A terceira edição do POW Festival movimentou Ribeirão Preto nos dias 6 e 7 de dezembro e mostrou que a cidade entrou de vez no circuito nacional de eventos criativos. Com acesso gratuito e mais de 13 mil participações contabilizadas no espaço A Fábrica, o festival conectou público, arte, tecnologia e educação em uma programação que cruzou diferentes gerações e interesses.
Arnaldo Antunes leva poesia e nostalgia ao palco principal
O grande momento do domingo veio com o show de Arnaldo Antunes. O artista apresentou faixas do álbum “Novo Mundo”, lançado em 2025, e revisitou canções icônicas de sua trajetória com os Titãs e Tribalistas. O público lotou a área do palco principal e cantou junto hits como O Pulso, Já Sei Namorar, Socorro, Fora de Si e Comida.
No palco, Antunes reforçou a proposta conceitual de seu novo trabalho e brincou com a relação entre tempo, criação e cotidiano: “É uma alegria estar aqui trazendo o nosso Novo Mundo. É final de ano, mas é sempre bom celebrar o nosso Réveillon cotidiano”, declarou antes de entoar 1º de janeiro, uma das faixas mais comentadas do disco.
O encerramento musical ficou a cargo da banda ribeirão-pretana Debbie Smith Lipstick, que mergulhou no pós punk e na new wave dos anos 1980 com interpretações de The Cure, Siouxsie and The Banshees, a ha e outros nomes marcantes da época.
Palestras, oficinas e tecnologia ampliam o alcance do festival
O domingo também foi dedicado a experiências educativas e criativas. Oficinas e palestras reuniram temas como realidade virtual, inteligência artificial, sustentabilidade, cultura digital e processos criativos.
As oficinas de amigurumi, paper toys, mangá e até os combates de sabres de luz atraíram visitantes de todas as idades, criando pontos de encontro entre imaginação, habilidade manual e cultura pop.
Simuladores de jogos, instalações tecnológicas, ambientes imersivos e o espaço neon mantiveram fluxo intenso ao longo dos dois dias. Para muitas pessoas, foi a primeira oportunidade de experimentar realidade virtual, testar ferramentas de IA ou participar de atividades artísticas de forma acessível e sem barreiras.
A empresária Denise Miranda, de Jardinópolis, visitou o festival pela primeira vez ao lado da filha Maria Luiza, de 11 anos. “Eu não conhecia o espaço e achei maravilhoso, com muita cultura, música boa, arte e diversidade”, contou. Para Malu, a experiência reforçou o espírito do evento: “É muito legal ver todo mundo aqui, de gerações e estilos diferentes, em um mesmo lugar que acolheu cada um.”
Um projeto que mira o futuro da economia criativa

Idealizado pelo Instituto SEB e com curadoria e produção da Zupi Live, responsável também pelo Pixel Show, o POW Festival segue com a missão de posicionar Ribeirão Preto como um dos polos criativos mais relevantes do Brasil. A expectativa para 2025 é ampliar o impacto social, econômico e cultural do projeto, fortalecendo o ecossistema local de inovação e expandindo o diálogo entre arte, tecnologia, interatividade, gastronomia, música e cultura digital.
O evento conta com realização do Ministério da Cultura por meio da Lei de Incentivo à Cultura. O projeto “POW Festival 3ª Edição” é aprovado na Lei Federal de Incentivo à Cultura (PRONAC 251387).


