A Netflix confirmou para 2026 a estreia de Boyfriend on Demand, série sul-coreana que mistura comédia romântica e ficção científica ao explorar como o amor também passou a funcionar por assinatura. O projeto chama atenção não só pelo conceito, mas por reunir dois nomes de peso do entretenimento coreano em papéis centrais.
Na história, Seo Mi-rae é uma produtora de webtoons esgotada pela rotina e pelas pressões do trabalho. Para escapar da realidade, ela assina um programa de namoro em realidade virtual que permite viver encontros idealizados, moldados exatamente ao que ela deseja. O problema começa quando essa experiência digital passa a interferir nas escolhas e sentimentos da vida real.
Romance digital em choque com o mundo real
Evoto
Mi-rae é interpretada por Jisoo, que retorna aos k-dramas em um papel alinhado ao debate atual sobre solidão, escapismo e relações mediadas por tecnologia. Ícone global do K-pop e também atriz reconhecida, Jisoo traz à personagem uma mistura de vulnerabilidade e controle que deve dialogar forte com o público da Netflix.
Do outro lado está Park Kyeong-nam, vivido por Seo In-guk, colega de trabalho e rival direto de Mi-rae no universo da produção de webtoons. A relação entre os dois segue a clássica dinâmica de atrito emocional das comédias românticas, mas ganha novas camadas ao contrastar sentimentos reais com conexões artificiais.
Jisoo e Seo In-guk em equilíbrio de protagonismo
Evoto
Enquanto Jisoo carrega uma base global gigantesca vinda do BLACKPINK, Seo In-guk chega ao projeto como um dos atores mais consistentes de sua geração. Revelado como cantor, ele construiu uma carreira em k-dramas como Reply 1997, Doom at Your Service e Café Minamdang, transitando bem entre romance, comédia e suspense. Em Boyfriend on Demand, ele assume um papel que equilibra carisma, rivalidade e maturidade emocional, funcionando como contraponto direto à personagem de Jisoo.
A série é dirigida por Kim Jung-sik e escrita por Namgung Do-young, e se posiciona como uma produção voltada tanto para fãs de k-dramas românticos quanto para quem se interessa por histórias sobre tecnologia e relações modernas.
Com estreia prevista para 2026, Boyfriend on Demand já desponta como uma das apostas da Netflix entre os fãs de K-drama.
Depois de anos sendo presença constante nas listas de doramas mais comentados do país, Lee Dong Wook finalmente cruza o mapa da Hallyu e desembarca no Brasil em 2026. O ator sul-coreano confirmou sua primeira visita ao país com a Lee Dong Wook 2026 Fanmeeting Tour – MY SWEET HOME, marcada para o dia 11 de abril, no Vibra SP, em São Paulo.
Para quem acompanhou o ator desde My Girl, passou pelo impacto cultural de Goblin e seguiu firme em títulos mais recentes como A Lenda do Nove-Caudas e A Shop for Killers, o anúncio soa como um fechamento de ciclo. Pela primeira vez, o encontro acontece em solo brasileiro, pensado exclusivamente para fãs que cresceram junto com essa trajetória.
Um encontro direto com a carreira que atravessou gerações
O conceito de MY SWEET HOME não aposta em espetáculo grandioso, mas em proximidade. A proposta é celebrar a carreira de Lee Dong Wook com interações diretas, momentos de conversa, benefícios exclusivos e aquele contato que fãs de K-drama costumam ver apenas em vídeos de fanmeetings asiáticos.
Ao longo de mais de duas décadas de carreira, Lee Dong Wook construiu uma filmografia que vai do romance clássico ao suspense psicológico, passando pela fantasia urbana que ajudou a redefinir o alcance global dos dramas coreanos. Seu Ceifador em Guardian: The Lonely and Great God virou ícone cultural, enquanto personagens como Lee Yeon, em Tale of the Nine-Tailed, consolidaram seu status entre o público internacional.
Por que essa visita importa
A vinda de Lee Dong Wook ao Brasil marca um momento simbólico para o fandom de K-dramas no país. Não é apenas um evento isolado, mas um reflexo do peso que o público brasileiro conquistou dentro do circuito global da cultura pop asiática. Doramas deixaram de ser nicho há tempos, e encontros como esse ajudam a consolidar essa relação direta entre artistas e fãs locais.
Para quem acompanha a expansão da Hallyu, o fanmeeting MY SWEET HOME entra facilmente na lista de eventos que definem 2026 como um ano-chave para o K-drama no Brasil.
Lee Dong Wook em atividade contínua
Além do fanmeeting, o ator segue com agenda cheia. Em 2025 e 2026, Lee Dong Wook aparece em novos dramas como The Divorce Insurance e The Nice Guy, além da aguardada segunda temporada de A Shop for Killers, já confirmada pela Disney+. Um sinal claro de que sua carreira segue em movimento constante, mesmo após mais de 20 anos de estrada.
Para os fãs brasileiros, abril de 2026 deixa de ser apenas mais um mês no calendário. Passa a ser o momento em que a tela finalmente vira palco.
Serviço e ingressos do fanmeeting no Brasil
O fanmeeting acontece no sábado, 11 de abril de 2026, no Vibra SP. As vendas começaram pelo site pixelticket.com.br, com parcelamento em até 6x sem juros. Compras online têm acréscimo de 15% de taxa.
Valores e setores disponíveis
Setor
Meia-entrada
Inteira
Benefícios
Gold
R$ 695,00
R$ 1.390,00
Pôster autografado, foto em grupo com 5 pessoas, Hi Bye, credencial especial, photocard exclusivo
Silver
R$ 595,00
R$ 1.190,00
Foto em grupo com 10 pessoas, Hi Bye, credencial especial, photocard exclusivo
Bronze
R$ 395,00
R$ 790,00
Hi Bye, credencial especial, photocard exclusivo
Poltrona
R$ 345,00
R$ 690,00
Acesso ao evento
Camarote
R$ 395,00
R$ 790,00
Acesso ao evento
Plateia
R$ 245,00
R$ 490,00
Acesso ao evento
Os ingressos variam conforme setor e benefícios incluídos. As categorias Gold, Silver e Bronze oferecem pacotes com experiências como Hi Bye, fotos em grupo, credencial especial e photocards exclusivos. Há também setores tradicionais como Poltrona, Camarote e Plateia, além de add ons avulsos para quem deseja complementar a experiência.
Entre os adicionais disponíveis estão pôster autografado, Hi Touch e instax autografada. A classificação etária é 16 anos, com menores apenas acompanhados por responsável legal.
Mile Phakphum, Apo Nattawin, Son Yuke e Euro Yotsawat desembarcam no Brasil em março de 2026 para apresentar a fancon oficial de Shine, série da Be On Cloud. O evento acontece em 7 de março no Terra SP, às 19h30, trazendo ao público brasileiro uma mistura de teatro, música e performances inéditas inspiradas nos anos 60 e 70.
A venda de ingressos começou em novembro com direito a concorrer a vagas limitadas para a Sessão de Autógrafos.
Shine: romance, política e quatro protagonistas em choque de mundos
Lançada em 2025, Shine apresenta uma narrativa BL ambientada na Tailândia do fim dos anos 1960. A trama acompanha conflitos políticos e afetivos em um país em transformação. No centro da história estão os quatro protagonistas.
Mile interpreta Tanwa, um músico hippie marcado pelo ideal de liberdade. Apo vive Trin, economista dividido entre carreira e coração. Son assume o papel de Krailert, um coronel que precisa lidar com a turbulência do período. Euro interpreta Naran, repórter envolvido em dilemas éticos e afetivos da época.
A série explora o relacionamento homoafetivo entre os personagens, cruzando romance com disputas políticas e crises de identidade. Com oito episódios, Shine está disponível no WeTV.
O retorno de MileApo ao Brasil
Mile e Apo, que protagonizaram KinnPorsche, um dos maiores fenômenos BL recentes, retornam ao país em uma fase marcada por novos projetos em destaque, como Man Suang e Tee Yai Nascido para o Mal. A fancon de Shine também marca a primeira vez que a turnê mundial da série chega fora da Ásia.
A apresentação segue o formato visto no Brasil com o elenco de 4 Minutes, juntando cenas exclusivas, performances ao vivo e interações rápidas com o público. Desta vez, tudo é moldado pela estética retrô inspirada no clima do final dos anos 60.
Ingressos, pacotes e opções sociais
As vendas acontecem exclusivamente pela Shotgun. Além dos ingressos tradicionais Pista, Pista Premium, Mezanino 1 e Mezanino 2, o evento oferece:
Ingresso Social, no valor da meia-entrada mediante doação de 1 kg de ração. Ingresso Hi-touch avulso, disponível apenas para quem já tiver ingresso de acesso ao evento. Pacotes Shine, Moon, Crane e Heart, que incluem entrada antecipada, fotos individuais ou em grupo, hi-touch e itens colecionáveis.
Os valores variam conforme o setor e os benefícios incluídos.
Serviço: Shine São Paulo Fancon
Data: 7 de março de 2026
Horário: 19h30, com abertura dos portões às 18h30
Local: Terra SP, Av. Salim Antônio Curiati 160, Campo Grande, São Paulo
Classificação: 18 anos. Menores de 12 a 17 anos podem entrar seguindo as regras e autorizações obrigatórias.
Formas de pagamento: cartão de crédito, PIX e opções adicionais por contato com a Highway Star
O evento possui um conjunto detalhado de regras sobre meia-entrada, acesso prioritário, itens proibidos, documentação obrigatória e orientações para atividades de interação. O FAQ e as normas completas estão disponíveis no site da Highway Star.
A CCXP25 terminou sua 12ª edição deixando uma constatação difícil de ignorar: o festival atravessa um processo claro de transformação. Ao longo de cinco dias, entre 3 e 7 de dezembro, 284 mil pessoas circularam pelo São Paulo Expo em mais de 300 horas de programação distribuídas em sete palcos. Mas o dado mais relevante não está nos números. Está na mudança de lógica.
A CCXP se reinventou e não pode mais ser definida como uma grande vitrine de anúncios para o público geek tradicional. Em 2025, o evento se afirma como um ecossistema de cultura pop, onde cinema, streaming, anime, quadrinhos, literatura, música, televisão, esporte e mercado editorial coexistem, disputam atenção e, muitas vezes, se misturam.
Esse movimento amplia o público, traz novas vozes e reposiciona o papel do evento no calendário cultural brasileiro. Ao mesmo tempo, provoca tensões legítimas sobre identidade, foco e pertencimento. A CCXP25 não resolve essas questões, mas deixa claro que não pretende voltar atrás e continua se reinventando num claro processo de transição junto de seu público.
Palco Thunder
CCXP25 Palco Thunder_Disney+ @bleia
O Palco Thunder by Claro tv+ segue sendo o coração simbólico da CCXP, mas em 2025 ele funcionou menos como um painel de trailers e mais como um espaço de experiência coletiva. A celebração dos 20 anos de Supernatural foi o exemplo mais evidente. A série atravessou o evento inteiro, com painéis, encontros, karaokês e experiências que venderam cerca de 9 mil sessões entre fotos, autógrafos e atividades especiais.
Não foi apenas nostalgia. Foi a prova de que fandom é vínculo emocional construído ao longo do tempo, algo que a CCXP entende melhor a cada edição.
No mesmo palco, o Prime Video levou The Boys para um dos painéis mais concorridos do evento. Eric Kripke e o elenco apresentaram o teaser da quinta e última temporada, confirmaram a estreia em abril e deixaram claro que a série segue sendo um dos principais comentários políticos da cultura pop recente. O público respondeu com entusiasmo, reforçando como narrativas mais ácidas e desconfortáveis também encontram espaço no festival.
A Disney+ apostou em espetáculo. Performances musicais, cenografia elaborada e conteúdos inéditos marcaram a passagem da plataforma pelo Thunder. Entre Demolidor, Magnum, Paradise, Percy Jackson e os Olimpianos e a nova fase de The Voice Brasil, o painel deixou claro que o streaming quer se posicionar não apenas como catálogo, mas como produtor de momentos memoráveis. Quando o público inteiro cantou “Evidências”, ficou evidente que a CCXP também é espaço de catarse espontânea.
A comemoração dos 10 anos de Miraculous fechou esse arco com emoção. Criadores, dubladores brasileiros, anúncios futuros e trechos inéditos transformaram o painel em um encontro intergeracional, reforçando o peso da animação dentro da cultura pop contemporânea.
Cinema nacional no centro do palco, não na lateral
Crédito: Lucas Ramos
Um dos movimentos mais consistentes da CCXP25 foi a centralidade do cinema brasileiro. A Paris Filmes levou ao Thunder um dos painéis mais simbólicos do evento com Velhos Bandidos. Fernanda Montenegro, Bruna Marquezine, Vladimir Brichta, Lázaro Ramos e Claudio Torres apresentaram o trailer em primeira mão e trataram o projeto com franqueza, falando de processo, afeto e encontro entre gerações.
O filme, que estreia em março de 2026, dialoga com o imaginário dos heist movies, mas com identidade brasileira. A recepção do público deixou claro que o cinema nacional já não ocupa um espaço “alternativo” dentro da CCXP, mas um eixo central da programação.
Essa mesma lógica apareceu em O Gênio do Crime, adaptação do clássico de João Carlos Marinho, que ativou memória afetiva e apresentou novos rostos para uma história que atravessa gerações de leitores. Já o anúncio de 2DIE4: 24 Horas no Limite, primeiro longa brasileiro a chegar aos cinemas em IMAX, mostrou que a CCXP também é espaço para ambição técnica e discussão de linguagem cinematográfica.
Streaming nacional, séries autorais e novas vozes
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Séries brasileiras também ganharam protagonismo. Amor da Minha Vida lotou o Thunder com Bruna Marquezine e Rômulo Estrela discutindo conflitos emocionais, amadurecimento narrativo e decisões criativas. A exibição de cenas inéditas reforçou o valor do evento como espaço de recompensa para o fã presente.
No Palco Blast, Lázaro Ramos anunciou a nova temporada de Espelho, transformando o painel em uma conversa sobre diversidade, encontros geracionais e cultura brasileira. A CCXP25 mostrou que também há espaço para reflexão e diálogo, mesmo em meio ao espetáculo.
Anime, dublagem e o Brasil como território estratégico
A Crunchyroll consolidou sua posição como uma das presenças mais orgânicas do evento. A Casa do Anime funcionou como microevento permanente, com ativações, sessões antecipadas e experiências de dublagem.
O painel que reuniu 14 dubladores brasileiros no Thunder foi simbólico. Ao colocar essas vozes no centro, a Crunchyroll reconhece algo essencial: no Brasil, anime é experiência coletiva, mediada por quem dá voz aos personagens e constrói memória afetiva.
Literatura, mangá e o leitor no centro do debate
O mercado editorial teve presença forte e consistente. A Pipoca & Nanquim apresentou um dos painéis mais sólidos do evento, com anúncios que vão de mangás clássicos como City Hunter e Cat’s Eye a quadrinhos europeus e edições definitivas.
No Palco Omni, debates com editoras mostraram como fandoms, narrativas seriadas e a influência do streaming estão redesenhando o comportamento do leitor. A CCXP se confirma aqui como termômetro do mercado, não apenas como vitrine.
Marcas que entendem que presença é experiência
A CCXP25 também evidenciou o amadurecimento das marcas. A COPAG transformou seu estande em ponto de encontro constante, com dubladores, creators e mesas sempre cheias de Disney Lorcana. O foco deixou de ser apenas produto e passou a ser comunidade.
Esse aprendizado atravessou todo o evento. As marcas que entenderam o território geek como espaço de convivência, e não só de exposição, foram as que mais permaneceram na memória do público.
Um evento em transição permanente
Giuliano Peccilli
A CCXP25 pode ser definida, como um evento que já não se limita mais à cultura geek em seu sentido tradicional. Ao longo dos últimos anos, o festival passou a atingir novos públicos e a dialogar com diferentes linguagens culturais, ampliando seu alcance e sua relevância. Se em 2024 a CCXP se consolidou como um grande hub da cultura geek, em 2025 esse movimento se expandiu ainda mais, incorporando outros produtos, experiências e expressões culturais, sempre traduzidos dentro de um mesmo contexto. É um caminho que chama atenção e que parece irreversível.
Com uma programação repleta de ativações e atividades diversas, parte do público pode até sentir falta de um foco mais fechado no chamado “geek clássico”. Ainda assim, esse desconforto faz parte do próprio processo de evolução do evento. Para alcançar novas pessoas e dialogar com outros universos, é necessário se reinventar. A presença de RuPaul’s Drag Race na CCXP, com atrações no palco e gongadas típicas de eventos LGBTQIA+, é um exemplo claro desse novo enfoque, evidenciando não apenas a ampliação do público, mas também a disposição do festival em acompanhar transformações culturais mais amplas.
Hoje, ser geek se tornou algo mais genérico enquanto rótulo cultural, justamente por sua capacidade de absorver diferentes linguagens, públicos e formatos. Essa ampliação influencia diretamente o DNA do evento. A CCXP, na prática, nunca coube em um único rótulo, e isso se torna cada vez mais evidente. O geek não desapareceu. Ele mudou, amadureceu, dialogou com outras culturas e se misturou a elas.
A CCXP25 parece ter assumido esse movimento com clareza. Longe de representar um risco, essa escolha transforma o festival em um espaço que dialoga não apenas com o mercado, mas também com o fandom e com a cultura geek em suas múltiplas camadas. Entre painéis de distribuidoras de cinema, editoras e serviços de streaming, a CCXP segue sendo menos sobre o que é anunciado e mais sobre o que é vivido ao longo de seus cinco dias.
Em 2025, viver a CCXP significou atravessar um território já conhecido, que resgata memória afetiva, mas que também coloca indústria, arte e experiência em contato constante. Nem sempre de forma totalmente harmoniosa, mas quase sempre de maneira significativa e relevante, reafirmando o papel do evento como um espaço de encontro, transformação e de se viver o épico.
Agradecemos a organização da CCXP25 em poder fazer a cobertura do evento por lá.
O Japão está passando por uma transformação que não aparece só nos gráficos demográficos, mas no cotidiano das cidades, fábricas e escolas. Dados recentes mostram que 9,5% das pessoas na faixa dos 20 anos que vivem no país são estrangeiras. Em 2015, esse número era de 4,1%. Em apenas uma década, a proporção mais que dobrou e sinaliza que o Japão entrou em uma nova fase, especialmente quando o assunto é juventude e futuro.
Enquanto a população jovem japonesa encolhe por causa da baixa taxa de natalidade, estrangeiros se tornam cada vez mais presentes justamente na idade em que se trabalha, estuda, consome cultura e sustenta parte do sistema de seguridade social. Essa geração já não é coadjuvante: ela está no centro da engrenagem.
Menos nascimentos, mais chegadas
Entre 2015 e 2025, o número de japoneses entre 20 e 29 anos caiu em cerca de 1,03 milhão, totalizando 11,64 milhões. No mesmo período, o número de estrangeiros nessa faixa etária cresceu 68 mil por ano em média, chegando a 1,22 milhão. No total da população, estrangeiros ainda representam cerca de 3%, mas entre jovens adultos o impacto é muito maior e mais visível.
Esse movimento tem relação direta com mudanças nas políticas migratórias. O governo japonês passou a facilitar a entrada de estudantes e trabalhadores estrangeiros, especialmente para áreas como manufatura, agricultura e funções técnicas. A criação do sistema de “trabalho de desenvolvimento” (育成就労) reforça essa tendência, ao buscar formar profissionais e mantê-los no país por mais tempo.
Curiosidade que pouca gente comenta: o Japão praticamente não oferece caminhos simples para aposentadoria de estrangeiros. Resultado? Quem chega costuma ser jovem, em início de carreira ou de vida acadêmica. Isso ajuda a explicar por que a presença estrangeira é tão concentrada nos 20 e poucos anos.
Onde essa mudança aparece com mais força
O crescimento é um pouco maior entre homens, que representam 10,1% dos jovens adultos, enquanto as mulheres estrangeiras somam 8,9%. Mas o dado mais interessante surge quando o foco sai das grandes metrópoles.
Em 12 das 47 províncias, estrangeiros já passam de 10% da população na casa dos 20 anos. Gunma lidera esse ranking, com 14,1%, seguida por Gifu e Ibaraki. São regiões menos associadas ao turismo e mais ligadas à indústria, o que mostra que a transformação não está restrita a Tóquio ou Osaka. Ela está chegando ao Japão do dia a dia, aquele longe dos cartões-postais.
Desafios reais e um futuro em construção
A chegada de muitos estrangeiros a regiões historicamente homogêneas traz desafios claros. Prefeituras apontam dificuldades com integração cultural, ensino da língua japonesa e formação profissional. Em comunidades pequenas, o choque inicial é inevitável.
Ainda assim, cresce o entendimento de que esses novos moradores são essenciais para manter cidades vivas, empresas funcionando e serviços públicos de pé. Muitos gestores locais já veem a presença estrangeira como uma condição para a sobrevivência de suas comunidades.
Para quem sonha em morar no Japão, o cenário é mais complexo, mas também mais aberto do que no passado. O país continua exigente, principalmente com idioma e adaptação cultural, mas está, pouco a pouco, se tornando mais diverso na prática. Essa nova geração multicultural pode não mudar tudo de uma vez, mas já está redefinindo o que significa ser jovem no Japão hoje.
O Paranerdia segue firme como um dos espaços mais tradicionais do papo nerd nacional e, no episódio 233 – Continuação Melhor que o Original, recebeu a participação aqui do Giuliano Peccilli, conhecido por Juba-kun.
Ao lado de Alexandre NerdMaster e dos membros da equipe Paranerdia — Xiko do Couto, Pensador Louco e Joaninha Trekker, o episódio mergulha naquele debate que nunca morre: afinal, quais continuações realmente conseguiram superar seus filmes originais?
Sequência não é pecado (às vezes)
O papo passa por escolhas pessoais de cada participante, mas também entra em discussões clássicas e espinhosas:
Por Uns Dólares a Mais conta ou não como continuação?
Por que Tropa de Elite 2 precisou existir?
Qual é a melhor caracterização de personagem da história do cinema?
Tudo isso com aquele clima de mesa de bar nerd, cheio de referências, provocações e opiniões apaixonadas — do jeito que o Paranerdia sempre entregou ao longo dos anos.
Episódio pra ouvir até o fim
O programa ainda traz trilhas sonoras dos filmes citados, comentários da comunidade e links para projetos paralelos mencionados durante o cast. Um episódio com cara de fechamento de ano, mas com debate que continua rendendo.
Se você curte cinema, sequências polêmicas e discussões que vão além do óbvio, o episódio 233 do Paranerdia é parada obrigatória.
A sitcom The Neighborhood acompanha a mudança de uma família simpática do Meio-Oeste para Los Angeles e o choque imediato com a realidade do novo bairro. O maior obstáculo surge logo ao lado, quando o vizinho se mostra desconfiado sobre como aquela família vai se encaixar em uma comunidade diversa e cheia de regras não ditas.
Com humor leve e situações cotidianas, a série gira em torno do otimismo quase insistente do pai da família, que tenta, a todo custo, construir pontes, quebrar resistências e transformar a vizinhança em um verdadeiro lar. O resultado são conflitos culturais, diálogos afiados e momentos que equilibram comédia e comentário social.
The Neighborhood fica disponível a partir de 26 de janeiro.
Billy Bob Thornton as Tommy Norris in season 1, episode 10 of Landman streaming on Paramount+. Photo credit: Lauren Lo Smith/Paramount+.
O último episódio da 2ª temporada de Landman marca o ponto de maior tensão da série. No oeste do Texas, onde o petróleo move fortunas e destrói limites, Tommy Norris se vê pressionado por todos os lados. A M-Tex Oil aperta o cerco, Cami Miller surge como força decisiva e os fantasmas familiares tornam qualquer escolha ainda mais instável.
Landman segue apostando em um drama seco e brutal, onde sobrevivência não tem glamour e cada decisão cobra um preço alto. À medida que segredos vêm à tona, fica claro que algo está prestes a ruir, seja no negócio, nas relações ou no próprio protagonista.
O último episódio da 2ª temporada de Landman fica disponível no Paramount+ em 18 de janeiro.
Star Trek: Academia da Frota Estelar expande o universo de Star Trek ao focar em uma nova geração de cadetes que ingressam na lendária Academia da Frota Estelar. Unidos pelo ideal de esperança e otimismo, eles precisam provar que têm o que é preciso para se tornar oficiais enquanto enfrentam treinamentos rigorosos, amizades intensas, rivalidades inevitáveis e os primeiros sentimentos amorosos.
Além do drama juvenil e da convivência sob pressão, a série adiciona uma ameaça inédita que coloca não só a Academia em risco, mas também a própria Federação, conectando a formação desses jovens ao destino maior do universo Star Trek.
Star Trek: Academia da Frota Estelar estreia no Paramount+ em 15 de janeiro.
O filme IF já está disponível com exclusividade no Paramount+ e aposta em uma história que mistura imaginação, afeto e melancolia na medida certa. A trama acompanha uma jovem que descobre ter a habilidade de enxergar amigos imaginários esquecidos por seus antigos criadores, abrindo caminho para uma aventura sensível sobre crescimento, memória e vínculos que o tempo insiste em apagar.
Com tom leve, visual criativo e apelo emocional direto, IF funciona tanto para o público infantil quanto para adultos que ainda guardam carinho pelas próprias fantasias de infância. É aquele tipo de filme que fala de despedidas sem perder o encanto, equilibrando humor e emoção sem exageros.
IF já está disponível no Paramount+ desde 10 de janeiro.
A 2ª temporada de Aussie Shore já está disponível no Paramount+ e mantém a fórmula que fez o reality virar assunto. Um grupo de jovens divide casa, trabalho e noites intermináveis em Cairns, cidade onde a rotina vira apenas pano de fundo para excessos, conflitos e diversão sem filtro.
Com convivência 24 horas por dia, os novos episódios elevam o nível das tretas, alianças improváveis e decisões impulsivas, tudo embalado por festas que nunca parecem ter hora para acabar. É reality direto ao ponto, focado em personalidade, choque de egos e aquele prazer caótico de ver tudo sair do controle.
Aussie Shore 2ª temporada já está disponível no Paramount+.
Baseada no romance Babydoll, de Hollie Overton, Garota Sequestrada acompanha a história das irmãs gêmeas Lily e Abby, cuja rotina em uma pequena cidade inglesa é destruída quando Lily é sequestrada por Rick Hansen, um professor local acima de qualquer suspeita.
Após anos de cativeiro e abusos, Lily consegue escapar, mas descobre que a liberdade não significa recomeço fácil. O mundo seguiu em frente, a irmã mudou e o retorno à vida normal se mostra tão desafiador quanto a sobrevivência.
Estrelada por Alfie Allen e Jill Halfpenny, a série aposta em um suspense psicológico contido, mais interessado nas consequências do trauma do que no choque do crime.
Garota Sequestrada estreou no Paramount+ em 8 de janeiro.