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Korean Film Festival chega a Curitiba com programação gratuita em setembro

O Korean Film Festival (KOFF) chega a Curitiba em setembro com uma programação dedicada ao cinema sul-coreano. Entre os dias 10 e 16 de setembro, o Cine Guarani recebe sessões gratuitas de longas, curtas-metragens e clássicos preservados pelo Korean Film Archive (KOFA).

A programação reúne produções recentes, como The World of Love, The Mutation, The First Ride, Tell Me That You Love Me e No Other Choice, além de três filmes sul-coreanos produzidos nos anos 1960.

KOFF reúne cinema contemporâneo e clássicos

The World of Love (Foto: divulgação)

A abertura acontece em 10 de setembro, às 19h, com The World of Love (2025), de Yoon Ga-eun. O longa acompanha Lee Ju-in, uma estudante que passa por descobertas relacionadas ao amor e acaba criando conflitos depois de se expressar de maneira impulsiva.

Entre os demais destaques está The Mutation (2025), de Shin Su-won, que acompanha Se-Oh, um homem negro coreano que parte em uma jornada marcada por questões de identidade e pertencimento.

A programação também inclui Tell Me That You Love Me, romance sobre dois jovens que se aproximam por meio de uma câmera fotográfica; The First Ride, centrado em quatro amigos que finalmente conseguem realizar uma viagem planejada há anos; e No Other Choice, de Park Chan-wook, sobre um homem que perde o emprego após 25 anos na mesma empresa e passa a tomar medidas cada vez mais desesperadas.

Na seleção histórica, o KOFF apresenta três produções da década de 1960: A Mãe e o Hóspede (1961), de Shin Sang-ok; Uma Assassina Sedenta de Sangue (1962), de Lee Yong-min; e Fuzileiros que nunca retornaram (1963), de Lee Man-he.

Sessões serão gratuitas

As sessões do KOFF em Curitiba acontecem no Cine Guarani, com ingressos disponibilizados gratuitamente na bilheteria 30 minutos antes de cada sessão.

A programação começa na quinta-feira (10), com a cerimônia de abertura e The World of Love. Nos dias seguintes, o público poderá conferir combinações de curtas e longas, incluindo The Mutation, The First Ride, Tell Me That You Love Me, Winter Light, No Other Choice, Boy e The Ghost Game.

O festival também passa por Piracicaba, Fortaleza, Salvador, Recife, Belo Horizonte e São Paulo ao longo de 2026. A etapa paulista encerra a programação entre 1º e 7 de outubro, na Reserva Cultural.

Confira a programação do KOFF em Curitiba

10 de setembro — quinta-feira

  • 18h30 — Cerimônia de abertura
  • 19h — The World of Love (119 min)

11 de setembro — sexta-feira

  • 17h — Theory of Mind (curta, 10 min)
  • 17h10 — Fuzileiros que nunca retornaram (109 min)
  • 19h30 — Wave of Blue (curta, 13 min)
  • 19h43 — The Mutation (107 min)

12 de setembro — sábado

  • 17h — The First Ride (116 min)
  • 19h30 — Beyond the Outside (curta, 16 min)
  • 19h46 — Tell Me That You Love Me (73 min)

13 de setembro — domingo

  • 17h — The Planetesimal (curta, 19 min)
  • 17h19 — Winter Light (88 min)
  • 19h30 — No Other Choice (140 min)

15 de setembro — terça-feira

  • 17h — Behind His Door (curta, 22 min)
  • 17h22 — A Mãe e o Hóspede (103 min)
  • 19h30 — Nail Flower (curta, 18 min)
  • 19h41 — Boy (91 min)

16 de setembro — quarta-feira

  • 17h — Rehearsing Anger (curta, 23 min)
  • 17h23 — Uma Assassina Sedenta de Sangue (93 min)
  • 19h30 — Anatomy of Star (curta, 11 min)
  • 19h41 — The Ghost Game (95 min)

Serviço

Korean Film Festival (KOFF) — Curitiba
Data: 10 a 16 de setembro de 2026
Local: Cine Guarani
Ingressos: gratuitos, retirados na bilheteria 30 minutos antes de cada sessão.

Companhia de Estágios apresenta ferramenta de recrutamento com IA no CONARH 2026

Estande da empresa durante CONARH 2026

A Companhia de Estágios apresentou durante o CONARH 2026 uma nova ferramenta de recrutamento e seleção baseada em inteligência artificial, desenvolvida para processos de contratação de estagiários e jovens aprendizes.

A novidade foi um dos destaques da participação da empresa na quarta edição consecutiva do evento. O estande também recebeu gravações do podcast Futuro em Pauta, com convidados ligados ao mercado de recursos humanos.

Segundo Tiago Mavichian, CEO da Companhia de Estágios, o interesse pela aplicação da IA em processos seletivos foi um dos principais assuntos entre os visitantes.

“O público nos procurou muito interessado nas aplicações de Inteligência Artificial para atração de talentos. Lançar nossa ferramenta de seleção por IA aqui foi perfeito, no momento exato”, afirmou.

IA também entra na discussão sobre processos seletivos

Além da apresentação da ferramenta, Mavichian participou da programação oficial do CONARH na quinta-feira (20). O executivo comandou o painel “De ‘mande seu currículo’ para ‘convença o algoritmo’: os erros e acertos da IA na seleção de talentos para Programas de Estágio”.

A discussão abordou como os jovens enxergam os atuais processos seletivos e os impactos da utilização de algoritmos na triagem de candidatos. O debate também tratou dos limites da automação e da importância de manter a participação humana nas decisões de contratação.

A empresa apresentou ainda uma prévia de uma pesquisa sobre o tema, buscando discutir como a tecnologia pode tornar os processos mais eficientes sem transformar a experiência dos candidatos em uma etapa excessivamente automatizada.

Tecnologia voltada para jovens talentos

A Companhia de Estágios trabalha com recrutamento e seleção de estagiários, trainees e jovens aprendizes, além da administração de contratos de estágio e programas de aprendizagem.

A empresa afirma ter mais de 2,5 milhões de candidatos cadastrados e gerenciar mais de 6 mil vagas por ano. Entre as tecnologias utilizadas em seus processos estão inteligência artificial, gamificação e recursos digitais.

A participação no CONARH 2026 colocou a companhia no centro de uma discussão que deve ganhar cada vez mais espaço no mercado: até onde a inteligência artificial pode assumir etapas de um processo seletivo sem substituir a avaliação humana?

3 caminhos que a Plataforma Brasil de Audiovisual aponta para o futuro do cinema nacional

Iniciativa lançada durante o Festival de Xangai busca ampliar a presença do audiovisual brasileiro no mercado internacional e criar novas oportunidades de parceria

A participação brasileira no Festival Internacional de Cinema de Xangai (SIFF) deixou três caminhos importantes para o desenvolvimento do audiovisual nacional: ampliar a circulação internacional das produções brasileiras, fortalecer parcerias culturais com outros países e estruturar políticas de longo prazo para o setor.

A Plataforma Brasil de Audiovisual levou à China uma delegação de 90 profissionais, considerada a maior participação brasileira da história do festival. Além das rodadas de negócios e encontros com empresas e instituições chinesas, a iniciativa promoveu uma Mostra de Cinema Brasileiro em Xangai, aproximando produções nacionais do público local.

A experiência revelou oportunidades que vão além da comercialização de filmes e séries.

1. Existe interesse internacional pelas histórias brasileiras

Um dos principais resultados da iniciativa foi a recepção da Mostra de Cinema Brasileiro em Xangai. A programação reuniu nove produções nacionais, entre animações, documentários, filmes clássicos e obras contemporâneas.

As sessões tiveram procura acima do esperado. Inicialmente planejada para 18 exibições, a mostra terminou com 52 sessões, quase três vezes o número previsto, com algumas apresentações esgotadas.

Entre os títulos exibidos estava A Fabulosa Máquina do Tempo, documentário dirigido por Eliza Capai que acompanha o crescimento de meninas de Guaribas, no Piauí, décadas depois da implementação do Programa Fome Zero na cidade.

Mesmo diante de diferenças culturais entre Brasil e China, a produção encontrou identificação junto ao público. Mariana Genescá, produtora que representou o documentário na China, relatou que espectadores procuraram a equipe após a sessão para comentar a experiência e compartilhar a emoção provocada pela história.

O resultado mostra que a exportação do cinema brasileiro não depende necessariamente de histórias universais no sentido tradicional. Questões profundamente brasileiras também podem despertar interesse quando apresentadas a novos públicos.

2. China pode ser parceira cultural além da relação comercial

A experiência em Xangai também reforçou a possibilidade de ampliar a relação do Brasil com a China no campo audiovisual.

Atualmente, a Argentina é o principal parceiro brasileiro em coproduções cinematográficas, cenário favorecido pelo Acordo Latino-Americano de Co-Produção Cinematográfica, firmado em 1989 por dez países da região. Entre 2015 e 2024, o instrumento esteve associado a 32% das coproduções internacionais brasileiras no período analisado pela Ancine.

Com a expansão das relações brasileiras com países do BRICS, outras possibilidades começam a ganhar espaço. O Brasil negocia atualmente um acordo de coprodução com a Rússia e busca ampliar a cooperação audiovisual com a China.

Os dois países já possuem acordos nessa área. Em 2017, Brasil e China assinaram um acordo de coprodução cinematográfica. Seis anos depois, em 2023, foi firmado também um acordo voltado à coprodução televisiva.

A relação cultural entre os dois países, no entanto, é anterior a esses instrumentos. Um dos exemplos mais conhecidos é Escrava Isaura, novela brasileira que se tornou um fenômeno na China durante os anos 1980 e foi a primeira telenovela estrangeira exibida no país após a Revolução Cultural.

A experiência indica que a aproximação entre os mercados pode envolver não apenas negócios, mas também intercâmbio cultural, coproduções e circulação de obras.

3. Desenvolvimento do audiovisual exige planejamento de longo prazo

A terceira conclusão está relacionada à própria estrutura necessária para sustentar o crescimento da indústria audiovisual.

Durante a passagem pela China, representantes da delegação brasileira visitaram empresas e complexos de produção, incluindo o Hengdian World Studios, considerado o maior centro de produção cinematográfica e televisiva do mundo.

O complexo faz parte de um ecossistema que combina produção audiovisual, infraestrutura, tecnologia e turismo. O modelo chinês mostra como investimentos no setor podem ser articulados a outras atividades econômicas.

Em 2025, a China produziu mais de 400 filmes, enquanto sua bilheteria ultrapassou 50 bilhões de yuans, cerca de R$ 38,6 bilhões. O país também possui o maior circuito exibidor do mundo, com aproximadamente 90 mil telas, número que pode chegar a 100 mil.

Brasil também amplia investimentos

O Brasil, por sua vez, vem aumentando os recursos destinados ao audiovisual. Em 2026, o investimento público no cinema chegou a R$ 1,41 bilhão, recorde histórico segundo os dados apresentados pela Plataforma.

Os recursos fazem parte do Plano de Ação 2026 do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), coordenado pela Ancine, que busca distribuir investimentos entre diferentes regiões e segmentos, incluindo cinema, televisão e plataformas de streaming.

Outra frente está no desenvolvimento de polos audiovisuais. No Rio de Janeiro, a RioFilme trabalha na criação de um Distrito Criativo no Parque Olímpico, com a proposta de transformar a região em um polo de cinema e entretenimento.

A previsão é que o espaço reúna centros de emissoras e 16 estúdios audiovisuais. O projeto tem como uma das referências o modelo de Hengdian, enquanto a RioFilme negocia uma parceria com o grupo responsável pelo complexo chinês.

Um mercado que precisa pensar além da produção

A experiência da Plataforma Brasil de Audiovisual em Xangai aponta para uma visão mais ampla sobre o futuro do cinema nacional. Produzir mais filmes é apenas uma parte do processo: também é necessário ampliar sua circulação, criar pontes com mercados estrangeiros e desenvolver estruturas capazes de sustentar a atividade no longo prazo.

A participação brasileira reuniu empresas e entidades de diferentes regiões e segmentos, incluindo Vitrine Filmes, Gullane, Sato Company, Copa Studio, Pinguim Content, Coração da Selva, Mixer Films, Boulevard Filmes, Cinema do Brasil e Formata, entre outras.

Nesse contexto, a aproximação com o mercado chinês funciona como um exemplo de como cinema, cultura, negócios e desenvolvimento econômico podem caminhar juntos. Para o audiovisual brasileiro, a expansão internacional pode representar não apenas novos espectadores, mas também novas formas de produzir, financiar e distribuir histórias nacionais.

History estreia série sobre relíquias que transformaram a vida de seus donos

O History estreia na próxima terça-feira (25), às 22h10, a série Grandes Relíquias da História com Mike Wolfe (History’s Greatest Picks with Mike Wolfe). Apresentada pelo colecionador e estrela de Caçadores de Relíquias, a produção acompanha histórias de pessoas comuns que encontraram objetos raros sem imaginar o valor que eles poderiam alcançar.

Ao longo dos episódios, Mike Wolfe revisita descobertas que começaram de maneira aparentemente casual e acompanha a trajetória dessas peças até sua transformação em itens disputados por colecionadores e casas de leilão. A série explora não apenas os valores alcançados, mas também as histórias por trás de cada relíquia.

De objetos esquecidos a peças milionárias

A produção é organizada em episódios temáticos que percorrem diferentes tipos de descobertas. Entre os assuntos estão missões espaciais, filmes clássicos, crimes históricos, automóveis, celebridades e objetos considerados bizarros ou perturbadores.

O episódio de estreia, “Achados famosos”, concentra-se em objetos que pertenceram a celebridades e que acabaram se transformando em verdadeiras fortunas.

Um dos casos apresentados é o de uma coroa de plástico comprada por apenas US$ 6 e usada por The Notorious B.I.G. em sua última sessão de fotos, em 1997. Anos depois, a peça foi levada a leilão e arrecadou mais de US$ 590 mil.

A série também apresenta outros objetos que passaram do anonimato para disputados itens de colecionador, incluindo roupas, óculos de sol, camisetas e peças relacionadas a personalidades conhecidas.

Estreia no History

Grandes Relíquias da História com Mike Wolfe estreia em 25 de agosto, às 22h10, no History.

Suhai Music Hall completa um ano com mais de 110 mil visitantes em São Paulo

Casa de shows já recebeu mais de 38 eventos e 30 artistas desde a inauguração, incluindo atrações nacionais e internacionais

A Suhai Music Hall completa um ano de atividades nesta quinta-feira (21), consolidando sua presença no circuito de entretenimento de São Paulo. Administrada pela Star Parks e com naming rights da Suhai Seguradora, a casa já recebeu mais de 110 mil visitantes, 38 shows e eventos e 30 artistas desde a abertura.

A trajetória começou em 21 de agosto de 2025, com uma apresentação de Ivete Sangalo para convidados. Em 27 de setembro do mesmo ano, o espaço abriu oficialmente ao público pagante com um show de Claudia Leitte.

Do pop internacional à música brasileira

Localizada no Shopping SP Market, na zona sul da capital paulista, a Suhai Music Hall recebeu atrações de diferentes estilos ao longo do primeiro ano.

Entre os artistas internacionais que passaram pelo palco estão Doja Cat, The Lumineers, Chase Atlantic, Pet Shop Boys, Andy Bell e Information Society. A programação nacional contou com nomes como Roberto Carlos, Fábio Jr., Thiaguinho e Simone Mendes.

Além dos shows, o espaço também sediou projetos e eventos especiais, como o Leilão do Instituto Projeto Neymar Jr. e o ELAS, ampliando o uso da estrutura para diferentes formatos de entretenimento e encontros.

Estrutura para mais de 9 mil pessoas

Com mais de 11 mil m² e capacidade para mais de 9 mil pessoas, a Suhai Music Hall foi projetada para receber não apenas shows, mas também espetáculos, eventos corporativos, congressos, feiras, ativações de marcas e competições de e-sports.

A estrutura conta com mais de 400 m² de painéis de LED, palco de 500 m², 13 bares com cozinhas completas, áreas premium e camarotes, além de ambientes climatizados e infraestrutura de bastidores.

A localização dentro do Shopping SP Market também oferece acesso a mais de 3 mil vagas de estacionamento, transporte público e conexão com a Marginal Pinheiros. A casa fica próxima à estação Jurubatuba da CPTM.

Suhai Music Hall inicia segundo ano

Ao completar seu primeiro ano, a Suhai Music Hall entra em uma nova fase mantendo uma programação de atrações nacionais e internacionais. A proposta é ampliar a presença do espaço no calendário cultural paulistano e continuar recebendo diferentes formatos de eventos ao vivo.

A programação completa está disponível no site oficial da Suhai Music Hall.

EXPOCINE 2026 terá masterclass sobre marketing digital e estratégias para aumentar a bilheteria

A EXPOCINE 2026 terá uma masterclass dedicada ao uso de marketing digital, dados e tecnologia para impulsionar a venda de ingressos. O encontro acontece em 1º de outubro, às 15h, em São Paulo, durante a programação da principal convenção do mercado cinematográfico da América Latina.

Intitulada “Marketing e Bilheteria: o Playbook Digital para Vender Mais Ingresso”, a atividade será conduzida por Antoine Clauzel, Joana Cinelli e Caio Garritano, executivos da Webedia Brasil e da The Boxoffice Company. A proposta é apresentar estratégias práticas para exibidores que buscam melhorar a jornada digital do público, desde a descoberta de um filme até a compra do ingresso.

Dados e tecnologia na jornada do espectador

A masterclass parte de um desafio enfrentado principalmente por redes regionais e exibidores independentes: estruturar a experiência digital do público sem necessariamente contar com grandes equipes ou recursos técnicos.

Durante o encontro, os especialistas abordarão como ferramentas de dados, conteúdo, tecnologia e mídia podem ser utilizadas para reduzir obstáculos na jornada de compra e transformar o interesse do espectador em ingresso vendido.

A programação será dividida em cinco frentes principais:

  • Descoberta: como alcançar o público antes que ele chegue ao cinema;
  • Conversão: estratégias para facilitar a compra e reduzir pontos de atrito;
  • Dados e CRM: utilização de informações para retenção e relacionamento com espectadores;
  • Publicidade e parcerias: campanhas com distribuidoras e publicidade nativa, incluindo o case Movie Impact, desenvolvido pelo AdoroCinema em parceria com a Universal;
  • Bilheteria: análise de dados para auxiliar decisões relacionadas à programação.

Segundo Joana Cinelli, o objetivo é mostrar como diferentes ferramentas podem trabalhar juntas para acompanhar o espectador desde a busca por uma sessão até a efetivação da compra.

Executivos compartilham experiências do mercado

Antoine Clauzel é diretor geral de marcas e conteúdo da Webedia Brasil e dirige o AdoroCinema desde 2018. Joana Cinelli, Head Brasil e LATAM da The Boxoffice Company, acumula mais de 15 anos de experiência no mercado, com passagens por empresas como Rede Telecine, AdoroCinema e Paramount Pictures.

Já Caio Garritano atua como gerente de produto e conteúdo do AdoroCinema. Entre seus trabalhos estão a criação do podcast OdeioCinema e a cobertura de grandes premiações, incluindo as transmissões especiais do Oscar, Emmy e Globo de Ouro.

Com duração estimada entre 1h30 e 2h, a atividade combinará conteúdo expositivo e estudos de caso de exibidores que já utilizam ferramentas digitais em suas operações.

A programação é direcionada principalmente a profissionais de marketing, programação e bilheteria de redes regionais e independentes.

EXPOCINE 2026 acontece em setembro e outubro

A EXPOCINE 2026 será realizada entre 29 de setembro e 2 de outubro, em São Paulo, com atividades no Espaço Center 3 de Eventos e no Cine Marquise.

A convenção reúne profissionais de diferentes áreas da cadeia cinematográfica e terá, entre seus destaques, discussões sobre exibição, distribuição, tecnologia, marketing e os novos hábitos do público. A masterclass da Webedia acontece no penúltimo dia do evento, em 1º de outubro.

Sólides leva debates do CONARH 2026 para além de São Paulo com mais de 47 mil visualizações

Sólodes

A Sólides ampliou o alcance de sua participação no CONARH 2026, realizado entre 18 e 20 de agosto, em São Paulo. Além do público presente no evento, a empresa transmitiu sua programação de conteúdo pelas plataformas digitais e registrou mais de 47 mil visualizações ao longo dos três dias.

Ao todo, foram 31 palestras, com a participação de 20 convidados. A programação abordou temas como carreira, liderança, comportamento, tecnologia e gestão de pessoas, reunindo nomes como o tetracampeão mundial de boxe Acelino “Popó” Freitas, a atriz e pesquisadora Danni Suzuki e o especialista em gerações Dado Schneider.

Conteúdo presencial e digital

A estratégia da Sólides foi levar parte da experiência do evento para além do espaço físico. As palestras realizadas na Arena de Conteúdo Sólides, de 75 m², também foram transmitidas digitalmente, permitindo que profissionais de outras regiões acompanhassem os debates.

Segundo Rafael Kahane, diretor de marketing da empresa, a iniciativa buscou ampliar o acesso aos conteúdos discutidos no CONARH e aproximar profissionais de diferentes realidades dos principais temas relacionados à gestão de pessoas.

Além da programação de conteúdo, o estande da Sólides recebeu mais de 10 mil interações durante o evento. Com 265 m², o espaço foi dividido em três ambientes e utilizou o esporte como eixo para conectar conceitos de alta performance e gestão de pessoas.

Esporte como parte da experiência

O estande principal, com 150 m², concentrou diferentes ativações. Entre elas estavam o Game Center, com o desafio “Joga Fácil”, o FutShow, que colocou os participantes em partidas de futebol sentado, e o Desafio do Nocaute, inspirado no universo do boxe.

A proposta foi relacionar elementos como preparação, disciplina, acompanhamento de resultados e desenvolvimento contínuo às práticas de gestão de equipes.

Para Kahane, a utilização do esporte também faz parte de uma estratégia mais ampla de comunicação da empresa, aproximando entretenimento, tecnologia e conteúdo sobre gestão de pessoas.

Com a participação no CONARH 2026, a Sólides encerra sua presença no evento combinando experiência presencial e distribuição digital de conteúdo, ampliando o alcance das discussões realizadas durante os três dias da feira.

gamescom 2026 terá pavilhão dedicado a jogos brasileiros pela primeira vez

A participação brasileira na gamescom 2026 ganhará uma nova dimensão neste ano. A Abragames, por meio do projeto Brazil Games, levará uma delegação de 78 estúdios e empresas para a Alemanha e, pela primeira vez, contará com o Brazilian Indie Pavilion, espaço dedicado à apresentação de jogos brasileiros diretamente ao público do evento.

A gamescom acontece em Colônia, na Alemanha, entre 26 e 30 de agosto, enquanto a gamescom dev será realizada nos dias 24 e 25. A presença brasileira terá foco tanto em oportunidades de negócios e networking com publishers, investidores e plataformas quanto na divulgação dos desenvolvedores nacionais para o público internacional.

Brazilian Indie Pavilion terá 35 jogos

O novo pavilhão será realizado em parceria com Sebrae-SP, Embratur e Brazil Games Accelerator e funcionará como uma vitrine para a produção independente brasileira. Ao todo, serão 35 jogos apresentados no espaço.

A seleção reúne 14 títulos apoiados pelo Crie Games, 11 finalistas do Prêmio Brasil Tá Pra Game e outros 10 jogos escolhidos pelo Brazil Games Accelerator. Entre os projetos estão produções de diferentes gêneros e propostas, incluindo RPGs, jogos de terror, aventuras narrativas, simuladores e experiências inspiradas na cultura brasileira.

Entre os destaques estão ARIDA 2: Rise of the Brave, da Aoca Game Lab, que leva o sertão brasileiro do século XIX para uma aventura de sobrevivência; Entre as Estrelas, da Split Studio, inspirado na cultura Guarani-Kaiowá; e Língua, de Guilherme Giacomini, ambientado no Nordeste brasileiro.

A seleção também inclui Irmão do Jorel e o Jogo Mais Importante da Galáxia, da Double Dash Studios; Gaucho and The Grassland, da Epopeia Games; A Lenda de Niterói, da Seven Moons; e Lunar Axe, da OPS Game Studio.

Jogos brasileiros levam história e cultura para a gamescom

Parte importante da seleção utiliza elementos da história e da cultura nacional como ponto de partida. Hell Clock, da Rogue Snail/Mad Mushroom, transforma a Guerra de Canudos em um RPG de ação com elementos sobrenaturais, enquanto Hit It Back, da Sue the Real, adapta o Taco Bets, modalidade brasileira de críquete de rua, para uma experiência esportiva.

Já Tupi: The Legend of Arariboia, da Mito Games, aposta em um RPG roguelite tático inspirado em referências como Shin Megami Tensei, Darkest Dungeon e Hades. Aleijadinho Virtual, do Studio KwO, apresenta uma experiência de realidade virtual baseada na vida e obra do artista barroco brasileiro.

O pavilhão também terá espaço para propostas mais experimentais. My Girlfriend is a VAMP, da TinyTank Studio, é uma aventura narrativa que aborda o cotidiano de uma personagem autista, enquanto Only Fog Remains, da Hestios Studios, combina terror, investigação e quebra-cabeças em uma história inspirada na cidade de Paranapiacaba.

Entre as experiências mais leves estão Capybara Hideout, da Raccoons at Work Studios, um simulador de vida focado em capivaras e recuperação ambiental, e Tuned Turtle – A Tartaruga Tunada, da 32 Pixels, aventura de plataforma 2D inspirada em A Lebre e a Tartaruga.

Lunar Axe, Hell Clock e outros premiados estarão no evento

A gamescom também será palco do anúncio do pódio da terceira edição do Prêmio Brasil Tá Pra Game. Os representantes dos quatro jogos premiados viajarão para Colônia e apresentarão seus projetos no Brazilian Indie Pavilion: Lunar Axe, da OPS Game Studio; Hell Clock, da Rogue Snail/Mad Mushroom; Hit It Back, da Sue the Real; e Capote, da Luski Game Studio/CriticalLeap.

A iniciativa reforça o uso dos games como ferramenta para apresentar elementos da cultura e da história brasileira ao mercado internacional. Segundo dados citados pela Abragames, 55% da receita dos estúdios nacionais vem do mercado externo, ultrapassando US$ 138 milhões em negócios globais.

Além dos jogos, missão terá foco em negócios

A presença brasileira não ficará restrita ao pavilhão. A delegação contará com reuniões com empresas internacionais, rodadas de negócios, atividades de networking e encontros institucionais durante a gamescom e a gamescom dev.

O Sebrae-SP também oferecerá curadoria, workshops, mentorias e rodadas de negócios para empresas participantes da missão, com foco na preparação dos estúdios para apresentar seus projetos e estabelecer contatos comerciais durante o evento.

A iniciativa ainda conta com apoio do CreativeSP, do Governo do Estado e da Prefeitura de São Paulo, além do Sebrae Nacional e da AdeSampa, ampliando a participação de empresas de diferentes regiões e fortalecendo a presença do ecossistema brasileiro na feira.

Ao todo, a seleção reúne 40 jogos brasileiros entre as diferentes iniciativas ligadas à participação nacional na gamescom 2026. O conjunto apresenta uma indústria que vai de RPGs e terror a simuladores, experiências educacionais e jogos baseados em referências culturais brasileiras, mostrando a diversidade da produção independente do país.

Voltei na Foto | Comédia com Leandro Hassum estreia no streaming do Telecine

Cap1 – Bastidores – Retrato de Leonardo (Leandro Hassum). Créditos: André Hawk e Angélica Goudinho/ Globo

Voltei na Foto, nova comédia do Núcleo de Filmes dos Estúdios Globo, chega ao catálogo do Telecine no streaming neste domingo (23). Protagonizado por Leandro Hassum, o longa dirigido por Matheus Malafaia combina viagem no tempo, humor e nostalgia para contar uma história sobre família, escolhas e as marcas deixadas pela infância.

Na trama, Leonardo (Hassum) está prestes a completar 50 anos e vive um momento complicado. Frustrado com a carreira na publicidade, desiludido na vida amorosa e com uma relação difícil com o pai, Álvaro (Tony Ramos), ele acaba encontrando uma antiga fotografia de sua infância após uma discussão. O objeto desencadeia uma viagem inesperada para 1986.

De volta à infância

Transportado para o passado, Leonardo encontra sua própria versão de 12 anos, interpretada por Gabriel Gentil, além de reencontrar a mãe, Vilma (Regiane Alves), ainda viva, e seu pai em uma versão mais jovem, vivido por Augusto Madeira.

Sem saber como retornar ao presente, Leonardo assume a identidade de um parente distante e passa a conviver novamente com a família. A partir daí, decide interferir em acontecimentos de sua infância na tentativa de alterar o futuro que conhece.

O problema é que mexer no passado pode produzir consequências inesperadas. Ao tentar corrigir antigas frustrações, Leonardo também precisa confrontar as experiências que ajudaram a moldar sua personalidade e a relação com os pais.

Nostalgia dos anos 80

A produção utiliza a viagem temporal para recriar um Brasil de 1986, com atenção aos figurinos, cenários, caracterização, direção de arte e trilha sonora. Elementos como a Copa do Mundo, o início da popularização do VHS e a estética colorida da década fazem parte da ambientação.

A nostalgia, porém, funciona como mais do que uma referência visual. O retorno ao passado permite que Leonardo observe novamente a própria família e compreenda acontecimentos que continuaram influenciando sua vida décadas depois.

A história também tem relação com experiências pessoais de Leandro Hassum, que participa da criação do roteiro ao lado de Maurício Rizzo e Bíbi Da Pieve. A proposta é equilibrar situações de comédia com temas ligados à infância, às relações familiares e à identificação com experiências vividas durante o crescimento.

Veja o trailer de Voltei na Foto

O longa chega ao catálogo do Telecine no streaming em 23 de agosto, com acesso pelo Globoplay, Prime Video e plataformas das operadoras parceiras.

Internet transforma clássicos da cultura brasileira em novos fenômenos nas redes

Nas últimas semanas, músicas de diferentes momentos da cultura brasileira voltaram a ganhar espaço graças a releituras e conteúdos que circulam nas redes sociais. O movimento mostra como canções associadas à memória afetiva de diferentes gerações podem encontrar novos públicos quando apresentadas em formatos contemporâneos.

Um dos exemplos é “Bichos Escrotos”, clássico dos Titãs, que ganhou uma nova versão de CO.LABS e Anitta. Após o lançamento, a gravação original também registrou crescimento no Spotify: nos últimos 30 dias, os streams da versão dos Titãs aumentaram 44%, enquanto os saves cresceram 134% no Brasil.

O efeito também apareceu na evolução diária. Até 12 de agosto, os streams da gravação original chegaram a quase quatro vezes o patamar de referência observado entre 14 de junho e 6 de agosto. Na semana seguinte ao lançamento da nova versão, a taxa diária de usuários salvando a faixa também ficou aproximadamente seis vezes acima da referência anterior.

Do Titãs ao Castelo Rá-Tim-Bum

A história ganha outra conexão com Arnaldo Antunes, que integrou os Titãs e também é responsável por “Lavar as Mãos”, música eternizada pelo Castelo Rá-Tim-Bum.

Décadas depois de sua estreia, a canção voltou a circular nas redes sociais em uma nova interpretação. O Coral das Quebradas, conhecido por seus arranjos a cappella feitos apenas com vozes e palmas, passou a reinterpretar músicas reconhecidas pelo público brasileiro, incluindo faixas ligadas ao universo do programa infantil.

No Spotify, “Lavar as Mãos” também registrou crescimento, com alta de 20% nos streams e 49% nos saves no Brasil no período analisado. A movimentação diária começou a acelerar no fim de julho e atingiu o pico em 9 de agosto, quando os streams chegaram a aproximadamente duas vezes o patamar de referência dos 30 dias anteriores.

A memória brasileira em modo remix

Os casos de “Bichos Escrotos” e “Lavar as Mãos” apontam para um fenômeno que vai além de uma simples nostalgia. As músicas retornam ao debate cultural porque são reinterpretadas por artistas e criadores que utilizam linguagens próprias das redes sociais.

Nesse processo, clássicos não precisam voltar exatamente como eram. Eles podem ganhar novos arranjos, vozes, gêneros e formatos, enquanto continuam conectados à memória de quem já os conhecia e passam a ser descobertos por quem não viveu o momento original.

É uma espécie de memória brasileira em modo remix, na qual a internet funciona como ponte entre diferentes gerações — transformando referências antigas em novos conteúdos capazes de voltar a ocupar espaço nas playlists e nas redes.

Samsung conquista 57 prêmios de design no IDEA e Red Dot 2026

A Samsung recebeu 45 reconhecimentos no IDEA 2026 e outros 12 no Red Dot Design Award 2026, ampliando sua atuação em design para além dos produtos e incluindo serviços, experiências de marca e conceitos voltados ao futuro.

Entre os destaques está o Impact Award do IDEA, concedido ao projeto Accessibility Design for Home Appliances, e o Best of the Best do Red Dot, entregue à Galaxy Privacy Display.

Acessibilidade ganha destaque no IDEA

Infinite AI Air Purifier | Imagem meramente ilustrativa

O Accessibility Design for Home Appliances foi um dos principais reconhecimentos da Samsung no IDEA 2026. O projeto considera diferentes necessidades visuais, auditivas, motoras e cognitivas para facilitar o uso de eletrodomésticos.

Entre os recursos estão o Easy Mode, que simplifica funções, amplia textos e oferece orientação por voz, e o Auto Open Door, que permite abrir portas com um toque suave ou comando de voz.

Outro recurso apresentado pela empresa é o Voice ID, capaz de reconhecer diferentes usuários e aplicar automaticamente suas configurações personalizadas nos eletrodomésticos conectados.

A Samsung também recebeu nove prêmios Bronze no IDEA, com projetos envolvendo produtos, identidade de marca e sustentabilidade. Entre eles estão o Infinite AI Air Purifier, o Micro RGB Brand Identity, o Portable SSD T7 Resurrected, a embalagem Samsung Mobile Origami Package e o AI Design Companion (AIDC).

O AIDC utiliza inteligência artificial, digital twins e simulação virtual para avaliar características como vestibilidade e usabilidade durante o desenvolvimento de produtos.

Galaxy Privacy Display vence o Best of the Best

Galaxy S26 Ultra | Imagem meramente ilustrativa

No Red Dot Design Award 2026, a Samsung recebeu 12 prêmios na categoria Brands & Communication Design. O principal destaque foi a Galaxy Privacy Display, reconhecida com o prêmio Best of the Best.

Apresentada no Galaxy S26 Ultra, a tecnologia foi desenvolvida para limitar a visibilidade da tela a partir de ângulos laterais, mantendo a visualização normal para quem está diretamente diante do aparelho.

O recurso pode ser configurado para situações específicas, como a digitação de senhas, PINs e padrões ou a abertura de determinados aplicativos. A proposta é reforçar a privacidade em ambientes compartilhados, como transporte público, cafés e locais de trabalho.

Outros projetos premiados

The Movingstyle Visual Branding | Imagem meramente ilustrativa

Os outros 11 reconhecimentos da Samsung no Red Dot incluem projetos voltados à identidade visual, inteligência artificial, realidade estendida, sustentabilidade e experiências conectadas.

Entre eles está o The Movingstyle Visual Branding, criado para representar a versatilidade de uma tela portátil, e o Vision AI Companion, que combina o contexto de visualização em tempo real com as preferências do usuário para oferecer uma experiência personalizada.

A empresa também foi reconhecida pelo Design is an Act of Love, exposição apresentada durante a Milan Design Week 2026, pelo Galaxy XR Package, que pode ser reaproveitado como solução de armazenamento e exibição, e pelo Samsung b.IoT Digital Twin, que utiliza modelos 3D de edifícios para acompanhar sistemas prediais em um ambiente virtual.

Os resultados reforçam uma estratégia em que o design passa a integrar acessibilidade, inteligência artificial e sustentabilidade, além da aparência dos dispositivos.

Samsung transforma eletrodomésticos conectados em assistentes para a rotina da casa

A inteligência artificial começa a ocupar um espaço cada vez maior dentro de casa. Em vez de estar restrita a smartphones e computadores, a tecnologia passa a integrar eletrodomésticos capazes de aprender hábitos, automatizar funções e oferecer informações sobre o consumo de recursos.

É nesse cenário que a Samsung apresenta o conceito de Home Companion, no qual os aparelhos conectados funcionam como uma espécie de assistente doméstico. A proposta combina inteligência artificial, sensores, câmeras e integração com o SmartThings para ajudar em tarefas como lavar e secar roupas, controlar a climatização, organizar alimentos e acompanhar gastos com energia.

“A Samsung vê o consumidor brasileiro como único: altamente conectado e apaixonado por inovação, mas também pragmático sobre o que ela entrega. Enfrentamos desafios específicos, como o calor intenso e contas de energia crescentes. Nossa visão de AI como assistente resolve problemas reais com praticidade, agindo de forma invisível para tornar o dia a dia mais leve”, explica Thiago Arbulu, diretor sênior da divisão de Digital Appliances da Samsung Brasil.

AI assume tarefas da rotina doméstica

A ideia do Home Companion é fazer com que o usuário precise interferir menos no funcionamento dos aparelhos. Produtos compatíveis podem ser acompanhados e controlados pelo smartphone, enquanto determinados recursos analisam hábitos e condições de uso para ajustar automaticamente seu funcionamento.

Na lavanderia, por exemplo, a Bespoke AI Laundry WF90F utiliza sensores para analisar características da carga e ajustar parâmetros como quantidade de água e detergente, além dos tempos de molho, enxágue e centrifugação.

Já a Secadora Bespoke AI Laundry DV90F Heat Pump conta com o AI Dry+, que considera fatores como umidade, peso e tipo de tecido para definir tempo e temperatura de secagem.

A proposta também está presente na Lava e Seca Smart WD13FG, que reúne recursos de automação e gerenciamento pelo SmartThings.

Geladeiras também entram na casa conectada

Na cozinha, a Samsung amplia a experiência com modelos como a French Door Bespoke AI RF29, equipada com tela interativa de 32 polegadas, câmera interna com AI, SpaceMax e conexão ao SmartThings.

A Bespoke AI RM90F também possui tela AI Home de 9 polegadas, câmera interna com AI e integração ao ecossistema conectado da empresa.

Com esses recursos, os aparelhos podem oferecer informações sobre os alimentos e ampliar as possibilidades de interação diretamente pela própria geladeira.

AI também ajuda no controle da climatização

O conceito se estende à climatização. O WindFree AI Pro utiliza inteligência artificial para analisar padrões de utilização e condições do ambiente, podendo acionar o resfriamento rápido e alternar para a função WindFree quando a temperatura desejada é atingida.

A integração com o SmartThings permite controlar o aparelho pelo smartphone e utilizar recursos voltados especificamente para quem possui animais de estimação.

O Pet Care, por exemplo, permite configurar a temperatura de acordo com as necessidades do pet e programar o funcionamento do ar-condicionado. Já a Climatização de Boas-Vindas pode utilizar a localização do smartphone para acionar ou desligar o aparelho conforme a proximidade do usuário.

Economia de energia ganha espaço

Outro foco da estratégia é o controle do consumo doméstico. O SmartThings Energy permite acompanhar o uso de energia, estabelecer metas e receber notificações quando determinados limites são atingidos.

Na Geladeira Family Hub RF29D, o recurso também pode utilizar inteligência artificial para sugerir ajustes quando a estimativa de consumo ultrapassa o limite definido pelo usuário.

Na lavadora WF90F, o AI Energy Mode pode reduzir em até 20% o consumo de energia quando ativado pelo SmartThings. Na secadora DV90F, a Samsung também afirma que o recurso pode proporcionar redução de até 20%.

No WindFree AI Pro, o SmartThings Energy permite acompanhar o consumo em kWh e em reais, além de estabelecer limites. Segundo a empresa, o AI Energy Mode pode evitar desperdícios de energia em até 30%.

De acordo com dados apresentados pela Samsung, quase um terço dos usuários latino-americanos de máquinas de lavar já utiliza o AI Energy Mode. O índice chega a 42,7% entre usuários de geladeiras e 57,8% entre usuários de ar-condicionado. Em 2025, a tecnologia teria contribuído para uma economia de 6,63 GWh de energia na América Latina.

Segurança e atualizações também fazem parte da estratégia

Com o aumento da quantidade de aparelhos conectados, a segurança dos dados passa a ser outro componente importante. Os eletrodomésticos compatíveis utilizam o Samsung Knox, arquitetura de segurança multicamadas desenvolvida para proteger dispositivos e informações.

A Samsung também afirma oferecer até sete anos de atualizações de software para eletrodomésticos compatíveis. A proposta é manter os recursos inteligentes funcionando e evoluindo por mais tempo.

Com o conceito Home Companion, a Samsung tenta levar a inteligência artificial para uma função menos chamativa e mais prática: trabalhar nos bastidores da casa. Em vez de apenas conectar eletrodomésticos, a proposta é fazer com que eles compreendam melhor os hábitos dos moradores, automatizem tarefas e ajudem no controle de recursos.