Início Site Página 713

Clube do Pesadelo | Terror brasileiro com nostalgia dos anos 90 chega pela Editora Rocco

Sobre as autoras

Um grupo de adolescentes, uma cidadezinha litorânea misteriosa, pesadelos que escapam do sono e uma maldição que ameaça tudo. Essa é a premissa de O Clube do Pesadelo, novo livro nacional de terror que chega pela Editora Rocco, escrito por Denise Flaibam e Bianca da Silva — duas amigas que transformaram o amor por histórias assustadoras em uma trama envolvente cheia de referências à cultura pop dos anos 90.

A história se passa em outubro de 1999, quando Dominique, uma jovem paulistana, se muda para a pacata Enseada dos Anjos, em Santa Catarina. Tímida e deslocada na nova escola, ela começa a fazer aulas de reforço e conhece um grupo de colegas tão diferentes quanto peculiares: Johnny, o roqueiro sarcástico; Angélica, a atleta de personalidade forte; Fábio, o piadista que esconde um passado doloroso; e Mabê, a patricinha perfeita com segredos sombrios. O que começa como uma simples amizade se transforma em uma aliança contra forças que ninguém consegue explicar.

Logo, uma série de eventos estranhos toma conta da cidade. Pessoas entram em coma sem motivo aparente, pesadelos invadem a realidade e as sombras da escola parecem ganhar vida. Intrigada com a lenda de uma antiga maldição, Dominique se junta aos novos amigos para investigar os mistérios que cercam Enseada dos Anjos — e o que eles descobrem vai muito além do que imaginavam.

Com atmosfera inspirada em produções como Stranger Things e Ordem Paranormal, o livro entrega um terror leve, acessível e cheio de alma brasileira. O tom nostálgico é um convite aos leitores que cresceram nos anos 90, com referências a fitas VHS, comerciais de TV marcantes e até o jeito peculiar das dublagens da época. Mas O Clube do Pesadelo também brilha ao dialogar com temas contemporâneos, como amizade, descobertas da juventude e amores queer, tudo com leveza, humor e representatividade.

Segundo as autoras, a parceria entre elas flui naturalmente: “Temos gostos muito parecidos no tipo de história que queremos contar, e O Clube do Pesadelo é o resultado de uma escrita divertida e complementar”, comenta Bianca. Denise acrescenta: “Queríamos uma editora que enxergasse o potencial dessa história, e a Rocco abraçou nosso projeto com tudo.”

Voltado para leitores a partir dos 14 anos, o livro mostra que a força da união e dos laços sinceros pode ser a maior arma contra o medo — mesmo quando ele assume formas monstruosas. Ao mesmo tempo em que homenageia o terror clássico e a ficção especulativa, O Clube do Pesadelo se destaca como uma obra 100% brasileira, feita com paixão e identidade.

Conheça os personagens principais

  • Dominique: nova na cidade, vegetariana, observadora e determinada.
  • Johnny: cabeludo, roqueiro e sarcástico, com um lado protetor.
  • Angélica: atleta do grupo, destemida, fala como uma dublagem dos anos 90.
  • Fábio: popular e bem-humorado, esconde suas dores atrás de piadas.
  • Mabê: ruiva impecável, misteriosa e corajosa, com um elo especial com o sobrenatural.

Sobre as autoras

Bianca da Silva é de Blumenau (SC), nasceu em 1992, é publicitária, blogueira literária e autora desde 2017. Adora cookies e filmes ruins.
Denise Flaibam, nascida em 1995 no interior de São Paulo, é formada em História, escreve ficção especulativa há mais de uma década e é viciada em videogames e RPG.

Ficha técnica

Livro: O Clube do Pesadelo

Autoras: Bianca da Silva (@oieusouabibs) e Denise Flaibam (@denisefflaibam)

Editora: Rocco

Páginas: 320

Disponível na pré-venda através do link

Tags: terror nacional, livro de terror brasileiro, anos 90, Editora Rocco, O Clube do Pesadelo, Denise Flaibam, Bianca da Silva, livros com representatividade queer, Stranger Things brasileiro, Ordem Paranormal, YA nacional, literatura jovem adulta, livros com mistério, livros com amizade, cultura pop brasileira

“Périplo da Expiação” marca a estreia literária de Henrique Sampaio

Há histórias que nos encontram no meio do caminho — e Périplo da Expiação, romance de estreia do cearense Henrique Sampaio, é uma delas. Publicado pela Editora Nauta, o livro mergulha nas sombras e nos silêncios que habitam a vida adulta, abrindo espaço para afetos frágeis e tentativas corajosas de recomeçar.

Henrique Sampaio, professor de História e gestor escolar, traz para a literatura a mesma sensibilidade que o move no ofício de educar. Em vez de contar os eventos do passado, como faz em sala de aula, ele se dedica agora a narrar as histórias internas — aquelas que doem, pesam e também curam. Périplo da Expiação nasce dessa inquietação: como seguir em frente quando o passado ainda insiste em habitar o presente?

“Não escrevi com a intenção de dar respostas, mas de acompanhar personagens que, como eu, ainda estavam aprendendo a nomear suas dores e afetos”, revela o autor.

Nando e Lola – encontros que curam

A narrativa gira em torno de Nando, um homem de meia-idade marcado pelo alcoolismo, arrependimentos e pela sensação de vazio. A vida ganha novo rumo quando ele conhece Lola, uma jovem em crise conjugal, cujo relacionamento com um professor manipulador representa os conflitos das relações moldadas por masculinidades tóxicas. A conexão entre os dois nasce de forma singela — um disco de vinil compartilhado — e se aprofunda em uma jornada conjunta de escuta, dor e descoberta.

Nando começa a listar pessoas para quem deseja pedir perdão. Sua travessia — ou périplo — é íntima, difícil e reveladora. Já Lola tenta romper com os padrões que sufocam sua identidade e desejo. Ambos, em seus processos distintos, compartilham a experiência de reconstrução a partir dos próprios destroços.

Uma escrita que escuta o silêncio

A escrita de Henrique Sampaio é marcada por introspecção e um lirismo contido, que não esconde as dores dos personagens, mas também não as romantiza. Entre sessões de terapia, memórias de infância, confrontos e epifanias, o livro desenha um retrato honesto das dificuldades de existir — e de amar — num mundo que frequentemente exige negação da vulnerabilidade.

“A importância de Nando e Lola está no que eles revelam: que é possível continuar mesmo em ruínas. Que o silêncio pode ser partilhado. E que a ausência, quando nomeada, deixa de ser um buraco e vira caminho”, diz Sampaio.

Redenção como possibilidade, não como promessa

O romance não se fecha em finais felizes fáceis. Ao contrário, aposta na ideia de que recomeçar é possível mesmo com as dores ainda presentes. Nando e Lola não se salvam um ao outro, mas oferecem apoio silencioso e presença, o que, muitas vezes, é o que mais cura. A redenção, no livro, não é um destino, mas um processo — lento, imperfeito e profundamente humano.

Sobre o autor

Henrique Sampaio é formado em História pela Universidade Federal do Ceará e atua como gestor escolar na rede estadual de educação. Escreve regularmente na plataforma Substack, onde compartilha textos sobre afetos, política, literatura e memória. Périplo da Expiação é seu primeiro romance, e já se anuncia como uma estreia promissora para quem busca na literatura o espelho das emoções e das encruzilhadas da vida adulta.

Ficha técnica

Livro: Périplo da Expiação
Autor: Henrique Sampaio (@henriquesampaioh)
Editora: Nauta
Páginas: 228
Disponível em: editoranauta.com.br

Sonho e Pesadelo | Marina Dutra apresenta uma romantasia lírica sobre divindades opostas, amores impossíveis e a força de um universo

No romance Sonho e Pesadelo, da autora Marina Dutra, publicado pela Buzz Editora, o leitor é transportado para um universo mitológico único, onde amor e destino colidem de forma arrebatadora. Com uma narrativa poética, carregada de simbolismo e referências à cultura pop japonesa, especialmente aos filmes do Studio Ghibli, a obra mergulha no romance impossível entre dois deuses criados para jamais se encontrarem: Sonho e Pesadelo.

Separados por um muro sagrado construído pelos Criadores — entidades divinas que regem o equilíbrio cósmico —, os protagonistas vivem isolados em reinos opostos. Sonho, filho da Esperança e da Vontade, representa os devaneios e as idealizações humanas. Já Pesadelo, moldado por Angústia e Medo, carrega em si o peso dos temores mais profundos. Tudo muda quando um buraco inesperado surge nessa muralha ancestral. Pela primeira vez, os dois se veem, se escutam e, movidos por uma curiosidade proibida, começam a se encontrar noite após noite.

A relação entre os dois deuses cresce em intensidade, mesmo sob o risco de destruir o equilíbrio do universo. Ao alternar as perspectivas de Sonho e Pesadelo, Marina Dutra constrói uma narrativa sensível, que questiona o livre-arbítrio, os limites impostos por figuras divinas e o poder das emoções reprimidas. Mais do que um romance, a autora entrega uma fábula mitológica moderna, inspirada por Castelo Animado, de Hayao Miyazaki, e por clássicos do amor trágico como Romeu e Julieta.

“Sempre amei histórias de amantes desafortunados, mas também sou uma grande apreciadora de finais felizes. Uni isso com meu amor pelo Studio Ghibli, e dessa mistura nasceu Sonho e Pesadelo”, conta a autora.

Com uma escrita poética e cheia de camadas, a história se destaca entre os lançamentos de romantasia no Brasil por criar uma mitologia própria, rica em metáforas e reflexões sobre luz e sombra. Sonho é a criação, o impulso do novo. Pesadelo é o medo da perda e a resistência à mudança. E, juntos, eles formam um equilíbrio que o mundo precisa — mesmo que esse equilíbrio seja negado por aqueles que temem a união dos opostos.

A autora, que começou escrevendo fanfics de Crepúsculo aos 14 anos, afirma que a escrita foi sua forma de liberdade. Hoje, Marina Dutra é também conhecida por obras independentes como Belar e 24h para correr, mas é com Sonho e Pesadelo que ela mergulha de vez na fantasia mitológica e emociona fãs de histórias que misturam drama, magia e corações que insistem em amar mesmo quando tudo conspira contra.

“Irresistível e poético, faz com que a gente se apaixone por seu universo a cada frase.” — Natalia Avila, autora de Não direi que é amor
“Um amor tão proibido quanto inevitável.” — Giu Domingues, autora da Duologia Boreal

Para quem curte universos como os de Leigh Bardugo e Madeline Miller, Sonho e Pesadelo é uma leitura imperdível. Uma história de amor, mitologia e revolução silenciosa contada por meio de um buraco na muralha — uma pequena fresta que basta para abalar o cosmos inteiro.

Ficha técnica:
Livro: Sonho e Pesadelo
Autora: Marina Dutra (@mamadutralivros)
Editora: Buzz
Páginas: 368
Gênero: Romantasia, fantasia poética, mitologia original

Para comprar


Premonição 6: Laços de Sangue | Terror +18 quebra recordes no Brasil e revive a força da franquia nos cinemas

O terror voltou com tudo às telonas brasileiras. Premonição 6: Laços de Sangue estreou no último dia 15 de maio e já entrou para a história como a maior abertura de um filme de terror com classificação indicativa para maiores de 18 anos no Brasil. Quase 800 mil pessoas assistiram ao longa no primeiro fim de semana, e a bilheteria já ultrapassou os 15 milhões de reais, somando pré-estreias pagas e o circuito regular. Um feito impressionante que mostra como a franquia continua firme no imaginário dos fãs.

Dirigido por Adam Stein e Zach Lipovsky, o novo capítulo retorna às origens da série, com mortes inventivas e aquele senso de destino inevitável que sempre marcou a franquia. A trama acompanha Stefanie, vivida por Kaitlyn Santa Juana (The Flash), uma universitária atormentada por pesadelos perturbadores. Em busca de respostas, ela volta para casa tentando impedir que a Morte leve todos os que ama.

No elenco também estão Teo Briones (Chucky), Richard Harmon (The 100), Owen Patrick Joyner (Julie and the Phantoms) e o lendário Tony Todd, que retorna para dar ainda mais peso ao universo da série. As atuações são intensas e ajudam a criar um clima constante de tensão, enquanto a narrativa aposta em reviravoltas que mantêm o espectador alerta até o final.

Com roteiro assinado por Guy Busick e Lori Evans Taylor, baseado em argumento criado em parceria com John Watts, o filme respeita o legado da franquia criada por Jeffrey Reddick, mas traz um olhar atualizado para o terror contemporâneo. A fotografia de Christian Sebaldt, a edição precisa de Sabrina Pitre e a trilha sonora envolvente de Tim Wynn colaboram para uma experiência que entrega tudo o que se espera de um bom filme de terror.

Premonição 6: Laços de Sangue não é apenas uma continuação. É uma prova de que o terror adulto ainda tem espaço nos cinemas e pode atrair grandes públicos. Em um momento em que muitas produções se apoiam em sustos fáceis, o novo longa da franquia aposta na atmosfera sombria, no suspense crescente e em personagens que realmente têm algo a perder.

O filme segue em exibição nos cinemas de todo o Brasil, com sessões acessíveis e cópias em IMAX. Para quem procura uma boa dose de tensão e um terror que não subestima o público, Premonição 6 é o destaque da vez.

Trailer

Salete Campari celebra aniversário com festa icônica no centro de São Paulo

Imagem: consultório da fama

No próximo dia 23 de maio, a partir das 23h, o coração de São Paulo será palco de uma das noites mais emblemáticas do calendário LGBTQIAPN+ paulistano: o aniversário de Salete Campari. A festa acontece no Anexo Cambridge, na Rua Álvaro de Carvalho, 40, a poucos passos do metrô Anhangabaú, e promete reunir gerações que acompanham e admiram a trajetória de uma das figuras mais marcantes da cena noturna e cultural da cidade.

Salete Campari não é apenas um nome conhecido — é sinônimo de resistência, celebração e afeto. Com décadas dedicadas à arte drag e à militância, ela se consolidou como um verdadeiro patrimônio da cidade, sendo presença constante nas noites paulistanas e nos carnavais de rua, com seu tradicional Bloco da Salete Campari. Seu carisma e engajamento político fazem dela um ícone que vai muito além do entretenimento.

Neste ano, a comemoração ganha ainda mais brilho com a participação da também aniversariante Luana Salles, que divide o centro das atenções da noite. A pista será comandada pelos DJs Márcio Ny’x, Miro Rizzo e Tukka Trible, trazendo uma mistura contagiante de pop, house, brasilidades e sucessos que marcaram época — garantindo que ninguém fique parado.

O evento promete atrair um público diverso, composto por artistas, personalidades da cena LGBTQIAPN+, celebridades e fãs de longa data. É um encontro que vai além da celebração pessoal: é um ato coletivo de orgulho, visibilidade e alegria no centro da metrópole.

Informações do evento:

Data: 23 de maio
Horário: A partir das 23h
Local: Anexo Cambridge – Rua Álvaro de Carvalho, 40 – Centro – São Paulo (ao lado do metrô Anhangabaú)

Ingressos:

  • R$25 (antecipado)
  • R$40 (na porta)
  • R$70 (na porta com consumação)

Venda online: Sympla – Bday da Salete Campari

Para quem vive e respira os eventos que fazem da noite paulistana um reduto de expressão e liberdade, essa é uma data para marcar no calendário e viver intensamente.

Ragnarök Online LATAM libera criação antecipada de personagens: jogadores já podem reservar seus nomes

A Gravity deu início ao evento Reserve seu Nome, que permite aos jogadores de Ragnarök Online LATAM criar seus personagens antes do lançamento oficial do jogo. A ação vai até 25 de maio e é exclusiva para quem concluiu o pré-registro na plataforma.

Durante esse período, os usuários podem personalizar até três personagens por conta, definindo nome, gênero e aparência. O objetivo é garantir a reserva do nome desejado e preparar a base de jogadores antes da reabertura oficial dos servidores em 28 de maio.

A criação antecipada é limitada por servidor, uma medida adotada para manter o equilíbrio populacional entre as regiões. Caso a capacidade de um servidor seja atingida, os jogadores ainda poderão criar personagens em outras opções disponíveis. A escolha do idioma também está disponível nesse momento, com suporte para Português do Brasil, Espanhol-LATAM e Inglês — a seleção não interfere na progressão ou jogabilidade.

Pré-registro entra na reta final

O pré-registro de Ragnarök Online LATAM segue aberto até 27 de maio. Jogadores cadastrados estão recebendo recompensas imediatas e têm acesso a eventos especiais que concedem itens in-game, moedas e bônus exclusivos. A maioria dessas atividades, no entanto, se encerra no dia 25.

Confira as ações em andamento:

EventoDescrição
Nova JornadaRecompensas automáticas para quem concluir o pré-registro.
Convide AventureirosItens bônus com base no número de amigos indicados que se cadastrarem.
Siga as Redes SociaisAtingindo metas de seguidores nas redes oficiais, jogadores desbloqueiam prêmios extras.
Logue e GanheLogin diário durante o período de pré-registro rende até 29 cupons exclusivos.
Reserve seu NomeCrie até três personagens e garanta seu nome antes do lançamento.
Veteranos de MidgardJogadores da WarpPortal BR que migrarem recebem recompensas exclusivas.

Lançado originalmente em 2002 e chegando ao Brasil em 2004, Ragnarök Online é um dos MMORPGs mais influentes da sua geração. Em Ragnarök Online LATAM, a Gravity aposta em uma experiência regionalizada, com suporte multilíngue, novos servidores e eventos focados na comunidade latino-americana.

A criação de personagens já está liberada. O próximo passo? Marcar o lançamento oficial em 28 de maio e se preparar para enfrentar o mundo de Midgard com seu personagem reservado e pronto para a batalha.

O Enigma do Portal estreia no FilmPlus

Três décadas após o desaparecimento do pai, Stella retorna à cidade onde cresceu, sem muitas expectativas, apenas com a missão de cuidar da mãe doente. Mas o que parecia ser apenas um reencontro com o passado se transforma em uma jornada inesperada. Uma noite, sozinha na casa da infância, ela capta uma misteriosa mensagem do pai por um rádio antigo — uma voz vinda de um lugar impossível. É o ponto de partida para uma aventura que mistura ficção científica e drama familiar em O Enigma do Portal, que estreia nesta segunda-feira, 20 de maio, às 19h, nos canais FilmPlus.

O longa mergulha no subgênero das histórias de viagem no tempo com um toque nostálgico e emocional. Para salvar o pai, Stella ativa o Taklee Genesis, um dispositivo tão enigmático quanto o próprio título do filme, que a transporta para diferentes momentos do passado e do futuro. A trama acompanha não apenas os perigos de se alterar o tempo, mas também as escolhas difíceis entre seguir adiante ou tentar consertar o que ficou para trás.

Com clima que remete a clássicos do sci-fi emocional, como Interestelar e A Chegada, O Enigma do Portal é uma ficção científica com alma, onde a tecnologia é apenas o meio — o centro da história é a relação entre pai e filha, moldada por silêncios e mistérios ao longo de uma vida.

A produção chama atenção pelo visual cuidadosamente retrô e pela construção de um universo que soa ao mesmo tempo íntimo e fantástico. É uma ficção que não exige manuais, mas convida à contemplação — do tempo, da memória, das conexões humanas que sobrevivem mesmo ao impossível.

Assista

Estreia: 20/05, segunda-feira
Horário: 19h
Onde assistir: Canais FilmPlus

Mônica de Aquino reúne nomes da poesia e das artes para “dizer sim” em evento literário em BH

Entre os dias 21 e 24 de maio, o Museu da Moda de Belo Horizonte (MUMO) se transforma em palco para um encontro entre poesia, cinema, performance e pensamento crítico com o evento Dizer sim: poesia, alegria e resistência. A iniciativa, idealizada pela poeta Mônica de Aquino, propõe mais do que uma agenda cultural: é um convite a refletir sobre a potência do “sim” como força criadora, política e poética. A entrada é gratuita, com participação sujeita à lotação do espaço.

A ideia nasceu a partir da imagem do vagalume, símbolo de resistência usado pelo filósofo Georges Didi-Huberman em Sobrevivência dos Vagalumes. Em tempos marcados por sombras e negacionismos, o evento propõe acender lampejos – com arte, pensamento e afeto. Reunindo nomes de peso como Ana Martins Marques, Veronica Stigger, Cao Guimarães, Tatiana Blass e Pablo Lobato, a programação transita por múltiplas linguagens para afirmar a arte como gesto vital.

Mônica de Aquino vê no “sim” uma chave para repensar a linguagem, a criação e até a própria vida. “Sim é a afirmação da vida contra a morte; da luz, literal ou metafórica, contra a noite; do gesto criativo contra o vazio”, afirma. A proposta do evento é articular esse conceito em experiências que cruzam política, infância, origem e imaginação.

A infância, aliás, atravessa toda a programação. Desde a conferência de abertura da professora Rosana Kohl Bines, passando pela exibição do filme Otto, de Cao Guimarães, até as reflexões sobre nascimento e criação artística. Para Mônica, dizer sim “como as crianças dizem a quase tudo” é reconhecer o presente com atenção e espanto – atitude que pode renovar a maneira como nos colocamos no mundo.

As mesas de debate, aulas abertas e performances são guiadas por frases de autores como Clarice Lispector, João Cabral de Melo Neto, James Joyce e o próprio Didi-Huberman. A cada conversa, o “sim” ganha novas camadas: ora como reimaginação política, ora como impulso erótico ou gesto coletivo. A palavra se torna mote e desdobramento para obras e experiências que buscam resistir sem renunciar à beleza.

Destaques da programação

Na quarta (21), o evento abre com o filme Otto, de Cao Guimarães, seguido por debate com o diretor. Em seguida, a professora Rosana Kohl Bines faz a conferência inaugural. Na quinta (22), artistas como Ana Martins Marques, Renato Negrão e o duo .:grão debatem a multiplicidade dos “sims”, com leitura de poemas logo após.

A sexta-feira (23) traz uma mesa sobre lampejos na noite, reunindo Daniel Arelli, Ligia Diniz e Veronica Stigger, que também ministra uma aula aberta. No sábado (24), encerrando o ciclo, as mesas “Tudo no mundo começou com um sim” e “O sim contra o sim” convocam nomes como Tatiana Blass, Pablo Lobato, Gustavo Silveira Ribeiro e Ludmilla Ramalho – que também apresenta uma performance.

Sobre Mônica de Aquino

Natural de Belo Horizonte, Mônica de Aquino é autora de livros como Sístole, Fundo Falso (finalista do Prêmio Jabuti), Continuar a nascer e Linha, Labirinto. Também escreve para o público infantil, com obras lançadas pela Editora Miguilim. Poeta de linguagem refinada e pulsante, Mônica transita entre a criação e a crítica, oferecendo oficinas, cursos e participando de eventos no Brasil e fora dele. Conclui em 2025 seu doutorado em criação literária pela Universidade Federal de Juiz de Fora, enquanto prepara a antologia O labirinto da origem.

Programação completa

Quarta (21/05)
17h30 – Filme Otto + debate com Cao Guimarães
19h45 – Conferência com Rosana Kohl Bines

Quinta (22/05)
18h – Mesa “Sim, eu disse sim, eu quero sims”
(Com Renato Negrão, .:grão e Ana Martins Marques)
19h45 – Leitura do livro De uma a outra ilha
(Ana Martins Marques e Victor da Rosa)

Sexta (23/05)
18h – Mesa “Dizer sim na noite atravessada de lampejos”
(Daniel Arelli, Ligia Diniz e Veronica Stigger)
19h45 – Aula aberta com Veronica Stigger

Sábado (24/05)
10h – Mesa “Tudo no mundo começou com um sim”
(Pablo Lobato, Tatiana Blass e Mônica de Aquino)
11h45 – Mesa “O sim contra o sim”
(Ludmilla Ramalho e Gustavo Silveira Ribeiro) + performance de Ludmilla Ramalho

Onde: Museu da Moda de Belo Horizonte – MUMO (Rua da Bahia, 1.149 – Centro)
Quanto: Gratuito
Mais informações: @dizer.sim e @monicadeaquino no Instagram

CineSesc destaca “Ritas”, “Manas” e programação da Virada Fantástica com filmes raros e encontros com cineastas

Na semana de 22 a 28 de maio de 2025, o CineSesc oferece ao público uma programação diversa e cinematograficamente potente, com estreias marcantes, sessões especiais e uma seleção dedicada ao realismo fantástico dentro da Virada Cultural. O grande destaque é Ritas, documentário inédito sobre Rita Lee, dirigido por Oswaldo Santana e Karen Harley, que chega às telas com um acervo precioso da trajetória da artista.

Em Ritas, Rita Lee se revela como nunca antes: poeta, compositora, instrumentista, escritora, eremita e musa. Através de uma narrativa conduzida pela própria artista, composta por entrevistas ao longo de décadas e depoimentos inéditos, o filme se constrói como uma arqueologia emocional de sua vida e obra. Um mosaico sensível que reflete sua transformação constante e a maneira como reinventava sua presença no palco e fora dele. A exibição acontece nos dias 22, 23 e 28/5, às 17h30, e nos dias 27 e 28/5, às 20h.

Outro ponto alto da semana é o filme Manas, de Marianna Brennand, premiado em Veneza com a melhor direção na Jornada dos Autores. Ambientado na Ilha do Marajó, o longa acompanha a jovem Marcielle, que começa a questionar os discursos familiares e a mitologia em torno da figura da irmã ausente. Ao explorar os limites entre afeto e opressão, a diretora desenha um retrato cru da violência silenciosa que permeia o cotidiano de muitas mulheres. As sessões ocorrem nos dias 22, 23 e 28/5, às 15h, e também nos dias 23 e 26/5, às 20h.

Na quinta-feira (22), às 20h, ocorre a exibição especial de Anfitriões há Meio Século: A Versão Mỹky da História, documentário codirigido por Typju Mỹky e André Tupxi Lopes, que oferece uma perspectiva indígena sobre os 50 anos de contato do povo Mỹky com os não indígenas. A sessão é gratuita e seguida de conversa com os realizadores. Um momento raro de escuta e partilha de visões de mundo pouco representadas no cinema nacional.

Já nos dias 24 e 25/5, o CineSesc se junta à Virada Cultural com a Virada Fantástica, uma curadoria de obras que habitam os territórios do fantástico e do surreal. A maratona começa com A Teta Assustada (Claudia Llosa), às 15h de sábado, seguido de Planeta Fantástico (René Laloux), às 17h, com exibição em película 35mm. Às 19h, A Montanha Sagrada, clássico lisérgico de Alejandro Jodorowsky, toma conta da tela, e às 21h30, Salomé, de André Antônio, faz sua aguardada estreia em São Paulo com presença da equipe do filme. Nos intervalos, a DJ Rafa Jazz ocupa o saguão com sets que expandem os sentidos da programação.

No domingo, às 15h, o CineClubinho apresenta o musical O Retorno de Mary Poppins (Rob Marshall), com Emily Blunt. Antes da sessão, o hall do CineSesc recebe o Conto das Colmeias: Teatro de Lambe Lambe, com pequenas apresentações que encantam públicos de todas as idades.

Encerrando a programação da Virada Fantástica, Quero Ser John Malkovich (Spike Jonze) será exibido às 17h30 de domingo, seguido de La Nave Va (Federico Fellini), às 20h — um adeus poético em alto-mar à altura do cinema de fantasia e memória.

Para os cinéfilos de carteirinha ou curiosos de passagem, a programação do CineSesc nesta semana reafirma seu papel como espaço de celebração da diversidade e da profundidade cinematográfica.

Anthony Hopkins volta ao lado sombrio em Confinado, novo thriller com estreia nacional em 29 de maio

Anthony Hopkins retorna aos cinemas com uma performance sombria que ecoa os traços mais perturbadores de seu icônico Hannibal Lecter. Em Confinado, o vencedor do Oscar mergulha mais uma vez na mente de um personagem psicologicamente inquietante, agora na pele de William, um justiceiro frio que transforma um simples furto em um jogo de sobrevivência. O filme, inspirado em uma história real, estreia no Brasil em 29 de maio, com distribuição da Diamond Films.

Dirigido por David Yarovesky (Brightburn: Filho das Trevas), Confinado apresenta Bill Skarsgård (Nosferatu, It: A Coisa) como Eddie, um jovem pai pressionado por dificuldades financeiras. Quando encontra uma SUV de luxo aparentemente abandonada, vê ali uma chance de mudar de vida. Mas o que parecia sorte logo se revela uma armadilha mortal armada por William, um homem metódico e impiedoso, que impõe sua própria lógica moral sobre o que é certo e errado.

O interesse de Hopkins pelo personagem surgiu já nos primeiros encontros com Yarovesky. Segundo o diretor, houve uma troca intensa de ideias desde o início, com o ator mergulhando profundamente nas motivações e na filosofia distorcida de William. “Ele falava comigo como se fosse o personagem, me ligava todas as noites para discutir não só a história, mas nossas próprias vidas. Era como uma preparação contínua”, relembra o cineasta.

Essa dedicação se traduz em uma atuação carregada de tensão, onde o carisma de Hopkins se mistura ao horror de sua presença ameaçadora. O antagonismo entre ele e Skarsgård constrói uma narrativa de confronto psicológico, sustentada por diálogos inquietantes e um clima de claustrofobia crescente. Ao invés de recorrer a sustos fáceis, o filme aposta no desconforto silencioso e na ambiguidade moral — um território em que Hopkins reina com maestria.

Confinado não apenas evoca o legado de Hannibal Lecter, mas atualiza essa energia para um contexto mais realista, onde o terror não está em monstros imaginários, mas na lógica deturpada de um homem que se vê como agente da justiça. É essa complexidade que torna o longa uma experiência cinematográfica marcante para quem aprecia thrillers psicológicos que provocam mais do que explicam.

Com lançamento em circuito nacional e sob a chancela da Diamond Films, Confinado chega aos cinemas brasileiros em 29 de maio, prometendo ser uma das estreias mais intensas da temporada.

“Seja o que Deus quiser” | Dani Tranchesi lança livro no Maio Fotografia no MIS 2025

Dani Tranchese , pigmento mineral sobre papel de algodão, 2022, série Seja O Que Deus Quiser.

Em um momento que atravessa o Brasil profundo com sensibilidade e contundência, Dani Tranchesi retorna ao Museu da Imagem e do Som de São Paulo com o lançamento do livro Seja o que Deus quiser, obra que acompanha a exposição homônima em cartaz no Maio Fotografia no MIS 2025. O encontro com o público acontece no dia 20 de maio, às 17h, no próprio espaço expositivo — com entrada gratuita e classificação livre.

Mais do que uma publicação, o livro é extensão viva da exposição. Com curadoria de Diógenes Moura, o projeto é uma viagem pelas entranhas do país que raramente chega ao noticiário ou à vitrine. Entre festas populares, personagens brincantes e cenas de um cotidiano às margens do eixo central, as imagens de Tranchesi capturam o Brasil que resiste – e insiste – em existir.

As palavras do curador ressoam como manifesto: “Nada por dentro de cada uma dessas imagens é definitivo. […] Aqui, por dentro das imagens e das palavras, estaremos sempre à beira do abismo, porque é assim que somos de verdade.” Ao unir imagem e texto num equilíbrio quase ritualístico entre o sagrado e o profano, o projeto convida o visitante — e agora também o leitor — a atravessar esse Brasil fragmentado que Tranchesi ilumina sem filtros nem concessões.

A fotógrafa, nascida em São Paulo em 1968, traz no olhar o domínio de quem observa sem invadir, de quem escuta o silêncio do instante antes do clique. Sua trajetória passa por feiras, festas, ruas e celebrações, sempre com uma atenção poética ao detalhe e ao imprevisto. Com formação em Comunicação pela ESPM, atua desde 2016 em projetos autorais que dialogam com o documental e o lírico. Exposições anteriores como O que os olhos não veem o coração não sente e Terra em transe consolidam sua voz no cenário da fotografia brasileira contemporânea.

O lançamento faz parte da programação do projeto Maio Fotografia no MIS, iniciativa anual que transforma todas as galerias do museu em território para diferentes olhares fotográficos. Além de Tranchesi, a edição 2025 apresenta nomes como German Lorca, Bruce Talamon, Jean Manzon, Lara Ovídio e o acervo institucional do próprio MIS na mostra coletiva Suportes da Memória.

Ao reunir artistas de diferentes épocas e linguagens, o Maio Fotografia reafirma o poder da imagem como ferramenta de memória e resistência. E é nesse espírito que Seja o que Deus quiser se impõe: como documento sensível de um país em constante transformação, mas que persiste em sua beleza indomada.

Lançamento do livro Seja o que Deus quiser
📅 20 de maio de 2025, às 17h
📍 Espaço expositivo – Maio Fotografia no MIS
🎟 Entrada gratuita | Classificação livre

El Hero aposta no caos criativo dos memes brainrot com skin de Tung Tung Tung Sahur

O El Hero, battle royale brasileiro que não tem medo de mergulhar no caos da internet, acaba de liberar sua mais nova skin: Tung Tung Tung Sahur. Inspirada em um dos memes mais absurdos e hilários de 2025, a nova adição já está disponível no jogo com direito a emotes, armas temáticas e animações que capturam perfeitamente a energia caótica do viral.

Direto das redes da Indonésia durante o Ramadã, o meme do Tung Tung Tung Sahur traz uma criatura de madeira, com olhos vazios e um taco de beisebol, repetindo sua frase-título com uma voz sintética e hipnótica. A frase, originalmente usada para acordar fiéis antes do jejum, virou febre global quando ressignificada pelos brainrots — esses vídeos sem sentido, mas altamente viciantes, que parecem ter saído diretamente da mente de uma IA com febre.

O El Hero, sempre atento à movimentação cultural do seu público, não deixou o fenômeno passar batido. “O Tum Tum Sahur representa essa vibe livre e sem filtro da internet. É único, é engraçado, é impossível de esquecer — tudo o que combina com o El Hero”, explica Rodrigo “El Gato”, idealizador do jogo.

A chegada do personagem não vem sozinha. O pacote TUNG TUNG inclui:

  • Skin completa do Tung Tung Tung Sahur
  • Emote exclusivo
  • Taco de beisebol temático
  • AK-47 do TUNG TUNG
  • E até uma P90 com o nome sonoro de Tralalero Tralala

Mais do que um item colecionável, essa adição simboliza a essência do El Hero: um jogo feito para quem vive a internet em tempo real, com bom humor, criatividade e sem medo do nonsense. Enquanto outros títulos seguem tendências previsíveis, El Hero abraça o absurdo com estilo — e mostra que memes também podem ser conteúdo jogável.

A skin já está disponível na loja do game. Para desbloqueá-la, basta acessar a loja interna e acompanhar a rotatividade dos itens.

Criado pela Moonite Games e idealizado por El Gato, o El Hero se diferencia pelo sistema de cash game, em que os jogadores apostam dinheiro real em partidas e podem ser recompensados conforme seu desempenho. É um modelo que atrai pela competitividade, mas também pela capacidade de dialogar com a cultura pop digital de forma direta e divertida.