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Disney produz curta com ator do Segata Sanshiro para divulgação do Pantera Negra!

A Disney no Japão decidiu divulgar Pantera Negra de uma forma um pouco diferente. Convidando o ator Hiroshi Fujioka, a empresa produziu um curta de 5 minutos em que seu personagem investiga sobre o metal raro de Wakanda. Conhecido internacionalmente pelos comerciais do Sega Saturn como Segata Sanshiro, o ator é lembrado principalmente por ser o Kamen Rider 1 em 1971.

Infelizmente o curta não tem legendas em inglês ou português, porém basicamente o personagem de Hiroshi Fujioka está atraz de Vibranium e acaba encontrando alguns indícios.

Pantera Negra estreou no Brasil no dia 15 de fevereiro, enquanto no Japão o filme estreou no dia primeiro de março.

Curta

https://www.youtube.com/watch?time_continue=215&v=zkRcFXwMBbM

Antes de ir embora, não vá sem rever os comerciais do Segata Sanshiro!

Aproveite e ouça também nosso podcast sobre o filme!

https://www.jwave.com.br/2018/02/jwave-360-pantera-negra.html

Power Rangers troca Bandai pela Hasbro!

A troca aconteceu recentemente e no meio de um anúncio de qual série japonesa seria adaptada no ocidente pela Saban. Inicialmente a Bandai soltou um comunicado anunciando que estava deixando de produzir brinquedos da franquia Power Rangers, porém trabalharia todo ano de 2018 focado nos 25 anos da franquia. Dias depois, a Hasbro revelou que estaria produzindo brinquedos da série Power Rangers Beast Morphers, sendo que essa seria uma adaptação de Tokumei Sentai Go-Busters.

Vale salientar que paralelo a isso, a Nicklodeon havia anunciado renovação do acordo com a Saban Brands, assim mantendo exibição de Power Rangers até 2021. Isso chegou a gerar até um “meme” porque o canal errou a série que seria adaptada em 2019.

Voltando a Bandai, o importante aqui é frisar que o comunicado dela ressalta que ela continuará trabalhando com Super Sentai e as séries na Ásia. O que isso significa? Que iniciativas como na Coreia do Sul que séries de Super Sentai são rebatizadas de Power Rangers, devem continuar com brinquedos da Bandai. Além disso, sabemos que a Bandai financia o gênero Tokusatsu, influenciando nos temas, enviando criações para serem encaixadas nas séries, se tornando um dos alicerces da produção das séries no Japão. Não sabemos o que a Hasbro fará com a nova série Power Rangers, mas seria interessante ver diferenças exclusivas em relação ao Go-Busters, influenciadas em brinquedos exclusivos nos EUA.

Outro dado curioso é que essa é a primeira vez que Power Rangers adapta uma série tão “antiga”. Go-busters foi exibido em 2012 no Japão, sendo adaptada para temporada 2019 de Power Rangers.

Ainda sobre a Bandai, por mais que a empresa seja soberana no Japão, produzindo jogos de Super Sentai e Kamen Rider, acabou que nunca foi uma regra no ocidente. Desde a fase Disney, Power Rangers ganhou jogos por outras produtoras como THQ, assim já era um indicativo que a Bandai e Power Rangers não eram tão ligados, como no Japão.

O que acharam das mudanças? Power Rangers Beast Morphers estreia em 2019.

JWave #360 | Pantera Negra


[powerpress]

O JWave volta para 2018 com especial de Pantera Negra

Vocês pediram e a equipe do JWave foi ao cinema para conferir o novo filme da Marvel Studios.

Juba, Calliban, Sérgio Sampa (88 milhas), Dash e Ronnnie Pedra falam tudo do novo filme.

Edição do podcast realizada por Juba (montagem e edição).

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Review | Berserk – Guia Oficial

Janeiro costuma ser um mês parado, mas não no quesito lançamentos. O guide oficial de Berserk chegou às bancas e lojas especializadas no primeiro mês do ano e, agora, chega também ao JMangá.

O que encontrar neste guide

Uma das seções que não pode faltar em um guide book é a apresentação dos personagens. Geralmente, quando a história é longa, é lançado um guide por vez e cada um abrange uma quantidade limitada de arcos da história (como por exemplo One Piece, Naruto, Fullmetal Alchemist, entre outros).

No caso de Berserk, o guide é bem amplo, abrangendo até o volume 38 do mangá. Dessa forma, as apresentações de personagens foram divididas em “núcleos”: grupo do Espadachim Negro, o Novo Bando do Falcão, Pessoas do Mundo Real e Seres do Mundo dos Mortos. No meio dessas galerias de personagens, existem classificações inusitadas e engraçadas, como “galeria de personagens bonitinhos” ou a “enciclopédia das técnicas de Puck”.

Além disso, o guide traz um guia da visão de mundo (dividido entre os capítulos sobre os personagens), lindas ilustrações coloridas com os personagens do bando do Espadachim Negro (queria uma do Griffth divo, mas…), revelações sobre os próximos passos da trama e uma entrevista incrível com o Kentaro Miura, que revela as inspirações que ele teve para seus personagens (quem ainda duvidava que ele era fã de Hokuto no Ken???), bem como seu processo criativo, fotos dos materiais de referência no seu estúdio e os rascunhos de alguns personagens.

Ah, não podemos esquecer do tradicional teste de personalidade, tirei o Raksas, mas não sei dizer se isso é bom ou ruim, já que não me lembro dele na história…

A edição brasileira

O guide de Berserk foi publicado em papel off-set,  assim como a republicação do mangá.

Como toda compilação do tipo, elogio o trabalho enorme de tradução e edição, pois não é fácil ficar pescando informações de 38 volumes, alguns ainda nem republicados; localizei um lapso de revisão digno de nota, no qual os pontos “cardeais” viraram pontos “cardiais”, mas nada que tire o mérito pelo trabalho complicado que é publicar um guide.

Diferente da série regular, a tradução do guide ficou por conta de Karen Kazumi Hayashida.

Opinião

Desisti de colecionar Berserk ainda em 2013, quando alcançamos a publicação japonesa e ainda era meio tanko. Para variar, estava passando por problemas financeiros e não sofri tanto ao desapegar.

 

Quando, pouco tempo depois, a Panini começou a republicar em formato tanko e em um papel melhor, cheguei a considerar recomprar, mas sempre apareciam outras prioridades.

O lançamento do guide me fez relembrar de toda a saga, nos mínimos detalhes. O fascínio que eu sentia pelo Griffith, a amargura pelo destino que se abateu sobre o Bando do Falcão e como fiquei maravilhada com a Era de Ouro. Apesar de não acompanhar mais a obra e de ter tanta raiva do Miura como do Togashi (terminem logo seus mangás!!!!!), acredito que Berserk é uma ótima obra e que o guide veio em boa hora, para presentear esses fãs guerreiros que ainda acreditam que lerão o final dessa saga.

Agradecemos ao pessoal da Panini e da Litera por ter encaminhado o exemplar para análise.

Review | Ghost in The Shell 2.0

Mais um integrante do combo de lançamentos da JBC na CCXP 2017, Ghost in The Shell 2.0 vem para reforçar o case de ficção científica da editora e é a pauta deste JMangá.

A história

Quase cinco anos se passaram desde os eventos ocorridos no primeiro volume. A protagonista desta história é Motoko Aramaki, uma super ciborgue e diretora do grupo Poseidon Industrial.

Dentre as muitas atividades do grupo, está a implantação de genes em porcos para fabricação de órgãos para clonagem, o que motivou um ataque terrorista por parte da HLF (Human Liberty Front). Após contornar as consequências do ocorrido com sua lábia lendária, Motoko começa a investigar mais a fundo os rastros deixados pelo ataque, utilizando suas várias interfaces.

Em um desses mergulhos de incursão, Motoko se depara com um inimigo que é uma espécie de espelho dela e fica intrigada, mas não dá tanta importância até sofrer ataque de indivíduos manipulados pela Stabat Mater, uma espécie de organização que conecta pessoas à personagens, para compartilharem uma experiência coletiva em um jogo.

Quanto mais fundo Motoko avança na investigação, mais clara fica a solução do quebra-cabeça no qual se meteu, mas ainda existe a possibilidade de que ela seja apenas mais uma peça a ser encaixada em toda a trama… por alguém que ela conhece bem.

A edição brasileira

Ghost in The Shell 2.0 foi publicado em papel lux cream, assim como seu antecessor, e com sobrecapa. A edição tem mais de 200 páginas coloridas, o que realça bem o traço de Shirow, mas atrapalha a leitura de alguns balões menores por causa da cor clara das letras.

A tradução deste volume foi feita pela Drik Sada.

Opinião

Muito da poesia que encontrei na primeira edição de Ghost in The Shell se perdeu nesse segundo volume. Para mim, a grande beleza da história, é a visão da Motoko Kusanagi acerca da vida, sendo ela humana ou não.

Como previsto pelo autor, fiquei um pouco chateada por esta parte da obra quase não ter abordado essas questões, dando mais destaques à batalhas confusas (algumas, com um visual bem poluído) e deixando a parte verdadeiramente interessante espremida no final.

Talvez não seja a melhor parte de Ghost in The Shell, mas ainda assim é importante para compreender a obra como um todo e dar a atenção que ela merece. Fiquei curiosa para ver agora a “última parte” e completar a coleção. Vamos acompanhar.

Agradecemos ao pessoal da editora JBC por ter cedido o exemplar para análise.

Review | Fairy Tail Gaiden #1

Se os fãs de Fairy Tail estão tristes pelo término iminente da obra, podem adiar as lágrimas um pouquinho.

Também lançado pela JBC na CCXP 2017, Fairy Tail Gaiden é um spin-off em três volumes que conta outras histórias sobre personagens da obra. O primeiro volume fala sobre os membros da guilda Sabertooth e é dele que vamos falar neste JMangá.

As histórias

Seriam a união e a confiança nos companheiros a chave para ser uma boa guilda? Se for, a Sabertooth tem isso de sobra.

Na primeira história, Yukino, a feiticeira celestial da Sabertooth é sequestrada por uma guilda inescrupulosa. Sting e Rogue, os dragões gêmeos da Sabertooth, farão de tudo para resgatá-la, devolver suas chaves de portal e, além de tudo, impedir que aconteça uma tragédia.

Ao mesmo tempo, Yukino provará que ama seus companheiros acima de tudo, nem que para isso tenha que arriscar sua própria vida.

Na segunda e última história do volume, Sting e Rogue brigam e separam a equipe dos Dragões Gêmeos. Irritado, Sting pega um serviço junto com Yukino e partem para Obstone, a Cidade das Pedras. O único problema é que a cidade não é mais como antes e a Sabertooth pode ter alguns problemas se não chamar reforços.

Se quiserem resolver o caso e salvar a cidade, os Dragões Gêmeos precisarão deixar as diferenças de lado e mostrar seu verdadeiro poder.

A edição brasileira

O papel utilizado em Fairy Tail Gaiden foi o off-white, uma alternativa bem bacana ao pisa brite e utilizada pela editora desde o lançamento de .your name.

O off-white é bem semelhante ao papel utilizado nos volumes japoneses e parece ser mais durável (não se iludam quanto ao amarelamento, pois o tempo é implacável, tenho coleções japonesas que estão amareladas do mesmo jeito).

A tradução foi feita por Karen Kazumi Hayashida.

Opinião

Como falei anteriormente no review de Fairy Tail Zerø, parei de acompanhar a série regular há muito tempo e não sei que rumo a história tomou.

Por incrível que pareça, mesmo afastada do universo de FT, também gostei bastante das histórias que compõem esse gaiden; são personagens incríveis, que mostram o poder da amizade e confiança e, além de tudo, apaixonantes.

Achei o traço do autor, Kouta Shibano, bem parecido com o do Hiro Mashima, sem surpresas. As tramas foram bem construídas e os desfechos saíram como o esperado, mas ainda assim interessantes. Para quem é bem fã, vale a pena dar uma chance e tirar suas próprias conclusões. Para aqueles que não são, vale pelos momentos de diversão, nos quais tudo o que precisamos é apenas de uma história despretensiosa.

Agradecemos ao pessoal da JBC por ter cedido o exemplar para análise.

Review | Death Note How to Read (Black Edition)

Quase cinco anos depois do lançamento da versão Black Edition da série Death Note no Brasil, a JBC finalmente consegue trazer o guide da coleção no mesmo formato.

Death Note – How to Read Black Edition também foi um dos lançamentos da editora na CCXP 2017 e é o protagonista deste JMangá.

O que encontrar neste guide

How to Read é um dos melhores guides de mangá que já vi, talvez pela série ser curta. As informações sobre personagens estão bem claras e, ainda assim, detalhadas.

Além da apresentação dos personagens (de praxe em toda publicação desse tipo), também foram expostos com riqueza de detalhes as organizações relacionadas ao caso Kira, arquivos completos sobre os Shinigamis, entrevistas divertidas e esclarecedoras com os autores de Death Note (para quem ainda não sabe, Tsugumi Ohba – roteiro e Takeshi Obata – desenho) e seções inusitadas, como a origem de cada um dos títulos dos capítulos da saga e os conceitos para os personagens-chave.

No guide também consta a história toda comentada em ordem cronológica, um manual hiper detalhado sobre o uso do Death Note (inclusive com várias respostas à perguntas que todo mundo deve ter feito enquanto lia), os truques utilizados pelos personagens classificados por ranking (???), e as incríveis anotações de Ryuk sobre o mundo dos humanos, fechando com um teste de personalidade bem engraçado (o meu resultado deu o Mello, devo me preocupar?).

Mas não acaba aí: How to Read ainda traz as tirinhas de Death Note (é muito interessante ver os personagens principais agindo de maneira mais engraçada, mas sem perder a essência) e o capítulo único que deu origem ao mangá Death Note (adoro essa história).

Ah, antes que eu me esqueça, a carta com o verdadeiro nome do L (que todo mundo já sabe) também veio, mas não tive coragem de abrir. Para matar a curiosidade, segue foto do card que veio na versão japonesa.

A reedição brasileira

A republicação de How to Read, assim como a coleção da qual faz parte, veio com papel lux cream (Alita, Akira, O Cão/O Outro Cão que Guarda as Estrelas).

COLOCAR FOTO REGRAS DN

A tradução é de Rica Sakata.

Opinião

Quando How to Read foi lançado pela primeira vez, em 2008, fiquei muito chateada porque mal abri a edição e ela praticamente desmanchou na minha mão; muitas folhas soltaram e lembro que era difícil até pra tentar colar.

Troquei minha edição, mas fiquei com medo de abrir em um ângulo maior do que 30 graus; isso fez com que eu não tivesse a melhor das experiências com minha primeira versão deste guide, somado com o fato de que o papel utilizado na época amarela rápido (impossível deter a ação do tempo).

Quando vi que relançariam o guide na versão Black Edition, fiquei muito empolgada, já que a coleção ficaria toda igual, além de melhorada.

A encadernação não deixou a desejar, então pude desfrutar do exemplar sem medo. Mesmo sendo uma republicação, admiro a paciência do revisor e do editor em reler toda a história de forma minuciosa, para não deixar a tradução das passagens do guide diferentes do que foi adotado na obra.

Apesar de me deixar irritada na segunda fase (odeio o Near com força), Death Note é uma obra que gosto muito e fico feliz que, finalmente, minha coleção brasileira esteja completa. Valeu a pela esperar.

Agradecemos ao pessoal da editora JBC por ter cedido o exemplar para análise.

Review | My Hero Academia Smash!! #1

Lançado pela JBC na CCXP 2017, My Hero Academia Smash!! é um spin-off de My Hero Academia.

Está curioso para saber mais sobre esta edição? Este JMangá conta tudo.

Tirinhas divertidas para todos os gostos

My Hero Academia Smash!! é composto por várias tirinhas de quatro quadros (yon koma), que mostram situações com os personagens que nunca veremos na história original.

Treinamentos alternativos para o Deku se acostumar com o One For All, a vida dos professores fora do Colégio U. A., o que os heróis fazem quando não estão combatendo o crime, um significado diferente para o lema “Plus Ultra”, o que os alunos realmente aprendem nas aulas… tudo com muito humor e criatividade.

Todos os personagens estão retratados em suas versões SD, o que os deixa bem fofinhos (inclusive o chatíssimo Ka-chan). Mesmo que seja uma brincadeira, não deixa de ser uma homenagem bacana ao universo de My Hero Academia.

A edição brasileira

O papel utilizado nesta edição é o mesmo da série oficial, o pisa brite. Não sei se a gramatura é menor (não sou especialista), mas o mangá é bem fininho.

A tradução ficou por conta de Naguisa Kushihara.

Opinião

My Hero Academia Smash!! é a materialização das ideias doidas que todo fã tem. É divertido pensar como seu personagem favorito realmente agiria em determinada situação, desconsiderando totalmente o enredo da história original.

O autor, Hirofumi Neda, explora direitinho o lado tarado do Mineta (sempre achei que a safadeza desse garoto não tinha limites), achei bem engraçado ver como o poder da Recovery Girl funciona “de verdade” e como a companhia do Ka-chan pode ser verdadeiramente nociva.

Acho bem legal quando o autor de uma obra permite que existam adaptações, desde que não fira a essência da mesma. No caso de Smash!!, acho que parece um complemento natural, como o próprio Neda sensei diz, uma espécie de compilação de “erros de gravação”.

Para quem consegue apreciar esse tipo de homenagem para sua obra favorita, é uma ótima opção.

Agradecemos ao pessoal da editora JBC por ter cedido o exemplar para análise.

Crítica | Pequena Grande Vida

Fazia tempo que não via filmes abordando redução de tamanho. Por mais que Homem Formiga possa entrar nessa categoria, podemos dizer que Pequena Grande Vida é um “Querida encolhi as criança” de maneira adulta.

Dirigido por Alexander Payne e tendo Matt Damon como protagonista, temos um filme que acompanha mudanças do nosso mundo e as vantagens de ser encolhido. E talvez esteja aqui a sacada genial, porque o filme mostra toda uma discussão sobre preservação do planeta, sendo que o buraco é muito mais embaixo. Estamos falando que encolher torna a sua vida mais “barata”, assim qualquer pessoa se torna milionária.

Assim conhecemos Paul Safranek e sua mulher Andrey que estão se questionando o momento que está passando. Se devem ousar e encolher tendo luxos e vantagens, ou deve permanecer estagnado como estão.

A questão que o filme não esconde que para conseguir “cruzar” pro outro lado, você terá que aceitar que não será tão fácil. Além disso, se algum ente querido seu usa por exemplo uma válvula artificial, provavelmente ele não poderá ser encolhido.

Partindo desse pressuposto, o filme apresenta a transição de Paul e Andrey. Seja vendendo tudo para uma nova vida, além do processo operatório traumático. Nesse ponto que Paul cruza, mas descobre que Andrey não aguentou a pressão e permaneceu no tamanho original. A consequência é um salto no tempo seguido de divórcio.

É interessante frisar que o filme segue com uma maturidade e tão cheio de detalhes dessa sociedade que convive cidades pequenas com cidades normais. Por exemplo, descobrimos que Paul abriu mão de sua mansão, hoje vive num apartamento, além de trabalhar como telemarketing. Em nenhum momento se fala como pequenos continuam trabalhando, mas num processo que seu dinheiro vira uma fortuna quando você é encolhido, acaba se concluindo que uma profissão como telemarketing se ganha bem na proporção.

Em contrapartida, o filme toda hora debate o choque da sociedade como um todo. Se um cara que decidiu viver encolhido e vive com menos, deveria ter a mesmo voto no governo americano ou deveria usar-se proporção, devido o peso financeiro que ele tem naquela sociedade.

Acredito que o ponto alto do filme é quando Ngoc Lan Tran entra na história. Porque aborda a possibilidade de refugiados viajarem de um país pro outro dentro de embalagens de eletrônicos. No caso dela, acabou sendo a única que sobreviveu, dentro de uma embalagem de televisão, assim sendo levada para cidade em que Paul vive. E os dois acabam se esbarrando numa festa do vizinho de cima, vivido pelo brilhante Christoph Waltz.

Pequena Grande Vida vai se moldando e mostrando que nenhuma sociedade é perfeita. Que mesmo uma sociedade encolhida, também tem diferentes níveis sociais, inclusive gerando toda uma cultura de gueto. Assim o filme se mistura entre os gêneros, abraçando drama, passando pela comédia, ao trazer uma possibilidade para o futuro com os problemas de hoje em dia.

Assumo que o filme segue caminhos inusitados, inclusive pegando gancho sobre todo processo de criação desse projeto e suas cidades. Mas talvez, esse caminho inesperado não deva ser interpretado como algo ruim, já que leva os personagens e suas mitologias para caminhos não esperávamos.

O filme tem 2 horas e 15 minutos, sendo que você não sente esse tempo em tela. E talvez Pequena Grande Vida acabe até trazendo a sensação que você esteja vendo dois filmes em um, devido a jornada de Paul se cruzar com a de Ngoc Lan Tran e ambos estarem encontrando seus respectivos papeis naquela sociedade.

Temos boas participações especiais com os atores James Van Der Beek (tocando tema da série Dawson´S Creek) e Neil Patrick Harris com Laura Dern que fazem casal Lonowski. Existem outras participações especiais para quem é fã do diretor, porém assumo que essas foram as que mais me chamaram a atenção.

A trilha sonora funciona, mas não tem grande peso aqui a ponto de se destacar algo. Agora, não posso deixar de comentar de uma escolha inusitada do diretor em uma cena especifica que aparece genitálias de quem será minimizado. Não costuma acontecer muito, mas como é um filme pra sair fora da casinha, talvez seja a proposta em ser diferente até na forma que é retratado isso.

Recomendo assistir e se colocar no papel de Paul. Não nego aqui que sai do cinema aceitando que seria uma boa possibilidade ser encolhido. Como o personagem do Christoph Waltz deixa claro no filme, as vantagens de ser encolhido é ter uma vida que você nunca terá como está agora.

Nota

8,5/10

Review | Battle Angel Alita #1

Publicado pela primeira vez no Brasil em maio de 2003, no formato meio tanko e em papel jornal, Gunnm – Hyper Future Vision retorna pela JBC, mas em versão repaginada.

Em formato um pouco maior que o big, com páginas coloridas e com o título americano Battle Angel Alita, esse clássico da ficção científica é o protagonista deste JMangá.

Relembrando a história

Em um dia como outro qualquer na Cidade da Sucata, o engenheiro cibernético Daisuke Ido encontra no meio do ferro velho partes de uma ciborgue, incluindo a cabeça. Ele resolve acolhê-la e consertá-la, para que tenha uma segunda chance.

Quando a ciborgue abre os olhos, Ido e seu assistente percebem que ela perdeu a memória. Ele então lhe dá o nome de Alita (Gally, no original e na primeira edição brasileira) e um novo corpo.

Alita deveria ser contratada pela L’Oreal

Alita passa a viver com Ido e, aos poucos, fragmentos de sua antiga memória aparecem quando ela se envolve em batalhas. Quando uma das lutas quase acaba com a morte dela, Ido resolve lhe dar o corpo de um guerreiro berserker, para que ela lute da forma como desejar

Assim, Gally segue como uma Guerreira Caçadora, trocando as cabeças de criminosos procurados por dinheiro, enquanto reaprende a viver como uma humana, mas num corpo cibernético. Logo, ela verá que a vida pode pregar peças cruéis e que não dá para escapar do passado, mesmo quando ele está um pouco adormecido.

A reedição brasileira

Como dito na introdução deste JMangá, a nova edição de Battle Angel Alita teve algumas mudanças. A mais visível seria a alteração do formato; em sua primeira publicação em 2003, não era comum a publicação de mangás em formato tanko completo (X/1999, do estúdio CLAMP, foi publicado em dezembro de 2003, sendo o primeiro mangá publicado no Brasil nesse formato).

Ao contrário da sua antecessora, esta versão não possui sobrecapa (que também foi uma inovação em 2003), mas nada que prejudique o visual final da edição. O papel escolhido foi o lux cream, que tem sido utilizado em mangás com uma edição diferenciada, como Blame!, O Cão que Guarda as Estrelas e Akira.

O único nome alterado até o momento foi o da protagonista, de Gally para Alita (apesar de terem alterado o título, mantiveram o subtítulo “Gunnm – Hyper Future Vision”), provavelmente por ocasião do lançamento do live-action.

A tradução ficou por conta de Arnaldo Oka.

Opinião

Quando li Alita pela primeira vez, lá em 2003 (meu espírito é jovem, tá, gente?), achei que a história tinha um clima bem de Pinóquio; o Ido me lembrou muito o Gepeto, que deu vida a um boneco de madeira que não sabia muito bem o que era certo ou errado.

Alita é um Pinóquio um pouco mais evoluído: ela não se recorda do seu passado, mas sabe o básico para se virar. Aos poucos, conforme seu corpo vai recuperando fragmentos de memória, percebe que não poderá passar a vida como uma garota normal. Em algum momento, deverá lidar com as consequências oriundas das escolhas que fez em algum momento de sua vida “anterior”.

Alita me lembra muito a Motoko de Ghost in The Shell; alguém ansiosa por saber sua real identidade, mas ao mesmo tempo atormentada com o que pode vir a saber. A busca de Alita é tão poética quanto a de Motoko, e ao mesmo tempo triste.

Com todos os elementos que realmente fazem uma boa história de ficção científica, Battle Angel Alita não faz feio na estante de ninguém. Recomendo de olhos fechados.

Agradecemos ao pessoal da editora JBC por ter cedido o exemplar para análise.

Uma linda mulher ganha primeira foto da sua versão musical!

Clássico da Sessão da Tarde, Uma Linda Mulher está ganhando um remake musical nos palcos de nova York. E a revista People divulgou a primeira foto oficial dessa nova versão.

Vale aqui frisar que passado quase 30 anos, a nova versão foi roteirizada pelo diretor original, Garry Marshal. O diretor havia preparado uma nova versão do roteiro em 2016 antes de falecer.

Para a nova versão, o papel interpretado originalmente pela Julia Roberts será interpretado pela atriz Samantha Barks. Já o papel que era do Richard Gere será interpretado pelo ator Steve Kazee.

Uma Linda Mulher estreia no dia 20 de julho em Neerlander Theatre, na cidade de Nova York. Já o filme está comemorando 28 anos esse ano, sendo lançado nos cinemas brasileiros no dia 27 de julho de 1990.

Pretty Woman the Musical:
Samantha Barks and Steve Kazee
Credit: Andrew Eccles

 

 

Lembrando que o JWave já gravou um podcast sobre o filme. Lembra dele?

https://www.jwave.com.br/2015/02/jwave-214-uma-linda-mulher.html

Netflix lança primeiro trailer de Perdidos no Espaço!

LOST IN SPACE

LOST IN SPACE

A Netflix está trazendo segundo remake de Perdidos no Espaço. Produzida em forma de série igual a original, a nova produção terá 10 episódios e trará a família Robinson para os dias atuais.

Nascida em 1965, a série original teve um total de 3 temporadas, sendo relembrada até hoje. Inclusive a série voltou a ser reprisada diversas vezes na tv paga pelo canal FOX. Agora a nova versão é uma produção original da Netflix, depois de uma tentativa nos cinemas em 1998 com os atores Gary Oldman e Matt LeBlanc (Friends).

A nova produção ganha um trailer mais realista, sendo que o primeiro episódio é assinado por Matt Sazama e Burk Sharpless, do recente Drácula: A História Nunca Contada.

O “novo” Perdidos no Espaço estreia no dia 13 de abril, tendo os dez episódios lançados juntos. Será que a nova série será um sucesso? Torcemos que a nova versão traga não só a mitologia da série, como também abrace o humor que a série tinha com o vilão Smith e sua relação com a família Robinson.