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Alex Kidd, o mascote “Renegado” da Sega

Dificil existir aquele que não tenha Alex kidd, seja no Mega Driver ou Master System. Alex Kidd in Miracle World para Master System é com certeza, o jogo mais famoso dele, mas o mais lembrado pelos fãs é o Alex Kidd in the Enchanted Castle para Mega Drive com seu famoso Jakenpo.

Nunca reconhecido oficialmente, como mascote pela Sega, faremos uma homenagem digna ao garoto macaco que foi pro limbo, depois da estréia de Sonic em 1991.

Mascote ou não mascote? Eis a questão.

Para quem acompanhou os videogames dos anos 80 até hoje, sabe que essa época era a Era dos Mascotes. Coisa que a Sony com seu Playstation tentou quebrar anos mais tarde, tentando provar que um videogame não é feito de mascotes.

O sucesso de Mario incomodou a Sega, por isso ela desenvolveu Alex Kidd para obter um sucesso similar ao da Nintendo. No entanto, ele nunca foi reconhecido como mascote e até Sonic surgir, o mascote da Sega oficialmente era Opa-opa, do jogo Fantasy Star e também mascote do jogo e animê Zillion.

Renegado, Alex Kidd entrou no limbo, sendo ressuscitado recentemente para o jogo Sega Superstars Tennis, com todas as franquias famosas da Sega. O jogo seria o “Super Smash Bros” de Tennis da Sega, que fez um bom uso das suas franquias. Agora só basta fazer um jogo novo de Alex Kidd.

Os Jogos

Alex Kidd in Miracle World – 1986, Master System

Lançado em 1986, o jogo veio depois de um ano do lançamento de Super Mario Bros no Japão para o Famicom (Conhecido por aqui por Nes ou Nintendinho).

O jogo foi feito para concorrer com italiano da concorrente, que fazia muito sucesso na época. Independente disso, Alex Kidd in Miracle World era um jogo de aventura 2D que impressionava graficamente, e tinha uma jogabilidade inusitada. Chefes do jogo eram vencidos por Jankenpo.

Vindo pro Brasil, pela Tectoy, o jogo foi bastante popular, sendo incorporado na memória do console, nas edições seguintes. Mesmo o jogo sendo traduzido, Alex Kidd tinha um detalhe inusitado, para terminar as fases, ele comia um Onigiri (bolinho de arroz). Só edições posteriores do jogo, substituíram o tradicional Onigiri por um Hambúrguer.

A história era um clichê básico da época, Alex Kidd está atrás de seu irmão desaparecido, Egle que foi seqüestrado por Janken, o grande.

Alex Kidd: The Lost Stars – 1986 Arcade e 1988 Master System

Lançado para os fliperamas originalmente, Alex Kidd: The Lost Stars trazia a busca de Alex Kidd pelos 12 signos do Zodíaco. O jogo trazia uma nova personagem à série, Stella, a namorada de Akex Kidd. Infelizmente Stella foi cortada do “port” do jogo original quando lançado para Master System em 1988.

Alex Kidd BMX Trial – 1987, Master System (Lançado apenas no Japão)

Inédito no Ocidente, o jogo vinha com um controle próprio para jogar, vindo com um enorme direcional e apenas um botão, o controle tornava o jogo ideal para “corrida”. Alias, sendo o único jogo de corrida da franquia. Será essa a grande inspiração de Mario Kart?

Alex Kidd in High-Tech World – 1989, Master System

Você pensava que a Nintendo foi a única que teve coragem de mudar um jogo por completo inserindo os personagens de outra franquia, como em Super Mario Bros 2? Para quem não conhece a história, em 1988, a Nintendo americana vendo que Super Mario Bros 2 japonês era idêntico ao primeiro, mas muito mais difícil, decidir lançar sua própria versão de Super Mario Bros. O jogo não seria feito do zero, assim eles usaram o jogo Yume Kōjō: Doki Doki Panic, substituindo os personagens pelos personagens do universo Super Mario Bros. Mais tarde, o jogo original foi lançado nos EUA, como Super Mario Bros: The lost levels e a versão criada pelos americanos, chegou ao Japão como Super Mario USA.

Voltando para o universo da Sega, e do personagem Alex Kidd. Mas quem diria em? A Sega teve a mesma idéia, e pegou o jogo Anmitsu Hime baseado na versão anime de 1986 produzida pelo Studio Pierrot e a adaptou para Alex Kidd in High-Tech World.

A história foi alterada completamente para adaptar-se ao universo do Alex Kidd. Um dos amigos de Alex Kidd o convidou para ir à nova loja de jogos da cidade. Para ir, Alex Kidd precisa do mapa que foi dividido em oito partes. Respondendo perguntas e charadas, Alex conseguira reunir o mapa e ir jogar fliperama?

Irônico que o jogo mesmo tendo uma história totalmente diferente, os cenários influenciados do Japão tradicional, mantiveram intactos, como também a jogabilidade de RPG. Agora, como um jogo cheio de Ninjas e voltado pro Japão antigo, pode se chamar Alex Kidd in High- Tech World. Essa resposta, só a Sega poderá lhe responder.
Alex Kidd in the Enchanted Castle – 1989, Mega Drive/Genesis

Continuação direta de Alex Kidd in Miracle World, Alex Kidd estreava no novo console da Sega, o Mega Drive.

A história é a premissa de sempre. O pai de Alex Kidd, foi seqüestrado, o Rei Thor, pelo ditador Ashra. Eles estão no Castelo do Céu, no planeta Paperock, aonde seus habitantes resolvem tudo por Jankenpo. Lembrando que Alex reside no planeta Aries.

Pois bem, o jogo dividido em 11 fases, onde Alex Kidd deve ganhar itens apostando dinheiro no Jakenpo com gorilas e terminar a fase pegando o famoso Onigiri.

Nesse jogo que ficou famosa a cena da bigorna caindo em cima de você ou dos gorilas em quem perde no Jakenpo. Agora você sabia que essa não é a cena original? Criada pelos americanos que não aprovaram a versão original, de quem perdia ficava pelado em cena.

Alex Kidd in Shinobi World 1990, Master System

Último jogo da franquia, Alex Kidd in Shinobi World sofreu de um problema parecido com Alex Kidd in High-Tech World. Alex Kidd não seria o protagonista desse jogo, mas um personagem chamado Shinobi Kid. Mais uma vez, a Sega analisando o sucesso da concorrência, dessa vez em sátiras de grandes franquias, decidiu fazer a mesma coisa, tirando uma de seu personagem Shinobi. Os jogos de sátira na época que estavam em destaque era Kid Dracula, que zuava Castlevania e Parodius sobre Gladius.

A história para variar, segue a mesma premissa de todos da série. Alex Kidd esta andando com sua namorada pelo Mundo Shinobi, quando um Ninja Negro surge e a seqüestra. Um misterioso Ninja Branco aparece e dá poderes especiais a Alex Kidd que o torna um Ninja invencível atrás de resgatar sua namorada das mãos do poderoso Hanzo.

Vale uma nota interessante, que no jogo original, ainda quando era Shinobi Kid, o primeiro chefe da série, era um certo Italiano vestido de armadura de samurai. Isso mesmo, Mari-Oh, que significa O Rei Mari, numa brincadeira com o mascote da rival Nintendo.

Existem rumores não confirmados até hoje, que esse seria o primeiro jogo de uma série de sátiras que a Sega pretendia fazer usando o personagem. Os próximos da lista, que seriam satirizados seriam Golden Axe e Phantasy Star, mas com o sucesso de Sonic, os planos foram cancelados.

SEGAGAGA

Jogo lançado apenas no Japão para Dreamcast em 2001 merece ser citado e entrar na cronologia de Alex Kidd. Considerado um dos últimos jogos da Sega, antes dela descontinuar o console.

Estamos em Tokyo, no ano de 2025. A Sega está com apenas 3% de mercado, perdendo espaço para concorrente chamada DOGMA (referência a Sony e seu Playstation).

Sega aciona o projeto Segagaga, aonde dois jovens, Taro Sega e Yayoi Haneda são convocados para reerguer a firma. Recheado de participações especiais de mascotes da Sega, como também consoles da empresa, o jogo satiriza diversos jogos produzidos pela concorrente Playstation.

Numa parte do jogo, os protagonistas encontram Alex Kidd que comenta da sua rivalidade com o mascote da empresa rival. Ele também comenta da sua rivalidade com o Sonic e depois sua derrota, levando ao esquecimento. O jogo oficializa toda a trajetória de Alex Kidd até seu fim, tornando com certeza um dos jogos mais nonsense que a Sega já produziu.

Esperamos um dia que Sega corrija essa injustiça e faça novos jogos para a franquia. Com certeza os fãs do “eterno” mascote da Sega, agradeceriam.

Homenagens

Em Altered Beast

– Os dois túmulos que aparecem na primeira fase do clássico jogo da Sega, aparecem gravados os nomes Alex e Stella, em homenagem a Alex Kidd e sua namorada em Stella. O jogo foi lançado em 1988.

Em Keiseiden

– O jogo de samurai, lançado para Master System em 1988, também tem uma pequena homenagem a Alex Kidd. Na terceira fase, aparece o rosto do personagem na lava.

Em Shenmue 1 e 2

– Lançado para Dreamcast, Alex Kidd aparece como brinquedos colecionáveis do jogo.

Em Golden Axe

– Na versão arcade, o personagem Alex que morre na abertura do jogo também é uma homenagem ao personagem Alex Kidd. Essa homenagem foi retirada quando o jogo foi adaptado para Mega Drive.

Crítica | Kiken na Aneki

Para os fãs da série Densha Otoko, com certeza Kiken na Aneki é uma excelente pedida. Itoh Misaki (a Saori/Hermes da série Densha Otoko) está de volta, e está tão linda como antes, no papel da amalucada Hiroko Minagawa.

O trama, não poderia ser mais digno de uma novela mexicana, carregada de adereços tanto visuais como na fala de seus personagens, Kiken na aneki tem um universo tão cartunesco como uma novela “latina”.

Uma novela mexicana…

Tudo começa, quando Gentarou Minagawa conseguiu gerar interessados de expandir sua bebida local, o shochu Minagawa da região de Myazaki.

Tornando uma empresa de grande porte, a bebida chega em todas as regiões do país. Enquanto isso, sua filha a Hiroko Minagawa tornara a Miss Pokan (fruta conhecidada no Brasil como mexerica ou bergamota) tornando famosa na região. Seu irmão Yutaro se muda para Tóquio, após entrar na faculdade de medicina.

Hiroko fica noiva de um grande empresário que promete se casar quando ele voltar de Tóquio. A família Minagawa era símbolo de sucesso, mas parecia que isso não iria durar para sempre.

O principal sócio de Minagawa foge com todo lucro da empresa, deixando uma dívida de 30 milhões de ienes para Gentarou. Os agiotas pressionando o pagamento acabam gerando um infarto seguido de morte dele, deixando tudo nas mãos da pobre Hiroko. Ligando para seu noivo, ela leva um fora dele, que diz que não quer mais nada com ela.

Desesperada e com uma dívida de 30 milhões nas costas, Hiroko sabia que só tinha um lugar pra ir, Tóquio. Ficando na casa do seu irmão, Yutaro, Hiroko guarda está divida como seu maior segredo e assim se passa os primeiros minutos do primeiro capitulo do dorama Kiken na Aneki.

Irmãos que não se bicam.

Yutaro ao descobrir que sua irmã veio com mala e cuia pra sua casa, não aceita de jeito nenhum. Ele considera que ela nasceu bonita e ele nasceu inteligente, sendo totalmente opostos. Ela é uma irmã mais velha que parece uma criança, enquanto ele é o irmão mais novo que parece um idoso e resmungão. Suas diferenças são muito grandes, mas em nenhum momento ele desconfia que ela apenas está morando na sua casa, para conseguir dinheiro em empregos temporários para pagar a divida de seu pai.
Hiroko realmente parece uma criança, esse é um dos méritos da interpretação da Itoh Misaki nessa série. Se por um lado, ela emociona o público correndo atrás de empregos temporários e fazendo amizade com os amigos do Yutaro (que não gosta nenhum pouco), sua interpretação como Hiroko, uma jovem de 27 anos que age como uma criança com as pessoas que ela realmente gosta, faz com que gostemos cada vez mais dela.

O melhor amigo de Yutaro é o Takeda Ikuo, que também trabalha com ele no mesmo hospital. Apaixonado por Hiroko, desde que a viu no avião voltando para Tóquio, ele fica pasmo ao descobrir que ela é irmã do Yutaro, fazendo a todo custo para se aproximar e se declarar a ela.

Ai Tamura tem uma grande amizade com Yutaro, que sempre confunde achando que ela realmente gosta dele. Ai por mais que Yutaro tente, gosta de verdade do Takumi Nakamura. Sendo rival tanto na profissão como no amor, Takumi e Yutaro mesmo que amigos acabam se tornando rivais no hospital. Sobre a Ai, Takumi, Takumi nem liga para os sentimentos dela, pois está apaixonado pela enfermeira Kitamura.

Blue Velvet

Seguindo a trilha do seu ex-noivo, Hiroko acaba descobrindo o “cabaré” Blue Velvet. Lá, ela acaba sendo expulsa, mas um garçom acredita que ela pode ser uma garota em potencial para trabalhar ali, entregando um cartão para ela.

Decidindo chegar mais perto do lugar que seu ex-noivo freqüenta, como também aceitando o emprego, ela volta ao Blue Velvet e aceita ser repaginada para ser a nova garota do clube. Ganhando um banho de loja, Hiroko torna-se Mihiro, a mais nova garota do cabaré.

Paralelamente, conhecemos a vida dupla da enfermeira Kitamura-san, que é companheira de trabalho do Yutaro de manhã no hospital, enquanto à noite ela é a garota mais procurada do Blue Velvet.

Um dia, Hiroko acaba ficando de frente com seu ex noivo, sendo humilhada em público ao tentar indagar o porquê do “fora” que ele lhe deu. Ao mesmo tempo seu irmão descobre que ela está lá, assim defendendo a, mas quem rouba a cena é a personagem Kitamura que acerta uma maleta na cara dele, por ofender todas as mulheres dali, quando ele referiu-se a elas que aquilo é um subemprego e que elas não serviam pra nada.

Bongiorno

Um restaurante italiano que Hiroko sempre vai almoçar, com certeza, é um dos lugares mais divertidos da série. Tendo um trio de italianos cantando sempre a mesma música clássica da Italia e o gerente Jun Madarame. Hiroko acaba virando grande amiga dele, ao descobrir que ele também é de Myazaki.

Os empregos da Hiroko

Durante a noite, ela é a número 1 da boate Blue Velvet, mas durante o dia ela arranja empregos temporários numa agência de empregos para lá de estranha. Tendo um novo emprego em cada novo dia, Hiroko assume empregos se vestir de bicho de pelúcia pra animar festas e até ser garota propaganda de deputado em algum comício político. Hiroko para conseguir a cota semanal para os agiotas, aceita das mais diferentes profissionais, o que a faz colecionar cada vez mais amigos em sua busca de reabrir a empresa Minagawa.

Os agiotas

Tanaka e Ichihashi são os dois agiotas que sempre vão atrás de onde Hiroko estiver. Cobrando as dividas criadas pela empresa do Shochu Minagawa, eles acabam ficando amigos da Hiroko, participando sempre das atividades dela.

Eles também sempre freqüentam o Blue Velvet, para podem estar juntos com a Hiroko. Sendo que o Tanaka sente uma paixão platônica pela Hiroko e isso vai reservar excelentes surpresas na série.

Densha Otoko em Kiken na Aneki

No hospital, aonde Yutaro trabalha, entre os pacientes em um quarto, está um “otaku” (nerd´s nesse caso) viciado por animes e mangas. Caricatura de Densha Otoko ou não, quando Yutaro e Hiroko precisam de dinheiro, numa das cenas aparece esse mesmo personagem segurando a personagem Mina do anime criado “exclusivamente” para o dorama Densha Otoko. Lembrando que a atriz Itoh Misaki, havia atuado um ano antes em Densha Otoko, como a personagem Hermes / Saori-san.

Rikon Bengoshi em Kiken na Aneki

Além de Densha Otoko, no episódio 8, a série recebe a protagonista da série Rikon Bengoshi, num sistema parecido com os crossovers de seriados americanos. A advogada Mamiya Takako, protagonista de sua série participa de Kiken na Aneki.

Rikon Bengoshi conta a historia da advogada Mamiya Takako em sair de uma empresa de renome para montar sua própria empresa. Encontrando obstáculos criados principalmente por seu antigo trabalho, ela terá que montar uma equipe forte pra continuar ir a luta. A serie foi exibida em 2004, ganhando uma segunda temporada na mesma época em 2005. As duas séries foram exibidas pela TV FUJI.

Popstar

Com certeza uma das surpresas mais bem vindas na série foi à música Popstar do cantor Ken Hirai. Tendo o clipe exibido pelo canal Animax, aqui no Brasil, o clipe veio poucos meses depois do single lançado no Japão. Ken Hirai também é conhecido por ser comparado como uma “versão” masculina da cantora Ayumi Hamasaki.

Estando no mercado há mais de 10 anos, consolidou sua carreira, sendo hoje o melhor cantor masculino no Japão. Seu sucesso gerou outros cantores com o mesmo estilo consagrado pelo cantor como K e Se7en.

A música usada no encerramento na série Kiken na Aneki, Popstar, é um dos sucessos atuais do cantor e pode ser visto no Brasil, nos intervalos do Animax, no bloco Animedia.

Elenco

Começamos com a protagonista da série, a Hiroko Minagawa. O nome verdadeiro da atriz Itoh Misaki é Tomoko Anzai e atualmente ela é considerada uma das atrizes mais bem pagas do Japão. Além de Densha Otoko e Kiken na Aneki, ela atuou no também popular dorama escolar Gokusen. Posteriormente, ela atuou com o ator e cantor da banda Kat-Tun , Kamenashi Kazuya (Nobuta wo Produce) no dorama Sapuri. Itoh Misaki protagonizou o dorama baseado no manga de Rumiko Takahashi (Ranma ½ e Inuyasha) chamado Maison Ikkoku,

O irmão de Hiroko, o Yutaro Minagawa, foi interpretado pelo também popular Mirai Moriyama. Ele foi um dos protagonistas do Water Boys, uma serie que conta sobre a formação de um time masculino de nado sincronizado. No cinema, ele estrelou Sekai no Chuushin de Ai o Sakebu e School Daze.

Ikuo Takedo, melhor amigo do Yutaro foi interpretado pelo Takashima Masanobu. Entre as séries que ele participou: a terceira temporada da série Trick, Musashi, e as cinco temporadas do Kochira Hon Ikegami Sho.

A personagem Saori Kitamura, a ex numero 1 do Blue Velvet, que trabalha de dia com o Yutaro e a noite com a Hiroko foi interpretada pela Yumiko Shaku. Para quem curte tokusatsu, ela atuou nos filmes do godzilla: Godzilla Contra Mechagodzilla e Godzilla: Tokyo S.O.S. Entre as séries que ela atuou, destacamos Stand Up! e Sky High.

A Ai Tamura, que é apaixonada pelo Takumi, mas é o Yutaro quem gosta dela, foi interpretada pela Nana Eikura. Ela atuou ainda em pouquíssimas séries, destacando Jiiji, Maison Ikkoku e o excelente e também recente Proposal Daisakusen.

Takumi Nakamura foi interpretado pelo Yuuta Hiraoka. Nos doramas, ele também atuou em Proposal Daisakusen e participou da série da Ai Otsuka, a Tokyo Friends. Seus melhores trabalhos foi no cinema, no divertidíssimo Swing Girls e a versões cinematográficas de Ima ni Yukimasu, Trick 2 e Nana.

Ramune: Conheça esse exótico refrigerante japonês

Vendido principalmente em supermercados e padarias, na região da Liberdade, em São Paulo, Ramune é um refrigerante de soda que é comercializado somente no Japão. Sendo um refrigerante de soda, com diferentes sabores, como limão, limonada, laranja, abacaxi, kiwi, morango, pêssego, wasabi, chiclete e curry.

O sucesso do refrigerante, talvez nem seja tanto aos seus sabores, mas na forma de abri-ló. A maneira é tão inusitada, que existem até vídeos no You Tube que ensinam como abrir esse exótico refrigerante nipônico.

Você deve tirar a tampa do refrigerante, e pressiona-lá numa bolinha de vidro que tampa o refrigerante. Com força, a bolinha cairá com a pressão, ficando pressa numa parte da garraga, enquanto a bebida borbulha, como se tivesse agitado. Fazendo um barulho, semelhante ao de ter aberto um champanhe, Ramune está pronta para beber.

O sabor do refrigerante na versão limonada, costuma ser bem suave, lembrando o refrigerante H20, produzido por aqui. No entanto, como foi comentado, o refrigerante não se vende pelo sabor, mas sim, por sua embalagem.
O refrigerante pode ser encontrado por R$ 4,10 nos mercados especializados em produtos japoneses em São Paulo.

Contando um pouco da história do Ramune

Tudo começou com o escocês Alexander Cameron Sim (1840-1900), que veio ao Japão, fudando o primeiro clube de esportes do país, o Kobe Regatta & Athletic Club. O clube teve duas participações históricas, como a primeira regatta em 24 de dezembro de 1870, como também a primeira partida de futebol oficial no país, contra o time Yokohama Country & Athletic Club.

Alexander que tem como formação farmacêutica, também trouxe ao país, uma limonada gaseificada, que foi batizada localmente de ramune. Essa história é contestada por outras duas versões da história, que foi o Almirante Perry, que trouxe os refrigerantes ao Japão, quando desembarcou no porto de Uraga, em 1853. Uma terceira versão da história defende que os refrigerantes vieram ao país, com a chegada de um navio de mercadorias britânicas, em 1860, no porto em Nagasaki. De qualquer maneira, não discutimos qual a versão correta, já que todas podem estar corretas.

Logo quando foi lançada, a Ramune era comercializada numa embalagem similar as champanhes, que para conservar o gás, era fechada com uma tampa de cortiça e fios de alumínio. A tecnologia da embalagem que tanta chama atenção hoje em dia, foi desenvolvida pelo inglês Hiram Codd que constatou, ao usar uma bola de vidro, invés de uma cortiça, o desempenho era muito melhor.

Em 1988, os direitos da patente de Codd se expiraram, sendo Tamakichi Tokunaga que a renovou, além de aprimorar o inventou, inserindo nas laterais, uma forma da bolinha ficar presa sem que atrapalhasse o consumo da bebida.

A maioria das bebidas começou a usar como tampa, em forma de coroa, inventada pelo americano William Painter, em 1892. Exatamente aquela que você abre sua garrafa de água ou seu refrigerante favorito. A Ramune relutou e optou continuar com sua tampa, justamente por os japoneses curtirem a sonoridade da efervescência do refrigerante ao se abri.

O segredo sobre a embalagem de Hiram Codd

As garrafas são feitas de vidro e selados com uma bola parecida com a de gude. A bola é colocada no local pela pressão do dióxido de carbono na bebida. Para abrir a garrafa,você utiliza uma tampa plástica que vem na embalagem que empurrar a bola para dentro da garrafa. Lançada no interior da garrafa onde fica preso em torno de um funil interno. Assim a bolinha fica presa, e você pode apreciar a sua Ramune Soda.

Novela X Dorama: Uma introdução as diferenças entre novelas japonesas e brasileiras

Por: Giuliano Peccilli

As novelas brasileiras são um grande sucesso no Brasil e também em exportação para diversos países. Junto com as novelas produzidas no México, são uma das maiores formas de mídia que exportam o cotidiano da América latina para o mundo inteiro.

Por outro lado, a teledramaturgia japonesa, também é um grande sucesso por toda a Ásia, junto com a da Coréia do Sul, vendem toda sua forma de cultura de massa para seus países vizinhos.

Ambos os tipos de produção vieram da mesma origem, as novelas de rádio, também chamadas de Soap Opera. Produções produzidas diariamente nos anos 40 e 50, que tinham episódios diários sempre com um grande suspense para o dia seguinte. O nome Soap Opera vem por causa do seu patrocínio, que era feito por grandes empresas de cosméticos da época.
Uma produção desse tipo, independente do país que seja produzido, ela produz cultura, como também inspira sua população consumir aquela cultura de massa. No Brasil, novelas como O Clone, inspiraram a moda árabe no Brasil, e principalmente a abertura de diversas escolas de danças árabes no país. Por outro lado, atores como Takuya Kimura, inspiraram sua forma de vestir, de cabelo, como gostos femininos da população japonesa.

Tanto o Brasil, como o Japão, tem suas semelhanças na área de novelas. Ambos os países, tem atores e atrizes que inspiram moda a ser usada pela população, sendo imitados seus cabelos nos salões de beleza, e até seus jargões. Sejam independentes do país, os personagens inspiram as pessoas, principalmente por fazerem parte de uma realidade, tão próxima e semelhante daquelas que as assiste.
A evolução de ambos os países para suas produções, ganharam um novo foque nos anos 90, que além de demonstrar o cotidiano da sociedade, estas produções tocariam também nos problemas e tabus dessa mesma. Se no Japão, a Fuji Tv decidiu seguir essa linha, trazendo bullying, racismo como tema de suas produções, no Brasil, a Rede Globo optou pelo mesmo, mostrando barriga de aluguel, homossexualismo em suas novelas.

Ironicamente, a história das duas produções terem acesso do outro lado do planeta, se mistura ao do ilegal onde suas produções começaram aparecer gravadas da televisão, enviadas por VHS. No Brasil, o surgimento de locadoras “ilegais” para descendentes, surgiu à oportunidade de muitos poderem ter contado com a cultura mesmo morando em outro país. Por outro lado, nos anos 90 com a abertura do mercado de trabalho japonês, para descendentes, que fizeram o caminho inverso e migraram pro Japão, também nasceu um mercado indireto, aonde podia se alugar novelas brasileiras por lá.

Atualmente, no Brasil, podemos ter acesso as novelas japonesas pela emissora estatal NHK na televisão a cabo, enquanto, os brasileiros que residem no Japão podem assistir as novelas brasileiras pelos canais Rede Globo Internacional e Rede Record Internacional.


No Brasil já tivemos a exibição de duas novelas japonesas, a primeira foi Oshin, com 300 episódios exibida dentro do programa Imagens do Japão, exibida com audio original e sem legendas. A segunda novela japonesa que tivemos no Brasil, foi Haru e Natsu, exibida pela Rede Bandeirantes em 2008, como minisérie, sendo chamada pelos criticos de uma novela feita pelo Benedito Ruy Barbosa “japonês”.

Porém, com o avanço da internet, e o trabalho feito por fãs, derivado de animações japonesas e séries americanas, as novelas japonesas chegaram num novo público, ao fã de cultura pop japonesa. Aquele que não sabe japonês pode ter acesso a produções produzidas por lá, quase de instantaneamente, legendadas por fãs, em inglês ou português. Hoje, temos acesso simultâneo de uma produção japonesa no país, por causa dessa gama de fãs que quer divulgar a cultura japonesa no país, porém mesmo sendo um trabalho não remunerado, acaba recaindo a ilegalidade, quando combinados não a sua vontade, a lojas tanto físicas como virtuais, que baixam essas séries e comercializam aonde freqüenta um grande numero de pessoas que gostam da cultura pop japonesa, ou são descendentes de japoneses, sendo uma extensão/evolução do que já existia desde os anos 80, com as locadoras “ilegais” que surgiram no bairro da Liberdade, em São Paulo.

Essa é uma série de matérias especiais aproximando o nosso universo da teledramaturgia com o do japonês. Espere mais matérias sobre as duas indústrias que influenciam não só nossa sociedade, como outros países que tem acesso a nossa cultura de massa.

McDonalds do Japão: O segredo está nos lanches regionais?

Bem conhecido no mundo inteiro, o McDonalds chegou em 1971, em Tóquio, sendo o primeiro da rede na Ásia. A rede no Japão é bem diferente da do Brasil, principalmente pela quantidade de lanches personalizados.

Um dos lanches que mais chama atenção é o Mega Mac, que seria um Big Mac duplo. É exatamente o que você está pensando, 4 andares de hambúrgueres do lanche mais tradicional do McDonalds.

Um das campanhas mais ousadas foi o lançamento do lanche Quarter Pounder, onde a rede criou lojas sem a marca, para vender esse novo lanche. A estratégia deu certa, gerando filas absurdas nessas lojas sem marca da rede. A loja anunciou Quarter Pounder oficialmente bem depois, numa grande festa onde Ronald Mcdonalds apresentou Quarter Pounder como novo lanche do menu das lojas.

Outro lanche que entrou no menu do McDonalds do Japão foi McHot Dog Mega Sausage, estreando primeiro em algumas cidades japonesas como Kyoto.

O mais recente lanche da rede Chisu Katsu, com um hambúrguer feito da tradicional carne dos pratos japonês, sendo que dentro dele, vem recheado de queijo.

Outra novidade é o Spicy Garlic, aonde é um enorme pedaço de franco, dentro de um envelope e vem acompanhado um pacote de pimenta. Você coloca a pimenta dentro do envelope, agita, abre a embalagem no meio e vê ele todo vermelho coberto de pimenta.

O caso do McDonalds é realmente fantástico e prometo fazer um post sobre seu cardápio para falar dos lanches regionais. O sucesso deles no Japão não vem só do preço, mas por se adaptar ao gosto nipônico. Fica a dica para a filial brasileira, do sucesso da rede no Japão.

Porém não ache que essa seja uma exclusividade só do McDonalds, outras redes tem seus diferenciais por lá, sendo uma verdadeira guerra para atrair consumidor. Assim somos bombardeados o tempo todo, sendo quem ganha com isso é o consumidor japonês.

E você, ficou com vontade de provar os lanches do McDonalds do Japão? Comente aqui no post.

Curiosidade: Ovas de Tartaruga Ninja feitos exclusivamente para o público japonês

Sendo uma febre dos anos 80 e 90 no mundo inteiro, o desenho Tartaruga Ninja (Teenage Mutant Ninja Turtles) veio de um quadrinhos obscuro de uma editora pequena chamada Mirage Comics.

Tendo uma origem que brincava com personagens da editora Marvel Comics, as Tartaruga Ninjas ganharam um enfoque mais humorístico com sua versão animada, tendo inclusão de novos personagens e até novas personalidades pra muitos personagens, o que acabou tornando a série mais interessante para a criançada.

No Brasil, a série fez um sucesso nas manhãs da Rede Globo com uma dublagem ao gosto bem nacional. Se para os fãs da animação japonesa, Yu Yu Hakusho era o sinônimo de uma boa dublagem com adaptações ao gosto do brasileiro, Tartaruga Ninja é o que pode ser dito de uma boa dublagem para animações americanas. Tendo referências ao Faustão, novelas da rede globo e até músicas da época, Tartaruga Ninja exibido no Brasil tinha uma identificação ainda maior.

No Japão, a coisa não foi muito diferente, ganhando aberturas próprias, e até ganhando episódios extras exclusivos pra eles. Tendo linhas e mais linhas de brinquedos pra eles, dizem alguns que foi baseada na série Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya no original). Tendo dois episódios, o ova Mutant Turtle: Chōjin Densetsu Hen tinha tudo ao gosto do público nipônico, cristais que faziam as tartarugas se fundir no Saint Turtles. No episódio seguinte, as tartarugas ganhavam armaduras, isso mesmo, bem ao estilo de Cavaleiros do Zodíaco.

A animação foi produzida em 1996, ao fim da animação americana que havia ficado no ar há 10 anos consecutivos. Tendo os mesmos dubladores da versão dublada no Japão, os ovas ainda ganharam abertura do cantor Hironobu Kageyama, figura velha conhecida por nós brasileiros. O cantor de Changeman, Cavaleiros do Zodiaco e Dragon Ball Z ainda cantaria outras aberturas de animações americanas, como Beast Wars no Japão.

Essa é uma de várias produções dos anos 90 que mistura animação americana com animês. Beast Wars ganhou versão animê no Japão, com a fase Neo, seguindo um caminho alternativo que os americanos fizeram com a série seguinte.

Para quem gosta da Tartaruga Ninja, vale a pena procurar esses dois ovas.


Top 10 Cinemas: Wolverine e outras estréias no Japão!

Semana de grandes mudanças no TOP 10 de bilheterias nos cinemas japoneses. Tivemos cinco novas estréias que faturaram cinco posições desse top 10, assim muita coisa mudou.
Essa semana tivemos cinco estréia fantásticas no cinema japonês e todos merecem estar no top 10. É uma pena que esses filmes, provavelmente poucos chegaram oficialmente aqui do outro lado do mundo.

Semana passada, o ator Hugh Jackman veio ao Japão para o lançamento de Wolverine: X-men Zero, sim é com esse nome que o filme chegou por lá. Enquanto no resto do planeta, Wolverine já estreou, fez um enorme sucesso e já está saindo em DVD e Blu-ray, na terra do sol nascente, teve sua estréia semana passada. Na coletiva de imprensa, foi muito comentado sobre a continuação de Wolverine se passar no Japão e o ator Sato Ryuta (de ROOKIES) que acompanhou Hugh, demonstrou interessado em querer participar dessa continuação.

Wolverine fez bonito nos cinemas japoneses e estreou em segundo lugar por lá. Ele só perdeu para a última parte de 20th Century Boys que deve ficar no topo dessa lista por muito tempo ainda.

Na terceira posição temos Ballad: Namonaki Koi no Uta que tem os atores Kusanagi Tsuyoshi (SMAP) e Yui Aragaki como protagonistas. Seu roteiro é uma adaptação do filme de 2002, Crayon Shin-Chan: Arashi wo Yobu Appare! Sengoku Daikassen. Lembrando que mesmo sendo uma adaptação de um filme do personagem Shin-Chan, o mesmo não está no filme. Este filme está sendo muito comentado e perdeu uma posição em relação à semana passada, com a estréia de Wolverine: X-men Zero.

Entre as estréias, temos Katen no Shiro que é baseado no romance escrito por Kenichi Yamamoto sob a construção do castelo Azuchi, às margens do lago Biwa, requisitado pelo poderoso daimyo Oda Nobunaga (interpretado aqui pelo Kipeei Shiina). Azuchi é considerado o maior castelo da história do Japão, que reúne beleza, prodigalidade com utilitária e defesa. No elenco temos Toshiyuki Nishida como genioso carpinteiro e Shinobu Otake como sua esposa. Saki Fukuda estréia no seu primeiro papel num drama de samurai como filha dos dois. O filme é distribuído pela Toei e estreou na quarta posição.

Na quinta posição, temos a também estréia de Symbol ( Shinboru) que é protagonizado, escrito e dirigido por Hitoshi Matsumoto. O filme é uma comédia sobre a história de um homem que planeja fugir, porém muitas coisas irão acontecer que vão acabar dificultando esse seu objetivo. Distribuido pela Shochiku, o filme basicamente é um monologo, já que Matsumoto é o único protagonista e demais personagens são bem secundários.

Na sétima posição, temos Tajomaru, que tem como protagonistas o Oguri Shun e a Yuki Shibamoto. Para Curiosidade, o filme é baseado no conto Yabu no Naka do escritor Ryunosuke Akutagawa e este já ganhou uma versão nos cinemas pelas mãos de Akira Kurosawa em 1950, com o filme Rashomon.

Nessa nova adaptação, o conto ganhou um novo enfoque que é no personagem Tajomaru. Agora contando um pouco da história, Oguri Shun fará o papel de Naomitsu, o segundo filho do clã Hatakeyama e é noivo da princesa Ako interpretada pela Yuki Shibamoto. Um dia, ele decide fugir de casa, fugindo para as montanhas e é atacado pelo ladrão Tajomaru, porém Naomitsu mata o ladrão e decide assumir a identidade dele.

O filme ainda tem tema do B´z, com a música Pray, ficando uma mistura muito interessante jrock com temática de samurais.

Por fim, na nova posição, estréia Killer Virgin Road que pra mim é a melhor estréia da semana. Tendo Juri Ueno (Last Friends, Nodame Cantabile e Swing Girls) e Kimura Yoshi no elenco, esse filme tem um dos trailers mais divertidos que eu já vi, além de um roteiro totalmente sem sentido.

Imagina uma mulher que quer casar, uma mulher que quer morrer, um assassinato por engano e muita perseguições. Distribuído pela Toho, esse é um dos filmes mais sem noção e mais engraçados de todos os tempos.

O animê Summer Wars que é distribuído pela Warner japonesa, que já chegou a sair da lista e voltou para a sétima posição na semana passada, agora está na décima posição.

Quem dançou:

Kamen Rider Decade saiu da lista, era previsível, que com a estréia de Kamen Rider W e sem a campanha do filme na televisão, este perderia a força. Porém, a música Next Decade continua no Top 30 da Oricon, cantada por Gackt.

Outra perda sentida, foi o décimo segundo filme do Pokémon que depois de 2 meses, perdeu força e caiu fora do top 10. Este foi o filme que mais faturou da história da franquia então foi merecido esses dois meses.

Quem permanece:

Agora, um filme que está relutante nos cinemas japoneses é Harry Potter e o Enigma do Príncipe está na oitava posição. Estando a dois meses e uma semana em cartaz, o filme finalmente parece estar caindo lentamente e tem tudo para cair fora desse top nas próximas semanas.

Entrevista comigo no Chou Henshin na rádio Tokusatsu


Desculpa avisar bem em cima da hora, mas o Thiago do portal Jlyrics gravou uma entrevista comigo na sexta feira, sobre a importância da música japonesa em produções como animês e tokusatsu. A conversa acabou indo para Kamen Rider W e bom, ela está passando agora na Rádio Tokusatsu no programa Chou Henshin.

O programa é sempre todo domingo das 19 horas às 21 horas.

Espero que o público que curte tokusatsu, tenha curtido a minha critica e opiniao sobre como anda a música hoje em dia nesse tipo de produção.

Vou pedir pro Thiago o arquivo da entrevista pra disponibilizar aqui em breve pro publico que lê o J-Wave.

NHK World Podcast entrevista autor de Gen Pés Descalços


A NHK mantém um podcast diário em português no portal NHK WORLD Portuguese, e foi uma grande surpresa ver que o tema do dia 8 de setembro, foi nada menos que uma entrevista com mangaká Keiji Nakazawa.

A entrevista é bem bacana e é traduzida em português, sobre curiosidades desse mangá que já foi publicado no Brasil pela Conrad.

Release do podcast:

“Divulgando um mangá antinuclear para o mundo

A série japonesa de mangá “Gen – Pés Descalços” fala sobre o bombardeio atômico dos Estados Unidos sobre a cidade de Hiroshima e a tragédia das pessoas afetadas pela radiação. Trata-se da obra autobiográfica do desenhista Keiji Nakazawa, e chegou a vender mais de 10 milhões de exemplares. O autor enviou a versão em inglês de “Gen – Pés Descalços” ao presidente norte-americano Barack Obama, que, por sua vez, tem pregado pela abolição das armas nucleares. Nossa reportagem aborda o desejo de Keiji Nakazawa por um mundo livre desse tipo de armamento.”

Lembrando que quando visitei Hiroshima, encontrei dentro do museu da bomba atômica, os mangás do Gen pra vender. Fiquei espantado que o mangá é muito mais longo do que foi publicado no Brasil.

Ouça o podcast aqui. http://www.nhk.or.jp/nhkworld/portuguese/radio/asx/sunday.asx

Ouça outros podcasts no site http://www.nhk.or.jp/nhkworld/portuguese/top/podcasting.html

Top 10 Bilheteria dos cinemas japoneses: Ballad: Namonaki Koi no Uta estreia em 2º!

Essa semana foi uma semana cheia de mudanças na bilheteria japonesa, tendo alguns filmes perdido a força em relação a semana anterior. Tivemos a estréia de Ballad: Namonaki Koi no Uta e O seqüestro do Metrô 1 2 3 nos cinemas japoneses.

Mantendo a primeira posição tivemos a terceira parte de 20th Century Boys que estreou na semana passada. Esse parece ser um filme que irá permanecer por um bom tempo nesse Top 10.

Sobre Ballad: Namonaki Koi no Uta, ele é um caso bem interessante de ser analisado. Estrelado por Kusanagi Tsuyoshi, do grupo Smap, e a Yui Aragaki, seu roteiro foi uma adaptação do filme de 2002, Crayon Shin-Chan: Arashi wo Yobu Appare! Sengoku Daikassen. Irônico que o personagem Shin chan foi retirado do filme, sendo substituído por um personagem aleatório e mais comedido. O filme é um romance entre um general interpretado pelo Kusanagi por uma princesa interpretada por Yui Aragaki. Estreando na segunda posição, o filme é bom e tem uma boa campanha de marketing, em torno dele. Muitos sites internacionais estão comentando sobre esse filme, sendo provável que ele venha aparecer no top 10 pelas próximas semanas.
Sobre O seqüestro do Metrô 1 2 3, o filme estreou também no Brasil semana passada, ele teve um apelo bastante forte, porém duvido que tenha essa boa bilheteria nas próximas semanas. Principalmente porque não tem um apelo forte pra ser assistido por muito tempo.

O filme Uma noite no museu 2 continua muito bem na bilheteria japonesa e está surpreendendo, mesmo com sua janela de estréia bem atrasada. Será isso culpa dos Jonas Brothers?

Para quinta posição temos Harry Potter que parece depois de 2 meses nos cinemas japoneses, está perdendo força. Dessa vez, nem preciso exaltar o quanto Harry Potter é querido no Japão. Acho que todo mundo aqui já viu o hit do Youtube que é a entrevista realizada por uma fã japonesa no set do filme.

Hachiko e Summer Wars mantiveram as mesmas posições da semana passada. O filme com Richard Gere sobre a história do cachorro Hachi anda me surpreendendo no ranking japonês, porem vale frisar que só veremos o filme em dezembro por aqui.


Kamen Rider Decade e Shinkenger caíram para a oitava posição essa semana. Comentários? Era natural que ele caísse no ranking assim que estreasse o novo Kamen Rider W. Nova série, sem mais a campanha de Decade na televisão, provável que semana que vem, Decade nem apareça no ranking. Lembrando que foi anunciado novo filme do Decade para dezembro, vamos ver o final seja digno e principalmente, ele se saia bem nos cinemas, sem ter série de tevê.

Outro filme que perdeu força foi o décimo segundo filme de Pokémon que está na nona posição. Comemorando 2 meses de exibição esse filme já entrou para a história de ser o mais lucrativo da franquia. Verdade seja dita, Pokémon virou eterno, assim como Doraemon e Shin-Chan são, assim Ash e Pikachu continuaram na televisão japonesa ainda por muitos anos.

Você assiste novela japonesa ou dorama?

Esses dias, um amigo veio brigar comigo porque eu postei num tópico aqui no blog o termo “novela” e não “dorama” ou “jdrama”, como ele gostaria que fosse. Eu sei que novela brasileira carrega o estigma pra fãs do gênero, de ser ruim, porém não podemos achar que só porque a estrutura de um “dorama” é diferente do ocidente, deixa de ser um “dorama”.

O termo “dorama” é apenas um rótulo que deve ser usado da mesma forma que mangá significa quadrinhos japoneses e animê é animação japonesa. Porém, nunca você deve negar a origem da palavra.

Tanto os “doramas” como as novelas, vieram da mesma origem, a Soap Opera, se elas evoluíram pra caminhos diferentes, ai já é outra coisa. Enquanto as nossas novelas tiveram toda uma origem construída na novela cubana, depois caindo sua própria característica ao gosto do brasileiro, as japonesas também aconteceram isso.

No Japão, os doramas são baseados em livros e quadrinhos, até porque sua cultura de massa é bem diferente da nossa. Os mangás são voltados ao cotidiano, sendo identificação para aquele segmento da população, assim quando adaptado para televisão, faz um repeteco para o mesmo público. No Brasil, quadrinhos ainda caminha entre o infantil e o adulto, infelizmente a passos largos. Nossa escola de novelas se baseia também em livros, porém de uma maneira totalmente diferente dos japoneses.

Revistas como Nippo Brasil, utilizam o termo “novela japonesa” sem problemas, porém o termo “dorama” está sendo adotado, inclusive a Rede Globo chegou a usar numa matéria sobre animê e mangá.

O professor Mauro Neves Junior, que publicou sua tese comparando novelas brasileiras e japonês na Universidade de Sofia em Tóquio, também pensa da mesma forma.

Sinceramente, não muda nada chamar de “novela japonesa”, são apenas denominações pra chamar aquela produção. Ou por acaso você ficaria ofendido de um japonês falar “burajiru dorama” ao se referir as nossas novelas?

Chamar de “novela japonesa” ou dorama dá na mesma, são apenas denominações diferentes. Eu não fico ofendido se alguem chamar animê de desenho japonês por ser a mesma coisa.

Falar que as novelas brasileiras pioraram? Eu concordo, mas isso é outra discussão que não será analisada agora. Porém, parece que ofende comparar produções japonesas com brasileiras, tentando nivelar doramas as novelas brasileiras.

A cultura pop japonesa é rica, mas não precisa de um preconceito bobo desse. Caso quiserem entender as origens da novela brasileira leia o livro “A hollywood brasileira” do autor Mauro Alencar. Sobre novelas japonesas, existem um livro em inglês sobre o assunto que pretendo comprar em breve pra estudar as origens do “dorama”.

Curiosidade: Ayrton Senna na Shonen Jump


Entre 1991 a 1992, a revista Shonen Jump patrocinou a Mac Laren, assim produzindo uma história com Ayrton Senna para popularizar a F-1 no Japão. Tendo corridas ocorrendo de madrugado, a F-1 não conseguia emplacar por lá.

A revista não só conseguiu transformar F-1 popular no Japão, como tornou Ayrton Senna um ídolo. Muitos artistas da casa desenharam capas e ilustrações remetendo ao ídolo. Em especial, as capas eram ilustradas pelo Tsukasa Hojo (do City Hunter) e do Akira Toriyama (de Dragon Ball) e Masakazu Katsura (de Video Girl Ai) que homenageavam o piloto brasileiro.

A Jump publicou três histórias sobre F-1, sendo a primeira GP Boy em que o piloto brasileiro ainda não era protagonista. A próxima história veio com F. no Senkou – Ayrton Senna no Chousen (que pode ser traduzido como O relâmpago do F – O desafio de Ayrton Senna). De curiosidade a história começa com os jovens Nelson Piquet, Roberto Moreno, Maurício Gugelmin (todos pilotos da F-1 na ativa na época), além do próprio Ayrton Senna que assistiam a vitória de Emerson Fittipaldi no GP de Interlagos em 1973.

Esse é do tipo de material mesmo que publicado pela Shonen Jump é bastante obscuro pra nós brasileiros. Acredito que por serem obras curtas, teria uma certa recepção no país, sendo que elas provavelmente devem ser licenciadas no Brasil pela Viz que cuida desse tipo de licenciamento na América.

Fica a curiosidade que quando a Hqmaniacs licenciou Senninha e anunciou interessado em publicar mangás, mostrei pra eles sobre Senna ter saído na Shonen Jump, porém na época eles não se interessaram por essas três séries.

Vale lembrar que a maioria dos mangás publicados no Brasil são de séries publicadas na Shonen Jump. Desde Dragon Ball, Death Note, Bleach, Naruto, Video Girl Ai, entre tantos outros, são obras de sucesso que saíram nessa famosa antologia de quadrinhos.

Agradecimentos ao Marcus Marinho e ao Alexandre Nagado por alguns dados publicados dessa época no Nihon Site.