A Netflix adiciona ao catálogo em 12 de abril Love Generation, um dos dramas mais representativos do auge dos romances japoneses dos anos 90. Exibida originalmente em 1997 pela Fuji TV, a série foi parte central do getsuku, a faixa mais prestigiada da televisão japonesa.
Com audiência média acima dos 30%, o drama consolidou o modelo que dominou a época: romance urbano, conflitos cotidianos e protagonistas com falhas claras, mas carisma suficiente para sustentar a narrativa.
Kimura e Matsu

No centro da história estão Takuya Kimura e Takako Matsu, em uma parceria que se tornaria recorrente e marcante dentro do gênero.
Kimura interpreta Teppei, um designer talentoso, mas instável, que acaba sendo forçado a mudar de departamento após problemas de comportamento. Já Matsu vive Riko, uma funcionária que busca independência em Tóquio e que, inicialmente, entra em conflito direto com ele.
A dinâmica entre os dois segue o padrão clássico do gênero, mas com execução precisa. Começa no atrito, evolui para aproximação e se complica à medida que sentimentos mal resolvidos entram em cena.
Amor, trabalho e um triângulo que nunca se resolve fácil
O ponto central da narrativa está no equilíbrio entre vida profissional e emocional. Teppei precisa se adaptar a um ambiente que despreza, enquanto Riko tenta afirmar sua autonomia. O relacionamento cresce nesse espaço de tensão.
A situação se complica com o retorno de Sanae, ex-namorada de Teppei, agora noiva de seu próprio irmão. A partir daí, o drama assume de vez a estrutura de triângulo amoroso, reforçando a ideia que a própria série repete: relações nunca seguem um caminho direto.
Símbolos, frases e identidade visual dos anos 90
Um dos elementos mais lembrados da série é a maçã de cristal presente no apartamento de Teppei. O objeto funciona como símbolo recorrente, associado tanto à fragilidade quanto à inversão de perspectiva, já que a imagem refletida aparece distorcida durante quase toda a trama.
Outro ponto marcante é o slogan “True love never runs smooth”, variação de Shakespeare que aparece ao longo da série e define bem o tom da história: relações que avançam sempre com algum tipo de obstáculo.
Trilha sonora e o padrão getsuku
A música também tem papel importante. “Shiawase na Ketsumatsu”, de Eiichi Ohtaki, virou uma das aberturas mais reconhecidas do período, reforçando a identidade do drama dentro do getsuku.
A produção segue o padrão técnico da faixa: direção limpa, foco em diálogos e construção gradual de tensão emocional, sem depender de grandes eventos externos.
Disponibilidade
Love Generation chega ao catálogo da Netflix no dia 12 de abril de 2026, integrando a nova leva de clássicos dos j-dramas disponibilizados pela plataforma.
Com informações do Portal Netflix


