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Backrooms: Um Não-Lugar ultrapassa 1 milhão de ingressos vendidos no Brasil

Fenômeno nascido na internet transforma um dos maiores sucessos do YouTube em um dos filmes de terror mais comentados dos últimos anos

O que começou como uma ideia compartilhada em fóruns online acabou se transformando em um dos maiores fenômenos recentes do terror. Backrooms: Um Não-Lugar ultrapassou a marca de 1 milhão de ingressos vendidos no Brasil, consolidando sua trajetória como um dos filmes mais bem-sucedidos do gênero nos últimos tempos.

Em cartaz desde 28 de maio, o longa distribuído pela Imagem Filmes vem repetindo no país o desempenho impressionante registrado ao redor do mundo. A produção da A24 conquistou a maior abertura da história do estúdio, superando Marty Supreme (2025), além de registrar a maior estreia de um terror original da história do cinema.

Da internet para as telonas

Chiwetel Ejiofor, Kane Parsons & Renate Reinsve na Première em Los Angeles | Foto: Todd Williamson

Muito antes de chegar aos cinemas, Backrooms já ocupava um espaço importante na cultura digital.

A história nasceu em 2019, a partir de uma imagem aparentemente comum: corredores vazios, iluminados por luzes fluorescentes e marcados por uma inquietante sensação de familiaridade. A partir dali, usuários passaram a expandir aquele universo com teorias e relatos fictícios, transformando o conceito em um dos fenômenos de horror mais populares da internet.

Foi em 2022 que esse imaginário ganhou nova dimensão. Aos 16 anos, Kane Parsons publicou no YouTube o curta The Backrooms (Found Footage), utilizando efeitos visuais criados de forma independente. O vídeo viralizou rapidamente e deu origem a uma série que acumulou mais de 300 milhões de visualizações.

O impacto chamou a atenção da A24, que convidou Parsons para dirigir a adaptação cinematográfica quando ele tinha apenas 17 anos. Hoje, aos 20 anos, ele se tornou o cineasta mais jovem da história do estúdio a estrear um filme na liderança das bilheterias mundiais.

Terror para uma nova geração

Parte desse sucesso pode ser explicada pela forte identificação do projeto com o público mais jovem.

Segundo dados divulgados pela distribuidora, 86% dos espectadores na semana de estreia tinham menos de 35 anos, enquanto 44% tinham menos de 21 anos. Os números reforçam como produções originadas no ambiente digital vêm influenciando diretamente o mercado cinematográfico, especialmente dentro do terror.

Um pesadelo que encontrou o grande público

Estrelado por Chiwetel Ejiofor, Renate Reinsve, Mark Duplass, Finn Bennett e Lukita Maxwell, o longa amplia a mitologia apresentada nos vídeos originais sem abrir mão da atmosfera claustrofóbica e da sensação constante de desorientação que conquistaram milhões de fãs ao redor do mundo.

Mais do que um sucesso de bilheteria, Backrooms: Um Não-Lugar representa um raro encontro entre duas gerações do entretenimento: a do cinema tradicional e a de criadores que surgiram na internet. E, pelo menos até aqui, essa combinação parece ter encontrado seu caminho até o público brasileiro.

Backrooms: Um Não-Lugar segue em cartaz nos cinemas brasileiros.

Giuliano Peccilli
Giuliano Peccillihttp://www.jwave.com.br
Editor do JWave, Podcaster e Gamer nas horas vagas. Também trabalhou na Anime Do, Anime Pró, Neo Tokyo, Nintendo World e Jornal Nippon Já.

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