Início Site Página 635

‘Pele de Vidro’ estreia nos cinemas em março

​'Pele de Vidro', de Denise Zmekhol - crédito- Plinio Hokama Angeli

O cinema brasileiro ganha, a partir de 19 de março, um documentário que olha para São Paulo como quem olha para uma cicatriz aberta. Pele de Vidro, novo filme da cineasta Denise Zmekhol, estreia no circuito nacional propondo uma experiência íntima e política ao mesmo tempo, em torno de um dos episódios mais simbólicos da história recente da cidade.

O ponto de partida é o Edifício Wilton Paes de Almeida, no Largo do Paissandú. Ícone modernista projetado por Roger Zmekhol, pai da diretora, o prédio ficou conhecido como “Pele de Vidro” por sua fachada transparente. Décadas depois de sua inauguração, passou a ser ocupado por centenas de famílias sem-teto — até o incêndio e desabamento parcial em maio de 2018, que marcou profundamente a memória urbana da capital paulista.

Quando o pessoal encontra o coletivo

Vivendo há anos nos Estados Unidos, Denise descobre à distância que a obra mais emblemática do pai havia se tornado moradia improvisada para centenas de pessoas. A notícia não apenas a reconecta com uma história familiar interrompida cedo, como a obriga a encarar o Brasil que se transformou diante — e apesar — da arquitetura modernista que prometia progresso.

O filme acompanha o retorno da cineasta ao país, sua tentativa inicial frustrada de entrar no prédio e, depois, o impacto da tragédia. A partir do incêndio, Denise passa semanas ouvindo sobreviventes, reconstruindo histórias e estabelecendo paralelos entre sua própria perda e a dos moradores que viam naquele edifício seu último refúgio.

“Meu pai era meu abrigo. O edifício era o deles”, sintetiza a diretora, em um dos eixos mais delicados do filme.

Arquitetura como memória viva

Mais do que um registro sobre o desastre, Pele de Vidro se constrói como uma meditação sobre o fracasso das promessas urbanas, o apagamento da memória arquitetônica e a desigualdade estrutural que molda as grandes cidades brasileiras. O prédio deixa de ser cenário e passa a funcionar como personagem: um corpo de vidro atravessado por histórias, silêncios e contradições.

Essa abordagem rendeu ao documentário uma trajetória internacional expressiva. O filme passou por mais de 60 festivais, conquistou 13 prêmios — incluindo Melhor Longa Documental em festivais de arquitetura na França, Itália, Espanha e Suécia —, além do Prêmio do Público no Mill Valley Film Festival, nos Estados Unidos.

Circulação e estreia no Brasil

Coprodução entre Brasil e Estados Unidos, Pele de Vidro chega aos cinemas brasileiros com distribuição da Autoral Filmes, selo recém-criado com foco em cinema de autor e documentários de forte relevância cultural.

Com 90 minutos de duração, o filme se soma a uma linhagem de documentários brasileiros que pensam o país a partir de suas ruínas, sem cair na exploração da tragédia, mas insistindo na escuta, no tempo e na complexidade.

SERVIÇO

Pele de Vidro
Direção: Denise Zmekhol
Documentário | 90 min
Estreia nos cinemas: 19 de março de 2026
Distribuição: Autoral Filmes
Instagram: @peledevidrofilme | @autoral_filmes

BetBoom RUSH B! Summit Part Two leva CS2 em LAN para São Paulo com prêmio de US$ 50 mil

São Paulo volta a respirar Counter-Strike nesta semana. Entre 25 de fevereiro e 1º de março, a capital recebe o BetBoom RUSH B! Summit Part Two, torneio presencial que reúne oito equipes em uma LAN fechada, com premiação total de US$ 50 mil. A competição acontece nos estúdios da BTSBrasilTV, na Barra Funda, e faz parte do circuito Brasil Esports Tour, o BEST.

Não é só mais um campeonato no meio do calendário. A proposta aqui é clara: jogos em LAN, clima mais próximo entre jogadores e transmissão pensada para quem realmente acompanha o cenário de CS2 no dia a dia.

Times misturados e bom termômetro do cenário

O torneio coloca no mesmo servidor organizações já estabelecidas e projetos que buscam espaço. Estão na disputa Marsborne, Fluxo W7M, Red Canids, Fake do Biru, ODDIK, 9z, Sharks e Galorys. É aquele tipo de lineup que costuma render confrontos imprevisíveis e boas histórias, principalmente para quem gosta de acompanhar a base do competitivo sul-americano.

Além da disputa pelo prêmio, o evento funciona como vitrine. Para algumas equipes, é chance de testar lineups em LAN. Para outras, de reafirmar posição num cenário que anda cada vez mais concorrido.

Formato direto, sem enrolação

Inspirado no modelo mais intimista do antigo The Summit, o campeonato aposta em playoffs de dupla eliminação. Todas as séries são MD3, com exceção da grande final, disputada em MD5. A distribuição da premiação deixa claro quem manda:

1º lugar: US$ 30 mil
2º lugar: US$ 8.750
3º lugar: US$ 6.250
4º lugar: US$ 5 mil

É um formato que premia consistência e não perdoa erro bobo, especialmente em LAN.

Transmissão e presença no ecossistema

As partidas começam diariamente às 12h30, com transmissão nos canais da BetBoom Brasil, além de co-streams pela MadHouse TV, BTSBrasilTV e a comunidade de casters parceira. A ideia é ampliar o alcance sem engessar a cobertura, algo que o público de CS costuma valorizar.

No fim das contas, o BetBoom RUSH B! Summit Part Two reforça algo que o cenário brasileiro vem pedindo há um tempo: mais campeonatos presenciais, com estrutura sólida e espaço para diferentes níveis de time. Para quem acompanha Counter-Strike 2 de perto, é aquele evento que vale deixar rodando na segunda tela — ou prestar atenção de verdade.

2DIE4 faz história como o primeiro filme brasileiro em IMAX e estreia com casa cheia em Nova York

Pré-estreia em Nova Iorque teve ingressos esgotados. Foto- Tim Oliveira

O cinema brasileiro acaba de cravar um marco pouco comum fora do eixo Hollywood. 2DIE4: 24 Horas no Limite, primeiro longa nacional concebido para IMAX, realizou sua pré-estreia em Nova York no dia 19 de fevereiro, com sessão lotada no AMC Empire 25. Antes disso, o filme já havia passado por exibições especiais em Miami e Daytona, ampliando sua presença junto ao público norte-americano.

Em Daytona, foram 20 sessões em quatro dias, estrategicamente alinhadas com a realização das 24 Horas de Daytona. Já em Miami, o longa teve quatro exibições consecutivas. A ideia foi clara: testar o filme em ambientes onde automobilismo e cinema de grande formato já fazem parte da cultura local.

Um filme brasileiro nas maiores telas do mundo

Cena do filme 2DIE4

Dirigido e produzido pelos irmãos André Abdala e Salomão Abdala, o documentário chega aos cinemas dos Estados Unidos entre 16 e 20 de abril, em circuito selecionado e com exclusividade para IMAX. Após esse período, o filme passa a ocupar também salas tradicionais. No Brasil, a estreia nacional está marcada para 30 de abril, com distribuição da O2 Play.

O longa coloca o espectador dentro da mente do piloto Felipe Nasr, acompanhando sua participação na lendária 24 Horas de Le Mans. A narrativa se constrói em primeira pessoa, apostando menos em explicações e mais em sensação: foco, desgaste físico, risco constante e decisões tomadas no limite.

Cinema de risco, sem rede

Produzido ao longo de sete anos, 2DIE4 foi pensado desde o início para large format. Nada de reconstruções digitais exageradas ou conforto de pós-produção. A proposta dos diretores foi filmar uma história em andamento, sem roteiro fechado e sem saber o desfecho. Sendo uma escolha que aproxima o projeto da filosofia de cineastas como Christopher Nolan, citado pelos irmãos como referência.

Esse compromisso com a ação real rendeu reconhecimento internacional. O filme venceu o Motor Sports Film Award 2025 na categoria de Melhor Documentário de Longa-Metragem, reforçando sua posição como uma das produções mais ambiciosas já feitas sobre automobilismo.

Jovens cineastas, escala máxima

Com 26 e 28 anos, André e Salomão Abdala se tornaram os mais jovens diretores da história a comandar um longa concebido para IMAX, superando o recorde anterior de Ryan Coogler, que tinha 30 anos quando dirigiu Pantera Negra. Antes do cinema, a dupla construiu carreira sólida no audiovisual comercial, trabalhando com marcas como Porsche, BMW, DJI e Red Bull.

Não por acaso, 2DIE4 conta com patrocínio da Porsche Brasil, além das marcas Urban e Mahle. O acesso exclusivo à equipe e aos bastidores da corrida resultou em imagens pensadas para serem sentidas, não apenas assistidas.

Ao chegar às telas brasileiras no fim de abril, o filme não apenas amplia a presença do cinema nacional em formatos premium.

Shift at Midnight ganha nova demo no Steam Vem Aí

Se já era difícil encarar o turno da madrugada, Shift at Midnight resolveu piorar tudo. A Kwalee, em parceria com o estúdio independente Bun Muen, liberou uma nova demo atualizada do jogo como parte do festival Steam Vem Aí e ela vem bem mais profunda, imprevisível e assustadora.

A proposta continua a mesma: trabalhar em um posto de gasolina durante a madrugada, cumprir tarefas básicas e tentar sobreviver. O problema é que nem todo cliente é humano. E errar o julgamento pode custar caro.

Mais tarefas, mais paranoia

A nova demo adiciona clientes aleatórios, mantendo o primeiro turno mais controlado para facilitar a adaptação de novatos. A partir daí, o jogo solta a mão do jogador.

Entre as tarefas inéditas estão abastecer tanques de combustível e revistar veículos, sempre atentos a sinais de doppelgangers — sósias que se infiltram entre os clientes comuns. Dá para interrogar cada um, checar documentos, cruzar informações no computador e observar comportamentos estranhos. Confiar demais é pedir para morrer.

Sistemas novos e progressão mais clara

A atualização também expande o jogo com sistemas que deixam tudo mais tenso e estratégico. Agora há inventário, sistema de saúde, avaliações personalizadas do posto, suporte a saves, além de chapéus e decorações para personalizar a loja e o personagem.

A partir da terceira noite, ratos passam a circular pelo local e uma loja aleatória pode ser acessada pelo computador, oferecendo upgrades e itens que ajudam (ou confundem ainda mais) a sobrevivência.

Quando tudo dá errado

Se um doppelganger escapar, o clima muda rápido. Criaturas retornam mais tarde, deformadas e agressivas, forçando os jogadores a barricar portas, colocar armadilhas e até se esconder. A sensação é de que o posto, antes banal, vira um labirinto hostil.

E sim: se você decidir executar um cliente suspeito ali mesmo, é melhor lembrar de limpar a bagunça depois. O trabalho não para, mesmo no horror.

O terror funciona melhor em grupo

Embora seja possível jogar sozinho, Shift at Midnight brilha no modo cooperativo. O multiplayer com chat de proximidade transforma cada erro em pânico coletivo, com gritos, acusações e decisões desesperadas acontecendo em tempo real.

Trabalhar em equipe ajuda, mas também expõe falhas humanas. E o jogo sabe explorar isso muito bem.

A demo já está disponível no Steam por tempo limitado durante o festival. Shift at Midnight chega futuramente ao PC via Steam, e se depender dessa amostra, o turno da meia-noite nunca mais vai parecer inofensivo.

AfroReggae inaugura novo centro do AfroGames na Maré e amplia formação em games e eSports

O Grupo Cultural AfroReggae inaugura nesta quarta-feira, 25 de fevereiro, um novo Centro de Treinamento do AfroGames na Vila do João, no Complexo da Maré. A abertura marca mais um passo na expansão do projeto que conecta games, educação e inclusão produtiva dentro das periferias do Rio de Janeiro.

Com a nova unidade, o AfroGames passa a operar sete centros de treinamento na Região Metropolitana, sendo três deles dentro da Maré. Na prática, isso significa mais estrutura, mais acesso e um aumento direto no número de jovens atendidos. Agora, cerca de 450 adolescentes e jovens participam simultaneamente das formações oferecidas pelo programa.

Games como ferramenta de formação real

Criado a partir da cultura digital, o AfroGames vai além da ideia de jogar videogame profissionalmente. O programa combina treinamento em jogos do cenário competitivo com acompanhamento pedagógico contínuo e formação complementar, incluindo aulas de inglês. A proposta é preparar os alunos tanto para o universo dos eSports quanto para outras áreas da economia criativa e do mercado digital.

Ao longo dos últimos anos, o projeto se consolidou como uma das principais iniciativas do país voltadas à formação de jovens em games e tecnologia, especialmente em territórios onde o acesso a esse tipo de estrutura ainda é raro. A lógica é simples e potente: usar um interesse já presente na vida dos jovens como porta de entrada para educação, disciplina, trabalho em equipe e novas perspectivas profissionais.

Presença no território e impacto direto

A escolha da Vila do João reforça a estratégia do AfroReggae de atuar diretamente dentro das comunidades, sem deslocar os jovens para fora do território. A ampliação do AfroGames na Maré também sinaliza a continuidade de um modelo que aposta na permanência, no acompanhamento de longo prazo e na criação de vínculos.

A inauguração contará com representantes do AfroReggae, parceiros institucionais, patrocinadores e jovens participantes do projeto. O espaço passa a funcionar como centro de formação, prática e convivência, integrando tecnologia, educação e cultura em um mesmo ambiente.

Mais do que abrir um novo endereço, a iniciativa amplia um caminho concreto para que jovens da periferia ocupem espaços cada vez mais relevantes dentro da cultura digital brasileira.

Serviço
Inauguração do Centro de Treinamento do AfroGames na Vila do João
Data: 25 de fevereiro
Horário: 15h
Local: Rua Adoração, nº 224, Vila do João, Complexo da Maré, Rio de Janeiro

Mutant Football League 2 é confirmado no Mundo Gamer Showcase 2026 e promete caos esportivo sem freio

Mutant Football League 2

O Mundo Gamer Showcase 2026 acaba de ganhar um reforço daqueles que não passam despercebidos. O estúdio norte-americano Digital Dreams Entertainment Inc. confirmou a participação de Mutant Football League 2 no evento, adicionando ao lineup uma dose generosa de violência cartunesca, humor ácido e nostalgia retrô.

A presença do jogo ajuda a reforçar o alcance internacional do showcase e traz para o centro da programação um título que nunca teve medo de exagerar. Aqui, futebol americano é só o ponto de partida. O resto é caos.

Futebol americano, mas sem regras morais

Em Mutant Football League 2, as partidas seguem o formato 8 contra 8, mas vencer não significa apenas pontuar mais. Eliminar adversários de forma espetacular também faz parte da estratégia. O jogo coloca em campo mais de 35 equipes formadas por mutantes super-humanos, orcs brutais, mortos-vivos esqueléticos e robôs blindados, todos disputando arenas cheias de armadilhas e perigos ambientais.

O resultado é um ritmo arcade que não tenta simular o esporte real, mas sim transformá-lo em espetáculo destrutivo, assumindo de vez sua herança como sucessor espiritual de Mutant League Football.

Estratégia, carnificina e controle total

Apesar do caos, há método. O sistema de Dirty Tricks permite viradas improváveis e jogadas desleais no melhor sentido possível. Já o modo Dynasty Supreme oferece um contraponto mais estratégico, colocando o jogador no papel de técnico e gerente geral, cuidando de draft, free agents, teto salarial e evolução da franquia.

Outro destaque é o Doom Field Designer, que permite escolher o estádio, dar um nome a ele e posicionar armadilhas e hazards letais pelo campo, transformando cada partida em um pesadelo diferente.

Para completar o pacote, o jogo conta com a narração icônica de Tim Kitzrow, voz eternamente associada a NBA Jam, reforçando o clima exagerado e autoconsciente.

Principais recursos

Entre os destaques de Mutant Football League 2 estão a criação completa de times personalizados, multiplayer online para dois jogadores, caos local para até quatro pessoas, além de arenas e equipes com habilidades e armadilhas próprias. Tudo isso já está disponível para PC via Steam, PlayStation 5 e Xbox Series X|S.

Um estúdio com DNA retrô

Fundada em 2010 por Michael Mendheim e Maxim Novikov, a Digital Dreams Entertainment construiu sua identidade misturando design moderno com espírito retrô. O histórico dos fundadores inclui títulos como Mutant League Football, FIFA Street 2, SSX on Tour, Def Jam Icon e Need for Speed: ProStreet, o que ajuda a entender de onde vem o DNA exagerado do jogo.

Quando e onde acompanhar

O Mundo Gamer Showcase 2026 – March 20 Edition acontece no dia 20 de março, às 14h (horário de Brasília), com transmissão global pelos canais da Mundo Gamer Network. O evento reúne estúdios de vários países e apresenta trailers inéditos, anúncios e atualizações do cenário indie e AA.

Last Flag chega ao PC em 14 de abril e resgata o espírito clássico do captura de bandeira

O estúdio independente Night Street Games anunciou que Last Flag será lançado oficialmente para PC no dia 14 de abril, com versões para PlayStation 5 e Xbox Series X|S previstas para chegar ainda em 2026.

O jogo estará disponível no Steam e na Epic Games Store, com preço único e acessível. Quem quiser experimentar antes do lançamento pode jogar a demo gratuita até 2 de março, garantindo recompensas cosméticas exclusivas para a versão final.

Captura de bandeira do jeito que deveria ser

Last Flag nasce de uma frustração antiga. Para os fundadores do estúdio, Dan Reynolds e Mac Reynolds, o modo captura de bandeira nos jogos de tiro raramente conseguiu traduzir a tensão, a exploração e a diversão das partidas jogadas na vida real durante a infância.

A resposta foi criar um shooter focado exclusivamente nisso. Em partidas 5v5, os jogadores precisam esconder, defender e encontrar bandeiras em mapas pensados para incentivar movimento, leitura do espaço e estratégia, sem transformar cada rodada em um teste de estresse.

Estética de programa de auditório dos anos 70

O pano de fundo de Last Flag é um estilizado game show retrô, inspirado na televisão dos anos 70. Os jogadores assumem o papel de competidores carismáticos em busca de fama e fortuna, disputando partidas rápidas, dinâmicas e com duração inferior a 20 minutos.

A ideia é clara: ação suficiente para manter a adrenalina, mas com ritmo acessível, permitindo jogar várias partidas sem desgaste.

Demo com recompensas e futuro garantido

A demo aberta disponível até 2 de março não serve apenas como teste. Quem jogar poderá desbloquear itens cosméticos exclusivos, como o conjunto de skins temático Ouro Lunar, que estarão disponíveis no lançamento oficial em abril.

Segundo o estúdio, o lançamento no PC é apenas o começo. Novos mapas, competidores jogáveis e mudanças inesperadas já estão planejados ao longo do ano, todos incluídos sem custo adicional, assim como itens cosméticos gratuitos.

“Last Flag é exatamente o jogo que sempre quisemos fazer”, afirma Mac Reynolds. “Chegar ao lançamento no PC é um marco enorme para nós, mas isso é só o começo. Ainda temos muitas surpresas guardadas.”

Beastro libera demo atualizada durante o Steam Next Fest e adiciona novos sabores à experiência

O aconchegante caos culinário de Beastro já pode ser provado em versão mais encorpada. A Timberline Studio disponibilizou uma demo jogável atualizada durante o Steam Next Fest, trazendo novos conteúdos e ajustes pensados tanto para quem já conhece o jogo quanto para quem está chegando agora às cozinhas de Palo Pori.

A demo já está disponível e funciona como um aperitivo generoso do que o jogo promete entregar: uma mistura curiosa de culinária, agricultura, combate e construção de baralho, tudo embalado em um clima confortável que contrasta com a ameaça constante de monstros famintos do lado de fora da vila.

Guardiões que temperam o combate

Entre as principais novidades estão novos Guardiões, personagens que representam sabores e influenciam diretamente a dinâmica do combate. Oyshi, o Guardião do Umami, surge como uma presença acolhedora, conectada a animais e pessoas, enquanto seu nome brinca com ingredientes clássicos como cogumelos ostra e shiitake, além da palavra japonesa oishii, “delicioso”.

Já Kalan, o Zelador Amargo, segue o caminho oposto. Solitário, orgulhoso e resistente a ajuda, ele exige paciência do jogador. Descobrir seu prato favorito não é apenas um detalhe narrativo, mas um ponto de virada na relação com o personagem, reforçando a ideia central de Beastro: comida é linguagem, estratégia e afeto.

Mais vida em Palo Pori

A demo também adiciona NPCs inéditos, que ajudam a tornar a vila mais viva, além de suporte aprimorado a idiomas, melhorias no sistema de feedback e acesso facilitado ao mapa da cidade, tornando a navegação menos truncada. Pequenos ajustes de qualidade de vida completam o pacote e deixam claro que o estúdio está atento às reações da comunidade.

Cozinha, cartas e monstros famintos

Em Beastro, cada refeição preparada vira uma carta usada em combates estilizados, quase como um teatro de marionetes. O jogador assume o papel de Panko, um chef Caracal, responsável por manter aldeões e aventureiros bem alimentados enquanto criaturas do lado de fora ameaçam a harmonia local. A lógica é simples e estranhamente eficaz: barriga cheia é arma.

A demo do Steam Next Fest funciona como uma boa amostra dessa proposta incomum, que mistura estratégia, timing e tempero na mesma medida.

Wild Rift redesenha o competitivo em 2026 e aposta na comunidade como porta de entrada para novos talentos

A Riot Games Brasil decidiu mexer no tabuleiro competitivo de League of Legends: Wild Rift em 2026. O novo calendário anunciado pela empresa coloca a comunidade no centro do jogo e transforma o Wild Rift Open Series em um verdadeiro funil de talentos, capaz de levar jogadores comuns das filas ranqueadas direto para eventos presenciais ao lado dos maiores criadores de conteúdo do país.

A grande virada está na integração com o Wild Rounds. Se antes o evento funcionava como um show exclusivo de influenciadores, agora os finalistas do Open Series passam a ter acesso ao draft oficial, podendo ser escolhidos para compor os times que sobem ao palco.

Do ranqueado ao palco

Créditos da imagem- Divulgação:Riot Games

As inscrições para o Open Series 2026 abrem nesta segunda, dia 23, e o torneio segue gratuito, online e aberto a qualquer jogador. Pelo segundo ano consecutivo, ele se consolida como a principal competição oficial de Wild Rift no Brasil, agora com duas edições e premiação total de R$ 50 mil.

A lógica é simples: quem quer competir não precisa mais de convite nem de histórico profissional. Basta entrar, performar e avançar. O Open Series deixa de ser um torneio isolado e passa a funcionar como sistema de progressão dentro do ecossistema competitivo da Riot.

Integração com torneios de comunidade

Outro ponto chave do modelo está nos Torneios de Comunidade, organizados por parceiros verificados da Riot. Entre 15 de fevereiro e 15 de março, jogadores que participarem dessas competições acumulam pontos em rankings oficiais. Os melhores colocados garantem vaga direta na Fase de Grupos do Open Series, ao lado dos finalistas de 2025 e equipes convidadas.

Na prática, isso cria uma malha competitiva contínua, onde eventos independentes passam a dialogar diretamente com o calendário oficial.

Visão da Riot

Segundo Diego Martinez, Head de Publicação do Produto Wild Rift para as Américas, a mudança responde a um desejo claro da base de jogadores. “A primeira edição do Open Series mostrou que grande parte da nossa comunidade quer competir em alto nível. Estamos criando um ecossistema onde todo jogador pode se tornar uma estrela”, afirma.

A proposta é clara: reduzir a distância entre amador e vitrine, sem engessar o formato ou transformar o competitivo em algo inacessível.

Calendário do Open Series 2026

Inscrições: a partir de 23 de fevereiro, às 16h
Qualificatórias: 13, 14 e 15 de março
Fase de Grupos: 20 a 29 de março e 4 a 5 de abril
Playoffs e Final: 17 a 26 de abril

O que muda no cenário

Em um momento em que muitos MOBAs mobile enfrentam desgaste no competitivo, o movimento da Riot aponta para o caminho oposto. Em vez de fechar o circuito, a empresa amplia as portas e transforma a comunidade em protagonista do espetáculo.

Estrelado por Glen Powell, ‘Manual Prático da Vingança Lucrativa’ estreia nesta quinta (25)

A vingança aqui não é impulsiva. Ela é planejada, metódica e, acima de tudo, lucrativa. Manual Prático da Vingança Lucrativa, novo longa da A24, estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta feira, 26 de fevereiro, com distribuição da Diamond Films.

Protagonizado por Glen Powell, o filme marca mais uma colaboração do ator com personagens moralmente tortos, agora sob a direção e roteiro de John Patton Ford, o mesmo de Emily, a Criminosa. O resultado é um thriller de humor ácido que olha para a elite americana como um tabuleiro onde dinheiro, poder e violência se misturam sem pudor.

Herança, rancor e cálculo frio

Powell interpreta Becket Redfellow, um trabalhador rejeitado ao nascer por sua família bilionária. Anos depois, ele decide corrigir essa “injustiça” à sua maneira. O plano é simples na teoria e brutal na execução: eliminar um a um os parentes que o impedem de recuperar a herança que acredita ser sua por direito.

O filme constrói essa escalada com ironia e estilo, transformando o que poderia ser apenas mais uma fantasia de vingança em um comentário sobre meritocracia, ressentimento e a obsessão americana por sucesso a qualquer custo.

Elenco que sustenta o jogo

Ao lado de Powell, o elenco reúne nomes que ajudam a dar densidade ao caos: Margaret Qualley, Ed Harris, Jessica Henwick e Topher Grace. Cada personagem funciona menos como obstáculo tradicional e mais como peça de um sistema familiar podre, que Becket aprende a explorar.

Violência com estilo

O próprio Glen Powell resume bem o tom do longa ao compará lo a uma mistura improvável de referências. Para ele, o filme bebe tanto de clássicos sobre alienação e violência quanto de narrativas de golpe e planejamento. A diferença está na abordagem. Manual Prático da Vingança Lucrativa não romantiza seu protagonista, mas também não o julga. Observa, provoca e deixa o espectador desconfortavelmente cúmplice.

Essa ambiguidade é marca registrada da A24 e também do cinema recente de John Patton Ford, que prefere expor engrenagens sociais a oferecer respostas fáceis.

Por que prestar atenção

Em meio a tantos thrillers genéricos, o filme se destaca pelo controle de tom e pela recusa em virar apenas um espetáculo de sangue. A violência existe, mas sempre atrelada a uma lógica econômica e emocional. Nada é gratuito. Tudo tem preço.

Manual Prático da Vingança Lucrativa estreia em 26 de fevereiro nos cinemas brasileiros.

‘A Vida Secreta de Meus Três Homens’ ganha trailer e encara os fantasmas da violência brasileira

A Embaúba Filmes divulgou o trailer oficial de A Vida Secreta de Meus Três Homens, novo longa da diretora Letícia Simões que chega aos cinemas brasileiros no dia 5 de março. O filme parte de uma pergunta direta e desconfortável “Como chegamos ao Brasil de hoje?” para construir uma narrativa que cruza memória íntima, política e imaginação.

Longe de um documentário convencional, o longa assume forma de fábula histórica. Três homens vindos do passado são convocados como presenças quase fantasmagóricas, representando camadas distintas da herança de violência que atravessa o país. São figuras inspiradas no avô, no pai e no tio da própria cineasta, mas que rapidamente extrapolam o âmbito familiar para tocar algo estrutural.

Três homens, um país

A história é conduzida por uma narradora interpretada por Nash Laila, que guia o espectador pelo encontro com Fernando, Arnaud e Sebastião. Fernando é um boêmio, pai de família e colaborador da ditadura militar. Arnaud, um adolescente que se envolve com grupos de justiceiros. Sebastião, fotógrafo negro e gay que perdeu o grande amor da vida.

Vividos por Giordano Castro, Guga Patriota e Murilo Sampaio, respectivamente, os personagens não funcionam como biografias fechadas, mas como pontos de tensão. “O que une esses três homens é a experiência da violência”, resume Simões. Violência que não aparece apenas como fato histórico, mas como silêncio, omissão e trauma herdado.

Imagem, silêncio e fabulação

A origem do projeto está ligada a Casa, ensaio autoficcional anterior da diretora. Durante aquela pesquisa, Simões se deparou com fotografias feitas por Sebastião, imagens que atravessam boa parte do século XX e serviram como gatilho para investigar memórias apagadas. O filme nasce justamente desse gesto de encarar a imagem e tentar escutá-la, mesmo sabendo que ela é, por natureza, silenciosa.

O resultado é um cinema sensorial, que prefere sugerir a explicar, e que aposta na poesia como forma de tensionar a história oficial. Em vez de respostas fáceis, o filme constrói uma atmosfera de investigação contínua.

Circuito e trajetória

A Vida Secreta de Meus Três Homens teve sua estreia na Mostra de Cinema de Tiradentes em 2025 e passou por festivais como Hot Docs, RIDM e CineBH. A produção é assinada pela Carnaval Filmes em coprodução com a Poema Tropical.

Com 75 minutos de duração, o longa reforça a trajetória autoral de Letícia Simões, que constrói uma filmografia marcada pelo diálogo entre cinema, poesia e política, sempre interessada nos vazios deixados pela história.

Pôster

Por que prestar atenção

Em um momento em que o cinema brasileiro volta a discutir memória, autoritarismo e identidade, A Vida Secreta de Meus Três Homens se destaca por não buscar reconstituição ou denúncia direta. O filme prefere o terreno instável da fabulação, onde passado e presente se contaminam, e onde a violência não é apenas um evento, mas uma estrutura que insiste em sobreviver.

A estreia acontece em 5 de março, com distribuição da Embaúba Filmes. Não é um filme de respostas fáceis, mas de perguntas que seguem ecoando bem depois da sessão acabar.

“Pânico 7” lança trailer final e estreia nesta quinta (25)

Ghostface in Paramount Pictures and Spyglass Media Group's "Scream 7." © 2025 Paramount Pictures. Ghost Face is a Registered Trademark of Fun World Div., Easter Unlimited, Inc. ©1999. All Rights Reserved.”.

Ghostface sabe exatamente onde cutucar. A poucos dias da estreia, Pânico 7 ganhou seu trailer final, deixando claro que a nova caçada não é só mais um jogo de referências. Desta vez, o terror volta a girar em torno de Sidney Prescott, marcando o aguardado retorno de Neve Campbell à franquia.

O filme chega ao circuito amplo na quinta feira, 26 de fevereiro, mas quem quiser sair na frente poderá conferir sessões de pré estreia paga na quarta, dia 25. O timing não é casual: o trailer entrega tensão suficiente para lembrar ao público por que Pânico nunca foi só sobre sustos, mas sobre encarar traumas que insistem em voltar.

Sidney, outra vez no centro

A trama parte de um ponto simples e cruel. Quando um novo Ghostface aparece na cidade onde Sidney tentou reconstruir sua vida, o passado bate à porta com força total. O alvo agora é ainda mais íntimo: sua filha, vivida por Isabel May. Proteger a família significa revisitar feridas antigas e, talvez, encerrar esse ciclo de violência de uma vez por todas.

O trailer deixa claro que o filme aposta menos em nostalgia confortável e mais em confronto direto. Sidney não foge. Ela encara.

Elenco que cruza gerações

Neve Campbell stars in Paramount Pictures and Spyglass Media Group’s “Scream 7.”

Além de Campbell, Courteney Cox retorna como a jornalista Gale Weathers, outro pilar da franquia. O elenco mistura veteranos e nomes mais recentes do terror contemporâneo, incluindo Jasmin Savoy Brown, Mason Gooding, Mckenna Grace, Anna Camp, Joel McHale e Mark Consuelos, entre outros.

A sensação é de um filme que quer dialogar tanto com quem acompanha Pânico desde os anos 90 quanto com uma geração que conheceu Ghostface já em modo meta.

Kevin Williamson assume o comando

Uma das grandes viradas deste sétimo capítulo está atrás das câmeras. Kevin Williamson, criador dos personagens da franquia, assume aqui as funções de diretor e roteirista. Ele divide o roteiro com Guy Busick, a partir de uma história desenvolvida também com James Vanderbilt.

A produção é da Paramount Pictures em associação com a Spyglass Media Group, o que ajuda a explicar o equilíbrio entre respeito ao legado e vontade de empurrar a franquia para um território mais pessoal.

Para uma série que sempre brincou com regras do gênero, Pânico 7 sugere algo diferente: menos manual do slasher, mais acerto de contas.

Pânico 7 estreia nos cinemas em 26 de fevereiro, com pré estreias pagas no dia 25.