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Crítica | As Aventuras de Tadeo 2: O segredo de Rei Midas

Não estamos acostumados com animação espanhola e muito menos quando ela ganha sequência. Iniciada em 2012 (2013 no Brasil), temos o personagem Tadeo que é extremamente divertido e seguindo com a sua vida pacata de pedreiro em Chicago.

Se no filme anterior ele conheceu a famosa arqueóloga Sara Lavrof, aqui temos o começo de uma amizade colorida e discreta entre os dois. Em que seus amigos da construção civil duvidam dele, porém ele segue firme no desejo de ter algo mais sério com ela.

A saga de Tadeo foi um grande sucesso comercial em 2012, sendo que foi comentado que esta seria apenas o primeiro capítulo de uma saga de seis partes. Sucesso em especial na China e na Coreia do Sul, As Aventuras de Tadeu tem uma animação muito bonita e que se conquista por suas piadas. Talvez pela similaridade do português e do espanhol, muitas das piadas funcionam aqui sem rodeios, também sendo um mérito da dublagem brasileira.

A História

Tadeo segue como pedreiro, porém ainda segue seu sonho de se tornar um arqueólogo. E nessa confusão, temos o retorno da Múmia que foi expulsa da Cidade Perdida dos Incas (do filme anterior), restando, apenas ir atrás do único ser vivo que ela conhece, o Tadeo.

Nessa realidade, temos ainda Tadeo indo para um evento da Sara que irá anunciar que descobriu o maior segredo de Midas.

Assim a história segue numa adrenalina com sequestro da Sara, uma organização atrás do tesouro de Midas e sobrando para Tadeo resolver toda essa confusão.

O filme nao se restringe só aos EUA, indo para Espanha, Turquia e explorando as aventuras ao bom estilo “Indiana Jones”.

Opinião

O forte do filme continua sendo as piadas e aqui muito bem dosadas com a dupla Tadeo e Múmia. Alias, a Múmia é um espetáculo a parte, em que se destaca humor apurado tanto em sua descoberta pelo mundo atual, como também homenageando figuras históricas, como Elvis.

Aqui o roteiro traz uma assistente da Sara, Tiffany, que acaba funcionando como triângulo amoroso com Tadeo, dando tom para ciúmes que será trabalhado assim que Sara for resgatada.

O filme não foge do clichê da organização poderosa pelo maior tesouro do mundo. E com Tadeo fugindo dessa organização, ao bom estilo de “Tudo por uma esmeralda”. Sendo intencional ou não, fica inegável não lembrar desse clássico que recentemente foi usado como homenagem em Jurassic World.

Gosto bastante desse tipo de filme, ainda mais desvendando Midas e explicando numa nova roupagem em como ele se livrou da maldição. Ficção misturada com uma boa comédia, fazendo com que o tempo não passe e que desejemos mais e mais filmes desse tipo.

É um filme pra toda família e traz um humor variado, em que várias piadas funcionam para crianças e outras para crianças.

Não sabemos quando teremos um novo filme do Tadeo, mas torcemos que essa saga não termine. O filme é distribuído pela Paramount Pictures, sendo produzido em co-produção com estúdios Ikiru Films, Telecinco Cinema, El Toro Pictures, Lightbox Entertainment e Telefónica Studios (do grupo que é responsável pela Vivo aqui no Brasil).

Será que irá demorar muito para termos um novo filme do Tadeo Jones?

Trailer

Agradecimentos a Paramount pelo convite

Entrevista com Marcela Miranda

Entrevista com Marcela Miranda uma das fundadoras da Trigg uma empresa com uma inovadora ideia de uso de cartão de credito, via pulseira.

Crítica | Viva – A Vida é Uma Festa

Sabe daquelas animações que o trailer você acaba não dando nada pra ele, mas acaba absurdamente surpreso com resultado final? Esse é o caso de Viva – A Vida é Uma Festa, que apresenta um trailer morno sobre um garoto que para no mundo dos mortos e precisa fugir de lá antes de se tornar definitivo por lá.

Dirigido por Lee Unkrich, o filme foi uma enorme surpresa, quando somos realmente somos apresentados ao seu mundo. Tocante, emocionante, “Viva – A Vida é Uma Festa“ é pra te fazer chorar, por isso não ignore meu aviso e leve um lenço para o cinema. Você irá precisar dele se quiser sair do cinema com alguma compostura.

Voltando a História

Conhecemos a história de Miguel, um garoto que vive numa família que aboliu a música de suas vidas. E assim, ele que é sapateiro nas horas livres, acaba tendo que esconder sua vocação e desejo de se tornar músico.

Ninguém sabe o que aconteceu na família Rivera, porém a música foi banida e a família se tornou os melhores sapateiros da região. Miguel ainda não trabalha com eles, porém trabalha nas ruas, dando valor ao dinheiro e a profissão, por mais que sua ambição seja os palcos.

Só que um dia, ele acaba descobrindo numa foto de sua família que provavelmente ele seja tataraneto do grande artista Ernesto de la Cruz. Tirando conclusões sobre o porquê de a música ter sido banida por sua família, ele acaba tirando o violão do túmulo de Ernesto, assim caindo no mundo dos mortos, bem na véspera do Dia dos Mortos.

Vale aqui posicionar que no Dia dos Mortos, temos uma enorme festa nas ruas do vilarejo. E Miguel apenas quer tocar sua música, mas sua família descobre e seu violão é destruído, por isso ele toma a medida drástica de roubar o violão de Ernesto de la Cruz.

No mundo dos mortos, ele acaba fugindo da família Riviera que quer mandar ele de volta com a condição de nunca mais tocar num instrumento musical. Assim ele faz amizade com malandro Héctor, tentando assim encontrar o famoso Ernesto de la Cruz.

E assim as aventuras de Miguel e Héctor seguem no Mundo dos Mortos, aonde a contagem regressiva do Dia dos Mortos fará com que Miguel fique preso pra sempre lá.

Opinião
Repleta de músicas que remetem a cultura mexicana, “Viva – A Vida é Uma Festa” apresenta personagens e uma mitologia riquíssima que é paixão a primeira vista.

Vivendo e crescendo assistindo produções mexicanas, como Chaves, Chapolin e diversas novelas mexicanas, acaba que não gera nenhum estranhamento em aprender uma cultura diferente da nossa.

Agora, a família Riviera tem segredos a serem revelados na trama e muitos deles estão em torno da matriarca viva da família. E é justamente com ela e sua relação com aqueles que já se foram, acaba tocando seu coração com a canção “Remember Me”.

O filme bate na tecla que no Mundo dos Mortos só permanecem aqueles que são lembrados pelos vivos. E conhecemos toda uma sociedade moldada por quem é lembrado e por quem é esquecido. Um artista vive em um castelo por ser bem lembrado, enquanto aquele que não tem familiares vivos, acaba vivendo na periferia, podendo até deixar o Mundo dos Mortos, quando for completamente esquecido.

Sendo assim, o filme “Viva – A Vida é Uma Festa” se constrói uma trama que atinge diversos públicos por apresentar diferentes camadas que tocam de diferentes maneiras.

Sem entrar em mérito de entregar spoilers, o filme me tocou por ter uma “Mamá Coco” em minha família. E chorei que nem uma criança por lembrar da minha avó e suas histórias de infância, acabarem sendo muito parecidas com a da “Mamá Coco”.

Podemos definir que esse é um filme que fala da família, não só aquela que está contigo, mas também aquela que se foi. Sendo um filme para toda família, ele cumpre seu recado, fazendo com que pensamos e refletimos sobre nossas famílias. Talvez até invejando que não tenhamos um “Dia dos Muertos”, como a cultura mexicana tem (por mais que tenhamos algo muito próximo disso no mesmo período).

O “Viva – A Vida é Uma Festa” chega aos cinemas no dia 4 de janeiro. E não deixe de ir aos cinemas e se emocionar com sua história e seus personagens. É bem provável que seus olhos saiam marejados e que você pense na sua família, porém não perca a chance de ver uma animação do padrão de qualidade da Pixar nos cinemas.

Pôsteres

Trailer

Agradecemos a Disney Brasil pelo convite

Review | Witches #1

Mais um lançamento da Panini, e esse é para quem curte histórias cheias de mistério e magia. Witches já chegou às bancas brasileiras e, neste JMangá, a gente fala dele para vocês.

As histórias

Spindle (Fuso)

Nesta trama em duas partes, conhecemos a jovem Shiral, que teve uma visão enquanto tecia um tapete. Agora, ela precisa transmitir direitinho a mensagem e, para isso, viaja até a capital.

Bela abertura da história Spindle (Fuso)

Enquanto a jovem se prepara para a viagem, a história volta 30 anos no passado e nos apresenta a jovem Nicola, que se irrita com a visão que uma bruxa lhe apresenta. Apaixonada por Mimar, um rapaz que trabalha no Bazar, não lida muito bem com o fato de que ele não corresponde seu amor, usando a religião como desculpa.

Amargurada, a garota vai embora para a Inglaterra e, de volta ao presente, irá se vingar utilizando os conhecimentos de magia que aprendeu… Mas não antes de Shiral encontrá-la e revelar o que sua visão lhe mostrou e que pode não estar de acordo com seus planos.

Um novo jeito de dizer “eu te amo”…

Kuarup

Em uma pacífica aldeia indígena, a pequena Cumari e seus companheiros viviam tranquilos e em harmonia com a natureza e os espíritos que nela habitam. Convicta de que se tornaria uma xamã, Cumari nada teme e promete que irá proteger a todos.

Anos mais tarde, o antigo xamã da aldeia trai seu povo e permite que caçadores brancos a invadam. Sangue inocente é derramado e, movida pelo ódio, dor e sofrimento, Cumari irá utilizar todo o seu conhecimento e poder sobre os espíritos da mata para obter reparação.

A natureza se entristece em Kuarup

A bruxa montada no pássaro

A última história do volume é um pequeno conto adorável: dois padres estão tomando um chá enquanto conversam sobre amenidades.

Um deles, mais idoso, interrompe um pouco a conversa para dar atenção à um pequeno pássaro, que diz ser sua irmã caçula que, após sua morte, tornou-se uma bruxa e vem visitá-lo todos os dias.

Um padre e um passarinho que se encontram todos os dias, na hora do chá <3

Ao sair da cabana após terminarem o chá, o padre visitante mostra que ter uma idade avançada nos permite abrir os olhos para os mistérios da vida.

A edição brasileira

Witches foi publicado em off-set, com orelhas e sem páginas coloridas. A edição ficou muito bonita, combinando com o clima das histórias.

Capa e orelha da edição brasileira de Witches

A tradução ficou por conta de Lídia Ivasa e a edição sob a batuta de Beth Kodama.

Opinião

Todas as histórias deste primeiro volume mostram pessoas que obtiveram um grande poder após um acontecimento importante, que os fez despertar fortes sentimentos: Nicola foi rejeitada por seu amor, Cumari perdeu sua família e o padre velhinho, sua irmã.

Cada um deles lidou com esses novos poderes movidos pelo coração e obtiveram diferentes resultados, claramente visíveis. Esses diferentes personagens nos dão importantes lições de como lidar com o que acontece no decorrer de nossas vidas e, o mais importante, que nossas escolhas nos moldam para sempre.

Agradecemos à editora Panini que, gentilmente, nos cedeu o exemplar para análise.

Review | Jaco – O Patrulheiro Galáctico

Mais uma obra de Akira Toritama ganha sua edição brasileira. Trazido pela Panini, Jaco – O Patrulheiro Galáctico, foi um dos lançamentos do mês da editora e é o protagonista deste JMangá.

A história

Único habitante de uma bela ilha, o cientista Omori passa seus dias solitários cuidando do túmulo de sua esposa e fazendo atividades domésticas. Um dia, sua paz e tranquilidade é interrompida pela queda de uma nave, cujo único tripulante é Jaco, que se diz um Patrulheiro Galáctico de elite.

Jaco revela que veio à Terra para proteger os habitantes de um alienígena que veio com a intenção de exterminar o planeta, mas ele próprio fica tentado a fazer isso quando vê o quanto Omori é amargurado com a humanidade.

Mal acaba de aterrissar, Jaco já pensa em nos exterminar com uma bomba…

Isolado na Terra por conta de sua nave avariada, o Patrulheiro resolve guardar sua bomba de extermínio até que Omori o ajude a consertá-la. Enquanto isso, Jaco aprende mais sobre o planeta, conhece a espevitada porém generosa Tights e percebe que, mesmo com todos os seus defeitos, a humanidade e o planeta Terra devem ser protegidos.

Além da aventura de Jaco, os fãs de Dragon Ball se surpreenderão com algumas revelações sobre o universo da obra que Toriyama fez especialmente nesta edição.

A edição brasileira

Como todos os mangás regulares da editora, Jaco foi publicado no papel pisa brite. Esta edição não tem páginas coloridas; foi traduzida por Drik Sada e editada/adaptada por Beatriz Bevilacqua.

Capa brasileira de Jaco – O Patrulheiro Galáctico

Opinião

Jaco é o tipo de mangá de Toriyama por excelência, e que pode ser apreciado não só por fãs de Dragon Ball, mas também por quem aprecia obras divertidas.

A pose que você respeita…

Fiquei muito surpresa com as revelações sobre os momentos anteriores à chegada de Goku à Terra e com as circunstâncias pelas quais Jaco chegou até nós. São histórias dignas do mestre Toriyama e que não deixarão nenhum fã aborrecido, mas sim, feliz por ele continuar tão afiado nas suas publicações.

Tão óbvio…

Agradecemos à editora Panini por ter enviado o exemplar para análise.

Review | Coin Laundry Lady

Gosta de mangás com temática nonsense? Então esta obra de Hiro Kiyohara (autor da versão mangá de Another) é uma ótima opção!

Anunciado há pouco mais de um mês no Henshin On Line e lançado no Henshin +, Coin Laundry Lady também já chegou às livrarias, lojas especializadas e bancas de jornal. Contamos o que achamos neste JMangá.

A história

Haru Tanaka é uma jovem universitária que mora sozinha há três meses e que está à procura de uma lavanderia, já que a que costuma frequentar está fechada para reformas.

Um dia, ela encontra uma lavanderia bem próxima de sua casa e, ao entrar no recinto, é surpreendida por uma mulher no melhor estilo Sadako saindo de dentro da secadora!! Antes que Haru pudesse fugir, a mulher apenas diz “que calooor”…

KYAHHHHHH

A mulher da secadora é Maoko, proprietária da lavanderia. Do modo mais improvável possível, ela torna-se amiga de Haru, que terá que aturar os acontecimentos mais bizarros possíveis protagonizados por Naoko e outros personagens, como o filho do presidente do centro comercial ou a dona da lavanderia rival, ao mesmo tempo em que reencontra uma paixão da adolescência e vira uma stalker sem noção.

Dizem que os opostos se atraem, mas nesse caso é mais o que ambos têm em comum: serem stalkers

A edição brasileira

Coin Laundry Lady também foi publicado no papel off white, material mais próximo dos volumes japoneses regulares e que realmente poderia ser adotado para todas as novas publicações. As primeiras páginas com ilustrações do autor foram mantidas coloridas.

Capa brasileira de Coin Laundry Lady

A tradução ficou por conta de Edward Kondo, que costuma traduzir todas as obras do autor no Brasil.

Opinião

Coin Laundry Lady me arrancou muitas risadas, adoro mangás nonsense. Como sou fã do trabalho do autor, achei que seria algo voltado no mínimo para o suspense, mas fui surpreendida de forma muito positiva por este título. Me apaixonei por todos os personagens e adoraria ver mais historinhas com todos eles.

Maoko linda e diva fazendo cara de tô nem aí

Com relação ao traço, mesmo que o autor garanta que fez a obra de forma descontínua, não senti tanta diferença assim entre as histórias, pelo contrário: se houve alguma alteração, foi sempre para melhor e só enriqueceu a obra.

No mais, fiquei muito feliz pelos brasileiros terem a oportunidade de ver um trabalho de Kiyohara diferente do habitual e que é tão bacana quanto todos os outros lançados. Foi uma ótima mudança de ares.

Agradecemos ao pessoal da editora JBC que nos entregou o exemplar no dia do evento.

Review | Fairy Tail Zerø

Enriquecendo as estantes dos fãs de Fairy Tail e arrebatando quem não manja muito da trama, Fairy Tail Zerø chega às bancas brasileiras… e aos nossos corações.

Neste JMangá vamos falar sobre esse spin-off incrível, que conta o nascimento da guilda Fairy Tail.

A história

No ano de X679, a garotinha Mavis Vermillion morava na guilda Red Lizard. Sonhadora e inteligente, acreditava piamente que poderia ver fadas e, mesmo sendo maltratada pelo mestre da guilda e por sua filha Zera, seguia sem chorar nem desanimar.

A pequena Mavis lendo seu livro favorito

Um dia, Red Lizard foi atacada por uma guilda rival, Blue Skull, que dizimou todos os seus integrantes com exceção de Mavis e Zera, muito ferida.

Sete anos se passaram e caçadores de tesouros chegam à Ilha Sirius, à procura da Joia de Sirius, Al’- Habor. Desarmados diante da inteligência da garota, aceitam-na como parte do bando em busca da joia, que já não está mais em seu lugar de honra na ilha.

Dá-lhe, Mavis!!!

Sempre junto de Zera, Mavis finalmente resolve sair para o mundo e ampliar seus conhecimentos. Nesta viagem, além de viver aventuras inesquecíveis, conhecer pessoas incríveis e passar por perigos mortais, a futura primeira mestra da Fairy Tail vai entender de forma mais profunda o poder da magia quando utilizada em prol daqueles que amamos, e deverá abandonar algo que cultiva há muito tempo se quiser crescer de fato.

A edição brasileira

Mais uma publicação no papel off White, que me ganhou totalmente, já que na minha opinião ele é bem mais parecido com o papel utilizado nos mangás japoneses regulares (que também ficam amarelados com o tempo, tá?). A lombada é costurada e ficou muito boa.

A edição não tem nenhuma página colorida, mas nem precisa. A história tem um clima bem melancólico, que combina com o preto e branco habitual.

A tradução ficou por conta de um velho parceiro da JBC, Luiz Kobayashi.

Opinião

Por motivos alheios à minha vontade, deixei de ler e colecionar Fairy Tail lá pelo volume 36. Conhecia a personagem Mavis bem de longe e não cheguei a me aprofundar nela nem nada. Partindo desse princípio, imaginei que, apesar de ser um spin-off, não conseguiria curtir tanto a obra como um leitor regular. Ledo engano.

A história me conquistou desde o começo, pois apesar de ser Fairy Tail, ao mesmo tempo não era. Quando percebi, já estava totalmente envolvida na amizade de Mavis e Zera, emocionada com o encontro dela com Zeref e me acabando em lágrimas com a revelação plot twist (que, vamos combinar, estava na minha cara mas não quis ver) do final.

Duas donzelas tomando banho ao ar livre

Reli várias vezes e não tive dúvidas que adoraria ler muito mais sobre essa primeira formação da Fairy Tail. Também gostaria que Mavis tivesse tido mais tempo para compreender o que se passou entre Zera e ela. Mas amar é assim: uma mistura de momentos de alegria imensa e dor. Não daquelas dores que um analgésico resolve, mas sim daquelas que ainda causam um comichão muitos anos depois.

Zeref <3

Recomendo à todos aqueles que sabem que nossos maiores tesouros sempre estarão guardados em nossos corações: os momentos que passamos juntos daqueles que amamos.

Agradecemos à editora JBC que, gentilmente, nos encaminhou o exemplar para análise.

Review | Samurai 7 #1

Anunciado há algum tempo no Henshin +, Samurai 7 é um dos novos títulos da editora JBC.

Baseado no filme do mestre Akira Kurosawa, o mangá é uma ótima opção para quem curte histórias de samurai não muito tradicionais e é o tema deste JMangá.

A história

Em um futuro não muito distante, a humanidade começou a migrar para outros planetas do Sistema Solar. Nesse ínterim, ocorreu uma guerra espacial, que dividiu a atmosfera da Terra em duas, com o poder de máquinas que espalhavam destruição ao longo de seu caminho.

Praticamente indefesa, a humanidade contava apenas com homens fortes e decididos, que valiam de seu próprio corpo e de espadas especiais, as katanas antitanque, para enfrentar algo tão cruel. Esses homens eram chamados pelas pessoas de Samurais.

Com o final da guerra, os Samurais eram cada vez menos necessários e, para sobreviver, alguns deles tornaram-se saqueadores sem escrúpulos, dizimando vilas e aterrorizando uma população já fragilizada.

Enquanto isso, um jovem chamado Katsushiro está em uma cidade chamada Tanizoko, onde dizem que os Samurais ainda são populares. Lá, ele encontra a sacerdotisa Kirara e o agricultor Rikichi, que estão procurando samurais fortes para auxiliá-los a defender sua vila, ameaçada por saqueadores que prometeram voltar para levar sua produção de arroz dentro de vinte dias.

Ambos procuraram desesperadamente alguém que pudesse defendê-los durante 10 dias, mas sem sucesso. Katsushiro então se compromete a ajudar, mas no meio do processo acaba revelando que, na verdade, não é um samurai, mas sim um filho de nobres; ele nem ao menos sabe desembainhar a katana antitanque que traz presa à cintura.

Mesmo sendo desajeitado, seu coração puro acaba sendo o chamariz para que Kirara e Rikichi encontrem mais seis guerreiros, todos mais experientes do que Katsushiro e também dispostos a ajudar: o ciborgue Kikuchiyo (que já tinha sido recrutado pela irmã mais nova de Kirara), o sábio Kambei, o estiloso Gorobei, o simpático Shichiroji, o inocente Heihachi e o lobo solitário Kyuzo.

Kambei mostrando o que movem os verdadeiros samurais

Juntos, eles tentarão trazer a paz de volta à vila, enquanto Katushiro pode provar que, mesmo não sendo um Samurai verdadeiro, é possível enfrentar os males que afligem os indefesos.

A edição brasileira

Samurai 7 foi publicado em papel off-white, que na minha opinião parece um pisa-brite de qualidade superior. A edição com ele ficou bem bonita, e estou torcendo para que seja uma constante nas próximas publicações.

O mangá foi traduzido por Jae H W.

Os 7 samurais de Kurosawa

Tirando a parte espacial, o mangá está bem parecido com o filme. Os camponeses também estão sofrendo com bandidos e saqueadores, mas quando tentam se defender não têm sucesso.

Eles resolvem contratar samurais, mas são tratados com desprezo e, dessa forma, resolvem procurar ronins, que por estarem desempregados e passando dificuldades deveriam aceitar o trabalho sem maiores problemas.

Com muito sacrifício, os ronins ensinam os aldeões a se defender, mas não sem perder alguns companheiros no caminho. Destaque para o incrível Toshiro Mifune, que deu vida ao personagem Kikuchiyo.

Opinião

Apesar de ser baseado em um clássico do cinema japonês, o mangá (pelo menos nesse primeiro volume) não empolga tanto.

Não tive muita empatia com o protagonista nem com o povo da vila. Para mim, o personagem mais interessante é o Kikuchiyo, que parece uma espécie de grilo falante do Katsushiro.

O traço me lembrou bastante aqueles manuais de como desenhar mangá; tudo muito certinho sem nada fora do lugar.

No mais, como são apenas dois volumes, provavelmente a próxima e derradeira edição traga toda a emoção esperada. De qualquer forma, para quem curte histórias despretensiosas, é legal dar uma chance.

Agradecemos à editora JBC que, gentilmente, nos encaminhou o exemplar para análise.

JWave #357 | Liga da Justiça


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O JWave dessa semana é sobre Liga da Justiça.

Falamos tudo do filme de 2017, além de brincar com a versão de 1997, além de revisitar o filme que quase foi produzido em 2007. Como é um tema sempre atualizado, acabamos descobrindo que existia outro filme em produção em 2011 e pretendemos falar dele em breve.

Revisite o novo filme da Liga da Justiça com Stunts, Sergio Sampaio (do 88 milhas), Calliban e Juba.

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O destaque do mercado brasileiro de games!

Semana passada tivemos um convite da Abragames em acompanhar o evento Abragames Apresenta: Jogos de Sucesso. Num evento fechado, a imprensa brasileira pode assistir detalhes de 25 casos de sucesso no mundo dos games aqui no Brasil.

Num investimento que envolve políticas públicas com editais do Ancine e Finep, tivemos o desenvolvimento de vários jogos com financiamento público e/ou particular.

Fora investidos mais de 30 milhões de reais pela primeira vez em financiamentos públicos na indústria nacional de games. Assim, o evento apresentou 25 jogos, desdes tivemos 10 jogos que tiveram financiamento público de diferentes fontes (investimentos e editais). Desses 25 projetos, 4 tiveram investimento privado internacional, 2 de financiamento coletivo, além de um que teve financiamento privado.

Um dado interessante é mapear as empresas pelo Brasil, provando que não se limita a só a ponte Rio-São Paulo. Tendo 11 empresas em São Paulo, 2 no Distrito Federal, 3 no Rio Grande do Sul, e 1 em Santa Catarina, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais cada.

E em época que se foca no desemprego, essas empresas tiveram quase 170 pessoas na criação de seus jogos, que venceram 28 prêmios e receberam 24 outras nomeações. E um detalhe: quase metade (48,5%) deles ainda não foi lançada oficialmente.

Outro ponto interessante é que por mais que o computador (12 jogos) continue sendo a plataforma mais popular, temos diversos projetos mobile iOS (8 jogos) e Android (6 jogos). Desses 25 projetos, temos 9 jogos com suporte para PlayStation 4 e Xbox One, além de 8 jogos com suporte para Nintendo Switch.

Brasil ganhou seu espaço no mercado mundial e abaixo está uma pequena lista de jogos que foram exibidos por lá. Agradecemos o convite e torcemos para que nosso mercado se torne cada vez mais forte.

Galaxy of Pen & Paper (PC, Mac, Linux, iOS, Android)
Behold Studios (Distrito Federal)
Tempo de desenvolvimento: 2 anos e meio

Selecionado para o Indie Megabooth da PAX East e PAX Prime

Necrosphere (Windows e Mac)
Cat Nigiri (Santa Catarina)
Tempo de Desenvolvimento: 9 meses

Aprovado no Steam Greenlight, vencedor dos prêmios ‘Melhor Jogo’ pelo júri popular e voto dos desenvolvedores na SBGames 2017

Keen, ainda em desenvolvimento
Cat Nigiri (Santa Catarina)
Tempo de desenvolvimento: 3 anos
Finalista de Melhor Jogo Brasileiro no BIG Festival 2017, Melhor Design na SBGames 2017, e Best Mobile Game na PAX East 2017

Selecionado para o Indie Megabooth na PAX East e West 2017, e Indie Arena da Tokyo Game Show 2017

Skydome (PC), em desenvolvimento
Kinship Entertainment (São Paulo)

Tempo de desenvolvimento: 1 ano e 7 meses
Indicado a melhor Jogo Brasileiro na Brazil Game Awards (Brasil Game Show)

GUTS (PC), em desenvolvimento
Flux Game Studio (São Paulo)

Tempo de desenvolvimento: 3 anos
Foi destaque nas lojas Nuuvem, Gamejolt, IndieGala, HumbleStore, BundleStars, GamersGate

Sword Legacy Omen (PC), em desenvolvimento
Fableware Narrative Design (Rio de Janeiro)

Tempo de desenvolvimento: 3 anos
Melhor Narrativa no SBGames 2016, 2º lugar na competição internacional de pitches do Festival Quo Vadis (Alemanha)
Parceria fechada com a publisher britânica Team 17

Angest (Oculus Gear VR)
Roteiro work for hire (Black River Studios)
Melhor Narrativa e Melhor VR no SBGames 2017
Destaque na loja Gear VR Store

Rango Cards (iOS, Android)


Horizon Chase Turbo
Fira Soft (Distrito Federal)

Um dos maiores sucessos dos games brasileiros pelo mundo
27 novas corridas em 3 novas copas: China, Japão e Havaí.
Game Feel adaptado para PC e Console
110 pistas e 26 carros, com novo multiplayer local com Split screen para até 4 jogadores com modo competitivo e cooperativo.

Review | Sonic Forces

Sonic em 2017 está fazendo 25 anos e a Sega decidiu fazer uma homenagem com dois jogos que “conversam entre si” com Sonic Mania e Sonic Forces. Mas mais que isso, Sonic Forces pode ser traduzido como uma experiência única em que a Sega reunificou toda a história do Sonic em diferentes jogos em um só.

Deu certo? Deu errado? Ambas as perguntas poderiam ser respondindas com sim, por mais que eu seja otimista e fale que o jogo tenha sido bom.

A verdade é que o jogo surgiu e ficou apagado com Sonic Mania, assim pouco sabíamos de como ele seria realmente. Planejado para PC, Nintendo Switch, Playstation 4 e Xbox One, temos um jogo em que Sonic precisa lidar que foi vencido por Dr. Eggman.

Sonic fora de campo e agora você o personagem!
Depois de duas fases com Sonic, somos apresentados a Dr. Eggman com vilão Infinite (nova criação dele com ruby), além de todos os vilões de jogos anteriores do Sonic. De Metal Sonic, Shadow, entre até os mais recentes de Sonic Colors e Sonic Lost World.

Assim entra em cena uma coisa que lembra e muito Dragon Ball Xenoverse, já que Knucles, Rose e todos os personagens que conhecemos de Sonic se reúnem para salvar a Terra que foi dominada por Dr. Eggman. O grande diferencial é que você não irá jogar com eles, já que você fará seu personagem, O Novato.

Podendo escolher gênero, penteado e tal (menos se seu personagem é gordo ou magro rs), aqui você cria seu personagem com um leque de alternativas. Vale aqui ressaltar que é uma grande surpresa o leque de opções de customização que vai além do universo do Sonic, trazendo itens de Persona, Nights, entre tantos outros jogos da Sega (e Atlus). Além disso, cada fase nova irá liberar mais e mais itens, como armas mais poderosas, que você irá melhorando seu personagens.

Você pode estar se perguntando sobre armas, mas é um pistola com gancho ao estilo Devil May Cry, trazendo um pouco de Drift ao personagem na hora que ele corre. Além disso, dependendo do estilo que use, ela pode eliminar todos os inimigos a sua volta com um único tiro. É diferente, mas bastante prática a utilização dele.

Você, Sonic Classic e o Sonic
O jogo homenageia o legado do Sonic nos últimos 25 anos, assim trazendo mecânicas que lembram diferentes jogos da franquia. Temos sempre itens nas fases com alienígenas que remete ao Sonic Colors, como também temos fase que usa Sonic com seu personagem que lembra Sonic Heroes, além de Sonic Classic revisitando fases antigas do Sonic. Essa mistura de estilos é boa para gerar diferentes jogos dentro de um único jogo, mas ao mesmo tempo por o jogo ser curto, acaba não se desenvolvendo.

Agora se você estava com saudade de fases do Sonic Adventure, aqui temos algumas fases que lembram esse período do Sonic. Inclusive com trilha sonora tão boa quanta.

Além disso, temos um capítulo separado com Shadow e isso acabará explicando porque todos os vilões estão do lado do Dr. Eggman.

Missões diárias
Uma coisa que o jogo tenta trazer ao jogador é que você não se limite só a história do jogo. Quanto mais você avança, teremos mais missões diárias e pedidos de socorro, o que faz com que você revisite as primeiras fases para bater recordes. Não é a coisa mais divertida, porém é uma boa forma de dar replay no jogo, enquanto está jogando.

Trilha Sonora
Vamos falar de coisa boa? Sonic desde que foi pro Dreamcast com Sonic Adventure, acabou trazendo trilhas sonoras épicas para a franquia. Aqui não é diferente, já que as músicas são muito boas e é um dos pontos mais altos do jogo em si.

Jogabilidade
E ai que temos o calcanhar de Aquiles do jogo, já que o controle é sensível demais, o que faz com que você morra com uma facilidade absurda. E isso não se limita a um personagem, mas todos ali presentes.

Os personagens são bons, porém alguma coisa está estranha no controle, o que torcemos que algum patch seja disponibilizado em breve.

Lembrando que jogamos a versão de Playstation 4 e PC, sendo que nas duas esse mesmo problema esteve presente.

Nós jogando Sonic Forces

Opinião

Sonic Forces tem uma ótima história, um ótimo conceito, além de ser muito bem vinda a questão de você criar um personagem no universo do Sonic.

Um dos pontos altos é que com a reunião de todos os personagens do universo do Sonic, agora temos um grupo de vigilantes contra Dr. Eggman. Algo que de certa maneira é uma homenagem a uma das melhores histórias do Sonic em quadrinhos da Archie Comics (que não pública mais Sonic desde julho) e também a série animada baseada nessa fase.

Já o jogo em si, ele tem um pouco mais de 30 fases, tornando a experiência curta para quem procura um jogo com muitas horas de diversas. Ao mesmo tempo que ele foi lançado por um preço menor nas lojas, o que pode ser usado para justificar um jogo mais curto. Por mais que jogos do Sonic sempre foram meio curtos quando comparados a jogos do Mario (por exemplo), então não diria que o jogo seja tão curto assim.

Não é o melhor jogo de Sonic, mas é uma ótima experiência. E torcemos que esse seja o primeiro de novos jogos do Sonic nessa pegada. Também torcemos que ele vá bem nas vendas e tenha DLC, tornando o jogo maior e ainda melhor.

Sonic Forces pode ser traduzido como Sonic Generation 2, Sonic Colors 2, Sonic Heroes 2 ou até mesmo Sonic Adventure 3, já que mistura tudo que foi feito com a franquia nos últimos 25 anos em um único jogo. E estamos falando até daquele jogo de 2006, que empresta um de seus personagens aqui em Sonic Forces.

JWave #356 | Thor: Ragnarok

[powerpress]
O JWave volta para falar de Thor: Ragnarok

Filme estreou esse mês e muda absurdamente a trajetória da trilogia de Thor.

Juba, Sergio e Dash falam do novo filme e das sagas que inspiraram o filme.

Edição do podcast realizada em parceria do Dash com Juba.

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