A LG reforçou os diferenciais da linha de monitores LG UltraFine, desenvolvida para profissionais que trabalham com edição de vídeo, fotografia, design, arquitetura e produção de conteúdo. A família reúne modelos voltados para diferentes perfis de uso, com foco em alta resolução, fidelidade de cores e conectividade avançada.
Entre os destaques está o LG UltraFine 40U990A-W, monitor ultrawide de 40 polegadas com resolução 5K2K (5120 × 2160) e tecnologia Nano IPS Black, que oferece cobertura de 99% da gama DCI-P3 e contraste aprimorado para trabalhos de correção de cor e pós-produção.
Outra opção é o LG UltraFine 32U990A-S, de 32 polegadas e resolução 4K UHD, que também utiliza painel Nano IPS Black e conta com certificação DisplayHDR 600, além de conexões HDMI, DisplayPort 2.1, USB-C e Thunderbolt 5, permitindo transferência de dados de até 120 Gbps e carregamento de notebooks por um único cabo.
Para quem busca uma alternativa mais acessível, a LG também destaca os modelos 32UR500-B e 32UR500K-B. Ambos oferecem resolução 4K, painel VA, suporte a HDR10, AMD FreeSync e sistema de áudio integrado, atendendo tanto profissionais em home office quanto criadores de conteúdo.
Os monitores ainda contam com recursos como LG Switch e OnScreen Control, que facilitam a organização de múltiplas janelas na tela, além de ajustes ergonômicos para maior conforto durante longas jornadas de trabalho.
Segundo Leonardo Almeida, gerente sênior de monitores da LG Electronics Brasil, a proposta da linha UltraFine é oferecer ferramentas que garantam maior precisão na reprodução de imagens e simplifiquem o ambiente de trabalho dos profissionais criativos.
A linha LG UltraFine faz parte do portfólio de monitores premium da fabricante e está disponível em diferentes configurações para atender desde usuários domésticos até estúdios profissionais.
A Bandai Namco confirmou que Dragon Ball Xenoverse 2: FUTURE SAGA Capítulo 4 será lançado em 8 de julho. O novo conteúdo marca o encerramento da saga inédita adicionada ao jogo e coloca os jogadores diante do confronto final contra Fu, personagem responsável pelos eventos que ameaçam a linha do tempo.
O capítulo promete concluir a história com uma batalha decisiva para restaurar o fluxo da história e impedir que o futuro seja alterado de forma definitiva.
O anúncio foi acompanhado por um novo trailer de lançamento, que mostra trechos das batalhas e antecipa momentos do desfecho da expansão.
Lançado originalmente em 2016, Dragon Ball Xenoverse 2 continua recebendo novos conteúdos e atualizações, mantendo uma comunidade ativa ao longo dos anos. O jogo permite que os jogadores criem seu próprio Patrulheiro do Tempo para lutar ao lado de personagens clássicos da franquia enquanto protegem a história do universo de Dragon Ball.
Além das expansões, o título também recebeu eventos especiais e uma colaboração com Dragon Ball: The Breakers.
Dragon Ball Xenoverse 2 está disponível para PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series X|S, Xbox One, Nintendo Switch e PC, via Steam. Já FUTURE SAGA Capítulo 4 será lançado em 8 de julho.
A Universal Pictures divulgou o primeiro trailer de Lobis-Homem (Werwulf), novo filme de terror dirigido por Robert Eggers, cineasta conhecido por A Bruxa, O Farol, O Homem do Norte e Nosferatu.
Com estreia prevista para janeiro de 2027, o longa leva o clássico mito do lobisomem para a Inglaterra medieval do século XIII, em uma história marcada por horror, superstição e transformações sobrenaturais.
Robert Eggers revisita o horror folclórico
Na trama, um homem passa por uma aterrorizante transformação em lobisomem enquanto enfrenta as consequências físicas e sobrenaturais da maldição em um período dominado pelo fanatismo religioso e pelo medo do desconhecido.
O filme mantém a abordagem característica de Robert Eggers, conhecida por explorar elementos históricos e do folclore em narrativas de terror.
Elenco reúne nomes de Nosferatu
O elenco é liderado por Aaron Taylor-Johnson, Willem Dafoe e Lily-Rose Depp, que voltam a trabalhar com Eggers após Nosferatu.
Distribuído pela Universal Pictures, Lobis-Homem também terá exibições em IMAX e versões acessíveis nos cinemas.
Lobis-Homem estreia nos cinemas brasileiros em janeiro de 2027.
Os jogadores de AION 2 organizaram uma homenagem inusitada para celebrar o lançamento da atualização Capítulo 1. A comunidade sul-coreana realizou uma arrecadação coletiva para enviar um caminhão de café aos escritórios da desenvolvedora, em Pangyo, na Coreia do Sul.
A iniciativa foi organizada pelos próprios fãs por meio de grupos de conversa e também incluiu cerca de 300 lanches, entre raspadinhas, churros e outras opções distribuídas à equipe de desenvolvimento.
Comunidade já repetiu a ação outras vezes
Segundo a NC, esta é a terceira vez que os jogadores promovem uma ação semelhante. As duas primeiras aconteceram em abril, demonstrando o relacionamento próximo entre a comunidade e os desenvolvedores.
Em todas as ocasiões, So In-seop, chefe da divisão de negócios, e Kim Namjoon, produtor de desenvolvimento de AION 2, participaram do encontro, conversando com os jogadores e registrando o momento em fotos.
NC agradece apoio da comunidade
A desenvolvedora agradeceu a homenagem e afirmou que continuará mantendo um diálogo próximo com os jogadores para aprimorar a experiência oferecida em AION 2.
A atualização Capítulo 1 já está disponível para os jogadores de AION 2.
O Burger King promove neste sábado (5 de julho) um encontro gratuito com os personagens Henry e James, de Minions & Monstros, na loja temática localizada no cruzamento da Avenida Paulista com a Avenida Brigadeiro Luís Antônio, em São Paulo.
A ação acontece das 11h às 14h e permitirá que o público tire fotos com os personagens, além de conhecer a ambientação especial criada para celebrar a estreia da nova animação da Universal Pictures e da Illumination.
Loja ganha decoração inspirada no filme
A unidade foi completamente tematizada com elementos inspirados em Minions & Monstros, trazendo cenários e espaços interativos para os visitantes durante o período da campanha.
Além da decoração especial, o restaurante oferece Free Refill de refrigerante para os clientes.
Campanha também traz combos e brindes exclusivos
A parceria entre Burger King e o filme também chega aos restaurantes da rede em todo o Brasil com produtos temáticos.
Entre as novidades estão o Combo King Jr., que acompanha um brinquedo surpresa inspirado nos personagens do filme, o Combo BK Minions & Monstros, que inclui o Monstros Burger e um brinquedo colecionável, além da sobremesa BK Mix Banananoffe, preparada com calda de banana, doce de leite e crumble de baunilha.
Os preços sugeridos começam em R$ 29,90 para o King Jr., R$ 54,90 para o Combo BK Minions & Monstros e R$ 16,90 para o BK Mix Banananoffe, podendo variar conforme a unidade.
Serviço
Encontro com os Minions
Data: 5 de julho
Horário: das 11h às 14h
Local: Burger King da Avenida Paulista (esquina com a Avenida Brigadeiro Luís Antônio), em São Paulo
Entrada: gratuita
A campanha de Minions & Monstros já está disponível nas unidades participantes do Burger King em todo o Brasil, enquanto durarem os estoques.
A Nintendo anunciou a chegada ao Brasil do pacote Nintendo Switch 2: Escolha Seu Jogo. A edição especial já está disponível em varejistas selecionados e inclui um console Nintendo Switch 2 acompanhado de um código para resgate digital de um entre três jogos disponíveis.
O pacote permite selecionar um dos seguintes títulos:
Mario Kart World leva os jogadores a um mundo interconectado com novas pistas e exploração livre, expandindo a fórmula tradicional da franquia.
Donkey Kong Bananza acompanha Donkey Kong e Pauline em uma aventura focada em exploração e destruição de cenários, com novas habilidades e transformações durante a campanha.
Pokémon Pokopia aposta em uma proposta mais tranquila, colocando o jogador no controle de um Ditto que utiliza seus poderes para reconstruir um mundo habitado por Pokémon.
Pacote chega por tempo limitado
O Nintendo Switch 2 oferece suporte a resolução de até 4K em jogos compatíveis, novos controles Joy-Con 2 com modo mouse e recursos como o GameChat, que permite conversar com outros jogadores durante as partidas por meio do Nintendo Switch Online.
O pacote Nintendo Switch 2: Escolha Seu Jogo já está disponível no Brasil em varejistas selecionados e ficará à venda por tempo limitado ou enquanto durarem os estoques.
A Razer anunciou a chegada do Razer Axon Wallpaper Engine aos dispositivos móveis. Disponível inicialmente para Android, o aplicativo já está em pré-registro na Google Play e será lançado oficialmente em 15 de julho.
Conhecido por oferecer papéis de parede animados e de alta qualidade no PC, o Axon passa a levar a mesma proposta para smartphones, permitindo baixar e aplicar wallpapers inspirados em jogos, entretenimento e conteúdos originais da marca.
Biblioteca reúne centenas de wallpapers
Antes exclusivo para desktop, o Razer Axon Wallpaper Engine conta com uma biblioteca formada por centenas de papéis de parede desenvolvidos em parceria com artistas, criadores de conteúdo e propriedades licenciadas.
Na versão para Android, os usuários poderão navegar pelo catálogo, baixar animações em alta qualidade e personalizar a tela do aparelho com artes estáticas e animadas.
Razer promove sorteios durante o lançamento
Para marcar a estreia do aplicativo, a Razer realizará duas campanhas promocionais.
Entre 3 e 15 de julho, quem realizar o pré-registro na Google Play poderá concorrer a três fones Razer Hammerhead V3 HyperSpeed e três controles Razer Kishi V3.
Já entre 15 e 29 de julho, usuários que interagirem com a publicação oficial de lançamento da marca nas redes sociais participarão do sorteio de três kits compostos por um Razer Kraken V4, um Razer Basilisk V3 Pro 35K e um Razer BlackWidow V4 TKL HyperSpeed.
A Webedia Brasil anunciou o lançamento do projeto Dorameiras em Ação, iniciativa desenvolvida em parceria com o Disney+ para fortalecer o engajamento da comunidade brasileira de fãs de doramas e da cultura sul-coreana.
A campanha promove títulos do catálogo asiático da plataforma, com destaque para os K-dramas A Coroa Perfeita e Terra de Ouro, por meio de conteúdos digitais, influenciadores e ações presenciais.
Projeto reúne sites, criadores de conteúdo e redes sociais
A iniciativa contou com mais de 40 ativações distribuídas entre os portais AdoroCinema, IGN Brasil e TudoGostoso, além de conteúdos publicados nas redes sociais da Webedia.
Entre as ações realizadas estão publieditoriais, vídeos para Reels e Stories, notificações por push, um canal exclusivo de transmissão e uma live com as criadoras de conteúdo Midori e Giih Font.
A campanha também reuniu nomes conhecidos da comunidade de doramas, como Doramelizando, Carlos Chen e Ju Scocchi.
Projeto também chegou a eventos presenciais
Além das plataformas digitais, o tema foi levado para coberturas especiais durante o Versus One, a Summer Game Fest e a Virada Cultural, ampliando o alcance da campanha para diferentes públicos.
Segundo a Webedia, a proposta é criar uma conexão mais próxima com os fãs de produções asiáticas por meio de conteúdos voltados aos interesses da comunidade.
Campanha supera 1,7 milhão de visualizações
No primeiro mês de operação, o projeto registrou mais de 1,7 milhão de visualizações e cerca de 26 mil interações em 17 conteúdos publicados.
A área especial com receitas coreanas criada no TudoGostoso somou 41 mil visualizações de página, enquanto o canal de transmissão exclusivo ultrapassou 1.500 participantes.
O projeto Dorameiras em Ação segue promovendo conteúdos relacionados aos K-dramas disponíveis no Disney+ e novas ações devem ser realizadas ao longo da campanha.
Nesta terça-feira (30), estivemos na TV Cultura para conhecer a nova fase do Vitrine. Ícone da programação da emissora, o programa retorna repaginado neste sábado (4), às 22h, agora apresentado por Laíze Câmara.
Para discutir os desafios da comunicação na atualidade, a TV Cultura reuniu jornalistas, influenciadores e professores em uma coletiva que foi além da apresentação da nova temporada. O encontro também serviu para mostrar como a emissora pretende aproximar o público da construção do programa em um cenário onde cada pessoa monta sua própria “televisão”, consumindo conteúdo em diferentes plataformas.
Beth Carmona – Giuliano Peccilli
Beth Carmona, vice-presidente da Fundação Padre Anchieta, destacou o momento vivido pela TV Cultura e lembrou iniciativas recentes da emissora, como Antimatéria. Segundo ela, o Vitrine amplia essa proposta ao abrir espaço para que o público participe da construção das pautas e dos debates.
Para definir esse novo momento da comunicação, Mauricio Arruda, diretor do Núcleo de Cultura, Arte e Conhecimento, explicou que a nova temporada nasce em um período de profundas transformações e pretende provocar reflexões sobre a maneira como consumimos informação e produzimos conteúdo.
“O Vitrine conecta passado, presente e futuro. Ao abordar temas que vão das redes sociais e da inteligência artificial aos novos hábitos de consumo de mídia, a atração reforça o compromisso da TV Cultura com a inovação, a reflexão e a produção de conteúdo relevante para diferentes gerações.”
Durante a coletiva, Laíze Câmara também compartilhou sua trajetória dentro da emissora. Antes de assumir a apresentação do programa, atuou como editora de vídeo, percurso que, segundo ela, representa o incentivo da TV Cultura ao desenvolvimento de profissionais da própria casa.
“Receber esse convite é um enorme voto de confiança. Tenho plena consciência da história e da importância do Vitrine. É um privilégio revisitar essa trajetória olhando para o futuro.”
Além da TV Cultura
Giuliano Peccilli
Em um mundo cada vez mais conectado, a vitrine deixou de existir apenas nos bastidores da televisão. Essa é justamente a proposta da nova fase do programa: discutir temas que fazem parte do cotidiano, como o impacto da inteligência artificial, as redes sociais, as novas formas de consumo de mídia e as transformações no mercado de trabalho.
Pela proposta apresentada durante a coletiva, o público terá um papel importante na evolução do programa. As pautas, discussões e abordagens deverão acompanhar as mudanças do ambiente digital, aproximando a atração da audiência tanto na televisão quanto nas redes sociais.
O Vitrine estreia neste sábado (4), às 22h, na TV Cultura, com reprises aos domingos, às 19h, e na madrugada de terça para quarta-feira.
Novo cenário – Giuliano Peccilli
Agradecimentos a TV Cultura e ao Orlando Naninho pelo convite
Produção da República Tcheca, Polônia, Alemanha, França e Turquia, Franz retrata a vida de Franz Kafka, um dos escritores mais influentes da literatura mundial. Em vez de transformá-lo em um gênio inalcançável, a cinebiografia aposta em mostrar o homem por trás da obra, revelando uma trajetória marcada por inseguranças, conflitos familiares e pelo desejo de viver da escrita.
O filme acompanha Kafka desde a juventude, quando seu pai insistia para que ele assumisse os negócios da família enquanto desprezava qualquer texto escrito pelo filho. Mesmo com o apoio da irmã, fica evidente que ele cresceu preso às expectativas paternas, incapaz de enfrentar a figura que mais limitava seus sonhos.
Já na vida adulta, acompanhamos suas tentativas de conquistar independência, seus relacionamentos amorosos e a busca por um espaço onde pudesse escrever sem o peso constante das cobranças familiares. É justamente desse conflito entre o dever e a realização pessoal que nasce a inspiração para uma obra que atravessaria gerações.
Enquanto sua vida difícil se transforma em inspiração para uma das maiores obras da literatura, Franz também traduz parte dessas angústias para a linguagem cinematográfica. Em alguns momentos, surgem imagens e metáforas que remetem diretamente ao universo criado por Kafka, aproximando o espectador do imaginário que marcaria sua escrita.
Idan Weiss entrega uma interpretação contida e bastante eficiente. Seu Kafka é frágil, introspectivo e inseguro, mas nunca passivo. O ator transmite, sobretudo pelo olhar e pelos pequenos gestos, a frustração de um homem que busca reconhecimento, especialmente da figura paterna. Mesmo ao apresentar seu primeiro livro, percebe que o pai permanece indiferente, reforçando um vazio que acompanha toda a narrativa.
Cena nos dias atuais pelos lugares clássicos do Kafka
A maior surpresa do longa, porém, está na liberdade que Agnieszka Holland se permite durante a direção. Em diversos momentos, Kafka caminha por cenários históricos que, de forma quase imperceptível, se transformam nos mesmos lugares dos dias atuais, agora ocupados por turistas interessados em conhecer mais sobre sua história. Em um primeiro momento, a escolha causa estranhamento, mas logo revela seu propósito: aproximar passado e presente, lembrando que o legado de Kafka continua vivo mais de um século depois. É um recurso pouco comum em cinebiografias e que funciona muito bem.
O roteiro de Marek Epstein também acerta ao não transformar Kafka em uma figura mítica. Em vez disso, apresenta um homem comum, cheio de dúvidas, medos e limitações, cuja genialidade nasceu justamente da forma como enxergava o mundo ao seu redor. É essa humanização que torna a cinebiografia tão interessante.
Outro aspecto que merece destaque é a ambientação histórica. Situado em Praga no início do século XX, o filme insere discretamente o contexto político da Europa e a origem judaica da família Kafka, elementos que ajudam a compreender parte das inquietações do escritor sem que a narrativa perca o foco em sua trajetória pessoal.
Com uma vida relativamente discreta e uma morte precoce, Franz Kafka deixou uma obra muito maior do que sua própria existência. Sua literatura talvez continue sendo mais fascinante do que sua biografia, mas Franz cumpre seu principal objetivo: revelar quem era o homem por trás de um dos maiores nomes da literatura mundial. Sem recorrer a exageros ou dramatizações desnecessárias, a cinebiografia encontra força justamente na simplicidade com que retrata um escritor que transformou suas próprias inquietações em obras eternas.
Ficha Técnica
Nota: 4 (de 5)
FRANZ República Tcheca, Polônia, Alemanha, França, Turquia | 2025 | 127 Min. | Biografia | 16 anos
Título Original: Franz Direção: Agnieszka Holland Roteiro: Marek Epstein
Elenco: Idan Weiss, Peter Kurth, Jenovéfa Boková, Ivan Trojan, Katharina Stark, Sandra Korzeniak, Sebastian Schwarz, Aaron Friesz, Carol Schuler, Gesa Schermuly, Josef Trojan, Jan Budar. Distribuição: A2 Filmes
Agradecimentos a A2 Filmes pela produção deste conteúdo
Existem filmes que, mesmo abordando assuntos delicados, conseguem transmitir leveza e até divertir o público. Em Olhe o Mar, o diretor Emmanuel Poulain-Arnaud conquista essa difícil missão ao tratar de um tema que certamente representa a dor de muitas famílias sem abrir mão da sensibilidade e do bom humor.
A história acompanha Milo, um adolescente que descobre sofrer de uma doença rara que o fará perder completamente a visão. Filho de Chris e Antoine, um casal divorciado, ele vê a rotina da família mudar completamente diante da notícia. Sem saber como lidar com a situação, seus pais tentam descobrir qual seria a melhor forma de tornar esse momento menos doloroso.
Em vez de uma grande viagem pelo mundo, Milo faz um pedido muito mais simples: voltar à praia onde viveu alguns dos melhores momentos de sua vida e rever o avô. A decisão acaba reunindo novamente Chris e Antoine, obrigando os dois a dividirem uma viagem que também se transforma em uma oportunidade de revisitar o passado.
É nesse cenário que o filme encontra sua maior força. Mais do que acompanhar a despedida da visão de Milo, Olhe o Mar mostra um garoto que deseja continuar sendo tratado exatamente como sempre foi. Entre o surfe com o avô, o reencontro com um antigo amor de verão e as conversas sinceras entre seus pais, o longa constrói uma história sobre aceitação sem transformar seus personagens em vítimas.
Olhe o Mar tinha tudo para ser um drama feito para arrancar lágrimas do público. Felizmente, Emmanuel Poulain-Arnaud escolhe outro caminho. A doença nunca é tratada como espetáculo, mas como parte da vida daqueles personagens. O grande charme do filme está justamente na amizade que ressurge entre Chris e Antoine. Mesmo separados, os dois redescobrem o respeito, o carinho e a parceria que um dia fizeram deles uma família, enquanto percebem o quanto aquele lugar guarda lembranças importantes para todos.
Um elenco que transforma a história
Ewan Bourdelles brilha como Milo, interpretando um adolescente que, às vezes, ainda demonstra a leveza de um menino e, em outras, a maturidade de alguém obrigado a crescer antes do tempo. Mesmo sabendo que perderá a visão, seu personagem encara a situação com uma serenidade admirável, tornando a experiência ainda mais emocionante.
Audrey Fleurot e Dany Boon, por sua vez, são o grande destaque da produção. Embora Chris e Antoine não formem mais um casal, a química entre os dois permanece intacta. É justamente essa cumplicidade que torna tão prazeroso acompanhar a jornada dos personagens e descobrir como enfrentarão os desafios que surgem pelo caminho.
Também merece destaque Nicolas Marié, no papel do avô de Milo. Sem tratar o neto de maneira diferente por causa da doença, ele oferece alguns dos momentos mais espontâneos e acolhedores do filme, reforçando a ideia de que inclusão também passa pela naturalidade com que enxergamos o outro.
Já Amalia Blasco, como Nina, representa o primeiro amor de Milo. Sua presença acrescenta delicadeza à narrativa e reforça que, mesmo diante das maiores dificuldades, ainda existe espaço para viver novas experiências, criar lembranças e enxergar beleza nos pequenos momentos.
Com aquele clima de filme de verão — quase uma clássica Sessão da Tarde, no melhor sentido da expressão —, Olhe o Mar entrega uma trama envolvente, um elenco extremamente carismático e uma sensibilidade que nunca ultrapassa o limite do melodrama. É um filme que emociona sem manipular o espectador e diverte sem diminuir o peso do assunto que aborda.
Respeitoso e sincero, Olhe o Mar entende que algumas dores não podem ser evitadas, mas podem ser compartilhadas. Ao falar sobre família, amizade e recomeços, a produção lembra que nem sempre é possível mudar o futuro, mas sempre existe tempo para criar boas lembranças ao lado de quem amamos.
Ficha técnica
Nota: 4,5 (de 5)
Direção: Emmanuel Poulain-Arnaud
Roteiro: Emmanuel Poulain-Arnaud, em colaboração com Julien Rigoulot e Jean-André Yerles
Elenco: Audrey Fleurot (Chris), Dany Boon (Antoine), Ewan Bourdelles (Milo), Nicolas Marié (Papichou), Amalia Blasco (Nina), Camille Solal (Isabelle) e Thomas VDB (Peyo)
Música: Julien Glabs
Cenografia: Charlotte Martin-Favier
Figurinos: Cécile Cenoura-Guiot
Fotografia: Nicolas Gaurin
Som: Guillaume Valeix
Edição: Grégoire Sivan
Produção: Laetitia Galitzine, Émilie Pégurier e Nathalie Toulza-Madar
Produtoras: Chapka Films e Studio TF1 Cinéma, em coprodução com Beside Productions, Société nouvelle de Distribution (SND) e TF1 Films Production
Distribuidoras: Athena Films (Bélgica) e SND (França)
País de produção: Bélgica / Bélgica
Idioma original: francês
Agradecimentos a Autoral Filmes pela produção deste conteúdo
Quando se joga um jogo de animê, normalmente se espera uma boa adaptação ou até mesmo um filler criativo da sua obra favorita. My Hero Academia: All’s Justice consegue adaptar o final da saga, mas sem localização em português e sem o mesmo brilho que outros títulos publicados pela Bandai Namco.
Desenvolvido pela Byking, também conhecida por Jujutsu Kaisen Cursed Clash, o terceiro jogo principal da franquia adapta o arco da Guerra Final logo após o encerramento do anime. O resultado entrega o melhor sistema de combate da série até então, mas não podemos dizer o mesmo quando o assunto são seus outros modos de jogo.
O combate finalmente encontrou sua identidade
Giuliano Peccilli
Desde que a série Naruto Ultimate Ninja Storm popularizou os arena fighters modernos, diversos jogos tentaram reproduzir sua fórmula. Poucos, porém, conseguiram criar uma identidade própria.
My Hero Academia: All’s Justice dá um passo importante nessa direção. A principal novidade está no sistema de equipes 3 contra 3, que muda completamente o ritmo das batalhas.
Sabe aquele Marvel vs. Capcom? A troca constante entre personagens deixa de ser apenas um recurso ocasional e passa a fazer parte da estratégia durante toda a luta. O ritmo das partidas fica mais intenso, permitindo emendar combos, criar novas oportunidades ofensivas e explorar melhor as individualidades de cada herói e vilão.
Os combos automáticos tornam o jogo acessível para qualquer tipo de jogador, agradando iniciantes e veteranos. Já os controles manuais oferecem liberdade suficiente para experimentar sequências mais estratégicas.
Outro acerto está no elenco. Mesmo quando um personagem possui versões de diferentes momentos da história, cada uma apresenta habilidades e estilos próprios, evitando aquela sensação de que estão ali apenas para aumentar o elenco.
Os cenários nem sempre jogam a favor
Giuliano Peccilli
Boa parte das arenas possui obstáculos, desníveis e estruturas que frequentemente interferem nos golpes ou dificultam a movimentação.
Mas os problemas não acabam por aqui. Alguns cenários ficam restritos a determinados modos de jogo, reduzindo a variedade disponível nas batalhas livres. A destruição dos ambientes ajuda a dar impacto aos confrontos, mas ainda fica um pouco abaixo do espetáculo visto em outras franquias do gênero.
Uma campanha que poderia ser mais cinematográfica
Giuliano Peccilli
O modo história acompanha diferentes personagens durante os acontecimentos da Guerra Final.
A proposta funciona, mas a narrativa perde força pela maneira como os eventos são distribuídos. Como o jogador pode alternar entre diferentes perspectivas, alguns acontecimentos importantes acabam surgindo fora de ordem.
A comparação com Naruto Ultimate Ninja Storm acaba sendo inevitável. Enquanto a franquia da CyberConnect2 sempre buscou transformar momentos marcantes do anime em grandes sequências cinematográficas, My Hero Academia: All’s Justice alterna cenas muito bem produzidas com outras compostas praticamente por imagens estáticas da animação original, utilizando apenas pequenos movimentos de câmera.
Isso reduz não só a imersão, mas também passa a sensação de que esta não é a versão definitiva da Guerra Final. Nos jogos de Naruto, muitas cenas chegavam até a superar a própria animação em direção e impacto visual. Aqui acontece justamente o contrário: o jogo acompanha o anime, mas entrega menos do que poderia em vários momentos.
Mas também não sejamos tão críticos assim. As batalhas são bem equilibradas e trazem uma dificuldade consistente, respeitando a obra original e entregando diversão na medida certa.
Muito conteúdo além das lutas
Giuliano Peccilli
Além da campanha principal, o jogo oferece modos como Team Up Mission, Hero’s Diary e Archives Battle.
As Team Up Missions colocam o jogador em mapas relativamente abertos com objetivos principais e missões opcionais. Já o Hero’s Diary apresenta pequenas histórias inéditas envolvendo os alunos da Classe 1-A, enquanto o Archives Battle revisita confrontos importantes da franquia.
É aquela coisa: se você gosta de platinar um jogo ou quer aproveitar tudo o que ele oferece, esses modos cumprem bem o seu papel. Caso contrário, acabam passando um pouco despercebidos depois que a campanha termina.
Localização (ou a falta dela)
Para uma franquia como My Hero Academia, chega a ser estranho o jogo estar totalmente sem localização para o português.
A obra é extremamente popular no Brasil, com todos os filmes lançados nos cinemas, anime exibido oficialmente por aqui e o mangá publicado em português. São motivos mais do que suficientes para justificar uma localização.
Só que não foi isso que aconteceu. A ausência do português acaba restringindo parte do apelo do jogo no Brasil, principalmente para quem pretende aproveitar melhor a campanha e os modos extras, mas não domina o inglês.
Veredito
Giuliano Peccilli
My Hero Academia: All’s Justice representa uma evolução em relação aos outros jogos da franquia.
Com um sistema de combate muito mais refinado, um bom elenco e gráficos competentes, a Byking entrega sua melhor versão quando o assunto é jogo de luta.
É fato que o jogo dá algumas derrapadas na narrativa e nos modos extras, mas, quando o assunto é diversão, ele acerta e mostra por que merece ser visto com outros olhos.
Mesmo sem oferecer modos que realmente incentivem o replay e com a ausência da localização em português, My Hero Academia: All’s Justice é um bom jogo para quem gosta da obra, seja jogando sozinho ou reunindo os amigos para algumas partidas.
Ainda falta aquele acabamento cinematográfico que tornou Naruto Ultimate Ninja Storm uma referência entre os arena fighters, mas o combate mostra que a franquia finalmente encontrou seu caminho. Se a Byking conseguir evoluir a apresentação da campanha no próximo jogo, a série tem tudo para subir mais um degrau.
Ficha técnica
Nota: 4 (de 5)
Jogo: My Hero Academia: All’s Justice
Desenvolvedora: Byking
Distribuidora: Bandai Namco Entertainment
Gênero: Luta / Arena Fighter
Modos: Single-player e Multiplayer
Plataformas: PlayStation 5, Xbox Series X|S, PC e Nintendo Switch 2
Lançamento: 6 de fevereiro de 2026 (PS5, Xbox Series X|S e PC) | 4 de setembro de 2026 (Nintendo Switch 2)
Agradecimentos a Bandai Namco Entertainment pela cópia do jogo para análise