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Kikaider no Halloween Havaiano

Bela forma de se comemorar o Halloween por lá em? Dica do amigo Lagarto.

Top 5 de Celebridades japonesas que são perigosas de se buscar na internet

No dia 26 de outubro, a empresa de anti vírus McAfee divulgou nomes das celebridades japonesas que podem ser perigosas ao pesquisar sobre elas na internet. Ao procurar por esses artistas, o usuário pode ter o azar de encontrar ameaças da rede, como: spyware, spam, adware, vírus entre outros malware. A McAfee também aconselha que os usuários não baixem imagens desses artistas de sites desconhecidos.

Top 5
1. Sato Eriko
2. Kyono Kotomi, Yonekura Ryoko
3. Aizawa Hitomi, Inoue Waka, Erika Sawajiri, Fukuyama Masaharu, Matsuura Aya
4. Aragaki Yui, Ueto Aya, Kanno Miho, Hoshino Aki, Yada Akiko
5. Ogura Yuko, Kawamura Yukie, Hasegawa Kyoko, Yamamoto Azusa

Todo ano a McAfee divulga a lista de celebridades que são perigosas de se procurar na internet em idioma ingles. Este ano é a primeira vez que a a empresa faz algo parecido para o idioma japonês. O top 5 de pessoas procuradas na internet aparecem em gravura, dramas e comerciais. Todas elas são mulheres, com exceção Fukuyama Masaharu.

A relação de sites questionáveis entre os resultados de pesquisa no Japão é baixa. Para se ter uma idéia, a Eriko Sato que está em primeiro lugar no ranking, mostra um perigo de 1,8%. Para se ter uma idéia, na versão americana do top, a atriz Jessica Biel está na primeira posição sendo que o perigo é de 20% (o que seria de 1 a 5 sites teria algum conteúdo que possa gerar mal na sua máquina). Mesmo assim, o gerente japonês da McAfee diz que mesmo sendo um alerta pequeno, os usuários não devem abrir sua guarda para sites mal intencionados.

Fonte: Japan Now

Taiko no Tatsujin

Com certeza, você já deve ter visto um amigo seu jogando no seu PSP ou no seu DS, ou mesmo ter visto algum anime, dorama, ou filme aonde as pessoas jogaram esse “estranho” jogo.
Batizado no ocidente de Taiko: Drum Master, o jogo produzido pela Namco virou uma grande sensação por utilizar uma arte milenar japonesa, de forma tão “pop”.

Para quem não sabe, em japonês, Taiko significa Grande Tambor com a união dos kanjis Tai (grande) e ko (tambor). No caso de Taiko no Tatsujin, ele já rendeu mais de 11 edições diferentes desde em sua estréia em 2001.

O sucesso do Taiko no Tatsujin fez a Namco até desenvolver um projeto paralelo, lançado para Nintendo, que foi o Donkey Konga, aonde o controle foi adaptado para bongos, você batia do lado direito e esquerdo e também batia palmas. Infelizmente, esse “spin off” só durou três edições se encerrando com o jogo Donkey Konga 3, depois disso foram produzidos outros jogos usando o bango como Donkey Kong Jungle Beat.
TaTaCon – O controle do Taiko no Tatsujin

A grande graça do jogo é no controle, tanto nos Arcade, como nas suas versões caseiras. Você usa um tambor estilo japonês, com duas plaquetas, batendo do lado direito e do lado esquerdo, de acordo com as os comandos da música no jogo.

O controle, adaptado para Playstation 2 e Wii, são encaixados no videogame como um controle normal. No caso do Wii, o TaTaCon é encaixado no Wii Remote, na mesma saída aonde é encaixado o nunchak e o classic control. No Nintendo DS, as plaquetas foram substituídas por duas canetas que você bate na tela touch. A versão mais sem graça fica para o PSP, aonde adaptaram para os botões tradicionais, perdendo a graça do jogo.
Jmusic, Anime, Dorama e muito mais

Um dos motivos do jogo ter caído no gosto do jogador japonês, foi justamente além da diversão de tocar taiko, é a seleção de músicas que cada nova versão ganha.

Na parte de animês os clássicos, como Ai wo torimodose! Tema de Hokuto no Ken até canções recentes como Hare Hare Yukai de Suzumiya Haruhi no Yuuutsu. Isso sem esquecer Doraemon, Pokemon, Touch que também marcam presença na série.

Em jpop, dependendo da edição, podemos encontrar Sakuranbo da Ai Otsuka, WON´T BE LONG! Da Koda Kumi e Exile entre outros sucessos do mercado fonográfico japonês.

Além de trazer temas de animes, alguns doramas também tem sua vez em alguns jogos da série.
Outro gênero sempre presente são os temas de jogos da própria Namco, como Brave Sword, Braver Soul de Soulcalibur II e Ridge Racer. Isso sem contar canções clássicas, além de canções originais feitas pela própria Namco.

Vale frisar o mais popular dos gêneros são os animes, tanto que já até ganhou jogo só disso, para Playstation 2, batizado de Taiko no Tatsujin: Tobikkiri! ANIME SUPESHARU.
Taiko: Drum Master o jogo chega aos EUA

Em 2005, a Namco levou a sua franquia para a América, a batizando de Taiko: Drum Master. Para a versão americana, sai a jmusic, sai as músicas de anime, e entra as músicas pop ocidentais.
Trazendo Toxic de Britney Spears, ABC de Jackson Five, Material Girl de Madonna, esses são alguns exemplos da lista de músicas da versão americana. De animes, veio “Rock the Dragon” do tema americano de Dragon Ball Z.

Mesmo trazendo uma seleção interessante e o controle TaTaCon, o jogo não emplacou, sendo o único produzido no ocidente.
Don e Katsu – Os mascotes de Taiko no Tatsujin

Os mascotes do jogo receberam o nome Don e Katsu, graças ao som produzido quando você toca taiko. Ironicamente, os nomes deles também fazem um trocadilho com a culinária japonesa, pois Katsudon é um prato com carne de porco de lá.

Taiko no Tatsujin no Brasil

E não é que o fliperama de Taiko no Tatsujin está no Brasil? O parque de diversões Hot Zone, importou Taiko no Tatsujin os colocando-nos mais balados shoppings do Brasil. No Rio de Janeiro, podemos encontrar Taiko no Tatsujin 3, no BarraShopping, enquanto em São Paulo, podemos encontrar no Morumbi Shopping. Completamente diferente de jogar da versão caseira, se você tiver nessas duas cidades, não perca a chance única que é jogar Taiko no Tatsujin.
Taiko na cultura pop

O sucesso do jogo pode ser medido na participação sempre que presente em animes, doramas e até filmes estrangeiros.
O jogo aparece na despedida da orquestra do dorama Nodame Cantabile, como também aparece na sua versão anime no episódio 13.
O filme Wasabi com o Jean Reno, Taiko no Tatsujin também bate carteira em cena. Nesse caso, o que rouba a cena no filme é Jean Reno em Tóquio dançando Dance Dance Revolution.
No anime Lucky Star, aparece no episódio 2, as garotas jogando Taiko no Tatsujin, irônicamente, a música escolhida é Hare Hare Yukai do animê The Melancholy of Haruhi Suzumiya.
Outro filme que o Taiko marcou presença foi Encontros e Desencontros lançado em 2003, da Sofia Coppola. Tendo no elenco Bill Murray e Scarlett Johansson, o filme se passa em Tóquio e mostra um relacionamento entre os dois ligado a carência por uma terra estranha.

Viagem no Japão

Viajei para o Japão em dezembro e joguei principalmente a edição 12 que tem músicas como Kiseki do grupo GReeeeN do dorama ROOKIES e Prisoner of love da Utada Hikaru, tema do dorama Last Friends. Ficando 3 meses no Japão, jogava Taiko no Tatsujin sempre quando encontrava uma loja de fliperamas, sendo em Tokyo, Nagasaki ou Nagoya, quem acompanhou minha viagem, sabe o quanto Taiko no Tatsujin aparecia na viagem.
Jogos Lançados

Arcade

Taiko no Tatsujin (Fevereiro 2001)
Taiko no Tatsujin 2 (Agosto 2001)
Taiko no Tatsujin 3 (Março 2002)
Taiko no Tatsujin 4 (Dezembro 2002)
Taiko no Tatsujin 5 (Outubro 2003)
Taiko no Tatsujin 6 (Setembro 2004)
Taiko no Tatsujin 7 (Setembro 2005)
Taiko no Tatsujin 8 (Março 2006)
Taiko no Tatsujin 9 (Dezembro 2006)
Taiko no Tatsujin 10 (Setembro 2007)
Taiko no Tatsujin 11 (Março 2008)
Taiko no Tatsujin 11 Asian Version (Abril 2008)
Taiko no Tatsujin 12 (2008)

Nintendo DS

Taiko no Tatsujin DS: Touch de Dokodon (26 Julho 2007)
Meccha! Taiko no Tatsujin DS: 7tsu no Shima no Daibouken (24 Abril 2008)

Playstation 2

Taiko no Tatsujin: TATAKON de DODON ga DON (24 Outubro 2002)
Taiko no Tatsujin: DOKI! Shinkyoku Darake no Haru Matsuri (27 Março 2003)
Taiko no Tatsujin: Appare Sandaime (30 Outubro 2003)
Taiko no Tatsujin: Waku Waku ANIME Matsuri (18 Dezembro 2003)
Taiko no Tatsujin: Atsumare! Matsuri da!! Yondaime (22 Julho 2004)
Taiko no Tatsujin: GO! GO! Godaime (09 Dezembro 2004)
Taiko no Tatsujin: TAIKO DRUM MASTER (17 Março 2005)
Taiko no Tatsujin: Tobikkiri! ANIME SUPESHARU (04 Agosto 2005)
Taiko no Tatsujin: Wai Wai HAPPI- Rokudaime (08 Dezembro 2005)
Taiko no Tatsujin: DON-KA! to Oomori Nanadaime (07 Dezembro 2006)

PlayStation Portable

Taiko no Tatsujin: Po-taburu (04 Agosto 2005)
Taiko no Tatsujin: Po-taburu 2 (07 Setembro 2006)

Advanced Pico Beena

Taiko no Tatsujin (2005)

Telefone celular

Taiko no Tatsujin Mobile

Super Dínamo – Antes do Super Dínamo, Super Dínamo tornou o símbolo de uma geração

Exibido na Rede Tupi e na Rede Record, Super Dínamo veio a uma época, aonde o brasileiro desconhecia costumes do Japão. Trazendo costumes que podiam ser interpretados como bárbaros, por exemplo, comer peixe cru, Super Dínamo fez historia na tv brasileira.

Criado por Fujiko Fujio, pseudônimo da dupla, Hiroshi Fujimoto e Abiko Motoo, famosos no mundo inteiro por Doraemon. Super Dínamo foi publicado na Shonen Sunday de 1967 a 1968. A mesma publicação ficou famosa anos depois por Metantei Conan, MAJOR e 20th Century Boys.

Em 1969, o manga foi adaptado pela dupla, em seu próprio estúdio, a Studio Zero, com a TMS (Tokyo Movie Shinsha). Tendo episódios com duração 12 minutos, num total de 90 episódios, sendo bastante fiel a obra original.

A história

Exibido no Brasil, em 1976 a 1978, Super Dínamo veio pela Transglobal, e ganhou versão dublada na Cinecastro.

Mitsuo Suwa é o Super Dínamo, um super herói que ganhou super poderes do poderoso Super Homem. Sendo um garoto normal, Mitsuo adora ler gibis, jogar baseball e odeia ir à aula, sendo que sempre que existe um perigo, ele se transforma em Super Dínamo.

Quando você se torna um Super Dínamo, você recebe um Kit Dínamo, com capacete, capa e comunicador e um robô-cópia. Você também tem que jurar nunca revelar sua identidade e cumprir sua missão, já que Super Homem irá conferir constantemente se você foi digno ou não de sua confiança.

Assim, Mitsuo se torna o Dínamo nº 1 (Paaman 1 no original) que logo ganha o parceiro Dínamo nº 2 (Paaman 2), que é um chimpanzé, chamado Bobby, sempre disposto ajudar. Vale lembrar que o robô-cópia é o sonho de qualquer criança até hoje, onde apenas encostar no nariz dele, ele cópia a sua imagem e fica no seu lugar, enquanto você fica livre. Não pense que Mitsuo já não o usou pra não ir à escola.

Vale lembrar que as criações do Fujiko Fujio são repletas de criticas sócias, e os personagens têm defeitos e qualidades, o que não significa que seja um duelo entre o bem e o mal.

Por exemplo, quando Mitsuo viaja com sua família para uma ilha, descobre que todos estão lá porque terem achado ouro. Investigando ele encontra um monstro que era ninguém menos que os habitantes da ilha fantasiados. Dínamo nº1 descobre que os habitantes fizeram isso, porque a ilha não tinha muito turismo, e eles estavam passando por problemas financeiros. Dando uma ajuda, ele se veste de monstro e vai embora pro espaço, se encontrando com Dínamo nº 2 que bate nele, sem saber que era seu parceiro.

Os outros Super Dínamos

A Super Dínamo nº3 (Paaman 3) é uma garota misteriosa, que usa o codinome Parko (Paako no original). Sumire Hoshino nunca revelou sua identidade para ninguém, nem mesmo para os outros membros do Super Dínamo. Famosa e reconhecida em todos os lugares, a fuga de Sumire era se transformar em heroína. Nos últimos capítulos, ela se apaixona por Mitsuo e revela sua identidade no último capítulo da série.

Com certeza um dos Super Dínamos que toda criançada desejava ser era o Super Dínamo nº4 (Paaman 4). Ele conseguiu uma coisa que nenhum outro super-herói conseguiu, que é receber dinheiro pelos seus serviços heróicos. O Houzen Ouyama que era chamado de Paayan pelos Super Dínamos é um garoto que vive em Osaka e mesmo seguindo as instruções do Super Homem, ele seguia sua própria crença.

Um dos Super Dínamos mais estranhos que completa a equipe é o bebê Kouchi Yamada. Vendo o Mitsuo tirar a máscara de Dínamo nº1, Super Homem deu os poderes de Super Dínamo nº 5, também chamado de Paabou. O bebê herói, acabou sendo ignorado na continuação do manga nos anos 80.

A segunda versão de Super Dínamo

Nos anos 80, após o sucesso de sua maior criação, Doraemon, Fujiko Fujio trouxe uma nova versão do Super Dínamo, esta inédita no Brasil. Lembrando que a versão original foi em preto e branco, a nova versão colorida veio junto com uma nova série de mangas publicado pela CoroCoro Comic em 1983 a 1986.

Mesmo permanecendo inédita no país, muita gente deve se lembrar dos jogos do Paaman que saíram para Nes no Japão.

Super Dínamo voltou ainda em dois filmes produzidos pela TOHO, em 2003 e 2004. Os filmes foram a última versão dos personagens lançados até hoje, seguido do relançamento dos mangas dá serie original.

Super Dínamo X Doraemon

O engraçado dessa história toda, com certeza foi que Super Dínamo não tem o destaque merecido, por ser sombra de uma criação do mesmo autor, o gato Doraemon.

Ironicamente, o Brasil foi o único país, aonde Doraemon foi um fracasso, tendo apenas 15 episódios dublados e exibidos no Clube da Criança apresentado pela Angélica na época, na extinta Rede Manchete. Enquanto Super Dínamo teve todos os 90 episódios da primeira série, exibidos por aqui na TV Tupi e na Rede Record.

Os personagens Mitsuo e Nobita têm características muito parecidas entre si. Preguiçoso, um teve a ajuda do Super Homem, enquanto outro teve ajuda do gato do futuro, Doraemon.

Comenta-se que muitos episódios foram perdidos, mas a série pode ser assistida em sites como Youtube. Infelizmente não existe nenhum projeto pra o relançamento dessa série em DVD no Brasil.

Versão Brasileira

Dublado na Cinecastro, no Rio de Janeiro, a versão brasileira de Super Dínamo reuniu um elenco de estrelas, para esta versão bastante fiel ao texto original.

Mitsuo ganhou a voz de Glória Ladany, atriz e dubladora, que fez papeis inesquecíveis como a Zilda Philips, em Família Dinossauro. Outros personagens conhecidos, foi a Bié Buscapé, do desenho Zé Buscapé, Madame Riso em She-ra, Sra. Brill em Mary Poppins, Srta. Daisy em Conduzindo Miss Daisy e Sra. Bucket em A fantástica fábrica de chocolate entre outros.

A segunda voz do personagem ficou a cargo de Sônia de Moraes, que fez personagens icônicos como Olivia Palito, Mulher Gato na série do Batman dos anos 60, Sra. Ashworth em Cavalo de Fogo e Martha Kent em Lois e Clark: As novas aventuras de superman.

A voz da Sumire/ Super Dínamo nº 3 ficou a cargo de Neusa Tavares e Cordélia Santos. Neusa Tavares fez entre as dublagens a personagem Josie em Josie as gatinhas, Princesa Safire em A princesa e o cavaleiro, Mulher Aranha, 2º voz da Jacklyn Smith das As Panteras e a vilã Diabolyn em Cavalo do Fogo. Cordélia Santos fez a segunda voz do personagem Ching em A Princesa e o Cavaleiro e também fez a segunda voz da irmã do Mitsuo, Ganko em Super Dínamo.

O ator Francisco Milani fez duas vozes no Super Dínamo, o Super Dínamo nº4 e Sr. Suwa, pai do Mitsuo. Um dos personagens mais conhecidos na dublagem, Francisco dublou Tom Selleck da série Magnum. Sendo conhecido mais com suas atuações do que pelas dublagens, um dos seus personagens mais lembrados é o Seu Saraiva e bordão “Pergunta idiota, tolerância zero!” no Zorra Total. Vocês também devem lembrar-se dele, como chefe bravo da jornalista Zelda em Armação Ilimitada. Também interpretou o Pedro Pedreira, na Escolinha do Professor Raimundo. O ator faleceu em 13 de agosto de 2005.

A atriz e dubladora Ana Ariel deu a voz Sra. Suwa, mãe do Mitsuo. Fez papéis como Bina, na versão original de Cabocla, a Santinha em Saramandaia, Lalá em A Moreninha entre outros papéis consagrados.

Super Dínamo foi um anime que encantou gerações e está até hoje presente na memória dos brasileiros.

Relembrando: Jovem Nerd na Fest Comix

Em 2007, eu fui convidado pelo Junior Fonseca (Animepro, revista Neo Tokyo, editora Newpop), a trabalhar na 13º edição da Fest Comix. Esse foi meu primeiro trabalho nesse que se tornou o maior evento de quadrinhos da América Latina.

Eu já tinha trabalhado anteriormente em eventos de animê e mangá, mas foi com a Fest Comix que tive contato pela primeira vez que tive livre escolha de escolher nomes pra palestras da Arena Comix.

Nessa época eu já ouvia Nerdcast e surgiu a idéia de trazer eles pra São Paulo. Pensei que nem ia rolar sinceramente, mas mandei um e-mail pra o Alottoni e acabei recebendo uma resposta positiva que rolaria uma palestra deles. Para quem lembra, o Jovem Nerd morava no Rio de Janeiro, enquanto o Azaghal em São Lourenço, e marcamos que eles viriam na sexta feira 2 de novembro, portanto feriado de Finados.
O portal Jovem Nerd fez uma cobertura bem bacana, como também convocou todos os nerds a virem a São Paulo para a palestra deles. Nessa época, ainda não era normal as palestras deles, como ninguém sabia quem era a Portuguesa, entre outras curiosidades do tipo.

Lembro na sexta feira de manhã, que meu celular tocou, e era o próprio Jovem Nerd me dizendo que já estava montando seu stand no evento. Eu ainda estava em casa, que as palestras só começavam mais tarde, ai a Arena Comix acaba se encontrando mais tarde.
O dia começou com uma palestra super legal do Conselho Jedi São Paulo, e em seguida veio a megaboga palestra do Jovem Nerd. Quando começou entrar gente na sala, não acreditávamos que ia lotar tanto, obrigando a gente arregaçar as mangas e correr atrás de cadeiras pra o auditório. Foram muitas cadeiras e mesmo assim ficou muita gente de pé lá dentro, sendo com certeza um dos pontos positivos de eu ter voltado a ajudar nos eventos seguintes.
Eu pedi pro Jovem Nerd gritar no microfone do evento, o seu Lambda Lambda, fazendo todo mundo parar e olhar pra ele. Foi uma divulgação bem interessante e não esperava esse sucesso que acabou acontecendo tempos depois com eles.
Na edição seguinte, lógico que queríamos o Jovem Nerd de novo, porém não consegui haver um acordo entre os dois lados, pra que a dupla retornasse ao evento. Em troca disso, Azaghal acabou pedindo pra anotar dois colaboradores do Jovem Nerd, o Vinicius “Schias” e o Tiago “Mad Max” que acabaram se tornando grandes amigos dali pra frente. Tivemos uma cobertura toda especial da Fest Comix pelo portal Jovem Nerd. Sobre amizade? É só perceber que participo do Dimensão Nerd e do Alternativando, podcast produzido por eles.
Agradeço ao Jovem Nerd, ao Azaghal, a Sra. Jovem Nerd e a Portuguesa por essa chance de conhecer vocês pessoalmente e pelo sucesso da palestra.

Lembro que quando fui cumprimentar eles, a voz da Portuguesa me deixou em dúvida e perguntei, ela disse que era, porém não esperava que fosse revelado em público na palestra.

Obrigado e desejo sucesso a vocês. Até porque, hoje é sexta, dia de Nerdcast.

Séries americanas caem ao gosto dos japoneses e incomoda a televisão local

Os japoneses estão ficando viciados em séries produzidas pelas televisão americana. Séries como “24 horas”, “Alias”, “Lost”, “Heroes”, “Bones”, “The Closer” e “Prison Break” estão ganhando cada vez mais espaço nas prateleiras das locadoras japonesas, a principal forma dos espectadores japoneses tem acesso a essas produções.
Esta é uma má notícia para a industria da televisão japonesa, que tem sofrido desde quando a crise teve inicio no ano passado. As empresas japonesas repensando seus orçamentos, estão cortando custos o que está afetando a maioria das produções desse ano e do ano que vem. Para ter uma noção de como é grave esse dado, a Toyota reduziu seus patrocínios no ano passado em 30%.

Mas o maior problema que a mídia japonesa enfrenta é a produção de má qualidade e “muitos programas de televisão vulgares e nocivos”, diz Sahiko Sugaya, presidente da TV Tokyo. Os telespectadores japoneses são atraídos por séries americanos, por ter tramas incomuns e produções em larga escala, diz Misako Wakai que lida com séries estrangeiras para a SKY Perfect JSAT Corporation. As séries americanas além disso, dá a escolha do público escolher se prefere dublado ou com legendas em japonês, com a tecnologia da televisão digital da SKY Perfect JSAT.

“Certamente, 24 horas foi o “boom” do momento”, diz a Sra. Wakai. Uma coisa que chama atenção é que os japoneses se interessaram pelas séries americanas, porque a maioria dos personagens principais tem profissões bem especificas, como um agente da CTU (Counter Terrorism Unit) em 24 horas e uma antropóloga forense em “Bones”, enquanto os dramas da televisão japonesa normalmente estudantes universitários ou assalariados. Eles realmente tem algo interessante que os japoneses não tem , diz Wakai.

A greve dos roteiristas em Hollywood em 2007 e 2008 foi outro fator determinante para o sucesso de séries americanas no Japão, diz Takeo Itami, um oficial de relações publicas da Geo Corporation, que opera uma grande locadora de DVD. “O [vácuo] dos filmes foi preenchido pelas séries americanas”, diz ele.
“Eu estou tão viciado”, diz Toshihiko Tsunenaga, estudante de medicina e grande fã de Jack Bauer, personagem protagonista de 24 horas.

Fonte: Global News Blog e Japan Now

Dorama X Novela: As novelas mexicanas X Os doramas coreanos

Continuando a série de matérias sobre doramas e novelas, vamos agora de encontro aos rivais comerciais dos doramas japoneses e das novelas brasileiras. Ambas as produções tem seus mercados de exportação, tendo concorrentes diretos de seus produtos, sendo muito semelhantes em seus mercados.

Vale mencionar que as produções mexicanas estiveram em muitos países, atravessando a América Latina, Europa e Ásia, sendo que em muitos casos, suas produções estejam em muitos países que também exibem produções brasileiras.

Sendo produções bem diferentes, o Brasil tem um histórico de novelas mexicanas, pelo sucesso delas no país, com iniciativas como o antigo acordo entre a Televisa com SBT. Muitas novelas vieram ao país e depois acabaram ganhando remake pela emissora, coisa que a Televisa tem repetido com a Rede Record.

Uma coisa bastante interessante que é quando a novela é boa, ela ganha diferentes versões dela e são exibidas no país. Um exemplo é a Topázio da Venezuela, que acabou ganhando remake mexicano como Esmeralda e depois ganhando um remake brasileiro pelo SBT. Atualmente, temos o caso de Betty, a feia que teve seu remake mexicano A feia mais bela e o remake americano Uggly Betty, por fim o remake brasileiro Bela, a feia.

No Japão, semelhante aqui, também exibido produções coreanas por lá. Muitos doramas coreanos acabam ganhando remake no país, como The Devil que acabou ganhando remake ano passado no Japão com o nome Maou. Outra novela coreana que ganhou remake no Japão por sua populariedade foi Hotelier que além de remake, teve participação especial do elenco original na produção.

Mas se engana que seja algo que atravessa décadas como no Ocidente, foi com Winter Sonata em 2002 que os doramas coreanos conseguiram sua popularidade com os japoneses. Uma populariedade que hoje retorna, com a exibição do animê Fuyu no Sonata, baseado na mesma obra que originou o dorama.

O sucesso dos doramas coreanos no Japão e em toda Ásia é algo real e de crescente sucesso. Um sucesso que tem atravessado o Oriente, chegando nos EUA, em DVD para comercialização e locação pela Blockbuster e Netflix.
Porém se engana que as produções coreanas têm apenas esse contato com o Japão. Muitas de suas séries são produzidas a partir de mangás, sendo adaptações semelhantes aos dos doramas japoneses.
As produções coreanas hoje não enfrentam mais resistência de ser uma produção asiática. Os doramas coreanos estão chegando a países árabes sobre argumentação que são produções que não focam em temas polêmicos, como não tem personagens que são ainda tabus nesses países.

Um dado bastante curioso sobre os dois países é em especial o que aconteceu nas Filipinas nos últimos anos. Um país que se acostumou a fazer remake de produções da Televisa, trocou do dia pra noite pra produções coreanas.
Uma produção que atravessou essa transição foi à curiosa Zaido, produzida sob licença da Toei. A idéia original da série é que seria um “remake” do tokusatsu Sheider (exibido no Brasil pela Rede Globo), porém a empresa japonesa não teria gostado nada disso, adaptado pra “herdeiros” do Sheider. A produção mesmo se inspirando numa temática japonesa e sendo bastante fiel no visual, trouxe a experiência e um repertório de fazer novelas mexicanas, tornando um verdadeiro “Frankstein”. Talvez algo que nós brasileiros não teríamos estranhado tanto, vide a produção Caminhos do Coração que seguiu um rumo parecido ao misturar quadrinhos com a narrativa das novelas brasileiras.

Sobre as produções das Filipinas voltaremos a falar delas mais tarde, quando falaremos mais detalhadamente sobre as produções de lá.

México
Falar de novela mexicana é falar de Televisa, assim que conhecemos a teledramaturgia produzida por lá. Deixando de lado o rótulo que toda novela é produzida pela Televisa, que é a maior produtora e exportadora por lá, temos também a TV Azteca e a Argos Comunicación.
As novelas no país inicialmente eram uma ferramenta do governo para distrair os cidadãos de um regime autoritário. As coisas mudaram com u sucesso comercial de Los Ricos Tambien Lloran de 1979, que se tornou um enorme sucesso na Rússia. O sucesso das produções fez que a Televisa , nos anos 90,alegasse que as novelas fossem o principal produto de exportação do país. Paralelamente, o governo mexicano acabou afrouxando o controle sobre a televisão, principalmente nas novelas produzidas pela Argos Comunicación que tinha temas como corrupção política, imigração, pobreza e tráfico de drogas.
Atualmente, as produções mexicanas também entraram no ciclo de remakes, baseado em novelas de sucesso produzidas na América Latina. Em 2006, tivemos “La Fea Más Bella” que foi baseada no sucesso colombiano Yo soy Betty, La Fea de 1999.No ano seguinte, tivemos “Lola Érase una vez” que é remake da argentina Floricienta (que no Brasil foi adaptado como Floribella) de 2005.

As novelas mexicanas são separadas em sete sub gêneros: Melodrama que trabalha entre classes (Ex: Maria del Barrio), Romance Histórico, Drama Adolescente, História de Banda Pop (Ex: Rebeldes), Policial, Comédia Romântica (La Fea Mas Bella) e Sobrenatural.
Coréia
A teledramaturgia coreana semelhante à japonesa pode ser comparada a mini séries ocidentais. Tendo em media de 16 a 100 episódios (raramente passa de 200 episódios), com uma duração de uma hora, as produções se dividem em dois gêneros.

As produções coreanas que se aproximam as novelas abordam temas como: conflitos, relações extra-conjugais e triângulos amorosos. Outro gênero de dorama são os históricos que são chamados por lá de sa geuk.
A televisão coreana como um tudo, acaba sendo semelhante a outros países asiáticos como Japão, China e Taiwan. Os doramas mais populares da Coréia são Sae Jang Geum e Jumong.
Um dos doramas populares fora do país é Full House, com o ator e cantor Rain. Recentemente, o ator conseguiu êxito de entrar no cinema hollywoodiano ao estrear em Speed Racer.

Voltaremos a falar das produções dos dois países no futuro, sendo apenas uma introdução as duas indústrias de teledramaturgia que tem semelhanças não só na forma de fazer esse tipo de produção como nos países em que trabalha.

Cantor de animesongs vira Dj e lança versões remixadas de seus sucessos na Itália


Ouvir nomes como Giorgio Vanni e Cristina D´Avena na Itália seria numa proporção bem maior do que ouvir nomes como Larissa Tassi e Ricardo Cruz no Brasil. Cantores de inúmeros temas de animês na Itália, ambos são praticamente os representantes de todos mega sucesso internacional no país.

A maioria das músicas na Itália são criações próprias e por natureza, elas já tem um batida próxima de um remix. Então não é de se espantar que a o cantor Giorgio Vanni que virou DJ ano passado, lançar duas coletâneas de seus sucessos do passado.

Giorgio Vanni nasceu em 19 de agosto de 1963 em Milano, na Itália. Ele estreou como cantor em 1979, em 1996 gravou a versão italiana de Always Coca Coca. Compôs Buone Verità para Laura Pausini para o álbum La mia risposta.

Já tive a oportunidade de ouvir os dois álbuns e é muito bom, particularmente gosto das músicas que os italianos criaram para os animês quando são exibidos por lá. Fica a dica que nem sempre traduzir a música é uma boa solução.

Entrou para o meio de animações com Fivelandia 16 (coletânias de temas de desenhos), gravando L´incredible Hulk, Rossana, Dragon Ball, Z e GT, Pokémon, Yu-Gi-Oh!, Naruto, One Piece, Gundam Wing, Cavaleiros do Zodíaco, Detetive Conan, Keroro, Lupin III e Diabolilk.

DJ Selection 200: Cartoons Superhit Vol. 1
Lançado em 10 de outubro de 2008
1 Spectra (5) – Ken Il Guerriero 3:28
2 Cristina D’Avena – Occhi Di Gatto 3:22
3 Giorgio Vanni – What’s My Destiny Dragon Ball 2:47
4 I Cavalieri Del Re – Lady Oscar 3:10
5 Superobots – Jeeg Robot 2:44
6 I Micronauti -Daitan III 3:20
7 Superobots – Daltanius 3:40
8 Actarus – Ufo Robot 2:53
9 Katia Svizzero – L’Apemaia 3:40
10 La Banda Dei Bucanieri – Capitan Harlock 2:57
11 Superobots – Il Grande Mazinger 3:22
12 Superobots – Ken Falco 2:35

DJ Selection 208: Cartoons Superhit Vol.2
Lançado em 31 de outubro de 2008
1 Gli Amici Di Lupin Piccoli Cantori Di Milano – Lupin, L’Incorreggibile Lupin 3:17
2 Cristina D’Avena – Mila E Shiro, 2 Cuori Nella Pallavolo 2:56
3 Actarus – Goldrake 3:24
4 Cristina D’Avena – Sailor Moon 3:21
5 I Ragazzi Dai Capelli Rossi – Anna Dai Capelli Rossi 4:27
6 Riccardo Zara – L’Uomo Tigre 3:30
7 Elisabetta Viviani – Heidi 2:52
8 I Ragazzi Di Remi – Remi (Le Sue Avventure) 3:03
9 Rocking Horse (2) – Candy Candy 3:12
10 I Papaveri Blu – La Canzone Di Charlotte 2:50
11 I Micronauti – Tekkaman 3:38
12 Giorgio Vanni – Gundam Wing 3:09

Review Musical: Aya Hirano

Com certeza, você já deve ter se deparado com a famosa dança de Hare Hare Yukai do anime Suzumiya Haruhi no Yuuutsu. Se a resposta foi não, pois bem, Aya também dublou e cantou a famosa música Motteke! Sērāfuku do anime Lucky Star. Ficou fácil desse vez, né?

Aya Hirano é cantora da gravadora Lantis, a mesma gravadora dos grupos JAM PROJECT e GRANRODEO. O destaque de Aya foi tanto no mercado nipônico, que a dubladora (seiyū) ganhou uma série de produtos, com sua imagem, como uma coleção de cards, e ensaios fotográficos. Isso acontece porque no Japão se valoriza demais o trabalho de um dublador, diferente de outras partes do mundo.
Lógico que uma dubladora se tornando cantora não é novidade, Aya apenas representa uma nova geração de artistas dessa categoria. Já tivemos casos como da série Macross, com Mari Iijima, ou também casos como Megumi Hashibara que cantou boa parte dos animes em que também dublou nos anos 90 até hoje.

Perfil

Aya Hirano nasceu em 8 de outubro de 1987, na prefeitura de Chiba, no Japão. Aya é dubladora e cantora de J-pop, sendo que já trabalhou em diversos animes, Visual novel e comerciais da Televisão japonesa. Ela é contratada da agência Space Craft Produce, que cuida da carreira de dubladora. Enquanto isso, ela também tem assinado contrato com a gravadora Lantis, nesse caso logicamente com a função de cantora.
Durante 2002 a 2003, ela participou de um grupo de jpop chamado “Springs”, depois do fim do grupo ela tentaria novamente como cantora, mas dessa vez solo, alguns anos depois.

Quando era mais nova, ela passou alguns anos nos Estados Unidos, antes de regressar ao Japão. Ela se juntou ao Tokyo Child Theatrical Group, uma divisão da Space Craft Produce. Aya começou participando de comerciais e depois como dubladora, sendo que seu primeiro papel foi no anime Tenshi no Shippo, como a personagem Momo.
Os seus filmes favoritos são Bela Adormecida, Edward Mãos-de-Tesoura e O Estranho Mundo de Jack.

A estréia como protagonista e como cantora solo

Formando-se no ensino médio, Aya se dedicou exclusivamente na carreira como dubladora e cantora. O momento de Aya chegou, quando ela ganhou a chance de dublar a personagem protagonista da série Suzumiya Haruhi no Yuuutsu. Assumindo a voz de Haruhi Suzumiya, ela chamou atenção da mídia ganhando popularidade. Ela recebeu pelo seu trabalho como Haruhi Suzumiya, como melhor dubladora revelação no Seiyū Awards em 2006. Sua popularidade pôde ser sentida no mesmo evento, em que ela concorreu nas categorias, melhor personagem (feminino) principal, melhor single e melhor suporte a personagem (feminino).

Breakthrough

Seu primeiro single veio em março de 2006, com Breakthrough. Lançado pela Lantis, o primeiro single de Aya era as faixas de abertura e encerramento do visual novel chamado Finalist que lançado para Playstation 2.

Bōken Desho Desho?

Lançado em 26 de abril de 2006, o segundo trabalho da Aya, já era relacionado a série série Suzumiya Haruhi no Yuuutsu. O single ficou em décima posição na Oricon, graças à popularidade da série e da dubladora.

Nana e Death Note

Nessa época, a Aya crescia cada vez mais como dubladora, assumindo papeis cada vez mais importantes, como Reira Serizawa no anime Nana e Mina Amane em Death note.
Isso sem mencionar os outros personagens que a dubladora fez em 2006 que foram: Kahlua e Tequila Marjoram em Galaxy Angel-Rune, Yoko Sasakura em School Rumble, Tarance Claw no filme Doraemon: Zeusdesu Naida, Sanae Nakajima em Sumomomo Momomo, Shikimi em Himawari! , Mahiro Muto em Busō Renkin e Pachira em Renkin 3-kyū Magical ? Pokān.

Love ★ Gun

No evento Anime Summer Live realizado em 18 de março, Aya se juntou com elenco da série Suzumiya Haruhi no Yuuutsu, realizando a segunda edição do concerto Suzumiya Haruhi no Gekisou.
Em 10 de outubro de 2007, Aya lançou seu quarto single, dessa vez, com uma campanha da Lantis por longos três meses sobre esse novo trabalho dela.
Esse foi o primeiro single da cantora no ano, justamente por revezar sua carreira de cantora com a de dubladora.

Lucky ☆ Star

O grande destaque de 2007 na vida de Aya Hirano foi com certeza a personagem Konata Izumi da série Lucky ☆ Star. A série foi o grande destaque de 2007, trazendo com bastante humor, a vida de colegiais. O destaque da série realmente é a Konata que é uma otaku, cheio de referências a cultura otaku.
Não é a toa que a Aya ganhou o prêmio de Atriz com melhor voz no Tokyo International Anime Fair.

Unnamed World

Em 23 de abril de 2008, Aya lançou o seu sétimo single, intitulado Unnamed Word. A música tema do single, Unnamed World é o encerramento da série Nijū Mensō no Musume que foi exibida entre abril e setembro pela Fuji Tv e produzida pelo estúdio Bones.

Riot Girl

O primeiro álbum gravado em estúdio de Aya, Riot Girl reuniu principalmente os seus primeiros sete singles pela Lantis.
O álbum veio com quatorze faixas, sendo 7 novas musicas e 7 de seus singles anteriores. Destaque para: LOVE★GUN, Hero, MonStAR, Ashita no Prism, Bōken Desho Desho?, Harmonia Vita, For you e Hōshi no Kakera.

Namida Namida Namida

O seu mais recente trabalho, foi lançado no dia 8 de outubro de 2008, e se chama Namida Namida Namida. A música tema do single está sendo exibida como encerramento da série Hyakko, que estreou no mesmo mês no Japão e continua em exibição por lá.
Aya faz uma das quatro heroínas protagonistas da série, a personagem Ayumi Nonomura.

Atualmente

Uma das grandes expectativas do público nipônico foi o retorno de Aya na voz de Haruhi Suzumiya, no novo jogo de dança para o videogame Wii, chamado The Parallel of Haruhi Suzumiya. Esse foi o segundo jogo para o console, o primeiro jogo The Excitement of Haruhi Suzumiya foi o terceiro de uma série que começou no PSP.
A produtora dos animes Suzumiya Haruhi no Yuuutsu e Lucky ☆ Star, a Kyoto Animation, exibiu a continuação da série misturado com episódios da primeira temporada. . Atualmente foi anunciado um filme , porém pouco se sabe, das novas aventuras da Brigada SOS.

Crítica | Seoul Raiders – A perseguição


Chegando 2 anos de atraso por aqui, Seoul Raiders é a segunda aventura do detetive Len (agora chamado de Lam). Continuando os fatos narrados na aventura anterior, o Tokyo Raiders, passaram 5 anos de uma aventura para outro. Um detalhe que vale nota é que a grafia do nome do detetive foi alterado de Len para Lam nessa troca de empresas Columbia Pictures para Paris filmes (Tokyo Raiders saiu pela Columbia, enquanto Seoul Raiders saiu pela Paris Filmes).

Trocando a capital do Japão, a produção de Hong Kong escolheu a capital da Coréia do Sul, como cenário dessa nova trama. Seoul Raiders, segue a mesma dinâmica do filme anterior, trazendo um elenco brilhante dos dois países. O trio protagonista do filme anterior, apenas Tony Leung Chiu Wai retorna ao trama, trazendo dois novos rostos ao público, como a belíssima Qi Shu (The Eye 2 – Batizado no Brasil como Visões e Um homem chamado Herói) e Richie Ren como Owen Lee, o agente da embaixada americana em Hong Kong. Como não poderia ser diferente, o elenco coreano é repleto de belas garotas que são ajudantes “locais” do detetive Lam, e elas são respectivamente Meme Tian, Choi Yeo-Jin e Ji-Yeon Park.

No saldo final, Seoul Raiders (ou Tokyo Raiders 2, como também é conhecido) consegue superar o filme original visualmente como também no roteiro. Podemos até dizer que ambos os filmes se parecem na forma de contar a história, mas que Seoul Raiders aprendeu com os erros do primeiro filme, tornando se melhor que sua “cria”.

O assalto de 30 milhões de dólares

Num lugar de segurança máxima, Lam (Tony Leung Chiu Wai) tenta roubar as placas de falsificação de dinheiro, sendo incomodado pela belíssima JJ (Qi Shu ) que também está atrás das mesmas. Obtendo as artimanhas de roubar as placas, os dois lutam com os seguranças na entrada do prédio. Numa brincadeira de quem fica com as placas, JJ foge com a maleta confiante que conseguiu deixar Lam com cara de bobo, mas logo percebe que se equivocou-se ao constatar que as duas placas foram substituídas por cartões de natal.

Lam com as duas placas, logo as leva para a embaixada americana, aonde conhece Owen Lee (Richie Ren). Não percebendo que foi enganado, Lam bebe um vinho com uma droga para dormir, sendo preso no dia seguinte por invasão à embaixada americana. As placas desaparecem do mapa e Lam apenas sabe que Owen está em direção à Coréia do Sul, assim começando o filme.

Seoul – a capital da máfia

Somos apresentados às belíssimas construções da Coréia do Sul. Semelhante a Tokyo Raiders, as construções de Seoul embelezam o filme sendo apenas mais um detalhe entre tantos que você admira na tela.
Owen Lee chega à Coréia para negociar as duas placas com a máfia local. Disposto a conseguir muito mais que os “míseros” 20 milhões que a máfia local prometeu, Owen valoriza as placas diante a máfia local.

Recrutando parceiras

Enquanto isso, Lam chega ao país disposto a capturar Owen e as placas. A primeira coisa a se fazer é recrutas suas parceiras “locais”. Ele parte a procura delas em Seoul, sendo muito bem recebido por suas três belíssimas “bond girls”.
JJ acaba também indo atrás de Lam, que promete tornar-se mestre dela, assim ela se torna à última e quarta parceira do detetive.
Do outro lado da mesa, Owen também negocia parceirias. Desejando entrar para a máfia coreana, ele também almeja uma porcentagem do grupo com o qual está negociando as placas para a falsificação de dinheiro.

Reviravoltas

Como é marca registrada do diretor Jingle Ma, o filme trás uma porção de reviravoltas, sendo uma delas marcada pela personagem JJ. Ficamos com a pulga atrás da orelha do porquê ela querer ter Lam como um mestre, e se realmente ela não irá trai-ló, mas com o decorrer da história acabamos entendendo a estranha relação dos dois.
Semelhante ao primeiro filme, Lam odeia seu antagonista, o Owen Lee, mas para descontentamento de ambos, eles têm que trabalhar juntos para conseguirem atrair para si a máfia coreana. Nesse ponto, percebemos o quanto Seoul Raiders imita o seu predecessor Tokyo Raiders.

Indo além do filme

A segunda aventura de Lam reaproveita muitas coisas de Tokyo Raiders. Além da relação dos três personagens, a história e algumas piadas do Lam. Se o destaque do primeiro filme fica para duas cenas chocantes, como a da cegonheira aonde os personagens lutam com os carros caindo em plena avenida em Tóquio e por fim a cena de perseguição no oceano, aqui os destaques ficam para a cena de luta no metro e a batalha final num avião atravessando as ruas de Seoul.
Uma curiosidade é que a personagem JJ pergunta ao Lam sobre como foi lutar com o personagem Yung (Eking Cheng) do primeiro filme. Além de ligar os dois filmes, a atriz Qi Shu já trabalhou com o astro Ekin Cheng em algumas produções, entre elas o “Um homem chamado Herói.

Seoul Raiders ficou conhecido internacionalmente como Tokyo Raiders 2, no entanto aqui no Brasil, por ter sido lançado por outra empresa, o filme recebeu um terceiro nome “A perseguição”. Infelizmente o grupo Paris Filmes tem a prática de rebatizar os filmes, ignorando lançamentos anteriores no país assim confundindo o público. O mesmo acontenceu com Initial D que virou O racha e The eye 2 que tornou-se Visões por aqui. O filme mesmo ganhando uma dublagem, diferente de Tokyo Raiders que não teve dublagem, tem um trabalho para lá de equivocado, fazendo nos optar pela tradicional legenda.
Sendo uma continuação, Seoul Raiders trouxe o personagem Lam numa aventura solo, permitindo que esse “agente 007 oriental” ganhasse o seu verdadeiro destaque. Seria realmente interessante que se tornasse uma franquia “Raiders”, já que as aventuras do detetive Lam estão longe de acabar.


Crítica | Lion Man Guetto – A reencarnação de um antigo herói


Lion Man (ou Lion Maru no original), com certeza é uma das séries mais nostálgicas quando o assunto são seriados de live action exibidas na extinta Rede Manchete. Tendo duas séries produzidas entre 1973 e 1974.

A P-Production criada por Tomio Sagisu, havia brindado um ano antes, o público japonês, com a série Spectreman. Entre os destaques da empresa fica para a primeira série de tokusatsu em cores no Japão, baseado no manga de Osamu Tezuka, Vingadores do Espaço (Goldar no original). Infelizmente a produtora que viveu seu auge com diversos heróis entre eles, os dois Lion Men, acabou fechando suas portas nos anos 80 um piloto mal sucedido chamado Silver Jaguar. Tomio Sagisu veio a falecer em 2004, ,assim fechando mais um capitulo da história do tokusatsu.

Atualmente, as séries como as duas séries de Lionman e Spectreman foram remasterizadas e lançadas em dvds super especiais, agradando os fãs mais nostálgicos da antiga produtora.

Uma nova série…

Foi divulgado na época da produção da série que a rede americana Cartoon Network com o sucesso de seus animes no bloco Adult Swin procurava investir em séries que se tornariam animes em potenciais. O que isso tem haver com Lionman? Eles encontraram no roteiro Lion Man Guetto, um grande anime. Entre os outros sócios dessa produção estariam a Tsubaraya Production e a Sony, mas acabou que esse projeto não foi adiante. O motivo? Justamente por causa de um “pequeno detalhe”, mas importante, que os japoneses donos dos direitos preferiam que a série fosse no formato(tokusatsu) live action e não o de um anime.

O projeto acabou não vingando, mas tirou o pó do roteiro assinado pelo criador original do Lion man, o Tomio Sagisu. Um dos receios do público mais velho e fã da série original, foi logo recebido com bons olhos, ao ser divulgado que o design dos personagens da série Lion man G, haviam sido publicados em 2000 no livro Lionman vs Spectreman, desenvolvido pelo próprio Tomio Sagisu.

Lion Man G acabou saindo do papel, num consórcio definido como “G” Committee envolveu a produtora Crescendo e selo Starchild. A produtora Crescendo têm em seu histórico, diversos doramas de sucesso, como Anego, Byakuyakou, H2 (do mesmo criador do manga Touch) e Trick (Neo Tokyo 12). A Starchild é um selo da empresa King Records, que tem um histórico de produção de animes bem famosos pelo público brasileiro como Love Hina, Digi Charat, Utena, filmes Neon Genesis Evangelion, além de ser o selo musical da cantora e dubladora mais famosa do Japão, a Megumi Hashibara.

Na produção de Lion Man G, o charact design original do Tomio Sagisu foi adaptado por Keita Amemiya, o criador de uma das maiores surpresas do gênero de tokusatsu no ultimo ano, a série Garo. Vale comentar que Keita Amemiya tem um histórico invejável como a direção das séries de super sentai Maskman, Liveman, Jetman, Zyuranger, Dairanger e metal hero Jiban. Ele também foi diretor de fotografia da série Kamen Rider ZO e criou o conceito original dos ovas da personagem Iria – Zeiram the animation. Ele como roteirista desenvolveu o roteiro e dirigiu o filme Mirai Ninja, baseado no jogo de mesmo nome da Namco, lançado no Brasil como Warlord – o senhor das trevas. Ainda no mundo dos games, ele criou os charact design de diversos jogos, sendo Onimusha 2 e 3 os mais conhecidos pelo público.

A direção ficou nas mãos de Jin One, enquanto nos roteiros foram assinados por Hiroyuki Kawasaki e Dai Satou. Lembrando que Dai Satou é um velho conhecido para quem curte animes, tendo trabalhado como roteirista em Samurai Champloo (Play tv e Cartoon Network), Cowboy Bebop, Ghost in the Shell: Stand Alone Complex, Wolf´s Rain (Animax) e no filme lançado recentemente Casshern. Precisa dizer que depois de mais de 30 anos de ausência, a série Lion Man estava em boas mãos?

A série: Lion Man G –Uma fera transformada num guerreiro gigolô?

Passaram-se 300 anos, desde as séries originais, a história começa em 2011, em Neo-Kabukichou, uma região fictícia da verdadeira zona de meretrício (zona de prostituição) de Shinjuku em Tóquio.

Shishimaru reencarnou na forma de um azarado, covarde e gigolô que trabalha num Host Club (Cabaré ou clube de acompanhantes, se preferir) chamado Dreamin. Ele não é muito cobiçado pelas mulheres em geral, em compensação tem uma clientela fiel, que é uma japonesa acima do peso que sempre se esfrega nele como também aperta suas partes intimas, enquanto a outra acompanhante tem seus dentes todos tortos dando sorrisos, sempre tentando beijar o pobre do Shishimaru. Um costume que o novo Shishimaru, é sempre apertar sua parte intimida e rir em seguida, ganhando confiança para algo em seguida. Com esse perfil, difícil imaginar que Shishimaru é o mesmo personagem que na reencarnação passada foi um homem sério e que lutava bravamente contra Gosun na série original.

A região de Neo-Kabukichou é infestada da “droga” Skull Eyes, que são lentes de contato vermelha que dão estranhos poderes para quem os utilizada. Essa “droga é produzida pela Gousan Enterprises, administrada pelo próprio Gousan, a reencarnação do vilão Gosun da série original do Lion Man Branco.

Tudo começa a mudar, quando Kashinkouji surge pela região. Um senhor de idade que levamos a crer que tem a condição humana de mendigo, conhece a história de Lion Man e Joe Tiger. Andando pelas ruas da região, ele encontra a espada de Lionman num cesto de guarda-chuvas, roubando e guardando consigo.

Como não poderia ser diferente do original, Shishimaru acaba se encontrando e conhecendo Saori e Kosu K. Acompanhando esse novo universo, esses personagens são bem diferentes do original. A nova Saori trabalha como mizu shoubai (um trabalho similar de uma geisha, acompanhante de bares, cabarés e hostess bar) num bar da região, enquanto Kosu K é uma estudante de 14 anos que tem aulas para lá de exóticas com uma turma mais velha que ela. Vale lembrar que na série original, que Saori e Kosuke eram dois irmãos que procuravam seu pai na série original, acabando sendo se encontrando com Lion man. Aqui, além das mudanças da Saori, o garoto Kosuke se reencarnou na garota do colegial, Kosu K.

Shishimaru e as garotas são atacados por vândalos da região que usam Skull Eyes. Kashinkouji entra em cena e lança a espada nas mãos do medroso Shishimaru, para que ele se transforme. Transformado em Lion man Branco, ele tem medo do próprio reflexo no espelho não aceitando que virou um bicho, desfazendo a transformação em poucos minutos. Depois de transformando, ele acaba passando a mão em todas as partes do seu corpo para ter certeza que era humano de novo. Pensando rápido, mas gritando como um covarde que é, se percebe que ele consegue se desviar das armas lançadas por esses vândalos, por estranhos poderes que ele ganhou após a transformação. Shishimaru não aceitando sua forma como Lion Man, acaba tendo lembranças com o verdadeiro Lion Man branco da série original.

No dia seguinte, Shishimaru, acaba vendo leão em tudo que estava em sua frente, como crianças usando bonés com leão estampado, um documentário sobre leões e até mesmo uma música do Akira Kushida sobre leões acaba atordoando o nosso novo “herói”.

Uma pessoa que não consegue aceitar que Lion Man seja o paspalho do Shishimaru é o Jonosuke Tora, o Joe Tiger, que está disposto a desafiar para um duelo em breve. Ele carrega Ginsachi, a espada que lhe confere poderes para Joe Tiger e é o antagonista da série. No meio de mistérios e sem muitas delongas, o público não sabe como Jonosuke ganhou os poderes de Joe Tiger, mas encontra nele um verdadeiro herói, tudo aquilo que o personagem do Shishimaru não é.

Como pode se ver a série seguiu um caminho bem diferente da original, utilizando até recursos cômicos nas lutas do Lion Man, como os vilões puxarem sua capa durante a luta, e este usar a capa a seu a favor ao jogar sobre os mesmos. Algo impensável na série original, mas utilizada algumas vezes na série.

A amizade de Shishimaru e Jonosuke se desenvolve ao mesmo tempo que Shishimaru cresce como guerreiro. O desafio entre ele e Joe Tiger no meio da série, é um dos momentos ápices da série, aonde o humor não tem vez.

Perto do desenrolar da série, Kosu K decide fazer um aniversario surpresa a Saori e precisa da ajuda de Shishimaru. Fazendo a festa no Dreamin, Shishimaru conta com o apoio de todos os gigolos do lugar e também de suas clientes fieis na cozinha. O resultado é uma festa, aonde Saori embriagada pede para Shishimaru se revelar Lion Man, pois oferecerá “aquilo” em troca. Ele não pensa em duas vezes e se transforma num outro cômodo em Lion Man, chegando até a cantar no karaokê vestindo de Lion Man. Isso acaba gerando uma bronca do Jonosuke e do Kashinkouji que aparecem no aniversário. Saori ainda apronta, fazendo todos os convidados segurarem Jonosuke e ela roubar um beijo a força dele.

A conclusão da série é com Shishitora, um ser que é uma mistura do Shishimaru e do Jonosuke, enviado pela Gousan Enterprises. Ele se instala como o novo gigolô da Dreamin e usando as Skull Eyes, ele atrai todas as garotas para ele. Analisando Shishimaru e Jonosuke, ele consegue roubar as suas espadas, a Kinsachi e Gisachi, se transformando em Lion Tiger. Shishimaru e Jonosuke consegue a muito custo, sem seus poderes, abater essa nova cria do vilão Gousan, mas quem realmente rouba a cena é Kashinkouji que luta de igual para igual numa luta de espadas que impressiona.

O fim da série existe umas reviravoltas, uma chacina de personagens, como também Junior, filho de Gousan, seqüestrando Saori e revelando ser sua noiva para o seu pai. A sensação que dá é que a série acabou de forma prematura com 13 episódios. Existe a intenção de uma segunda temporada usando o Lion man laranja nos mesmos moldes, mas se confirmar, voltaremos a falar desse universo.

Analisando a série

Para os fãs das antigas séries, com certeza Lion Maru G à primeira vista parece uma sátira da série original, mas a medida que a série evolui, acabamos descobrindo qualidades que essa nova série trouxe. Focada na comédia até um pouco vulgar, sendo totalmente direcionada ao público adulto, a aventura ficou em segundo plano aqui. Lion Man G por ter diversas referências da série original, acaba despertando uma grande vontade de rever sa series originais. A reação que passa é que é difícil acreditar que o roteiro original seja mesmo do criador original da franquia, o grande Tomio Sagisu que veio a falecer em 2004. Adaptado por Hiroyuki Kawasaki e Dai Satou, o primeiro lembrado pelo excelente Garo, enquanto o segundo lembrado pelo excelente Wolf´s Rain, fica a pergunta até onde a série Lion Man G segue os roteiros originais deixados por Tomio Sagisu. Um consideração final sobre Lion Man G que Tomio Sagisu pode ter sofrido o mesmo problema que grandes roteiristas, tendo com o caso mais famoso o do Frank Miller (Batman, Sin City, 300 de Esparta), aonde o autor atualmente só cria hqs de qualidade duvidosa, vide o genial Cavaleiro das Trevas, que a pedido do público, Frank Miller produziu a continuação com sua esposa, o famigerado Cavaleiro das Trevas 2, recebendo criticas dos fãs por um material de qualidade duvidosa que não faz jus ao original.

Quando fiquei sabendo da série Lion Man G estava saindo do papel em 2006 e que trabalharia com reencarnação dos protagonistas, pensei que a série trabalharia com algo similar ao abordado na série Camelot 3000 da DC Comics. Está narra a volta dos mortos do Rei Arthur e seus cavaleiros, após uma invasão alienígena na Inglaterra do futuro. A série foi bastante polêmica na época por envolver drogas e homossexualismo, sendo censuradas pela Editora Abril. Recentemente a série foi relançada sem cortes pela Editora Mythos, mesmo com todos esses percalços em Lion Man G, existem similariedades entre si.

Um dos personagens mais estranhos da série fica por conta de Junior, o filho de Gosan, o vilão da série. Tendo dois guardas costas que servem de agiotas para Shishimaru e demais que o devem, Junior sempre aparece em cena com uma fantasia. Podemos dizer que ele tem um hobbie por cosplay, podendo ser visto muitas vezes vestido de mulher e interpretando como qual.

Para os fãs que procuravam algo fiel ao Lion Man original, resta indicar Garo, este sim com todas as características que Lion Man original tinha. Sobre a continuação, esperamos que Lion Man laranja não saia com sua imagem tão arranhada como Lion Man Branco, após Lion Man G.

– Séries da P-Productions que vieram pro Brasil

Príncipe Dinossauro (Rede Globo)

Goldar (Vingadores do Espaço)

Espectroman (SBT)

LionMan (Rede Manchete)

Crítica | Tokyo Raiders

Lançado no Brasil em 2002, Tokyo Raiders é um daqueles filmes lançados sem grande divulgação no país, onde poucas pessoas acabam tendo acesso a uma dessas pérolas produzidas pelo cinema de Hong Kong. Escrito e dirigido por Jingle Ma, o filme reuniu um elenco todo diferencial, com os astros de Hong Kong e Japão. Por Hong Kong, Tony Leung, Eking Cheng e Kelly Chen e pelo Japão, Yuuko Moriyama (Iria – Zeiram), Minami Shirakawa (GTO dorama), Kou Shibasaki (Battle Royale), Hiroshi Abe (Trick, Dragon Zakura), além da participação de Shogo Shiotani (o Akira/Cybercop Marte – Cybercops).

Um filme leve que mistura muito bem a comédia com ação e artes marciais. Tokyo Raiders pode ser chamado de um típico filme “Sessão da Tarde”, mas nem por isso, pensem que o filme é ruim ou coisa parecida. Seguindo a escola de filmes de artes marciais, representada mundialmente por Jet Li e Jackie Chan, os atores Tony Leung e Eking Cheng seguram o filme com excelentes cenas de ação, marca registrada do cinema de Hong Kong.

Um 007 japonês

O detetive Len (Tony Leung) percebe que está sendo seguido, pelas ruas de Tóquio, assim elaborando um plano de surpreender aquele que está o seguindo. Utilizando-se de apetrechos que tem em sua roupa, Len também usa qualquer item perto de si transformando-as em arma para sua própria defesa.
Chegando em seu escritório, Len percebe que aqueles que o perseguiam também estão por ali. Desenvolvendo uma cena de ação alucinante, em defesa própria, Len consegue fugir deixando os bandidos trancafiados, assim começando o filme.

Ponte aérea Las Vegas – Hong Kong – Tóquio

Macy (Kelly Cheng) foi para Las Vegas, para se casar com o empresário japonês Takahashi. Ela acaba levando um “cano” no seu próprio casamento, retornando assim para Hong Kong. Lá, ela acaba descobrindo que seu namorado desapareceu em Tóquio.
Sem pensar duas vezes, Macy decide ir para o Japão, assim descobrir o paradeiro do seu namorado. Ela acaba esbarrando com o decorador Yung (Eking Cheng) que cobra o cheque borrachudo do namorado dela, indo atrás dela para o Japão.

Chegando em Tóquio, Macy descobre que Takahashi é procurado pela máfia, colocando diversos homens atrás dela. Aqui tem uma das melhores tomadas do filme, como não poderia deixar de ser num filme de Hong Kong, aonde todo mundo luta, Yung “o decorador” é um lutador nato de artes marciais, defendendo sem grandes dificuldades os homens atrás de Macy.
Indo a ajuda dos dois, surge Len e suas garotas, que explicam a verdadeira situação do Takahashi no Japão. Revelando-se detetive particular, Len explica quais os problemas do Takahashi, o que não agrada nada Macy.

A verdade

Len conta que foi procurado pelo chefe da máfia local, Takeshi Ito (Hiroshi Abe), para investigar se sua esposa tinha um amante. Descobrindo que o amante é o Takahashi, Len é surpreendido pelo o próprio que faz uma contra proposta. Fazendo parte do plano do Takahashi, Len vai para um bar junto dele, espalhando-se o boato que Len era o melhor amigo de Takahashi. Takeshi volta a procurar Len não gostando nada de saber desse boato. Len que não é bobo nem nada, pensa em lucrar de novo, mostrando as fotos para o Takeshi que já sabia daquilo e um pouco mais. Takeshi revela que Takahashi fugiu com sua esposa, levando consigo uma grande quantia de dinheiro do bando. Investigando sobre o sumiço dos dois, descobre um acidente entre os dois, no qual a esposa de Takeshi morre, assim Takahashi acabou sendo preso em sigilo pelo governo japonês.

Macy não aceita muito bem que seu namorado teve uma amante e ainda fugiu com ela. Saindo pelas ruas em Tóquio, ela acaba se embriagando-se para esquecer as mágoas ao invés de continuar ir atrás dele.

Reviravoltas

O filme é cercado de reviravoltas, como Len ter que levar Takahashi para as mãos de Takeshi, assim atraindo dois peixes grandes para o governo japonês. Repleto de perseguições pode se observar à evolução de Macy, como também os mistérios em volta de Len e Yung. É muito estranho ver um decorador lutar tão bem e proteger ao máximo a namorada de uma cliente de um cheque “borrachudo”. O encontro de Macy e Takahashi também é um dos pontos altos da história. Todos os mistérios acabam sendo resolvidos, até o final do filme, tornando esse um excelente filme.

Indo além do filme

Tokyo Raiders é de uma remessa nova de filmes de Hong Kong, mostrando os novos rostos do cinema asiático. Para aqueles que estavam até então acostumados com Jet Li, Chow Yun Fat e Jackie Chan. Foi nessa remessa, que começaram a ter contato pela primeira vez com Tony Leung e Eking Cheng que se tornaram os novos rostos do cinema de Hong Kong, estampando a capa de diversos filmes que chegaram ao Brasil desde então.

Mesmo atores veteranos como Jackie Chan, estimulam a entrada de novos rostos para a o cinema asiático, fazendo participações especiais de alguns filmes, como “A liga contra o Mal” e “Geração X”.

Um dos fatos desagradáveis do filme Tokyo Raiders é que o ator Shogo Shiotani, que faz uma figuração como um dos bandidos que leva surra dos personagens Len e Yung. Ele suicidou se dois anos depois da produção do filme. Não aceitando o fracasso profissional, que o limitou em pequenos papeis, depois do personagem Akira em Cybercops, o ator acabou se suicidando em 2002. Tokyo Raiders é uma das ultimas oportunidades de se ver o ator em ação.

Em 2005, Tokyo Raiders rendeu uma continuação, levando o detetive Len para a Coréia. O filme se chama Seoul Raiders e foi lançado apenas esse ano no Brasil, sendo batizado pela Paris filmes como “A perseguição”.