Entre os dias 15 e 17 de agosto, o Parque da Prainha, em Vila Velha (ES), se transforma em uma grande sala de cinema a céu aberto com a chegada do Festival Movimento Cidade 2025. A programação inclui dezesseis filmes gratuitos, divididos entre duas mostras temáticas — e um terceiro dia dedicado exclusivamente à exibição de videoclipes. Tudo com entrada gratuita, mediante a entrega de 1kg de alimento não perecível.
O evento, já consolidado como o maior festival multicultural do estado, reúne produções que tratam de pertencimento, ancestralidade, resistência e arte. Os filmes serão projetados em um telão de 15×8 metros, criando uma imersão visual para o público presente.
Mostra Cinética
Com exibição marcada para o dia 16 de agosto (sábado), a Mostra Cinética é o destaque competitivo do festival, reunindo 11 produções nacionais. Os filmes selecionados exploram diferentes formatos e temas, mas mantêm um ponto em comum: a valorização das múltiplas vozes brasileiras.
Entre eles está o aclamado “Desesquecer” (2025), da artista visual baiana Mayara Ferrão. O filme resgata uma história de amor entre mulheres negras no final do século XIX — um afeto silenciado pela história oficial — e se impõe como gesto de reparação simbólica e memória afetiva.
Outro destaque é o documentário “Pavilhão” (2025), dirigido por Victoria Fiore. A produção acompanha Aleksia, jovem moradora de uma favela no Rio de Janeiro, em sua jornada pela história do samba e suas raízes espirituais na Escola Paraíso do Tuiuti.
O Espírito Santo também está representado com “Como Matar para Viver” (2025), minidocumentário de Matheus Barreto de Souza. A obra apresenta a marisqueira Gilcélia Barreto, que compartilha suas vivências nas margens do Rio Reis Magos, em Nova Almeida, conectando pesca artesanal, religiosidade e tradição local.
A mostra ainda conta com os filmes Babilônia (2022), Batalha de Flores (2024), Basquete das Excluídas (2025), Cabeça de Cabaças (2024), Chama (2024), Do Barroco ao Barroco (2024), João Bananeira – Gastação Infinita (2025) e Mov Kae (2024).
Memórias que Movem
Nos dias 15 e 16 de agosto, o festival também apresenta a Mostra Memórias que Movem, com cinco curtas-metragens convidados que tratam de memória e pertencimento de forma poética e acessível. A curadoria privilegia narrativas que exaltam saberes populares e imaginários culturais, muitas vezes ausentes dos circuitos comerciais.
Os filmes selecionados são:
- Bumba meu Boto (2025)
- Cana Queimada de Desejos (2025)
- Encantados (2025)
- Canto das Areias (2024)
- GaVi: A Voz do Barro (2021)
Com exibições nos dois primeiros dias do evento, esta mostra abre espaço para olhares sensíveis sobre o Brasil profundo e suas múltiplas expressões culturais.
+MC e Mostra CLIP
No domingo, 17 de agosto, o festival se desdobra no evento +MC, um dia extra de celebração com shows, arte e uma programação audiovisual especial: a Mostra CLIP, que exibe videoclipes com forte carga estética e poética. As obras traduzem o espírito urbano, mesclando referências do cotidiano com linguagem experimental e sensorial.
A seleção inclui:
- Bagaceira – Dona Odete (2023)
- Esperança – Criolo, Dino D’Santiago e Amaro Freitas (2024)
- Fênix – Cátia de França (2024)
- Flor de Laranjeira – Ada Koffi (2025)
- Ganância – Chaoss (2024)
- La Noche / Inofensiva / Jejum – Yago O Próprio (2024)
- Nem todo Ouro – Dan Abranches (2024)
- Pelejei – Marina Sena (2023)
- Sinestesia – Caju (2025)
Mais do que exibir clipes, a mostra promove uma leitura audiovisual contemporânea das ruas, onde a performance, a cultura e o corpo dialogam com o som e a imagem.
Serviço
Festival Movimento Cidade 2025
📍 Parque da Prainha – Vila Velha (ES)
🎟 Entrada gratuita mediante entrega de 1kg de alimento não perecível
🔞 Classificação: +18
Mostra Memórias que Movem
🗓 15 e 16 de agosto
🕒 Sexta-feira: 17h às 23h | Sábado: 14h às 23h
Mostra Cinética
🗓 16 de agosto (sábado)
🕒 14h às 23h
+MC e Mostra CLIP
🗓 17 de agosto (domingo)
🕒 14h às 22h
🎟 Ingressos via Sympla: sympla.com.br
O cinema brasileiro, em suas múltiplas vozes, pulsa forte em Vila Velha. E o Movimento Cidade quer que todo mundo veja — de graça, sob o céu capixaba.


