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Documentário premiado sobre jornalistas russos independentes estreia na MUBI em abril

Meus Amigos Indesejáveis

Em um momento em que a liberdade de imprensa volta a ser colocada em xeque em várias partes do mundo, a MUBI estreia no dia 3 de abril o documentário Meus Amigos Indesejáveis: Parte 1 – Último Ar em Moscou. O filme chega com exclusividade à plataforma depois de se tornar um dos títulos mais elogiados do circuito internacional no último ano.

Dirigido pela cineasta russa americana Julia Loktev, o documentário acompanha jornalistas independentes que tentam seguir trabalhando na Rússia enquanto o cerco do governo se fecha. A narrativa muda de rumo quando a guerra em larga escala contra a Ucrânia começa e o exílio deixa de ser possibilidade para virar única saída.

Jornalismo feito sob pressão real

O filme acompanha de perto profissionais como Anna Nemzer, Elena Kostyuchenko, Irina Dolinina e outras jornalistas que dividem redações, laços pessoais e um cotidiano cada vez mais arriscado. Em vez de explicar o contexto político com gráficos ou especialistas, o documentário aposta na vivência direta.

A câmera registra reuniões, conversas informais, momentos de humor nervoso e decisões difíceis. O jornalismo aparece não como conceito abstrato, mas como prática diária que passa a colocar em risco trabalho, relações e a própria permanência no país.

Quando ficar deixa de ser opção

O título “Último Ar em Moscou” se revela rápido. O filme captura aquela sensação de limite, de quando o espaço para continuar respirando profissional e pessoalmente começa a desaparecer. Sem narração didática, o impacto vem da proximidade e do tempo compartilhado com quem está vivendo o processo.

A virada do documentário acontece junto com a história real. O que era rotina vira urgência. O que era resistência vira fuga. E o que parecia improvável se torna inevitável.

Cinema político sem discurso engessado

Apesar do peso do tema, o filme evita o tom explicativo comum em documentários políticos. A narrativa se constrói como um thriller do cotidiano, em que pequenas decisões têm consequências enormes. Parte disso vem do fato de que a própria Anna Nemzer assina a codireção ao lado de Loktev, reforçando o caráter colaborativo do projeto.

A história não é observada de fora. Ela é construída por quem está dentro dela, em tempo real.

Reconhecimento internacional e continuação confirmada

“Meus Amigos Indesejáveis: Parte 1 – Último Ar em Moscou” venceu os prêmios de Melhor Documentário do New York Film Critics Circle, do Los Angeles Film Critics Association, do Gotham Awards e do Film Independent Spirit Awards, além de integrar a shortlist do Oscar 2026 na categoria de documentário em longa metragem.

O filme é a primeira parte de um díptico. A continuação, Parte 2 – Exílio, já está confirmada e chega à MUBI ainda em 2026, acompanhando o impacto do deslocamento forçado e a reconstrução dessas vidas fora da Rússia.

Mais do que um retrato sobre jornalismo russo, o documentário funciona como um registro direto do que acontece quando informar passa a ser um ato de risco. Um filme sobre amizade, resistência e os custos reais de não se calar.

Meus Amigos Indesejáveis: Parte 1 – Último Ar em Moscou
Estreia: 3 de abril
Exclusivo na MUBI

Exposição sobre Jung vira fenômeno no MIS e fica em cartaz até março

A exposição A alma humana, você e o universo de Jung virou aquele tipo de evento que sai do circuito óbvio e começa a se espalhar por indicação boca a boca. Com mais de 73 mil visitantes, a mostra no Museu da Imagem e do Som acaba de ganhar mais uma prorrogação e segue aberta até 22 de março de 2026.

Não é só número de bilheteria inflado por curiosidade passageira. O MIS tem registrado público vindo de fora da capital e até de outros estados, algo cada vez mais raro no calendário de exposições. O resultado é simples: quando o museu fica cheio por semanas seguidas, a prorrogação vira consequência, não estratégia.

Por que tanta gente está indo?

A resposta passa menos por teoria acadêmica e mais por experiência pessoal. A exposição usa ideias de Carl Gustav Jung como ponto de partida, mas não exige que o visitante saiba o que é inconsciente coletivo ou arquétipos antes de entrar. O caminho é outro: provocar perguntas, sensações e reflexões que fazem sentido mesmo para quem nunca abriu um livro de psicologia.

Em vez de longos textos explicativos, a mostra aposta em instalações que conversam com emoções, símbolos e conflitos internos. A lógica é quase confessional. Você anda, observa, sente e, em algum momento, acaba se perguntando coisas que normalmente ficam empurradas para depois.

Jung sem pedantismo

Criada a partir do legado de Jung, que completaria 150 anos recentemente, a exposição foge do tom reverente demais. O pensador suíço aparece como alguém interessado em culturas, mitos e experiências humanas, não como estátua intocável. Ao longo da visita, fica claro por que suas ideias seguem sendo revisitadas em um mundo atravessado por crises emocionais e identitárias.

O percurso ocupa cerca de 550 metros quadrados e se organiza em três frentes bem claras: explicar conceitos sem complicar, provocar sensações físicas e emocionais, e cutucar o visitante com perguntas diretas. Funciona quase como um convite silencioso à introspecção, algo raro em exposições grandes e disputadas.

Serviço

Exposição A alma humana, você e o universo de Jung
Até 22 de março de 2026
Museu da Imagem e do Som
Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo

Horários
Terça a sexta, das 10h às 19h
Sábado, das 10h às 20h
Domingos e feriados, das 10h às 18h

Ingressos
Terças gratuitas
De quarta a domingo: R$ 30 inteira e R$ 15 meia

Classificação livre

Novo livro investiga como o samba de gafieira pode transformar processos criativos no teatro

Foto Rodrigo Carletti

O samba de gafieira sempre foi mais do que passos bem encaixados e giros elegantes. Ele é escuta, negociação, risco e resposta imediata ao outro. É justamente essa lógica relacional que a pesquisadora e artista Júlia Gunesch leva para o centro do palco em Processos Criativos Teatrais: Dá Samba?, livro que investiga como princípios da dança podem reinventar modos de criação no teatro.

O lançamento acontece nesta sexta-feira, 27 de fevereiro, na Cia Lá na Dança, e foge do formato tradicional. Em vez de mesa engessada ou fala acadêmica distante, a noite mistura apresentação da pesquisa, intervenção dançada e baile de samba de gafieira, com discotecagem de Erivaldo Alves. A ideia é simples e coerente com o livro: colocar o corpo em jogo.

Da pista para o palco

No livro, Júlia acompanha uma investigação prática sobre como o samba de gafieira pode atravessar a linguagem teatral sem perder sua força popular e coletiva. O ponto de partida é o chamado princípio de interação entre os corpos, base da dança a dois, onde nada acontece sem escuta, ajuste e presença real do outro.

Em vez de usar a dança como ornamento cênico, a pesquisa desloca seus fundamentos para dentro da dramaturgia. Abraço, condução e improviso deixam de ser passos e passam a funcionar como motores de criação. O teatro, nesse processo, se aproxima do cotidiano, coreografa relações e aceita o imprevisto como parte da cena.

A autora analisa três criações desenvolvidas a partir desse método, Ganchos, Quarta da Carne e Alaíde. Em todas, o foco não está em misturar linguagens por efeito estético, mas em permitir que o modo de funcionamento do samba reorganize a lógica da cena.

Pesquisa que quer sair da bolha

Tainá Botelho

A base teórica do livro dialoga com a abordagem Practice as Research, que integra teoria e prática como produção de conhecimento. A partir daí, Júlia sistematiza nove princípios das danças de salão brasileiras e cinco características específicas do samba de gafieira, como a multidirecionalidade do torso e do quadril e a síncope musical.

Apesar da densidade do tema, o livro busca uma escrita acessível. A própria autora afirma que a motivação foi tirar a pesquisa do circuito restrito da universidade e ampliar o debate sobre danças de salão brasileiras como prática artística legítima e campo de pensamento.

O resultado se constrói quase como um manual poético. Não oferece receitas prontas, mas propõe perguntas e provoca deslocamentos. O samba aparece menos como estilo e mais como método, um jeito de pensar corpo, relação e criação.

Quando a interação vira dramaturgia

Um dos pontos centrais da pesquisa é a ideia de que a interação corporal é, em si, dramaturgia. No samba de gafieira, nada acontece sem acordo tácito, escuta constante e adaptação. Essa lógica, levada para o teatro, muda a qualidade da presença em cena e produz uma organicidade difícil de alcançar por meios tradicionais.

No evento de lançamento, essa passagem do conceito para a experiência acontece ao vivo. Júlia divide a cena com Vitor Avelar e Verane Comis em uma intervenção dançada que funciona como demonstração prática do que o livro propõe. Depois, a pista se abre e o público é convidado a dançar.

Entre livro, corpo e baile, Processos Criativos Teatrais: Dá Samba? se apresenta menos como obra teórica fechada e mais como convite. Um convite para repensar fronteiras entre teatro e dança e, sobretudo, para reconhecer no samba de gafieira um modo potente de criação cênica.

Serviço

Lançamento do livro Processos Criativos Teatrais: Dá Samba?
Autora: Júlia Gunesch
Data: 27 de fevereiro
Horário: das 19h à 0h
Local: Cia Lá na Dança, 203 Norte, bloco A
Classificação: Livre

Informações do livro
Editora: Anda
Formato: impresso e audiolivro
Páginas: 236
Preço de lançamento: R$ 40


Festival de Cinema Brasileiro de Paris celebra “Da Lata – 30 Anos” com Fernanda Abreu em sessão especial

Foto: Divulgação

O 28º Festival de Cinema Brasileiro de Paris confirmou uma sessão especial de “Da Lata – 30 Anos”, documentário que revisita o álbum que mudou a forma como a música pop brasileira dialoga com a cidade, o corpo e a tecnologia. A exibição acontece entre os dias 7 e 14 de abril de 2026, no cinema L’Arlequin, e contará com a presença de Fernanda Abreu, além do diretor Paulo Severo e do músico Tuto Ferraz, responsável pela trilha do filme.

Lançado originalmente em 1995, Da Lata não só marcou a discografia de Fernanda Abreu como ajudou a redefinir o pop nacional. Batucada urbana, funk, samba, música eletrônica e crítica social se misturaram em um disco que falava diretamente com o Brasil das grandes cidades e que ainda ecoa em produções atuais. Hits como “Garota Sangue Bom”, “Veneno da Lata” e “Brasil é o País do Suingue” atravessaram gerações e viraram referência.

Um disco que virou documento histórico

Dirigido por Paulo Severo, o documentário mergulha em um acervo de imagens inéditas registradas durante a criação do álbum. O filme acompanha desde as gravações nos estúdios Nas Nuvens e Discover, no Rio de Janeiro, até a mixagem no Soul II Soul Studio, em Londres. Também entram em cena os bastidores dos videoclipes, a famosa sessão de fotos assinada por Walter Carvalho e registros de shows emblemáticos, como no Canecão e no Festival de Montreux.

Mas o filme não se limita à nostalgia. Ao reunir 33 depoimentos atuais — que vão de Herbert Vianna ao poeta Chacal —, Da Lata – 30 Anos constrói um retrato amplo do processo criativo e da lógica de produção da música pop brasileira nos anos 90, um período de transição tecnológica e estética que moldou o que veio depois.

Música, imagem e identidade brasileira

Outro eixo forte do documentário é o visual. A estética de Fernanda Abreu, marcada por referências futuristas, urbanas e artísticas — com ecos que vão do imaginário tecnológico ao trabalho de Bispo do Rosário — ganha destaque como parte essencial do impacto do disco. Música e imagem caminham juntas, ajudando a explicar por que Da Lata não foi apenas um álbum, mas um projeto cultural completo.

A sessão integra a Sessão Especial Embratur – Turismo, Música & Cinema, que celebra três anos de parceria entre a Embratur e o festival. Mais do que uma homenagem, a exibição funciona como vitrine internacional para a música brasileira e para um momento criativo que ainda influencia artistas, produtores e a forma como o Brasil se enxerga culturalmente.

Trinta anos depois, Da Lata segue atual. E vê-lo ganhar vida em Paris, com sua criadora presente, reforça algo que o disco já dizia lá atrás: o Brasil urbano, plural e musical sempre teve muito a dizer — e ainda tem.

Novo RPG brasileiro troca o apocalipse na superfície pelo terror do fundo do mar

Se o espaço sempre foi tratado como o grande vazio ameaçador da ficção científica, talvez a gente tenha subestimado algo bem mais próximo. O oceano. Escuro, desconhecido e indiferente à presença humana. É nesse cenário que nasce A Tale of Silent Depths, RPG tático por turnos desenvolvido pelo estúdio brasileiro Crit42, que aposta menos em espetáculo e mais em desconforto. Aqui, o medo não pula na tela. Ele observa em silêncio.

O jogo se passa em um futuro em que o mundo como conhecemos foi engolido pelas águas. O que restou da humanidade vive no fundo do mar, tentando sobreviver entre ruínas, criaturas hostis e escolhas que raramente têm final feliz. A demo já está disponível na Steam, funcionando como um convite para esse mergulho nada seguro antes do lançamento completo, previsto para maio.

O fundo do mar como último abrigo (e ameaça constante)

Em vez de heróis escolhidos ou narrativas grandiosas, A Tale of Silent Depths coloca o jogador no comando de uma Arca, uma base submarina móvel que é, ao mesmo tempo, casa, quartel e último fio de esperança. Explorar é necessário, mas nunca confortável. O mapa é gerado de forma procedural, o que significa que o oceano muda, reage e não se deixa decorar.

Cada rota pode levar a tecnologias raras, alianças improváveis ou problemas difíceis de desfazer. Negociar hoje pode evitar um conflito imediato, mas fechar portas mais à frente. Atacar resolve rápido, mas cobra juros depois. O jogo deixa claro desde cedo que neutralidade não existe, só consequências.

O oceano não funciona como pano de fundo. Ele pressiona, limita recursos e transforma cada avanço em risco calculado. A sensação constante é de que você está avançando em território que não foi feito para você estar ali. E não foi mesmo.

Combate tático sem zona de conforto

As batalhas seguem o formato clássico de RPG por turnos, mas sem espaço para repetir fórmulas. Posicionamento, alcance, terreno e gerenciamento de recursos fazem diferença real. Drones personalizáveis assumem o papel de linha de frente, enquanto o ambiente interfere mais do que parece à primeira vista.

A inteligência artificial reage ao comportamento do jogador. Encontrou uma estratégia eficiente? Ótimo. Use demais e o jogo aprende. O resultado é um sistema que evita aquela sensação comum de “quebrei o jogo”. Aqui, adaptação não é bônus, é sobrevivência.

Não se trata de punir o jogador, mas de manter a tensão viva. O fundo do mar não é um tabuleiro estático. Ele responde.

Mais metáfora do que fantasia

Por trás da ambientação sci-fi, A Tale of Silent Depths conversa diretamente com temas bem atuais. Crise ambiental, escassez de recursos, decisões éticas sob pressão e a velha escolha entre pensar no agora ou pagar o preço depois. Quando o oxigênio acaba, ideais viram luxo.

Essa camada mais reflexiva surge de forma orgânica, sem discursos ou mensagens empurradas. Está nas decisões pequenas, nas perdas inevitáveis e na sensação constante de que nem tudo pode ser salvo. Talvez nem deva.

Antes do lançamento oficial, o jogo passa por festivais digitais focados em experiências estratégicas e temas ambientais. A estreia da versão final acontece em maio, durante o Brasília Game Festival, marcando não só o lançamento do jogo, mas mais um passo interessante da cena independente nacional em projetos autorais e ambiciosos.

A demo de A Tale of Silent Depths já está disponível na Steam. Se a ideia de explorar o fundo do mar parece fascinante e levemente aterradora, é exatamente esse o ponto.

Michelle Pfeiffer e Kurt Russell protagonizam Madison, novo drama do Paramount+

O Paramount+ divulgou o trailer oficial de Madison, nova série criada por Taylor Sheridan, nome por trás de universos expansivos como Yellowstone e 1923. Aqui, porém, o foco muda: menos disputa de poder, mais silêncio, memória e relações quebradas tentando se recompor.

A estreia mundial acontece em 14 de março, com três episódios liberados de uma vez. Os outros três chegam na semana seguinte. A primeira temporada tem apenas seis capítulos, o que já sinaliza um drama mais contido e menos interessado em esticar conflitos artificialmente.

Um drama familiar longe do faroeste clássico

Em Madison, Sheridan acompanha a família Clyburn, que deixa Nova York e se estabelece no vale do rio Madison, em Montana, após uma perda que muda tudo. O ponto central não é o choque cultural em si, mas o que sobra depois do luto: relações tensionadas, afetos mal resolvidos e a tentativa de seguir em frente quando nada parece fazer sentido.

A série se constrói justamente nesse contraste. De um lado, Manhattan, com sua energia constante e ruído permanente. Do outro, a vastidão quase opressiva de Montana, onde o silêncio pesa tanto quanto a dor que os personagens carregam.

Pfeiffer e Russell no centro da história

O casal protagonista é interpretado por Michelle Pfeiffer e Kurt Russell, que assumem papéis menos grandiosos e mais vulneráveis do que o público costuma ver. A série aposta na presença dos dois não como espetáculo, mas como âncora emocional da narrativa.

O elenco ainda reúne nomes conhecidos da TV e do cinema, como Patrick J. Adams, Matthew Fox, Will Arnett e Beau Garrett, compondo uma galeria de personagens que orbitam esse núcleo familiar em reconstrução.

Sheridan em modo contido

Se nos trabalhos recentes Sheridan ficou marcado por histórias sobre poder, território e herança, Madison parece seguir o caminho oposto. É descrita como a obra mais pessoal do criador até agora, interessada menos em grandes eventos e mais nos pequenos gestos que revelam quem as pessoas são quando tudo desmorona.

A segunda temporada já está confirmada, o que indica confiança do estúdio na proposta. Ainda assim, Madison estreia como uma narrativa fechada o suficiente para funcionar por si só, sem depender de ganchos exagerados.

Para quem acompanha a carreira de Sheridan ou busca um drama adulto, centrado em personagens e emoções não ditas, Madison chega com cara de aposta segura e sem pressa de agradar todo mundo.

Backrooms ganha trailer, pôster e data de estreia no Brasil

Se você passou tempo demais online nos últimos anos, é bem provável que já tenha tropeçado nelas. Corredores infinitos, salas bege iluminadas por lâmpadas fluorescentes e a sensação constante de que algo está errado, mesmo quando nada acontece. Backrooms, um dos mitos mais inquietantes do horror digital, agora vai sair da tela do computador direto para o cinema. O filme estreia no Brasil em 28 de maio, com produção da A24 e distribuição da Imagem Filmes.

Do 4chan ao status de lenda urbana moderna

A história de Backrooms começa de forma quase banal. Em 2019, um post anônimo no 4chan mostrou a foto de um escritório vazio, acompanhado de um texto simples sobre “atravessar a realidade por engano” e acabar preso em um lugar que não deveria existir. Bastou isso.

A partir daí, usuários começaram a expandir o conceito coletivamente, criando regras, níveis, criaturas e variações desse espaço impossível. Backrooms virou creepypasta, depois fenômeno cultural e, por fim, uma espécie de metáfora involuntária para o desconforto da vida contemporânea: espaços corporativos sem alma, repetição infinita e isolamento absoluto.

Kane Parsons e a internet como incubadora de terror

Quem realmente deu forma a esse caos foi Kane Parsons, também conhecido como Kane Pixels. Com apenas 16 anos, ele lançou em 2022 a série Backrooms no YouTube, adicionando uma camada quase documental ao horror, incluindo o fictício Async Research Institute e uma estética de fita perdida que grudou na mente de quem assistiu.

A série não só viralizou como passou a ser tratada por muitos fãs como a versão “oficial” do mito. Era questão de tempo até alguém em Hollywood percebesse que aquilo tinha potencial de cinema. A A24 percebeu.

Agora, Parsons faz sua estreia em longas-metragens, expandindo esse universo para além do formato episódico e levando sua obsessão por espaços liminares para uma narrativa pensada especificamente para a sala de cinema.

Trailer

Pôster

Elenco de peso para um terror que não explica demais

O filme conta com nomes como Chiwetel Ejiofor, Renate Reinsve, Mark Duplass, Finn Bennett, Lukita Maxwell e Avan Jogia, com roteiro assinado por Roberto Patino.

Ainda que detalhes da trama estejam sendo mantidos sob sigilo, tudo indica que o longa seguirá o espírito da lenda: menos sustos óbvios, mais desconforto crescente. Backrooms nunca foi sobre monstros pulando na tela, mas sobre a sensação persistente de estar perdido em um sistema que não se importa com você.

E talvez seja justamente por isso que funciona tão bem.

Backrooms estreia nos cinemas brasileiros em 28 de maio.

Apopia: Um Conto Disfarçado chega ao PC em março com demo gratuita já disponível no Steam

Se você gosta de jogos indie que parecem leves na superfície, mas escondem camadas bem mais densas por baixo, vale anotar esse nome. Apopia: Um Conto Disfarçado estreia no PC em 3 de março de 2026, via Steam, com preço de R$ 46,99. Antes disso, já é possível testar o começo da jornada com uma demo gratuita, disponível durante o Steam Vem Aí até 2 de março.

O jogo faz parte do selo Happinet Indie Collection e é desenvolvido pela pequena e ambiciosa equipe de duas pessoas da Quillo Entertainment. A proposta mistura aventura narrativa, puzzles, mini games e uma estética cartunesca que engana de propósito.

Uma história fofa que rapidamente deixa de ser

Em Apopia, você controla Mai, uma garota que acorda em um mundo estranho chamado Yogurt. O lugar parece simpático à primeira vista, habitado por personagens animais cheios de personalidade, mas logo fica claro que algo está muito errado. Um tirano conhecido apenas como BOSS controla a região, e ninguém parece lembrar exatamente como isso aconteceu.

A grande virada está na própria protagonista. Mai consegue ler mentes e acessar o chamado Dark World, uma realidade paralela ligada ao subconsciente das pessoas. É ali que o jogo abandona o tom leve e começa a flertar com temas mais pesados, como identidade, relações familiares, traumas e auto descoberta.

Para quem quiser se aprofundar ainda mais nesse universo antes do lançamento, existe também o curta animado Apopia: The Broken Crown, disponível no YouTube, que funciona como prólogo da história.

Dois mundos e múltiplos pontos de vista

A jogabilidade gira em torno da exploração, resolução de enigmas e mini games que substituem o combate tradicional. Aqui, inteligência e cooperação entre personagens valem mais do que força bruta.

Ao longo da aventura, o jogador controla diferentes personagens, cada um com habilidades e perspectivas próprias. Além de Mai, entram em cena figuras como Moly, uma princesa coelha, e Nico, um gato nada confiável. Em vários momentos, é preciso combinar personagens para avançar, seja resolvendo puzzles ou enfrentando chefes de forma criativa.

O contraste entre os dois mundos é central na experiência. No Mundo Fantástico, os conflitos são físicos e objetivos. Já no Mundo Sombrio, os desafios são psicológicos, abstratos e muitas vezes desconfortáveis. Alternar entre essas realidades não é só um recurso mecânico, mas parte essencial da narrativa.

Um indie pequeno, mas cheio de ambição

Apopia é o segundo jogo publicado pelo selo Happinet Indie Collection e já chega com localização em português brasileiro, além de inglês, japonês e chinês simplificado. A demo disponível no Steam apresenta o prólogo da história e já dá uma boa noção do tom do jogo, incluindo uma sequência climática inspirada em jogos de ritmo.

Por trás do visual simpático, o jogo deixa claro que não quer ser apenas bonitinho. Ele provoca, desconcerta e pede que o jogador leia nas entrelinhas, algo cada vez mais raro em um mercado dominado por fórmulas seguras.

Para quem curte experiências narrativas fora do padrão, Apopia: Um Conto Disfarçado é aquele tipo de indie que vale testar sem muito contexto. Às vezes, a melhor parte é descobrir o que ele realmente está tentando dizer.

ExitLag vai distribuir skin rara de Liu Kang para assinantes antes do ChampZ de Mortal Kombat 1

Quem joga Mortal Kombat 1 e já é assinante da ExitLag tem um bom motivo para logar nesta semana. A partir de 26 de fevereiro, a plataforma começa a distribuir 15 mil unidades da skin Tournament Liu Kang, um item raro que normalmente não aparece tão fácil assim no inventário.

A ação é fruto de uma parceria com a Warner Bros. Games e funciona como aquecimento para o ExitLag ChampZ, torneio que vale vaga direta em um Major internacional do jogo.

Skin rara como bônus real de assinatura

Diferente de promoções que ficam só no discurso, aqui o benefício é direto: assinou, jogou, desbloqueou. A skin Tournament Liu Kang será liberada para assinantes ativos do plano Solo e poderá ser resgatada por jogadores do mundo inteiro, enquanto durarem os códigos.

Segundo a ExitLag, a ideia é clara: ir além do discurso de “melhor ping” e começar a entregar vantagens concretas dentro dos jogos. Não por acaso, no início do mês a empresa já havia distribuído 2 mil keys de Mortal Kombat 1, que praticamente evaporaram em poucos dias.

Como resgatar a Tournament Liu Kang

O processo é simples e não tem pegadinha:

– Ter assinatura ativa do plano Solo
– Abrir o software da ExitLag
– Entrar no Mortal Kombat 1 no PC via Steam
– Jogar ao menos uma partida online
– Acessar a área de benefícios e concluir o resgate

Cada conta pode resgatar apenas uma skin, e o estoque é limitado às 15 mil unidades.

ChampZ leva três jogadores ao Major em Viena

A ação também serve como vitrine para o ChampZ de Mortal Kombat 1, torneio que vai classificar três jogadores brasileiros para o Major conhecido como Viennality, em Viena, na Áustria, com viagem paga.

As inscrições seguem abertas até 28 de fevereiro, com partidas acontecendo entre os dias 28 de fevereiro e 1º de março. Para quem acompanha o competitivo de fighting games, é mais um sinal de que o Brasil está tentando ocupar espaço também fora da bolha local.

No fim das contas, a equação é simples: quem já usa ExitLag ganha um item raro sem custo extra. Quem joga Mortal Kombat 1 e ainda não assinava, agora tem um incentivo bem mais palpável do que promessa de marketing.

Velhos Bandidos ganha nova cena e aposta no choque de gerações para roubar a cena em março

Laura-Campanella -Velhos Bandidos

Saiu uma nova cena de Velhos Bandidos, e ela já deixa bem claro qual é o espírito do filme: ninguém ali está exatamente no controle da situação. No trecho divulgado, Marta e Rodolfo, vividos por Fernanda Montenegro e Ary Fontoura, resolvem convidar dois jovens criminosos para um assalto. O detalhe é que o convite acontece com Nancy e Sid amarrados, sem muita margem para negociação.

A cena funciona como um resumo do tom do longa: humor seco, situações absurdas e personagens que parecem sempre um passo atrás do próprio plano. A estreia está marcada para 26 de março nos cinemas.

Assista a cena

Um golpe planejado por quem já viveu demais

A premissa é simples, mas cheia de potencial. Marta e Rodolfo formam um casal experiente, daqueles que já viram de tudo, e decidem que ainda dá tempo de mais um grande golpe. Para isso, acabam se juntando a Nancy e Sid, interpretados por Bruna Marquezine e Vladimir Brichta, dois assaltantes bem menos seguros do que gostariam de parecer.

A dinâmica entre gerações é o motor do filme. De um lado, a confiança quase inconsequente de quem já não tem muito a perder. Do outro, a ansiedade típica de quem ainda está tentando se provar. O resultado é um plano que parece brilhante na teoria e caótico na prática, como manda o figurino das boas comédias de assalto.

Investigador persistente e elenco que vira atração à parte

Para complicar ainda mais as coisas, entra em cena Oswaldo, um investigador vivido por Lázaro Ramos, que não larga o osso e transforma o assalto em um jogo de gato e rato. O filme ainda se dá ao luxo de reunir um time de participações especiais que chama atenção por si só, com nomes como Reginaldo Faria, Vera Fischer, Tony Tornado, Nathalia Timberg e outros rostos que atravessaram décadas do cinema e da TV brasileira.

Dirigido por Claudio Torres, Velhos Bandidos segue a linha de comédia popular bem acabada, mas sem cair no óbvio. Não tenta parecer jovem à força nem se apoia apenas no peso do elenco veterano. A graça está justamente no encontro desses mundos.

Por que ficar de olho

Velhos Bandidos não promete reinventar o gênero, mas parece saber exatamente o que quer ser: uma comédia de ação despretensiosa, ancorada em personagens carismáticos e situações que funcionam melhor quando tudo começa a dar errado. A nova cena reforça essa impressão e sugere um filme mais interessado em ritmo e interação do que em pirotecnia.

Se a execução acompanhar o elenco e a ideia, o assalto pode acabar sendo bem-sucedido. Pelo menos para quem estiver na sala de cinema a partir de 26 de março.

ARCO chega aos cinemas brasileiros nesta quinta (26)

Nesta quinta feira, 26 de fevereiro, ARCO finalmente estreia nos cinemas brasileiros. A animação dirigida por Ugo Bienvenu desembarca por aqui depois de rodar festivais importantes, ganhar prêmio em Annecy e entrar na corrida do Oscar de Melhor Animação de 2026. Não é pouca coisa, mas o que realmente chama atenção é outra coisa: ARCO confia no poder da animação tradicional para contar uma boa história, sem truques fáceis ou nostalgia vazia.

Distribuído pela MUBI em parceria com a Mares Filmes, o longa chega com versões dublada e legendada em um circuito amplo, passando por capitais e cidades médias em praticamente todas as regiões do país. É um lançamento que foge do padrão “uma sala por semana” normalmente reservado a animações autorais.

Uma ficção científica com cara de fábula

ARCO é todo desenhado à mão, em 2D, com cores vibrantes e um visual que conversa mais com o cinema europeu do que com o padrão industrial das grandes animações americanas. A história começa quando Arco, um garoto de 10 anos vindo de um futuro aparentemente pacífico, acaba viajando no tempo e cai em 2075, um mundo que não está exatamente indo bem.

É ali que ele conhece Iris, uma menina da época, e a partir dessa amizade o filme constrói sua espinha dorsal. Não é sobre salvar o mundo com explosões, mas sobre entender o que deu errado e o que ainda pode ser consertado. A ficção científica funciona mais como ponto de partida do que como fim em si mesma, algo que fãs de animações como O Menino e o Mundo ou As Bicicletas de Belleville devem reconhecer rapidamente.

Prêmios, Oscar e o que realmente importa

O currículo de ARCO impressiona. O filme venceu o Cristal de Melhor Longa no Festival de Annecy, levou também o prêmio de Melhor Trilha Sonora Original e ainda aparece entre os indicados ao Oscar, ao Globo de Ouro e ao BAFTA na categoria infantil e familiar. Produzido, entre outros nomes, por Natalie Portman, o longa claramente chamou atenção fora do circuito comercial tradicional.

Mas o mérito não está só nos troféus. ARCO funciona porque trata temas grandes — futuro, colapso, responsabilidade coletiva — sem subestimar quem está assistindo, seja criança ou adulto. Não há discurso mastigado nem moral gritada. A mensagem vem no ritmo da narrativa, como deveria ser.

A versão brasileira conta com vozes conhecidas da dublagem de animes e animações, o que ajuda a tornar o filme mais acessível sem descaracterizar o tom original. É uma daquelas raras animações que funcionam tanto para quem vai com criança quanto para quem só quer um bom filme de cinema, ponto.

ARCO estreia nesta quinta feira, 26 de fevereiro, exclusivamente nos cinemas. Para quem gosta de animação fora da curva, é um daqueles títulos que merecem ser vistos na tela grande antes de virar assunto atrasado nas redes.

Cine Araújo abre pré-venda de “Pânico 7” com ações temáticas, cosplay e sessões com brindes

Neve Campbell stars in Paramount Pictures and Spyglass Media Group's "Scream 7."

A chegada de “Pânico 7” aos cinemas promete movimentar os fãs de terror em todo o país, e o Cine Araújo preparou uma série de ativações especiais para transformar a estreia do novo capítulo da franquia em uma experiência que vai além da tela. A rede já abriu a pré-venda do longa, que terá pré-estreias no dia 25 de fevereiro e estreia oficial em 26 de fevereiro.

Ativações temáticas e experiência imersiva

Para celebrar o retorno de Ghostface, diversas unidades do Cine Araújo contarão com adereços e fantasias temáticas disponíveis para fotos nos saguões, incluindo máscaras do icônico assassino e facas cenográficas. A proposta é criar pontos de interação e engajamento para o público antes das sessões.

Em cidades selecionadas, a ambientação será reforçada com a presença de cosplayers, ampliando a experiência imersiva e aproximando ainda mais os fãs do universo da franquia.

Brindes especiais e Poltrona Premiada

Nas unidades que possuem salas Max Screen, os primeiros clientes das sessões receberão mini pôsteres temáticos, distribuídos enquanto durarem os estoques.

Já nas cidades que não contam com esse formato, a rede promove a ação Poltrona Premiada nos dias 28 de fevereiro e 1º de março, exclusivamente na sessão das 19h. Nessa dinâmica, pôsteres serão posicionados aleatoriamente em assentos sorteados da sala. Participam da ação as unidades de Campo Limpo, Cuiabá, Duque de Caxias, Londrina e Mauá.

Uma franquia que atravessa gerações

Uma das sagas mais longevas do terror contemporâneo, “Pânico” mantém uma base fiel de fãs ao combinar suspense, reviravoltas e humor ácido. O sétimo filme dá continuidade à tradição da franquia, apostando em mistério, tensão crescente e no retorno de personagens icônicos.

Ingressos e informações

Os ingressos para “Pânico 7” já estão à venda no site, aplicativo e bilheterias do Cine Araújo. Para acompanhar todas as novidades e ativações especiais, o público pode seguir as redes sociais da rede e acessar o canal oficial no WhatsApp.