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BGS 2024 | Começa nesta quarta-feira com BGS Conference

A Brasil Game Show (BGS) está prestes a abrir as portas para sua edição histórica de 15 anos, prometendo uma avalanche de novidades para os fãs de games. De 9 a 13 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo, o evento começa com a aguardada BGS Conference, um espaço exclusivo onde marcas renomadas apresentarão suas novidades mais quentes.

BGS Conference em Destaque

A BGS Conference terá início às 12h de quarta-feira (9), dia reservado para profissionais de imprensa e da área de negócios, além dos portadores dos passaportes VIP, Premium e Camarote. O público geral poderá acessar o evento a partir das 11h, com um pré-show começando às 11h30. Mais de 30 trailers de jogos indies serão exibidos, destacando o que há de mais inovador no cenário atual. A apresentação será conduzida por Marco Ribeiro e Ana Xisdê, que prometem trazer um formato dinâmico e cheio de surpresas.

Marcelo Tavares, fundador e CEO da BGS, afirma que “as expectativas para a BGS Conference são altas. Essa atração é uma oportunidade única para a comunidade conhecer de perto os grandes lançamentos do mercado e celebrar a criatividade dos estúdios indie.”

Marcas Confirmadas

Diversas marcas já confirmaram participação na BGS Conference, incluindo Arc System, Gravity, IGG, Path of Exile 2, Level Infinite, Moonite, TCL, HypeJoe, Meeple, Beast Burst, Devolver e Gartic. Essas empresas trarão produtos e jogos inéditos, deixando os fãs animados com o que está por vir.

Edição de Aniversário

Em 2024, a BGS não é apenas um evento; é uma celebração dos 15 anos de história do maior evento de games da América Latina. Com atrações como estandes de grandes marcas, ativações exclusivas, convidados internacionais, torneios de eSports e competições de cosplay, o evento promete ser um verdadeiro paraíso para os gamers. Os ingressos para um ou mais dias do evento já estão disponíveis no site oficial.

Fique de olho nas redes sociais e no site da BGS para não perder nenhuma novidade. Para relembrar os melhores momentos da edição de 2023, assista ao vídeo oficial do evento no YouTube.

Serviço – BGS 2024

Quando: 9 a 13 de outubro (1º dia exclusivo para imprensa e negócios, além dos portadores do Passaporte Premium e Passaporte Camarote)
Onde: Expo Center Norte
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme, São Paulo/SP
Horário: das 13h às 21h

Ingressos – 7º Lote (20% de desconto em relação ao lote final):

Individual – 10 ou 11 de outubro (meia-entrada): R$ 318 oingresso individual válido para 1 (um) dia escolhido (10 ou 11/10).

Premium Dia Único – 10 ou 11 de outubro (meia-entrada): R$ 636 oingresso individual válido para 1 (um) dia escolhido (10 ou 11/10). Dá acesso 1h antecipado e entrada exclusiva.

Individual – 12 ou 13 de outubro (meia-entrada): R$ 478 o ingresso individual válido para 1 (um) dia escolhido (12 ou 13/10). 

Premium Dia Único – 12 ou 13 de outubro (meia-entrada): R$ 239 o ingresso individual válido para 1 (um) dia escolhido (12 ou 13/10). Dá acesso 1h antecipado e entrada exclusiva.

Passaporte 10, 11, 12 e 13 de outubro (meia-entrada): R$ 597 – passaporte individual válido para os dias 10, 11, 12 e 13/10. Visite 4 dias pelo preço de 3.

Passaporte Premium (meia-entrada): R$ 1.049 – Passaporte Premium individual válido para todos os dias, incluindo dia exclusivo para imprensa. Ganhe uma camisa oficial da #BGS24 (retirada no evento). Dá acesso 1h antecipado e entrada exclusiva.

Passaporte Business (meia-entrada): R$ 1.119 – Passaporte Business individual válido para todos os dias, incluindo dia exclusivo para imprensa. Dá acesso 1h antecipado e entrada exclusiva. Dá acesso a área business e ao matchmaking Game Connection.

Camarote Dia Único – 10 ou 11 de outubro: R$ 639 Ingresso camarote válido para 1 (um) dia escolhido (10 ou 11/10). Dá acesso 1h antecipado e entrada exclusiva.     Dá acesso ao camarote da arena principal com snacks, energéticos e lounge exclusivo.

Camarote Dia Único – 12 ou 13 de outubro: R$ 799 Ingresso camarote válido para 1 (um) dia escolhido (12 ou 13/10). Dá acesso 1h antecipado e entrada exclusiva.     Dá acesso ao camarote da arena principal com snacks, energéticos e lounge exclusivo.

Passaporte Camarote: R$ 3.199 – Passaporte camarote individual válido para todos os dias, incluindo dia exclusivo para imprensa. Dá acesso 1h antecipado e entrada exclusiva. Dá acesso ao camarote da arena principal com snacks, energéticos e lounge exclusivo.

A Garota da Vez | Dirigido e estrelado por Anna Kendrick, filme estreia nesta quinta-feira (10)

Estreando nos cinemas nesta quinta-feira, 10 de outubro, A Garota da Vez (Woman of the Hour) promete fazer o público refletir sobre como as aparências podem enganar. Dirigido e estrelado por Anna Kendrick, o filme mergulha na bizarra e perturbadora história de Sheryl Bradshaw, uma jovem atriz que, nos anos 1970, participou do programa de namoro The Dating Game. O que deveria ser uma experiência romântica se transforma em um pesadelo ao encontrar o serial killer Rodney Alcala.

Uma Direção Marcante

Neste filme, Kendrick faz sua estreia na direção, oferecendo uma visão única sobre um caso real que choca e intriga. A Garota da Vez não apenas narra a experiência de Bradshaw, mas também serve como uma alegoria sobre a superficialidade das relações modernas. À medida que a história se desenrola, o espectador é guiado por um suspense crescente, revelando a tensão que permeia a vida da protagonista e as histórias de outras vítimas que caíram nas garras de Alcala.

Uma Trama Complexa

O enredo, escrito por Ian McDonald, entrelaça os momentos de Bradshaw com as histórias de mulheres que perderam suas vidas. Essa abordagem enriquece a narrativa, permitindo que o público sinta a gravidade da situação. A construção do suspense é habilidosa, fazendo com que cada cena ressoe com o medo e a vulnerabilidade da protagonista. Kendrick, ao interpretar Bradshaw, oferece uma performance intensa que captura a transformação de uma jovem cheia de esperanças em alguém ameaçada por um predador astuto.

Um Elenco Notável

Daniel Zovatto traz uma presença perturbadora ao papel do infame Alcala. O elenco conta ainda com Tony Hale, Pete Holmes, Kathryn Gallagher, Kelley Jakle e Autumn Best, cada um contribuindo para a construção de uma narrativa envolvente e impactante.

Recepção Crítica e Expectativas

Com uma impressionante aprovação de 90% no Rotten Tomatoes, A Garota da Vez já é aclamada pela crítica. Distribuído pela Diamond Films, a maior distribuidora independente da América Latina, o filme se junta a uma lista de lançamentos que incluem Longlegs – Vínculo Mortal, Entrevista com o Demônio e Imaculada, todos marcando o panorama cinematográfico de 2024.

Prepare-se para uma experiência que vai além do entretenimento e provoca uma reflexão profunda sobre a confiança e a fragilidade da vida. A Garota da Vez é uma obra que certamente deixará sua marca nas telas e na mente dos espectadores.

Kill the Crows | Com ação intensa no velho Oeste, jogo é lançado no Nintendo Switch

Kill the Crows, desenvolvido pela 5minlab em parceria com a Krafton, Inc., chegou ao Nintendo Switch em 7 de outubro, após conquistar sucesso no Steam. No game, os jogadores entram em uma versão distorcida do Velho Oeste, assumindo o controle de Isabella, uma atiradora movida por vingança. A estética lo-fi do jogo, combinada com tiroteios intensos, coloca Isabella em confronto com fanáticos religiosos e uma facção de corvos humanóides. A versão do Switch oferece ajustes e novas mecânicas que elevam a experiência de jogo a um novo nível.

Uma Jornada de Vingança no Oeste Sobrenatural

Em Kill the Crows, você não está apenas enfrentando inimigos comuns. O jogo transporta os jogadores para um universo onde o sobrenatural domina. Isabella, a protagonista, busca vingança em um cenário sombrio e repleto de tensão, onde cada inimigo parece mais desafiador que o anterior. A ação é rápida, intensa e o caos dos tiroteios se transforma em um verdadeiro “bullet hell”. A cada confronto, é necessário ser ágil, preciso e estratégico.

O Modo “Maldições” Eleva a Dificuldade

Um dos principais atrativos da versão de Nintendo Switch é o sistema de Maldições, que adiciona modificadores de dificuldade para os jogadores que querem uma experiência ainda mais desafiadora. Essas Maldições alteram aspectos fundamentais do jogo, como aumentar a complexidade dos inimigos ou dificultar a visibilidade com uma névoa densa nas bordas da tela. Para aqueles que buscam ir além, o modo oferece uma tensão constante e aumenta ainda mais a adrenalina.

Otimizado para o Nintendo Switch

A versão para Switch foi cuidadosamente ajustada para tirar proveito das funcionalidades do console. O uso da vibração tátil dos Joy-Cons torna a experiência de combate mais imersiva, fazendo com que cada disparo seja sentido nas mãos do jogador. Além disso, o sistema de mira foi reconfigurado para tornar o controle mais fluido no modo portátil. Essas alterações fazem com que o gameplay seja mais acessível, sem comprometer o desafio. O jogo também passou por um rebalanceamento de dificuldade, oferecendo uma curva de aprendizado melhor tanto para novatos quanto para jogadores experientes.

Um Lançamento Marcante

O lançamento para Nintendo Switch foi anunciado durante o Nintendo Direct de agosto e marca um importante passo para a 5minlab, que viu o jogo ser aclamado após sua estreia no Steam. Segundo o produtor Um Tae-yoon, esse sucesso foi possível graças ao apoio dos jogadores ao redor do mundo. Com o Switch, a equipe da 5minlab busca expandir ainda mais o alcance do jogo, oferecendo novas experiências e desafios para a comunidade.

Kill the Crows já está disponível na Nintendo eShop, com suporte para 10 idiomas, incluindo português, inglês, espanhol, japonês e coreano. Para quem ainda não embarcou nesse Velho Oeste sobrenatural, esta versão aprimorada do Switch é uma ótima oportunidade de viver uma aventura repleta de ação e reviravoltas.

A Contadora de Filmes | História de esperança no deserto do Atacama estreia em novembro nos cinemas

La Contadora de Películas, a mais nova produção da Diamond Films, promete emocionar o público quando chegar aos cinemas no dia 28 de novembro. Adaptado do best-seller homônimo de Hernán Rivera Letelier, o filme é uma ode à força do cinema e sua capacidade de unir as pessoas em momentos de dificuldade. Com um roteiro assinado por Walter Salles, junto a Rafa Russo e Isabel Coixet, a obra nos convida a refletir sobre a profunda conexão entre o cinema e a experiência humana.

A Vida Simples de María Margarita

A trama gira em torno de María Margarita, a mais nova de quatro irmãos que vive em uma pequena cidade mineira no deserto do Atacama, no Chile. Sua vida é simples e desprovida de grandes emoções, mas aos domingos, a rotina muda. É nesse dia que a família se reúne para visitar o cinema, um espaço que os transporta para mundos fantásticos, proporcionando uma fuga da dura realidade que enfrentam diariamente.

A vida de María e sua família toma um rumo inesperado quando o patriarca sofre um acidente de trabalho, comprometendo a renda familiar. Com a nova situação, apenas um dos filhos pode continuar frequentando o cinema, enquanto os outros ficam de fora. Para compensar a ausência dos irmãos, o sortudo da vez deve narrar as histórias que presenciou na tela grande. É nesse contexto que María descobre seu extraordinário talento para contar histórias de maneira cativante. Suas narrativas, repletas de humor e emoção, rapidamente conquistam a comunidade, alterando o destino de sua família e de sua própria vida.

Um Elenco Estelar e uma Direção Sensível

A Contadora de Filmes conta com um elenco talentoso, incluindo Antonio de La Torre, Sara Becker, Berénice Bejo e Daniel Brühl. As atuações prometem ressoar profundamente com a essência da narrativa, enquanto a direção de Walter Salles traz um toque poético que é marca registrada de seu trabalho. O filme não só explora a resiliência e a união em tempos difíceis, mas também celebra a magia que as histórias têm de conectar as pessoas.

Estreia

Com a data de estreia se aproximando, o público pode aguardar o lançamento previsto para o dia 28 de novembro. Uma jornada que valoriza a beleza das histórias e a força transformadora que elas exercem, mesmo em meio às adversidades.

Pôster

MythWalker | O RPG de Geolocalização que Chega para Conquistar a América Latina

O universo dos RPGs de geolocalização está prestes a ganhar uma nova dimensão com MythWalker, o novo título da NantGames. O jogo, que já está em fase de beta fechado para dispositivos iOS e Android, agora expande seu alcance para alguns países da América Latina. Enquanto o Brasil e o México aguardam ansiosamente pelo lançamento oficial ainda em 2024, jogadores de outras regiões já podem explorar o mundo de Mytherra.

Beta Regional: Novos Horizontes para MythWalker

Até então disponível apenas na Austrália, o beta de MythWalker chega agora a mais países da América Latina, permitindo que novos jogadores testem o RPG que mistura geolocalização com fantasia. O jogo coloca os aventureiros ao lado de The Child, uma misteriosa guia de outro mundo, que busca ajuda para salvar seu planeta, Mytherra.

Durante o beta, os jogadores podem escolher entre três classes jogáveis — Warriors, Spellslingers e Priests — e embarcar em missões para proteger o centro de Hyport, combatendo inimigos e participando de minijogos que ajudam a coletar recursos valiosos para a criação de itens.

Personalização e Novos Desafios

A expansão do beta regional não é apenas geográfica. O jogo também recebeu uma série de atualizações, trazendo mais profundidade e customização para os jogadores. Agora, é possível ganhar medalhas que registram suas conquistas, participar de um tutorial detalhado para aprender os fundamentos do jogo, além de aproveitar a localização em Português e Espanhol.

Os personagens também ganharam mais opções de customização, com novos penteados e habilidades, além da inclusão de raças inéditas como os Annu e os ferozes Wulven. Outro destaque são os encontros com os perigosos Hobgoblins, seres caóticos que trazem novos desafios, cada um com habilidades e ataques próprios. Derrotá-los garante recompensas raras, como armaduras e cajados, essenciais para a progressão no jogo.

Acessibilidade: Jogue de Onde Quiser

MythWalker se destaca por permitir que os jogadores explorem o mundo ao seu redor usando geolocalização, mas sem a obrigatoriedade de estar sempre em movimento. O recurso Tap-to-Move possibilita interagir com pontos de interesse e combater inimigos sem sair de casa, tornando a experiência acessível a todos, seja no trajeto diário ou no conforto do sofá.

Recompensas para os Jogadores do Beta

Os participantes do beta regional serão recompensados no lançamento oficial de MythWalker. Entre os itens oferecidos estão joias, poções, materiais de criação e até pedras de portal, que garantirão uma vantagem significativa no início da aventura. Essas recompensas serão distribuídas automaticamente aos jogadores que completarem determinadas etapas do beta.

Lançamento no Brasil: O Que Esperar

Com o lançamento de MythWalker previsto ainda para 2024 no Brasil, a expectativa é de que o jogo traga uma nova forma de vivenciar RPGs de geolocalização. Ao combinar exploração, combate e customização em um único título, a NantGames busca inovar o gênero e criar uma experiência que se adapta ao estilo de vida dos jogadores.

Para aqueles que não querem esperar pelo lançamento, o beta regional já está aceitando inscrições no site oficial do jogo.

MAXIMILIANO KOLBE E EU | Juliano Cazarré Dá Voz a Maximiliano Kolbe na Nova Animação que Chega aos Cinemas

No dia 17 de outubro, a animação Maximiliano Kolbe e Eu (Max and Me) faz sua estreia nos cinemas brasileiros, trazendo a emocionante história do sacerdote polonês Maximiliano Kolbe, que sacrificou sua vida em Auschwitz para salvar outro prisioneiro. A produção, dirigida por Donovan Cook, é um mergulho profundo na coragem e no altruísmo, e conta com a dublagem de Juliano Cazarré, ator consagrado por seu trabalho em Pantanal e O Auto da Compadecida 2.

A Escolha de Cazarré para Kolbe

Juliano Cazarré foi escolhido para dublar o protagonista, Maximiliano Kolbe, por sua afinidade com temas espirituais. Eduardo Borgerth, o diretor de dublagem, destaca que a conexão de Cazarré com a espiritualidade foi o ponto-chave para a escolha: “A voz dele traz a seriedade e a sensibilidade necessárias para contar a história de Kolbe”.

Além de Cazarré, o elenco de vozes brasileiras conta com Philippe Maia (a voz de Tom Cruise no Brasil) e Alfredo Martins. Na versão original, o filme é estrelado por David Henrie (Os Feiticeiros de Waverly Place), Ashley Greene (Crepúsculo) e Hector Elizondo (Uma Linda Mulher).

Uma História de Sacrifício e Esperança

A narrativa do filme é centrada em dois personagens: Gunter, um idoso que vive no isolamento, e D.J., um jovem rebelde. A amizade entre os dois é entrelaçada pela história de Maximiliano Kolbe, retratando temas como o valor do sacrifício, o poder da fé e o impacto que uma vida dedicada ao próximo pode ter.

Com roteiro de Bruce Morris, conhecido por seu trabalho em Pocahontas e Hércules, a animação se aprofunda em questões humanas e espirituais, trazendo uma experiência visual e emocional que dialoga com o público de todas as idades.

Estreia Exclusiva nos Cinemas

A produção chega aos cinemas com uma estética cuidadosa e uma narrativa que foge aos clichês, apostando em uma animação de alto nível que promete emocionar o público. O diretor Donovan Cook, com experiência em grandes animações como Mickey, Donald e Pateta: Os Três Mosqueteiros, entrega um filme que combina a tradição das animações épicas com uma história de impacto emocional.

Maximiliano Kolbe e Eu estreia exclusivamente nos cinemas no dia 17 de outubro, trazendo uma mensagem atemporal sobre fé, amizade e o poder transformador do amor ao próximo.

MAXIMILIANO KOLBE E EU

México | 2023 | 124 min. | Animação

Título Original: Max and Me
Direção: Donovan Cook
Roteiro: Bruce Morris
Dublagem Brasileira: Juliano Cazarré, Philippe Maia, Alfredo Martins
Voz Original: David Henrie, Ashley Greene, Hector Elizondo, Piotr Adamczky
Distribuidora: Kolbe Arte

Crítica | Força Bruta: Sem Saída

Enquanto o resto do mundo espera pelo próximo filme dos Vingadores, na Coreia do Sul, temos “Força Bruta: Sem Saída”, que continua a saga de Ma Seok-do nas telonas com a mesma intensidade que definiu os filmes anteriores da franquia “Força Bruta”. A saga, que começou com Cidade do Crime (2017), tornou-se um fenômeno de ação sul-coreano, conquistando fãs ao redor do mundo com sua mistura de brutalidade, humor e uma narrativa que te prende do início ao fim. Mesmo sem assistir aos filmes anteriores, o terceiro longa, que envolve o Japão, continua sendo uma ótima porta de entrada para novos espectadores.

As tramas são ambientadas em um mundo onde policiais enfrentam um submundo caótico de máfias e cartéis. O detetive Ma Seok-do (Ma Dong-seok) embarca em um novo caso da Unidade de Investigação Metropolitana, desta vez focado no tráfico de uma nova e devastadora droga chamada “Hiper”, o que o coloca em rota de colisão tanto com mafiosos japoneses quanto com policiais corruptos.

Ficou confuso? Vamos do começo.

A trama

O detetive Ma Seok-do e sua equipe são promovidos para a Unidade de Investigação Metropolitana, e o novo caso começa com a morte da jovem Go Sun-hee. A autópsia revela que Sun-hee estava consumindo uma droga chamada “Hiper”, desconhecida no país até então.

Em busca de respostas, Ma Seok-do visita algumas boates e interroga os donos dos locais, descobrindo que todos têm algo em comum: um membro da yakuza chamado Hiroshi, que está fornecendo a droga usando a costa de Incheon. Em uma cena cômica, que sinaliza o sucesso internacional do filme, é difícil não rir quando a investigação invade uma sala de karaokê em uma balada, onde o dono estava cantando “Gangnam Style” do PSY, ainda que essa cena sirva apenas para confirmar que ele está ligado à yakuza.

A sagacidade da obra está na forma como a história avança para o próximo arco de maneira impressionante. Os colegas de Ma Seok-do conseguem prender Hiroshi e apreender 20 quilos de Hiper, mas a história não termina aí. Uma emboscada resulta no roubo da droga, o que faz com que a Yakuza envie representantes para investigar o que está acontecendo. Além disso, há um policial corrupto, Joo Sung-chul, que não apenas roubou a droga, mas também matou Hiroshi durante a emboscada, deixando os policiais desacordados.

É nesse ponto que a trama se constrói, apresentando dois vilões simultaneamente. Joo Sung-chul (Lee Joon-hyuk) continua protegendo um clã criminoso chamado White Shark Clan, garantindo que toda a droga Hiper vá para essa organização, sem repassar os lucros à Yakuza japonesa. Ao descobrir que o clã está em posse da droga, a Yakuza envia o assassino Ricky (Munetaka Aoki) para recuperá-la.

Com dois inimigos lutando entre si, o detetive Ma Seok-do descobre outro fornecedor, chamado Tomo. No entanto, a investigação não avança, já que Ricky mata Tomo, dando início a uma guerra internacional de drogas entre ele e Joo Sung-chul.

Cabe ao detetive Ma Seok-do desvendar o caso antes que o conflito escale ainda mais, colocando em risco o combate ao crime organizado e a necessidade urgente de deter um policial corrupto a qualquer custo.

Opinião

Confesso que não conhecia os filmes anteriores de “Força Bruta: Sem Saída”. De início, achei que o filme tinha um estilo muito próximo da série Um Policial da Pesada, estrelada por Sammo Hung, que também combinava humor e ação em investigações. Porém, percebi que, apesar das semelhanças, a saga “Força Bruta” foi baseada em casos reais, trazendo um tom autêntico, mas mantendo sua identidade única nos cinemas.

Sobre o tom da produção, o filme começa com a morte de um policial, mas não hesita em mudar o clima, alternando entre a brutalidade da investigação do detetive Ma Seok-do e momentos cômicos. É hilário vê-lo socando criminosos para resolver problemas cotidianos, enquanto sua equipe encobre as ações, como na cena em que eles limpam as câmeras de vigilância do escritório. É nesse equilíbrio entre o sério e o descontraído que Ma Seok-do desmantela o esquema criminoso entre os dois países.

Com uma trama intensa e cheia de reviravoltas, o filme não perde tempo em estabelecer o ritmo frenético que os fãs tanto esperam. A ação é desenfreada, e as coreografias de luta são impressionantes. Ma Dong-seok domina a tela com sua presença imponente, entregando um personagem brutal, mas com um senso de justiça que o torna carismático.

Sendo um sucesso, “Força Bruta: Sem Saída” ainda inclui uma cena pós-créditos, ambientada três anos no futuro, sugerindo o enredo do próximo filme, ao melhor estilo Marvel.

Além do filme

O que torna “Força Bruta: Sem Saída” interessante é a evolução da franquia desde Cidade do Crime. No primeiro filme, o foco era uma guerra de gangues no bairro de Chinatown, em Seul, baseada em eventos reais. Já a sequência, Força Bruta (2022), levou Ma Seok-do ao Vietnã para investigar uma série de assassinatos brutais, confrontando um serial killer. Agora, na terceira parte, a história se expande ainda mais, com a presença da Yakuza e um esquema de tráfico de drogas em larga escala.

Esse crescimento é refletido tanto no personagem Ma Seok-do quanto nos coadjuvantes que movem a franquia. Com cada novo caso, o personagem mostra que os limites podem ser superados, e a trama sempre vai além das fronteiras da Coreia do Sul.

Se você é fã de ação desenfreada e tramas policiais bem construídas, este filme vale o ingresso e vai te deixar curioso para conhecer mais sobre a saga de Ma Seok-do.

Atualmente, já foi lançado o quarto filme da franquia na Coreia do Sul, Força Bruta: Condenação (tradução livre de The Roundup: Punishment). E, ao sair do cinema, “Força Bruta: Sem Saída” certamente te deixará ansioso para retornar em breve e assistir à nova aventura do detetive Ma Seok-do.

Nota: 5 (de 5)

Força Bruta: Sem Saída

Coreia do Sul 2023

Gênero: Ação criminal

Direção: Lee Sang-yong

Produção: Ma Dong-seok

Roteiro: Kim Min-seong e Cha Woo-jin

Elenco: Ma Dong-seok, Lee Joon-hyuk, Munetaka Aoki

Música: Mok Young-jin

Produção: Bigpunch Pictures, Hong Film, B.A. Entertainment

Distribuição: Sato Company

Lançamento: 10 de outubro

Agradecemos a Sato Company pelo convite a cabine de imprensa

Crítica | Inverno em Paris

Cada um de nós tem uma maneira particular de superar o luto, e o filme Inverno em Paris traz uma jornada emocional crua e íntima, com direção de Christophe Honoré. Embora o filme aborde o luto na juventude e possa ser visto como um filme queer pelo fato de seu protagonista ser um jovem gay, não o enxergo assim. Para mim, ele está mais focado no luto familiar do que em destacar sua temática queer.

Com um drama estrelado por Juliette Binoche, no papel da mãe Isabelle, e Paul Kircher como o jovem Lucas, o filme transita entre o luto e a descoberta.

Mas do que se trata Inverno em Paris?

A trama acompanha Lucas, um jovem de 17 anos cuja vida vira de cabeça para baixo após a morte repentina de seu pai. Depois de um breve susto ao ser levado ao colégio interno pelo próprio pai, ele é informado, na madrugada, que o pai faleceu em um acidente com um caminhão.

Retirado do colégio e levado para casa, Lucas precisa enfrentar o luto e o caos que se instala em sua residência, repleta de familiares e amigos, além de lidar com a dinâmica familiar que foi alterada para sempre.

Essa história ganha contornos mais complexos com a chegada do irmão mais velho, Quentin, interpretado por Vincent Lacoste. Aquele que deveria ser o pilar da família deseja apenas retornar a Paris, jogando sobre Lucas a responsabilidade, o que gera conflito e resistência no jovem.

O filme explora como a perda pode transformar a dinâmica familiar e alterar a visão de mundo. O que poderia ser uma história de filhos confortando a mãe, torna-se uma jornada de autodescoberta para Lucas, que decide seguir Quentin e passar um tempo em Paris.

Aqui vale destacar que Lucas tinha um namorado no colégio interno, Oscar (interpretado por Adrien Casse). Era um relacionamento que fazia sentido naquele ambiente, mas Lucas decide encerrá-lo. Mesmo com a presença de Oscar no velório do pai, a conversa entre eles se resume ao desejo de Lucas que Oscar seja feliz com outra pessoa.

Voltando à trama principal, vemos Lucas explorando seus anseios em Paris enquanto tenta lidar com o luto. Ele terá diversos conflitos com Quentin, demonstrando com sinceridade como um jovem de 17 anos lida com a dor da perda em um novo cenário.

Enquanto a mãe, Isabelle, acredita que Lucas está seguro em Paris, ele se apaixona pelo melhor amigo do irmão, Lilio Rossio (interpretado por Erwan Kepoa), e descobre que Lilio é garoto de programa. Isso desencadeia uma série de decisões impulsivas, uma fuga da realidade e escolhas duvidosas por parte de Lucas que chega a se oferecer para um dos clientes do Lilio.

Esse novo momento do Lucas traçando a sua própria jornada em Paris, em que luta por atenção do Lilio, mostra um protagonista que tenta superar o luto e seguir em frente. Ao mesmo tempo, apresenta todo um leque cultural, quando Lilio leva Lucas pra conhecer o restaurante de sua mãe, tendo a oportunidade de conhecer mais sobre a família dele.

Inverno em Paris traz uma jornada de superação do luto, talvez com uma roupagem diferente, ao apresentar um protagonista gay perdido em suas escolhas na capital francesa. No entanto, o filme é, acima de tudo, sobre o luto e como uma família se reconecta após a perda.

Opinião

Quando falamos de cinema francês, Juliette Binoche é um nome que atrai o público. Mesmo com seu papel de mãe sendo secundário, com o grande destaque ficando para Paul Kircher, ela entrega uma mãe afetuosa e realista.

Porém, o centro das atenções é Paul Kircher como Lucas. Ele consegue interpretar um jovem carinhoso e inocente, sendo o elo de ligação entre todos os outros personagens, mostrando a dura trajetória da adolescência marcada pelo luto.

Confesso que Inverno em Paris pode ser gatilho para muitos, com um roteiro tão próximo da realidade que nos faz refletir sobre o papel do protagonista. É desesperador e sufocante acompanhar um jovem que parece ter que abdicar de seu futuro para ajudar sua família a se manter unida.

Em meio a altos e baixos, acompanhamos a jornada de amadurecimento de Lucas, que, como qualquer jovem, está sujeito a cometer erros justamente por sua inexperiência. E talvez esse seja o maior desconforto do filme com as trajetórias dos personagens. Lucas chega a um ponto de ruptura, e seu colapso emocional o leva a ser internado em uma clínica psiquiátrica e é neste momento que Juliette Binoche brilha, ao visitar o filho e acreditar em um amanhã melhor.

Podemos dizer que Inverno em Paris é um retrato íntimo da visão de um jovem em luto. Ao mergulhar nos defeitos e qualidades dos personagens, o filme explora as complexidades do amadurecimento e da aceitação do inevitável. Por ser uma jornada tão profunda e dolorosa, o filme merece sua atenção entre as estreias, provavelmente, te fará refletir por muito tempo.

Nota: 4,5 / 5

Inverno em Paris

título original: Le Lycéen

Produtora(s): Philippe Martin e David Thion
Diretor: Christophe Honoré
País: França

Lançamento: 24-10-2024

Elenco: Paul Kircher, Vincent Lacoste, Juliette Binoche e
Erwan Kepoa Falé

Agradecimentos a Pandora Filmes pelo convite de assistir o filme antes do lançamento comercial

Review | Lute pelo direito ao trono em Metaphor: ReFantazio

Não é só de Persona que a Atlus vive. Seu novo jogo, Metaphor: ReFantazio é o pontapé para uma franquia inédita, trazendo aos fãs de RPG uma aventura repleta de drama, ação, e uma boa dose de estilo. O produto final traz semelhanças à fórmula de sucesso de Shin Megami Tensei, ao mesmo tempo que apresenta ideias novas, resultando em um jogo que com certeza vai agradar àqueles que estão na espera pelo próximo grande lançamento da companhia.

Em um mundo de fantasia onde um grande reino rege a tudo e a todos, a crise se instaura quando seu rei é assassinado e o sucessor acaba sendo eliminado por uma força misteriosa. O principal suspeito é Louis, um ambicioso general, que em meio ao caos, entra de cabeça em uma competição para descobrir quem será de fato o sucessor à coroa. 

É aí que entra o protagonista, membro das forças de resistência à influência do vilão e suas madeixas, em busca de não só derrotá-lo, mas trazer ao poder quem de fato o merece. Com uma equipe composta de membros das diferentes raças bestiais do reino, aos poucos ele vai ganhando o apoio na disputa, à medida em que vai viajando e ajudando os povos dessa maravilhosa terra, enquanto descobre sua verdadeira origem.

O senso de camaradagem entre os personagens da sua turma é um dos grandes destaques do jogo, todos com personalidades distintas e repletos de facetas, há camadas sendo reveladas no início ao fim da jornada. Isso confere a Metaphor um valor narrativo tremendo, com seus amigos e sua relação com o mundo ao redor, especialmente.  

Com cara de um e focinho de outro 

Metaphor: ReFantazio segue um caminho semelhante ao dos jogos Persona, principalmente quando se fala da jogabilidade: você irá usar diferentes magias elementais e ataques físicos para se aproveitar das fraquezas dos inimigos e, com isso, ter uma vantagem a mais nas batalhas. No entanto, há novidades muito bem-vindas. 

A principal é a capacidade de atacar enquanto você estiver explorando as masmorras, podendo até derrotar monstros sem nem precisar lutar de fato. Isso porque, dependendo do seu nível e o quanto estiver acima ao do seu alvo, é possível acabar com ele fora das brigas em turno. Por outro lado, mesmo que a luta seja de igual para igual, você pode quebrar a armadura dele e entrar na batalha com o pobrezinho fora de comissão por um turno inteiro!

Falemos um pouco de como se pode customizar os personagens de seu grupo. Diferentemente dos títulos anteriores da Atlus, em Metaphor você adquire os chamados Arquétipos durante a aventura, ao gastar pontos de magia nas árvores de desenvolvimento de cada um. Há diversas funções dentro delas e cada uma é dividida em classes, trazendo uma infinidade de poderes diferentes. Claro, de forma geral elas não fogem muito do esperado, com curadores, guerreiros, magos, ladinos e tal, mas há sim algumas que trazem mais variedade, especialmente as mais avançadas.

É muito gostoso trocar de Arquétipos no decorrer do jogo e a quantidade deles significa que há muitas permutações de grupos a serem montadas, gerando sínteses de poderes entre seus membros. Servem, em especial, para combater os obstáculos propostos pelos desafios à sua frente. Metaphor lhe permite manter muitos pratos no ar enquanto explora seu vasto mundo à bordo do seu andador couraçado, de um modo que não necessariamente te força a seguir nenhum caminho específico com nenhum de seus personagens. Mesmo já vindo com uma dica de caminho pré-definida, você pode mudar seus personagens como preferir!

Nutrir amizades faz parte do caminho ao trono 

E como você descobre novos Arquétipos? É aí que os vínculos sociais entram em cena. Calma, você não precisa exatamente manter uma agenda abarrotada de anotações como faz em Persona. Aqui, a formação de laços com amigos e aliados é mais simples e direta, com benefícios claros, muitos dos quais são novos Arquétipos e vantagens em batalha, sem falar em facilidades na hora de subir de nível para personagens que estiverem no banco de reservas.

Com somente 8 níveis cada, os vínculos, além de revelarem mais detalhes sobre as histórias das suas muitas relações ao redor do mundo de jogo, fazem da aventura uma boa mistura entre a ação das suas masmorras e lutas contra chefes, com o bom e velho desenvolvimento de personagem, o que Metaphor: ReFantazio faz muito bem. E, em meio disso, ainda há as Virtudes, melhoradas por meio de outras atividades, que se fazem necessárias para desbravar os obstáculos sociais de um candidato ao trono.

Muito pode ser dito da trama geral do jogo. Com uma pegada mais séria e menos “anime” que o usual visto nos Persona, a história da vez conta com muitos aspectos do nosso próprio mundo em que vivemos, como o racismo, a luta entre classes, a corrupção daqueles no poder e o fanatismo das religiões. Há sim partes em que se instaura uma leve novela mexicana com suas reviravoltas e revelações vindas do nada, mas nada que tire da qualidade como um todo do que foi bolado pelo Studio P com este novo lançamento.

O reino conta com você para salvá-lo

Há um ponto do jogo que precisa ser comentado: as masmorras. Embora haja exemplos bacanas com ideias novas e inovadoras, no geral Metaphor carece de muita emoção e criatividade no projeto das fases exploradas, tanto como parte da trama principal como das missões secundárias. Várias acabam se repetindo, tanto em termos de estrutura como também dos visuais, chegando a cansar um pouco. Outras trazem um ritmo travado, fazendo você ir e vir repetidas vezes até poder enfim enfrentar o chefão e cair fora, o que acontece mais do que a gente gostaria.

Em termos de apresentação, Metaphor: ReFantazio é outro exemplo do talento dos designers do estúdio, com menus extremamente belos, personagens e um mundo críveis, vividos, repletos de histórias a contar e a serem descobertas. Com um trabalho de cor exemplar, cada lugar que você passa traz um ar singular, fazendo da jornada algo especial não só pelo ato de jogar, mas no caráter da contemplação. É algo que se repete na trilha sonora, um amálgama de canções orquestradas, onde percussão, tambores e, pasmem, até ópera, se mesclam, resultando em algo bem único e exaltante. 

No PlayStation 5, o jogo roda extremamente bem. Por curiosidade, chegamos a testar também a versão do console anterior da série, onde tudo funcionou tão bem quanto, mas um tanto mais borrado aqui e acolá. A funcionalidade online que estreou em Persona 4 Golden volta a dar as caras aqui, ajudando na hora de se ter uma ideia do nível no qual outros jogadores estavam quando terminaram o seu desafio atual. É bem útil durante as missões secundárias, já que você não vai querer perder tempo batendo com a cara na parede, não é mesmo?

Chegamos aos “finalmentes”

Metaphor: ReFantazio

Outra boa novidade: da mesma maneira que Persona 3 Reload do começo deste ano, Metaphor: ReFantazio chega ao território nacional com legendas em português brasileiro! Vasto e bem adaptado, o roteiro não perdeu nada na transição ao nosso idioma, repleto de gírias e uma naturalidade ainda melhor que o jogo que vimos em janeiro. Infelizmente, ainda falta uma dublagem, mas está sendo um passo a cada vez, mostrando o comprometimento da Sega Atlus em agradar ao público do Brasil.

A nova aposta da produtora acerta em cheio ao trazer um jogo com aspectos ao mesmo tempo familiares e com mudanças significativas que irão se mostrar atraentes não só para quem já está acostumado com seus títulos, mas também, com sorte, um público novo, elevando ainda mais o trabalho não só da própria desenvolvedora, mas também da própria Atlus. O selo, que na última década tem visto um aumento merecido de sucesso ao cair no gosto daqueles fora do nicho. Metaphor: ReFantazio é um grande passo adiante, resta saber o que virá a seguir e se o que foi apresentado aqui continuará, porque o que temos aqui é muito, mas muito bom.    

NOTA: 4,5 de 5

Ficha técnica:

Nome: Metaphor: ReFantazio 

Desenvolvedora: Atlus / P Studio

Publicadora: Sega Atlus

Gênero: RPG

Plataforma: PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC

Lançamento: 11 de outubro de 2024  

BGS 2024 | Showmatch de Lords Mobile leva batalhas épicas na maior feira de games do Brasil

A Brasil Game Show 2024 está chegando com tudo, e uma das atrações mais esperadas é o primeiro Showmatch de Lords Mobile realizado no Brasil. No dia 10 de outubro, os jogadores e visitantes da BGS poderão assistir a um campeonato épico de estratégia que promete agitar o Expo Center Norte, em São Paulo.

Com prêmios que somam mais de R$ 25 mil, essa disputa não será apenas emocionante, mas também bastante recompensadora para os melhores jogadores do país.

A Competição

Após uma fase seletiva realizada em setembro, oito jogadores garantiram suas vagas no Showmatch. Eles foram divididos em quatro times de duas pessoas, representados por cores: Azul, Vermelho, Branco e Verde. Cada equipe terá 15 minutos para definir suas estratégias e montar seus esquadrões, com todos os jogadores utilizando contas idênticas em termos de parâmetros e progresso no jogo, garantindo um confronto equilibrado.

A primeira rodada será no formato 2v2v2v2, com todas as equipes batalhando pelo controle do Wonder Real, um objetivo central que fica no meio do mapa. O time que mantiver o controle do Wonder por mais tempo acumulará mais pontos, com um bônus de 60 segundos para quem estiver dominando o objetivo no final da partida. Após a primeira batalha, a equipe que ficar menos tempo com o Wonder será eliminada, enquanto as três restantes avançam para a segunda e última rodada.

No final, o time com mais pontos será o campeão do Showmatch, enquanto os segundo e terceiro colocados serão definidos também com base no tempo de controle do Wonder Real.

Prêmios e Recompensas

Os prêmios do Showmatch vão além do título de campeão. A equipe vencedora levará para casa US$ 3.000, enquanto o segundo colocado ganhará US$ 1.500 e o terceiro, US$ 600. Além dos prêmios em dinheiro, os competidores receberão recompensas em diamantes, a moeda premium de Lords Mobile, variando de acordo com a colocação:

  • 1º lugar: 200.000 diamantes por pessoa
  • 2º lugar: 150.000 diamantes por pessoa
  • 3º lugar: 100.000 diamantes por pessoa
  • 4º lugar: 50.000 diamantes por pessoa

Os vencedores também receberão troféus e anéis comemorativos, e o público presente terá a chance de ganhar brindes como camisetas, copos e mousemats em dinâmicas interativas no evento, com a apresentação da influenciadora Letícia Marques, do canal Pensei Alto TV.

O Mundo de Lords Mobile

Lançado em 2016, Lords Mobile é um MMO de estratégia onde jogadores competem para assumir o trono de um reino devastado pela guerra. O game mistura construção de bases, batalhas em tempo real e gerenciamento de heróis, tudo ambientado em um mundo de fantasia medieval. A popularidade global do jogo o levou a estar disponível tanto para dispositivos móveis quanto para PC, via Google Play Store, App Store e Steam.

A BGS 2024 será palco dessa disputa inédita, trazendo o melhor de Lords Mobile para o público brasileiro. O Showmatch acontece no dia 10 de outubro, das 16h às 18h, na Arena Monster Energy, dentro do Expo Center Norte.

Edição Comemorativa

O evento ocorrerá de 9 a 13 de outubro no Expo Center Norte, em São Paulo. Essa edição especial da BGS não é apenas uma celebração de jogos, mas uma homenagem à cultura gamer no Brasil. Os ingressos já estão disponíveis, com opções que vão desde entradas individuais até passaportes que garantem acesso a todas as áreas do evento, incluindo camarotes.

Preços dos Ingressos

Os preços variam de acordo com a data e o tipo de acesso. Confira as opções disponíveis:

 Ingressos – 7º Lote (20% de desconto em relação ao lote final):

Individual – 10 ou 11 de outubro (meia-entrada): R$ 318 oingresso individual válido para 1 (um) dia escolhido (10 ou 11/10).

Premium Dia Único – 10 ou 11 de outubro (meia-entrada): R$ 636 oingresso individual válido para 1 (um) dia escolhido (10 ou 11/10). Dá acesso 1h antecipado e entrada exclusiva.

Individual – 12 ou 13 de outubro (meia-entrada): R$ 478 o ingresso individual válido para 1 (um) dia escolhido (12 ou 13/10). 

Premium Dia Único – 12 ou 13 de outubro (meia-entrada): R$ 239 o ingresso individual válido para 1 (um) dia escolhido (12 ou 13/10). Dá acesso 1h antecipado e entrada exclusiva.

Passaporte 10, 11, 12 e 13 de outubro (meia-entrada): R$ 597 – passaporte individual válido para os dias 10, 11, 12 e 13/10. Visite 4 dias pelo preço de 3.

Passaporte Premium (meia-entrada): R$ 1.049 – Passaporte Premium individual válido para todos os dias, incluindo dia exclusivo para imprensa. Ganhe uma camisa oficial da #BGS24 (retirada no evento). Dá acesso 1h antecipado e entrada exclusiva.

Passaporte Business (meia-entrada): R$ 1.119 – Passaporte Business individual válido para todos os dias, incluindo dia exclusivo para imprensa. Dá acesso 1h antecipado e entrada exclusiva. Dá acesso a área business e ao matchmaking Game Connection.

Camarote Dia Único – 10 ou 11 de outubro: R$ 639 Ingresso camarote válido para 1 (um) dia escolhido (10 ou 11/10). Dá acesso 1h antecipado e entrada exclusiva.     Dá acesso ao camarote da arena principal com snacks, energéticos e lounge exclusivo.

Camarote Dia Único – 12 ou 13 de outubro: R$ 799 Ingresso camarote válido para 1 (um) dia escolhido (12 ou 13/10). Dá acesso 1h antecipado e entrada exclusiva.     Dá acesso ao camarote da arena principal com snacks, energéticos e lounge exclusivo.

Passaporte Camarote: R$ 3.199 – Passaporte camarote individual válido para todos os dias, incluindo dia exclusivo para imprensa. Dá acesso 1h antecipado e entrada exclusiva. Dá acesso ao camarote da arena principal com snacks, energéticos e lounge exclusivo.

Mais informações sobre as atrações e lançamentos podem ser encontradas no site oficial da BGS.

Gibi SP 3.0 muito além das HQs, um evento para fãs | Cobertura de Eventos

O Gibi SP Festival retornou para sua terceira edição nos dias 28 e 29 de setembro de 2024, no Bunkyo, localizado no bairro da Liberdade, em São Paulo. O evento contou com a presença de grandes editoras, como Editora JBC, Editora Mythos, Hyperion Comics e Pipoca e Nanquim, proporcionando uma experiência acolhedora, com uma atmosfera de “fãs para fãs.”

Destaques do Evento

Para os colecionadores de quadrinhos e mangás, um dos grandes atrativos foi a presença da Evolukit, empresa especializada em mesas, estantes e expositores. Suas peças estavam espalhadas pelo evento, despertando o desejo dos colecionadores que sonham em organizar suas coleções de forma estilosa e prática.

O Bunkyo, já conhecido por sediar diversos eventos, foi palco de estandes de editoras, lojas, quadrinistas independentes e uma praça de alimentação. Os painéis ocorreram na sala de Gastronomia, famosa por cursos culinários, mas que deu espaço para debates acalorados sobre quadrinhos. O clima era de uma grande reunião de amigos que compartilham a paixão pela cultura pop.

Ambiente e Nostalgia

Desde a chegada pela Avenida Galvão Bueno, o clima era de nostalgia e bate-papo, com os visitantes em busca de raridades escondidas entre os estandes de quadrinhos clássicos. A galera não estava ali apenas pelos quadrinhos, mas também para reencontrar amigos, trocar ideias nos corredores e, claro, garantir aquelas edições raras e colecionáveis.

O Baú das HQs foi um dos estandes que mais empolgou os colecionadores, oferecendo edições raríssimas que fizeram brilhar os olhos de muitos.

Painéis Que Fazem Pensar

Os painéis, realizados na sala de Gastronomia, foram um dos pontos altos do evento. O destaque ficou para a discussão sobre “O papel dos quadrinhos na educação”, com Marcelo Del Greco e Júnior Conti. Del Greco, figura-chave na Editora JBC, trouxe insights valiosos que reforçam a importância cultural dos quadrinhos.

Ivan Costa, um dos criadores da CCXP, também marcou presença. Além de buscar quadrinhos para sua coleção, Ivan compartilhou perspectivas interessantes sobre o futuro do mercado de quadrinhos, abordando tendências e previsões para os próximos anos.

Outro estande que chamou atenção foi o da Hyperion, logo na entrada do evento, com títulos clássicos como Usagi Yojimbo e Mestres do Universo, além de opções inusitadas como Eu Odeio Contos de Fadas. Levi Trindade, editor da Hyperion, estava disponível para conversar sobre o mercado, relembrando suas antigas palestras dos tempos de Panini Comics.

Acessibilidade e Sucesso

A escolha do Bunkyo, próximo ao metrô e localizado no centro de São Paulo, foi certeira, facilitando o acesso do público e garantindo uma experiência agradável. O Gibi SP 3.0 repetiu o sucesso das edições anteriores, criando um ambiente confortável para os caçadores de quadrinhos raros.

Opinião

O Gibi SP Festival me surpreendeu por resgatar um formato de evento que há tempos eu não via. Ele se consolidou como um espaço não só de compra e venda de quadrinhos, mas também de trocas de ideias, encontros com amigos e discussões importantes sobre o cenário cultural brasileiro. Após três edições, o evento mostrou que veio para ficar, e já estou ansioso pela próxima edição em 2025.

Com um público repleto de fãs de quadrinhos e mangá, o Gibi SP 3.0 foi um sucesso absoluto, com muitas discussões, novidades e networking. Diferente de eventos maiores como Anime Friends e CCXP, o Gibi SP tem um estilo mais intimista, lembrando o modelo da Retrocon, voltado para fãs de games. Quem esteve lá aproveitou para fazer suas compras e já saiu de olho na próxima edição.

Agradecemos à organização pela oportunidade de cobertura do evento.

Trillion Game | Em busca de um trilhão, animê estreia em dose dupla na Crunchyroll

Em outubro de 2024, Trillion Game chegou em dose dupla na Crunchyroll com os dois primeiros episódios, ganhando destaque imediato. A obra é uma adaptação do aclamado mangá escrito por Riichiro Inagaki e ilustrado por Ryoichi Ikegami (Crying Freeman), e promete uma trama eletrizante de ambição, tecnologia e poder. O anime já chama atenção dos público desde seu anúncio e já gera expectativa em torno de como a história de Haru e Gaku vai se desenrolar no decorrer da temporada.

Do Papel ao Streaming: A Jornada de Trillion Game

Originalmente publicado na revista Big Comic Superior em 2020, Trillion Game rapidamente conquistou uma legião de fãs. Seu sucesso não se limitou ao Japão: em 2024, a série levou para casa o prestigiado Shogakukan Manga Award, uma das maiores honrarias do gênero. Essa popularidade impulsionou a criação de várias adaptações, incluindo um dorama televisivo que foi ao ar entre julho e setembro de 2023 e estreou no Brasil pela Netflix.

Agora, a adaptação em anime, produzida pelo estúdio Madhouse, ganha vida na Crunchyroll. A produção já é um dos principais lançamentos do ano, contando com uma equipe de peso por trás, incluindo Yūzō Satō na direção e Takurō Iga na trilha sonora, o que só aumenta a expectativa dos fãs.

Haru e Gaku: Uma Dupla Fora da Curva

No centro de Trillion Game estão Haru e Gaku, dois ex-colegas de escola que têm um objetivo ousado: ganhar um trilhão de dólares. Haru é o típico personagem que atrai atenção com sua habilidade de comunicação e carisma. Ele consegue fazer qualquer um seguir sua visão, o que o torna um negociador nato. Já Gaku, apesar de ser socialmente desajeitado, é um gênio da programação, e suas habilidades técnicas complementam perfeitamente a capacidade persuasiva de Haru.

Essa dinâmica entre os protagonistas é o motor da trama, que explora o mundo das grandes corporações e a luta por poder e dinheiro. A história é contada do ponto de vista de Gaku, que reflete sobre como os dois fundaram a Trillion Game e todos os desafios enfrentados no caminho.

Ambição Sem Limites: O Que Está em Jogo

Embora o tema central seja a ambição de faturar um trilhão de dólares, Trillion Game se destaca por explorar os desafios emocionais e éticos que surgem nessa busca. A série equilibra momentos cômicos e dramáticos de forma habilidosa, mantendo o espectador sempre envolvido. Os conflitos entre Haru e Gaku com rivais e até entre eles mesmos trazem uma profundidade que vai além da típica narrativa de “enriquecer rápido”.

A presença de temas tecnológicos e empresariais também faz de Trillion Game uma obra relevante para os tempos atuais, refletindo a cultura das startups e o impacto da programação no mercado global. Gaku, com suas habilidades técnicas, constantemente encontra maneiras criativas de driblar os desafios e usar a tecnologia a seu favor, o que pode agradar principalmente os fãs de tecnologia e gamers.

O Futuro de Trillion Game: De Anime a Filme

O sucesso de Trillion Game não se limita ao anime e ao mangá. Já foi confirmada a produção de um filme live-action que continua a história da série em dorama, tendo estreia prevista para fevereiro de 2025. Isso só reforça o apelo da história, que tem conquistado diversas mídias e continua a expandir seu universo.

Se você está buscando uma nova história para acompanhar, com protagonistas carismáticos, uma trama envolvente e muito humor, Trillion Game tem todos os elementos para ser o próximo grande sucesso. O anime já está disponível na Crunchyroll, e com o hype crescendo a cada episódio, vale a pena conferir.