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Final sul-americana de Rainbow Six Siege acontece na Oca e reúne seis times brasileiros

A cena competitiva de Rainbow Six Siege volta a ocupar espaço em São Paulo com a decisão da South America League. De 4 a 7 de dezembro, a Oca, no Parque Ibirapuera, recebe FaZe Clan, FURIA, LOUD, Ninjas in Pyjamas, Team Liquid e W7M para definir quem assume o topo do cenário sul-americano. Com um prêmio total de 100 mil dólares, o torneio reforça a força local em um jogo que há anos encontra no Brasil seu público mais vibrante e competitivo.

As vagas foram conquistadas ao longo das duas etapas da SAL disputadas neste ano, construindo um chaveamento que promete confrontos diretos entre organizações acostumadas a decisões importantes. É um recorte do que significa jogar R6 no país, onde rivalidade, talento e leitura tática caminham juntos.

Vale troféu e vaga no Six Invitational 2026

Além do título continental, o torneio também define quem carimba o passaporte para o Six Invitational 2026 em Paris. A região sul-americana terá seu primeiro representante garantido logo na Oca, o que aumenta a pressão em um bracket com times que já provaram seu potencial internacional.

Leandro Montoya, diretor de Esports Latam da Ubisoft, reforça o impacto da disputa no país e na comunidade. Para ele, trazer um torneio presencial desse nível a um espaço tão emblemático mostra o quanto o Brasil consolidou sua posição como força global em Rainbow Six Siege.

Brasil no topo do cenário mundial

O histórico recente ajuda a explicar a expectativa. A W7M levantou o troféu mundial no Six Invitational 2024, realizado no Ginásio do Ibirapuera. Em 2025, foi a vez da FURIA conquistar um título internacional no Rio de Janeiro. A FaZe também mantém seu peso com vitórias expressivas, mantendo o país como líder em premiações desde 2017, somando mais de 13 milhões de dólares.

Não é exagero dizer que qualquer confronto entre essas equipes carrega a tensão de um clássico. A comunidade acompanha de perto, e os números colocam o Brasil no centro das atenções quando o assunto é R6 competitivo.

Ingressos, valores e expectativas do público

Os ingressos para os quatro dias de disputa estão em contagem regressiva para esgotar. As entradas variam entre 25 e 35 reais (meia), dependendo do dia, com pacotes para quem pretende acompanhar toda a jornada rumo à final. A venda ocorre exclusivamente pelo site da Ingresse, e a tendência é que o público lote a Oca em todos os dias.

A estrutura presencial, somada ao clima histórico do espaço, cria um ambiente ideal para quem gosta de acompanhar Rainbow Six Siege ao vivo. É o tipo de experiência que mexe com o ritmo do jogo e que costuma transformar rounds importantes em momentos marcantes para quem está na plateia.

O que vem pela frente

Enquanto a SAL define seu campeão, outras regiões também encerram suas ligas para determinar os times que seguem rumo ao campeonato mundial. América do Norte, Europa, MENA e Ásia Pacífico completam o circuito competitivo global que molda o Six Invitational 2026.

A edição sul-americana, no entanto, ganha holofotes extras por concentrar seis times brasileiros em busca de um único título. Um deles levantará o troféu na Oca. E, pelo peso dessas organizações, a comunidade já sabe que a final promete ser um daqueles momentos que ficam guardados na memória de quem acompanha Rainbow Six Siege no Brasil.

Serviço
Datas: 4 a 7 de dezembro
Local: Oca, Parque Ibirapuera, São Paulo
Premiação: 100 mil dólares
Participantes: FaZe Clan, FURIA, LOUD, Ninjas in Pyjamas, Team Liquid e W7M
Ingressos: disponíveis no site Ingresse

CCXP25 | Elenco de Supernatural transforma o Palco Omelete by BB em celebração de fãs

CCXP25 - OMELETE -oxidany

A CCXP25 viveu um daqueles momentos que explicam por que o evento é tão marcante para quem acompanha séries há anos. Em comemoração aos 20 anos de Supernatural, parte do elenco subiu ao Palco Omelete by BB no primeiro dia do festival e transformou o painel em uma grande celebração coletiva. Misha Collins, Richard Speight Jr., Jim Beaver, Rob Benedict e Kathryn Newton foram recebidos com gritos, aplausos e uma energia que atravessou o auditório.

Supernatural e o carinho do Brasil

CCXP25 – OMELETE -oxidany

Misha Collins, eterno Castiel, já tinha dado o recado antes mesmo do encontro acontecer. Veterano de CCXP, o ator contou que fez questão de preparar os colegas para o que encontrariam no Brasil. Segundo Kathryn Newton, intérprete de Claire Novak, o aviso foi certeiro. Ela comentou no palco que ouviu histórias sobre a hospitalidade brasileira e confirmou tudo ao sentir o clima do evento e experimentar a comida local. O comentário arrancou risadas e reforçou a conexão imediata com os fãs.

Bastidores, personagens e memórias da série

CCXP25 – OMELETE -oxidany

O painel também abriu espaço para falar sobre os desafios e prazeres de viver personagens tão marcantes. Rob Benedict, que interpretou Chuck, destacou o peso e a diversão de assumir um papel tão simbólico dentro da narrativa da série. Ele comentou que brincar com a ideia de ser Deus dentro do universo de Supernatural exigia cuidado, mas também oferecia liberdade criativa rara na TV.

Jim Beaver e Richard Speight Jr. completaram o clima de nostalgia ao relembrar histórias de bastidores, episódios queridos pelos fãs e a longevidade improvável da produção, que se tornou um fenômeno global. O tom foi sempre próximo, como se o palco fosse uma extensão das convenções de fãs que ajudaram a manter a série viva por duas décadas.

Um encontro que vai além da nostalgia

Mais do que celebrar o passado, o painel mostrou como Supernatural segue relevante graças à relação construída com seu público. A presença dos artistas na CCXP25 reforçou que a série não é lembrada apenas pelos monstros, anjos ou demônios, mas pelo vínculo emocional criado ao longo dos anos.

Com gritos de “Carry On” ecoando no Palco Omelete by BB, o encontro deixou claro que, mesmo após 20 anos, Supernatural continua sendo uma experiência coletiva. Na CCXP25, essa devoção ganhou forma, voz e aplausos intermináveis.

Team Liquid Visa é campeã do VALORANT Game Changers 2025

O cenário competitivo de VALORANT amanheceu diferente após o domingo que marcou a primeira conquista mundial do Brasil no Game Changers Championship. Em uma final emocionante realizada no LoL Park Arena, em Seoul, a Team Liquid Visa derrotou a Shopify Rebellion Gold do Canadá em uma MD5 que deixou qualquer fã com o coração no spray. O placar final foi 3 a 2 e garantiu ao elenco brasileiro o prêmio de 180 mil dólares, além de uma página definitiva na história do cenário inclusivo da Riot Games.

As protagonistas da campanha histórica

A line brasileira que brilhou na Coreia do Sul conta com Natália daiki Vilela, Vitoria bizerra Vieira, Isabeli isaa Esser, Letícia joojina Paiva e Julia Jelly Iris, sob o comando de Caio napz Sousa. Um time que já vinha colecionando títulos nacionais e chegou ao mundial com a confiança de quem sabe jogar sob pressão.

A trajetória na grande final começou complicada. Mesmo com a Haven sendo o mapa de escolha da Team Liquid, a Shopify Rebellion Gold abriu vantagem por 13 a 11. A resposta brasileira veio na Pearl, também por 13 a 11, em uma partida em que joojina e daiki chamaram a responsabilidade nos rounds finais para empatar a série.

Na sequência, a Liquid virou o jogo com um 13 a 10 na Bind, mostrando leitura tática afiada. A chance de fechar a MD5 veio na Sunset, mas o time canadense reagiu com um 13 a 6 dominante que levou a disputa para o último mapa.

Split, o mapa que virou símbolo de superação

No mapa decisivo, a Team Liquid mostrou frieza de campeã. Controlou o ritmo da partida, segurou a tentativa de retomada da SRG e fechou a Split por 13 a 8, garantindo o título mundial que havia escapado em 2023 justamente para o mesmo adversário. Desta vez, a história virou highlight brasileiro.

Uma conquista que muda o cenário nacional

O título consolida a Team Liquid Visa como a principal potência do VALORANT inclusivo no país. Antes do mundial, o time já havia vencido o VCT 2025 Game Changers Brazil Final Stage e o VCT 2024 Game Changers Brazil Series 1, mas nada se compara ao impacto de levantar a taça diante do mundo.

A vitória reforça a força do cenário feminino brasileiro e abre espaço para novas narrativas e talentos que já sonham em seguir o caminho pavimentado por essa line histórica.

E agora, Brasil?

Com o título mundial na bagagem, a expectativa é ver como a Team Liquid Visa vai influenciar a próxima fase do Game Changers e até mesmo inspirar futuras apostas no competitivo misto. Uma coisa é certa: o servidor global nunca mais vai esquecer o dia em que a Split ficou verde e amarela.

Bilquis Evely inspira fãs ao revisitar sua trajetória na CCXP25

CCXP25 THUNDER -@bleia

O palco Thunder by Claro tv+ recebeu um dos encontros mais aguardados da CCXP25. No terceiro painel do dia, os apresentadores Marcelo Forlani e Mari Viana conduziram uma conversa afiada com Bilquis Evely, quadrinista brasileira que se tornou referência mundial e vencedora do Prêmio Eisner de Melhor Desenhista. Com casa cheia, o bate-papo percorreu desde os primeiros passos da artista até seus trabalhos mais recentes para a DC Comics, sempre com foco no fazer artístico e na relação entre técnica, emoção e narrativa.

Bilquis relembrou como sua trajetória foi construída página por página, conciliando estudo, experimentação e uma busca constante por identidade visual. Ao longo da conversa, ficou claro que seu sucesso não veio de fórmulas prontas, mas de um processo atento ao detalhe e ao significado de cada escolha gráfica.

Processo criativo, técnica e escolhas artísticas

CCXP25 THUNDER -@bleia

Um dos momentos mais comentados do painel foi quando a artista falou abertamente sobre seu processo criativo. Bilquis explicou que prefere métodos mais tradicionais de desenho, valorizando o contato direto com o papel e o pincel. Segundo ela, esse caminho permite explorar texturas, linhas e imperfeições que ajudam a dar vida às páginas.

“Cada página é um desafio muito grande. Com um pincel eu consigo fazer uma linha fina, testar texturas. Então, gosto do modelo mais tradicional”, comentou, ao detalhar como constrói ritmo e emoção em suas HQs. A fala rendeu identificação imediata com estudantes de arte e quadrinistas iniciantes que acompanhavam o painel atentos, muitos anotando dicas e observações.

Personagens icônicos e narrativas sensíveis

Ao revisitar sua carreira, Bilquis destacou trabalhos que marcaram sua evolução artística e a projeção internacional. Entre eles, suas passagens por Mulher-Maravilha, a aclamada releitura do universo de Sonhar e, mais recentemente, sua versão de Supergirl, que conquistou leitores pela combinação de delicadeza visual e força emocional.

Para a artista, o que une esses projetos é a possibilidade de trabalhar personagens fantásticos sem perder o olhar humano. Ela reforçou a importância da representação e da empatia nas histórias em quadrinhos, defendendo narrativas que dialoguem com sentimentos reais mesmo quando ambientadas em mundos imaginários.

Parcerias e expectativas para o futuro

O painel também contou com a participação de Matheus Lopes, colorista e parceiro frequente de Bilquis Evely. Ele comentou sobre o trabalho em conjunto, explicando como a cor atua como extensão do traço e da narrativa. Matheus ainda compartilhou sua empolgação com o novo filme da Supergirl, destacando como diferentes mídias ajudam a ampliar o alcance dos personagens e das histórias.

Encerrando o encontro, Bilquis deixou uma mensagem direta para quem sonha em seguir carreira nos quadrinhos. Persistência, estudo constante e respeito ao próprio ritmo foram alguns dos pontos destacados, reforçando que não existe um único caminho para chegar lá.

A passagem de Bilquis Evely pela CCXP25 não foi apenas um painel sobre carreira, mas uma aula aberta sobre arte, sensibilidade e construção de histórias. Um daqueles momentos que seguem reverberando bem depois que as luzes do palco se apagam.

CCXP25 | Mike Deodato Jr abre o Palco Omelete by BB com bastidores de uma carreira global nos quadrinhos

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O Palco Omelete by BB deu início à sua programação na CCXP25 com um nome que dispensa apresentações para fãs de quadrinhos. Mike Deodato Jr foi o primeiro convidado do espaço no dia de abertura do festival, reforçando o peso do palco como ponto de encontro entre criadores, bastidores e público apaixonado por cultura pop. Homenageado deste ano no Artists’ Valley, o artista também assina o pôster oficial da área, considerada por muitos o coração criativo da CCXP.

Reconhecido mundialmente por seu trabalho marcante na Marvel, com um traço sombrio, realista e carregado de impacto cinematográfico, Deodato conversou com João Jedi e Marcelo Hessel sobre sua trajetória, influências e transformações ao longo de mais de quatro décadas de carreira. Filho do quadrinista Deodato Borges, ele relembrou que percebeu seu talento ainda na adolescência, aos 13 anos, mas que só conseguiu viver exclusivamente de quadrinhos cerca de 20 anos depois. Um caminho longo, comum a muitos artistas, mas que no caso dele culminou em projeção internacional.

Da prancheta aos holofotes da Marvel

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Durante o papo, Mike Deodato traçou um panorama honesto de sua evolução artística. Nos anos 1980, seu estilo era fortemente realista. Já na década de 1990, os traços ganharam um aspecto mais caricatural, até chegarem ao equilíbrio que marcou os anos 2000, período em que consolidou sua identidade visual durante seus 24 anos trabalhando para a Marvel. Para ele, esse amadurecimento não foi apenas técnico, mas narrativo.

“Eu demorei a entender que a história é mais importante que o desenho”, afirmou, ao comentar como sua visão sobre quadrinhos mudou com o tempo. Hoje, seu foco está em criar imagens visualmente atraentes sem sacrificar o ritmo e a clareza da narrativa. A arte precisa servir à história, e não o contrário. Segundo Deodato, o desafio está justamente em encontrar esse ponto de equilíbrio, onde técnica, criatividade e storytelling caminham juntos.

Criatividade como motor da narrativa

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Ao falar sobre o momento atual da sua carreira, o quadrinista destacou a importância de confiar no processo criativo e permitir que a arte flua de forma mais orgânica. Para ele, desenhar bem vai além do impacto visual imediato. É sobre conduzir o leitor pela página, respeitar o tempo da história e manter a experiência envolvente do início ao fim.

Encerrando o painel que abriu oficialmente o Palco Omelete by BB na CCXP25, Mike Deodato Jr deixou claro por que segue como um dos nomes mais respeitados dos quadrinhos brasileiros no mundo. Sua presença reforçou o tom do espaço neste ano: menos glamour, mais processo criativo, conversa direta e bastidores reais de quem construiu carreira com persistência, talento e muita narrativa.

O homem que sabia javanês chega em HQ e estreia coleção da Via Lúdica na CCXP25

A CCXP25 abre suas portas com um presente para leitores que adoram ver a literatura cruzando com outras linguagens. A Editora Via Lúdica, parte do grupo Multiverso das Letras, escolheu o evento para apresentar o primeiro volume da coleção Clássicos ao Quadrado: a adaptação em HQ de O homem que sabia javanês, de Lima Barreto, assinada por Davi Calil. A proposta da nova série é clara e ambiciosa: manter a literatura clássica pulsando em novos formatos e ampliar a ponte entre leitores de livros e fãs de quadrinhos.

A coleção já nasce com continuidade planejada. A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo, adaptada por Ivan Jaf e Al Stefano, e Quincas Borba, de Machado de Assis, reinterpretado por Thiago Souto, são os próximos volumes confirmados.

Clássicos em quadrinhos e a missão de circular literatura

Para Luara Almeida, editora de Literatura Infantil e Juvenil na Via Lúdica, a coleção nasce com a intenção de aproximar públicos distintos. Ela acredita que as HQs podem iniciar leitores jovens nos clássicos, ao mesmo tempo em que introduzem leitores tradicionais ao trabalho de quadrinistas contemporâneos. A ideia central é fazer a literatura circular, mantendo vivos autores que moldaram a história literária brasileira.

Davi Calil e a experiência de adaptar Lima Barreto

Adaptar um clássico não é apenas transpor palavras em imagens. Davi Calil comenta o processo como uma parceria artística com Lima Barreto, mesmo que através do tempo. Para ele, recriar o Rio de Janeiro retratado por Barreto exigiu pesquisa e cuidado, já que o quadrinista precisa oferecer visualidade a uma narrativa que antes existia apenas na imaginação de cada leitor.

Calil destaca que a HQ pode atuar como porta de entrada para que leitores busquem diretamente o texto original. Segundo ele, uma imagem vibrante pode despertar curiosidade e quebrar a noção de que quadrinhos pertencem a apenas um tipo de leitor. O caminho contrário também existe: fãs de Lima Barreto podem descobrir nos quadrinhos uma nova forma de experimentar suas histórias.

Na CCXP, Davi estará no Artist’s Valley, autografando e vendendo seus trabalhos, incluindo a nova adaptação.

Reinventando um conto curto em uma HQ longa

O homem que sabia javanês é, no original, um conto curto, sarcástico e ácido sobre erudição de fachada e deslumbres da elite do início do século XX. A narrativa acompanha Castelo, que ganha fama ao se apresentar como professor de javanês, mesmo sem saber uma palavra da língua.

Ao adaptar o texto para um livro de 60 páginas, Calil percebeu a necessidade de um reforço narrativo que oferecesse um desfecho mais completo para o público dos quadrinhos. A solução veio com a inclusão do próprio Lima Barreto como personagem no prólogo e epílogo, criados em pintura guache para diferenciar visualmente essas partes do restante da HQ. Essa escolha traz um toque cinematográfico e aumenta a carga poética da obra, funcionando como contraponto ao humor ácido do conto.

Outro cuidado foi garantir que as falas do Lima Barreto personagem fossem compostas exclusivamente por palavras do autor. Para isso, Davi mergulhou em crônicas, diários e textos jornalísticos, montando o que chamou de um verdadeiro quebra-cabeça literário.

A força da literatura na CCXP25

O lançamento na CCXP reforça a presença da literatura em meio ao turbilhão de cinema, séries, games e quadrinhos. A Via Lúdica aposta em leitores que transitam entre todos esses mundos e encontram, na experiência híbrida, uma forma de manter viva a tradição literária brasileira.

A HQ também estará em pré-venda a partir de 4 de dezembro no site oficial da coleção Clássicos ao Quadrado.

Serviço

Pré-lançamento: O homem que sabia javanês em HQ
Adaptação: Davi Calil – Editora Via Lúdica
Data: 4 a 7 de dezembro
Local: CCXP São Paulo – São Paulo Expo

Sobre o Multiverso das Letras

O grupo reúne editoras dedicadas à literatura e à educação, oferecendo caminhos diversos para formação de leitores. Suas casas editoriais incluem Viver Editora, Editora Órbita, MWC Editora, Via Lúdica e Cantinela Editora, cada uma com projetos próprios que ampliam o acesso ao livro e à leitura.

CCXP25 | Canal Brasil revela teaser inédito de “Delegado” e leva série policial brasileira ao Palco Thunder

CCXP25 -THUNDER- @diegopadilha

O Palco Thunder by Claro tv+ recebeu, nesta quinta-feira, 4, um dos momentos mais comentados do dia na CCXP25. O Canal Brasil apresentou, com exclusividade, o primeiro teaser de “Delegado”, série policial inédita prevista para estrear em 2026. A exibição antecipada colocou o público em contato direto com o clima da produção e abriu espaço para uma conversa franca sobre criação, identidade e os caminhos do audiovisual brasileiro.

À frente do painel, os apresentadores Marcelo Forlani e Guilherme Jacobs conduziram o encontro com os diretores Leonardo Lacca e Marcelo Lordello, o ator, diretor e produtor Johnny Massaro, a atriz e produtora Virgínia Cavendish e a atriz Tânia Maria. A equipe também marcou presença no Palco Omelete by BB ao longo do dia, ampliando o diálogo com os fãs.

Um policial com sotaque e território próprios

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O teaser exibido em primeira mão entregou tensão, ritmo e um recorte pouco explorado nas séries policiais brasileiras. Ambientada em Recife, “Delegado” aposta em uma abordagem regional para contar sua história, fugindo de fórmulas engessadas e do eixo tradicional das produções do gênero. Leonardo Lacca destacou a importância dessa escolha ao comentar que a série nasce do desejo de romper com o monopólio geográfico e narrativo, aproximando o espectador de realidades diversas do país.

Essa decisão não é apenas estética. Ela atravessa a construção dos personagens, os conflitos apresentados e a forma como a segurança pública é retratada, sempre com um pé no cotidiano brasileiro e outro na dramaturgia.

Personagens, ação e contradições

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Johnny Massaro falou sobre o desafio de viver um protagonista que carrega contradições pouco usuais no gênero. Seu personagem é um delegado que sonha em escrever poesia, um contraste que ajuda a tensionar a narrativa. O ator comentou que nunca havia feito tantas cenas de ação em sua carreira, o que adicionou uma nova camada à experiência.

Tânia Maria arrancou risos do público ao comentar sua personagem, descrita como bastante namoradeira. A atriz fez questão de separar ficção e realidade, brincando com o fato de não se reconhecer nesse traço fora das telas. Virgínia Cavendish também destacou o equilíbrio entre humor e drama como um dos diferenciais da série.

Quem esteve no painel de “Delegado” na CCXP25

CCXP25 -THUNDER- @diegopadilha
  • Leonardo Lacca, diretor
  • Marcelo Lordello, diretor
  • Johnny Massaro, ator, diretor e produtor
  • Virgínia Cavendish, atriz e produtora
  • Tânia Maria, atriz

Com a exibição do teaser e a boa recepção do público, “Delegado” sai da CCXP25 como uma das apostas nacionais mais comentadas do evento. A série reforça o espaço do Canal Brasil na ficção seriada e mostra que o gênero policial ainda tem muito a explorar quando olha para o próprio país como ponto de partida.

Tom Wlaschiha abre o Palco Thunder na CCXP25 com lembranças de Game of Thrones e Stranger Things

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O Palco Thunder by Claro tv+ deu o pontapé inicial no primeiro dia da CCXP25 com clima de evento grande. A abertura ficou por conta de uma banda instrumental tocando a música tema da CCXP, criando aquele momento clássico que já virou tradição para quem acompanha a cultura pop de perto. Com o público aquecido, Marcelo Forlani e Bianca Alencar assumiram o comando para receber o primeiro convidado internacional do palco em 2025.

Um rosto marcante da TV no centro do palco

O ator alemão Tom Wlaschiha foi o nome escolhido para abrir a programação. Conhecido mundialmente como Jaqen H’ghar em Game of Thrones e também pelo papel de Enzo em Stranger Things, o ator conversou com o público sobre sua trajetória, os bastidores das produções e a forma como esses trabalhos mudaram sua carreira.

Jaqen H’ghar e o impacto de Game of Thrones

Durante o painel, Wlaschiha falou abertamente sobre como entrar no universo de Game of Thrones foi um divisor de águas. Segundo ele, o personagem Jaqen H’ghar marcou sua vida profissional por ter sido um dos primeiros trabalhos internacionais de grande alcance. O ator relembrou que, no início, ninguém da equipe tinha noção da dimensão que a série alcançaria, algo que hoje parece impossível de imaginar.

Stranger Things e a conexão com novas gerações

Além de Westeros, o papo também passou por Hawkins. Wlaschiha comentou sua participação em Stranger Things e destacou como a série aproximou seu trabalho de um público mais jovem, criando uma ponte entre fãs de fantasia medieval e da ficção científica oitentista que define a série da Netflix.

Fãs fazem a diferença

A recepção no Palco Thunder mostrou por que a CCXP segue sendo um espaço único para esse tipo de encontro. A cada história contada, os aplausos reforçavam a conexão entre ator e plateia. Ao final do painel, o clima era de celebração, com Tom Wlaschiha deixando o palco sob forte aplauso e a sensação de que a CCXP25 começou do jeito certo, valorizando quem ajudou a construir alguns dos universos mais marcantes da cultura pop recente.

Com essa abertura, o Palco Thunder by Claro tv+ já deixa claro o tom da edição deste ano, focada em histórias, personagens e na troca direta entre criadores e fãs que vivem esse universo todos os dias.

Unlock CCXP discute como games e cinema estão se fundindo em novas franquias da cultura pop (CCXP25)

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O Unlock CCXP abriu espaço para um dos debates mais estratégicos do evento ao reunir profissionais de diferentes áreas no painel Powered by gamescom latam | Cutscene: Quando o Cinema Entra no Jogo (e o Jogo Invade as Telas). A conversa girou em torno da convergência cada vez mais evidente entre jogos e produções audiovisuais, um movimento que já deixou de ser tendência para se tornar parte do modelo de negócios da indústria do entretenimento.

Participaram do painel Denise Novais, diretora de marketing sênior da Warner Bros. Pictures, Carlos Estigarribia, VP da OV Entertainment, Pablo Miyazawa, jornalista especializado em cultura pop e games e editor chefe da futura revista Players, Claudio Lima, fundador e CEO da WOW Gaming Ventures, e Rodrigo Terra, cofundador e chief technology evangelist da ARVORE Immersive Experiences. A pluralidade de olhares ajudou a desenhar um panorama mais realista sobre como cinema e videogame estão aprendendo a operar juntos.

Games no centro da estratégia e não mais como vitrine

Um dos pontos centrais da discussão foi a mudança de postura de Hollywood em relação aos jogos. Antes tratados como apoio promocional ou apostas pontuais, os games agora ocupam papel estratégico no desenvolvimento de franquias. Segundo os participantes, o crescimento do mercado gamer e a força das marcas consolidadas fizeram com que estúdios passassem a pensar o audiovisual a partir do jogo, e não o contrário.

Denise Novais citou o filme de Minecraft como um exemplo claro dessa virada de chave. O sucesso do longa mostrou que compreender a lógica, o público e a cultura dos games é fundamental para transformar uma adaptação em um produto relevante. O impacto foi tão significativo que o segundo filme da franquia já tem estreia prevista para julho de 2027, reforçando a confiança nesse tipo de propriedade intelectual.

Comunidades como motor da cultura pop

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Outro tema recorrente no painel foi o papel das comunidades formadas em torno dos jogos. Para os debatedores, esses grupos já funcionam como ecossistemas próprios, com alto nível de engajamento, produção de conteúdo e identidade cultural. O cinema, ao se aproximar desse universo, encontra uma base ativa que vai além do consumo passivo e passa a participar da construção das narrativas.

Essa relação também responde ao esgotamento de fórmulas clássicas em Hollywood. A busca por novas histórias, mundos e personagens encontra nos games um terreno fértil, especialmente por já nascerem conectados com públicos que consomem entretenimento de forma multiplataforma.

O futuro é transmídia desde o primeiro frame

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O consenso entre os convidados é que as produções do futuro já devem nascer pensadas para múltiplos formatos. Filmes, séries, jogos e experiências imersivas tendem a ser desenvolvidos de forma integrada, criando universos que se expandem em diferentes mídias sem perder coerência narrativa.

O painel do Unlock CCXP deixou claro que a fronteira entre jogar e assistir está cada vez mais borrada. Para a indústria, entender essa fusão não é apenas uma questão criativa, mas de sobrevivência em um cenário onde a cultura pop se constrói em rede, com fãs, jogadores e espectadores ocupando o mesmo espaço.

Unlock CCXP | Pesquisa Geek Power revela como fãs de cultura pop consomem, se identificam e influenciam o mercado (CCXP25)

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A pesquisa Geek Power foi um dos destaques da programação do Unlock CCXP e apresentou um panorama atualizado sobre o comportamento de consumo dos fãs de cultura pop no Brasil. Realizado entre agosto e setembro, o levantamento ouviu cerca de três mil pessoas e revelou como esse público se relaciona com entretenimento, produtos, marcas e experiências.

Os dados foram debatidos em painel com Carlos Silva, Partner e CEO da Go Gamers, Otávio Juliato, CCO da Omelete Company, e Mauro Berimbau, pesquisador e consultor da Go Gamers. A conversa deixou claro que o público geek está mais diverso, mais plural e longe de estereótipos antigos.

Um público mais feminino, diverso e com poder de compra

Um dos pontos mais relevantes da pesquisa é a consolidação das mulheres como protagonistas dentro da cultura pop. Elas não apenas participam ativamente da comunidade, como exercem influência direta nas decisões de compra e no engajamento com marcas e franquias.

O estudo também mostra um público economicamente ativo. Cerca de 20% dos entrevistados pertencem à classe A, enquanto 61% afirmam destinar parte da renda para produtos ligados à cultura pop. Esse consumo está fortemente ligado ao colecionismo, à busca por experiências compartilhadas e à construção de identidade.

Cultura pop deixou de ser nicho e virou ecossistema

A pesquisa Geek Power reforça que o fã atual não consome apenas um tipo de conteúdo. Ele transita entre música, séries, filmes, games, livros e eventos ao vivo, criando uma rotina de consumo múltipla e integrada.

A música aparece como presença constante no cotidiano, sendo consumida por 78,9% dos entrevistados. Esse comportamento evidencia a força das experiências transmídia, em que histórias e universos se expandem por diferentes plataformas e formatos.

Para o mercado de entretenimento, o recado é claro: estratégias isoladas já não funcionam para um público que circula entre diferentes linguagens e espera continuidade entre experiências físicas e digitais.

Do digital ao físico

Outro destaque do levantamento é a relação entre o mundo digital e o consumo físico. Produtos licenciados, colecionáveis e edições especiais funcionam como extensões da experiência online. O objeto físico passa a representar memória, identidade e pertencimento.

A pesquisa aponta ainda que nostalgia, inclusão e diversidade são valores centrais para marcas que desejam se conectar de forma genuína com o público geek. Autenticidade surge como fator decisivo na criação de vínculos duradouros.

O que a pesquisa Geek Power indica para marcas e criadores

Mais do que números, a Geek Power mostra que a cultura pop hoje influencia comportamento, consumo e construção social. Entender esse público exige escuta ativa e respeito à sua diversidade.

No Unlock CCXP, ficou evidente que o fã não é apenas consumidor, mas também formador de opinião, multiplicador de tendências e agente cultural.

CCXP como ponto de convergência da cultura pop

A CCXP se consolidou como o maior festival de cultura pop do mundo, reunindo mais de 2 milhões de pessoas ao longo de suas edições no Brasil e no exterior. Com eventos presenciais e digitais, a marca alcançou milhões de usuários e reforçou um sentimento que vai além do entretenimento: pertencimento.

A apresentação da Geek Power no Unlock CCXP reforça que entender o público geek hoje é entender uma parte central da cultura contemporânea brasileira.

Dados da pesquisa Geek Power | Unlock CCXP

Perfil socioeconômico dos entrevistados

IndicadorResultado
Total de participantesCerca de 3.000 pessoas
Período da pesquisaAgosto a setembro
Público classe A20%
Destinam renda à cultura pop61%

Hábitos de consumo cultural

Tipo de consumoPercentual
Música no dia a dia78,9%
Séries e filmesAlta recorrência
GamesConsumo frequente
LeituraPresente na rotina
Experiências transmídiaForte adesão

Motivações de consumo

MotivaçãoRelevância
ColecionismoAlta
Experiências compartilhadasAlta
Construção de identidadeAlta
NostalgiaEssencial
Inclusão e diversidadeEssencial

FANLAB marca presença na CCXP25 com mega loja de 270 m² e reforça status de hub geek da Riachuelo

A CCXP25 chega com força total e, entre os estandes que prometem movimentar o pavilhão, a FANLAB confirma sua volta ao festival com uma mega loja de 270 m². A marca de cultura pop da Riachuelo, já veterana do evento, celebra sua nona participação consolidando o espaço como um ponto obrigatório para quem busca produtos oficiais de animes, games, filmes e séries.

Com mais de 400 licenças ativas, a FANLAB aposta em variedade para falar diretamente com o público geek. O estande reúne colecionáveis, roupas e acessórios inspirados em franquias gigantes como Harry Potter e Star Wars, além de universos que seguem em alta entre fãs brasileiros, como animes, super heróis e séries de streaming.

Um catálogo pensado para quem vive cultura pop

O espaço nasce com a proposta de funcionar como uma loja completa para diferentes perfis de fãs. A curadoria inclui desde itens clássicos até tendências atuais, refletindo o posicionamento da marca de acompanhar a transformação da cultura pop. A ideia é facilitar a vida de quem busca peças específicas ou quer descobrir novas coleções dentro de um único ambiente.

Felipe Rocha, Diretor de Novos Formatos da Riachuelo, destaca que a FANLAB trabalha para aproximar o público de suas histórias favoritas com produtos oficiais. Segundo ele, estar na CCXP25 não é apenas exibir um catálogo amplo, mas participar ativamente do ecossistema geek e acompanhar de perto o que mobiliza os fãs.

Benefícios exclusivos durante o festival

Além do conteúdo geek, o estande incorpora serviços do ecossistema financeiro da Riachuelo. Compras feitas com o Cartão Riachuelo oferecem 10% de cashback para futuras aquisições e também permitem usar cashback acumulado diretamente no estande.

Para quem vive a experiência completa da CCXP25, o Cartão FANLAB edição especial do evento traz ainda um brinde exclusivo desenvolvido especialmente para a ocasião.

FANLAB e sua expansão entre fãs

A marca segue em crescimento no varejo geek, apoiada por sua estrutura dentro do Grupo Guararapes e por uma rede que reúne nove lojas físicas em São Paulo, além do e-commerce na plataforma da Riachuelo. Com uma estratégia baseada em produtos criados por fãs e para fãs, a FANLAB reforça seu papel como uma das principais fornecedoras de licenças oficiais no Brasil.

Sobre a FANLAB

Focada em unir diferentes universos do entretenimento, a FANLAB nasceu no ecossistema Riachuelo e reúne licenças de animações, animes, games, heróis, filmes e séries que movimentam o cenário pop. Com mais de 400 licenças e um catálogo que vai de itens para casa a acessórios para todas as idades, a marca se consolida como um ponto de referência para quem busca produtos oficiais em um só lugar.

Após impasse criativo, Anime Friends deixa portfólio da Omelete e retoma trajetória independente

CCXP/ Omelete - Divulgação

O Anime Friends não fará mais parte do Grupo Omelete. Após meses de conversas, Maru Division e Omelete Company confirmaram que não avançarão com a integração anunciada em 2024. A decisão, segundo ambas as partes, foi tomada de maneira amigável, mas marca uma reviravolta significativa para um dos maiores eventos de cultura pop asiática do país.

Em comunicado oficial, Juliano Aniteli, CEO da Maru Division, reforçou que a prioridade da empresa sempre foi preservar a identidade construída ao longo de mais de duas décadas de festival. A organização segue independente e já trabalha na edição de 2025, garantindo continuidade às tradições que consolidaram o evento.

Visões diferentes para o futuro

A Omelete Company também comentou o rompimento. Em entrevista à Veja, o CEO Pierre Mantovani explicou que, apesar de os acordos financeiros estarem alinhados, a gestão e o direcionamento criativo do Anime Friends se mostraram pontos de divergência. Segundo ele, não houve consenso entre os sócios sobre os rumos do festival, levando à decisão de cancelar a aquisição.

Mesmo com o recuo, a Omelete mantém planos de expansão no mercado de eventos, incluindo o projeto de uma CCXP itinerante pelo Brasil a partir de 2027.

Um festival com história e números robustos

Anime Friends estreando em 2024 no CCXP

Criado em 2003, o Anime Friends se tornou referência nacional, especialmente para fãs de cultura asiática. Em 2024, o evento registrou mais de 140 mil visitantes em seus 54 mil m² de programação, que incluiu shows internacionais, concursos de cosplay e painéis temáticos. A força desses números explicava o interesse da Omelete em integrar o festival ao seu portfólio, que já inclui CCXP e Gamescom Latam.

Na época do anúncio da aquisição, Mantovani chegou a destacar o Anime Friends como “um patrimônio da cultura pop no Brasil”, enquanto Aniteli via a parceria como uma oportunidade de ampliar o alcance do festival. A integração prometia unir os públicos e marcas que já orbitavam os grandes eventos do grupo, reforçada por uma pesquisa da própria Omelete que estimava em R$ 100 bilhões anuais o consumo do mercado geek no país.

Caminhos separados, expectativas em alta

Com a parceria encerrada, o Anime Friends retoma seu próprio caminho, sustentado pela equipe que o administra desde 2018. No comunicado, a Maru Division afirma que seguirá com seu plano de inovação e promete uma edição “ainda mais extravagante” em 2025 — sem alterar o espírito que o público reconhece como “a casa” da comunidade fã.

Já a Omelete ajusta seu plano de crescimento sem o Anime Friends, mas mantém a meta ambiciosa de alcançar R$ 1 bilhão em faturamento até 2030, apostando em novos formatos e territórios.

Olhando para 2026

A próxima edição do Anime Friends está marcada para 3 a 6 de julho de 2025, mantendo a promessa de novidades e experiências inéditas. A ruptura com o grupo Omelete encerra um capítulo breve, mas não diminui o peso do festival na cena pop brasileira que segue vivo, independente e guiado por uma comunidade que ajudou a defini-lo ao longo de mais de 20 anos.

A Maru Division agora tem o palco só para si. Resta ver como esse novo cenário vai movimentar o calendário nacional de eventos e que espaço o Anime Friends pretende ocupar daqui em diante.

Leia o comunicado da Maru Division na integra:

COMUNICADO OFICIAL

Em respeito ao nosso público, parceiros comerciais e artísticos, informamos que a decisão de não seguir com a integração entre a Maru Division e o Grupo Omelete para a organização do Anime Friends foi tomada de forma amigável, após longas conversas entre os executivos de ambas companhias.

Para nós, da Maru Division, sempre foi um ponto inegociável preservar a essência do Anime Friends, com sua identidade construída ao longo de mais de 20 anos graças ao apoio de uma comunidade de fãs única.

Seguimos motivados para executar os planos para a próxima edição do evento, com o mesmo nível de organização e inovação que imprimimos em cada edição desde 2018, quando assumimos o Anime Friends.

Nas próximas semanas, vamos iniciar nosso cronograma de divulgações, com as atrações que fazem o coração de cada fã bater acelerado no espaço que já é a nossa casa. Estamos preparando uma experiência ainda mais extravagante, do jeitinho que o público do Anime Friends merece.

JULIANO ANITELI

CEO Maru Division

Organizadora do Anime Friends