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Primeiras Impressões | Witch Hat Atelier tem tudo para se tornar o “novo” Frieren

Quando se fala em animês com garotas mágicas, nos últimos anos muito se destacou Frieren e a Jornada para o Além. Mas, entre fãs de mangá, havia um título aguardado há bastante tempo para ganhar adaptação, e esse momento finalmente chegou com Witch Hat Atelier.

Vencedor do Eisner Award em 2020, o mangá criado por Kamome Shirahama apresenta um universo mágico construído a partir da arte. A adaptação é do estúdio BUG FILMS, conhecido por trabalhos como Zom 100: Bucket List of the Dead.

Com a estreia dos dois primeiros episódios em 6 de abril, Witch Hat Atelier reúne todos os elementos de uma grande história. Para o público brasileiro, ainda há um bônus que é a dublagem que chega junto do simulcast e reforça o peso da obra na temporada.

A história

Em um mundo medieval, conhecemos a simpática Coco, uma aspirante a costureira que trabalha com a mãe atendendo viajantes. Apesar da habilidade com tecidos, seu verdadeiro desejo é aprender magia, algo que, nesse universo, não é acessível a pessoas comuns.

Certo dia, o mago Qifrey passa pela cidade e percebe o talento de Coco. Após ajudá-la em um pequeno incidente com uma carroça mágica, a garota tenta se aproximar para aprender mais, mas é impedida, pois a magia deve ser praticada longe de olhares curiosos.

Sozinha, Coco descobre que feitiços são feitos por meio de desenhos e, ao tentar reproduzir o que viu, acaba lançando um encantamento que petrifica sua casa e sua mãe.

Qifrey consegue salvá-la, mas não garante o mesmo para sua mãe. Em busca de uma solução, ele leva Coco consigo e a torna sua aprendiz, iniciando uma jornada para reverter o desastre.

É nesse ponto que a série ganha força. Coco descobre que qualquer pessoa poderia usar magia, mas esse conhecimento foi ocultado ao longo do tempo para evitar tragédias como a que ela causou.

Ao conhecer outras aprendizes, Coco encontra apoio, mas também enfrenta rejeição por ser “a garota que não sabe nada”. Sua jornada passa a equilibrar aprendizado, culpa e esperança.

Vale a pena?

Witch Hat Atelier impressiona pela qualidade e pelo cuidado ao adaptar a construção da magia para a tela. Ao transformar feitiços em desenhos, algo que já funcionava muito bem no mangá, a série consegue traduzir isso em uma identidade própria. Em momentos-chave, a animação ainda recorre a artes do original, reforçando a fidelidade à obra.

Apresentando um mundo que remete aos JRPG, a comparação com Frieren e a Jornada para o Além é inevitável, mas são propostas diferentes, e Witch Hat Atelier tem méritos próprios ao seguir seu próprio caminho.

O roteiro é de Hiroshi Seko, conhecido por Attack on Titan, Mob Psycho 100 e Chainsaw Man, enquanto a direção é de Ayumu Watanabe, que trabalhou em Space Brothers e Major 2nd. O character design fica por conta de Kairi Unabara, que já trabalhou na abertura de Zom 100: Bucket List of the Dead e em Scott Pilgrim Takes Off.

Se você é fã de animês de magia, seja de clássicos como Magic Knight Rayearth e Cardcaptor Sakura ou de obras mais recentes, aqui há tudo para agradar.

Com apenas dois episódios, já fica claro que a jornada de Coco não será leve. Há consequências pelos seus erros, além da culpa que a move na tentativa de reverter o que aconteceu.

Se o mangá já era um dos mais respeitados da última década, a adaptação tem tudo para levar esse mesmo prestígio para a animação.

Abertura e encerramento

A abertura “Kaze no Ansemu” reúne Eve e Yorushika. Eve é conhecido por “Kaikai Kitan”, de Jujutsu Kaisen, enquanto Yorushika assinou “Sunny”, de Frieren e a Jornada para o Além. A faixa tem potencial para se destacar na temporada.

O encerramento “Tada Utsukushii Noroi” é interpretado por Nakamura Hak, trazendo uma abordagem mais intimista, centrada em voz e violão, alinhada ao tom da obra.

Witch Hat Atelier estreia em 6 de abril, com novos episódios às segundas na Crunchyroll.

Ficha técnica

Witch Hat Atelier Episódios 1 e 2

Estreia
6 de abril de 2026, na Crunchyroll

Equipe principal
Obra original: Kamome Shirahama
Direção: Ayumu Watanabe
Roteiro: Hiroshi Seko
Design: Kairi Unabara
Estúdio: BUG FILMS

Músicas
Abertura: Eve feat. Yorushika
Encerramento: Nakamura Hak

Elenco
Rena Motomura (Coco), Natsuki Hanae (Qifrey), Yuichi Nakamura (Olruggio)

Agradecimentos a Crunchyroll Brasil pela produção deste conteúdo

Giuliano Peccilli
Giuliano Peccillihttp://www.jwave.com.br
Editor do JWave, Podcaster e Gamer nas horas vagas. Também trabalhou na Anime Do, Anime Pró, Neo Tokyo, Nintendo World e Jornal Nippon Já.

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