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Crítica | Rosario apresenta terror latino-americano com fórmula clássica

Você é fã daquele terror com sustos bem clássicos? E se inseríssemos imigração latina nos EUA e a herança dessa miscigenação também na religião dentro da história? É o que vemos em Rosario, um terror latino-americano dirigido pelo colombiano Felipe Vargas.

Estreando em 28 de agosto nos cinemas brasileiros, o filme marca também a estreia de Vargas na direção e aposta em uma trama repleta de tradições familiares, religiões e segredos muito bem guardados.

A História

Em 1999, a jovem Rosario Fuentes chama a avó Griselda, sendo expulsa do quarto. Machucada, a avó pede para Rosario se manter longe do cômodo, escondendo um segredo, enquanto ali se vivia o luto pela morte da mãe de Rosario. Com vermes pelo chão, algo muito estranho acontece, mas Rosario deixa pra lá.

Passados 26 anos, Rosario (Emeraude Toubia) trabalha em Nova York como corretora de Wall Street bem-sucedida. Agora chamada de Rose, ela se tornou uma mulher bonita e realizada.

Rosario indo até o apartamento de sua avó

Com uma nevasca chegando e um dos investimentos dando errado, Rose sabe exatamente o que fazer, demonstrando um pequeno reflexo do seu sucesso.

É então que o passado retorna: o telefone toca e é sua avó. Rose, que nunca mais havia conversado com ela, ignora a ligação, que se torna insistente até que ela atende e decide voltar para casa. No metrô, ouve do zelador que a avó Griselda faleceu e, por estar ilegalmente nos Estados Unidos, precisa de um familiar para os trâmites do enterro.

Ligando para o pai, Rose sabe que ele demorará alguns dias para chegar devido à nevasca. Decidindo agir rápido, ela vai ao apartamento da avó para cuidar da situação.

Chegando lá, encontra uma casa insalubre, com pratos podres e cheia de larvas. O zelador comenta que encontrou a avó caída e a colocou no sofá, alertando sobre as velas que insistem em permanecer acesas.

Rose decide arrumar a casa e tentar entender os últimos dias da avó, o que desperta estranhas ocorrências e faz com que ela questione se tudo aquilo é real.

Segredos (quase) revelados

Rosario descobrindo os segredos de sua avó

Rose descobre um fundo falso no armário, revelando uma câmara secreta de rituais obscuros. É ali que entende que Griselda seguia uma religião chamada Palo, uma tradição afro-cubana influenciada pelo cristianismo e religiões africanas.

Com nganga, caldeirão com ossos e cabelos, Rose percebe que a avó pode ter feito uma maldição contra ela.

Correndo contra o tempo, Rose encontra um livro de rituais de Griselda, mas isso não impede uma estranha larva de sair do corpo da avó e entrar no corpo de Rose, que consegue arrancá-la. Mas seria só isso suficiente?

Um estranho ser surge, chamado Kobayende, uma divindade da morte que desperta memórias enigmáticas, enquanto Rose só deseja que tudo aquilo termine logo.

Opinião

Quem seria o Kobayende de Griselda?

Rosario traz influências que lembram Guillermo Del Toro, mas se diferencia por entregar um filme tradicional de sustos sobrenaturais.

Com uma pegada que remete a filmes como Uma Noite Alucinante, Rosario apresenta uma trama cheia de camadas e revelações.

Recheado de segredos e com um final surpreendente, o filme segue a linha tradicional do terror, mas agrega todo um contexto latino que enriquece e torna a história original.

Com bons sustos e um elenco de apoio competente, o grande destaque é Emeraude Toubia, que muitas vezes sustenta o filme praticamente sozinha, lidando com a entidade maligna. Ela conduz a narrativa com mestria, mantendo o interesse do público e despertando curiosidade sobre a religião e os segredos ainda não revelados.

Mesmo sem entrar em muitos spoilers, a trama traz reviravoltas constantes, principalmente com a chegada do pai de Rose ao apartamento. O grande mérito do filme está em nos surpreender o tempo todo.

Rosario pode parecer mais do mesmo no gênero terror, mas surpreende com um elenco sólido e uma história envolvente, capaz de tirar o fôlego.

Nota: 4,0 (de 5)

Rosario (2025) – Colômbia/EUA

Direção: Felipe Vargas
Roteiro: Alan Trezza
Produção: Jon Silk, Javier Chapa, Phillip Braun
Fotografia: Carmen Cabana | Montagem: Claudia Castello
Direção de Arte: Carlos Osorio | Figurino: Daniela Rivano
Música: Will Blair, Brooke Blair | Casting: Natalie Ballesteros, Alan Luna
Produtoras: Highland Film Group, Mucho Mas Media, Silk Mass
Distribuição no Brasil: Imagem Filmes

Elenco:
Emeraude Toubia (Rosario Fuentes), David Dastmalchian (Joe), José Zúñiga (Oscar Fuentes), Diana Lein (Elena Fuentes), Emilia Faucher (Rosario jovem), Paul Ben-Victor (Marty), Nick Ballard (Alex), Guillermo Garcia (Miguel), Isabella Hoyos (Paramédica), Constanza Gutierrez (Griselda)

Agradecimentos a Imagem Filmes e a Sinny pelo convite para produção deste conteúdo.

Giuliano Peccilli
Giuliano Peccillihttp://www.jwave.com.br
Editor do JWave, Podcaster e Gamer nas horas vagas. Também trabalhou na Anime Do, Anime Pró, Neo Tokyo, Nintendo World e Jornal Nippon Já.

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