A AbleGamers Brasil entrou em campo com um abaixo-assinado que coloca acessibilidade no centro do debate gamer. A iniciativa apoia o Projeto de Lei nº 484/2024, que tramita na Assembleia Legislativa de São Paulo e busca isentar de impostos controles e jogos adaptados para pessoas com deficiência. É um movimento que conecta comunidade, política pública e uma pauta essencial: garantir que todo mundo possa jogar.
O impacto da acessibilidade
O Brasil tem cerca de 25 milhões de jogadores com algum tipo de deficiência, e metade deles depende de adaptações nos controles ou softwares para conseguir curtir seus games favoritos. A falta desses equipamentos afeta mais que o entretenimento. Estudos internacionais indicam que pessoas socialmente isoladas têm uma taxa de mortalidade 12% maior, e pessoas com deficiência podem ser três vezes mais isoladas que a média. A acessibilidade nos games passa a ser também uma questão de saúde pública e qualidade de vida.
O desafio do preço
Para muitos jogadores, o preço dos controles adaptados é um boss difícil de vencer. Os valores variam de R$ 500 a R$ 7 mil, sobretudo por causa de peças importadas e da carga tributária estadual. O PL 484/2024 pretende aliviar essa barra ao autorizar a isenção de ICMS para componentes, acessórios e adaptações voltados para pessoas com deficiência.
A mobilização cresce
O abaixo-assinado da AbleGamers Brasil quer mostrar ao poder público que essa demanda é real e urgente. Ao reduzir impostos, mais pessoas podem ter acesso aos equipamentos necessários para jogar de forma autônoma. Para Christian Bernauer, diretor-presidente da ONG, a proposta vai muito além dos games: “Os jogos eletrônicos são uma maneira divertida e eficiente das pessoas com deficiência se conectarem ao mundo. Este projeto impacta diretamente na qualidade de vida dessas pessoas e tem reflexos positivos em todas as esferas”.
Como acompanhar
Quem quiser conhecer mais sobre o trabalho da AbleGamers pode acessar os sites global e nacional da ONG, além de acompanhar a AbleGamers Brasil nas redes sociais. A discussão chegou ao universo gamer e deve ganhar ainda mais força conforme a tramitação do projeto avança.

