Estudantes na Feira USP e as Profissões - Foto: Marcos Santos / USP Imagens - Arquivo
A Feira USP e as Profissões 2026 acontece entre os dias 24 e 26 de setembro, no campus Butantã da Universidade de São Paulo (USP), em São Paulo. Voltado principalmente para estudantes do ensino médio e de cursos preparatórios, o evento apresenta os cursos de graduação da universidade e diferentes possibilidades de carreira.
A edição deste ano já soma mais de 37 mil inscrições prévias, com estudantes de 19 estados brasileiros. A expectativa da organização é receber mais de 75 mil visitantes durante os três dias.
A entrada é gratuita, mas o credenciamento antecipado é recomendado para facilitar o acesso ao campus.
USP reúne cursos e áreas de conhecimento
Felipe Seriacopi
A feira será realizada na Praça do Relógio e terá quatro pavilhões distribuídos entre três grandes áreas: Humanidades, Exatas e Tecnológicas, e Biológicas e Saúde.
Nos estandes, estudantes e professores da USP apresentam os cursos oferecidos pela universidade e tiram dúvidas sobre disciplinas, formação acadêmica, profissões, mercado de trabalho e possibilidades de especialização.
O público também poderá conhecer informações sobre as formas de ingresso na USP, incluindo orientações para o vestibular.
Orientação profissional e vestibular
O Instituto de Psicologia da USP participará da programação com oficinas de orientação profissional voltadas aos visitantes que ainda estão decidindo qual carreira seguir.
A Fuvest também terá um espaço dedicado às dúvidas sobre o vestibular de 2027, além de palestras no Auditório István Jancsó, no Complexo Brasiliana.
A programação inclui ainda informações sobre bolsas e programas de permanência estudantil, além de oportunidades de extensão oferecidas pela universidade.
Física, química, matemática e cultura
Além da apresentação dos cursos, a Feira USP e as Profissões terá uma programação com atividades científicas, culturais e interativas.
Entre os destaques estão o Show de Física, com experimentos voltados à divulgação científica; o Química em Ação, que utiliza teatro e filosofia para apresentar conceitos da área; e a Matemateca, com jogos e objetos interativos relacionados à matemática.
O público também poderá participar do Giro Cultural, passeio realizado em ônibus pelo campus para apresentar parte do patrimônio arquitetônico, cultural e científico da USP.
Os Centros de Cultura da universidade completam a programação com atrações como apresentações da Orquestra Sinfônica da USP (Osusp), atividades do Festival Coralusp e oficinas da Estação Ciência.
Evento terá estrutura de acessibilidade
A organização informa que a feira contará com recursos de acessibilidade, incluindo rampas, guarda-corpos e carrinhos elétricos para pessoas com mobilidade reduzida.
Também haverá intérpretes de Libras e uma sala de descompressão próxima ao posto médico destinada ao bem-estar de pessoas autistas em situações de crise.
A edição 2026 terá ainda praça de alimentação com food trucks e áreas específicas para estacionamento de ônibus.
Serviço
Feira USP e as Profissões 2026
Data: 24, 25 e 26 de setembro de 2026 Horário: das 9h às 17h Local: Praça do Relógio, campus Butantã da USP, São Paulo Entrada: gratuita Credenciamento: inscrição antecipada pelo site oficial do evento
Acessos: Portaria 1 — cruzamento da Avenida Afrânio Peixoto com a Rua Alvarenga Portaria 2 — Avenida Escola Politécnica, altura do nº 403 Portaria 3 — Avenida Corifeu de Azevedo Marques, altura do nº 2900
Para chegar de transporte público, o campus fica a aproximadamente 2,5 km da estação Butantã, da Linha 4-Amarela do Metrô, e a 2 km da estação Cidade Universitária, da Linha 9-Esmeralda.
A Imagem Filmes divulgou o trailer e o pôster de A Grande Estreia, nova comédia dirigida e escrita por Jesse Eisenberg. O longa é estrelado por Julianne Moore e Paul Giamatti e acompanha uma dona de casa que encontra no teatro uma oportunidade inesperada de mudar a própria vida.
Na trama, Mona Friedman (Julianne Moore) vive uma rotina silenciosa depois que os filhos deixam de morar em casa. A situação muda quando ela participa dos testes para um musical produzido por um pequeno teatro comunitário.
Escalada para um papel aparentemente secundário, Mona começa a mergulhar cada vez mais no universo da montagem. A paixão pelo espetáculo, porém, rapidamente ultrapassa os limites da atuação e transforma a personagem em uma presença cada vez mais obsessiva.
Julianne Moore mergulha no teatro comunitário
O conflito aumenta com a relação entre Mona e Jerry (Paul Giamatti), diretor autoritário da produção. Determinada a levar seu personagem a sério, ela entra em choque com os métodos do responsável pelo espetáculo e passa a questionar os próprios limites.
A proposta mistura comédia, drama e musical, utilizando o ambiente do teatro comunitário para explorar temas como identidade, criatividade e a necessidade de ser reconhecido.
O filme também conta com Halle Bailey, Bernadette Peters, Colton Ryan e Jesse Eisenberg no elenco.
Filme foi elogiado nos festivais
A Grande Estreia teve sua première mundial no Festival de Telluride e também foi selecionado para eventos como o Festival Internacional de Cinema de Toronto e o Festival de San Sebastián.
A recepção inicial destacou principalmente o equilíbrio entre humor e emoção e a atuação de Julianne Moore. A imprensa internacional também chamou atenção para a direção de Eisenberg, especialmente pela maneira como o longa transforma a experiência teatral em parte essencial da linguagem visual da história.
O Festival de Cinema de Nova York também selecionou o filme para sua programação Spotlight.
Além de dirigir e escrever o longa, Eisenberg também assina as canções e letras do musical fictício Nosy Neighbors, com trilha sonora de Emile Mosseri.
A Grande Estreia ganha data no Brasil
Com distribuição da Imagem Filmes, A Grande Estreia estreia nos cinemas brasileiros em 28 de janeiro de 2027.
O longa tem 105 minutos de duração e apresenta uma das propostas mais diferentes da nova fase de Eisenberg como diretor, depois de Quando Você Termina de Salvar o Mundo e A Verdadeira Dor. A produção também marca uma nova parceria do cineasta com a Fruit Tree, produtora de Emma Stone, Dave McCary e Ali Herting.
Estreia
A Grande Estreia estreia nos cinemas brasileiros em 28 de janeiro de 2027, com Julianne Moore, Paul Giamatti, Halle Bailey e Jesse Eisenberg no elenco.
A Samsung ampliou seu portfólio de televisores premium no Brasil com uma nova geração de modelos das linhas Micro RGB, OLED, Neo QLED e The Frame Pro. As novidades chegam ao mercado com tamanhos entre 48 e 85 polegadas e apostam em qualidade de imagem, inteligência artificial, recursos para games e integração com outros dispositivos.
O principal destaque é a estreia da tecnologia Micro RGB, presente nas novas R95H e R85H. A linha OLED também foi atualizada com as séries S85H, S90H e S95H, enquanto a família Neo QLED ganha a QN70H. Completa a nova geração a The Frame Pro, de 75 polegadas.
Micro RGB é a principal novidade da nova geração
A Samsung Vision AI Micro RGB utiliza milhares de LEDs microscópicos vermelhos, verdes e azuis posicionados diretamente na parte traseira do painel. Diferentemente de sistemas convencionais que utilizam LEDs brancos, a tecnologia trabalha as cores individualmente desde a origem.
Segundo a Samsung, o sistema permite maior controle e precisão na reprodução das cores, além de ampliar o brilho e o contraste. A tecnologia também oferece 100% da gama de cores BT.2020.
No Brasil, a R95H será oferecida em 85 polegadas, enquanto a R85H terá versões de 55, 65 e 75 polegadas.
OLED aposta em games e diferentes propostas de design
A nova linha Vision AI OLED é formada pelas S85H, S90H e S95H, com tamanhos de 48 a 77 polegadas.
A S85H oferece taxa de atualização de até 120 Hz em 4K, além de compatibilidade com NVIDIA G-Sync e AMD FreeSync Premium. O modelo também conta com OLED HDR e diferentes opções de design de acordo com o tamanho da tela.
Já as S90H e S95H chegam a 165 Hz e também oferecem suporte a AMD FreeSync e NVIDIA G-Sync. Os dois modelos utilizam uma tela com tecnologia de redução de reflexos, enquanto a S95H aposta no design FloatLayer, desenvolvido para dar a impressão de que a tela está suspensa próxima à parede.
Neo QLED QN70H aposta em Mini LED
A Vision AI Neo QLED QN70H combina a tecnologia Mini LED com recursos de inteligência artificial. O modelo utiliza LEDs menores do que os convencionais para ampliar o controle das zonas de iluminação e melhorar o contraste.
A TV estará disponível em 55, 65, 75 e 85 polegadas e também inclui o AI Modo Futebol, que utiliza processamento em tempo real para ajustar imagem e áudio durante partidas.
O modelo tem ainda Design AirSlim, com espessura de 2,6 centímetros.
The Frame Pro combina TV e decoração
A The Frame Pro chega ao Brasil em versão de 75 polegadas, mantendo a proposta de transformar a televisão em parte da decoração.
O aparelho tem menos de 3 centímetros de espessura, tela com tecnologia antirreflexo e Modo Arte, que permite exibir obras de arte quando a TV não está sendo utilizada.
Outro destaque é a Central Única, que permite conectar dispositivos por HDMI em uma unidade separada da tela, posicionada a até 10 metros do televisor.
Inteligência artificial está presente em toda a linha
Os novos modelos também ampliam os recursos do Vision AI Companion, sistema de interação por voz que utiliza inteligência artificial generativa e conversacional para analisar o conteúdo exibido na tela e responder a perguntas em tempo real.
Dependendo do modelo, a plataforma pode utilizar recursos associados ao Bixby e ao Gemini, além de funcionalidades voltadas ao processamento de imagem e áudio.
Entre os recursos estão o Imagem Aprimorada com AI, que faz o processamento da imagem em tempo real, e o Áudio em Camadas com AI, capaz de separar voz e efeitos sonoros.
Há ainda o Modo Cuidado com o Pet, que utiliza o microfone da TV para identificar sons como latidos e pode ativar conteúdos destinados aos animais.
Preços das novas TVs Samsung no Brasil
O novo portfólio já está disponível na loja online da Samsung e em parceiros da marca. Os preços sugeridos partem de:
Modelo
Tamanhos
Preço inicial
Micro RGB R95H
85″
R$ 42.499
Micro RGB R85H
55″, 65″ e 75″
R$ 6.849
The Frame Pro
75″
R$ 14.999
OLED S95H
65″
R$ 13.699
OLED S90H
77″
R$ 21.999
OLED S85H
48″, 55″ e 65″
R$ 5.249
Neo QLED QN70H
55″, 65″, 75″ e 85″
R$ 4.749
Disponibilidade
As novas TVs premium da Samsung já podem ser encontradas no Brasil, com preços a partir de R$ 4.749 na linha Neo QLED e chegando a R$ 42.499 na Micro RGB R95H de 85 polegadas.
David Corenswet as “John Tuggle” in Mr. Irrelevant from Paramount Pictures.
A Paramount Pictures divulgou nesta segunda-feira (14) o primeiro trailer de A Vida Por Um Sonho, drama esportivo estrelado por David Corenswet. Inspirado em uma história real, o filme acompanha a trajetória de John Tuggle, jogador de futebol americano que entrou para a NFL como o último escolhido do draft de 1983.
Tuggle foi selecionado pelo New York Giants na última posição daquele ano, recebendo o apelido de “Mr. Irrelevant”, tradicionalmente associado ao último atleta escolhido no draft. A partir dessa condição, o jogador precisou superar as expectativas para conquistar seu espaço no esporte.
David Corenswet interpreta John Tuggle
David Corenswet as “John Tuggle” in Mr. Irrelevant from Paramount Pictures.
Na produção, David Corenswet assume o papel de Tuggle, enquanto Isabel May e Michael Shannon também fazem parte do elenco.
A direção é de Jonathan Levine, com roteiro de Nick Santora. O filme busca retratar a trajetória do atleta a partir da perspectiva de alguém que começa sua passagem pela liga profissional em uma posição de desvantagem.
A história acompanha o desafio de transformar o rótulo de azarão em uma oportunidade para provar seu valor dentro de um dos cenários mais competitivos do esporte norte-americano.
História real inspira drama esportivo
A trajetória de John Tuggle serve como base para uma história sobre superação, pressão e perseverança no futebol americano.
O primeiro trailer apresenta a transformação do personagem de um atleta desacreditado em uma figura que passa a representar resistência e determinação dentro do esporte.
Estreia
A Vida Por Um Sonho será lançado nos cinemas brasileiros em 2027. A produção é dirigida por Jonathan Levine e protagonizada por David Corenswet.
O Museu da Imigração, na Mooca, recebe nos dias 19 e 20 de setembro a quarta edição do Festival VIVA! Leste Europeu. O evento reúne atrações culturais de países como Polônia, Rússia, Ucrânia, Lituânia, Croácia, Bulgária, Hungria, República Tcheca, Romênia e Sérvia.
Durante o fim de semana, o público poderá conferir apresentações musicais, danças folclóricas, gastronomia típica, artesanato, oficinas e filmes relacionados às culturas da região.
A programação acontece das 10h às 18h e, segundo o Museu da Imigração, a entrada para o festival é gratuita, com retirada dos ingressos presencialmente na bilheteria, sujeita à lotação.
Música e danças folclóricas
O palco instalado no jardim do Museu recebe atrações nos dois dias.
No sábado (19), estão programadas apresentações da soprano lírica russa Helena Petrenko, do grupo Rambynas, da Lituânia, e do Grupo Kyiv, da Ucrânia. O dia termina com uma apresentação de duelo viking.
No domingo (20), o público poderá assistir ao Grupo Volga, da Rússia, a uma oficina aberta de danças e coreografias do Leste Europeu e ao Grupo Jadran, da Croácia. O duelo viking também retorna à programação.
Gastronomia do Leste Europeu
Divulgação/Museu da Imigração
A feira gastronômica reúne pratos tradicionais e preparações inspiradas em diferentes países da região.
Entre as opções estão Kremowka, da Polônia; Krupnikas, da Lituânia; Pelmeni, da Rússia; Bureka, da Bulgária; e Kassler, da República Tcheca.
Também haverá opções da gastronomia eslava, como Plóv e Burger Perestroika, além de bebidas como Kvas, chope, hidromel e vinhos.
Oficinas e atividades culturais
O festival também terá atividades voltadas à cultura e às tradições do Leste Europeu.
A programação inclui contação de histórias sobre a Boneca Matrioska, introdução ao idioma russo e ao alfabeto cirílico, oficinas de artesanato com as bonecas Motanka e Norte Bereginya e uma atividade de pintura tradicional russa com as técnicas Khokhloma, Gorodets e Mezensky.
As oficinas possuem vagas limitadas e atendimento por ordem de chegada.
Cinema do Leste Europeu
O auditório do Museu da Imigração também recebe três sessões de cinema.
No sábado, será exibido O Sol Branco do Deserto (1969), dirigido por Vladimir Motyl. Já no domingo, a programação apresenta O Caminho para Berlim (2015), de Serguei Popov, e Nós Somos do Jazz (1983), dirigido por Karen Shakhnazarov.
As sessões têm classificações indicativas diferentes, de acordo com cada filme.
Serviço
Fachada – Vanessa Canoso
Festival VIVA! Leste Europeu 2026
Quando: 19 e 20 de setembro de 2026 Horário: das 10h às 18h Onde: Museu da Imigração Endereço: Rua Visconde de Parnaíba, 1.316 – Mooca, São Paulo – SP Entrada: gratuita, mediante retirada presencial na bilheteria e sujeita à lotação.
Programação de palco
Sábado (19) 12h30 – Cerimônia de abertura 13h30 – Helena Petrenko | Rússia 14h30 – Grupo Rambynas | Lituânia 15h30 – Grupo Kyiv | Ucrânia 16h30 – Vila Viking – Duelo Viking
Domingo (20) 13h30 – Grupo Volga | Rússia 14h30 – Oficina de Danças e Coreografias do Leste Europeu 15h30 – Grupo Jadran | Croácia 16h30 – Vila Viking – Duelo Viking
Cinema
19 de setembro 13h – O Sol Branco do Deserto (1969) Direção: Vladimir Motyl | 81 min | 12 anos
20 de setembro 14h30 – O Caminho para Berlim (2015) Direção: Serguei Popov | 82 min | 14 anos
16h30 – Nós Somos do Jazz (1983) Direção: Karen Shakhnazarov | 88 min | Livre
Importante: a programação pode sofrer alterações e está sujeita à lotação.
Quem diria que Da Magia à Sedução ganharia uma continuação quase três décadas depois? Lançado em 1998, o filme acompanhava as bruxas Sally e Gillian Owens (Sandra Bullock e Nicole Kidman) em suas aventuras em uma cidade pequena, onde todos sabiam que sua família era formada por bruxas.
Passado tanto tempo, elas estão de volta, mais experientes, com Sally tendo duas filhas adultas, Kylie e Antonia. Mas o principal aqui é que a maldição não acabou no primeiro filme e elas continuam proibidas de amar. Sally, agora mãe, tentou esconder as filhas de sofrerem o mesmo destino que ela.
O começo de um novo ciclo
Jet (Dianne Wiest) encontra o Livro do Corvo na mesma semana em que é avisada de que sua morte está próxima. Antes disso, deixa uma mensagem para sua irmã Frances (Stockard Channing), dizendo que ela precisa encerrar aquilo que começou.
Nossa história começa no aniversário de Jet e com a chegada de Gillian. Sally, cada vez mais distante de suas origens, ignora os sinais de que Jet está em seus últimos dias.
Com a morte repentina de Jet, o velório reúne pessoas da cidade, mas, principalmente, atrai Gideon (Xolo Maridueña), namorado de Kylie, que surge de surpresa na casa da família Owens.
Se ela relutava em amar, no dia mais difícil de sua vida Gideon estava ali, o que permitiu que Kylie baixasse suas ressalvas e o amasse pela primeira vez. O que faz com que ele seja atropelado e entre em coma, mostrando mais uma vez que a maldição dos Owens continua rondando a família.
Gillian se cansa de Sally esconder suas origens como bruxa e, durante uma discussão acalorada, revela a verdade para Kylie. Isso faz com que ela vá atrás do Livro do Corvo na escrivaninha de Jet.
Tentando desfazer a maldição à sua maneira, ela parte para a Inglaterra em busca da origem de sua família.
Reconhecendo seu passado
Gillian e Sally partem atrás de Kylie, mas sabem que essa é uma aventura que exige que Sally relembre quem foi no passado. Frances indica um bruxo na Inglaterra, e ambas vão atrás de Ian Wright (Lee Pace) em busca de pistas para encontrar Kylie.
Em uma jornada que irá reconectar a família Owens ao seu passado, Sally e Gillian precisam encontrar Kylie antes que seja tarde demais.
Opinião
Num primeiro momento, Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor pode parecer uma passagem de bastão das protagonistas Sandra Bullock e Nicole Kidman para Joey King e Maisie Williams, que são as jovens da vez. Mas não é bem isso que vemos, já que Sally e Gillian continuam tendo o mesmo protagonismo do filme de 1998.
Mais velhas e mais experientes, as novas aventuras expandem a mitologia das personagens, mas não mudam quem são suas protagonistas. E, particularmente, esse é o grande acerto do novo filme: trazer a dupla Sandra Bullock e Nicole Kidman de volta em uma história que funciona como um bom filme de Sessão da Tarde.
Por mais que a trama seja conveniente com Kylie encontrando o Livro do Corvo e enfrentando as consequências durante sua jornada na Inglaterra, Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor precisa ser direta ao ponto por ter escolhido os cinemas para contar sua história. Porém, pela quantidade de elementos apresentados, a trama funcionaria tranquilamente como uma minissérie.
A chegada de um novo amor para Kylie, assim como Ian Wright na vida das duas irmãs, mostra que a maldição do amor continua assombrando a família e que a melhor coisa que poderia acontecer seria quebrar esse ciclo.
Em termos de atuação, Sandra Bullock e Nicole Kidman entregam uma dinâmica que funciona como a de duas grandes irmãs. Mesmo as veteranas Dianne Wiest e Stockard Channing entregam carisma e nos fazem lembrar com carinho do primeiro filme.
É fato que a nova trama, por precisar correr para contar sua história, faz com que Xolo Maridueña fique apagado. Até mesmo um personagem que poderia ganhar maior importância no conflito com a família Owens não tem tempo suficiente para brilhar em cena.
A nova trama se concentra mais em Sally reconhecer a bruxa que sempre foi, baixando os muros que construiu para se afastar de sua família e se conectar novamente com sua filha Kylie.
Com uma trama envolvente, mas com pequenas derrapadas em sua narrativa, Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor é um bom filme e honra a saga. Porém, isso não significa que a pressa em contar sua história passe despercebida ou não acabe prejudicando a jornada das bruxas Sally e Gillian.
Com tom de legado, mas sem passar a tocha, Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor é um filme que nos faz lembrar dos bons filmes da Sessão da Tarde e reafirma que o tempo não passa para suas protagonistas.
Ficha técnica
Nota: 4 (de 5)
Título:Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor Título original:Practical Magic 2 Direção: Susanne Bier Roteiro: Akiva Goldsman, Georgia Pritchett e Kelly Marcel Baseado em:O Livro da Magia, de Alice Hoffman Elenco: Sandra Bullock, Nicole Kidman, Joey King, Maisie Williams, Lee Pace, Xolo Maridueña, Dianne Wiest e Stockard Channing Fotografia: Simon Duggan Montagem: Sam Williams Trilha sonora: Rupert Gregson-Williams Produção: Denise Di Novi, Sandra Bullock e Nicole Kidman Distribuição: Warner Bros. Pictures
Se você conhece Mônica Martelli e Ingrid Guimarães, sabe que ambas revolucionaram o cinema nacional ao trazer a comédia, mas, em especial, o papel da mulher como comediante e protagonista de sua própria história.
Seja por Os Homens São de Marte… e É pra lá que Eu Vou ou De Pernas pro Ar, ambas fizeram história e revolucionaram suas carreiras depois de sucessos que se repetiram no cinema e também na televisão.
E é exatamente nisso que as duas se combinam com a direção de Susana Garcia. Minha Melhor Amiga traz para as telas situações que aconteceram na amizade entre Mônica e Ingrid, misturando realidade e ficção em uma história sobre amizade, família e a necessidade de recomeçar.
A história
Júlia, vivida por Mônica Martelli, é uma jornalista de sucesso que acaba perdendo protagonismo em prol de uma jornalista mais nova, que precisa de seus textos no trabalho. Enquanto isso, Clara, interpretada por Ingrid Guimarães, vive um casamento que já acabou, mas que ela continua vivendo todos os dias, cuidando da sogra e do marido, que vive da música em sua própria casa.
Júlia e Clara são amigas e têm filhas, Manu e Isadora, que também são melhores amigas. As duas jovens vão estudar por um ano em Portugal.
Depois de três meses, percebendo que suas vidas precisam de um rebuliço, as duas decidem visitar as filhas de surpresa, pegando o primeiro voo para Portugal.
Vivendo personagens na faixa dos 50 anos, ambas veem essa road trip em Portugal como uma chance de ressignificarem suas vidas. Só que, ao chegarem ao país, percebem que as filhas também mudaram durante o tempo em que ficaram longe.
Júlia percebe que Manu (Giulia Benite) vive um outro momento de sua vida, morando com o pai divorciado e a nova esposa. Com bolsa de marca e até mesmo um peguete, Manu não é mais a menina que Júlia deixou ir embora meses atrás.
O mesmo acontece com Clara ao ver Isadora (Gabi Amaral) de cabelo azul e mais independente do que nunca.
Enquanto isso, Júlia e Clara percebem que suas filhas têm problemas para resolver, mas também precisam dessa independência em Portugal. E, enquanto acompanham as mudanças das meninas, as duas começam a aproveitar a própria viagem, podendo passear e se permitir apaixonar pelos homens da Europa.
Clara percebe que, longe de casa, não sente falta do casamento e nem sequer lembra da data em que se casou. Em uma crise cada vez mais escancarada, percebe que talvez esse capítulo de sua vida realmente já tenha passado.
É aqui que Júlia e Clara vão atrás de cachoeiras e acabam, sem querer, na Espanha. Querendo um grito de liberdade, ambas têm problemas para resolver, mas precisam viver a aventura de serem felizes sozinhas.
A amizade como espelho
Mônica Martelli e Ingrid Guimarães entregam o que se espera delas e, por mais que suas personagens estejam ali, o humor e o texto afiado em cena são o que mostram o sucesso de ambas no nosso cinema.
Levando os problemas das mulheres mais velhas para as telonas, as duas não têm medo de trazer questões relacionadas à idade com tamanha naturalidade que fazem todo mundo rir no cinema.
E é aqui que o filme encontra um de seus pontos mais interessantes. Mesmo quando precisam enfrentar problemas de adolescentes, como no caso de Manu, vivida por Giulia Benite, conhecida como Mônica em Turma da Mônica: Laços, que perdeu a virgindade em Portugal, a Júlia de Mônica Martelli aceita, ouve e torce pela felicidade dela.
A mesma coisa acontece quando Clara, de Ingrid Guimarães, percebe que Isadora (Gabi Amaral) está em outro momento da vida dela e precisa do apoio da mãe.
Mas o foco aqui está nas personagens de Mônica Martelli e Ingrid Guimarães. Quando erram o caminho e vão parar na Espanha, aquela história provavelmente você já tenha visto no Que História É Essa, Porchat?. O que ressalta essa mistura entre realidade e ficção é justamente o fato de suas personagens viverem histórias que elas mesmas já viveram na vida real.
E talvez seja justamente por isso que a amizade entre Júlia e Clara funciona tão bem. Existe uma sensação de que estamos vendo duas amigas que realmente se conhecem, se provocam, erram juntas e, principalmente, precisam uma da outra para perceber que ainda existe vida depois dos 50.
Minha Melhor Amiga, por mais que traga risadas o tempo todo, mostra que essa união entre Mônica Martelli e Ingrid Guimarães herda o cotidiano tão característico das produções de Mônica, além de um tom sincero e escrachado de Ingrid.
Mais do que estar no título, a amizade está na própria produção e na entrega de uma história divertida, que nos faz sair leves do cinema e pensar que devemos dar valor não só à amizade, mas também a nos reinventarmos quando for preciso.
Ficha técnica
Nota: 5 (de 5)
Minha Melhor Amiga Direção: Susana Garcia Roteiro: Andrea Batitucci, Ingrid Guimarães, Luisa Capri, Mônica Martelli, Patrícia Leme, Susana Garcia e Tati Bernardi Elenco: Mônica Martelli, Ingrid Guimarães, Giulia Benite e Gabi Amaral Gênero: Comédia Duração: 125 minutos Produção: Paris Entretenimento Distribuição: Paris Filmes País: Brasil Ano: 2026 Estreia: 3 de setembro de 2026
Se te falassem de um filme que mostra um futuro próximo em que os Estados Unidos decretaram que as pessoas não podem mais transar fora do casamento, a não ser uma única vez por ano? Com um controle implantado sob a pele, a polícia precisa fiscalizar se todos estão seguindo as regras, o que transforma uma das noites do ano em um verdadeiro evento, quando tudo está liberado.
É aqui que Só por uma noite parte para uma trama em que, quando pensamos em futuro, não imaginamos que ele possa ser literalmente amanhã. O filme apresenta um mundo que passou por essa mudança recentemente e em que a população realmente espera por um único dia do ano para transar, seja casualmente ou até mesmo entre namorados.
E é aqui que conhecemos Owen (Callum Turner), que trabalha em uma pizzaria e tem uma vida que considera perfeita. Porém, justamente neste dia, ele percebe que sua namorada quer trocar uma noite de amor com ele por uma noite de sexo sem compromisso com o vizinho.
Sem casa e sem sexo, Owen decide que também quer transar com alguém neste dia. Isso dá início a uma corrida que faz com que ele esbarre diversas vezes com Allie (Monica Barbaro), uma cantora de jingles que também quer encontrar alguém para viver uma aventura sem compromisso naquela noite.
Assim que a noite é liberada, começa uma verdadeira corrida e até mesmo uma histeria coletiva, com pessoas se pegando em tudo quanto é lugar. É nesse momento que Owen esbarra com Allie pela primeira vez, mas acaba convidando uma barista para transar e se envolve em uma aventura para conseguir um preservativo. A situação lembra muito as comédias dos anos 80, como Porky’s.
No meio desses absurdos, Allie encontra um cara que parecia ser o homem perfeito, mas quase acaba presa ao descobrir que ele era, na verdade, um ladrão procurado pela polícia.
Só por uma noite, por sua vez, consegue contar sua história sem ser vulgar, mantendo o tom de comédia romântica ao acompanhar os encontros e desencontros de Owen e Allie durante uma única noite. Na tentativa de encontrar um parceiro, os dois acabam se esbarrando diversas vezes, sempre desejando boa sorte um ao outro.
E é assim que, de repente, ambos se encontram novamente, dessa vez indo para uma estranha festa. Allie encontra um cantor de quem é fã, enquanto Owen conhece a pessoa responsável por aquela festa, o que prometia finalmente uma noite feliz para os dois.
Mas será que Só por uma noite consegue terminar sem que os protagonistas realmente se conheçam?
Vale a pena?
Callum Turner e Monica Barbaro seguram o filme todo com personalidade e uma dinâmica de gato e rato, deixando claro que os dois foram feitos um para o outro. Owen e Allie se rejeitam mesmo tendo essa conexão, o que torna essa comédia romântica tão gostosa de assistir nas telonas.
Sem pesar a mão e se tornar vulgar, Só por uma noite consegue apresentar uma trama bastante original sobre um futuro totalmente conservador e sem liberdade individual, mas sem que isso soe piegas ou faça o filme ultrapassar os limites da própria proposta.
Além disso, o filme traz boas surpresas, como a atriz Molly Ringwald, que interpreta a mãe de Owen. Conhecida por ser uma das grandes protagonistas das comédias dos anos 80, Molly estrelou Clube dos Cinco, Gatinhas & Gatões e A Garota de Rosa-Shocking, clássicos que ajudaram a definir o gênero e que continuam influenciando as comédias românticas até hoje. Sua participação acaba sendo uma das surpresas mais marcantes da trama.
Mas existe, logicamente, uma grande ironia aqui: fazer de Só por uma noite um filme sobre sexo, porém sem sexo. E é justamente essa ironia que torna o longa tão gostoso e leve de assistir, enquanto acompanhamos até onde os caminhos de seus protagonistas vão se cruzar.
Com uma trama simples e sincera, Só por uma noite é uma boa surpresa e mostra, mais uma vez, que uma história em que seus protagonistas simplesmente funcionam em cena pode ser fundamental para uma boa comédia romântica.
Ficha técnica
Nota: 4,5 (de 5)
Direção: Will Gluck Roteiro: Travis Braun Elenco: Monica Barbaro, Callum Turner, Maya Hawke e Molly Ringwald Fotografia: Yaron Orbach Montagem: Tia Nolan Música: Este Haim e Christopher Stracey Produção: Olive Bridge Entertainment Distribuição: Universal Pictures Duração: 102 minutos País: Estados Unidos Idioma: Inglês
Se você já assistiu a filmes como Se Beber, Não Case! e Perfeita é a Mãe!, sabe o que esperar de Amigas sem Filtro, dirigido por Jon Lucas e Scott Moore.
Começando com quatro amigas ainda na década de 90, a história chega aos dias atuais com um elenco estrelado por Isla Fisher, Leslie Mann, Anna Faris e Michelle Buteau, mostrando todo um potencial que talvez estivesse escondido entre tantas estreias no cinema.
E aqui o plot é bem simples: quatro amigas tentam comemorar o aniversário de uma delas em um spa de luxo. Mas será que vai dar certo?
A história
Acompanhe Jane, Sophie, Coco e Mel, quatro amigas que seguiram caminhos diferentes depois da juventude. Mantendo contato, mas nunca conseguindo se reunir, o aniversário de Jane se torna o motivo ideal para um enorme reencontro.
E é aqui que vemos que Jane é uma advogada de sucesso, quase sem tempo para cuidar de si mesma. Coco é uma mulher divorciada que ainda não superou o fato de seu ex estar com uma mulher mais velha, enquanto Sophie trabalha como uma espécie de faz-tudo para seu cliente. Por fim, temos Mel, que era uma garota doida e divertida na adolescência, do tipo de pessoa que não deixava saudade para as demais.
Coco organiza um final de semana perfeito em um spa de luxo, mas não vai muito com a cara de Mel e decide não convidá-la para a comemoração. A ideia era comemorar o aniversário de Jane e descansar da correria do dia a dia.
Só que Sophie fica com pena de deixar Mel de fora e a convida sem avisar as demais. Chegando ao spa, elas alugam um chalé e se surpreendem com a chegada de Mel, que estava na Europa e veio especialmente para o aniversário de Jane.
E é aqui que o final de semana perfeito voa pelos ares, com uma amiga que rompe a paz daquele lugar.
Mas será que elas ainda vão conseguir descansar no fim das contas?
Vale a pena?
Com humor na medida certa e dando tempo de cena para explorar cada personagem, Amigas sem Filtro tem o trunfo de trabalhar as quatro protagonistas, que carregam problemas diferentes em suas bagagens, mas que precisam justamente de um final de semana entre elas.
E é aqui que o roteiro brilha com Isla Fisher, Leslie Mann, Anna Faris e Michelle Buteau, que entregam uma naturalidade que flui e mostra como as quatro funcionam bem juntas em cena.
Por Jane ser a protagonista, Leslie Mann brilha um pouco mais em cena ao trazer uma mulher workaholic que se apaixona pelo professor de yoga, ao mesmo tempo em que tem medo de se entregar e confiar nele. Mesmo entre suas amigas, Jane tem dificuldade de ser quem realmente é, sendo aquele final de semana a oportunidade ideal para ela reaprender a se libertar de suas próprias amarras.
Enquanto isso, Michelle Buteau, com sua Coco, traz uma personagem que tenta se amar novamente e reconstruir uma confiança destruída por um casamento arruinado também por sua maneira pesada de levar as coisas.
Anna Faris, por sua vez, entrega uma Sophie que passou tantos anos abaixando a cabeça para seu chefe que precisa entender que existe um novo mundo além daquela relação marcada pelo assédio moral.
Mas quem realmente brilha aqui e muda tudo é Isla Fisher com sua Mel. A garota que roubava na adolescência agora é rica com Bitcoins e tem seu próprio jato, mostrando que seu jeito louco de fazer escolhas ainda não mudou. Mas será que isso é realmente verdade? E até que ponto esse jeito ainda funciona no dia a dia com suas amigas?
Amigas sem Filtro não reinventa a fórmula e entrega a aventura que se espera de quem gostou de Se Beber, Não Case! e Perfeita é a Mãe!. A grande diferença aqui é que o novo filme torna tudo ainda mais natural, sendo talvez o melhor trabalho dessa dupla formada por Jon Lucas e Scott Moore.
Dando o tom feminino ideal, mas sem abrir mão das loucuras do final de semana, Amigas sem Filtro traz piadas de diferentes tipos, sendo que algumas funcionam muito bem e outras nem tanto. Mas o principal aqui é que o filme nos faz pensar sobre levar nossas vidas no piloto automático e sobre como talvez um final de semana dos sonhos, ou uma amiga muito louca, possa fazer você sair desses trilhos e mudar a rota da sua vida.
Leve e com uma mensagem sincera sobre a importância da amizade, Amigas sem Filtro é um acerto que pode passar despercebido nos cinemas, mas mostra que é uma ótima caixinha de surpresas, daquelas que nos deixam realmente realizados quando sobem os letreiros na tela. E, por fim, deixa a dúvida: será que devemos levar a vida da maneira que levamos?
Ficha técnica
Nota: 4,5 (de 5)
Título:Amigas sem Filtro Direção: Jon Lucas e Scott Moore Roteiro: Jon Lucas e Scott Moore Elenco: Leslie Mann, Isla Fisher, Michelle Buteau, Anna Faris e Adam Demos Música: Philip White Produção: Black Bear Pictures e Team Todd Duração: 97 minutos País: Estados Unidos
Quando o assunto é mangá e esporte em versão live action no Japão, espera-se o caricatural e, aqui em Blue Lock, não é diferente. Adaptando a obra de Muneyuki Kaneshiro e Yusuke Nomura, o filme chega aos cinemas após a Copa do Mundo e quase simultaneamente com o Japão.
Com uma trajetória de sucesso tanto no mangá quanto no animê, Blue Lock em live action vem com o objetivo não só de recontar a mesma história, mas de tornar real uma obra que inspirou e ainda inspira jovens a gostar de futebol e que torcem pelo Samurai Blue, como os japoneses chamam a seleção japonesa por lá.
Mas transformar um mangá em live action não é uma tarefa fácil. Ainda mais quando estamos falando de uma obra com personagens extremamente caricatos, exageros visuais e uma maneira muito particular de representar o futebol. Dirigido por Yusuke Taki, Blue Lock consegue reproduzir as táticas de futebol com precisão, sem abrir mão do piegas e da caricatura quase fiel de seus personagens.
Porém, no fim, ficamos nos perguntando se realmente estamos falando de futebol ou do que torna tão especiais as histórias do gênero shonen.
A história
Antes de mais nada, a premissa de Blue Lock é sobre Yoichi Isagi, um jovem atacante que é uma promessa que ainda não vingou e recebe uma oportunidade inesperada depois de uma derrota. Um convite para fazer parte do projeto Blue Lock pode levar Isagi a se tornar o melhor centroavante do Japão e realizar um sonho, que é fazer parte da seleção japonesa.
Assim, Isagi aceita o convite, descobrindo que foi convocado junto com outros 300 jovens atacantes, todos sob o comando de Jinpachi Ego, tendo que passar por uma competição de pura sobrevivência.
Sem poder confiar em ninguém, Isagi vê rostos conhecidos, mas, ao mesmo tempo, sabe que todos estão ali pelo mesmo sonho. E é aqui que, passando pelas provas, ele recebe uma classificação e também se organiza em times, tentando se destacar em meio à multidão.
É aqui que personagens como Meguru Bachira, Rensuke Kunigami, Hyoma Chigiri, Gurimu Igarashi e Asahi Naruhaya se destacam, o que permite ver Isagi como apenas mais um na multidão, que precisa e deve confiar nos demais, mesmo que todos desejem a mesma coisa.
Enquanto isso, Jinpachi Ego deixa claro que todos ali foram convocados por serem atacantes, sendo essa a função mais essencial do jogo. Cada jogador precisa encontrar sua própria maneira de se destacar e se adaptar para se tornar o melhor em sua posição.
Isagi descobre que consegue prever os passos dos outros jogadores, tendo o “faro” para o ataque e para fazer gols. Mas será que isso é suficiente?
Menos futebol e mais batalha de egos
É justamente aqui que Blue Lock mostra que sua história não está apenas no futebol. Com boas cenas de futebol e conseguindo traduzir o “faro de gol” para as telonas, o filme encanta ao conseguir trazer sua história para o live action.
Com um elenco bem escolhido e sendo extremamente fiel à sua origem, o filme consegue adaptar o começo da saga, o que dá uma certa sensação de “já acabou?”.
A evolução de Isagi e até mesmo o desenvolvimento do seu “faro para gol” fazem parte exatamente desse processo de colocar tantos egos em xeque. É o que faz Isagi compreender como ser um atacante que sabe jogar com os demais jogadores de seu time.
Trazendo uma cena pós-créditos e uma promessa de continuação, Blue Lock consegue mostrar que o desafio de ser jogador não está apenas na sua habilidade, mas também no seu ego. E seu diferencial está justamente em simplificar sua narrativa ao tornar Isagi ainda mais protagonista do que já é, o que diminui os outros personagens, mas sem abrir mão deles em cena.
Depois de acertar no mangá e também em sua versão em animê, Blue Lock tinha o desafio de não fazer igual, mas se manter fiel em sua versão live action. E aqui ele mantém o exagero, mas consegue criar uma narrativa com efeitos visuais que não transformam as cenas de futebol somente em CG.
O exagero faz parte de Blue Lock
Por mais que alguns personagens estejam extremamente caricatos em seu visual, a quantidade de personagens em cena exige esse exagero. Não só para identificá-los, mas também para facilitar, dentro de uma narrativa de duas horas em tela, quem é quem dentro do Blue Lock.
E é justamente por isso que o exagero acaba funcionando. Se a adaptação tentasse tornar tudo realista demais, provavelmente perderia parte da identidade que fez Blue Lock funcionar no mangá e no animê.
E é aqui que trazer Masataka Kubota como Jinpachi Ego, quase como um maestro de uma orquestra, traz uma nova geração atrás de um personagem tão misterioso. Vale aqui citar que Masataka Kubota é conhecido no Brasil por outras adaptações em live action, como Tokyo Ghoul.
Enquanto isso, se Blue Lock já tinha uma trilha memorável no animê, aqui se repete ao trazer ninguém menos do que a própria Ado, de One Piece Film: Red, com a canção “Monster”. Escrita por Ryo, do Supercell, a música traz um toque “latino” que nós, como público brasileiro, reconhecemos como uma homenagem, em termos de história no futebol.
Um gosto de quero mais
Com os personagens ainda em treinamento, Blue Lock traz uma cena pós-créditos que não só apresenta novos personagens, mas também deixa clara a intenção de uma continuação.
Como primeira parte de uma enorme saga, o filme deixa um gosto de quero mais. E talvez essa seja justamente uma das sensações mais curiosas depois dos créditos: a impressão de que estamos apenas começando a conhecer aquele universo.
Por outro lado, essa escolha também faz com que o filme tenha uma sensação de introdução. Quem espera uma história totalmente fechada pode terminar com a impressão de que viu apenas o primeiro capítulo de algo muito maior.
Mas isso também é compreensível diante da quantidade de personagens e acontecimentos que Blue Lock possui. Seria difícil colocar tudo em pouco mais de duas horas sem perder aquilo que faz a obra funcionar.
Para quem já conhece a obra e também pra quem nunca viu
Mas temos que ser francos que quem assistiu ao animê na Crunchyroll e/ou lê o mangá pela Panini Comics pode sentir um pouco perdido, seja pela tradução, ou por alguns personagens em cena.
Para quem está chegando agora, o filme consegue apresentar seu universo sem exigir necessariamente que o espectador tenha acompanhado o mangá ou o animê.
No fim das contas, o filme funciona muito bem como obra isolada e pode se tornar um pontapé inicial para conhecer Blue Lock em suas outras mídias.
Com potencial de se tornar um sucesso em seu gênero, Blue Lock, agora em live action, apenas reafirma sua boa história, mostrando que aqui não é só sobre futebol, mas também sobre egos em campo.
Ficha técnica
Nota: 4 (de 5)
Blue Lock (ブルーロック) Direção: Yusuke Taki Roteiro: Tetsuo Kamada Baseado no mangá de: Muneyuki Kaneshiro e Yusuke Nomura Produção: CREDEUS Distribuição: TOHO (Japão) / Sato CO. (Brasil) Gênero: Esporte / Thriller País: Japão Duração: 2h08min Estreia no Brasil: 17 de setembro de 2026 Elenco: Fumiya Takahashi (Yoichi Isagi), Kaito Sakurai (Meguru Bachira), Kyōhei Takahashi (Hyoma Chigiri), Kota Nomura (Rensuke Kunigami), Yuzu Aoki (Gurimu Igarashi), Masataka Kubota (Jinpachi Ego), Mei Hata (Anri Teieri), entre outros.
Bella Campos e Bruno Bini recebem os troféus Lente de Cristal do Inffinito Brazilian Film Festival - crédito: Laís Piubel
Cinco Tipos de Medo, dirigido por Bruno Bini, foi o grande vencedor do 30º Inffinito Brazilian Film Festival, realizado em Miami. O longa conquistou quatro troféus Lente de Cristal na cerimônia realizada neste sábado (12), no Silverspot Cinema.
Além de Melhor Filme, a produção venceu nas categorias de Direção, Roteiro e Júri Popular, consolidando seu destaque na edição comemorativa de 30 anos do festival dedicado ao cinema brasileiro no exterior.
Produção brasileira ganha destaque internacional
Produzido por Luciana Druzina e Bruno Bini, o longa reúne no elenco Bella Campos, Xamã, João Vitor Silva, Bárbara Colen e Rui Ricardo Diaz.
A premiação em Miami amplia o circuito internacional do filme, que já passou por eventos como o Festival de Cinema de Gramado, onde recebeu quatro Kikitos, incluindo o prêmio de Melhor Filme.
A produção também integrou a programação da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e teve exibições em cidades como Havana, Manchester, Paris, Barcelona e Chicago.
Repercussão fora do Brasil
Bruno Bini acompanhou presencialmente pela primeira vez uma edição do Inffinito e destacou a recepção do público à produção.
Para a produtora Luciana Druzina, o resultado reforça a capacidade de uma história brasileira de encontrar espaço junto ao público internacional, especialmente nos Estados Unidos.
O filme também esteve entre os 15 candidatos a representar o Brasil no Oscar e terá nova passagem pelo circuito norte-americano em outubro, quando participará da seleção oficial do San Diego International Film Festival.
Disponibilidade no Brasil
Cinco Tipos de Medo está disponível no Brasil por meio de Globoplay, Prime Video e Telecine.
O longa segue agora seu circuito internacional após conquistar quatro prêmios no 30º Inffinito Brazilian Film Festival, incluindo o principal troféu da noite: Melhor Filme.
A Blizzard revelou durante a abertura da BlizzCon 2026 as próximas novidades de Hearthstone, incluindo a expansão Reinado do Império Negro, um novo tipo de lacaio para Campos de Batalha e a chegada da classe Monge.
Nova expansão retorna à antiga Azeroth
Com lançamento previsto para 20 de outubro, Reinado do Império Negro transporta Hearthstone para uma versão antiga de Azeroth, quando os Deuses Antigos ainda estavam no auge de seu poder.
A expansão introduz a palavra-chave Montar, que combina dois cards em um novo card, criando novas possibilidades de construção de estratégias.
Diário e Campos de Batalha
O Diário será reformulado para reunir missões, conquistas e eventos das expansões anteriores em uma única área, conectando diferentes momentos da história do jogo.
Já Campos de Batalha receberá as Aberrações, novo tipo de lacaio inspirado pela influência dos Deuses Antigos. A novidade chega em 22 de setembro.
Monge chega em 2027
A Blizzard também confirmou a chegada do Monge, primeira nova classe jogável de Hearthstone em seis anos.
A classe será adicionada ao jogo em março de 2027.
Lançamento
Reinado do Império Negro será lançado em 20 de outubro de 2026. As Aberrações chegam a Campos de Batalha em 22 de setembro, enquanto o Monge estreia em março de 2027.