A primeira demo jogável de Outbound já está disponível no Steam. Desenvolvido pela Square Glade Games e publicado pela Silver Lining Interactive, o jogo propõe uma experiência de exploração em mundo aberto focada em viagem, construção e convivência, com opção de jogar sozinho ou em modo cooperativo.
A demo chega meses antes do lançamento completo, previsto para o segundo trimestre de 2026, e funciona como um primeiro contato prático com os sistemas centrais do jogo.
O que a demo permite fazer
Na versão de teste, o jogador já pode experimentar a base da proposta de Outbound: viajar por cenários abertos em uma van, coletar recursos e começar a transformar o veículo em uma casa sobre rodas. A demo pode ser jogada solo ou em cooperação online, dando uma amostra de como funciona a progressão compartilhada.
A ideia não é impor objetivos rígidos, mas permitir que o ritmo da jornada seja definido pelo próprio jogador, seja explorando áreas naturais, montando acampamentos ou apenas seguindo a estrada.
Construção, energia e sobrevivência leve
Outbound se apoia em sistemas de sobrevivência simplificados. Em vez de punições constantes, o foco está em planejamento e autonomia. O jogador pode gerar energia por meio de fontes como solar e eólica, cultivar alimentos e preparar refeições para manter a viagem em andamento.
A construção da van é modular, permitindo expandir, reorganizar e personalizar o espaço conforme o estilo de jogo adotado. Na prática, a demo serve como um laboratório para testar essas possibilidades antes da versão final.
Comunidade já numerosa no Steam
Antes mesmo do lançamento, Outbound já ultrapassou a marca de 1,1 milhão de adições à lista de desejos no Steam. Esse interesse inicial explica a liberação antecipada da demo, usada também como ferramenta para coletar feedback direto da comunidade.
Os desenvolvedores afirmam que ajustes de balanceamento, sistemas cooperativos e funcionalidades ainda estão sendo refinados com base no retorno dos jogadores que testarem a demo.
Lançamento completo
A versão final de Outbound está planejada para o segundo trimestre de 2026, com lançamento digital para PC e consoles, incluindo PlayStation 5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch, além de versões físicas confirmadas para PC e consoles selecionados.
A Tribute Games liberou a primeira demo pública de Scott Pilgrim EX no Steam. O jogo marca o retorno da franquia aos beat ’em ups com uma proposta cooperativa para até quatro jogadores e uma história inédita ambientada em Toronto.
A demo também fará parte do evento Steam Vem Aí, entre 23 de fevereiro e 2 de março, funcionando como uma prévia estendida antes do lançamento completo.
O que dá para jogar na demo
A versão de teste libera as duas primeiras fases do jogo e pode ser jogada solo ou em cooperação online. Quatro personagens estão disponíveis: Scott Pilgrim, Ramona Flowers, Lucas Lee e Roxy Richter, de um total de sete que estarão no jogo final.
Cada personagem tem atributos e habilidades próprias, o que altera o ritmo das lutas e incentiva repetir as fases com estilos diferentes de combate.
Beat em up clássico, sem desvio
Scott Pilgrim EX segue a estrutura tradicional do gênero: progressão lateral, combate corpo a corpo e controle de grupos de inimigos. Os confrontos envolvem robôs, demônios e figuras excêntricas típicas do universo da série, sem tentar reinventar a fórmula.
A demo serve como um retrato direto do que o jogo pretende entregar, sem tutoriais longos ou sistemas paralelos que desviem do foco na ação.
História e música inéditas
O jogo traz uma história original coescrita por Bryan Lee O’Malley em parceria com a equipe da Tribute Games. Em vez de adaptar material já conhecido, o roteiro apresenta um novo capítulo dentro do universo da franquia.
A trilha sonora fica por conta da banda Anamanaguchi, com músicas inéditas compostas para o jogo.
A coprodução entre HBO e BBCFirst Day On Earth anunciou quatro novos nomes para seu elenco. O drama é criado, escrito e protagonizado por Michaela Coel, e já está em fase de filmagens.
Novos nomes confirmados no elenco
Entram para a série Thandiwe Newton, no papel de Anya, Maxine Peake como Helen, Danny Sapani interpretando Ernest e Ncuti Gatwa como Darren.
O anúncio amplia o núcleo dramático da produção, reunindo atores com trajetórias consolidadas tanto na televisão quanto no cinema, especialmente em projetos voltados a narrativas autorais e personagens complexos.
Uma história de fuga e reconexão
Na série, Michaela Coel interpreta Henri, uma romancista britânica ganesa que decide fugir da própria vida após uma sequência de rupturas pessoais. A personagem deixa o Reino Unido e segue para Gana, país de origem de seus antepassados, em busca de distância — e acaba encontrando confronto.
A mudança de ambiente coloca Henri em contato com novos círculos sociais, relações afetivas e experiências culturais que a forçam a rever escolhas, memórias familiares e a forma como construiu sua identidade até ali. A narrativa avança justamente nesse atrito entre recomeço e passado não resolvido.
Produção e bastidores
First Day On Earth terá dez episódios e é produzida pela Various Artists Limited, com coprodução da HBO e da BBC, em associação com a A24.
Além de protagonizar e assinar o roteiro, Michaela Coel atua como produtora executiva ao lado de Sam Miller, Jesse Armstrong, Phil Clarke e Roberto Troni. Coel e Sam Miller também dividem a direção dos episódios.
Com as filmagens já em andamento, a série reforça a aposta das emissoras em projetos autorais liderados por criadores com voz própria, especialmente após o impacto crítico e cultural de I May Destroy You.
A demo de Morbid Metal recebeu uma atualização relevante no Steam. Além de finalmente incluir suporte a português e espanhol, o update traz ajustes de jogabilidade baseados no feedback direto de quem já testou o jogo.
A atualização é resultado do trabalho conjunto entre a Ubisoft e o estúdio Screen Juice, mirando principalmente acessibilidade, balanceamento e desafio.
Idiomas ampliam o acesso à demo
A inclusão do português e do espanhol muda de forma prática a experiência para jogadores da América Latina e da Península Ibérica. Menus, descrições de habilidades e instruções de combate agora ficam mais claros, o que faz diferença em um jogo que exige leitura rápida e tomada de decisão constante durante as lutas.
Na prática, isso reduz erros por falta de entendimento e deixa o aprendizado do combate mais orgânico, especialmente para quem está testando o jogo pela primeira vez.
Elite mais forte e combates mais exigentes
O inimigo Elite, já conhecido por quem jogou versões anteriores da demo, foi reformulado. A nova versão traz padrões de ataque mais agressivos e punições mais claras para erros de posicionamento.
O resultado é um combate menos previsível e mais alinhado com a proposta do jogo: testar reflexo, leitura de movimentos e adaptação rápida. Não é só mais vida ou mais dano, mas um inimigo que exige atenção real do jogador.
Área de treinamento inédita
Outra novidade importante é a adição de uma área de treinamento. O espaço permite experimentar habilidades, entender o tempo de execução dos ataques e testar combinações sem a pressão de perder uma run.
Para um jogo que gira em torno de combate estilizado e troca de personagens em tempo real, esse modo funciona como um laboratório prático antes de encarar inimigos mais pesados.
Balanceamento e loja antes do chefe final
A atualização também traz ajustes finos de balanceamento com base no retorno da comunidade. Além disso, a demo agora inclui uma loja antes do confronto com o inimigo final, dando ao jogador a chance de se preparar melhor para o último desafio da run.
Na prática, isso reduz situações em que a derrota parecia inevitável por falta de recursos ou escolhas feitas cedo demais.
O que é Morbid Metal
Morbid Metal é um jogo de ação hack and slash com estrutura roguelite. As fases são semi procedurais e se passam em diferentes biomas, que vão de cenários futuristas devastados a ruínas da humanidade dominadas pela natureza.
Durante a demo, o jogador pode alternar em tempo real entre dois personagens distintos, cada um com habilidades ativas próprias e estilos de combate diferentes. Essa troca dinâmica é um dos pilares do jogo e influencia diretamente o ritmo das batalhas.
A demo atualizada de Morbid Metal já está disponível gratuitamente para download no Steam.
A Universal Pictures divulgou um novo trailer e o cartaz oficial de Obsessão, suspense psicológico escrito e dirigido por Curry Barker. O longa estreia nos cinemas brasileiros no dia 21 de maio, após circular por importantes festivais internacionais ao longo de 2025.
Estreia em festivais e resposta do público
Obsessão teve sua estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Toronto, em setembro de 2025, integrando a seleção oficial do evento. O filme também passou pelo Fantastic Fest, nos Estados Unidos, e pelo Festival de Sitges, onde venceu o Grande Prêmio do Público.
Na prática, esse percurso coloca o longa em um circuito conhecido por testar filmes diretamente com audiências especializadas em suspense e fantasia, antes de sua chegada ao circuito comercial.
Uma história de desejo e consequência
A trama acompanha um jovem sem grandes ambições, movido mais pela frustração emocional do que por objetivos claros. Ele entra em contato com um brinquedo capaz de realizar um único desejo. O pedido se concretiza quando o objeto quebra, e ele conquista o afeto da garota por quem é obcecado.
O problema surge logo depois. O desejo vem acompanhado de consequências cada vez mais perturbadoras, transformando uma fantasia romântica em uma experiência sombria. Em vez de explicar as regras do objeto, o filme se concentra no impacto prático da escolha feita pelo protagonista.
Direção focada em personagens
Conhecido pelo independente Milk & Serial, Curry Barker aposta novamente em uma narrativa enxuta e centrada nos personagens. A abordagem evita o espetáculo visual e prioriza a tensão psicológica, acompanhando como o protagonista reage ao fato de ter conseguido exatamente aquilo que queria.
Elenco mistura TV, cinema e comédia
O elenco é liderado por Michael Johnston, conhecido por Teen Wolf, ao lado de Inde Navarrette, de Superman & Lois. Também participam Cooper Tomlinson, Megan Lawless e o comediante Andy Richter.
Trailer
Pôster
Lançamento no Brasil
Com distribuição da Universal Pictures, Obsessão chega aos cinemas brasileiros em 21 de maio.
A SEGA entrou no clima do Ano Novo Lunar e liberou uma nova leva de promoções no Steam, reunindo alguns dos títulos mais relevantes do seu catálogo recente e clássico. As ofertas ficam disponíveis até 26 de fevereiro e incluem desde remakes de franquias consagradas até lançamentos aclamados dos últimos anos.
Entre os destaques está Yakuza 0 Director’s Cut, que aparece pela primeira vez em promoção no Steam, além de jogos como Metaphor: ReFantazio, Like a Dragon: Pirate Yakuza in Hawaii e Sonic Racing: CrossWorlds.
Descontos que valem atenção
A campanha traz reduções agressivas em franquias que costumam segurar preço por mais tempo. Persona 5 Royal aparece com 70% de desconto, enquanto Persona 3 Reload chega a 60%. Já Shin Megami Tensei V: Vengeance atinge o maior desconto já aplicado ao jogo, com 65% off.
No campo da ação licenciada, Demon Slayer -Kimetsu no Yaiba- The Hinokami Chronicles 2 aparece com 40% de desconto nas edições Standard e Deluxe, enquanto o primeiro Hinokami Chronicles e seus DLCs chegam a até 75% off.
Clássicos, estratégia e simuladores
A promoção também contempla jogos de estratégia e gestão. Total War: THREE KINGDOMS está com 80% de desconto, e Total War: WARHAMMER III cai para 75%. Já a linha Two Point — com Two Point Hospital, Two Point Campus e Two Point Museum — aparece com cortes que variam entre 20% e 80%, incluindo DLCs.
Para quem curte luta, Virtua Fighter 5 R.E.V.O. World Stage está com 40% de desconto tanto na edição padrão quanto na comemorativa de 30 anos.
As promoções do Ano Novo Lunar da SEGA seguem ativas até 26 de fevereiro, exclusivamente no Steam. É uma boa janela para completar coleções, experimentar jogos que ficaram para trás ou garantir títulos que raramente entram em oferta.
Como um país aprende a conviver com a própria violência quando ela atravessa gerações, corpos e silêncios familiares? É a partir dessa pergunta incômoda que A Vida Secreta de Meus Três Homens se constrói. O novo longa de Letícia Simões chega aos cinemas brasileiros em 5 de março, propondo um encontro improvável entre memória íntima e história coletiva, sem oferecer respostas fáceis.
O filme parte de figuras reais da família da diretora — avô, pai e tio — transformadas em fantasmas que se reúnem para revisitar o passado. Não como reconstituição histórica tradicional, mas como fabulação política: uma tentativa de ouvir aquilo que nunca foi dito, mas que continua ecoando no Brasil contemporâneo.
Três homens, uma herança comum
Em cena estão Fernando, Arnaud e Sebastião, personagens inspirados em trajetórias marcadas por diferentes formas de violência. Fernando foi colaborador da ditadura militar; Arnaud, ainda adolescente, integrou um grupo de justiceiros; Sebastião, fotógrafo negro e gay, teve sua vida atravessada pela perda e pelo apagamento. Eles são interpretados por Guga Patriota, Giordano Castro e Murilo Sampaio, formando um trio que não busca redenção, mas confronto.
A condução desse encontro cabe à narradora vivida por Nash Laila, figura que transita entre o testemunho, a escuta e a mediação. É por meio dela que o filme costura as vozes do passado e explicita o que une esses homens: não laços afetivos diretos, mas a experiência compartilhada da violência como estrutura social, política e emocional.
Cinema como escuta e invenção
A origem do projeto está ligada ao percurso anterior da diretora, especialmente ao ensaio autoficcional Casa, no qual Letícia já investigava conflitos geracionais dentro da própria família. Durante essa pesquisa, o contato com o arquivo fotográfico de Sebastião abriu novas camadas da narrativa: imagens de um Brasil do século XX que não apareciam nos álbuns oficiais, nem na memória familiar preservada.
Em vez de tratar essas fotografias como provas, o filme opta por interrogá-las. O gesto central não é explicar o passado, mas criar acontecimentos em torno dele. Como a própria diretora sugere, trata-se menos de fazer o passado falar e mais de aprender a escutá-lo, mesmo quando ele permanece silencioso.
Um cinema íntimo que aponta para fora
Com 75 minutos, produção da Carnaval Filmes e da Poema Tropical, o longa reafirma o cinema de Letícia Simões como um espaço onde documentário, ficção, poesia e ensaio se misturam sem hierarquia. Não há interesse em conclusões fechadas ou discursos didáticos. O que o filme propõe é um deslocamento: olhar para a história do Brasil não a partir de grandes eventos, mas de vidas comuns atravessadas por escolhas, omissões e violências normalizadas.
Depois de circular por festivais como a Mostra Tiradentes, Hot Docs e RIDM (Montreal), A Vida Secreta de Meus Três Homens chega ao circuito comercial como uma obra que desafia o espectador a ocupar um lugar ativo.
Existe um tipo de história que não precisa de grandes reviravoltas para funcionar. Basta um conflito íntimo, personagens que se chocam e algo aparentemente simples que vira símbolo de tudo o que ficou mal resolvido. O Velho Fusca parte exatamente daí. Com estreia marcada para 19 de março, o longa acaba de ganhar trailer e pôster oficiais e deixa claro que sua força está menos na comédia escancarada e mais no afeto que se constrói aos poucos.
Dirigido por Emiliano Ruschel, o filme se passa no Rio de Janeiro e acompanha o encontro (nada tranquilo) entre um avô e um neto separados por visões de mundo, memórias traumáticas e uma dificuldade enorme de falar sobre sentimentos. O elo improvável entre os dois é um velho Fusca esquecido na garagem, que acaba funcionando como catalisador para reabrir feridas, mas também para criar pontes.
Um carro, duas gerações e muitos silêncios
Na trama, Tonico Pereira vive um avô endurecido por um passado marcado pela violência e pela experiência precoce da guerra. Amargo, isolado e pouco disposto a compreender o presente, ele enxerga a geração mais nova como frágil demais. Do outro lado está Junior, interpretado por Caio Manhente, um jovem sensível que tenta encontrar seu lugar no mundo enquanto aprende a lidar com um avô que se comunica mais pelo sarcasmo do que pelo afeto.
O Fusca abandonado vira objeto de desejo, mas também metáfora. Para conquistar o carro, Junior precisa encarar algo mais complexo do que ferrugem e motor parado: o passado emocional do avô e as marcas que ele nunca conseguiu elaborar. A restauração do veículo corre em paralelo à tentativa de reconstruir vínculos familiares rompidos há décadas.
Trailer
Elenco amplo, Rio como personagem e música como identidade
Além do eixo central entre avô e neto, o filme se apoia em um elenco numeroso e bem conhecido do público. Cleo Pires e Danton Mello voltam a contracenar, agora como os pais de Junior, enquanto nomes como Christian Malheiros, Giovanna Chaves, Isaías Silva e Yuri Marçal ajudam a dar novos contornos à narrativa.
O Rio de Janeiro não aparece apenas como pano de fundo. Locações como a Urca, a luz natural da cidade e o clima de bairro ajudam a transformar a cidade em um personagem ativo da história. Essa identidade carioca também se reflete na trilha sonora, que mistura gerações ao reunir vozes como Jorge Aragão, Teresa Cristina, Diogo Nogueira, Xande de Pilares, Péricles, além de Jorge Vercillo e do rapper PK.
O Velho Fusca estará a partir de 19 de março nos cinemas.
Super Policial do Espaço Gavan Infinity estreou no Japão em 15 de fevereiro de 2026 e já tem exibição confirmada no Brasil uma semana depois, com legendas em português e espanhol, por meio do canal TokuSato no YouTube. O modelo reduz drasticamente o atraso histórico entre a transmissão japonesa e o acesso oficial na América Latina, algo raro para séries de tokusatsu exibidas atualmente.
A produção marca o retorno da linha Metal Heroes à TV japonesa e inaugura o PROJECT R.E.D. (Records of Extraordinary Dimensions), nova iniciativa da Toei Company voltada à construção de um universo compartilhado com foco em ficção científica, multiverso e conflitos emocionais.
O que é Gavan Infinity e por que ele não é um reboot
A Toei tem sido clara desde o anúncio oficial: Gavan Infinity não reconta a história de 1982. O herói desta vez é novo, criado do zero, mas carrega traços fundamentais do personagem clássico, como a armadura cromada, a identidade policial e a atmosfera sci-fi.
A grande diferença está no conceito central. A série trabalha com Cosmo Layers, Terras paralelas identificadas por letras do alfabeto grego. Cada camada apresenta um Gavan distinto, com personalidade, equipe e dilemas próprios. O elo entre esses mundos é a Emolgear, uma energia baseada em emoções, utilizada tanto por heróis quanto por vilões.
Esse deslocamento do conflito da pura tecnologia para o campo emocional aproxima Gavan Infinity do tokusatsu contemporâneo, sem romper com a identidade dos Metal Heroes.
Três Terras, três protagonistas e funções narrativas distintas
Gavan InfinityGavan BushidoGavan Luminous
Na Terra Alfa, o foco está em Reiji Doki, investigador da Polícia da Federação Galáctica conhecido por agir antes de pensar. Impulsivo e emocional, ele se transforma em Gavan Infinity e passa a atravessar dimensões para enfrentar ameaças interdimensionais, enquanto seus colegas desconhecem sua identidade heroica.
Na Terra Lambda, a série assume um tom mais introspectivo com Setsuna Aikokuin, androide criado há mil anos para a guerra e líder do Time Bushido. Incapaz de chorar ou demonstrar emoções humanas, Setsuna funciona como contraponto direto ao conceito de Emolgear, levantando questões sobre identidade e propósito.
Já na Terra Iota, o Time Luminous traz uma abordagem mais dinâmica. A protagonista é Kiki Iwai, perita da Polícia Galáctica, que atua ao lado da parceira Kotobuki Takanari. Enquanto Kiki resolve tudo no impulso, Kotobuki entra com análise e método. Um detalhe que ganhou atenção no Brasil é que Lana Tanida, intérprete de Kotobuki, é nipo-brasileira, informação confirmada pela Embaixada do Brasil no Japão.
Estratégia criativa e sinais claros de reposicionamento
May’n
A direção do episódio piloto ficou a cargo de Hirofumi Fukuzawa, veterano do tokusatsu conhecido tanto por atuar como vários Red Rangers em Super Sentai quanto por dirigir sequências-chave do gênero. A escolha indica a intenção da Toei de começar a série com impacto visual imediato e identidade bem definida.
A música de abertura, LOVE IS THE STRONGEST, é interpretada por May’n, com composição de Mike Sugiyama (Project.R), reforçando a ligação com a tradição musical do tokusatsu moderno. No elenco de vozes, nomes como Takehito Koyasu, Ayako Kawasumi e Toshihiko Seki foram escalados para dar peso institucional à Polícia Galáctica, aos dispositivos de transformação e à mitologia da série.
Outro destaque é a entrada do ator Ray Fujita como Death Gavan, antagonista que simboliza a morte em oposição direta à esperança representada pelo herói. Fujita já interpretou personagens centrais em Kamen Rider 555 e na franquia GARO, sendo associado a figuras sombrias e moralmente ambíguas.
Quantos episódios Gavan Infinity terá? Um rumor ainda sem confirmação
Nas últimas semanas, uma imagem passou a circular entre fãs de tokusatsu nas redes sociais indicando que Gavan Infinity teria apenas 23 episódios. O material foi compartilhado pelo perfil Tokudoc no Twitter (atual X) e mostra um print atribuído ao aplicativo FPT Play, plataforma que atua como distribuidora oficial da série no Vietnã.
O texto do print está em vietnamita, idioma oficial do país, e aponta “23 episódios” como total da série. Até o momento, porém, não há confirmação oficial da Toei Company nem da TV Asahi sobre a duração definitiva da produção.
Caso o número se confirme, isso pode reforçar um movimento que vem sendo comentado nos bastidores da indústria: a adoção de temporadas com cerca de seis meses de duração para novas séries do gênero. Historicamente, produções de tokusatsu costumam ultrapassar os 24 episódios. A franquia GARO, por exemplo, frequentemente trabalha com 25 capítulos ou mais, enquanto produções recentes de Ultraman também se mantêm próximas dessa média.
Por enquanto, a informação deve ser tratada como rumor, baseada em material de distribuição internacional, mas ainda sem validação oficial no Japão.
Um novo ponto de partida para os Metal Heroes
Anunciada oficialmente em 18 de janeiro de 2026, durante o evento Super Production Announcement, transmitido pelos canais oficiais da Toei Tokusatsu no YouTube e pelo TTFC (Toei Tokusatsu Fan Club), Gavan Infinity foi apresentado como o ponto inaugural do PROJECT R.E.D..
A escolha de estrear a série em 15 de fevereiro de 2026 e posicioná-la no espaço tradicional do Super Hero Time, durante o hiato do Super Sentai, deixa claro que a Toei trata o projeto como um experimento estratégico. Não se trata apenas de reviver uma marca clássica, mas de testar uma nova produção na lacuna deixada pelo gênero Super sentai.
Gavan Infinity não apaga o passado dos Metal Heroes. Ele reorganiza esse legado, cria espaço para múltiplos protagonistas e assume o risco de reinventar a franquia para uma nova geração.
Se você joga Wild Rift e estava achando o Carnaval meio apagado dentro do jogo, pode comemorar. A Riot liberou a partir desta sexta-feira, 13 de fevereiro, uma leva de itens cosméticos gratuitos feitos sob medida para o público brasileiro. Nada de reaproveitar conteúdo global: aqui o Carnaval tem sotaque, cor e brilho próprios.
A ação faz parte do CarnaRift, campanha sazonal que coloca a cultura brasileira no centro da experiência. Na prática, isso significa itens inéditos, gratuitos e exclusivos do Brasil, disponíveis por tempo limitado.
Carnaval com identidade brasileira
O destaque vai para novos cromas da linha Embalos no Espaço, aplicáveis às skins da Gwen e do Blitzcrank. Para quem não vive no menu de cosméticos, croma é basicamente uma “roupa alternativa” da skin: o campeão continua o mesmo, mas com novas cores e padrões. É como trocar o abadá sem mudar a fantasia inteira.
No caso da Gwen, o visual puxa diretamente para o frevo, com cores vibrantes e padrões que lembram sombrinhas e movimentos da dança pernambucana. Já o Blitzcrank entra no clima dos desfiles, com acabamento que simula glitter e lantejoulas. É aquele brilho que, se fosse no mundo real, você ainda estaria encontrando no chão da casa dias depois do Carnaval.
Criação local, produção global
Esses cromas não surgiram do nada. Eles foram desenvolvidos em conjunto pelo time criativo da Riot Games Brasil com a equipe global de Wild Rift, na China. Na prática, é o Brasil dizendo “confia” e o estúdio global bancando a ideia.
E quem não tem a skin?
Aqui entra a parte mais amigável da ação. Como os cromas exigem a skin base, todos os jogadores vão receber um cupom de 30% de desconto nas skins Embalos no Espaço da Gwen e do Blitzcrank. Traduzindo: mesmo quem nunca gastou com essas skins pode aproveitar agora pagando menos.
Como resgatar os itens
O processo é simples e não exige malabarismo de menu:
Basta entrar no Wild Rift nesta sexta-feira, 13 de fevereiro, abrir a caixa de mensagens e resgatar os itens enviados. O desconto é aplicado automaticamente na loja para quem ainda não possui as skins base. Os conteúdos ficam disponíveis até o dia 20 de fevereiro, então não dá para deixar para depois achando que vai ficar lá para sempre.
O que é o CarnaRift
O CarnaRift faz parte da estratégia de hiperlocalização da Riot no Brasil. Em vez de só traduzir conteúdo, a ideia é adaptar o jogo à cultura local. É o mesmo conceito de quando um evento global ganha uma edição brasileira de verdade, e não apenas uma legenda em português.
Aqui, o Carnaval não é só tema: vira estética, linguagem e identidade dentro do jogo. Se esse cuidado vai seguir pelo resto do ano, ainda é cedo para dizer. Mas, pelo menos agora, Wild Rift saiu do camarote e entrou de vez na avenida.
O Anime Friends 2026 anunciou um nome que muda o peso do domingo no festival. O Asian Kung-Fu Generation será a atração principal do encerramento do AF Festival, no dia 5 de julho, no Distrito Anhembi, em São Paulo. A apresentação integra a aguardada 30th Anniversary Tour, que passa pela América Latina e inclui países como México, Peru, Chile e Brasil.
A escolha não é casual. A banda retorna ao país quase uma década após sua passagem marcante pelo Anime Friends 2017 e, agora, assume o papel de protagonista do maior fechamento musical da história do evento.
Uma banda que definiu o rock japonês contemporâneo
Formado em 1996, em Yokohama, o Asian Kung Fu Generation chega aos 30 anos como uma das bandas mais influentes do rock japonês moderno. O grupo é composto por Masafumi Gotoh no vocal e guitarra, Kensuke Kita na guitarra e vocal, Takahiro Yamada no baixo e Kiyoshi Ijichi na bateria.
Ao longo de três décadas, o quarteto construiu uma discografia sólida, turnês mundiais consistentes e uma identidade sonora que equilibra energia crua, melodias diretas e letras emocionais. Um caminho que os levou dos clubes universitários aos maiores festivais do planeta.
Do anime ao palco, trilhas que atravessam gerações
Para o público brasileiro, o impacto do Asian Kung Fu Generation vai além do rock. A banda se tornou trilha sonora definitiva de alguns dos animes mais populares das últimas décadas. Entre os temas mais conhecidos estão músicas associadas a Naruto, Fullmetal Alchemist, Bleach, Naruto Shippuden, Erased e Dororo.
Canções como Haruka Kanata, Rewrite, After Dark, Blood Circulator, Re:Re: e Dororo ajudaram a criar uma ponte definitiva entre o rock japonês e o fandom de anime no Brasil, consolidando uma base de fãs fiel e multigeracional.
Turnê de 30 anos celebra passado, presente e permanência
A turnê comemorativa revisita momentos essenciais da carreira da banda, sem soar como um exercício nostálgico. O Asian Kung Fu Generation chega aos 30 anos em plena atividade criativa, reafirmando por que se tornou referência ao misturar influências do rock alternativo ocidental com a urgência do indie e do punk japonês.
No palco do AF Festival, o público pode esperar um repertório que equilibra clássicos absolutos, músicas ligadas ao universo dos animes e faixas que mostram a longevidade artística do grupo.
Um domingo para entrar na história do Anime Friends
O show do Asian Kung Fu Generation no dia 5 de julho consolida o domingo como um dos dias mais aguardados do Anime Friends 2026, encerrando o evento com potência sonora, emoção coletiva e a celebração de uma banda que ajudou a definir o som de uma geração inteira.
Serviço – Anime Friends 2026
Quando: 2 a 5 de julho de 2026 Onde: Distrito Anhembi – São Paulo (SP) Ingressos: à venda a partir de 6 de fevereiro, às 12h, pela Ticket360 Mais informações: animefriends.com.br
A Netflix divulgou o trailer oficial da Parte 2 da quarta temporada de Bridgerton, dando um gostinho do que vem por aí no encerramento da história de Benedict Bridgerton e Sophie Baek. Os episódios finais chegam à plataforma em 26 de fevereiro.
O novo trailer aponta para um desfecho mais intenso e emocional. Depois dos acontecimentos decisivos da Parte 1, a relação entre Benedict e Sophie entra em território delicado, com escolhas que colocam em jogo não só o romance, mas também as convenções sociais que sempre pesaram sobre o universo da série. A pergunta que fica é simples e cruel: até onde vale ir por um amor verdadeiro?
Além do vídeo, a Netflix também revelou imagens inéditas dos episódios finais e o pôster oficial da Parte 2, que reforça a ideia de mudança e novos caminhos para os personagens. As cenas antecipam reencontros, conflitos e decisões que devem mexer com o equilíbrio da família Bridgerton e da alta sociedade londrina.
A quarta temporada adota um tom de conto de fadas, mas sem abandonar os dilemas clássicos da série. Benedict, sempre relutante em aceitar o destino tradicional que sua família espera, se vê dividido entre a idealização da misteriosa dama do baile de máscaras e o sentimento real que cresce por Sophie, uma mulher que vive à margem desse mesmo mundo aristocrático.
A Parte 1 da temporada já está disponível, e os quatro episódios finais estreiam em 26 de fevereiro, exclusivamente na Netflix. Para quem acompanha a série desde o início, o fechamento promete amarrar não só esse romance central, mas também apontar novos rumos para os demais membros da família Bridgerton.