Início Site Página 1639

Crítica | Mirai Sentai Timeranger – Além do tempo e do espaço…

Saudações, amigos! Eu sou o Daniel “Sheider”, e hoje estou estreando minha coluna aqui no J-Wave. E, para começar, vamos falar um pouco de tokusatsu… Preparei uma matéria especial sobre Mirai Sentai Timeranger, o super sentai do ano 2000, com tudo sobre a série. Espero que todos curtam!

“Vá além do tempo e do espaço”… Assim começa o tema de abertura de Mirai Sentai Timeranger (Esquadrão do Futuro Timeranger), a 24ª série da linhagem dos Super Sentai – os “super-esquadrões”, tais como Changeman, Flashman e outros – que existe no Japão desde 1975, e perdura até os dias atuais.

Timeranger foi produzido e exibido na TV entre 2000 e 2001, e apresenta vários elementos interessantes, tendo em vista que a série foi lançada praticamente na virada do milênio. A própria temática futurista da série, baseada em viagem no tempo, é bastante sugestiva para a época. Possui um enredo complexo, personagens carismáticos e cativantes, uma excelente trilha sonora (algumas músicas nem parecem ser de tokusatsu) e efeitos especiais bastante caprichados.

Rendeu, ao todo, 50 episódios, além de um especial de TV (contando a história dos Sentais através de uma viagem no tempo) e dois filmes: Timeranger – The Movie e um crossover com o grupo antecessor, o Esquadrão de Resgate Go Go V.

A HISTÓRIA

Tudo começa mil anos à frente, no século 30. Lá, várias raças alienígenas de diversos cantos do universo convivem em harmonia com os humanos, e é possível viajar no tempo, para várias épocas. Aqueles que cometem delitos são congelados e colocados em compressão fria, e ficam ali por um determinado tempo. Um destes criminosos, Don Dornero, está prestes a ser enclausurado, quando subitamente recebe a ajuda de Gien, um de seus comparsas, e acaba fugindo para o século 20. No seu encalço, vão quatro recrutas do Instituto de Proteção do Tempo: Yuuri, Ayase, Domon e Sion, além do Capitão Ryuuya. Mas, quando chegam ao século 20, os quatro recrutas têm uma surpresa: Ryuuya, na realidade, era Lila, outra capanga de Dornero, disfarçada. Ela ativa o dispositivo de auto-destruição da Máquina do Tempo onde viajaram, prende o quarteto nela e foge. Mas o plano acaba falhando.

É então que os recrutas encontram Tatsuya, um jovem do tempo atual. A princípio, o estranham, por sua semelhança física com Ryuuya. Mas nesse meio tempo, Dornero e seu bando atacam Tokyo. Nisso, entra em cena o simpático robô-coruja Takku, dando ao quarteto os dispositivos de transformação chamados de Chrono Changers. Mas há um problema: eles só funcionam adequadamente com um grupo de cinco pessoas! Diante da situação, Yuuri não vê outra escolha a não ser pedir ajuda a Tatsuya. Ele aceita e recebe o Chrono Changer das mãos de Yuuri. Inicia-se, assim, a guerra entre os Timerangers e a Família Londarz, o grupo criminoso do futuro liderado por Don Dornero.

Mais adiante, um sexto Timeranger se une ao grupo: o revoltado e ambicioso Naoto, que acaba por se tornar o Time Fire.

 

PERSONAGENS:

Tatsuya/ Time Red: O único dos Timerangers que pertence ao século 20. Trata-se de um jovem gentil e humilde. Oriundo de uma família rica, bate de frente com seu pai, um empresário arrogante que só pensa em dinheiro e na reputação da família, e quer sempre controlar o destino do filho. Para camuflar as atividades dos Timerangers, acaba fundando junto com seus amigos uma empresa de fachada, a Tomorrow Research, que presta diversos tipos de serviço. Apaixonado por karatê.

Yuuri/ Time Pink: Uma policial da Divisão Anti-Máfia. Possui um ódio profundo pelos Londarz, em especial Dornero, responsável pela morte de seus pais. Durona, possui um temperamento difícil, mas vai deixando transparecer seus sentimentos ocultos ao longo da série. Trabalha como detetive na Tomorrow Research.

Ayase/ Time Blue: Um ex-piloto de corridas. É calmo, tranqüilo e às vezes melancólico. Esconde um segredo do grupo, e só o revela a Tatsuya. Na Tomorrow Research, trabalha como motorista.

Domon/ Time Yellow: Lutador profissional. Possui grande força física, e é um tanto esquentado, tanto é que costuma bater de frente com Ayase em alguns momentos. Vive dando em cima das garotas, mas nunca obtém sucesso. É instrutor de defesa pessoal na TR.

Sion/ Time Green: O caçula do grupo, um alienígena de cabelos verdes. Expert em máquinas e computadores, chegando inclusive a criar armas para o grupo. Ingênuo e inocente, protagoniza uma cena hilária com Domon em um dos primeiros episódios da série. Técnico em manutenção de computadores na TR.

Takku: É o robô-coruja navegador da Máquina do Tempo. Auxiliar direto dos Timerangers, é quem passa as informações sobre os monstros e solicita ajuda das máquinas do século 30, quando necessário.

Don Dornero: o líder da Família Londarz. Condenado a 100 anos de compressão fria, consegue escapar graças a ajuda de Gien. Inescrupuloso e bonachão. (a aparência dele lembra um pouco o Dino da Família Dinossauros… xD)

Lila: a única mulher do grupo. Extremamente vaidosa e egocêntrica. Adora dinheiro, jóias e roupas caras. Ótima em disfarces.

Gien: Um robô dourado, cientista do grupo. Contribuiu com a fuga de Dornero no século 30. É ele quem escolhe as criaturas que serão usadas em cada plano.

CURIOSIDADES:

– Na vida real, Mika Katsumura (Yuuri) foi casada com o também ator Yusuke Tomoi, o protagonista de Kamen Rider Agito. Eles se divorciaram no ano passado.

– Timeranger é uma das primeiras séries sentai na qual o vermelho não é o líder direto, já que Tatsuya não tem tanto conhecimento do que se passa no século 30. Na maioria das vezes, é Yuuri quem assume as rédeas da equipe. (Já aconteceu em Kakuranger com a ranger branca assumindo também a posição de líder)

– Os Time Jets – naves de combate dos Timerangers – são capazes de assumir três formas diferentes: Time Robô Alpha (a principal), Time Robô Beta, e ainda o Time Jet Gamma.

– Nos EUA, Timeranger foi usado como base para a produção de Power Rangers: Força do Tempo. A produção americana é praticamente uma cópia da série original, exceto por alguns poucos detalhes, como a introdução de um vilão novo, Ransik, no lugar que seria de Dornero. E, claro, a troca do elenco japonês por atores americanos…

FICHA TÉCNICA:

Mirai Sentai Timeranger/Esquadrão do Futuro Timeranger

Produção: TV Asahi/Toei Company

Exibido: de 13/02/2000 a 11/02/2001

Total de Episódios: 50 (+ 1 especial e 2 movies)

Elenco:

Tatsuya Asami/Time Red – Masaru Nagai

Sion/Time Green – Masahiro Kuranaki

Ayase/Time Blue – Yuji Kido

Domon/Time Yellow – Tomohide Koizumi

Yuuri/Time Pink – Mika Katsumura

Naoto Takizawa/Time Fire – Shinji Kasahara

Robô Navegador Takku (voz) – Yusuke Numata

Don Dornero (voz) – Ryuzaburo Otomo

Lila – Asami Kuro

Gien (voz) – Koji Tobe

Narrador – Hideyuki Hori

Dublês – JAC (Japan Action Club)

Fontes: Wikipedia, Mundo Toku, Supersentai.com

Por enquanto é só, pessoal. Espero que tenham gostado desta minha primeira matéria.
Até a próxima! 😉

(atualizado em 16/01/2010 às 20:53. Agradecimentos ao Michel Matsuda)

 (atualizado em 16/01/2010 às 20:53. Agradecimentos ao Caio)

Crítica | Patrine – A “nova” rainha dos baixinhos – Parte 2

Nessa segunda parte, vamos relembrar um pouco da estréia da Pequena Patrine na série Estrela Fascinante Patrine. Além disso, vamos também conhecer a série produzida em 2007, que pode ser interpretada como continuação não oficial de Patrine, a série Bishōjo Celeb Panchanne.


Segunda fase: Surge a Pequena Patrine

Surge o Diabo do Inferno, o grande vilão da série, que é o antagonista ao Deus Protetor. Trazendo o caos a cidade, Diabo do Inferno seqüestra a Patrine, fazendo Deus Protetor não ter outra escolha que senão recrutar uma nova garota para defender a cidade e resgatar Patrine, assim Tomoko é escolhida e se torna a Estrela Fascinante Pequena Patrine. Não podendo revelar sua identidade, Tomoko nem imagina que sua irmã Sayuri seja a Patrine, assim as duas lutam pela justiça juntas, sem saber de suas identidades secretas.

Nessa segunda fase, as aventuras ficam em torno da Patrine e da Pequena Patrine, sempre tendo um inimigo ligado ao Diabo do Inferno.
Dando mais destaque para a nova heroína da série, a Pequena Patrine, nessa nova etapa, temos a rivalidade entre Patrine e Pequena Patrine. Na realidade irmãs, Patrine pede uma maior responsabilidade por parte da Pequena Patrine, fazendo que as duas não sejam parceiras num primeiro momento.

Patrine também ganha uma nova arma para o combate contra Diabo do Inferno, uma caixa de música que purifica as pessoas. Já viu isso antes? Sim, outra idéia que nasceu em Patrine e virou “marca registrada” em Sailor Moon.
Diferente de Patrine, a Pequena Patrine não tem uma adaga, mas uma espada, que lhe concede o poder de aparecer itens numa batalha. Logicamente, a imaginação de Tomoko é criativa, porque até dentadura gigante aparece para ajudar a pequena guerreira.

Não podemos deixar de comentar a pequena citação a Kamen Rider, a criação mais icônica de Shotaro Ishinomori. Num episódio, aparece um estranho herói que bate nas crianças que não visitam o cemitério de sua família, no dia de finados. Chamado de “A lutadora”, o traje é uma cópia do Kamen Rider 1, e esse estranho herói, sempre aparece quando crianças aprontam ao redor dos cemitérios da cidade.
Kazuya sempre visita o túmulo de sua família, não porque gosta, mas por estar apaixonado pela linda vendedora da floricultura próxima ao cemitério. Atraindo a atenção de Hideki e os outros, causa a irá de um padre que cuida do local. Eles não sabiam, mas o padre é quem chama a guerreira chamada “A Lutadora”. Tomoko, percebendo que Hideki e os outros estão em perigo, se transforma na Pequena Patrine, condenando o padre e “A lutadora”, mas muda de idéia, ao ver que Kazuya gosta da pessoa por detrás da “A Lutadora”, a garota da floricultura.
Sayuri e Tomoko estão enfeitando a casa para o natal. Diabo do inferno decide investir em seu último plano para destruir Patrine e a Pequena Patrine, criando uma bola em chamas que domina a pessoa, transformando num demônio. A pedra vai possuindo todos os personagens da série, transformando-os em demônios, restando a Patrine e Pequena Patrine a defender a cidade.

Aproveitando do caos na cidade, Diabo do Inferno seqüestra Tomoko, deixando o lar dos Murakami em profunda depressão em pleno Natal. O que Diabo do Inferno não sabia que Tomoko era a Pequena Patrine, assim a transforma numa guerreira do inferno, usando um traje escuro semelhante ao da Pequena Patrine.
Colocando Pequena Patrine contra Patrine, Diabo do Inferno que está confiante que dominará o universo, mas Patrine consegue evocar as lembranças de Pequena Patrine, trazendo de volta das trevas. Juntas, elas lutam contra Diabo do Inferno, e evocam as memórias dele com a caixa musical de Patrine. Lembrando da época de criança, Diabo se recorda de quando era uma criança e gostava de tocar sino, assim voltando a ser um cara normal.

Patrine e Pequena Patrine se emocionam por ser sua batalha final e revelam suas identidades secretas, se surpreendendo que são irmãs, Sayuri e Tomoko. No caminho, elas encontram um novo Kami Sama que dá os parabéns para elas, e retira os poderes delas, os tornando garotas comuns novamente. Sayuri e Tomoko agradecem profundamente e voltam para casa.
A série acaba na virada do ano novo, com uma grande festa num templo, onde todo elenco da série está reunido. Para surpresa de todos, quem está tocando o sino do templo é o antigo Diabo do Inferno. Todos no fim acabam tocando o sino, e o casal Murakami assiste sua família se divertindo no templo.
Versão Brasileira

Produzida pela Wildstar em São Paulo, a dublagem foi muito bem realizada, com excelentes adaptações da cultura japonesa, como também na seleção do elenco.

Para a voz da protagonista, Sayuri Murakami, entrou ninguém menos que Marli Bortoletto, a voz da Mônica de Turma da Mônica no Brasil. A dubladora é conhecida também por ter feito a primeira fase de Sailor Moon, realçando as semelhanças entre as duas séries. Marli também dublou o personagem Kazuya, amigo do Hideki e membro do clube Patrine.
O pai da protagonista teve a voz de Emerson Camargo, a mesma voz de National Kid e dono da Wildstar. A voz dele em Hayato é única, além de sua dublagem combinou perfeitamente com o atrapalhado jornalista apaixonado pela Patrine.

Tomoko, a irmã de Sayuri, foi dublada por Angélica Santos, a voz oficial do Cebolinha de a Turma da Mônica. Entre os destaques de dublagem da Angélica estão: Kevin Arnold de Anos Incríveis, Oolong e Uub de Dragon Ball Z, Akira e Esmeralda de Cavaleiros do Zodíaco e Andróide 18 de Dragon Ball GT.
Bishōjo Celebrity Panchanne: A minha esposa é uma super heroína!

Em 3 de abril de 2007, estreou uma série na televisão japonesa que satirizava a serie Patrine produzida em 1990. Colocando uma antiga heroína mirim, num novo dilema, que é estar casada e com filha, mas voltar a ser a super heroína da cidade.

Produzida na forma de dorama, pela Kyodo Television, Yomiko Advertising e Marvelous Entertainment, a série teve como principal patrocinador a loja de cosplays COSPA,e isso você vai entender durante o breve resumo da história.

Conhecemos a dona de casa, Yumiko Shinjō, ela quando era adolescente, escondia um segredo, que era a super heroína da cidade. Ganhando os poderes do Kami Sama de sua cidade, ela se transformou em Bishōjo Mask Florence. Caso ela contasse sua identidade secreta para alguém, Kami Sama a condenaria a transformando num pepino do mar (lembre-se que em Patrine ela se transformava numa tartaruga).

Um dia, ela encontra Kami Sama, que determina que ela volte a ser uma guerreira da justiça. Relutando inicialmente, Yumiko Shinjō aceita o fardo de se transformar-se novamente numa heroína, mas diferente da outra vez, ela terá que confeccionar o seu traje, ai que entra a rede Cospa, aonde ela desenvolve o seu novo traje, além de seu novo codinome, Bishōjo Celeb Panchanne.
Ironicamente, um dos primeiros motivos de risada, quando ela entra em cena, é justamente que ela não pode mais ser uma “Bishōjo”, pois shōjo significa garota em japonês. Resumindo, ela passou um pouco da idade.

Na batalha contra o mal, ela se transforma dizendo: “Ancien Régime, Tricolore!”. Ela utiliza um bastão na luta contra o mal, que purifica os vilões que ela enfrenta.
Durante a série, a filha de Yumiko Shinjō, a Risa Shinjō se transforma em Bishōjo Celebrity Panchanne-Mini (outra referência a Patrine, agora com seu sidekick Pequena Patrine).
A atriz Yuko Hanashima, que fez a Patrine original, aparece na série como amante, do marido de Yumiko Shinjō. Bela participação especial, para uma série que brinca com a série original em que ela foi protagonista.
A série teve 13 episódios e herdou um pouco do humor de Shotaro Ishinomori, trazendo características do gênero “Fushigi Comedy Series”. Vale ressaltar que quem assume os roteiros de Pacchane, também é um velho conhecido do meio Tokusatsu, o Yoshio Urazawa. Entre as séries mais famosas em que ele trabalhou foram Gekisô Sentai Carranger e Bakuryû Sentai Abaranger (adaptado no ocidente respectivamente como Power Rangers Turbo e Dino Trovão).

Gyabbo! & J-Wave: Entrevista com Mauricio de Sousa

Eu posso dizer que cresci lendo quadrinhos com Turma da Mõnica. Mesmo que minha infância, posso dizer que fui abençoado já que foi auge dos quadrinhos nacionais como: Turma do Arrepio, Trapalhões, Zé Carioca, Palhaço Alegria e adaptação nacionai de séries japonesas como Jaspion e Changeman, foi com Turma da Mônica que cresci lendo quadrinhos.

Todo mundo esperava o almanaque de férias gigante da Turma da Mônica, ou juntava as tampinhas de Coca Cola para ganhar a coleção de gibis da turminha. Tudo era motivo de colecionar a Turma da Mônica e não foi a toa que com grande alegria, fui e frequentei quando era pequeno o Parque da Mônica no Shopping Eldorado, em São Paulo.

Falar de Mauricio de Sousa é falar da história dos quadrinhos brasileiros, porque ele e seu império de quadrinhos são únicos. Criador de Turma da Mônica, a revista em quadrinhos mais vendida do país, tem uma história de sucesso, presente nas 3 maiores editoras do país; passando pela editora Abril, 20 anos de editora Globo e atualmente na Panini Comics.

Ano passado, apresentou ao público uma Turma da Mônica adolescente, utilizando-se da inspiração e narrativa dos quadrinhos japoneses, o mangá. Sendo um sucesso comercial e vendido mais de 400 mil exemplares, Turma da Mônica Jovem vende 10 vezes mais que o mangá mais vendido do Brasil.

Numa história que atravessou 5 décadas, tendo diversos filmes, séries animadas e publicação dos quadrinhos em diversos países, Mauricio de Sousa é hoje sinônimo de quadrinho nacional.

Essa será a primeira de uma série de entrevistas que tanto o J-Wave e o Gyabbo! estão preparando para apresentar um pouco mais da cultura pop japonesa dentro do Brasil.

Ambos se juntaram para entrevistar Mauricio de Sousa e contar sobre sua carreira e principalmente sobre o sucesso do mangá Turma da Mônica Jovem. Gentilmente, entre suas férias de fim de ano, Mauricio nos deu essa entrevista:

Gyabbo! & J-Wave: Apesar de baseados em familiares, os personagens da Turma da Mônica acabaram virando sinônimo de suas características, como Cascão para meninos que não gostam de banho; como foi o processo de desconstrução dessas características tão marcantes?

Mauricio de Sousa: Imagino que essa pergunta é referente à adaptação dos personagens infantis para os adolescentes, certo? Não houve desconstrução mas sim evolução de um mundo infantil para um adolescente. Se o Cascão continuasse sem tomar banho como iria conseguir arrumar namorada?

G&J: Em termos de carinho pelos personagens, como foi vê-los “crescer”?

MdS: Como um pai. Curtindo ao máximo.

G&J: O senhor comentou uma vez que já tinha imaginado a Turma grandinha e não era baseada em mangá. Pode nos falar um pouco como era essa versão de Tuma da Mônica Jovem?

MdS: O projeto da Turma da Mônica Jovem tem mais de cinco anos. Originalmente não era para ser em estilo mangá. Mas após as comemorações dos 100 anos da imigração japonesa no Brasil, em 2008, achei que era a hora e a vez de mesclar nosso estilo com o estilo mangá para agradar à toda essa faixa de leitores adolescentes que estavam migrando de minhas revistas para o mangá.

G&J: Temos na equipe de roteiristas de Turma da Mônica Jovem pessoas famosas no meio do anime e mangá: Marcelo Cassaro que foi roteirista de Holy Avenger, o mangá nacional mais próspero e Petra Leão, uma cosplayer famosa. Como funciona essa influência deles em Turma da Mônica Jovem? Já que vimos muitas referências pessoais dos dois, como Cascão ser um otaku, e o RPG online Animecraft que citou várias séries de anime e mangá.

MdS: O Cassaro e a Petra estão contribuindo bastante com o sucesso da Turma da Mônica Jovem pois têm uma bagagem de cultura pop japonesa que agrada muito aos leitores. Mas os outros roteiristas também estão se adaptando perfeitamente à esse novo universo em nossas publicações.
G&J: O senhor comentou que Turma da Mônica Jovem poderia ter uma série animada, possivelmente animada na China. Existem novidades relacionadas a isso?

MdS: Desenho animado é algo complicado de se produzir. Precisa de planejamento, estrutura de produção e investimentos. O convite existe por parte de uma produtora americana mas ainda estamos na fase de planejamento.

G&J: Uma vez o senhor comentou que gostaria de fazer o Chico Bento, mas não baseado em mangá. Como anda o projeto? E por que não vai ser baseado em mangá?

MdS: Esse é um projeto que pede muita pesquisa pois quero um Chico Bento adolescente que resolve ficar no campo e se envolve com a luta ecológica. Por enquanto penso em não ser no estilo mangá para não misturar com o universo da Turma da Mônica Jovem. Mas pretendo já lançar um especial no segundo semestre de 2010.

G&J: Muito do que é lido de mangas no país é feito através de scans, traduções feitas por fãs e disponibilizadas na internet de graça. Como o senhor vê essa tendência mundial de ignorar direitos autorais, tanto de maneira geral quanto relacionado à Turma da Mônica.

MdS: A pirataria pode inviabilizar um projeto por não possibilitar o retorno do investimento nos profissionais e na produção/impressão. Para isso temos advogados e milhares de leitores que torcem por nós e denunciam logo que haja algo irregular acontecendo.

G&J: A Turma da Mônica Jovem está sendo publicado fora do país? Se sim, como está sendo recebida?

MdS: Estamos com um pouco mais de um ano publicando no Brasil. Embora haja projetos, ainda é cedo para publicarmos fora do Brasil.
G&J: A indústria de games cresce cada vez mais, ultrapassando mesmo o cinema. Existem planos para jogos da Turma da Mônica Jovem como a Turma da Mônica teve no passado?

MdS: Realmente a área de games da Turma da Mônica está merecendo mais atenção. Esperamos que em 2010 nossos projetos sejam agilizados. Posso dizer que começará pela reformulação de nosso site e, claro, também com a Turma da Mônica Jovem.

G&J: O público de Turma da Mônica Jovem em sua maioria já lia mangas originais ou o senhor acha o inverso? Acredita que Turma da Mônica Jovem tenha sido porta de entrada para público ler mangas?

MdS: Parte do público lia mangá mas conquistamos também quem não lia e se adaptou à linguagem. Embora nosso público-alvo para a turma da Mônica Jovem seja o leitor que já tenha seus 12 a 15 anos, uma boa parte são de 7 à 10 anos. Para se ter uma idéia, a turma da Mônica Jovem vende mais de dez vezes do que o principal mangá japonês publicado no Brasil.

G&J: Pensando em Japão, não teríamos um perfil definido para a Turma da Mônica Jovem, existe a possibilidade do mangá da Turma da Mônica Jovem um dia ter um título dirigido para garotos e outro para garotas?

MdS: Por enquanto achamos que não. Os personagens principais agradam justamente por haver um equilíbrio entre meninos e meninas. O leitor brasileiro gosta e aprova.

G&J: E é possível pensar em um esquema de publicações para a Turma da Mônica Jovem como é feito para a Turma da Mônica, com publicações solo?

MdS: Isso é uma idéia para o futuro. A Turma da Mônica Jovem ainda é muito recente.

G&J: Mauricio de Souza é um nome equivalente a Walt Disney e a Osamu Tezuka. Apesar disso o Brasil é marcado por ser um país onde lê-se pouco, por que não temos outros criadores tão criativos e lembrados como o senhor e leitores mais ávidos?

MdS: Quando comecei a publicar, o Disney era o rei das bancas de jornal. Aos poucos fui ganhando na raça esse espaço e hoje a posição está invertida. Acho que o segredo é não parar no tempo. O leitor está muito mais exigente e gosta de ver que o autor sempre tem novidades para apresentar. A constatação está na turma da Mônica Jovem que é a maior vendagem dos últimos 30 anos no Brasil e uma das maiores no mundo. Se eu pensasse que brasileiro não gosta de ler não teria esse sucesso. Se eu pensasse que o jovem está substituindo a leitura pelos equipamentos eletrônicos não apostaria em mais uma publicação. A verdade é que o leitor gosta do que é bom. Independente da plataforma de comunicação em que se apresente o produto. Temos vários autores criativos e muitos já estão conquistando seu espaço. Basta ver o especial MSP50 que lançamos nas comemorações dos 50 anos de minha primeira publicação. São 50 autores da maior qualidade. Alguns que publicam no exterior. Mas não cabe em um livro apenas e vamos ter mais outros 50 numa próxima edição.

G&J: O senhor poderia comentar um pouco como era a sua amizade com o mestre dos mangas, Osamu Tezuka?

MdS: Nos conhecemos emuma das minhas viagens ao Japão e desde então ficamos amigos. Ele dizia que meus personagens já tinham olhos grandes como os do mangá e fui descobrindo que como criadores tínhamos muito em comum, apesar de morarmos tão distantes. mas quando eu ia ao Japão, me encontrava com ele. E quando ele veio ao Brasil, foi meu hospede na chácara.

G&J: Conhecendo sua amizade com Osamu Tezuka, existe algum outro autor japonês que o senhor admira? O senhor lê ou já leu (com exceção dos de Tezuka) algum manga?

MdS: Acompanho os grandes sucessos de mangás por interesse na linguagem da leitura rápida e traços ágeis. Cavaleiros, Dragon Ball e Naruto são sucessos não só no Brasil. Mas quando vou ao Japão folheio as novidades de lá também.

G&J: Existe uma grande discussão entre o que é um verdadeiro manga, se o que se produz no Japão ou HQ’s com uma determinada estética e estilo narrativo. Como o senhor definiria um manga?

MdS: Mangá é ação e emoção. Irradiados por todos os lados.

G&J: No Japão o mercado de quadrinhos abrange todas as idades, acredita que no Brasil isso também seja possível visto o estereótipo de quadrinhos como obras infantis?

MdS: Comparar o Brasil ao Japão é cruel. Por lá temos centenas de títulos sendo publicados. Assim existem diversos públicos a serem trabalhados. Aqui temos uma base de leitores infantis que depois pulam para os mangás e super-heróis. Quando se tornam adultos já não procuram quadrinhos com a freqüência de antes. Só agora, com a Turma da Mônica Jovem, estou podendo trabalhar a Turma da Tina para um público jovem/adulto com a média dos personagens nos 18 anos.

G&J: O senhor comentou uma vez para a revista Henshin da editora JBC que gostaria de trazer um mangá do Osamu Tezuka e adaptar para o público brasileiro. Existe ainda essa intenção e como seria a adaptação?

MdS: Após a morte de Tezuka, os planos que fazíamos ficaram esquecidos. Mas pretendo ainda fazer um trabalho em conjunto entre meus personagens e os desse grande e saudoso autor. (Nota: Mauricio conseguiu os direitos para trabalhar com os personagens de Osamu Tezuka, mais informações ler aqui.)

G&J: Existe alguma intenção de desenvolver um encontro entre os personagens do Mauricio de Souza Produções com Tezuka Produções?

MdS: Já estamos conversando sobre isso com a família do Tezuka. Quem sabe anunciamos nesse ano ainda? Haverá um grande evento de mangá e animê no Sambódromo do Anhembi (SP) em final de maio de 2010 – o Megamangá Fest. Até lá teremos novidades.

(Nota: Mauricio conseguiu os direitos para trabalhar com os personagens de Osamu Tezuka, mais informações ler aqui.)

G&J:Por fim, existe a possibilidade de Turma da Mônica Jovem encontrar Turma da Mônica numa viagem do tempo em algum especial das duas séries?

MdS: Nada é impossível mas seria uma história especial.

G&J: Deixe uma mensagem final para os fãs de animes e mangas por favor.

MdS: Costumo dizer que a turma da Mônica Jovem não é mangá puro mas mesclado com nosso estilo. Isso porque creio em uma linha de mangá brasileiro e que está dando certo como publicação. Espero que mesmo os puristas que amam a linguagem dos mangás e animês estejam gostando dessa química.

Nota1: Todos os negritos aqui são de responsabilidade do blog Gyabbo!

Nota2: Gostaríamos de agradecer ao Maurício que nos concedeu essa entrevista no meio de suas férias e José Alberto Lovetro, seu acessor, que nos atendeu com muita gentileza.

Fala Série #48 – Série: Kamen Rider Decade

Sim, sim, sim!

Este é o FALA SÉRIE, SCHIAS! – O PODCAST, que traz as séries mais bacanas e inusitadas.

Vinícius Schiavini-san convoca Giuliano Peccilli-san, Blue-san e Leo Kusanagi-san , agora para falar sobre KAMEN RIDER DECADE, o retcon remake samba do japonês doido com um heroi que veste rosa. Hmmm, significa!

Leia as resenhas de Kamen Rider Decade no blog de resenhas do Fala Série. Leia notícias de séries no Fala Série Schias – As Notícias.

DURAÇÃO: 62 minutos.

“Eu sou um Kamen Rider só de passagem.” (Kamen Rider Decade, Kamen Rider Decade)

PODCAST: J-Drops EXTRA– Parte 2 – Retrospectiva 2009

A equipe do Jstation e convidados comentam tudo que se destacou no mundo da música japonesa em 2009.

Participam do Podcast:

Equipe Jstation : Ryo, Renan, Daniel, Marcos, Lyn, Klef, Fernando e Danilo. Participação do Juba (JWAVE)

Duração: 1:19:38

_________________________________________________________

0:00:00 ~ 0:13:35- Jrock, Poprock e K-on

0:13:35 ~ 0:27:42 – Johnny´s

0:27:42 ~ 0: 12:00 – Girl Groups, Hello!Project e AKB48

0:35:35 ~ 0:40:31- Cantores

0:40:31 ~ 0:42:32 – AAA

0:42:32 ~ 0:46:23 – EXILE e boysbands coreanas

0:46:23 ~ 0:50:20 – Ikimono Gakari e GReeeeN

0:50:20 ~ 1:00:29 – Divas do Jpop ( UTADA, BoA, Koda Kumi, Namie Amuro e Ayumi Hamasaki)

1:00:29 ~ 1:13:05 – Demais cantoras e revelações

1:13:05 ~ 1:19:38 – Término
Fim

Twitter do Jstation: http://twitter.com/Jstation_

e-mail para contato: olajstation@gmail.com

Comunidade do jstation: LINK

Jero – O cantor que mudou a história do Enka no Japão

A música Enka até alguns anos atrás, encontrava em baixa pelo público japonês. Considerada uma música para um público mais velho, Enka que é a música tradicional japonesa, não renovava o público há muito tempo.

Restringindo-se cada vez mais, o destaque a música Enka se restringe a programas da televisão japonesa, como o programa de final de ano da estatal NHK, Kouhaku Utagassen. Jero, sendo o primeiro ocidental miscigenado entre japonês e africanos, a cantar Enka, chamou atenção da mídia japonesa, como também a do mundo inteiro.
Querendo realizar o sonho de sua avó, Jero se tornou um cantor de música enka disposto a entrar no famoso programa de final de ano da NHK, o Kouhaku Utagassen. Sua ousadia foi não abrir mão do seu visual rapper, mesmo cantando enka, já que sendo negro, ele mesmo acha que se vestissem trajes tradicionais que os cantores enka usam, pareceria uma sátira do gênero.

O inusitado se tornou um sucesso, Jero estreou nas paradas de sucesso, com seu primeiro single “Umiyuki”, lançado em fevereiro de 2008, chegando em 4º dos singles mais vendidos da semana.

Jero surge numa época que outro cantor de enka, o Kiyoshi Hikawa. Ambos surgiram e agradaram o público jovem nipônico que não se interessava mais pelo gênero musical. Alterando o rótulo de música antiga, a música enka se renovou graças a esses dois cantores.
O que é Enka?

Para quem não sabe, Enka é uma música tradicional japonesa, criada entre a Era Meiji e a Era Taisho. Enka é uma forma lírica de canção que significa literalmente “canção interpretada”, pois junta os kanjis de atuação com ao de canção.

Inicialmente, a música era usada pra cunho político, principalmente para desacordos, mas hoje, ela é uma combinação do oriente com ocidente, aonde se fala lamúrias de amor.
O Enka entrou em crise nos anos 80 para os 90, quando com o surgimento de músicas como JPOP e o JROCK, caíram no gosto dos jovens, fazendo as vendas de Enkas caírem vertiginosamente. O declínio transformou o público de música Enka, pequeno, mas fiel, mantendo a chama viva, em programas como NHK Kouhaku Uta Gassen, na virada do ano.

No Brasil, o símbolo da música enka com certeza é a cantora Hibari Misora. Até hoje, considerada uma das melhores cantoras do gênero, faleceu ainda jovem em 1987, sendo um dos símbolos do fim da Era Showa, junto com a morte de Osamu Tezuka em 1989.
Perfil

Jerome Charles White Jr nasceu no dia 4 de setembro de 1981, na cidade de Pittsburgh, na Pennsylvania, EUA. Sua paixão por Enka veio por influência de sua avó, Takiko. Quando jovem, ela deixou o Japão, para se casar com um oficial americano. Nos Eua, Takiko teve Harumi, mãe de Jero e com os dois, ela sempre passava a cultura do seu país, como a música. Haruhi foi vendedora de lojas de departamento nos EUA, e depois de um casamento não duradouro, voltou pra sua cidade natal, Pittsburgh. Jero foi criado numa família com valores orientais, por isso desde cedo, ele estava voltado à cultura japonesa.

Ele se formou em ciência da computação na Universidade de Pittsburgh em 2003, no mesmo ano, ele decidiu se mudar para o Japão. Decidindo estudar japonês, ele entrou na universade de Kansai.
A promessa

Inicialmente, Jero não almejava se tornar um cantor profissional de enka, tanto que se formou em ciência de computação em Pittsburgh. Foi justamente a promessa com sua avó, Takiko, que fez mudar de profissão, seguindo o caminho da música. O sonho de Takiko era ver seu neto cantando ao lado de grandes cantores japonês no Kouhaku Utagassen.
Infelizmente, Takiko não pode ver o seu grande sonho se realizar, já que ela faleceu em 2005. Mesmo assim, Jero prometeu que iria continuar o sonho dela e participar do Kouhaku Utagassen.
O debut

Trabalhando em ciência da computação no Japão, ele sempre ia a concursos musicais tentar uma chance, como cantor. Num desses concursos, a gravadora Victor Entertaiment decidiu investir suas fichas no cantor.

Para quem não conhece a Victor Entertaiment, ela é a mesma gravadora de Smap, Rimi Natsukawa, Remioromen, Maaya Sakamoto, Southern All Stars entre tantos outros.
Seu primeiro single veio em 20 de fevereiro de 2008, chamado Umiyuki (literalmente Oceano de neve) ficando em 4º lugar de singles mais vendidos da semana. Uma estréia fenomenal para um cantor estrangeira com musica tradicional japonesa, como a enka. A canção mesmo que fazendo referência ao oceano do Japão, Jero confessa que quando compôs, imaginou no oceano próximo da Califórnia.

Em 21 de maio de 2008, Jero estrelou comercial da cervejaria Kirin, para o produto Kirin “Fire” Coffee.

A CNN International entrevistou o cantor em outubro de 2008, para o programa TalkAsia.
50th Japan Record Awards
Em 30 de dezembro, aconteceu o 50th Japan Record Awards, exibido pela TBS. No programa, Jero ganhou na categoria de Melhor artista do ano (Best New Artist). Entre os outros destaques do ano ficaram a música Ti amo, do grupo Exile, melhor companhia Avex Entertaiment, melhor álbum Namie amuro com Best Fiction.
The 59th NHK Kouhaku Uta Gassen

No dia 31 de dezembro, um dia depois do 50th Japan Record Awards, a promessa de Jero se realizaria. Entrando no time branco, Jero emocionou sua mãe, Haruhi, aparecer no palco do programa, cantando Umiyuki.

Essa edição do Kouhaku Uta Gassen, teve Masahiro Nakai (do grupo Smap) como líder do time branco e Yukie Nakama como líder do time vermelho. Na mesma edição, o Brasil foi um dos destaques do Kouhaku Uta Gassen com uma pequena entrevista ao vivo, realizada no bairro da liberdade, com descendentes nipônicos que assistiam ao programa num telão instalado no bairro. Comemorando o centenário da imigração japonesa no Brasil, o Kouhaku Uta Gassen encerrou as comemorações no Japão.
National Cherry Blossom Festival

O dia 28 de março de 2009, Jero fez sua primeira grande aparição nos EUA, no National Cherry Blossom Festival , realizado em Washington, D. C. . Esse festival é realizado todos os anos em celebração a Primavera em homenagem a Yukio Ozaki que doou 3 cerejeiras para Washington, como símbolo de amizade entre os dois países.

O Homem Aranha Japonês

Olá, eu sou o Macgaren, e aceitando o convite do JubaKun,estou aqui para tentar colaborar com o J Wave, pois também sou apreciador da cultura Japonesa. Minha, digamos, especialidade, são séries,desenho e quadrinhos, não necessariamente apenas do Japão.

Para começar, resolvi falar de uma série que une meu personagem favorito ,o Homem-Aranha e esse mundo nipônico: A série de tokusatsu estrelada pelo aracnídeo mas famoso dos quadrinhos.

O que? não sabia que o Homem-Aranha teve uma série japonesa?então me acompanhe:

Lançada em 1978 , a série “Supaida-man” foi uma parceria entre a Marvel e a Toei, para popularizar os personagens da editora Americana no Japão,e nada melhor do que começar com seu personagem mais famoso.

Mas Esqueçam Peter Parker, Duende Verde, picadas de Aranha radioativa..à exceção do Uniforme, o personagem central não tinha nada de sua contraparte ocidental. Para começar, o alter ego do Aranha aqui era o Jovem piloto de motos Takuya Yamashiro(Interpretado pelo ator , que recebe seus poderes do último sobrevivente do Planeta Aranha. Assim, Takuya passa a combater as forças do Império da Cruz de Prata (Tetsujidan), comandado pelo maligno Professor Monstro.

A partir daí, a série segue como qualquer outra série de Tokusatsu, com o Homem-Aranha enfrentando o Monstro da Semana e contando inclusive com a Marveller, uma gigantesca Nave, que se transformava no Mecha(Robô Gigante) Leopardon.

A série durou 41 episódios e apesar de não ter feito lá um grande sucesso, deixou sua contribuição para o gênero, pois foi a primeira série da Toei a colocar o herói no comando de um Robô Gigante Para derrotar novamente o Monstro após sua derrota.Fato que se tornou corriqueiro nas séries após ela.

Segundo consta, a Marvel havia negociado os direitos de outros personagens com a Toei : o Super Grupo Vingadores, Mas como Spider Man não foi lá muito bem em audiência,a toei cancelou a série do Grupo da Marvel, mas lançou em 1978 a Série Battle Fever,que contava inclusive com um “Battle japan”Referência ao capitão América. Battle Fever foi a primeira Série Sentai a receber a denominação “Super Sentai”, exatamente por ser a primeira em que os heróis usam um Robô Gigante.

No Japão, foi lançado um box de dvds contendo toda a série,alem de um episódio especial e uma entrevista com o próprio Stan Lee..pena que as chances disso chegar por aqui são mínimas.

A série do Homem Aranha pode soar estranha ao que estamos acostumados atualmente, ou até se compararmos com Jaspion e Changeman,mesmo assim, vale pela curiosidade. e claro, esquecendo tudo que sabem sobre o Homem Aranha Ocidental..

PODCAST: J-Drops EXTRA– Parte 1 – Aniversário de 1 Ano


A equipe do Jstation e convidados convidam você para comemorar junto conosco o primeiro ano do Jstation, conheça a história, os colaboradores, os barracos e tudo mais que rola por traz dos bastidores do Jstation.

Participam do Podcast:

Equipe Jstation : Ryo, Renan, Daniel, Marcos, Lyn, Klef, Ivan, Fernando e Danilo.

Recados: Andore, Extreme Z, Bruna

Convidados: Hime(HATOBR), Darkonix (JCAST) e Juba (JWAVE)

Duração: 1:10:39

_________________________________________________________

0:00:00 ~ 0:04:00 – Apresentação

0:04:00 ~ 0:10:00 – Começo da história, Ryo

0:10:00 ~ 0: 12:00 – Mensagem do Darko, parceiro do JCAST

0:12:00 ~ 0:14:50 – Renan

0:14:50 ~ 0:17:26 – Relato entrada da Sussu

0:17:26 ~ 0:22:00 – Daniel (Dnskun) e mudança para o wordpress

0:22:00 ~ 0:23:25 – Recado do Extreme Z

0:23:00 ~ 0:29:00 – Marcos (sasukerk) e podcast, e Pinscher

0:29:00 ~ 0:32:00 – Recado da Hime parceira do HATOBR

0:32:00 ~ 0:34:13 – Relato da participação da Marjorie e do Rafael Higa

0:34:13 ~ 0:40:00 – Relato da saída da Sussu e barraco Arashi X DBSK

0:40:00 ~ 0:45:30 – Klef e ascensão

0:45:30 ~ 0:48:45 – Declínio ,Resgate e Reestruturação

0 :48:45 ~ 0:52:50 – Recado do Andore

0:52:50 ~ 0:56:00 – Fernando

0:56:00 ~ 1:02:10 – Lyn , Forum e recado Bruna

1:02:10 ~ 1:05:35 – Ivan e Forum

1:05:35 ~ 1:06:07 – Danilo (Ahura Mazda)

1:06:07 ~ 1:10:39 – Recado do Juba do JWAVE

_________________________________________________________

Twitter do Jstation: http://twitter.com/Jstation_

e-mail para contato: olajstation@gmail.com

Comunidade do jstation: LINK

Crítica | Patrine – A “nova” rainha dos baixinhos – Parte 1

Tendo um subtítulo sem vergonha, concorrendo o cargo da apresentadora infantil Xuxa, Patrine foi uma série obscura na Rede Manchete no começo dos anos 90. Hoje, considerada cult, principalmente por fãs de Sailor Moon, Patrine ganhou um carinho todo especial pelos fãs brasileiros.
Mais uma cria de Shotaro Ishinomori

O criador dos Kamen rider e dos Super Sentai, Shotaro Ishinomori foi um grande mangaka, que revolucionou o mercado. Tendo sido assistente do deus do manga, Osamu Tezuka, Shotaro Ishinomori hoje figura a lista de grandes mangakas, como Leiji Matsumoto e Go nagai.

Para quem acha que mesmo assim Shotaro é um desconhecido no Brasil, tivemos a exibição de Cyborg 009 na Cartoon Network e Genma Taisen e 009-1 no Animax.
Uma das séries mais lembradas pelos fãs de tokusatsu, com certeza é a série Black Kamen Rider lembrada, por ser uma série mais “dark” em relação as demais exibidas por aqui.

Patrine, que no original se chama Bishoujo Kamen Powatrin (A graciosa mascarada Powatrin) foi uma série criada para o gênero Super Heroine, em 1990. Substituindo Mahou Shojochuka na Ipanema, a série foi um enorme sucesso no Japão, sendo exibida na Tv Asahi.

E assim um dia, você se torna a guardiã da justiça.
Lutarei enquanto existir amor. Até o fim da minha vida. Estrela Fascinante Patrine! – Patrine

Sayuri Murakami é uma garota normal que um dia, rezando em um templo, se encontra com o poderoso Deus Protetor (também conhecido como Kami Sama). Sendo convocada para lutar pela justiça, Deus Protetor tem apenas uma condição, que ela mantenha sua identidade secreta, sobre pena de se transformada num sapo. Vamos lembrar que Deus Protetor, é o deus da cidade e que nas horas vagas é um velho tarado estilo mestre Kame. Deixando Sayuri incumbida de proteger a cidade, ele vai atrás de um descanso em termas na Itália, mas dá pra imaginar que ele não vai só pra isso.

Tornando-se a Estrela Fascinante Patrine, Sayuri se vê num grande dilema, que é ser uma adolescente normal e ao mesmo tempo a heroína de sua cidade. Tudo bem que ser um super herói da cidade seria exaustivo, pra um herói como Superman, mas os inimigos que Patrine enfrenta, chega a ser covardia a comparação.
Quem é quem em Patrine

Importante mencionar que a maioria dos casos que Patrine tem que investigar algum parente, ou amigo, estão relacionados, assim vamos apresentar o personagens mais importantes durante a série.
Família Murakami

Vamos começar pela família Murakami, formada pelos pais: Noriko e Hayato, e pelos três filhos: Tomoko, Hideki e Sayuri.

Noriko inicialmente é a dona de casa, papel tradicional da família japonesa, sendo que no decorrer da série, começa a trabalhar numa loja de uma amiga que ficou doente.
Hayato é um jornalista de uma revista conceituada para o público feminino. Apaixonado pela Patrine, ele nem imagina que seja sua própria filha, gerando grandes brigas com Noriko por causa disso.

Sayuri é a irmã mais velha dos Murakami, tendo 15 anos, ela sempre dá o exemplo em casa. Transformando-se em Patrine, ela vê sua vida dividida em duas, se sentindo extremamente exausta por causa disso.

Hideki é irmão do meio e é grande admirador da Patrine. Junto com seus amigos, ele fundou o Clube Patrine, para ajudar a guerreira nessa briga contra o mal.

Tomoko é a irmã mais nova, que adora imitar a mãe e a irmã mais velha em casa. Na segunda fase, Tomoko se transforma na Estrela Fascinante Pequena Patrine, sendo que nem imagina que a heroína Patrine seja sua própria irmã, Sayuri.
O Clube Patrine

Formado por Hideki, o clube formado por 4 garotos, tem com intuito ajudar a guerreira.

Filho da detetive Honda, Kazuya é o mais novo dos garotos do clube, sendo que seu principal hobbie é fazer cambalhota.

Kenji é o mais esperto do grupo, sendo que tem como hobbie desenhar, principalmente em retrato falado, ajudando nas missões do clube Patrine.

Shinosuke é o mais atrapalhado do clube, sendo sempre pego pela Arai, atrás de um artefato raro, ou se apaixonando pela Patrine.
O ladrão da Dragon Ball X Napoleão, o espírito da beleza X O cabeleireiro contra os Jrockers

Antes de falar do dia a dia da Estrela Fascinante Patrine, se prepara, porque os desafios dela são cada um, mais exótico que o outro.

Comecemos com o vendedor de uma loja de games que vende sempre o mesmo cartucho de Dragon Ball para Famicon, para as crianças da cidade. Ele sempre avisa do estranho bandido de cartuchos, sendo ele mesmo que assalta seus clientes à noite. Só a Patrine mesmo para dar um fim nesse bandido.

E porque não citar Arai, a garota que vem pedir favores aos meninos que sempre estão na casa dos Murakami (lar da Sayuri). Pedindo para os garotos ajudarem a achar o vinho da juventude encontrado por Napoleão numa missão ao Egito, Arai obriga os garotos a procurarem numa caverna próxima da cidade, despertando a ira do espírito de Napoleão. Resta a Patrine a dar um fim no espírito do grande vilão da historia.
Mesmo que a Associação dos cabeleireiros lhe perdoe, eu, Estrela Fascinante Patrine não o perdoarei. Jamais! – Patrine

E o que você faria se visse um careca com maquiagem de roqueiro chorando no alto de um shopping? Com certeza não faria o que Patrine fez, em se disfarçar de roqueira para atrair o estranho cabeleireiro. Ela estava disposta a condenar a decisão do louco cabelereiro de deixar careca todas às cabeleiras estranhas que vê pela rua.

Por estar resolvendo todos os problemas que a policia deveria resolver, Patrine está virando uma pedra no sapato para a Detetive Honda. Tendo a missão de prender Patrine diretamente do comissário de polícia, Detetive Honda precisa chamar atenção da heroína mascarada.

Você já viu um herói brigar contra produtos piratas? Num dos episódios, Patrine tem como inimigos, uma organização que produz produtos baseados nela, ganhando dinheiro à custas dela. Seqüestrando a detetive Honda, eles querem que a verdadeira Patrine apareça para alavanca os produtos deles.

Agora, quando achamos que já víamos de tudo, surge um político que usa um adolescente, para arrecadar brinquedos, e depois fritar como tempurá, e mandar para fora do país, assim arranjando dinheiro para sua campanha eleitoral. E quem imaginaria, no meio dos brinquedos, está à adaga da Patrine. Para ajuda, no mesmo dia Sayuri levou sua roupa pra lavanderia, tendo que usar seu cérebro para investigar. Estando “sem” poderes, Patrine precisa recuperar sua adaga e buscar sua roupa para derrotar o político inescrupuloso.

Os episódios só tendem a ficar mais nonsense, quanto mais a série se desenvolve. Um dos episódios mais bizarros é o da lanchonete. Seus lanches viciam as pessoas da cidade, que se tornam escravos da lanchonete, restando a Patrine os resgatar.

A série entra em sua segunda fase, com a entrada do Diabo do Inferno, que faz Deus Protetor convocar uma nova guerreira, a Pequena Patrine.

Continua


Drift!

Salve salve galera! Meu nome é Stunts, e aceitando o convite do Giuliano, estou aqui para trazer a vocês um pouco de automobilismo ligado a cultura Japonesa.

Como bom amante de carro, sei que é do Japão que vem uma boa parte dos bons carros do mundo, fabricados pelas nipônicas Honda, Toyota, Subaru, Isuzu, Mitsubishi e etc…

A minha primeira “pincelada” nesse universo enorme é sobre o Drift

Traduzindo a Wikipédia: Drift é uma “derrapagem” controlada e intencional… 130_0312_01_z mazda_rx7_and_toyota_corolla front_drift_view

Essa vertente do automobilismo nasceu e cresceu fortemente no Japão e é de lá que vem os maiores representantes desta arte; tanto carros como pilotos.
A primeira exigência para se praticar o drift, obviamente é ter um carro, mas não qualquer carro, e sim um carro com tração traseira (a força do carro é gerada pelas rodas de trás), coisa rara aqui pelo Brasil, mas pode ser encontrado em carros mais antigos como Opala, Chevette e o bom e velho Fusca!

Existem varias formas de fazer o carro derrapar… Freando, acelerando forte na entrada da curva e tirando o pé dentro dela, puxando o freio de mão na curva, reduzindo a marcha… Enfim, não vou ensinar ninguém a “driftar” hehehe

O drift ficou conhecido aqui no Brasil, mais fortemente, após o filme Velozes e Furiosos 3, Desafio em Tokio (em inglês é Tokyo Drift, muito mais legal, mas ninguém entenderia o nome né…) que, apesar de usar os clichês da cultura japonesa e alguns efeitos especias não tão especiais assim, teve sua “coreografia” feita por um dos maiores pilotos de drift do mundo e um dos pioneiros no esporte:
Keiichi Tsuchiya , que inclusive faz uma ponta à lá Stan Lee no filme como um pescador que vê os treinos de Sean (Lucas Black) na cena do porto… Keiichi Tsuchiya

Em mangás/animês temos o Initial D que é um mangá feito por Shuichi Shigeno e publicado na Young Magazine da editora Kodansha desde 1995.

Initial D

Enfim, isso foi só uma pincelada nesse mundo aonde os Japoneses dominam no automobilismo… Em breve volto com mais automobilismo ligado ao mundo nipônico.

Dimensão Nerd #70 – Mentiras Sob Licitação Boi Forever


APRESENTAÇÃO DE: Tiago Andrade e Vinícius Schiavini
PARTICIPAÇÃO DE: Yasmine Monteiro, Giuliano Peccilli e Macaquita
E AINDA: as estreias de cinema com o Goku

E eis que surge mais uma edição especial do Dimensão Nerd…uma pauta um tanto quanto diferente, apenas com notícias inventadas pela insana dupla de âncoras. (Volta logo, Laila Flower!)

Conheça o mais novo casal da Kombo, entenda como seriam os rituais ecumênicos por correspondência, saiba quais são os discos que tocaríamos num carro de som e os jogos que esperávamos desde um mês antes de nos conhecermos por gente.

DURAÇÃO: 50 minutos

E-MAILS

Mande suas mensagens, sugestões, críticas, elogios e afins para o twitter @dimensaonerd, aqui nos Komentários ou no e-mail dimensaonerd@gmail.com
Acesse aqui

Alternativando #48 – Insanidade Coletiva 1


“Cara, o que é que eu faço com vocês, hein?”

Tiago Andrade aproveita que Vinícius Schiavini está em férias e traz Yasmine Monteiro, Giuliano Peccilli, Lucas Stunts e Jean-Jacques de la Frontière para um programa…diferente, com uma conversa no mínimo insana sobre peitos, pôneis, Power Rangers e tosqueiras em geral.

Músicas executadas:
“Thundercats Theme”
“Pinball Wizard”, The Who
“Every Breath You Take”, The Police
“Sound of Silence”, Simon and Garfunkel
“Sabor do Sol”, Biquíni Cavadão
“Trouble”, Shampoo
“Higher and Higher”, Jackie Wilson
“Fly Me to the Moon”, Frank Sinatra
“Dancing Queen”, ABBA

DURAÇÃO: 63 minutos.

Acesse aqui