A KRAFTON deixou claro que 2026 não é sobre “mais um lançamento”, mas sobre pensar jogo como franquia. Durante a KRAFTON LIVE TALK, realizada em 15 de janeiro, a empresa apresentou sua estratégia para os próximos anos, com um plano direto: expandir PUBG como plataforma e plantar novas IPs capazes de sobreviver ao hype inicial.
Segundo o CEO CH Kim, a palavra-chave do momento é valor expandido. A ideia é parar de pensar em jogos como produtos isolados e passar a tratá-los como universos que podem crescer em gêneros, formatos e serviços diferentes.
26 jogos em produção e menos apostas no escuro
Hoje, a KRAFTON tem 26 projetos em desenvolvimento, com 12 previstos para sair nos próximos dois anos. Entre eles estão nomes que já chamam atenção, como Subnautica 2, Palworld Mobile e NO LAW.
A diferença aqui não está só na quantidade, mas no método. A empresa vem apostando em equipes menores, ciclos curtos de teste e validação rápida com comunidades reais. Se o jogo engaja, cresce. Se não, fica pelo caminho. Menos promessa vazia, mais pé no chão.
PUBG quer deixar de ser só battle royale
Mesmo com novas IPs no radar, PUBG continua sendo o centro do ecossistema. A KRAFTON quer ir além de atualizações tradicionais e transformar PUBG em uma plataforma de conteúdo, com modos sandbox e ferramentas de UGC, permitindo que os próprios jogadores criem experiências dentro do jogo.
Além disso, a IP segue se expandindo para outros formatos e gêneros, com projetos como PUBG: Black Budget e PUBG: BLINDSPOT, testando novas formas de usar o DNA da franquia sem ficar presa ao battle royale clássico.
IPs novas que já mostraram força
Nem tudo gira em torno de PUBG. Títulos como inZOI e MIMESIS, que passaram da marca de 1 milhão de unidades vendidas em acesso antecipado, foram oficialmente colocados como apostas estratégicas.
A ideia é clara: transformar bons lançamentos em franquias duráveis, com atualizações constantes e crescimento pensado para médio e longo prazo. inZOI aposta forte em simulação com IA e conteúdo criado pela comunidade, enquanto MIMESIS mira se firmar como um nome relevante no terror cooperativo.
IA como ferramenta, não buzzword
A KRAFTON também reforçou seu posicionamento como empresa AI First. Na prática, isso significa usar inteligência artificial para automatizar processos internos e liberar tempo das equipes para o que realmente importa: criar jogos melhores.
No longo prazo, a empresa ainda estuda levar essa expertise para áreas como robótica e Physical AI, aproveitando o know-how em simulação de mundos complexos — algo que PUBG já faz há anos sem muita gente perceber.
No fim das contas, a mensagem da KRAFTON é simples: 2026 não é sobre lançar mais jogos, mas sobre construir mundos que durem. Menos fogo de palha, mais franquia para chamar de sua.


