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Yhwach chega a BLEACH Rebirth of Souls e muda o ritmo das batalhas

BLEACH Rebirth of Souls ganhou um novo peso pesado. O quarto DLC do jogo adiciona Yhwach, o líder do Wandenreich e figura central da fase final de Bleach. A Bandai Namco libera o personagem para quem possui a Deluxe Edition, Ultimate Edition ou o Passe de Temporada, reforçando o elenco com um lutador pensado para desenvolvimento progressivo ao longo da partida.

Um lutador que cresce dentro da batalha

A principal característica de Yhwach é o sistema Kaiser Gesang, que controla a evolução de seu kit. No início do duelo, ele parece contido: muitos de seus golpes mais devastadores estão bloqueados. Conforme o confronto avança, novas habilidades se abrem e seu arsenal se transforma, levando o personagem de um arqueiro espiritual para um guerreiro que impõe pressão crescente no campo.

O ponto de virada desse crescimento é o Sankt Bogen. A arma começa como arco, mas se torna espada quando o poder do personagem atinge níveis críticos. Essa mudança altera a cadência das lutas e cria situações em que o jogador precisa administrar risco e tempo para liberar o potencial máximo do Rei Quincy.

Trailer reforça a força do novo DLC

O trailer mais recente de Rebirth of Souls mostra exatamente essa progressão. É possível ver Yhwach ganhando força até alcançar sua forma verdadeira, momento em que seu impacto visual e mecânico domina a tela. Para quem gosta de acompanhar a evolução de personagem durante a própria luta, ele promete ser um dos destaques do elenco.

Rebirth of Souls segue expandindo o universo de Bleach

Baseado na obra de Tite Kubo, BLEACH Rebirth of Souls é um jogo de ação e luta com mais de 30 personagens jogáveis e foco em batalhas estilo anime. A dinâmica de desbloquear habilidades e formas durante os confrontos é um dos pilares da experiência, que continua ganhando novidades enquanto está em acesso antecipado para PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC via Steam.

Like a Dragon completa 20 anos com mega promoção no Steam

A SEGA e o Ryu Ga Gotoku Studio abriram o mês com um presente para veteranos e novatos da franquia Like a Dragon e Yakuza. A celebração oficial dos vinte anos da saga só acontece em 8 de dezembro, mas o clima de festa começou antes no Steam, com uma promoção que transforma dezembro em rota obrigatória para quem acompanha Kiryu, Ichiban e o caos urbano que define a série.

Promoção no Steam com até 80 por cento de desconto

De 4 a 11 de dezembro, a loja da Valve entrou no modo Yokohama Sale. É a chance de mergulhar na cronologia ou completar a coleção com cortes generosos de preço em títulos recentes e spin offs. Entre os destaques estão Like a Dragon Pirate Yakuza in Hawaii, Like a Dragon Infinite Wealth, Like a Dragon Ishin e mais uma leva de jogos que mostram como a franquia evoluiu em tom, humor e pancadaria ao longo destes vinte anos. Para quem acompanha a série desde Kamurocho raiz ou quem só chegou agora pelo carisma de Ichiban, o pacote traz variedade e acessibilidade.

Relançamentos de Yakuza 0, Kiwami e Kiwami 2 ganham versões atualizadas

No dia 8 de dezembro, data do aniversário oficial da franquia, três clássicos que moldaram a identidade moderna da série retornam com edições pensadas para a nova geração. Yakuza Kiwami, Yakuza Kiwami 2 e Yakuza 0 Director’s Cut chegam ao PlayStation 5, Xbox Series X|S e Steam com melhorias e opções de upgrade para quem já possui as versões digitais anteriores. A jogada valoriza a base de fãs que atravessou gerações acompanhando Kiryu em sua construção como um dos personagens mais marcantes do gaming japonês.

O futuro da série já tem data marcada

Além das ofertas e relançamentos, a SEGA reforça que a linha do tempo de Like a Dragon continua acelerando. Yakuza Kiwami 3 and Dark Ties já está confirmado para 12 de fevereiro de 2026, chegando a praticamente todas as plataformas atuais, incluindo Nintendo Switch 2. O anúncio funciona como um lembrete de que o universo criado pelo RGG Studio segue vivo e em expansão, agora alternando protagonistas e explorando novas regiões do Japão e do mundo.

Um aniversário que conversa com a comunidade

Vinte anos depois do primeiro jogo, Like a Dragon e Yakuza seguem relevantes graças ao envolvimento direto com quem acompanha a série. Entre descontos agressivos, relançamentos que respeitam o legado e novidades planejadas para os próximos anos, dezembro mostra por que a saga permanece uma das mais queridas entre jogadores que buscam narrativa, humor e porradaria estilosa.

Fallout 76 Burning Springs coloca o Necrótico no centro da ação em Ohio pós nuclear

Fallout 76 Burning Springs já está disponível e marca a maior virada do jogo desde 2020. A atualização gratuita entrega uma Ohio pós nuclear cheia de novas facções, um mapa árido tomado por cinzas, criaturas mutantes e um sistema de Caça a Recompensas comandado por ninguém menos que Walton Goggins, reprisando seu papel como o icônico Necrótico da série de TV.

Para quem acompanha o universo de Fallout em todas as mídias, Burning Springs funciona como ponte entre o clima caótico da adaptação televisiva e o espírito RPG de estrada que sempre guiou a franquia.

O Necrótico assume o volante

A grande estrela da atualização é o novo modo de Caça a Recompensas. Os jogadores encontram o Necrótico no Bar do Fim, na Cidade Rodoviária, onde ele distribui contratos exclusivos de Burning Springs. As missões funcionam em ciclo contínuo, sempre oferecendo alvos novos, desde bandos de saqueadores até chefões mais resistentes.

A dinâmica incentiva visitas frequentes ao personagem, já que as recompensas variam e os contratos podem exigir abordagens diferentes, seja furtividade, pancadaria ou aquele build de armas improvisadas que todo veterano já tentou ao menos uma vez.

Burning Springs e sua Ohio em chamas

A região de Burning Springs é o coração da atualização. Trata se de uma Ohio devastada por incêndios radioativos, com terreno instável, prédios corroídos e atmosfera sempre carregada de fuligem. É aqui que surgem novas facções e missões, além de equipamentos inéditos, armas diferenciadas e até peixes locais para os fãs de pesca pós apocalíptica.

Entre os personagens da área está o Rei da Ferrugem, um Supermutante mais esperto que o normal e cheio de trabalhos para oferecer. A região também traz eventos públicos, oficinas para disputa e uma criatura que já virou favorita instantânea dos jogadores: o Javali Radioativo, que pode ser domesticado e levado para o C.A.M.P., caso você consiga sobreviver à amizade inicial.

Temporada 23 Sangue x Ferrugem

Paralelo ao lançamento de Burning Springs, a Temporada 23 já está rolando. Batizada de Sangue x Ferrugem, ela homenageia Fallout New Vegas com itens cosméticos que remetem aos Invasores, bancadas personalizadas, uma nova arma sazonal e outras recompensas temáticas.

Onde jogar Fallout 76 Burning Springs

Burning Springs está disponível para Steam, Xbox Series X|S, Xbox One, PlayStation 5 e PlayStation 4. O jogo base também pode ser acessado via Xbox Game Pass e PlayStation Plus Extra.

A comunidade já está mergulhando nas novas caçadas, testando builds e soltando teorias sobre a conexão entre Ohio, o Necrótico e possíveis expansões futuras. E você, já visitou o Bar do Fim para pegar seu primeiro contrato com Walton Goggins?

Total War Medieval III marca o retorno épico da franquia às batalhas históricas

A Creative Assembly usou a transmissão especial de 25 anos de Total War para entregar exatamente o que a comunidade vinha pedindo: a volta ao campo de batalha histórico com Total War Medieval III. O anúncio veio junto de novidades para Warhammer III e da apresentação da Warcore, a nova engine do estúdio. E ainda tem mistério no ar, já que um terceiro jogo será revelado no The Game Awards em 11 de dezembro.

O retorno à Idade Média que os fãs queriam

Medieval sempre foi uma das eras mais queridas pelos jogadores, então o estúdio tratou o anúncio como um verdadeiro reencontro. Em pré produção, Total War Medieval III busca ser o sandbox definitivo da Idade Média, permitindo criar reinos, redesenhar a história e testar estratégias que misturam autenticidade histórica com liberdade de ação.
A promessa é clara: este não é só o terceiro capítulo da subsérie, mas um renascimento do período histórico dentro da franquia.

O trailer de revelação reforça essa ideia ao mostrar o tom mais realista e o foco na construção de impérios em um mundo medieval amplo, cheio de conflitos políticos e disputas territoriais.

Warhammer III abre caminho para o apocalipse

A comemoração de 25 anos também abraçou os fãs de fantasia. Total War Warhammer III Lords of the End Times chega no segundo semestre de 2026 com quatro novos Lordes Lendários, começando pelo icônico necromante Nagash, que retorna decidido a recuperar seu poder.

O pacote marca uma virada de tom com a atualização gratuita End Times, que altera a campanha com cenários apocalípticos e eventos cataclísmicos. Um novo Lorde ainda vai se juntar ao caos, reforçando que a trilogia Warhammer está longe de se encerrar.

Para quem curte campanhas gigantes como Immortal Empires, o conteúdo promete elevar o nível de desafio e expandir as possibilidades táticas.

Warcore leva Total War para outro patamar tecnológico

A estreia da Warcore, nova engine do estúdio, é um salto importante para o futuro da série. Desenvolvida como a base tecnológica mais robusta da Creative Assembly até hoje, ela torna a jogabilidade mais dinâmica, imersiva e responsiva.

O diferencial que chamou atenção da comunidade foi a confirmação de que, pela primeira vez, jogos futuros de Total War poderão ser lançados em consoles PlayStation e Xbox. Isso abre espaço para uma nova geração de comandantes entrar na guerra em larga escala.

A engine é descrita como um sistema em constante evolução, criado para dar longevidade à franquia e permitir que ela continue liderando o gênero de estratégia.

Olho no The Game Awards

A celebração termina no The Game Awards, onde um terceiro título será revelado. Segundo o estúdio, trata se de um dos projetos mais ambiciosos da história de Total War e deve abrir uma nova fase da franquia.

Com Medieval III em produção, Warhammer III recebendo conteúdo épico e uma engine completamente nova, esperar para ver o que vem aí virou parte da diversão.

Transmissão

A voz oficial da Creative Assembly

Para marcar o momento, o vice presidente de Total War, Roger Collum, destacou a importância da comunidade nesses 25 anos:
“É incrível pensar que Total War está completando 25 anos. Somos extremamente gratos por podermos criar jogos que nossa comunidade joga há décadas, e sem eles não estaríamos aqui. Este ano foi um momento em que todos os fãs de Total War, antigos ou novos, históricos ou de fantasia, puderam se reunir e celebrar o próximo capítulo da nossa história. Que venham mais 25 anos.”

A celebração dos 25 anos deixa claro que Total War vive um novo ciclo. Medieval está de volta, a fantasia continua crescendo e a tecnologia promete abrir caminhos inéditos.

Raphael Montes revela que próximo livro será um thriller erótico e bem brasileiro na CCXP25

CCXP25 OMELETE oxidany

Raphael Montes subiu ao Palco Omelete by BB na CCXP25 para um papo direto com Caio Coletti e Lucca e acabou entregando uma das informações mais comentadas do evento. O autor confirmou que seu próximo livro, previsto para o ano que vem, vai mergulhar em um território novo dentro da sua obra: um thriller erótico com identidade brasileira. A referência veio sem rodeios. Segundo Montes, a ideia dialoga com clássicos do cinema como Atração Fatal e Instinto Selvagem, mas adaptados ao nosso contexto, costumes e obsessões.

Um autor que não repete fórmulas

Conhecido por sucessos como Suicidas e Jantar Secreto, além do trabalho como roteirista em produções como Bom Dia Verônica e Beleza Fatal, Montes reforçou no palco algo que seus leitores já perceberam ao longo dos anos. Cada livro nasce de um desafio diferente. O autor explicou que evita se prender a um único tema ou estilo e prefere experimentar, mesmo quando isso significa correr riscos criativos.

Mercado, leitura e teimosia criativa

Durante a conversa, o escritor também relembrou o início da carreira e as previsões pessimistas que ouviu. Em um país onde o hábito da leitura é constantemente colocado em xeque, diziam que ele não teria espaço como autor de ficção. O tempo tratou de desmentir esse discurso. Hoje, Raphael Montes figura entre os escritores mais vendidos do Brasil e mantém uma base fiel de leitores que acompanha cada novo lançamento.

Pijama, banho e rotina de escrita

Outro momento que arrancou risadas do público foi quando Montes abriu o jogo sobre seu processo criativo. A rotina é quase sagrada. Todos os dias, às 10h, ele se senta diante do computador vestindo um pijama do Bob Esponja e começa a escrever. Quando as ideias travam, a solução é simples e pouco ortodoxa: banho. Muitos banhos. Segundo o autor, é nesse intervalo aparentemente banal que surgem algumas de suas melhores ideias.

A revelação do novo projeto reforça por que Raphael Montes segue como um dos nomes mais interessantes da literatura pop nacional. Se depender do que foi prometido na CCXP25, o próximo livro tem tudo para gerar discussão, desconforto e aquela curiosidade que só um bom thriller consegue provocar.

CCXP25 define últimos finalistas do Torneio Cosplay Universe by Honda com domínio gamer

CCXP25 UNIVERSE COSPLAY @thegilbz

O Palco Universe by Seara foi tomado por armaduras, espadas gigantes e muita presença cênica no terceiro dia do Torneio Cosplay Universe by Honda, um dos eventos mais disputados da CCXP25. Ao todo, 20 cosplayers passaram pela última seletiva antes da grande final, em apresentações que misturaram animes, games e cinema diante de uma plateia que reagiu a cada entrada no palco.

Apresentado por Moo-Chan, o torneio manteve o ritmo intenso e contou com avaliação do júri formado por Danni Reiis, Julius Kaesar e Marcos Teixeira, o Bardo. O público marcou presença em peso e ajudou a transformar a seletiva em um dos momentos mais barulhentos do dia, com torcida organizada e muita vibração a cada personagem reconhecido.

Games dominam a última seletiva

CCXP25 UNIVERSE COSPLAY @thegilbz

O grande destaque da rodada foi o universo dos videogames. Três dos quatro classificados vieram diretamente de franquias icônicas dos consoles, mostrando como o cosplay gamer segue em alta dentro da CCXP. Os últimos finalistas anunciados foram:

  • Israel Ferreira, como Shao Kahn de Mortal Kombat
  • Almir Juventino, como Kratos de God of War
  • Gabriel Freire, como King of Cinder de Dark Souls
  • José Sousa, como Robocop, do filme homônimo

As escolhas refletiram não apenas o acabamento técnico das fantasias, mas também o impacto visual e a leitura imediata dos personagens no palco.

Expectativa alta para a grande final

CCXP25 UNIVERSE COSPLAY @thegilbz

A decisão acontece neste domingo, 7 de dezembro, quando os finalistas terão espaço para ir além do desfile. Cada competidor apresentará uma cena curta, interpretando seu personagem e colocando em prática tudo o que foi construído ao longo da competição.

Para Marcos Teixeira, o Bardo, a final promete elevar ainda mais o nível. “Quero ver muita magia, alegria e EVA no palco”, comentou, reforçando o espírito criativo que marca o torneio.

Julius Kaesar também destacou a evolução esperada dos competidores. “Já nas seletivas vimos algumas pessoas fazendo um tipo de apresentação, e amanhã imagino que elas terão a oportunidade de fazer ainda melhor”, afirmou.

Encerrando os comentários do júri, Danni Reiis mostrou confiança no grupo que chega à decisão. “Tenho certeza de que todos entregarão um ótimo trabalho na final. Mesmo no desfile, alguns participantes já trouxeram interpretação, então estou ansiosa para ver o que vem aí.”

Com personagens marcantes e propostas bem distintas, a final do Torneio Cosplay Universe by Honda se desenha como um dos momentos mais aguardados da CCXP25, reunindo técnica, performance e aquela energia que só o cosplay competitivo consegue gerar.

Brasil perde espaço no streaming enquanto gigantes estrangeiras dominam o jogo, aponta Ancine

O Panorama VOD 2025, divulgado pela Ancine em parceria com o Ministério da Cultura, joga luz em um cenário que qualquer fã de cinema que navega pelas plataformas já percebeu: o catálogo nacional está cada vez mais difícil de encontrar. Mesmo com o mercado de streaming batendo recordes de assinantes e receita, a presença de produções brasileiras continua limitada, especialmente nas plataformas estrangeiras que ditam o consumo cultural no país.

O estudo reforça algo que o público e o setor vêm discutindo há anos. Sem regras claras para garantir equilíbrio competitivo, o audiovisual brasileiro perde espaço exatamente onde deveria brilhar. Para a ministra da Cultura, Margareth Menezes, a discussão não é sobre restringir mercado, mas sobre soberania cultural e diversidade.

Catálogos gigantes, presença brasileira mínima

Entre as cinco plataformas com maior audiência no Brasil, apenas 6,3 por cento do catálogo é composto por produções nacionais. Se retirarmos o Globoplay da equação, esse número despenca para 2,7 por cento entre as quatro maiores plataformas estrangeiras. A fatia de obras independentes brasileiras é ainda menor.

Em outras palavras, o público tem cada vez menos oportunidades de encontrar filmes, documentários, séries e animações nacionais. O estudo aponta que parte importante da produção brasileira permanece sub-representada, enquanto gêneros como documentário e animação praticamente não circulam entre serviços globais.

Para o presidente da Ancine, Alex Braga, o crescimento do streaming não tem sido acompanhado pelo crescimento da presença nacional. A assimetria estrutural cria um teto baixo para quem produz no Brasil e dificulta a formação de novas audiências.

A circulação limitada trava o alcance das obras

Além de aparecer pouco nos grandes catálogos, o conteúdo brasileiro circula ainda menos. Mais de 3.700 títulos nacionais estão disponíveis em apenas uma ou duas plataformas, o que reduz a chance de descoberta e derruba o potencial econômico de produtoras e distribuidoras.

O levantamento revela que apenas 52,3 por cento dos filmes brasileiros lançados entre 1995 e 2024 estão disponíveis em algum serviço de streaming. Quando olhamos para obras exibidas na TV por assinatura entre 2015 e 2024, apenas 27,5 por cento migraram para o ambiente digital. Essa falta de janelas afeta principalmente produções independentes, que dependem de múltiplos mercados para se manterem competitivas.

Plataformas brasileiras carregam o acervo nas costas

O estudo também mostra que as plataformas nacionais são as principais responsáveis por manter o acervo brasileiro vivo no VOD. Enquanto serviços brasileiros ofertam 3.906 obras nacionais, plataformas estrangeiras disponibilizam 3.641, apesar de seus catálogos gerais serem mais que o dobro em tamanho.

O desequilíbrio deixa claro que o esforço de preservação e difusão do conteúdo nacional recai sobre plataformas que operam com menos escala, menos dados e menos poder financeiro diante das gigantes globais.

A urgência de um marco regulatório

O Panorama VOD 2025 aponta que a oferta brasileira está encolhendo justamente no núcleo dominante do mercado. Segundo o Ministério da Cultura, isso não é uma consequência natural, mas o reflexo de uma estrutura sem regras que garantam equilíbrio e diversidade.

A solução defendida pelo governo e por parte do setor é a criação de um marco regulatório para o streaming. A ideia é ampliar competitividade, fortalecer plataformas brasileiras e garantir que obras independentes circulem de forma justa. Para o secretário-executivo Márcio Tavares, a regulação é essencial para que o conteúdo nacional deixe de ser exceção em um mercado que se beneficia de milhões de espectadores brasileiros.

O debate continua e o fã de cinema sente o impacto

Enquanto o streaming cresce, o espaço para o audiovisual brasileiro diminui. A discussão sobre regulação não é apenas técnica. Ela afeta diretamente a forma como o público descobre filmes nacionais e como o mercado se sustenta a longo prazo.

Cine Diversidade volta ao Rio na oitava edição e reforça o audiovisual latino como força criativa

A oitava edição do Cine Diversidade chega ao Rio de Janeiro entre 7 e 14 de dezembro e transforma a cidade em uma arena de debates, encontros e exibições que atravessam gênero, sexualidade, território e modos de existir. O festival, agora mais conectado ao circuito latino-americano, foca em curtas que refletem urgências contemporâneas e circula por espaços como o Museu de Arte do Rio, Arena Carioca Dicró, Cine Bela Maré e Casa Bosque.

Idealizado pelas diretoras Karina de Abreu e Karla Suarez, da ColetivA DELAS, o evento mantém o espírito itinerante e a pegada crítica que o consolidaram como uma das vitrines culturais mais relevantes do estado. Para Karina, o Cine Diversidade já não é só uma mostra, mas um campo de debate público e criação simbólica. Karla reforça que o movimento acompanha a cultura do estado, que vive transformação e afirma novas formas de participação.

Abertura com debates e performances

A programação começa no MAR no dia 7 com a atriz e apresentadora Mariana Xavier na conversa Vozes de Verniz, que aborda corpo, saúde e representações no audiovisual. Na sequência, a multiartista Hiura Fernandes assume a sessão Territórios Diversos, refletindo sobre corpo, periferia e ancestralidade. A noite fecha com performance e pocket show da artista Preta Queen B Hull, que reforça o clima de experimentação e encontro que move o festival.

Oficinas e imersão criativa

No dia 10, a rota segue para a Casa Bosque, onde Catu Rizo conduz uma oficina de práticas poéticas audiovisuais. O público passa pela formação e chega a uma curadoria especial de curtas, criando uma experiência que mistura técnica, troca e experimentação artística.

Festival ocupa periferias e fortalece circulação

Os dias 11 e 12 marcam a chegada do Cine Diversidade à Arena Carioca Dicró e ao Cine Bela Maré. A escolha reafirma o compromisso do festival com territórios criativos que historicamente recebem menos atenção em eventos do setor. Exibir obras nesses espaços é um gesto de acesso, reconhecimento e fortalecimento das narrativas que emergem das bordas da cidade.

Debate final e o impacto das narrativas trans e negras

O MAR volta ao centro da programação no dia 14, quando acontece a conversa Representatividade em Movimento com Julia Katharine. A cineasta aborda a construção de narrativas trans e o impacto de ocupar posições de criação e protagonismo. Logo depois, a sessão Reflexos do Feminino recebe a pesquisadora e roteirista Luana Rocha, que discute como mulheres negras vêm reposicionando imagens e protagonismos no audiovisual brasileiro.

Prêmio Tibira celebra trajetórias essenciais

O festival encerra com o Prêmio Tibira, reconhecimento a trajetórias marcantes no audiovisual nacional. As homenageadas deste ano são a atriz Renata Carvalho, a diretora Denise Saraceni e a atriz e produtora Wescla Vasconcelos. Três figuras centrais que moldam novos caminhos de representatividade e coragem.

Por que o Cine Diversidade importa

Mais do que uma mostra, o evento se posiciona como um dispositivo de formação, circulação de saberes e fortalecimento de grupos minorizados. Desde 2016, a ColetivA DELAS realizou mais de 150 ações culturais e impactou mais de 3 milhões de pessoas. A iniciativa reforça que cultura é política pública e precisa estar no centro do desenvolvimento social.

Da periferia ao centro, das oficinas às performances, o festival cria conexões entre juventudes criativas, corpos dissidentes e profissionais experientes. O cinema independente surge como uma das expressões mais pulsantes da América Latina e o Rio de Janeiro se consolida como plataforma para imaginar futuros possíveis.

Sobre a ColetivA DELAS

A ColetivA DELAS é um hub de impacto social voltado para diversidade, equidade e inclusão. Com equipe majoritariamente feminina e LGBTQIAPN+, atua em cultura, comunicação, educação e impacto socioambiental. Suas iniciativas se destacam pela escuta ativa, pela formação gratuita e pelo compromisso com um audiovisual capaz de representar a pluralidade brasileira. As sócias unificam pesquisa, gestão cultural, atuação comunitária e curadoria para fortalecer um festival que virou referência por ampliar oportunidades e disputar narrativas.

Serviço

Museu de Arte do Rio
Datas: 7 e 14 de dezembro
Horário: 14h às 18h
Endereço: Praça Mauá, 5, Centro do Rio de Janeiro
Inscrições: www.cinediversidade.com.br

Choque de Cultura renasce na CCXP25 com reencontro histórico e episódio inédito

O Palco Blast! foi tomado por risadas, aplausos e aquele sentimento coletivo de “isso aqui é histórico” com o reencontro oficial do Choque de Cultura na CCXP. Caito Mainier, Daniel Furlan, Raul Chequer e Leandro Ramos subiram juntos ao palco para apresentar a nova fase da série do Canal Brasil, reacendendo um dos fenômenos mais marcantes do humor nacional dos últimos anos.

Mais do que uma simples volta, o painel funcionou como uma celebração da trajetória dos motoristas de transporte alternativo mais sinceros da cultura pop brasileira. A química entre o quarteto seguiu intacta, com comentários afiados, ironias no ponto certo e aquela lógica própria que transformou o programa em meme, referência e objeto de estudo informal da internet.

Bastidores, processo criativo e a força do absurdo

Durante a conversa, o grupo revisitou o processo criativo que moldou o Choque de Cultura desde os primeiros episódios, passando pela viralização, pelos bordões eternizados nas redes e pela relação direta com o público. Histórias de bastidores ajudaram a contextualizar como o humor do programa sempre dialogou com cinema, televisão, celebridades e a própria dinâmica do fandom brasileiro, tudo filtrado pela visão absolutamente nada técnica de seus personagens.

O painel também deixou claro que a nova fase não abandona a essência do projeto. O espírito crítico, o absurdo bem calculado e a leitura torta da cultura pop continuam sendo o motor da série, agora repaginada para dialogar com um público que cresceu junto com o programa.

Episódio inédito fecha o reencontro em clima de euforia

O ponto alto do encontro veio com a exibição exclusiva do primeiro episódio da nova temporada, apresentado em primeira mão ao público da CCXP. A resposta foi imediata, risadas altas, aplausos espontâneos e aquela sensação de que o Choque de Cultura continua funcionando exatamente porque nunca tentou ser algo que não é.

A nova temporada estreia no dia 12 de dezembro, no Canal Brasil, e a recepção calorosa no Palco Blast! deixou evidente que o retorno não é movido apenas por nostalgia. O Choque de Cultura segue relevante, afiado e plenamente capaz de rir da cultura pop enquanto faz parte dela. Para a CCXP, ficou a certeza de que alguns reencontros não apenas fazem sentido, eles são necessários.

Velhos Bandidos reúne Fernanda Montenegro, Bruna Marquezine e elenco em destaque no Palco Thunder da CCXP25

Crédito: Lucas Ramos

A Paris Filmes levou ao Palco Thunder da CCXP25 um dos painéis mais aguardados do evento, reunindo Fernanda Montenegro, Bruna Marquezine, Vladimir Brichta, Lázaro Ramos e o diretor Claudio Torres para apresentar Velhos Bandidos. O público assistiu ao trailer em primeira mão e recebeu a confirmação da estreia nos cinemas em 5 de março de 2026. Conduzido por Marcelo Forlani e Rafa Chalub, o painel apostou em conversas francas, histórias de set e uma visão clara do que esperar do longa.

Bastidores revelam parceria, emoção e humor

Fernanda Montenegro comentou sobre trabalhar sob direção do filho, Claudio Torres, e destacou que a convivência artística é o que realmente guia o processo. Ela ressaltou que a dinâmica entre eles nasce da confiança profissional, não da relação familiar.

Bruna Marquezine mostrou emoção ao falar sobre atuar ao lado de Fernanda, afirmando que sempre sonhou com essa oportunidade. A atriz contou que precisou escrever uma carta para conseguir expressar tudo o que sentia antes das filmagens.

Vladimir Brichta trouxe leveza ao painel com uma história de bastidor. Durante uma cena, Fernanda deu um passo a mais e ficou na frente da câmera. Sem que ela percebesse, Claudio a puxou pelo cós da calça para colocar a marca novamente, deixando o elenco dividido entre o susto e a diversão.

Claudio Torres explicou que dirigir um filme com a mãe como protagonista era uma decisão natural em sua trajetória. A montagem do elenco foi pensada para equilibrar experiência e frescor, criando uma equipe com encaixe imediato.

Lázaro Ramos contou que aceitou o convite antes mesmo de ouvir o roteiro completo. Ao descobrir que dividiria cenas com Vladimir Brichta e Fernanda Montenegro, respondeu na hora que estaria no projeto.

A história do assalto que coloca quatro personagens em rota de colisão

Velhos Bandidos acompanha Marta e Rodolfo, interpretados por Fernanda Montenegro e Ary Fontoura, um casal que planeja um assalto a banco. Para a execução do plano, eles recrutam Nancy e Sid, vividos por Bruna Marquezine e Vladimir Brichta, formando uma dupla jovem que não está totalmente convencida da empreitada. A trama ganha ainda mais força com Oswaldo, personagem de Lázaro Ramos, um investigador persistente que passa a perseguir o grupo.

A união desses personagens cria uma narrativa que mistura humor, tensão e afeto, dialogando tanto com o público que acompanha o cinema nacional quanto com a comunidade geek presente na CCXP.

Claudio Torres e o caminho até Velhos Bandidos

Com projetos marcantes na televisão e no cinema, Claudio Torres dirige, roteiriza e produz o filme. Ele é conhecido por títulos como O Homem do Futuro, Redentor, Reality Z e Magnífica 70, além de ser um dos fundadores da Conspiração. Velhos Bandidos une sua experiência com uma equipe técnica sólida e um elenco de peso.

Ficha técnica e nomes envolvidos

A produção é assinada pela Conspiração com coprodução de Globo, Claro e Star Original Productions. A Paris Filmes distribui o longa junto da RioFilme.

A equipe inclui Andre Horta na fotografia, Isadora Boschiroli na montagem, Yurika Yamasaki na direção de arte, Tayce Vale na maquiagem, Valeria Stefani no figurino e Carlos Trilha na trilha sonora. O elenco também conta com participações especiais de Reginaldo Faria, Vera Fischer, Teca Pereira, Hamilton Vaz Pereira, Tony Tornado, Laila Garin e Nathalia Timberg.

O papel da Paris Filmes no cenário atual

A Paris Filmes segue como uma das principais distribuidoras do país, responsável por grandes franquias internacionais e produções nacionais de destaque. Nos últimos anos, reforçou sua presença com filmes como Marighella, Meu Nome é Gal e Minha Irmã e Eu.

Painel reforça a força do cinema nacional na CCXP25

Com boas histórias, clima sincero e a presença de nomes históricos do audiovisual brasileiro, o painel de Velhos Bandidos marcou a participação da Paris Filmes na CCXP25. O público saiu com uma ideia clara do tom do filme e com expectativas altas para acompanhar essa quadrilha improvável nos cinemas em 2026.

CCXP25 | Mina de HQ completa 10 anos e faz do Palco Omni um espaço de escuta, acolhimento e troca

CCXP25 omni @opauloliv

O painel “Minando o Machismo: 10 anos da Mina de HQ” transformou o Palco Omni em um espaço de conversa direta e acolhedora, celebrando a trajetória do projeto criado pela jornalista Gabriela Borges. A proposta foi revisitar a história da Mina de HQ desde os primeiros passos nas redes sociais até sua consolidação como clube de leitura, revista e livro, lançado oficialmente durante a CCXP. Mais do que um balanço comemorativo, o encontro mostrou como o projeto se expandiu junto com o debate sobre diversidade no mercado de quadrinhos.

Representatividade como prática diária

Ao longo da conversa, as convidadas discutiram como a Mina de HQ se tornou uma referência ao dar visibilidade a mulheres, pessoas trans e não binárias em um meio ainda marcado por estruturas masculinas. Gabriela Borges destacou que a intenção sempre foi pensar relevância de forma ampla, sem limitar o alcance do projeto. Para ela, construir conteúdo voltado às mulheres também significa dialogar com todo o público e tensionar padrões que por muito tempo ficaram intocados no cenário geek.

Um espaço seguro dentro de um mercado hostil

A quadrinista Helô D’Angelo, que colaborou diretamente na construção da Mina de HQ, reforçou o impacto do projeto na criação de ambientes mais seguros. Segundo ela, a iniciativa ajuda a romper a sensação de isolamento comum a quem não se encaixa no perfil tradicional do mercado de quadrinhos. A Mina de HQ aparece, nesse contexto, não só como uma plataforma de conteúdo, mas como um espaço de pertencimento, onde diversidade e conforto caminham juntos.

Olhando para frente sem perder a essência

Além de celebrar o passado, o painel também abriu espaço para falar do futuro. As participantes confirmaram que a proposta da Mina de HQ segue em expansão e anteciparam que novos projetos devem surgir nos próximos anos. A ideia é continuar fortalecendo a comunidade criada ao longo da última década, mantendo o compromisso com inclusão, diálogo e transformação real dentro e fora dos quadrinhos.

Critics Choice Awards 2025 terá transmissão ao vivo pela TNT e HBO Max em 4 de janeiro

A temporada de premiações entra em ritmo acelerado com a 31ª edição do Critics Choice Awards, marcada para 4 de janeiro, em transmissão ao vivo pela TNT e pela HBO Max. Realizado no Barker Hangar, em Santa Monica, o evento reúne alguns dos nomes mais comentados do ano, além de servir como termômetro tradicional para o Oscar. A Critics Choice Association também divulgou os indicados nas categorias de cinema e televisão, com amplo destaque para produções da HBO Max e títulos da Warner Bros.

HBO Max se destaca entre as produções de TV

Com 27 indicações, a HBO Max e os conteúdos originais do selo continuam dominando o circuito crítico. Hacks aparece entre as favoritas com quatro indicações, incluindo Melhor Série de Comédia e nova aclamação para Jean Smart. O Max Original The Pitt também garantiu quatro menções, reforçando seu impacto como drama, com Noah Wyle e Patrick Ball entre os destaques de atuação.

O drama de investigação Task: Unidade Especial marca presença com três indicações, incluindo Melhor Série Dramática e mais um reconhecimento para Mark Ruffalo. Já The Righteous Gemstones reforça a força da comédia da HBO com três nomeações, enquanto A Idade Dourada retorna ao circuito premiável com duas indicações, incluindo reconhecimento para Carrie Coon.

Entre os nomes mais celebrados do ano, Bella Ramsey volta ao Critics Choice indicada por The Last of Us, reafirmando o peso da série no gênero dramático. Danielle Brooks também aparece por Pacificador, enquanto Mountainhead surge entre os concorrentes a Melhor Filme para Televisão.

O catálogo da HBO Max ainda aparece em categorias de animação, variedades e especiais de comédia, com títulos como Harley Quinn, When No One Is Watching, Conan O’Brien Vai Nessa, Last Week Tonight with John Oliver e diversos especiais stand-up indicados.

Cinema da Warner Bros acumula indicações e disputa entre favoritos

Nos cinemas, os estúdios da Warner Bros consolidam seu domínio com indicações expressivas. Pecadores lidera as menções da distribuidora com 17 categorias, entre elas Melhor Filme, Melhor Ator para Michael B. Jordan e Melhor Diretor para Ryan Coogler. O longa também aparece em áreas técnicas como figurino, fotografia, montagem, direção de arte, som e efeitos visuais.

Outro destaque é Uma Batalha Após a Outra, com 14 indicações que incluem Leonardo DiCaprio e Chase Infiniti nas categorias principais. O filme também se fortalece entre os prêmios de elenco, fotografia e trilha sonora assinada por Jonny Greenwood.

A lista se completa com A Hora do Mal, indicado em quatro categorias, incluindo Melhor Atriz Coadjuvante para Amy Madigan, e Superman, lembrado por seus efeitos visuais.

Chelsea Handler retorna como anfitriã

Pelo quarto ano consecutivo, Chelsea Handler assume o comando da cerimônia. A comediante e apresentadora retorna ao palco do Critics Choice Awards trazendo seu humor característico para conduzir uma das noites mais comentadas da indústria.

A importância do Critics Choice na temporada de premiações

A Critics Choice Association, que reúne mais de 500 críticos dos Estados Unidos e Canadá, organiza a premiação anualmente e é reconhecida por sua alta correlação com os resultados do Oscar. Por isso, o evento é acompanhado de perto por cinéfilos, fãs de TV e especialistas.

Onde assistir

A 31ª edição do Critics Choice Awards terá transmissão ao vivo em 4 de janeiro pela TNT e pela HBO Max. É uma das primeiras grandes oportunidades de observar tendências, favoritos e possíveis surpresas que devem influenciar a temporada de premiações de 2025.