Na edição de 2025 do Bonito CineSur – Festival de Cinema Sul-Americano, o cinema ganhou uma nova forma de deixar marcas na terra. Literalmente. A cidade de Bonito (MS), conhecida mundialmente pelo ecoturismo, agora abriga a ação “Pegadas da Memória do Cinema Sul-Americano”, que une audiovisual e meio ambiente em uma homenagem permanente a grandes nomes do cinema da América do Sul.
Inspirada na famosa Calçada da Fama de Los Angeles, a iniciativa local ganha identidade própria ao combinar mãos de artistas consagrados com pegadas de animais típicos do Pantanal. As esculturas, moldadas em ferro, cimento e vidro pelo artista plástico Lula Ricardi, serão expostas na praça central da Liberdade, no coração de Bonito, transformando a cidade em um memorial vivo da arte cinematográfica sul-americana.
Uma homenagem entre espécies

No dia 28 de julho, durante cerimônia realizada no Centro de Convenções de Bonito, cinco personalidades foram eternizadas na primeira etapa da homenagem:
- Ana Brun, atriz paraguaia premiada em Berlim, ao lado da pegada de um tamanduá-mirim
- Maeve Jinkings, atriz brasileira, com o lobo-guará
- Antônio Pitanga, ícone do cinema nacional, representado pela onça-pintada
- Cecília Diez, produtora e curadora, junto ao papagaio
- Jean Thomas Bernardini, distribuidor, ao lado da anta
As duplas humano-animal representam o simbolismo da convivência entre cultura e biodiversidade. “É uma homenagem que nos conecta à terra e à responsabilidade ambiental. Os animais e os humanos caminham juntos”, afirma Nilson Rodrigues, idealizador do festival.
Vozes do cinema sobre a homenagem
Os depoimentos emocionados dos homenageados reforçam a potência simbólica do projeto:
Antônio Pitanga comentou a importância do gesto em tempos de emergência climática:
“Colocamos as mãos para a eternidade, mas o gesto foi com o coração. É um alerta sobre o desrespeito à natureza e aos povos originários.”
Maeve Jinkings destacou o resgate do imaginário cinematográfico com identidade local:
“Essa ação transpõe o mito de Hollywood e nos reconecta com a fauna que esquecemos. É uma homenagem poética e política.”
Ana Brun celebrou a conexão entre o cinema e o meio ambiente:
“Estou encantada com essa homenagem em uma cidade que valoriza tanto a natureza.”
Cecília Diez falou da sabedoria animal:
“Temos que aprender com os animais. Eles são nossos professores em ética e coexistência.”
Jean Thomas Bernardini resumiu:
“Um gesto singelo, mas com força simbólica imensa.”
Mais nomes, mais pegadas
Na quinta-feira, 31 de julho, outros nomes de destaque se juntam à galeria de homenageados com novos pares simbólicos entre humanos e fauna pantaneira:
- Cláudia Ohana
- Thiago Lacerda
- Humberto Espíndola
- José Eduardo Belmonte
- Aurélio Michiles
- Luiz Carlos Lacerda
A cada edição, o festival pretende ampliar esse memorial vivo do cinema sul-americano, criando uma nova forma de arquivar histórias: com mãos e patas lado a lado.
Festival carbono neutro e compromisso com o futuro
O Bonito CineSur também reafirma seu compromisso com a sustentabilidade. Pelo segundo ano consecutivo, o evento é Carbono Neutro, com monitoramento de emissões via o “Carbonômetro” e compensações feitas por meio da plataforma Compensei, conforme as normas ISO 14064, ABNT NBR ISO 2060 e os ODS da ONU.
Uma calçada da fama com sotaque pantaneiro
“A ideia é que Bonito seja reconhecida como capital do cinema sul-americano. Essa calçada da fama é o início de um projeto que une arte, memória e natureza de forma única”, comenta o prefeito Josmail Rodrigues.
A ação é realizada pela Associação Amigos do Cinema e da Cultura (AACIC), em parceria com o Ministério da Cultura, com apoio da Prefeitura de Bonito, Governo do Estado do MS, Fecomércio-MS, Sesc, Ancine, Petrobras, Caixa, Banco do Brasil, Energisa, UFMS e outras instituições.
Bonito CineSur 2025 – Serviço
📍 Local: Centro de Convenções de Bonito (MS)
📅 Data: De 25 de julho a 2 de agosto de 2025
🌐 Site oficial: bonitocinesur.com.br

