Depois de uma estreia intensa, com Rudo caindo no abismo no meio de um lixão, Gachiakuta começa seu segundo episódio apresentando os conceitos que vão ser fundamentais pra se guiar pela série daqui em diante.
O que há no abismo? Essa pergunta é respondida nos primeiros minutos quando Rudo encontra estranhos animais feitos de lixo que surgem e perseguem sem piedade. É nesse momento que um jovem misterioso aparece e o salva, explicando que o abismo, na verdade, é a superfície.
Rudo descobre que aqueles que caem do céu são chamados de celestiais e, normalmente, caem mortos, sendo vendidos a preços absurdos em mercados obscuros. Enjin ainda revela que na superfície existem diversos tipos de humanos e deixa Rudo com um grupo que só quer comercializá-lo por ter caído vivo do céu.

A série começa de verdade
O segundo episódio marca o verdadeiro início da série, quando Rudo percebe que está totalmente desconectado de sua antiga casa. Mesmo desejando voltar para se vingar, não será uma tarefa fácil.
Com Enjin explicando que é um zelador e possui poderes estranhos, Rudo tenta entender esse mundo totalmente diferente do seu. Quando é preso, ele descobre que também possui poderes, pois suas luvas reagem e o ajudam a transformar qualquer item para lutar.
Opinião
Até aqui, podemos dizer que, mesmo sem focar no passado de Rudo, a série começa a apresentar seus conceitos centrais: os zeladores da superfície e os poderes ligados a itens com “alma”, exatamente o que Rudo sempre acreditou.
Gachiakuta se consolida como uma das melhores produções atuais. Apesar de seguir um caminho tradicional de shonen, continua surpreendendo. E falo isso no sentido de a série acabar caindo em alguns clichês meio óbvios, mas faz parte.
Abertura e encerramento
Este episódio também marca a estreia da abertura, com a música “HUGs”, da banda japonesa Paledusk. Com grafites, explosões de itens e gritos, a faixa traduz bem o conceito da série, refletindo o quanto Rudo sofreu.
A banda, formada por Kaito (vocais), Tsubasa (guitarra, que arrisca passos de Cossack), DAIDAI (influências internacionais, colaborou com artistas como Lil Uzi Vert) e BOB (bateria, fã de Jackie Chan), surgiu em Fukuoka em 2014. Gachiakuta representa sua estreia em grande estilo no cenário mainstream, pelo selo A.S.A.B da AVEX.
O encerramento traz “Tomoshibi”, da dupla DUSTCELL, formada por EMA (vocais) e Misumi (compositor). A música lenta cria uma sensação de aperto no coração, perfeita para refletir sobre cada episódio antes dos créditos. Desde sua estreia em 2019 com CULT, DUSTCELL vem conquistando espaço e, com Gachiakuta, ganha projeção internacional.
Agradecimentos a Crunchyroll pela produção deste conteúdo


