Desenvolvido pelo estúdio iDreamSky, o Strinova, o primeiro título de tiro em estilo anime 5v5, está atualmente em fase beta, denominada “Superstring Test”, e gera grande expectativa entre os fãs.
Transições Inovadoras: A Mecânica 3D para 2D
Uma das mecânicas mais notáveis de Strinova é o sistema de transição entre os estilos 3D e 2D, conhecido como stringify. Essa inovação não se limita a um efeito visual; ela transforma a maneira como os jogadores interagem com o ambiente do jogo. Com a capacidade de alternar fluidamente entre os dois modos, os personagens conseguem realizar manobras estratégicas e esquivas, potencialmente decisivas em cada partida. A dinâmica de desviar de projéteis enquanto muda de perspectiva promete um nível de adrenalina sem precedentes.
Diversidade de Personagens e Armas
Os jogadores têm à disposição uma ampla gama de personagens, cada um equipado com uma arma primária e a possibilidade de selecionar armas secundárias, como granadas e espadas longas. Além disso, cada personagem conta com habilidades ativas, passivas e finais, proporcionando uma personalização significativa ao estilo de jogo. Essa variedade assegura que cada partida seja única e repleta de surpresas.
Estratégias em Movimento
O sistema de Time-to-Kill (TTK) foi cuidadosamente projetado para fomentar a estratégia durante as partidas. Os jogadores poderão controlar áreas do mapa e até resgatar aliados, oferecendo um leque de opções táticas. O foco não se limita apenas em eliminar inimigos; os jogadores devem considerar quando e como atacar ou se defender, adicionando complexidade e profundidade ao combate.
Modos de Jogo Diversificados
Além da jogabilidade principal, Strinova apresenta uma variedade de modos de jogo, incluindo desativação de bombas e escolta de carga, além de um modo battle royale, ideal para aqueles que buscam um desafio adicional. Os mapas multicamadas proporcionam um espaço criativo para explorar estratégias e combinações, incentivando os jogadores a pensarem fora da caixa.
Participe do Superstring Test
Os interessados em experimentar as novidades devem se inscrever no Superstring Test, que está disponível até às 15h do dia 21 de outubro, horário de Brasília. Esta é uma oportunidade única para entrar na ação e vivenciar tudo que Strinova tem a oferecer.
O Festival do Rio 2024 encerrou sua edição premiando duas obras que refletem sobre identidade, pertencimento e resistência em diferentes contextos. O documentário “Salão de Baile”, de Juru e Vitã, e o drama “O Deserto de Akin”, de Bernard Lessa, saíram consagrados em uma cerimônia realizada no icônico Cine Odeon.
“Salão de Baile” e a força do movimento ballroom carioca
Com o Troféu Redentor de Melhor Montagem e uma Menção Honrosa no Prêmio Félix, “Salão de Baile” conquistou destaque no festival com sua abordagem sensível sobre o movimento ballroom no Rio de Janeiro. Dirigido por Juru e Vitã, o filme é o primeiro documentário a explorar esse universo no Brasil, retratando os bailes como espaços de expressão, celebração e resistência para a comunidade negra e LGBTQIAPN+.
O documentário acompanha uma típica “ball” da cena carioca, onde competições de dança, moda, beleza e música são realizadas com uma energia única. Mais que uma vitrine artística, essas festas são espaços de construção de identidade e liberdade. “A ballroom é um lugar de resistência, criado por e para pessoas trans e pretas”, conta Juru, que também faz parte do movimento.
Para Vitã, o filme foi uma oportunidade de apresentar o ballroom sob uma perspectiva interna: “Nós queríamos mostrar o que é essa cultura a partir do nosso olhar, de dentro da cena”. A autenticidade é um dos trunfos do documentário, que envolve os próprios membros da comunidade na produção. Com isso, “Salão de Baile” ganha ainda mais força, transcendendo o formato tradicional de um documentário e tornando-se uma experiência imersiva.
“O Deserto de Akin” e a solidão do imigrante
Outro grande vencedor da noite foi o filme “O Deserto de Akin”, que rendeu a Reynier Morales o prêmio de Melhor Ator na competição Novos Rumos. Dirigido por Bernard Lessa, o longa explora o dilema vivido por Akin, um médico cubano do programa Mais Médicos, que se vê diante de uma difícil escolha: voltar para Cuba ou permanecer no Brasil e tentar se reinventar.
A jornada de Akin, interpretada com intensidade por Morales, toca em questões importantes de imigração, solidão e pertencimento. O filme questiona as relações de identidade quando se está em uma terra estrangeira, e o prêmio de Melhor Ator para Morales reflete a profundidade com que o ator conseguiu capturar essa experiência.
Festival do Rio e a diversidade de vozes
A edição de 2024 do Festival do Rio reuniu 51 filmes nas mostras principal e Novos Rumos, além de 35 concorrentes ao Prêmio Félix, que celebra obras com temáticas LGBTQIAPN+. A cerimônia foi apresentada por Fabíola Nascimento e Juan Paiva, destacando o cinema nacional contemporâneo e suas diversas narrativas.
Ao premiar “Salão de Baile” e “O Deserto de Akin”, o festival reafirmou seu compromisso com histórias que não apenas entretêm, mas também promovem reflexões sociais profundas. Seja na energia vibrante do ballroom carioca ou na solidão silenciosa de um imigrante cubano, os dois filmes mostram como o cinema brasileiro continua a ser uma plataforma potente de debate e expressão.
Na última noite de domingo (13), o Festival do Rio 2024 anunciou os grandes vencedores da 26ª edição do evento, e Ainda Não é Amanhã, dirigido por Milena Times, conquistou um dos prêmios mais esperados. A atriz Mayara Santos levou para casa o Troféu Redentor de Melhor Atriz, na seção Novos Rumos, que destaca novas vozes no cinema nacional. O reconhecimento aconteceu em uma cerimônia no tradicional Cine Odeon, com apresentações de Fabíola Nascimento e Juan Paiva, celebrando o talento emergente do cinema brasileiro.
Uma trama íntima sobre maternidade e desafios
O filme de Milena Times, que já havia chamado a atenção com os curtas Represa (2016) e Au Revoir (2013), é um drama que toca em temas delicados e atuais. A história acompanha Janaína (Mayara Santos), uma jovem de 18 anos que vive com a mãe (Clau Barros) e a avó (Cláudia Conceição) em um apartamento na periferia do Recife. Bolsista em uma faculdade de Direito, Janaína se prepara para ser a primeira pessoa da família a concluir um curso universitário, mas a descoberta de uma gravidez inesperada vira sua vida de cabeça para baixo.
Esse dilema traz à tona questões profundas sobre as escolhas de Janaína e as expectativas que recaem sobre ela. Ao mesmo tempo, o filme também explora o relacionamento entre as três gerações de mulheres da mesma família, que compartilham o pequeno espaço, mas também sonhos, frustrações e embates diários. A maternidade, no contexto do filme, aparece não como um destino obrigatório, mas como uma escolha, uma possibilidade que pode ser questionada e confrontada.
Mulheres e escolhas: o tom político da narrativa
Ainda Não é Amanhã não foge das questões sociais que permeiam a vida das mulheres no Brasil. Milena Times escolheu falar sobre a maternidade de forma crítica, ressaltando que, em muitos lugares do mundo, as mulheres optam pela interrupção voluntária da gravidez, independentemente de ser legalmente permitido. No Brasil, onde o aborto ainda é fortemente criminalizado, o filme toca em um ponto sensível: as consequências dessa proibição para mulheres de classes populares, que frequentemente enfrentam situações inseguras e desamparadas.
“A criminalização do aborto e o silêncio em torno dele só pioram a situação”, comenta Milena. Para a diretora, a abordagem do filme se alinha com o momento social e político do Brasil, onde direitos que já estavam assegurados começam a ser ameaçados. “Parece que, ao invés de avançar, estamos retrocedendo”, reflete.
A força do elenco e a construção da intimidade
Ainda não é amanhã – Divulgação
Mayara Santos, premiada como Melhor Atriz no Festival do Rio, dá vida a uma Janaína sensível, forte e cheia de nuances. Sua performance não só conquistou os jurados, mas também marca um ponto alto da produção. Ao lado de Clau Barros e Cláudia Conceição, que interpretam mãe e avó da protagonista, o trio principal constrói uma relação autêntica, cheia de sutilezas e camadas.
Milena destaca que a conexão entre as atrizes surgiu de forma natural, mas foi intensificada durante um longo processo de preparação de elenco. A direção de Amanda Gabriel nessa etapa foi essencial para a criação da intimidade que permeia o filme.
Além disso, o filme é tecnicamente apurado. A fotografia de Linga Acácio captura a proximidade física e emocional das personagens, criando uma atmosfera que mergulha o espectador na vida de Janaína. O desenho de som, liderado por Martha Suzana e Nicolau Domingues, também trabalha a partir da sensorialidade, buscando expressar o turbilhão emocional vivido pela protagonista.
Uma trajetória premiada
Screenshot
Ainda Não é Amanhã não chegou ao Festival do Rio por acaso. O filme foi finalista do Prêmio Cabíria de Roteiros e passou por importantes laboratórios de desenvolvimento, como o BrLab e o Cabíria Lab. Antes de ser premiado no Rio, o projeto foi apresentado como work in progress em eventos como o Conexão Brasil Cinemundi, na Mostra de Tiradentes 2024, e o Copia Final, do Ventana Sur 2023.
Com patrocínios e apoios de diversas instituições culturais, como a Ancine, o Funcultura de Pernambuco e a Secretaria de Cultura do Recife, o longa é um exemplo da força do cinema regional e das novas produções independentes brasileiras.
Com uma narrativa delicada e politicamente afiada, Ainda Não é Amanhã fala sobre maternidade, escolhas e as pressões que as mulheres enfrentam em um país desigual. O filme vai além de retratar uma história individual, explorando questões sociais de grande relevância. A vitória de Mayara Santos no Festival do Rio é um reflexo da força desse projeto, que certamente seguirá conquistando plateias e prêmios no Brasil e no mundo.
Em 77 minutos, Milena Times nos oferece um olhar íntimo e profundo sobre a vida de uma jovem mulher que está à beira de escolhas difíceis. Mais do que um filme sobre conflitos familiares, Ainda Não é Amanhã é um convite à reflexão sobre o futuro e sobre as possibilidades de mudança em uma sociedade conservadora.
O filme Kasa Branca, de Luciano Vidigal, foi um dos grandes destaques da 26ª edição do Festival do Rio 2024, conquistando quatro prêmios no evento, incluindo o de Melhor Direção de Ficção. Para o cineasta, esse reconhecimento representa um marco em sua carreira, já que se trata de seu primeiro longa-metragem solo. A vitória de Kasa Branca também reforça a força do cinema independente e periférico no Brasil, trazendo uma visão sensível e inovadora sobre as favelas cariocas.
Premiado no Festival do Rio 2024
A cerimônia de premiação do Troféu Redentor, realizada no tradicional Cine Odeon – Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro, reuniu grandes nomes do cinema brasileiro e internacional, e Kasa Branca se destacou em várias categorias. Além do prêmio de Melhor Direção para Vidigal, o filme levou Melhor Trilha Sonora (Fernando Aranha e Guga Bruno), Melhor Fotografia (Arthur Sherman) e Melhor Ator Coadjuvante (Diego Francisco).
Vidigal comentou a emoção de ter seu trabalho reconhecido: “Esse filme é a realização de um sonho. Sempre quis contar essa história, que é comovente, mas também representa a periferia, o protagonismo negro, tanto na frente quanto atrás das câmeras.”
Uma História de Afeto e Resistência
Inspirado em fatos, Kasa Branca acompanha a trajetória de Dé (Big Jaum), um jovem da favela de Chatuba, no Rio de Janeiro, que descobre que sua avó Almerinda (Teca Pereira) está em estágio terminal de Alzheimer. O filme retrata a convivência dos dois durante os últimos momentos de vida da avó, ao lado dos amigos inseparáveis de Dé, Adrianim (Diego Francisco) e Martins (Ramon Francisco).
Vidigal fez questão de subverter a típica imagem da favela no cinema. Em vez da habitual câmera nervosa e agitada, Kasa Branca traz planos mais lentos, contemplativos, e explora as cores vibrantes da juventude favelada. “A favela também reflete, também sonha. E a gente queria que o filme transmitisse isso, de forma leve e cheia de vida”, diz o diretor.
Um Elenco que Reflete a Diversidade Carioca
O elenco de Kasa Branca mistura veteranos e novatos, mas todos com uma conexão especial com a história que estão contando. Big Jaum, um nome conhecido do humor e da internet, faz sua estreia no cinema como o protagonista Dé. Teca Pereira, atriz experiente com passagens em filmes como Marighella, interpreta Almerinda com uma doçura que captura o lado mais humano da trama.
O filme também traz a estreia do rapper L7nnon e do DJ Zullu nas telonas, além de nomes já consagrados como Babu Santana, Roberta Rodrigues, Otavio Muller e Guti Fraga. A pluralidade do elenco reflete a proposta de Vidigal de fazer um cinema diverso, que dialoga com a cultura e a vivência da periferia.
A Conquista do Cinema Independente
Luciano Vidigal destacou o papel do cinema negro e independente no cenário audiovisual brasileiro: “A gente faz cinema para somar, para trazer a diversidade cultural do Brasil para o primeiro plano. Esse filme é a prova de que histórias como essa têm espaço e ressoam com as pessoas.”
Produzido por uma equipe dedicada e diversa, Kasa Branca envolveu várias produtoras independentes como Sobretudo Produção, TvZero, Tacacá Filmes, Cavideo e Dualto, com a coprodução de Riofilme, Canal Brasil, Telecine e Globo Filmes. A distribuição nacional é feita pela Vitrine Filmes, e o longa já tem exibições confirmadas em festivais importantes, como a 48ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e o 17º Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul.
Próximos Passos
Com a vitória no Festival do Rio, Kasa Branca ganha força para trilhar um caminho promissor no circuito de festivais e, quem sabe, conquistar ainda mais prêmios. Mas, mais do que isso, o filme já conseguiu o mais importante: contar uma história cheia de afeto, humanidade e poesia, sem abrir mão de um olhar crítico e realista sobre a vida na periferia.
Kasa Branca é, antes de tudo, um filme sobre a vida. Sobre o tempo que passa, as relações que se transformam e o desejo de encontrar beleza mesmo nas situações mais difíceis. Vidigal, ao trazer essa história para as telas, oferece ao público uma obra que é ao mesmo tempo profundamente pessoal e universal, tocando em temas que ressoam com todos nós.
O curta-metragem O Céu Não Sabe Meu Nome, dirigido por Carol AÓ, acaba de receber uma Menção Honrosa no Festival do Rio, mais precisamente na mostra competitiva Première Brasil – Novos Rumos. A premiação aconteceu no último domingo (13), no lendário Cine Odeon, com uma cerimônia apresentada por Fabíola Nascimento e Juan Paiva.
O filme, que fez sua estreia mundial no festival, é um delicado mergulho nas memórias que ligam uma neta à sua avó, ressignificando suas vidas e lembranças a partir da morte da matriarca.
Memórias e Laços Entre Gerações
A história de O Céu Não Sabe Meu Nome é aparentemente simples: Preta, uma senhora, morre em um dia comum enquanto rega seu jardim. Sua neta, a caminho para tomar um café com ela, acaba sendo confrontada com essa perda e, a partir daí, o curta explora as lembranças e as memórias que ligam as duas.
A fusão entre passado e presente é conduzida de forma sensível, permitindo uma reflexão profunda sobre o legado que deixamos para os outros e a maneira como nossas histórias ressoam nas gerações futuras. A obra toca em temas universais como família, memória e o ciclo da vida, mas o faz de uma maneira que soa pessoal e íntima, como se cada detalhe carregasse um significado maior.
Novos Talentos e Narrativas Experimentais
Estar na Mostra Novos Rumos não é pouca coisa. Essa categoria do Festival do Rio é dedicada a novos talentos e a filmes que experimentam com novas formas de narrativa. O festival, conhecido por sua tradição em exibir obras premiadas em festivais internacionais como Cannes e Veneza, oferece com essa mostra uma janela para o futuro do cinema brasileiro. O Céu Não Sabe Meu Nome se encaixa perfeitamente nessa proposta, com uma narrativa que mistura poesia e reflexão, sem deixar de lado o caráter universal da história.
Carol AÓ: Uma Voz Autoral no Cinema Brasileiro
A diretora Carol AÓ, nascida em Salvador, já tem uma trajetória de mais de uma década no audiovisual. Além de dirigir, ela também trabalha como roteirista, produtora criativa e continuísta, com uma sólida carreira que inclui projetos para Netflix, Amazon e HBO, além de produções independentes.
No curta, Carol revela uma sensibilidade que é, ao mesmo tempo, íntima e poderosa, capaz de conectar o espectador com as memórias de suas próprias relações familiares. É um filme que nos faz refletir sobre como o passado molda o presente e o futuro, e o quanto das histórias que não são ditas continuam a nos guiar.
Estreias e Atuações Marcantes
Inês Mendes, que interpreta Preta, é um dos grandes destaques do filme. Em sua primeira vez atuando, ela entrega uma performance tocante, que parece trazer muito de sua própria história para a personagem. Ao lado dela está Jamile Cazumbá, que interpreta sua neta. A relação entre as duas na tela é uma das forças que faz o filme ressoar de maneira tão íntima e autêntica.
A Arruda Filmes e a Criação de Novas Narrativas
A produtora Arruda Filmes, que assina a produção do curta, é uma verdadeira incubadora de narrativas plurais e potentes. Fundada por Carol AÓ, Bartolomeu Luiz e Emanuela Moura, a Arruda tem como missão criar espaço para vozes emergentes e histórias que muitas vezes são deixadas à margem do cinema tradicional. A produtora já tem em vista novos projetos ambiciosos, como o filme “Rio das Mortes” e o documentário “Pajubá”, previsto para 2026.
Com uma equipe dedicada, que inclui nomes como Flávio Rebouças na fotografia e C-AFROBRASIL na trilha sonora, o curta entrega uma experiência completa e sensorial. Mais do que um filme, é um pedaço de memória, pronto para ser guardado no coração de quem assiste.
Produzido pela Arruda Filmes e com apoio de diversas parcerias como Quanta Post e Marc Films, o curta conta com um elenco talentoso que inclui, além de Inês Mendes e Jamile Cazumbá, nomes como Clara Paixão e Heraldo de Deus. Com Carol AÓ na direção e roteiro, e produção de Bartolomeu Luiz e Emanuela Moura, a obra é uma verdadeira colaboração de talentos do audiovisual brasileiro.
O filme é mais do que uma homenagem a uma matriarca: é uma celebração das histórias que carregamos e das memórias que, mesmo silenciosas, continuam a nos guiar.
Quando se pensa em jogos de plataforma do passado, podemos lembrar de títulos como Super Mario Bros., Donkey Kong Country, Rayman e Crash Bandicoot. Esses jogos, especialmente dos anos 80 e 90, definiram o gênero e, agora, Nikoderiko: The Magical World traz essa essência de volta.
Com lançamento nesta semana, tivemos a oportunidade de jogarNikoderiko: The Magical World e perceber que tudo o que funcionou e definiu os jogos de plataforma está de volta no novo título da VEA Games com distribuição da Knights Peak. Produzido para Nintendo Switch, PlayStation 5 e Xbox Series S|X, o jogo, extremamente colorido, tem um visual que lembra os jogos clássicos da Nintendo, sendo a grande surpresa de 2024.
Mas o jogo é só nostalgia?
A primeira impressão pode sugerir apenas nostalgia, mas Nikoderiko vai além do visual colorido, atualizando o gênero com uma narrativa moderna, troféus e uma série de itens nas fases que farão o jogador voltar diversas vezes.
Com sete mundos no jogo, Nikoderiko traz uma diversidade incrível nas fases, incluindo desafios em trilhos, fases subaquáticas, em sombras, entre outros cenários que tornam o jogo muito rico.
E a trilha sonora?
Criada pela lenda David Wise, conhecido por seu trabalho em Donkey Kong Country e Battletoads, a música de Nikoderiko é perfeitamente adequada ao jogo. Wise entrega uma trilha sonora que mistura nostalgia com inovação, acrescentando camadas extras de imersão às fases e deixando sua marca registrada.
A história do jogo
Niko e Luna, os protagonistas, estão em busca de relíquias e, após uma impressionante animação, encontram uma relíquia antiga em uma ilha mágica. No entanto, o vilão Grimbald, da Cobring Gem Company, rouba o tesouro deles. Agora, para recuperar a relíquia, Niko e Luna precisam salvar a ilha e suas tribos, explorando sete mundos com a ajuda de seus amigos animais para derrotar o exército de Grimbald.
Tanto Niko quanto Luna são mangustos, animais que vivem na Ásia, sul da Europa e África, e, apesar de não existirem no Brasil, ambos conquistam pela carisma, agradando tanto crianças quanto adultos.
Jogabilidade
A Knights Peak merece aplausos pela responsividade dos controles no jogo. Jogamos a versão de PlayStation 5, e o controle se encaixa perfeitamente, com uma variedade de movimentos simples, mas o suficiente para garantir uma jogabilidade de alta qualidade.
Além do Nintendo Switch e Xbox Series S|X, a versão de PlayStation 5 utiliza todos os efeitos especiais do controle, proporcionando maior imersão e uma profundidade extra ao longo das fases.
Lembra quando mencionamos Donkey Kong Country? O jogo também traz um modo cooperativo local, em que você pode controlar tanto Niko quanto Luna, num estilo de jogo que lembra os clássicos da Rare.
Além disso, o efeito de profundidade 3D das fases remete aos primeiros jogos de Crash Bandicoot, criando uma ótima combinação de ideias ao longo das fases.
O uso de mecânicas como a coleta de letras e a ajuda dos amigos animais nas fases traz uma sensação nostálgica, deixando o jogador à vontade.
Opinião
Este é definitivamente um jogo para toda a família, seja para quem cresceu com os jogos de plataforma nos anos 90 ou para aqueles que querem compartilhar essa experiência com seus filhos e sobrinhos.
O jogo está totalmente traduzido para o português, o que o torna ainda mais acessível para crianças e adolescentes, sendo uma excelente opção tanto em jogabilidade quanto em localização para o público brasileiro.
Com fases visualmente impressionantes, destaco especialmente uma fase subaquática em sombras, de uma beleza surreal. Mesmo sendo extremamente colorido, o cuidado da equipe em oferecer uma diversidade de fases é notável.
Outro ponto que remete aos jogos clássicos é a dificuldade, que não é tão fácil assim. Algumas fases apresentam um nível de aprendizado bastante alto, o que pode desanimar alguns jogadores, mas a satisfação de superar esses desafios é imensa. Claro, você vai morrer bastante, como em Mega Man, mas isso faz parte da experiência.
Quanto aos chefes, nem sempre é óbvio como derrotá-los, mas não há nada impossível. Você precisa identificar o ponto fraco e atacá-los, seja esperando o momento certo ou um item específico aparecer na tela.
Em resumo, Nikoderiko: The Magical World é um jogo que merece ser descoberto pelo grande público e é uma das grandes surpresas deste final de 2024. Revivendo o gênero de plataforma com um toque especial, o jogo traz muito conteúdo extra e carinho em cada detalhe.
Oferecendo jogabilidade solo ou cooperativa, com controles responsivos, fica claro que o jogo foi feito com muito cuidado. Ele combina o melhor do passado com uma roupagem nova, apresentando personagens carismáticos, uma jogabilidade divertida, um alto fator de replay, uma trilha sonora incrível e uma atmosfera que nos faz desejar uma continuação em breve.
Nota: 4.5 (de 5)
Nikoderiko: The Magical World
Data de lançamento inicial: 15 de outubro de 2024
Plataformas: Nintendo Switch, PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox One, Microsoft Windows, Xbox Series X e Series S
Quando se é do interior e se muda para a grande capital, o desafio de encarar uma nova cidade, muito maior que a sua, pode ser assustador. É nessa pegada que começa o primeiro volume de Skip and Loafer, escrito e ilustrado pela autora Misaki Takamatsu. A obra oferece uma entrada clássica no mundo do shoujo, combinando comédia, drama e um toque de realidade.
Com o animê dublado já lançado anteriormente na Crunchyroll, Skip and Loafer chega em sua versão mangá, trazendo toda a leveza que uma das melhores fases da vida pode oferecer. A editora JBC lançou o mangá na Bienal do Livro, sendo um dos destaques que definitivamente merece sua atenção.
A história
Desafio de estudar em Tóquio e o sonho da protagonista – Giuliano Peccilli
Acompanhamos Mitsumi Iwakura, uma jovem do interior do Japão que deixa sua cidade natal, na província de Ishikawa, uma região tranquila e rural, para estudar em uma escola em Tóquio. O contraste entre a vida no campo e a agitação da capital traz inseguranças e excitação para Mitsumi ao entrar nesse novo mundo.
No interior, ela cresceu em um ambiente com apenas oito colegas de classe e sempre sonhou em se aventurar em um lugar mais dinâmico e cheio de oportunidades. No entanto, ao chegar em Tóquio, ela se vê perdida, não só fisicamente — ao se perder no metrô — mas também emocionalmente, lidando com as pressões e as dinâmicas sociais desse novo e impessoal cenário urbano.
É nesse momento que surge Shima Sosuke, que a ajuda a encontrar o caminho para a escola e acaba criando um laço entre os dois. Tentando acalmá-la na véspera da cerimônia de abertura da nova escola, na qual Mitsumi faria um discurso, Shima se torna o primeiro amigo dela nessa nova etapa da vida.
Com seu jeito atrapalhado de garota do interior, Mitsumi se torna uma protagonista fácil de se identificar, principalmente para quem já passou por experiências semelhantes.
Ela no karaokê – Giuliano Peccilli
No cotidiano da nova escola, Mitsumi enfrenta o dilema de ter passado mal durante o discurso de boas-vindas, o que lhe rendeu o apelido de “garota que vomitou”. Logo após, ela vive novas situações, como sair com um grupo para um karaokê. Paralelamente, Shima está sempre por perto, não apenas como o galã da história, mas como alguém que demonstra gentileza e ajuda a mudar a forma como os outros enxergam Mitsumi.
Não conhecia o trabalho de Misaki Takamatsu, e embora Mitsumi tenha suas peculiaridades, o traço dos outros alunos, especialmente o de Shima, demonstra leveza e expressividade. Além disso, a autora tem um domínio notável da narrativa e do uso de páginas duplas, o que torna a leitura do mangá ainda mais interessante em comparação com o animê.
Edição brasileira
Marca página e a orelha da edição brasileira – Giuliano Peccilli
A editora JBC fez um trabalho interessante, e a tradução de Lucas Cabral é bastante precisa. Como a protagonista vem do interior, houve um cuidado especial para que isso se refletisse no texto, com a personagem falando “com sotaque” na escrita.
Os mangás recentes da editora têm sido impressos em papel de gramatura mais grossa, aproximando-se da qualidade do papel dos mangás japoneses e tornando a leitura muito mais agradável. A primeira edição segue o padrão de outros títulos recentes, com orelhas e um marcador de página, tornando a edição bem completa e bonita.
Opinião
Descompromissado e simples, Skip and Loafer aborda as dinâmicas sociais entre adolescentes. Aquele clima típico de novo aluno chegando em um ambiente hostil, que já vimos em tantas outras obras, aqui é tratado de forma bem construída, com um excelente elenco de apoio. A narrativa equilibra momentos de humor com reflexões mais profundas sobre identidade e diferenças.
Quando Mitsumi liga para os amigos de sua cidade natal, cria um vínculo com o leitor, trazendo sua visão da cidade grande. Além disso, o grande charme da história está na construção delicada e autêntica do relacionamento entre Mitsumi e Shima. Embora alguns questionem se Shima está tirando vantagem ou o que ele realmente vê nela, esse é um dos principais atrativos da trama.
Claro que Skip and Loafer não está isento de clichês, com elementos familiares a outros mangás do gênero slice of life. No entanto, a graça aqui está na combinação de personagens únicos em torno de Mitsumi e Shima, o que faz com que você queira continuar lendo.
Podemos concluir que a primeira edição de Skip and Loafer é um ótimo pontapé inicial para a história, trazendo vários fatores que fazem valer a pena acompanhar as aventuras de Mitsumi na cidade grande. Foi uma surpresa agradável e certamente vale a pena continuar acompanhando.
Nota: 4,5 / 5
Skip and Loafer #01
Volume: 01
Número de páginas: 200
Autoria: Misaki Takamatsu
Classificação etária: 12 anos
Formato: 12,8 × 18,2 cm
Preço: R$ 44,90
Agradecimentos a Editora JBC pelo programa de Parceria 2024
As aventuras de Cherry Magic continuam no volume 2, que segue explorando a relação fofa e um tanto atrapalhada entre Adachi e Kurosawa, logo após o quase-beijo do final do volume anterior.
Para marinheiros de primeira viagem, Cherry Magic apresenta Adachi, um tímido funcionário de escritório que ganha o poder de ler mentes ao completar 30 anos virgem. Uma habilidade curiosa, mas que rapidamente se torna um problema quando ele descobre que seu colega Kurosawa, o galã do trabalho, está secretamente apaixonado por ele!
Neste novo volume, Adachi ainda está lidando com seus sentimentos – confuso, mas aceitando a atração que sente por Kurosawa. A história ganha uma camada extra à medida que Adachi começa a usar sua habilidade de ler mentes para descobrir o que Kurosawa está pensando e se ele está se contendo por achar que está indo rápido demais. E, claro, isso só intensifica o clima entre os dois, especialmente com a iminente viagem da empresa.
Grande parte deste volume se passa durante essa viagem, seguindo alguns clichês de outras obras japonesas, como a cena em que alguns colegas bêbados começam a assediar uma funcionária, e Adachi e Kurosawa intervêm para salvá-la.
Para quem já assistiu à série tailandesa, um dos momentos mais divertidos da história é a chegada da irmã de Kurosawa, que Adachi inicialmente pensa ser a namorada dele. Isso culmina com Kurosawa sendo forçado a se mudar para a casa de Adachi para deixar sua irmã tranquila em seu próprio apartamento.
Vamos combinar que a história entra em uma série de clichês e pode até parecer um pouco forçada, mas continua sendo divertida. Kurosawa já provou que gosta muito de Adachi, e agora é apenas uma questão de ter paciência e seguir com a história até que os dois se acertem. Enquanto isso, temos uma comédia romântica leve, que é o grande charme da obra.
Para quem prefere algo mais direto ao ponto, talvez Cherry Magic não seja a escolha ideal. Mas, para quem gosta de uma comédia açucarada e sem pressa para terminar, a série acerta em cheio.
A versão brasileira
A edição vem com uma página colorida com roupas do personagem para colocar no protagonista e mantém as orelhas – Giuliano Peccilli
A Editora JBC mantém a qualidade do volume anterior, com a tradução de Cristina Mayumi Maki, e entrega um excelente trabalho gráfico. A nova edição preserva o letreiramento colorido nas páginas em preto e branco, o que resulta em um visual interessante e muito bonito.
Nesta edição, foi mantida uma localização mais clássica, com notas de rodapé sobre comidas, músicas e lugares do Japão. Para uma história tão realista, foi uma escolha acertada não tentar adaptar com equivalentes da cultura brasileira.
A edição brasileira segue com texto colorido nas primeiras páginas, sendo um charme da edição – Giuliano Peccilli
Opinião
Cherry Magic segue como uma comédia romântica tradicional no formato BL, sendo até aqui um grande acerto de Yuu Toyota.
Um dos pontos positivos é o maior aprofundamento dos personagens secundários, além de conhecermos melhor o elenco de apoio no trabalho de Adachi e Kurosawa.
A edição brasileira mantém o padrão da primeira, sendo talvez o maior defeito a periodicidade do título no Brasil.
Uma ótima surpresa dos últimos anos, Cherry Magic faz você pensar que, se já passou dos 30 anos e ainda não se envolveu romanticamente, talvez haja algo errado com você. Tudo bem que, no caso do mangá Cherry Magic! Thirty Years of Virginity Can Make You a Wizard?!, a história leva essa ideia ao extremo, brincando com o conceito de que permanecer virgem até os 30 anos pode conceder poderes mágicos.
Trazendo uma comédia romântica BL leve, divertida e cheia de coração, o primeiro volume do mangá de Yuu Toyota nos apresenta Adachi, um tímido funcionário de escritório que ganha o poder de ler mentes ao completar 30 anos virgem. Uma habilidade curiosa, mas que rapidamente se torna um problema quando ele descobre que seu colega Kurosawa, o galã do trabalho, está secretamente apaixonado por ele!
Lançado pela Editora JBC, o mangá tem uma história bem maluca, mas que funciona e cativa ao misturar personagens carismáticos e uma narração simples, além de uma boa dose de humor. Adachi é o típico personagem de animes e mangás, sendo inseguro na vida pessoal, na profissão e com uma autoestima lá embaixo. Em contrapartida, temos Kurosawa, que é o oposto extremo, ocupando o papel de típico “bonitão intocável” dentro da empresa. A mágica de Cherry Magic está exatamente em Kurosawa se apaixonar por Adachi, enquanto este, com seus poderes de ler mentes ao tocar nas pessoas, faz com que a relação dos dois se desenvolva aos poucos.
É importante salientar que, por mais que a obra seja um BL, ela aborda estigmas e questionamentos do personagem ao perceber que pode ter uma orientação sexual diferente. Num primeiro momento, Adachi não acredita que Kurosawa goste dele, justamente por ambos serem homens. No decorrer da história, o próprio Adachi vai se rendendo aos encantos de Kurosawa, o que faz a relação dos dois evoluir de maneira genuína e sem exageros.
Os questionamentos de Adachi são o que traz humor neste primeiro volume. Repleto de mal-entendidos e situações embaraçosas, especialmente com Adachi tentando evitar qualquer tipo de toque para não acabar lendo mentes novamente, o que poderia parecer uma história maluca vai se tornando normal e real, dando o tom de uma comédia leve, misturada com momentos de vulnerabilidade emocional do protagonista. Isso se intensifica quando Adachi começa a perceber o quanto ele mesmo se isolava antes de descobrir o interesse de Kurosawa.
Yuu Toyota acerta na simplicidade da obra, e essa simplicidade se reflete em um traço limpo e numa leitura fluida, o que torna muito prazeroso ler essa comédia açucarada.
A versão brasileira
O texto em rosa no mangá em preto e branco é a grande novidade da edição – Giuliano Peccilli
A Editora JBC trouxe uma edição bem interessante, com orelhas, páginas com letreiramento colorido e uma tradução bem eficiente. Para os fãs de mangá impresso, o papel tem uma gramatura alta, o que torna a leitura ainda mais agradável.
Além disso, no final da edição brasileira, o mangá traz extras com a autora Yuu Toyota explicando que o mangá surgiu no Twitter (atualmente X), além de dar créditos à sua equipe.
O primeiro volume também traz uma história prequela, aprofundando as relações dentro da empresa e explicando melhor os personagens.
Orelha da versão brasileiraPrimeira página colorida
Cherry Magic: muito além do mangá
Dorama de 2020
O sucesso de Cherry Magic vai muito além do mangá e já ganhou outras adaptações de sucesso desde seu surgimento. Ele foi adaptado em formato de dorama japonês em 2020 e lançado no Brasil pela Crunchyroll. Essa primeira adaptação capturou perfeitamente a química entre os protagonistas, atraindo ainda mais fãs para a história. A série foi um enorme sucesso no Japão e, recentemente, teve até uma continuação em filme nos cinemas, continuando a história de onde parou o relacionamento de Adachi e Kurosawa.
Mas não foi apenas no Japão que a história fez sucesso. Em 2023, saiu uma adaptação tailandesa, seguindo o estilo dos BLs tailandeses. A produção foi bastante fiel à obra original e agradou a uma grande base de fãs. Logo depois, o anime foi lançado em 2024 e transmitido simultaneamente no Brasil pela Crunchyroll, prometendo levar o romance mágico de Adachi e Kurosawa a ainda mais públicos. Infelizmente, a versão em anime de Cherry Magic pecou na qualidade da animação, mas ainda assim está disponível no Brasil.
Versão Tailandesa
Opinião
A Editora JBC acertou no formato e no lançamento do volume 1 de Cherry Magic!, sendo uma leitura obrigatória para fãs de comédia romântica e BL, ou para qualquer pessoa que adore uma história leve e emocionante, com uma pitada de magia. Se você é fã da versão tailandesa ou do dorama japonês, o mangá é um convite para conhecer como tudo começou e ver que a combinação de personagens adoráveis, humor cativante e momentos sinceros faz com que seja impossível não se apaixonar por essa história.
Cherry Magic é um fenômeno mundial e fazia falta o lançamento do mangá por aqui.
Nota: 5 de 5
Cherry Magic #1
Autoria: Yuu Toyota
Gêneros/Categorias: Comédia, LGBTQIAPN+ e Romance
Número volumes: Em publicação no Japão
Classificação etária: 14 anos
Edição Impressa
Distribuição: Livrarias e lojas especializadas
Formato: 12,8 × 18,2 cm
Detalhes especiais: capa com orelhas. Com marcador de brinde.
Metaphor: ReFantazio, novo RPG da ATLUS, surpreendeu ao vender mais de 1 milhão de unidades em seu primeiro dia de lançamento. Desenvolvido pelo time responsável por Persona™ 3, 4 e 5, o jogo está disponível para Xbox Series X|S, Windows, PlayStation 5, PlayStation 4 e Steam. Com uma recepção calorosa tanto do público quanto da crítica, o título já se posiciona como um dos grandes lançamentos de 2024.
Números Impressionantes e Críticas Positivas
Combinando pré-vendas físicas e digitais, Metaphor: ReFantazio superou as expectativas logo no primeiro dia, vendendo mais de um milhão de unidades globalmente. O jogo também recebeu elogios da crítica especializada, acumulando altas pontuações no Metacritic: 93 no PS5, 92 no Xbox Series X e 91 no PC. Aclamado pela sua profundidade narrativa e jogabilidade envolvente, o título vem chamando a atenção dos fãs de RPG ao redor do mundo.
Exploração, Aventura e Luta pelo Destino
Ambientado no Reino de Euchronia, Metaphor: ReFantazio apresenta um universo repleto de mistérios e desafios. Os jogadores são convocados a enfrentar seus medos e superar obstáculos para mudar o curso do destino, enquanto formam laços com aliados ao longo da jornada. O jogo conta com a direção de Katsura Hashino, design de personagens por Shigenori Soejima e trilha sonora por Shoji Meguro. A estética cuidadosamente trabalhada e a trilha sonora imersiva elevam a experiência, tornando-a única e envolvente.
Demo Prologal e Conexão com os Jogadores
Para aqueles que ainda não experimentaram o jogo completo, a Demo do Prólogo está disponível gratuitamente em todas as plataformas. Em suas primeiras duas semanas, a demo foi baixada mais de 1 milhão de vezes, recebendo feedback positivo dos fãs. Uma vantagem significativa é que o progresso feito na demo pode ser transferido para o jogo completo, permitindo que os jogadores mantenham os laços formados durante a introdução à história.
Presença Global em Eventos de Games
A ATLUS tem promovido o jogo em eventos internacionais importantes, reforçando a visibilidade de Metaphor: ReFantazio no cenário global de games. Na Brasil Game Show, maior feira de games da América Latina, o estande da ATLUS e SEGA apresenta o jogo ao público até o dia 13 de outubro de 2024. Já na PAX AUS 2024, em Melbourne, o título está disponível para experimentação no estande da SEGA até a mesma data. Em Nova Iorque, o jogo ganhou destaque com outdoors 3D na Times Square, além de uma campanha durante a New York Comic Con, de 18 a 25 de outubro de 2024.
Edições e Disponibilidade
Metaphor: ReFantazio está disponível em diversas edições, incluindo as versões Digital Deluxe e Digital Standard, além da Collector’s Edition e da Edição Física Standard. A escolha de edições oferece opções para todos os tipos de jogadores, desde aqueles que buscam a experiência padrão até os que desejam itens exclusivos de colecionador.
Com uma estreia impressionante e uma base de fãs crescente, Metaphor: ReFantazio se destaca como um dos maiores RPGs de fantasia de 2024, reafirmando o talento da ATLUS em criar mundos imersivos e narrativas envolventes.
Após sua aguardada estreia, Até que a Música Pare, o mais novo longa da cineasta gaúcha Cristiane Oliveira, segue em cartaz nos cinemas e caminha para seu segundo final de semana de exibição. Filmado nas paisagens belíssimas da Serra Gaúcha, o filme propõe uma reflexão sensível sobre o casamento, as relações familiares e a passagem do tempo. Com locações em cidades como Antônio Prado, Veranópolis, Nova Roma do Sul e Nova Bassano, a produção explora a riqueza cultural dessa região, onde o idioma Talian, de origem italiana, ainda é preservado.
Uma viagem pela Serra Gaúcha e pelo tempo
Na trama, conhecemos Alfredo e Chiara, um casal vivido por Cibele Tedesco e Hugo Lorensatti, ambos membros do grupo teatral Miseri Coloni, de Caxias do Sul. Depois que o último filho sai de casa, Chiara decide acompanhar Alfredo em suas viagens pelos botecos da Serra Gaúcha, enquanto ele trabalha como vendedor. É nesse cenário de paisagens bucólicas e pequenos encontros cotidianos que o filme desenvolve sua narrativa, sempre marcada por sutilezas e momentos de silêncio. A relação entre o casal, com mais de 50 anos de casamento, é testada por detalhes banais, mas carregados de significado, como uma tartaruga e baralhos de cartas que cruzam seu caminho.
Cultura ítalo-brasileira em destaque
Grande parte do longa é falado em Talian, uma língua que mistura português e os dialetos italianos trazidos pelos imigrantes do norte da Itália no século XIX. Poucos filmes brasileiros se aventuram a usar essa língua em suas histórias, e Até que a Música Pare faz isso de forma natural e autêntica, reforçando o laço da narrativa com a cultura ítalo-brasileira, ainda viva em várias comunidades da Serra Gaúcha e Santa Catarina. Estima-se que mais de meio milhão de brasileiros falem ou compreendam o Talian, principalmente no sul do país.
Elenco e equipe de peso
Além da dupla central, o filme traz um elenco que combina talentos locais e nomes reconhecidos no cenário nacional e internacional. Elisa Volpatto, conhecida pela série Bom Dia, Verônica, é um dos destaques, assim como o ator italiano Nicolas Vaporidis, que já trabalhou com Ridley Scott em Todo o Dinheiro do Mundo. A presença de Vaporidis e de outros profissionais italianos reforça a dimensão internacional da produção, que foi viabilizada por meio de uma coprodução entre Brasil e Itália.
O filme conta ainda com a direção de fotografia de Julia Zakia, a direção de arte de Adriana Nascimento Borba e a montagem de Tula Anagnostopoulos, premiada no Festival de Gramado por A Primeira Morte de Joana. Na equipe italiana, destacam-se Gianfranco Tortora e Massimo Filippini, responsáveis pela pós-produção de som, e a compositora Ginevra Nervi.
Uma reflexão sobre o tempo e as relações
Cristiane Oliveira constrói um filme que dialoga com questões profundas sobre o envelhecimento, a solidão e o luto. Ao longo da trama, Chiara e Alfredo precisam lidar não apenas com a ausência dos filhos, mas com a própria reconfiguração de suas vidas a dois. É um filme que evita grandes dramas e se concentra nas pequenas interações cotidianas que, ao longo dos anos, moldam uma relação. O ritmo calmo da narrativa e o silêncio das paisagens são quase personagens da trama, refletindo a introspecção e a delicadeza com que o filme aborda essas questões.
Em cartaz pelo Brasil
Após sua estreia, Até que a Música Pare segue em cartaz em várias cidades brasileiras, incluindo Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador, além de locais menores como Caxias do Sul, Nova Prata e Cotia. A produção está sendo bem recebida pelo público e pela crítica, que têm elogiado a sensibilidade da diretora em retratar as complexidades de um casamento duradouro e o retrato autêntico da cultura ítalo-brasileira.
Para quem busca um filme que une belas paisagens, uma narrativa intimista e um olhar profundo sobre o tempo, Até que a Música Pare é uma escolha imperdível.
Os fãs de esports já podem sentir a adrenalina no ar. O Honor of Kings Championship 2024 está prestes a começar! A partir deste sábado, 12 de outubro, Jacarta, a capital da Indonésia, se tornará o epicentro da ação com um torneio que promete não apenas eletrizar o público, mas também distribuir uma premiação total de cerca de R$ 5,5 milhões. Com as 16 melhores equipes do mundo na disputa, a expectativa é alta para saber quem levará para casa o título e um prêmio de US$ 300 mil.
O torneio se desenrola em um formato emocionante. Inicialmente, as equipes entram na Fase de Grupos, onde se enfrentarão no formato Melhor de 3 (Md3). As duas melhores de cada grupo avançarão para a Fase de Eliminação, que começa em 18 de outubro. Essa fase promete intensificar as rivalidades, com as partidas passando para o formato Melhor de 5 (Md5) e culminando na Grande Final, onde o campeão será decidido em um emocionante Melhor de 7 (Md7).
James Yang, Diretor Sênior do Level Infinite Global Esports Center, comentou sobre a importância do evento: “O Honor of Kings Championship 2024 em Jacarta celebrará as principais equipes de Honor of Kings do mundo e representará um marco significativo no cenário global dos esports.” Não dá para perder!
Grupos e Times em Destaque
As 16 equipes estão divididas em quatro grupos, cada um prometendo duelos eletrizantes. No Grupo A, temos representantes da Indonésia, Turquia e Filipinas. O Grupo B é composto por times da Malásia, Arábia Saudita e França. O Brasil será representado por duas equipes no Grupo C, Alpha7 Esports e Influence Rage, enquanto o Grupo D traz uma mescla de talentos de Malásia, Mianmar, Hong Kong e Singapura.
Grupos e Seus Confrontos
Grupo A
Dominator Esports (Indonésia)
Mahadewa (Indonésia)
FUT Esports (Turquia)
Blacklist International (Filipinas)
Grupo B
Nova Esports (Malásia)
Team Falcons (Arábia Saudita)
Kagendra Esports (Indonésia)
Team Vitality (França)
Grupo C
Alpha7 Esports (Brasil)
Influence Rage (Brasil)
BOOM Esports (Filipinas)
Team Secret (Malásia)
Grupo D
Black Shrew Esports (Malásia)
Impunity Esports (Mianmar)
Fearless Esports HK (Hong Kong, China)
Revenant Esports (Singapura)
A Trilha Sonora da Competição
Para dar ainda mais emoção ao torneio, o time de esports do Honor of Kings se uniu ao produtor musical Grabbitz e ao engenheiro de mixagem ganhador do Grammy Tom Norris para criar “The Contender”, a música tema do campeonato. Essa trilha sonora captura o espírito indomável do jogo e a busca pela excelência no competitivo mundo dos esports.
Celebrações Dentro do Jogo
Mas a diversão não para por aí! Enquanto os melhores times duelam, os jogadores poderão celebrar o evento dentro do jogo. Com uma TV especial, a comunidade pode assistir ao torneio em tempo real. Além disso, novos heróis e visuais estarão disponíveis ao completar objetivos. A introdução do observador virtual Yuhuan – Canção Cósmica também promete tornar a experiência mais imersiva, acompanhando os jogadores em cada vitória. E não podemos esquecer dos shows virtuais de personagens como a Princesa Gélida – Concerto Celestial e Mulan – Canção Estelar, que vão animar ainda mais a torcida!
Os jogadores também poderão adquirir o novo visual de Zhou Yu – Eclipse Blaze, inspirado na lendária Fênix. Com efeitos de chamas nos olhos e cabelos, esse visual representa todo o poder do personagem.
Tecnologia e Transmissão
Falando em poder, o smartphone oficial do torneio, o realme 13+ 5G, promete uma jogabilidade de alta performance com 120 FPS e tecnologia de resfriamento avançada. Isso garante que os times tenham uma experiência fluida e sem interrupções, ideal para um torneio desse calibre.
E, para quem não pode estar presente, o Honor of Kings Championship 2024 será transmitido ao vivo em várias plataformas, incluindo YouTube, Facebook, Twitch.tv, TikTok e dentro do próprio jogo. Para mais informações, os fãs podem seguir os canais oficiais nas redes sociais.
Com o jogo disponível para download na App Store, Google Play e Samsung Galaxy Store, a expectativa só aumenta. Prepare-se para uma batalha épica que promete marcar o ano no cenário competitivo!