por ausências. O cenário funciona como extensão do estado mental dos personagens, criando uma sensação constante de instabilidade e perda.
Duas investigações que se cruzam
A história acompanha dois protagonistas. De um lado está John Rowe, veterano de guerra que agora atua como jornalista e retorna a uma Inglaterra em ruínas enquanto procura por sua família desaparecida. Uma investigação o leva até a isolada Breken House, onde lembranças da guerra e da infância começam a se misturar, alterando sua percepção da realidade.
Em paralelo, surge Gwen Porter, uma detetive que investiga o desaparecimento de um paciente e o assassinato de um funcionário no decadente Bordon Down Asylum. Conforme os casos avançam, uma ligação inquietante surge entre as duas narrativas, ampliando o mistério por trás de Breken House.
O jogo constrói tensão a partir dessa dúvida constante entre fato, memória e delírio.
Horror clássico com abordagem contemporânea
Hollow Mire assume suas raízes de point and click clássico, evocando aventuras investigativas dos anos 1990, mas aplica soluções modernas. As decisões do jogador influenciam o rumo da história e levam a oito finais diferentes, cada um revelando novas camadas do enredo.
Os cenários 2D são pintados à mão, inspirados na Inglaterra de meados do século XX, com alto nível de detalhe. A trilha sonora, guiada por violoncelo, alterna entre melancolia e tensão, enquanto todo o elenco é totalmente dublado.
Além de quebra-cabeças investigativos, o jogo apresenta reconstruções de memória e sequências de flashback da guerra, adicionando momentos mais diretos de perigo à experiência.
Um horror sobre ausência e luto
Segundo a equipe da Mowlo Games, Hollow Mire nasceu da ideia de uma Grã-Bretanha que ainda aprendia a lidar com a ausência de soldados que nunca voltaram para casa. Essa sensação de vazio persistente está no centro da narrativa, transformando o horror em algo íntimo e humano.
O Mundo Gamer Showcase 2026 March 20 Edition acontece no dia 20 de março, às 14h (BRT), com transmissão global pelos canais da Mundo Gamer Network. O evento reúne estúdios de diversos países e apresenta trailers, anúncios e atualizações do cenário indie e AA.
A Sony Interactive Entertainment confirmou que Marvel’s Wolverine será lançado para PlayStation 5 no dia 15 de setembro. O jogo está sendo desenvolvido pela Insomniac Games, em parceria com a Marvel Games, e marca uma mudança clara de tom em relação aos títulos anteriores do estúdio.
Aqui não há espaço para leveza. Wolverine chega com foco total em violência, fúria e consequências.
Logan sem filtro
Esta é uma interpretação totalmente nova de Logan (Wolverine), baseada nos quadrinhos da Marvel, mas construída especificamente para os videogames. A história acompanha o personagem enquanto ele tenta reconstruir partes do próprio passado, uma busca que rapidamente descamba para confrontos sangrentos e decisões extremas.
A Insomniac deixa claro que este não é um “Spider Man com garras”. O jogo explora uma ideia de heroísmo muito mais sombria, guiada por raiva, dor e sobrevivência. Logan não salva o dia sorrindo. Ele corta caminho até a verdade.
Combate rápido, pesado e sem piedade
O sistema de combate segue a filosofia do estúdio: fluido, veloz e extremamente físico. As garras de adamantium não são apenas estéticas. Elas fazem parte central da mecânica, com ataques brutais, finalizações violentas e uma sensação constante de impacto.
A promessa é entregar a fantasia definitiva de Wolverine, com ação intensa, cenários destrutivos, narrativa forte e um pacote completo de acessibilidade, algo que já virou marca registrada da Insomniac.
Personagens conhecidos e novos inimigos
Apesar de sua natureza solitária, Logan não está completamente sozinho. Durante a campanha, ele cruza o caminho de personagens icônicos como Mystique e Omega Red.
Alguns encontros rendem alianças temporárias. Outros terminam em confrontos diretos. Entre os principais antagonistas estão os Reavers, grupo que transforma cada combate em um teste de instinto e resistência.
Uma caçada pelo mundo
A história leva Wolverine para fora do conforto de qualquer base fixa. A jornada passa por locais icônicos do universo Marvel, como Madripoor, as paisagens congeladas do Canadá e as ruas apertadas de Tóquio. Cada cenário funciona como um campo de batalha potencial, com ação violenta, ambientes fechados e confrontos diretos.
O foco está menos em salvar o mundo e mais em sobreviver a ele.
Um novo capítulo para a Insomniac
Depois do sucesso da franquia Marvel’s Spider Man, Marvel’s Wolverine representa um passo importante para a Insomniac. É o mesmo estúdio, com a mesma competência técnica, mas aplicado a um personagem que exige um tom mais adulto, mais cru e menos confortável.
Se a promessa se cumprir, Wolverine pode se tornar não apenas um grande jogo de super herói, mas um dos títulos mais intensos do catálogo do PlayStation 5 em 2026.
Ficha técnica
Marvel’s Wolverine Plataforma: PlayStation 5 Lançamento: 15 de setembro Desenvolvimento: Insomniac Games Publicação: Sony Interactive Entertainment
Nem todo mangá tem o privilégio de já nascer com adaptação para a TV garantida. Konya, Himitsu no Kitchen de (Hoje à noite, na cozinha secreta), novo trabalho da mangaká Akise Kurosawa, estreia nas plataformas digitais japonesas em 20 de março de 2026 e já tem drama televisivo marcado para abril, pela Fuji TV.
O projeto integra o selo SHURO, da Magazine House, e foi desenvolvido desde o início em parceria com a Kyodo Television. A proposta é clara: mesma ideia central, duas narrativas que caminham juntas, mas não se repetem.
Uma história sobre controle, silêncio e comida
A protagonista é Ayumi, ex âncora de uma emissora local que abandona a carreira após se casar com um empresário influente. O que parece um casamento dos sonhos se revela rapidamente um pesadelo doméstico: assédio moral, relação sem intimidade, vigilância constante e uma sogra invasiva.
Sem espaço emocional dentro da própria casa, Ayumi passa a se refugiar na despensa. É ali que a narrativa encontra seu símbolo mais forte. Quando tudo parece ruir, ela conhece Kei, um jovem chef de culinária italiana, cuja comida simples e cuidadosa começa a devolver algo que ela havia perdido: senso de identidade.
A cozinha deixa de ser apenas cenário e vira território de reconstrução. Comer, aqui, é lembrar quem se é.
Dorama antes do mangá é exceção
<漫画>黒沢明世(原案:共同テレビ)
O aspecto mais incomum do projeto está no timing. Antes mesmo do início oficial da serialização, a adaptação televisiva já está confirmada. No drama, Ayumi será interpretada por Haruka Kinami, enquanto Kei ganha vida com Mahiro Takasugi.
Mangá e dorama compartilham o núcleo emocional, mas seguem caminhos distintos. As receitas mudam, o passado da protagonista ganha nuances diferentes e certas relações são reorganizadas. A ideia não é adaptação direta, mas uma experiência complementar.
Um projeto pensado em duas linguagens
Segundo os produtores, Konya, Himitsu no Kitchen de foi concebido desde o início como uma obra de dupla leitura. O mangá explora o ritmo interno, o silêncio e o detalhe psicológico. O drama aposta no impacto visual, na atuação e na presença física da comida como linguagem emocional.
Para Akise Kurosawa, o foco segue coerente com seus trabalhos anteriores, como Nibu no Ichi Fuufu (Um meio casal): relações íntimas atravessadas por poder, expectativa social e desgaste emocional. A diferença aqui é o tempero narrativo, mais sensorial, mais cotidiano e, talvez por isso, mais incômodo.
Ficha técnica
Konya, Himitsu no Kitchen de (Hoje à noite, na cozinha secreta)
Formato: mangá digital Lançamento: 20 de março de 2026 Distribuição: lojas digitais japonesas
Autora: Akise Kurosawa Desenvolvimento original: Kyodo Television Editora: Magazine House – selo SHURO
Drama televisivo Estreia: abril de 2026 Emissora: Fuji TV Elenco principal: Haruka Kinami Mahiro Takasugi
Dois dias após seu lançamento global para iOS e Android, Hunter x Hunter Nen x Survivor liberou aquilo que todo fã queria ver primeiro: o vídeo oficial de abertura. São 90 segundos de animação totalmente inédita que marcam o retorno do universo Hunter x Hunter ao formato animado, ainda que agora dentro de um game.
O detalhe que faz diferença está nos créditos. A abertura foi produzida pelo Studio M2, estúdio comandado por Masao Maruyama e responsável por Pluto. Ou seja, não é “animação de jogo mobile genérica”. É anime de verdade, com peso, identidade e respeito ao material original.
Uma abertura que parece episódio de anime
A direção e os storyboards ficam por conta de Yuki Morishita, enquanto a chefia de animação é assinada por Takahiro Yoshimatsu, veterano da franquia. O resultado é um vídeo que poderia tranquilamente abrir uma nova temporada da série.
Gon, Killua, Kurapika, Leorio e antagonistas icônicos surgem em sequências rápidas, estilizadas e cheias de energia Nen, reforçando o clima de sobrevivência e progressão constante que define o jogo, estruturado como um roguelike.
Detalhes técnicos da produção
O nível de cuidado aparece também na equipe extensa envolvida na animação. Além da animação principal feita pelo Studio M2, o vídeo contou com apoio da Ashi Productions Shiroishi Studio, coordenação de cores de Yoshinori Horikawa e cinematografia de Kasumi Togo, garantindo acabamento digno de produção televisiva.
Não é exagero dizer que esse opening é, hoje, o conteúdo animado mais novo de Hunter x Hunter desde o encerramento do anime de 2011.
O jogo e o peso da franquia
Hunter x Hunter Nen x Survivor coloca a franquia no território dos jogos roguelike, misturando ação, progressão baseada em Nen e desafios que mudam a cada tentativa. É uma escolha curiosa, mas coerente com a lógica imprevisível do mundo criado por Yoshihiro Togashi.
Vale lembrar que Hunter x Hunter nasceu como mangá em 1998 na Weekly Shonen Jump, soma atualmente 38 volumes no Japão e segue como um dos títulos mais influentes da história do shonen. No Brasil, a obra é publicada pela JBC.
O anime teve duas adaptações, sendo a mais recente exibida entre 2011 e 2014, hoje disponível completa na Crunchyroll.