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SEGAGAGA, um jogo muito bizarro da Sega

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O jogo Segagaga se mistura com a história da Sega e depois de seu fracasso com Sega Saturn. O videogame Dreamcast, mesmo não deixando nada perder a concorrência, perdeu a guerra tornando a disputa Sony X Nintendo.

Segagaga foi um dos últimos jogos para Dreamcast lançado só no Japão no ciclo final do console da Sega em que o jogador tinha que salvar a Sega da falência em 2025. Trazendo um traço de animê e um universo repleto de easter eggs, como Alex Kidd trabalhando num bar reclamando que Sonic ocupou lugar dele como mascote, Segagaga é um jogo de RPG, estratégia e comédia, que ironiza a concorrente Sony aqui representada como Dogma.
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Uma das sacadas geniais é que o jogo é repleto de mini games e muitas vezes criticas aos jogos de Playstation 1 o que se tornava genial na época. O jogo ainda ganhou uma versão colecionador com diversos itens como buttons com logos de todos os consoles da Sega, sendo realmente o “Game Over” da empresa.

É uma pena que esse jogo nunca ganhou uma versão fora do Japão, como sua proposta inusitada, tenha correspondido com a realidade, com a Sega abrindo mão de ser uma hardware e optando lançar jogos pra diferentes consoles.

Está ai a abertura e o encerramento do Segagaga e tire suas conclusões.

Mitsubishi Lancer EVO

Como falar de carros, Japão e não falar da maior rivalidade automobilística do oriente?
Estou falando da “guerra” entre Subaru Impreza WRX e Mitsubishi Lancer EVO, dois carros de grandes marcas japonesas com a mesma proposta: Esportivos inspirados em suas versões de rally…

Hoje vou falar sobre o Lancer EVO:

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Nascido em 1992 com o campeonato mundial de rally (WRC)como meta, ele estreou em 1993. Hoje ele e carinhosamente chamado de Evo.

O primeiro Evo tinha motor e 4 cilindros 2,0 litros e 16 válvulas e turbo, com potencia de 247 cv e binário de 31 kfg.m levava o carro aos 235 km/h de maxima e de 0 a 100 em 5,7 s. foram produzidos 5.000 unidades.

Lancer EVO X

A cada evolução do modelo, além de alterações estéticas, ocorreram melhorias na performance. Não vou entrar em todos os detalhes pois no momento o carro está na sua 10° “edição” e eu levaria umas 5 páginas especificando as mudanças mais significantes, mas a titulo de comparação, o EVO X passa ter 295 cavalos (durante anos era creditado apenas 280cv de acordo com as leis japonesas) e tem uma velocidade máxima de 298km/h

Opinião | Lost mudou o mundo?


Eu sou uma pessoa que acompanhou o lançamento de Lost, lembro perfeitamente da estratégia da Sony em lançar a série em dois canais, colocando na AXN e na Sony Television. Lembro que na época, foi uma atitude arriscada já que AXN era um canal novo do grupo Sony, substituindo o até então Teleuno.

Não continuei acompanhando a série, chegando até a terceira temporada, porém todo esse “aué” que a mídia tem falado em torno dos torrents, downloads ilegais, tenham ganhado força, é exatamente disso que eu vou focar aqui.

Para quem gosta de animê e mangá, está cansado de saber o que é fansub, sobre legendas e a rapidez que temos um episódio traduzido no mesmo dia que saiu no seu país de origem. Enquanto isso, a industria “oficial” demora meses, anos pra trazer uma série, muitas vezes alterada, dublada em inglês pra depois ser dublada em português, com uma imagem aquém (já que lá fora já se utiliza HD, aqui a TV a cabo ainda está caminhando a isso) e sem opção de legendas.

Lost fez que a mídia olhasse que a Disney/ABC teve que fazer acordos no mundo inteiro, para exibir a série ao mesmo tempo, porém a pergunta fica sobre legendas. Por que a industria americana acha que todos nós temos que saber inglês? A Viz não trouxe animês exibidos no mesmo dia no Japão em seu site, porém legendados em inglês. Por que não lançar em japonês? Não é um idioma tão “universal” como inglês? Lógico que não, e um atraso de 48 horas como a AXN anunciou no Brasil é legal, mas mesmo assim é tarde. Sabemos que em algumas horas a legenda em português e o episódio em alta definição vai estar disponibilizado em algum lugar da internet.

As empresas tem que mudar seu formato de pensar, e não adianta olhar o idioma inglês como uma solução universal. Talvez o seu produto vai ter que ser pensado, planejado e lançado, a partir do seu ponto de origem, com suporte a idiomas no mundo inteiro. Como? A televisão a cabo vai ter q se adaptar a essa realidade, como também lojas online como iTunes, vão ter que se acostumar também com esse suporte. Saber inglês é necessário pra sua profissão, mas muitas vezes, você não quer chegar em casa e assistir uma série inglês, o mais rápido possível. Convenhamos, a rapidez é boa, mas tem que ser feita com um serviço decente e dando suporte ao que você procura, e não tem nada mais básico que oferecer ao seu idioma nativo, português.

Esse ano teve apelo das editoras japonesas em não ler scans, por causa da baixa de vendas, isso é uma realidade, porém enquanto as empresas não mudarem sua forma de trabalho, e até oferecendo scans em outros idiomas e legalizados, disponibilizando em seus sites, por preços módicos, a pirataria não será combatida.

Se o pessoal fala de Lost e séries americanas, olhem um pouco melhor que existem séries do mundo inteiro, aonde fãs traduzem pra português porque não existe mercado oficial por aqui. São séries britânicas, coreanas, tailandês e japonesas, que são séries ignoradas pela indústria local, porém tem sua gama de fãs.

Eu por exemplo, estou assistindo uma série japonesa, chamada Sunao ni Narenakute, sobre 5 amigos que se conheceram no Twitter. A série é exibida no Japão toda quarta a série é exibida por lá, sendo até o final de semana, a legenda em inglês, seguida de outros idiomas, já está disponibilizada na internet. É ilegal? Sim, porém essa série nunca vai ser lançada no Brasil comercialmente e os fãs sabem disso e não só apóiam como disponibilizam o conteúdo da série em outros idiomas, para que outros tenham acesso.

Será que já não passou o tempo das massas? Trazendo uma personalização cada vez maior do seu consumidor, temos que esperar a indústria tomar uma atitude sobre o que devemos assistir? A internet tirou esse filtro, hoje não somos obrigados a esperar o que um canal de televisão quer que nós assistamos.

Numa era, que muitos criticam o papel de produções brasileiras, como novelas, e seu antigo papel social para a população brasileira, a internet fez com que mesmo de forma ilícita, pudéssemos ter acesso a um conteúdo diferenciado e até que adequasse o gosto particular de cada um.

Já se perguntou o sucesso do animê Naruto no SBT e Cartoon Network? Não foi lá que eles fizeram sucesso, mas em japonês e legendado em português na internet, não sendo a toa que a empresa que lançou em DVD, sabendo das alterações feitas pela edição americana, optou lançar no mercado a versão “sem cortes”.

E olha que nem estamos entrando em mérito ao “presente” que o governo brasileiro nos deu, ao criar a classificação etária, utilizando restrições que tornaram bem mais atraentes comprar séries “editadas” pelos americanos, do que comprar uma japonesa e ter que fazer edições aqui no país pra ser exibida no horário “infantil”.

A verdade que séries como Lost está fazendo que nossas televisões pegarem poeira e irmos atrás do computador pela rapidez. É uma pena que não exista um mercado tão ágil assim e legalizado aqui no país que ofereça séries em qualidade HD com legendas de qualidade. E olha que não seria uma idéia ruim, com adaptações como suporte a cartão de crédito e a cartões pré-pagos para utilização do serviço.

Será que a indústria irá abrir os olhos sobre esse atraso? Provavelmente, o Brasil só vai abrir os olhos, quando tiver prejuízo, ou quando os estrangeiros tiverem criado algo similar.

Enquanto isso, eu não quero saber nada de Passione, porém eu estou doido de curiosidade e estou contando os segundos do próximo episódio de Sunao ni Narenakute.

Dimensão Nerd #88 – J-Macófago por 70 Pilas que Afundam

Normalmente divulgo aqui os podcasts que me convidam, mas dessa vez, estou aqui divulgando o podcast Dimensão Nerd, porque Calliban foi convidado da vez.

APRESENTAÇÃO DE: Laila Flower, Tiago Andrade e Vinícius Schiavini.
COMENTÁRIOS DE: Calliban, Cassiano Pinheiro, Darkonix e Laivindil.
E AINDA: as estreias de cinema com Cid Moreira Mano Dorgas Lol e os Applebits de Eddie Schäfer

NESTE PROGRAMA TEMOS: Comerciais pagos, TNT, lista da Fox, ignorância afastada, canhotas, campanhas que deram certo, programação dublada e a volta de Matthew Perry! E É TETRAAAAAAA!

NOTÍCIAS ENTRE: 9 e 14 de maio de 2o1o.

DURAÇÃO: 69 minutos

E-MAILS: Mande suas mensagens, sugestões, críticas, elogios e afins para o twitter @dimensaonerd, aqui nos Komentários ou no e-mail dimensaonerd@gmail.com.

Acesse aqui

Heroinas e Vilãs de Tokusatsu na Weekly Playboy Vol 22

Antes de mais nada, a Weekly Playboy não é uma variação da Playboy que nós conhecemos, ela é uma publicação bem mais leve criada em 1966 pela Shueisha. E a Playboy que nós conhecemos? Ela sai no Japão também pela Shueisha, porém foi lançada por lá em 1986 sendo conhecida por lá como Geppure ou MPB.

Agora, voltando ao assunto principal, as heroínas e vilãs de tokusatsu ganharam vez na edição da Weekly Playboy, trazendo atrizes desde Zyuranger a até o mais recente Goseiger que ainda está em exibição no Japão. Algumas atrizes o pessoal fã do gênero deve conhecer, como: Aizawa Rina, Sugimoto Yumi, Sato Rika, Niwa Mikiho, Morita Suzuka, Yamasaki Mami, Oikawa Nao entre outras.

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As fotos são do site Kawaii Joyuu.

“Ghost” ganha remake no Japão

O filme Ghost que completa 20 anos em 2010, que se tornou um clássico da Sessão da Tarde, colocando Patrick Swayze e Demi Moore como protagonistas. Para quem nunca viu o filme, trata da história de um homem que foi morto durante assalto, porém fica na Terra para proteger sua namorada (Demi Moore) de um perigo maior.

Agora a história será passada no Japão, e no elenco, temos a atriz Nanako Matsushima (de GTO, Majo no Jouken e do filme de terror Ring) fará o papel que foi de Demi Moore. Enquanto isso, o papel imortalizado por Patrick Swayze será feito pelo ator Song Seung Heon, que tem tido um grande sucesso no Japão, por séries coreanas que são exibidas por lá.

Nanako Matsushima, mesmo sendo conhecida por fãs de dorama, por papeis bem humorados como GTO e Hana Yori Dango, a atriz já demonstrou também a capacidade de fazer papeis mais desafiadores como uma professora que se apaixona por um aluno em Majo no Jouken. Internacionalmente, ela conhecida como a protagonista de “Ring”, filme de terror japonês que fez sucesso no mundo inteiro e ganhou um remake americano, batizado no Brasil como “O Chamado”.

O ator coreano, Song Seung Heon, recentemente acabou fugindo da obrigação militar da Coréia, fingindo seu estado de saúde, o que tornou um grande escândalo por lá. Independente disso, o ator esteve na grande produção da MBC, East of Eden em 2008.

O filme começara a ser rodado em junho, tendo o diretor Taro Otani (que fez séries como Gokusen, Yasuko to Kenji, Bambino! entre tantas outras para o canal NTV). Como produtor temos Takashige Ichise, que já produziu diversos filmes de terror japonês, como Ring, Jun-On e mais recentemente o filme Goemon.

O filme será feito em parceria entre a Paramount Pictures do Japão com a Shochiku, sendo que será lançado no outono.

Fonte: Nippon Cinema

S.H. Figuarts: N Daguba Zeba

Para os fãs de Kamen Rider Kuuga, a novidade em S.H. Figuarts é a figure do N Daguba Zeba, ou N-Daguva-Zeba, o que preferirem ou ainda ‘Unidentified Life Form #0‘.

Apesar de ser limitado e, portanto, diposnível para venda somente no Japão (Exclusivo do Tamashii Web Shop), nada como ver imagens de um figure muito bem montado. Com pré-venda iniciada em 29 de março que se estenderá até o dia 17 desse mês, o S.H. Figuarts N Daguba Zeba será lançado no final de julho desse ano.

Possui 14cm de altura, sendo confeccionado em PVC e outras ligas, além de possuir partes metálicas coloridas em fibra de zinco. Uma verdadeira obra de arte em termos de modelos de Kamen Rider. Com várias peças e acessórios, custa ¥ 3.675 (em Ienes), ou aproximadamente R$ 70 (em Reais), inclusas as taxas.



Imagens disponíveis no Tamashii Web Shop.

Curiosidades Automobilísticas

Motor Honda NSX

Você sabia que no Japão os carros são limitados a 280 cavalos de potência e 180km/h?

É claro que muitos deles passam dos 180km/h e os 280cv estão apenas no papel, mas um acordo entre os fabricantes limita, pelo menos no papel, aos carros saírem de fábrica com no máximo 280cv de potência…

O clássico Honda NSX, carro desenvolvido em conjunto com Ayrton Senna e elogiadíssimo mundo à fora, em seu velocímetro marca apenas até 180km/h.
Muitos desses carros são exportados para outros países e "milagrosamente" saltam de 280cv para numeros maiores, afinal, não é difícil ver um japonês de "apenas" 280cv à frente de carros europeus como BMWs e Mercedes que em tese teriam mais de 350cv…

O acordo nunca valeu para carros de corrida ou esportivos especiais, mas de qualquer maneira, o acordo vem caindo aos poucos e já vemos alguns japoneses com mais de 290cv.

Resta saber se são realmente 290cv ou apenas no papel =)

Street Fighter Legacy

O ator e fã de Street Fighter Joey Ansah , Cansado das porcarias que foram feitas com a série pelos estúdios “Profissionais” produziu um dos melhores fã-Filmes que já vi: Street Fighter Legacy.

Com apenas 3 minutos de duração, faz passar vergonha coisas como Street Fighter com o Van damme e a Lenda de Chun-li (Se bem que esses passam vergonha sozinhos.

Durante a semana,Joey foi divulgando sua obra soltando Trailer,e Making Of até chegar ao filme que nada mais é do que uma luta (maravilhosa) entre Ryu e Ken com uma rápida aparição do Akuma(O próprio Joey). O qu emostra que basta um pouco de boa vontade para fazer algo de qualidade..

Mas chega de falar, nada melhor do que assistir ao filme.

Para mais informações visitem o Site do ator.

Making Of


Final Feliz?

Nos games e histórias infantis em geral, salvar a Princesa normalmente significa um final feliz.

Mas quem disse que isso é necessáriamente verdade?

A hilária animação “Dan, The Man” produzida pelo Studio Joho mostra que o salvamento da princesa não indica uma vida feliz para sempre.

Vale a pena assistir.

 

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Opinião | Blu-ray e o mercado pirata


Será que vamos ver isso nas barraquinhas no futuro?

Costumam chamar de “entusiastas” aqueles colecionadores que já aderiram ao Blu-ray, mesmo a preços impraticáveis quando comparado aos do DVD. Para a indústria, o Blu-ray virou um “DVD para ricos”, assim fazendo lançamentos segmentados. Na prática, o preço dos DVDs está caindo, porém mesmo assim é muito caro, e em relação a Blu-ray, o preço não deveria ser o dobro, ou o triplo como acontece, mas talvez apenas 25% mais caro ao preço de um DVD, como acontece em outros mercados mundiais.

Na prática, o Blu-ray já existe algum tempo no mercado, porém só acho, graças a tecnologia estar se barateando, players dessa nova mídia está chegando a um preço mais acessível. Como qualquer troca de tecnologia, Blu-ray tem relutância, porém no Brasil, parece que o problema é outro, talvez o mesmo empecilho que a TV digital tem por aqui, o que podemos chamar de falta de interesse.


Brasil – Tanto faz?

O Brasil infelizmente talvez por não estiver tão esclarecido com as novas tecnologias, ou por descaso, não aderi à nova tecnologia. O que acontece? A roda não anda assim o preço da tecnologia não desce, não existe demanda, resumindo, não existe mercado.

A dúvida é que no país em que locadoras estão virando artigos raros, e barracas de DVD proliferam a cada esquina, querer pregar uma nova tecnologia é uma grande furada. Convenhamos, a cultura do pirata, do “leve 3 e pague 10 reais” foi criada e a industria nacional não fez nada pra impedir. Alias, acontece o pior, a indústria tentou se comparar ao pirata, trazendo embalagens slim, envelopes de papelão, e toda forma mais grotesca de se vender DVDs oficiais, foi criada por aqui.

Além disso, para ter uma nova tecnologia, precisa de gasto, se você quer ter uma imagem digital, de alta definição, precisa de uma televisão de LCD. E estamos numa transição de tecnologia, aonde mesmo barateando, e oferecendo diferentes formas de pagamento, precisa haver interesse do consumidor (que nesse caso precisa avaliar se vale a pena em seu orçamento) em migrar de tecnologia. No caso de blu-ray, precisa migrar de aparelho, isso sem contar que muitos não entendem porque a imagem fica “feia” quando compra uma Televisão de LCD, porém usa toda uma tecnologia antiga, analógica e não conhece, ou não opta por uma digital.

O resultado disso é uma televisão digital brasileira feita pra gatos pingados, e uma migração que não acontece, o que pode talvez estender a nossa televisão analógica, coisa que não mais acontece nos EUA por exemplo, que foi desligada em 12 de junho de 2009. No Brasil, em tese, a teve analógica será desligada em 2016, porém já se fala em estender esse desligamento, justamente por falta dessa migração.


Os “blu-rays” piratas chineses

Desde 2008, os blu-rays ganharam uma versão pirata na China, em que extraem a imagem do filme e é lançado num formato de alta definição, porém gravado em DVD. O resultado é um falso blu-ray com falta de qualidade na imagem, porém superior ao DVD, custando 7 dólares.

Já se passaram 2 anos desde então e os blu-rays “piratas” não chegaram no Brasil, justamente porque não tem consumidor pra isso. O que pra um lado é excelente para indústria, e algumas empresas como a Disney, tem apoiado e lançado diversos títulos de peso em formatos diferenciados por aqui.

Consumidor – Compras fora do país

Enquanto isso, a melhor solução de comprar blu-ray hoje em dia é nas lojas internacionais como a Amazon. Por causa dos altos preços no Brasil, para se trazer a mídia de fora, e embalar como produto nacional (por falta na época de indústrias no mercado), se torna mais vantajoso você importar o filme com legendas e dublagem brasileira de algum canto do mundo.

Uma verdade que seja dita, o mercado brasileiro encolheu por causa da pirataria, porém as empresas optam de lançar produtos aqui pra atender o um público mais amplo, ganhando assim pelo preço “baixo”. O resultado não atrai nenhum público, por um acabamento aquém, falta de extras, e um preço que quem procura preço baixo, não quer e quem é colecionador não quer, porque não é o que esperava.

O mercado dos colecionadores é extenso e representado por sites como “Blog do Jotacê”, que mostram o que é algo bom pro colecionador, e quando não é, for atrás da versão ideal pra o consumidor brasileiro, lá fora.

Talvez seja hora, de empresas como a Universal que não aderiram ao formato no país, ver esse nicho e trabalhar focando nele. As vendas são menores sim, mas nesse caso, o consumidor irá pagar por um produto mais caprichado, enquanto fazer um produto aquém e numa tiragem mais alta tem o risco de ir para nos cestos de liquidação de grandes lojas de departamento no país. Justamente, porque o mercado interpreta blu-ray como “DVD pra rico”. Você concorda? Opine.

Opinião | A morte do Animax como nós conhecemos

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A maioria que gosta de animação japonesa já deve ter recebido a bomba sobre o canal oficialmente jogar os animês para escanteio. Quando escrevi o primeiro “Opinião” sobre a derrota dos Otakus, falei que a derrota do Otaku, fã desse tipo de série, que ele consome produtos ilegais em lojas e eventos, como DVDs piratas, e baixando na internet, não acrescenta em nada como público interessante comercialmente. Porém, a culpa não fica só exclusiva aos otakus, mas também as empresas que administram mal seus canais.

O Animax está sofrendo do mesmo mal que o canal Boomerang sofreu há alguns anos atrás, por não ter emplacado no Brasil, como um canal voltado a desenhos antigos, estes limados da programação da Cartoon Network e que estavam à espera de uma nova chance. O canal mesmo que excelente em seu acervo, tinha uma programação confusa, tinha o conceito de não ter intervalos, e tinha campanhas fantásticas pro público adulto que era criança quando foram feitos aqueles desenhos, o resultado foi fracasso. O canal teve que ser repaginado, deixando inclusive de passar desenhos, inserindo em sua programação séries australianas, americanas e até mexicanas, tornando-se mais próximo do público que assiste canais como Disney Channel e Nick. O que aconteceu? Não preciso comentar que Boomerang saiu do vermelho, deu certo, e até pouco tempo, Rebeldes (exibido anteriormente no SBT) era o programa mais assistido do canal.

Com certeza, os fãs de Boomerang se revoltaram, porém o canal afirmou que colocaria seus desenhos antigos de madrugada e na teoria problema resolvido. A questão do Animax é mais delicada, porque o Animax veio ocupando lugar de um canal trash, porém excelente como Locomotion, que dosava animações do mundo inteiro, passava animações dos anos 80 como He-man, She-ra e G-Force, enquanto a noite era dedicada aos animês como Evangelion, Caçadores de Elfa e Bubblegum Crisis: Tokyo 2040.

O primeiro ano do Animax veio com alegria para os fãs, porque era um canal japonês de animes e bom, parecia que ganharíamos um canal de “animê” de verdade. Porém, o buraco é mais embaixo, tínhamos uma grife japonesa sim, porém comandada pelas mesmas pessoas do Sony Television e AXN. O que isso significa? Públicos e experiência totalmente diferentes, o que com certeza foi um pesadelo pra eles. Pode ver que toda “solução” desesperada pra eles, são coisas que passam ou tem cara dos outros dois canais. Faltou pesquisa, faltou personalização, faltou um monte de coisas que o Animax não fez e morreu na praia amargando com campanhas de humor bem duvidoso.
Se por um lado empresas como a Editora JBC anunciavam apoio ao estúdio Alamo para a adaptação de animês para o canal, o que dava confiança do publico brasileiro pelo canal, do outro tínhamos uma falta de experiência e falta de tropeços que marcou esses 3 anos de Animax.

Você reconhece esse Animax aí de cima? Eu não!

Vamos analisar alguns problemas do Animax:

1 – Falta de animês clássicos famosos no Brasil
Um dos problemas do Animax “latino” foi a ausência de animês antigos que passaram pelas emissoras daqui. Um animê como Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball Z, Sailor Moon, Samurai Warriors, Shurato faltou, e o pior, se você assiste o Animax japonês, sabe que ele principalmente é focado nisso.

Um animê desse porte, pode atrair sim um público maior para o canal, porém invés disso, optaram só comprar de forma bem bagunçada os animês de sua programação.

E títulos como Bleach e Death Note, mesmo sendo fortes no exterior no Brasil não são porque não passam na TV a aberta. O bom seria se nesse caso eles fizessem algo ao estilo do Animax espanhol que comprou Naruto Shippuuden, porque o Jetix por lá não quis a série já que Naruto não teve um bom desempenho por lá.

2 – A Falta de animes “shoujos”
Se você ver o Animax de qualquer país, o canal passa produções pro público feminino e bom, só ver nas bancas brasileiras que tem um público fiel de shoujo, além de o crescimento dos leitores de mangá se deve as garotas, pois bem, parece que o canal não sabia disso, ou não queria saber, pois não tinha nada voltado pra elas.

3 – Animax é um canal pra quem?
Se você olhar na sua TV a cabo hoje, vai perceber que o Animax não está perto dos canais infantis como Nick, Disney Channel, Cartoon Network, Boomerang, porque ele passava desenhos adultos.

Pois bem, não seria melhor focar num público criança e adolescente, tendo um canal “infantil” próximo aos demais? Por que investir em besteiras como bloco Lollipop? Animax assim não só afugentou as empresas, que não queriam ter a licença do canal da HBO, como tinha programação infantil de manhã e a tarde, porém não era um canal fácil pra criança achar.

O Animax resumindo, era um canal que tentou investir num público diversificado e caiu do cavalo. Devia ter seguido padrão de outras empresas, optando mesmo que quisesse passar animês mais pesados, apenas na madrugada.

4 – A falta de um Animax Brasil
O Animax por mais que falem continua sendo um canal mais “latino” e menos brasileiro. Somos um povo diferente, e precisamos de blocos personalizados pro Brasil, programas brasileiros durante a programação, tornando o canal mais a nossa cara. Porém, isso tem custo, um custo que o Animax não queria bancar e preferia gravar tudo no México.

Canais como Disney Channel e Nick tem programas no Brasil e ajudam a dar um “jeitinho” brasileiro para o canal.

Isso sem contar que com sucesso comercial de Turma da Mônica Jovem, a Sony podia ter aberto os olhos e ter encomendado um “animê” pro Mauricio de Souza baseado na turma e atrair um novo público com o primeiro “anime brasileiro”.

5 – Os clipes e séries japonesas
Um dos pontos positivos da Sony foi colocar clipes de cantores japoneses no intervalo, foi a primeira vez no país que pudermos ver cantores como Utada Hikaru, Crystal Key e Sowelu na televisão brasileiro.

Já imaginou um programa de clipes de jmusic, com artistas sendo entrevistados? Sim, artistas da Sony Music Japan, que faz música pro Bleach e outros animês da casa, poderiam falar de seu trabalho, convite de trabalhar em tal animê. Bom, parece que Animax daqui não pensou nisso.

O que faltou foi um programa de clipes, uma personalização de conteúdo, indo além dos clipes. Talvez até imitando o que outros Animax optaram fazer agora que é exibir os doramas, em sua programação, por serem derivados de mangá também.

Agora numa opinião pessoal, eu optaria de trazer tokusatsu clássico da Manchete. Pegar as séries da Focus (que só Jaspion pagou as três) e trataria de colocar a noite no Animax pra pegar os nostálgicos de plantão. Logicamente, a intenção não seria ir atrás de material novo, mas apenas antigo, se caso tivesse retorno (até porque é barato) partiria pra algo novo. Nesse caso, séries assim entram no mesmo critério de animês clássicos, trazendo público mais antigo para o canal.

6 – Marketing casado
Tendo tantas séries que foram lançadas em mangás no país, fazer só peça publicitária nos mangás da JBC e da Panini não rola. O Animax tinha que fazer promoções de mangás, e até concursos para cada país.

Outra coisa seria oferecer algo diferenciado aos clientes do ramo no Brasil, o que significa atrair clientes como Playarte, Focus, JBC, Panini, Yamato, que produzem produtos e serviços pro Brasil que envolvem animação japonesa e os levar como anunciantes de seu canal.

Além disso, produções da Sony, deveriam ter tido lançamentos simultâneos por aqui, em DVD, isso sem mencionar empresas como Focus que lançou Full Metal Alchemist no passado, que deveria ser focado no público do canal.

Independente disso, Animax pertence ao grupo Sony, poderia ser usado como meio publicitário da Sony Brasil para Playstation 3, câmera Sony Cybershot, dvds, blu-rays da Columbia e muito mais. Porém, você viu algum comercial da própria empresa no canal? Com exceção da câmera do último do 007, acredito que não.

Conclusão
Existem ainda muitos argumentos a serem questionados do fracasso do Animax, e principalmente se deve a má administração da empresa no canal na America Latina. Concordo que o canal pode crescer com aumento de séries não japonesas, porém além de inserir, tiraram toda filosofia do canal e transformaram numa versão genérica ao estilo da AXN.

Logicamente que às vezes isso não é nem culpa de quem ficou responsável pelo canal no Brasil, já que sendo um canal voltado pra América Latina, às vezes você tem pouca liberdade, ou talvez nenhuma pra personalizar o canal e a Sony falhou.

Agora quem pensa que o Animax é um grande canal, bom é sim, mas sabe quem é anunciante Lá? Empresas ao estilo da Polishop, se você já assistiu Animax japonês, deve ter visto aqueles aparelhos de ginástica e outros aparelhos estranhos sendo vendidos no Animax de lá. Então mesmo o canal dando certo no seu país de origem, você pode dizer que também não tem anunciantes muito fortes por lá.

Obs: Se quiser ler mais sobre o Animax, leia o texto do portal Jbox sobre a reformulação.